A Single Postcard from Amsterdam

No bikes for tourists

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Hoje dormi mais um bocadinho. Levantei-me às 9h20, tomei o pequeno almoço no hotel no meio do bosque e depois, com o Luis e outra pessoa que não conhecíamos que também esperava um táxi, fui para a estação de Ede-Wageningen, tão familiar já, por tanta espera de comboios. Quando vivi 3 meses em Wageningen, em 2009, já o disse de outras vezes, apanhava aqui frequentemente o comboio para outras paragens, aos fins de semana, que Wageningen é uma terra pacata e de vez em quando sempre é necessária alguma agitação.
Hoje, na estação, despedi-me do Luís que tomava um comboio diferente para o aeroporto de Schiphol e ali fiquei a ver os comboios que chegavam e partiam, antes do meu. Um rapaz ajudou-me a por a mala grande dentro do comboio e um senhor ajudou-me a tirá-la de lá, certificando-se que eu conseguia levar as duas malas sozinha em Amsterdam Centraal. Consegui, claro, têm rodas e se o caminho for a direito não há problema. Saí da estação e Amsterdão acertou-me em cheio na memória. Não vinha a Amsterdão há 6 anos mas bom, é como se tivesse saído daqui ontem.

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Ainda sobre a teia de propaganda na rede

Além dos aspectos que o João oportunamente indicou, há, ainda, uma questão muito pertinente. Quem é que pagou a rede de perfis falsos “Maria da Luz”?

Já se sabia há muito que Miguel Abrantes era um pseudónimo. Se era realmente avençado do governo de Sócrates, isso não sei, apesar de me parecer plausível.

Era óbvio que a informação publicada no blog Câmara Corporativa, com dados que não estavam acessíveis ao comum dos mortais, tinha o cunho de fontes privilegiadas. Mas deixemos o cinismo de lado. Os tipos do PSD e do CDS fizeram a campanha de 2015 com um forte suporte no Facebook, usando perfis falsos, um dos quais desmascarámos no Aventar, uma tal “Maria da Luz“, que serviu para inundar essa plataforma com soundbites, manipulações e ataques ad hominem aos adversários.

Enfim, poderíamos aqui tentar estabelecer uma escala sobre que tipo de manipulação é mais condenável, mas não é esse o tópico. Em causa está a forte suspeita de que também esta rede de propaganda pafiana teve a sua avença paga com dinheiro público, seja por pagamento directo, seja por nomeação de boys para cargos que lhes proporcionassem os meios materiais e financeiros. Ou alguém acredita que uma redes destas, que dá trabalho a montar e a manter, é coisa de carolas?

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 não presta para nada

Querem um exemplo prático? Então, reparem na diferença entre Dialectos e Dialetos. Efectivamente, um cê faz imensa falta.

CETA: Ponto da situação

Primeiro, os tops da UE anunciaram que os governos europeus se tinham MESMO que pôr de acordo sobre a assinatura do CETA durante a cimeira da UE na sexta-feira passada; como a pressão não funcionou, Chrystia Freeland declarou o abandono das conversações pelo Canadá; como mais uma vez não funcionou, atiraram com um ultimíssimo ultimato dirigido a Magnette, que terminaria hoje à noite. Acontece que Magnette não se deixa nem intimidar (as interpretações acusatórias sobre os seus motivos raiam o foro psicanalítico) nem comprar (já lhe ofereceram muitos bombons para a sua região assolada pelo desemprego e cujos habitantes sabem muito bem que terim a perder com o CETA), mas hoje à noite Donald Tusk, presidente do concelho europeu, anuncia via Twitter:

tuskO suspence continua.

A hora da verdade para o CETA

valonie

Na sequência da recusa de assinatura do CETA pela Valónia, Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu, fez um ultimato à Bélgica para tomar uma decisão a esse respeito até hoje à noite (segunda-feira). Magnette já respondeu, através do seu porta-voz, que a imposição de tal prazo é “incompatível com o processo democrático” e que não se sujeitará a ele.

Referindo-se à pressão de que tem estado a ser alvo por parte da UE desde que Chrystia Freeland, ministra do comércio canadense, abandonou as conversações na sexta-feira passada, Magnette comentou ontem (domingo) no Twitter: “É pena que a UE não exerça uma pressão igualmente intensa sobre aqueles que bloqueiam a luta contra a fraude fiscal”. [Read more…]

Redes tentaculares na blogosfera

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O semanário SOL, esse baluarte do jornalismo imparcial, fez manchete com uma história que, nesta casa, já em 2010 tinha sido devidamente esmiuçada pelo Ricardo Ferreira Pinto. Seis anos depois, o jornal do arquitecto que gosta de devassar a vida privada dos políticos com quem priva, descobriu que o governo Sócrates tinha uma rede de propaganda na blogosfera. Um aplauso para o SOL. [Read more…]

Refém de Assunção Cristas?

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Ainda falta um ano para as eleições nos 308 municípios portugueses, mas a contagem de espingardas já começou. Por muito que os líderes partidários teimem em afirmar que não fazem leituras nacionais dos resultados das eleições Autárquicas, a verdade é que essa leitura é feita e não raras são as vezes em que os resultados têm reflexo directo nas lideranças dos dois maiores partidos.

Em 2001, o PSD esmagou o PS nas urnas, levando António Guterres a demitir-se do cargo de primeiro-ministro e a abandonar a liderança do PS, e Durão Barroso ganhou as Legislativas do ano seguinte. Em 2013, poucos meses após a irrevogável crise governamental causada por Paulo Portas, e com os níveis de popularidade da coligação em queda livre, o PS passava a controlar praticamente metade do mapa autárquico, incluindo três dos quatro maiores municípios portugueses, com António Costa a assegurar maioria absoluta em Lisboa – tornando-se líder do partido um ano depois – enquanto Basílio Horta e Eduardo Vítor Rodrigues afastavam o PSD da governação de Sintra e Gaia. Em 2017, diga o que disser Pedro Passos Coelho, uma derrota autárquica será o fim da linha para o líder do PSD. [Read more…]

O sr. Feliz e o sr. (des)Contente

Rui Naldinho

No Outono de 2013 li um texto de Henrique Monteiro no Expresso, com o título: “O irrevogável populismo de Paulo Portas

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Concordo que Paulo Portas usa e abusa do populismo, com um discurso demagógico que por vezes até se torna patético. Dos feirantes aos contribuintes, passando pelas famílias numerosas, o Paulinho não se deixa de vender promessas vãs a quem se cruze com ele. A irrevogabilidade da sua demissão em 2013 não foge à regra.

Há no entanto um pormenor a salientar no percurso político e no comportamento de Paulo Portas. Talvez por ser líder de um partido político que estará sempre num segundo plano de qualquer governo onde entre, ele tem demonstrado um certo desapego ao Poder, o que mostra maturidade. Sabe ler os acontecimentos com alguma clareza de raciocínio. Vendo bem, isso é uma vantagem para ele. Assim, não sofre tanto, pois uma derrota deixa sempre sequelas. Não amua, passando a vida a lamentar-se, e acima de tudo evita o revanchismo para com os adversários.

Poucas horas depois do desfecho eleitoral de Outubro de 2015, sabendo que a maioria absoluta escapava à PAF, se é que ela alguma vez esteve em cima da mesa, Paulo Portas demitiu-se da liderança do partido sugerindo um novo rosto para presidir aos destinos do CDS. Semanas depois, perante a evidência de uma maioria de esquerda sustentar um governo minoritário do PS afirmou sem quaisquer pruridos: “O centro direita em Portugal só voltará a ser governo com uma maioria absoluta”.  [Read more…]

Postcards from Wageningen #3 (2016)

Just another ordinary day at the ‘office’

2016-10-20-14-08-09
Já ontem disse que os holandeses são um povo organizado. Contam o tempo das intervenções e das reuniões ao minuto e andamos todos num virote o dia inteiro. Foi mais um dia em que me levantei extraordinariamente cedo. Às sete da manhã mais concretamente. É uma violência para uma noctívaga como eu, convenhamos.
 
O dia de trabalho – embora andemos num virote – corre bem. As apresentações dos investigadores são geralmente boas e estão já bem encaminhadas. As reuniões são rápidas e sucedem-se (um virote, pois, já disse). As sessões e reuniões de hoje são no campus da WUR – Wageningen University and Research. O campus é muito bonito. Menos que o da Universidade de Aveiro (mas eu sou suspeita, obviamente) mas ainda assim bonito. Muito verde, salpicado de vermelho e de castanho aqui e ali. É outono. Absolutamente outono em Wageningen. Um outono que equivale a um inverno em Portugal. Está frio e chove de vez em quando. O costume, portanto.

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Sinais…. de que tempo?

halloween3Ontem, no centro de uma cidadezinha do norte da Alemanha, deparamos com as lojas já cheias de enfeites de Natal.

  • Já estou toda baralhada, diz a minha filha, ainda quero divertir-me com as minhas amigas no Halloween – outra festa do comércio – e já me fazem pensar no Natal… Recuso-me!

Digo só “pois é”, mas interiormente fico contente pelo acrescento dela sobre a festa do comércio e dou-lhe toda a razão, no que toca a baralhação e comércio…

Postcards from Wageningen #2 (2016)

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 A Holanda é, provavelmente, o país mais organizado do mundo

Penso isto desde que, há muitos anos, vim pela primeira vez aqui. É tarde e não tenho muito tempo para elaborar. Amanhã o despertar será igualmente às 7 da manhã e, depois de um dia inteiro a falar inglês, a ser organizada, a não ter um momento de solidão, estou prestes a desfalecer.
Mas foi um bom dia. A organização é quase sempre uma boa coisa, acho eu, que tenho também a mania da ordem. Fomos a Nijmegen, que – apesar de ser a quinta vez que venho à Holanda – não conhecia. Vimos um rio a que foi dado mais espaço. Estivemos numa espécie de Lx factory, mas sem Lisboa. Conversámos bastante. Rimos alguma coisa. Observámos, da janela do autocarro, as paisagens ordenadas e muito verdes. E a àgua, claro, sempre a àgua. Também ela ordenada nos canais.
Ao fim da noite bebemos um vinho tinto chamado ‘just fucking good wine’. A Holanda é, provavelmente o país mais organizado do mundo. Mas os holandeses têm sentido de humor e isso salva-(n)os.

Braga, a Cidade Desapessoada

braga_automovel_passadeirasBraga, já o disse aqui, é uma cidade sem árvores, com poucas árvores, com cada vez menos árvores. Não me lembro da última vez que se plantaram árvores na cidade, ou porque não veio nos jornais, ou porque não era importar vir nos jornais ou, pior ainda, não se plantam árvores em Braga há décadas. Pelo contrário, cortam-se árvores maduras para dar lugar a painéis de publicidade.
A cidade cujos destinos tiveram à frente Mesquita Machado entre 1976 e 2013, e no que à fruição (ou não) do espaço público diz respeito, está agora igual a ontem. Se algo mudou na percepção e gestão do espaço público, é claramente pouco e muito pouco visível.
O executivo agora liderado por Ricardo Rio assinala agora três anos de mandato.
Já se terá questionado o jovem autarca sobre o que realmente mudou na cidade?
E o que continua igual?
E o que se agravou?

Nota: não sou proprietário de um veículo Citroen.
Nem nunca comprarei um carro ao Filinto Mota… 
[foto via]

O estranho caso do ambientador

Conta-me o A. que leva dias convencido de que foi ele a estragar a sonda Schiaparelli. É preciso que vos diga que o meu amigo A. é um neurótico que cede com frequência à paranóia, mas a quem efectivamente acontecem coisas invulgares.

Levava dias enfiado em casa a experimentar um brinquedo novo, uma coluna de som pequenina e discreta, com aspecto de perfume ambientador, à qual ele ditava ordens e que respondia apagando as luzes do corredor ou ligando a máquina de lavar roupa, conforme o que ele mandasse. A coluna, explicou-me ele, precisa de ser calibrada, coisa que só acontece falando muito com ela e deixando que ela se vá enganando, ligando agora a máquina do café em vez da secadora, fazendo tocar o alarme de casa em vez de ligar o rádio. Explicou-me tudo com paciência, como se também eu precisasse desse tempo para calibrar-me e ser capaz de perceber o que aí vinha. Perguntei-lhe se a coluna estava ligada. Estava. Tinha de estar. Quanto mais nos ouvisse melhor seria capaz de perceber as distintas modulações da voz humana. [Read more…]

Um presidente mediocre

Rui Naldinho

Quando me falam das crises dos Partidos Socialistas e Sociais Democratas da Europa lembro-me sempre de uma entrevista recente dada pela politóloga e filósofa francesa, Chantal Mouffe, e cito apenas um pequeno excerto da entrevista:

Como sabe, hoje em dia, a classe operária vota maioritariamente na Marine Le Pen, e vota nela porque se sentiu completamente abandonada pelos socialistas. Os eleitores socialistas são a classe média e os imigrantes. Há um think tank, que se chama Terra Nova [próximo dos socialistas franceses], que afirma que a classe operária está perdida para os socialistas. É por isso que se concentram na classe média e nos imigrantes, que julgam que nunca votarão na Frente Nacional. Os governos socialistas ofereceram a classe operária a Marine Le Pen. Um problema fundamental é que a classe operária é também aqueles que são os perdedores do processo de globalização. E os socialistas interessam-se mais pela classe média, que ganhou com esse projecto. [Chantal Mouffe, em entrevista a Nuno Ramos Almeida, no i de 3/10/2016]

Discordo apenas da última afirmação de Chantal Mouffe. Para mim, uma boa parte da classe média também está a perder com a globalização. A única classe média que ainda se mantém à “tona da água”, corresponde a um sector intelectual ligado à ciência e às novas tecnologias, com profissões ainda bem remuneradas dada escassez no mercado europeu deste tipo de mão de obra qualificada, mas que a breve prazo se tende a massificar. Basta recordarmos que hoje a profissão de médico não tem emprego garantido, coisa que outrora não acontecia. [Read more…]

Uma questão de prioridades

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O jornal PÚBLICO mantém há dois dias a entrevista a PPC em destaque. Nos entretantos, aconteceram coisas, como uma entrevista do primeiro-ministro e a questão da DBRS. Coisitas, afinal, a não merecerem destaque na filial do Povo Livre.

O Expresso da Manhã

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Contrariamente àquilo que aconteceu durante a governação Passos/Portas, que falhou, sucessivamente, quase todas as metas a que se propôs, 2016 será, tudo parece indicar, o ano em que Portugal sairá do procedimento por défice excessivo, apesar da dívida pública que se mantém em níveis estratosféricos. Contudo, e sendo certo que o défice se situará abaixo dos 3% exigidos por Bruxelas, resta saber quão abaixo desse valor ficará. [Read more…]

Postcards from Wageningen #1 (2016)

Do not walk outside this area

Há um ano, mais ou menos, também estava em Wageningen. O João tinha morrido há uns dias. Todos os postais de então foram para ele. Hoje, mais ou menos um ano depois, o João continua morto. Vim a pensar nisso – de há um ano mais ou menos estar aqui e do que senti nessa altura com a morte do meu amigo – no avião para Amsterdão.
A Sandra e o Luís, que vieram pelo Porto, estavam já no aeroporto de Schiphol quando aterrei. O Luís ajudou-me com a mala grande até ao comboio. Encontrámos o Talis na plataforma 3 e viemos os 4 para Wageningen. Pouco a pouco foram chegando outros colegas ao hotel no meio do bosque. Um hotel moderno, clean, muito confortável onde vou ficar 3 noites. Amanhã começamos cedo, às 8h30 da manhã. Tenho de dormir e não me apetece. Na verdade, nunca me apetece dormir e resisto até o sono me vencer sem dar por isso. Custa-me entrar dentro do sono, aqui como em qualquer outro lugar.
Passei a tarde toda em viagem. Há pouco para contar. A Holanda é, mais a mais, um país tranquilo, de casas com janelas sem cortinas, de casas transparentes. Isso agrada-me, confesso. Gosto de espreitar para dentro das casas das pessoas. Aqui nem é preciso espreitar. Elas mostram-se. Já eu fechei as cortinas da grande janela do quarto. Hábitos.

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Paga o que deves, Benfica

Dizem os adeptos do Vasteras, que exigem ao Benfica o pagamento de uma dívida de 250 mil euros, referentes à compra do central Lindelöf. Vai daí, fizeram este vídeo, onde apelam aos encarnados que cumpram com os seus compromissos, o que, dada a recém-anunciada saúde financeira de ferro do clube, não deve ser muito difícil. Vá, paguem o que devem e deixem o Vasteras viver o sonho!

A aldrabice do dia

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Denunciada por João Semedo, trata-se de uma aldrabice muito simples. O Bloco apresentou um projecto de lei para impedir os salários à moda da direita na CGD, que foi chumbado, pelo que não tem nem a faca, nem o queijo não mão. Já David Dinis, com a faca e o queijo do Público na mão, em processo acelerado de observadorização, pode debitar estas coisas – é livre de o fazer – mas o verdadeiro objectivo por trás delas mais não é que uma nova tentativa de criar instabilidade o seio do acordo entre os partidos de esquerda.  [Read more…]

“Uma vergonha para a Europa”? Não, para os governos socialistas em Bruxelas

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Chrystia Freeland, ministra do comércio canadense, abandonou hoje as conversações na Cimeira da UE à beira das lágrimas, dizendo que a UE “não tem capacidade” para assinar um acordo comercial nem mesmo com o Canadá (CETA), um país tão próximo dos valores europeus! “Que vergonha para a Europa”, bramam os media europeus e desacreditam o homem que conseguiu esta proeza – Paul Magnette, presidente do governo da Valónia – acusando-o de defender interesses internos e de bloquear a União Europeia despropositadamente.

Viva Magnette! Tu sim, és um chefe socialista a valer, que defende os interesses dos cidadãos e não os vende às multinacionais, como fazem Gabriel e Hollande e Costa e por aí fora. Estão fulos contigo porque, ao invés de todos eles, tu conduziste um processo de consulta, profundo, aberto e democrático, ao longo de 18 meses, ouvindo vozes de todos os quadrantes e sectores, incluindo também business lobbyists e representantes canadenses. E porque nessa base, o parlamento da Valónia aprovou uma resolução que aponta, com competência e conhecimento de causa, as armadilhas do CETA para os cidadãos. [Read more…]

E o Diabo não veio, confirma a DBRS

Falhanço em toda a linha para os esganiçados que asseguravam, não necessariamente por esta ordem, que a execução orçamental iria falhar, que um novo resgate estava a caminho, que a DBRS iria meter Portugal no lixo, que não seria possível aprovar os orçamentos para 2016 e, muito menos, para 2017, que o objectivo do défice iria falhar e que o Diabo chegava em Setembro.

Uns derrotistas, com amplo palco na comunicação social, que tiveram como única aposta a desgraça de todos para regressarem ao poder.

Afinal, foi possível não cortar nos salários e nas pensões, aumentando-os até, pouco, sim, mas não os cortando, como fizeram os pafiosos, o que passa a ser muito. E sem trazer o Diabo, ao mesmo tempo que se acabou com o discurso bafiento do sair da zona de conforto, do desemprego que era oportunidade e do viveram acima das possibilidades. A quem não chegar, olhem, que emigrem.

É tempo de engolirem sapos e que o PAN os perdoe.

A nova frase de engate

Um tipo saca de um cigarro e diz: “Tens um Galaxy S7“?

Nada mau para um país governado por comunistas e bloquistas

aplauso

Enquanto o veredicto da agência de terrorismo financeiro canadiana não chega, falemos sobre a mais recente aparição do Diabo no paraíso à beira-mar plantado. Apesar do silêncio dos devotos da Igreja do Neoliberalismo da Catástrofe dos Últimos Dias, Portugal foi em peregrinação aos mercados internacionais na passada Quarta-feira, em busca de perdão, salvação e financiamento, e colocou 1250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a 3 a 11 meses, tendo conseguido um juro de -0,012% no prazo mais baixo e 0,006% nos títulos que vencem em Setembro de 2017. Nada mau para um país a braços com um novo PREC, em processo acelerado de sovietização.

Foto: José Coelho/Lusa@RTP

A ditadura do rating

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As agências de rating não andam nesta vida para serem responsáveis, honestas ou sequer imparciais. São um negócio privado, que gera muitos milhões em proveitos, e que tem como accionistas pessoas que, entre outras coisas, lucram com a especulação, o que inclui ganhar dinheiro com a manipulação dos mercados e com a desgraça de terceiros. A tal liberdade defendida pela direita neoliberal. [Read more…]

Boys will be boys

Dirigentes da EPAL que tinham sido recentemente nomeados, após um longo processo de selecção, foram entretanto substituídos por vários militantes do PS

Piratas

Não vai há muito que conheci um pirata. Entrou na tasca com um papagaio ao ombro, pediu uma sandes de panado ao balcão, foi sentar-se com ela na mesa ao pé da porta, e o papagaio saltou-lhe do ombro para a mesa e debicou o pão até à última migalha. Uma turista, que parecia ter entrado ali por engano mas foi ficando, pediu ao empregado, num português de dicionário de conversação, que fotografasse a cena porque ela tinha vergonha de aproximar-se. Passou-lhe para a mão um descomunal telefone cor-de-rosa e ele, muito castiço, fez de conta que não percebeu.

– Quer que fotografe quem?

Ela apontou para o papagaio.

– Ah, bom. É que o dono é feio como o caralho.

Ela não percebeu, quem estava achou por bem não traduzir, o pirata não se deu por aludido, e o papagaio espreguiçou uma pata de cada vez, limpou o bico às penas do peito, e voltou para a câmara o seu melhor perfil. [Read more…]

Última chamada para o diabo

Progressos notáveis

draghi

Mêmo, mêmo dos bons. Portugal é dos países mais pobres e desiguais da OCDE [RTP, 21 de Maio de 2015].

Rumo ao bilião!

Economia portuguesa deve 719,5 mil milhões de euros, mais 2,1% num ano

Passos Coelho tem razão

«Este orçamento é um mau orçamento». Contudo, os orçamentos de Passos Coelho (OE2012, OE2013, OE2014, OE2015) não foram melhores do que o OE2016 e o “mau orçamento” em apreço: o OE2017.