Ed Horsford
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Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
O presidente da Confederação de Pais e Encarregados de Educação defendeu a realização de missas na Escola Pública. Há mesmo escolas no Norte que já o fazem, e em horário lectivo, relegando os alunos que não participam para salas de espera. Tal é ilegal, inconstitucional. A liberdade de culto só pode ser garantida por um Estado laico. Forçar as situações nesta questão é abusivo, provocador e imprudente. Não faltam os templos – grande parte deles propriedade do Estado, que os cede benevolamente – onde os cultos naturalmente ocorrem. Forçar o culto religioso nas Escolas Públicas é ostentar um abuso de posição, saudade de uma hegemonia há muito e em boa hora perdida. Não forcem, pois, não joguem em conflitos há muito ultrapassados e que nada trazem de bom Já basta o que basta.

Escrevi, há dias, um post sobre a crise no Brasil que, mais do que respostas, fornecia perguntas. A minha ignorância, a distância, o desconhecimento de muitos dos protagonistas e dos seus interesses e ligações, a não verificação da verdade ou da mentira nos “factos” mediáticos, a velocidade dos acontecimentos e a minha própria estupefacção, tudo isso me aconselhava a ter mais dúvidas do que certezas.
Nestes dias vertiginosos fui procurando entender melhor a situação. Avancei pouco e, separado o joio, quase não me sobra trigo.
Duas ou três certezas, tenho: o país está divido, a Política e a Justiça não estão devidamente separadas (e ambas albergam muita gente pouco recomendável), o regime (não me refiro ao governo) precisa de refundar-se, a corrupção é transversal e endémica – chegando-se ao ponto de indiciados e pronunciados por corrupção se atreverem, sem um pingo de vergonha ou de oposição no interior dos seus próprios partidos, a acusar, apreciar, votar e pertencer a comissões de investigação de corrupção (aqui chegados, estamos no grau zero da credibilidade)-, a democracia corre riscos evidentes de sequestro. [Read more…]

© Álvaro Isidoro/Global Imagens (http://bit.ly/1Rbh3ao) & © AFP/Getty Images (http://uefa.to/22uGWJE)
O Sporting decidiu fazer «uma campanha contra a contrafação [?]», alinhando com Patríssio, Squeloto, R. Smedo, Couts, Bruno Cézar, Williams, J. Dário, Adriano S., Brian, Guterres e Eslimani. Como sabemos, há quem seja acusado de contra Fação. Contudo, o Sporting defende Fação. Exactamente: Fação.

Anda tudo doido com as lojas históricas a dar lugar a hotéis e a McDonalds. E mais a polémica Uber x Taxi e mais uma série de perigos do velho Capitalismo e da nova economia digital. No entanto, pela calada, e sem que ninguém tenha ainda verdadeiramente percebido, o anterior governo conseguiu ir ainda mais longe do que esta gente toda ao abrir a caixinha de pandora que, essa sim, vai provocar as mais imprevisíveis alterações aos tecidos sociais e culturais de Lisboa e Porto. A menos que se dê um passo atrás, claro. Falo da liberalização praticamente sem restrições da exploração de apartamentos para fins turísticos através do Airb’n’b e Booking.com.
Preços das casas a disparar para níveis Londres/Paris/Madrid (não é exagero), mercado cruel, expulsões com indemnizações mais do que rentáveis face ao lucro garantido por uma “nova clientela” estrangeira que vem de passagem apanhar uma piela very typical. Esperem só até os velhotes de Alfama perceberem que a sua casita de 50m2 já vale, por baixo, uns bons 200.000€: êxodo para arrabaldes no dia a seguir. É que uma cidade sem lojas históricas é mau, mas uma cidade sem cidadãos, históricos ou não, é algo insuportável.
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Ora bem, vamos lá botar sentença politológica: tínhamos os partidos parlamentaristas, os semi-parlamentaristas e até os anti-parlamentaristas. Graças ao PSD temos uma nova categoria: os a-parlamentaristas. Estão lá, mas é como se não estivessem. São e não são. Como o gato de Schrodinger, está vivo e está morto. Os outros agem, eles esperam. Para, no melhor estilo cavaquista, se pronunciarem sobre os resultados do trabalho alheio e poderem dizer, seja qual for o resultado: nós bem avisamos. E ferrar.
É uma espécie de partido peixe-aranha. Fica quietinho, escondido na sua areia e, quando um incauto que está a fazer qualquer coisa da vida o pisa, sabe-se o resultado.
Ontem, fechou mais um jornal ou, pelo menos, a sua edição em papel. Não faltarão justificações e teorizações sobre este facto e, de caminho, sobre as raquíticas tiragens dos auto-proclamados jornais de referência. Claro que a culpa vai ser atribuída aos potenciais leitores. Ora permitam-me que contribua com um singelo argumento: os jornais não se vendem, não porque os portugueses não gostem de ler e não gostem, sobretudo, de ler jornais, mas porque os jornais não são feitos para os leitores; são feitos para os “outros”. E de tanto tentar manipular ingénuos e iletrados – ou reduzir o máximo de pessoas a essas condições -, esquecem que estes não são leitores lá muito fiéis ou consistentes. Assim, os jornais vão deixando de o ser para se transformarem em entidades que designaremos por “correio da manhã”. E à medida em que se vão aproximando desta execrável condição, vão perdendo os leitores que…lêem.

Acabei de falar para a fábrica Triumph, em Sacavém, que produz roupa interior para a marca e multinacional alemã de mesmo nome. Telefonei, porque a última notícia que vi online já tinha quatro meses e porque queria saber da sorte das 500 famílias, da zona da Grande Lisboa, que dependem da actividade daquela empresa.
Contaram-me a mesma história que se repete por todo o lado no país: toda a gente vai perder o emprego se não se encontrar rapidamente um comprador. O problema da fábrica têxtil Triumph, da fábrica de bolachas Triunfo há quatro meses ou do jornal Económico esta semana é que esse comprador nunca aparece. O comprador está a comprar imóveis na Alemanha, francos na Suíça ou a investir em produtos financeiros em Frankfurt e Londres.
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Fantástico produto para aqueles que, como eu, têm dificuldade em suportar a corrupção, os permanentes enganos, os talibans da política de caminho único, a ausência e incapacidade de debate, a intolerância face à diferença, a ausência de solidariedade, a ausência de responsabilidade e responsabilização, o amiguismo, a falta de seriedade e de princípios, etc. Estamos em minoria e a única forma de não criar problemas e viver feliz é o MinusIQ.
MinusIQ – “The world’s a much brighter place when you’re not too bright for it.”
Todas as crianças deviam ter uma infância feliz.

Anda por aí muito moralista de direita nacional indignado com o esquema engendrado por Dilma Roussef para proteger Lula da Silva da justiça brasileira. Questiono-me sobre onde estavam eles em 2008, quando o caso BPN rebentou e Dias Loureiro, antigo ministro de Cavaco Silva e referência de Pedro Passos Coelho, gozava da imunidade de conselheiro de Estado que o manteve protegido da investigação em curso durante mais de um ano. Apesar dos factos e do escândalo, Cavaco recusou-se a destituí-lo do cargo e deu ao seu amigo 15 meses para se preparar para o que aí vinha. Claro que, como estamos em Portugal, a culpa morreu solteira. Portanto se alguém achava que Dilma foi particularmente original com a nomeação de Lula da Silva para a sua Casa Civil, Cavaco está cá para provar à lusofonia que usar o poder para proteger amigos da justiça não é novidade nenhuma. Dilma tinha que nascer duas vezes para perceber tanto destes esquemas como Cavaco.

Um juiz não deixa de ser um cidadão de pleno direito pelas funções que exerce. Mas é expectável que assuma uma postura de imparcialidade. Não parece ser o caso de Itagiba Catta Preta Neto, o juiz que ontem suspendeu a nomeação da Lula da Silva para a Casa Civil de Dilma Roussef, assumido apoiante de Aécio Neves, principal opositor de Dilma Roussef nas últimas eleições brasileiras, e autor de inúmeras publicações contra o governo brasileiro nas redes sociais. O apelo à queda de Dilma para que os brasileiros, perdão, as elites dos helicópteros possam voltar a viajar para Miami e Orlando porque a queda da presidente levaria à queda do dólar é absolutamente notável. Já o embaraço causado é tal que este juiz se viu forçado a desactivar a conta no Facebook. A internet, porém, não perdoa.
Depende: «decepcionado com a grande imprensa», mas «dececionado com a arbitragem». Como sabemos, agora existe uma “ortografia comum”, por isso, há diversas hipóteses.
Por falar em “ortografia comum”, vejamos aquilo que se passa actualmente no sítio do costume.

Efectivamente, actualmente:
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
***
Frank Sinatra Jr. (1944-2016)
(«novo equipamento da seleção nacional») é muito parecido com o da selecção portuguesa. Efectivamente, como sabemos, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’. Exactamente.

Georges Chikoti
Há dias apareceu na televisão um angolano importante, um angolano visivelmente ligado ao regime de Angola, que parecia muito zangado com Portugal e os portugueses. Barafustou contra o facto de haver políticos e outras figuras importantes de Angola que estão a ser investigadas pela justiça portuguesa por se ter verificado que estão metidos em negócios pouco claros com portugueses pouco sérios. O sujeito não estava contra os suspeitos, estava fulo com a justiça lusa. É uma posição interessante, não há dúvida.
O zangado homem angolano deixou um aviso solene: ou a justiça portuguesa deixa em paz os tais suspeitos, e a imprensa portuguesa deixa de dar notícias sobre o assunto, ou então Angola deixa de comprar o que precisa a Portugal, assim apanhando um grande rombo nas exportações. Coisa séria. E eu a julgar que Angola deixou de importar em grande quantidade a Portugal porque está a braços com uma crise económico-financeira brava, causada pela queda do preço do petróleo e porque os dirigentes desse país puseram todos os ovos na cesta do petróleo.
Maria de Lurdes Rodrigues (MLR) deu início à estafeta da prova de Dez anos para destruir a Escola. Isabel Alçada ainda ajudou um bocadinho. Nuno Crato (NC) recebeu o testemunho e conseguiu piorar o péssimo. É caso para dizer que, desde 2005, na Educação, os ministros fazem como os santos: ajudam nas descidas.
Quando Tiago Brandão Rodrigues chegou ao Ministério, houve críticas, porque não se lhe conhecia opiniões sobre Educação. Nada que impedisse MLR de ter completado uma legislatura desastrosa, sendo hoje uma senadora com obra publicada, como muitos ignorantes atrevidos. Por outro lado, o facto de NC ter perorado tanto sobre Educação não o impediu de ser um dos maiores desastres da área. [Read more…]

O destaque do Metro de hoje foi para o número de alterações que o orçamento teve até ser aprovado. A repetição, portanto, dos pacotes de texto, perdão, notícias, criadas nos laboratórios da direita, para colarem uma imagem de amadorismo à governação. Junta-se à estratégia o uso de diversos epítetos, como geringonça, esquerda radical, habilidosos e só falta dizerem ilegítimos, apesar de a cada arroto se ouvir falar de uma suposta usurpação. Se prejudica a imagem do país perante os sacrossantos mercados? Claro que sim e aí reside o sonho húmido da direita. Esperar que o pior aconteça, para poderem voltar ao poder. Portugal à frente, my ass.
Podiam os metros de papel impresso trazerem uma notícia diferente? Sem dúvida. Poderiam falar da procura de consenso para chegar ao resultado. Muitas vezes se fala em prepotência na governação. Ter um governo que é obrigado a negociar é a maior garantia de se ter o interesse geral à frente de agendas ideológicas.

Há uns tempos escrevi que
“Há de facto um tempo diferente, há alguém que é verdadeiramente Ministro da EDUCAÇÃO e não apenas um secretário do Ministro das Finanças e com uma visão salazarenta da escola. A Avaliação serve para melhorar as aprendizagens e não para encostar a um canto (cursos vocacionais) alguns alunos. Feliz por este sinal.”
E também não deixo de afirmar, sempre, que prefiro aferição a exames.
Hoje, o Ministério da Educação publicou uma nota informativa (pdf) que vem esclarecer algumas dúvidas que se tinham instalado: [Read more…]
Esta não tem o selo da Globo e qualquer semelhança com pessoas reais não será mera coincidência…

Uma leitora brasileira enviou-nos uma lista de sites e blogues de jornalistas que dão uma visão dos acontecimentos no Brasil a partir de quem os vive de perto.
Se a situação é complexa e divide os brasileiros, ainda o é mais para quem, a partir de Portugal e da nossa imprensa, tenta compreendê-la. Estamos perante uma tentativa de “golpe de estado judicial”, como já li? Existe uma campanha orquestrada para derrubar Lula? Essa campanha conta com o apoio dos militares e da Globo? É possível, como também li, que se corram riscos sérios e generalizados de derramamento de sangue nas ruas? Ou tudo não passa, afinal, de uma manobra desesperada do PT para boicotar uma investigação judicial? Dilma e Lula deram um tiro no pé com a recente nomeação do ex-presidente como ministro? Quais as consequências desta crise para a democracia brasileira? [Read more…]
No Brasil não há um Correio da Manhã?

Flutes, iates, limousines e extrema-direita. Eis a face visível da agenda política que procura aproveitar o tiro no pé do governo de Dilma para regressar ao passado de opressão e exploração do povo brasileiro. Os tais que se manifestam pelo fim da democracia. Que se manifestam contra o direito de se manifestar. Irónico e triste.

Foi com o que se deparou Sandra Arezes, que em resposta à candidatura a um cargo de atendimento de caixa descobriu a exigência da gerência da empresa contratante: ser o mais fisicamente apelativa possível. Sim, chegamos a isto. Na era da precariedade e da banalização da exploração no trabalho, a discriminação impera e a lei laboral existe para ser violada. Sandra Arezes teve a coragem de denunciar. Mas quantas Sandras se sujeitam a este tipo de marginalização todos os dias?

Já aqui falei sobre o tiro que Dilma Roussef deu no próprio pé. Usar o poder para evitar que Lula da Silva enfrente a justiça é um grave abuso e custar-lhe-á muito caro. Mas desenganem-se aqueles que vêm nestas manifestações nada mais do que patriotas a lutar pela democracia. Alguns assumem-no e pedem mesmo o fim da democracia e uma intervenção militar no Brasil. Sim, existe revolta genuína contra a corrupção que esmaga o Brasil. Mas também existe uma agenda política. Uma agenda que não hesitará em reverter o recuo do fosso e do grosso das políticas com que o PT tirou milhões da miséria. Assim vai o Brasil, encurralado entre a corrupção, a ganância e o fascismo.

Cena do Indiana Jones 3. A ver se corrigem o desvio do 4° filme da série.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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