Os alunos que não lêem

semigrejaUm estudo da Universidade do Minho revela que 10% dos alunos do secundário nunca leram um livro até ao fim. Outros dados: 14% das famílias dos alunos participantes no inquérito não têm livros em casa, um quarto dos alunos não gostava de ler em criança porque tinha dificuldades em compreender o que lia e o professor como estimulador de leitura aparece em último lugar nas motivações dos alunos para lerem.

A responsável pelo estudo, Leopoldina Viana, fez algumas declarações a propósito destes dados. Sobre a pouca importância que os alunos dão aos professores como fonte de motivação para a leitura, afirmou o seguinte: “Dá-nos a entender que há trabalho a fazer e que o professor tem de ter um papel mais activo nesta área.”

De repente, numa breve viagem pela memória, descobri que não me lembro de ter lido um livro graças ao incentivo de um professor, o que não é necessariamente um elogio para mim ou para os meus professores. Por outro lado, tive vários professores que me ajudaram a perceber e a gostar de livros que fui obrigado a ler. [Read more…]

Paulo, Paulo, porque os persegues?

No Parlamento Europeu e dirigindo-se a Tsipras, Paulo Rangel, qual cachorro abrigado entre os pés do dono, voltou a vociferar, naquela postura que ele julga ser a de um grande tribuno, as propostas que ele pensa devem ser seguidas pelo governo grego. Entre elas – e mais uma vez! – uma das descobertas argumentativas que fez há tempos: a Igreja Ortodoxa tem de pagar impostos na Grécia! Por mim, tudo bem; mas fico à espera que o fogoso deputado proponha o mesmo para a Igreja Católica em Portugal. Ou tem medo de ficar com a alma chamuscada?

Grécia: a Europa a brincar aos festivais da canção

Horas e horas de reunião. As divisões no seio dos ministros das Finanças da Zona Euro sobressaem depois da longa reunião do Eurogrupo. A Alemanha e a França apresentam-se em posições divergentes, com Paris a apoiar Atenas e a rejeitar de forma veemente um eventual Grexit. Itália e Finlândia sobressaem também: Roma deu um murro na mesa para que se chegue a acordo, enquanto que Helsínquia promete inviabilizar um terceiro resgate e está já mandatada para negociar a saída da Grécia do euro. A reunião é retomada este domingo. [RTP]

France, dix points.
Deutschland, null Punkte.
Portugal, zero pontos.

Eis a europa que já foi Europa.

Efectivamente: equação − ‘e’ = quação

Em Julho de 2013 e em Fevereiro de 2014, debrucei-me sobre a possibilidade de “ocorrências de *excessão em vez de exceção (sic)” e semelhantes aumentarem, devido à supressão da letra consonântica ‘p’ em ‘excepção’ e similares.

Anos antes, em estudo sobre a “função diacrítica da letra c, enquanto elemento do grafema complexo (dígrafo) ‹ac›” e acerca, por exemplo, de ‘coacção’ e ‘coação’, sublinhara indirectamente “a criação de homografias” e mencionara quer o “carácter polissémico”, quer a “ambiguidade fonética”. Sim, há cinco anos. Exactamente, “há muito, muito tempo“, “ambiguidade” e “fonética”: porque sobre a superfície agora nos concentramos.

Ao ligar o computador, antes da minha rotina de sábado de manhã, no melhor mercado de Bruxelas, reparei na *quação do Jornal 2 de ontem — os meus agradecimentos a José António Pimenta de França e a Catarina Portas.

Efectivamente, se ‘equação’ [ikwɐˈsɐ̃ũ̯] e ‘coação’ [kwɐˈsɐ̃ũ̯] — como coalescência e qualidade ou até, em determinados contextos, Cuadrado em vez de quadrado —, logo, a selecção da hipótese *quação para [kwɐˈsɐ̃ũ̯] é possível. Desde ontem, aliás, passou de possível a existente — mais concretamente, durante mais de um minuto na RTP2 .

Foi você que pediu um Porto Ferreira? Não? Foi você que pediu um estalo na cara? Também não? Foi você que aceitou um Acordo Ortográfico de 1990? Sim? Logo, foi você que tacitamente adoptou o “critério fonético (ou da pronúncia)”. Então, parabéns. Salvo prova em contrário (se houver, venha ela), esta *quação também é sua.

Continuação de um óptimo fim-de-semana.

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Política reles…

Discuta-se Passos no plano político: na minha opinião, é responsável pela degradação do país. Insinuar que utiliza a sua tragédia pessoal é injusto, miserável e revelador de uma falta de inteligência e de compaixão assinaláveis.

É irrelevante discutir se existe ou não qualquer intenção política na imagem da cidadã Laura Ferreira, esposa de Pedro Passos Coelho. Acreditar que os portugueses possam votar por qualquer sentimento de piedade ou simpatia, seria demasiado básico para os estrategas do principal partido da coligação governamental. Mas a girl Estela Serrano, personificando o que de pior existe na política, logo tratou de mobilizar a tralha, com argumentos demasiado reles, muito bem descritos pela insuspeita Ana Sá Lopes… Convém no entanto lembrar que o miserabilismo reles não começou agora, lembremos Sá Carneiro e Snu Abecassis, nem é um exclusivo do PS, há muita gente com responsabilidades, próxima do actual governo que agora se indigna com razão, mas que não hesita em utilizar a mesma mesquinhez na luta política…

Já não há fantasmas

Aqui no bairro há um palacete que está há tempos para ser convertido em qualquer coisa ao serviço dos turistas mas não há meio de isso acontecer porque é preciso muito dinheiro para recuperar aquelas velhas paredes e o lugar é pouco apetecível para camones. É uma casa bastante feia, construída ao gosto novo-rico da época, e foi abandonada há mais de uma década. As portadas já não cerram e deixam esvoaçar cortinados negros e há vultos a assomar-se às janelas em noites de luar.

Não há crianças a pular o muro para ir explorar a casa porque as crianças já não fazem essas coisas, têm o tempo tomado por actividades extracurriculares, mas é uma casa claramente assombrada, a pedir que crianças com tempo livre vão lá assustar-se. E é precisamente neste ponto que começa o diferendo entre mim e o bairro. Espantosamente, já ninguém acredita em casas assombradas. Na mercearia olham para mim como se eu tivesse acabado de defender que é o sol a girar à nossa volta. [Read more…]

Guy Verhofstadt, o conflito de interesses e as críticas a Tsipras no PE

Os alinhados da troika em Portugal deram grande destaque a um discurso de Verhofstadt na sessão do Parlamento Europeu onde Tsipras participou. Escreveu-se que empolgou, encostou Tsipras, e foi memorável. Uau, jornalismo de primeira linha, sem dúvida, só pecando no pequeno detalhe de não referir quem é este Verhofstadt. Ora, como se pode ler mais abaixo, este belga tem ligação ao consórcio que concorreu à privatização da água na Grécia, a qual deu um passo atrás com o OXI grego.

Quem é que falou no PE ao longo de oito minutos, o deputado europeu ou o membro da administração do fundo belga bilionário Sofina? Foram os mais de 10 mil euros por mês que ganha na Sofina (ver declaração de interesses no PE) ou foi o seu salário de eurodeputado que ali o levaram?

Foram questões que não importaram a Edgar Caetano, o jornalista do Observador mais rápido a adjectivar do que a sombra.

Verhofstadt

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TTIP: Parlamento Europeu deu o sim. Sabia?

El Parlamento Europeo respalda el TTIP con el apoyo dividido de los socialdemócratas. Por cá, silênci0.

Ao cuidado de Pedro Correia, João Ferreira do Amaral e de mais uns quantos

Talvez não tenham notado, mas esses pobres jornalistas agora tão injustamente perseguidos parece que manipularam imagens de forma barata. É isso mesmo, velhos tiques.

Os seguranças das forças de segurança

Há instalações militares cuja segurança e vigilância são da responsabilidade de empresas privadas. Numa pequena pesquisa, não consegui aceder directamente ao exclusivo do Correio da Manhã, uma notícia de Agosto de 2014. Vale a pena realçar, entre as várias críticas, que as empresas de segurança contratadas pertencem a “ex-militares e [a] ex-políticos.”

Ontem, ficou a saber-se que o Ministério da Administração Interna contratou empresas de segurança para vigiar, entre outras, instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e dos Serviços Sociais da PSP. É ler, com atenção, a notícia. Seria interessante que se soubesse os nomes dos proprietários destas empresas, só para termos a certeza de que os dinheiros do Estado não estão a cair nas mãos erradas.

A brincadeira a que me dediquei há menos de um ano não faz sentido: a solução que aí apontava era ainda demasiado estatizante. Reformulo: no futuro, as super-esquadras-mega-agrupamentos serão controladas por empresas privadas cujos funcionários serão professores-seguranças contratados pelo Ministério das Finanças e da Administração Interna da Educação.

A entrevista

Comecei, com toda a boa vontade, a ver a entrevista de António Costa. As primeiras perguntas andaram à volta de um “não ser”, a última sondagem. Independentemente da discussão que mereçam os resultados dessas operações, elas não podem ser discutidas como se representassem o ser, a realidade ela mesma. As sondagens – e não quero maçar-vos mais sobre o tema – reflectem apenas e muito vagamente uma sombra da realidade. Elas não têm estatuto ontológico. Estas perguntas atiram-nos para um lugar vazio e as que se lhe seguiram – malabarismos sobre números eleitorais – não são muito melhores. Já vi por onde isto vai e a presença de supostos representantes “do povo” não augura nada de bom. Assim, desliga-se a televisão e liga-se a música. Já está.

A tabloidização do jornalismo

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Em política (para dizer o poder político), nada é inocente. O facto de a mulher do actual primeiro-ministro ter optado por não esconder a sua doença é claramente um statement. Resta saber qual, ou quais. Que eu saiba, e até ao momento, nenhuma figura pública feminina portuguesa havia tomado tal audaz decisão. Não há, na cultura portuguesa, esse hábito. A doença esconde-se, tal como se escondem as suas marcas. As mulheres põem lenços, e procuram manter – tanto quanto possível – a sua aparência habitual. Nessa medida, que a mulher do actual primeiro-ministro apareça publicamente sem cabelo (ela que o tinha farto e bonito) significa qualquer coisa.

Ana Sá Lopes (ASL) pensa que essa coisa – mesmo se concordando que constitui uma «opção radical» – não tem significado político algum, e insurge-se contra alegados aproveitamentos por parte do PS e dos seus simpatizantes. Visando Estrela Serrano com especial agressividade, por causa de um seu texto sobre a tabloidização da doença, ASL não se esqueceu de referir que Estrela Serrano foi assessora «do Presidente da República Mário Soares, para além de professora na Escola Superior de Comunicação Social, um centro de formação das novas gerações de jornalistas.» O que significam essas escolhas, para além da continuação do combate ao PS que ASL tem protagonizado?

Tal como se me apresentam os factos, significa que o que está em cima da mesa não é a doença de Laura Ferreira, tão pouco um suposto aproveitamento político por parte de Pedro Passos Coelho. O que Estrela Serrano levou a debate é o que Ana Sá Lopes agora contesta (reeditando, aliás, o que fez há uns meses relativamente ao opaco processo contra Sócrates), mesmo se com recurso aos habituais esconderijos discursivos que põem em primeiro plano tergiversões sem sentido (e até muito questionáveis, como é o caso da que pretende escrutinar moralmente Estrela Serrano enquanto professora de jornalismo): a tabloidização do jornalismo.

Atenas, 9 de Julho de 2015

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© Louisa Gouliamaki/AFP/Getty Images

Sujeito Vírgula Verbo

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Em Braga, o número de alerta de fogo na floresta não é o 117, é o 112.

© Propaganda RTP

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Do Facebook de Pedro Sales, três imagens do telejornal de ontem, 8 de Julho de 2015:

Os exemplos que se seguem nas fotos demonstram o nível de manipulação dos dados. É propaganda. E má. A maioria dos indicadores que avaliam a legislatura são projeções – não por acaso todas favoráveis ao governo. Vejamos. A dívida está nos 130,3% (já agora, quando o governo tomou posse estava nos 106,6% e não 111%). O défice em 2014 ficou nos 4,5%, mas, com Novo Banco, pode até chegar perto dos 6%. O PIB em 2014 cresceu 0,9%. As projeções são como os chapéus. Há muitas. E as do Governo raras vezes acertam. Como a RTP, neste caso.

Poiares Maduro garantiu que o novo modelo de Governo da RTP é mais independente.  Conclui-se, portanto, que esta manipulação rasca foi obra do BE, tal como já antevia Maduro em Dezembro de 2014:  “Bloco de Esquerda tem mais influência sobre o CGI da RTP do que o governo”.

E aqui temos, também, José Rodrigues dos Santos a procurar superar a sua última cruzada anti-Grécia, a das donas de casa com conta no suíço HSBC.

Ofensa? Mas é preciso mandar-lhe o vídeo “2010-2011: Pedro Passos Coelho em campanha”?

Estado da Nação: Acusado pelo PS de mentir, Passos lamenta recurso à ofensa. E foram só os primeiros 6 meses.

Só uma dúvidazita

Passos Coelho e Paulo Portas subscrevem as palavras de Schäuble? E Nuno Melo e Paulo Rangel, que passaram a semana com azia?

Isto é um merdas e nada mais: Schäuble oferece Grécia em troca do Porto Rico

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17h00 – “Ofereci ao meu amigo Jack Lew, por estes dias, uma troca: trazíamos Porto Rico para a zona euro e, se os Estados Unidos quiserem, levam a Grécia para a união do dólar”, disse o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, num evento em Frankfurt. Lew, o secretário norte-americano do Tesouro, “pensou que era uma piada”, ainda acrescentou Schäuble. Porto Rico, que faz parte da ‘commonwealth’ norte-americana, está actualmente com 72 mil milhões de dólares de dívida, que o governador diz que a ilha não consegue pagar. [Econónico]

European prison

Louisa Gouliamaki© Louisa Gouliamaki

O emagrecimento do bloco central

A sondagem de Junho da Católica inverteu-se e o PS ultrapassou a coligação. A boa notícia é que o bloco central perde 5% de intenções de voto, ficando ligeiramente acima dos 70%. Estamos no bom caminho.

Passos Coelho, o hipócrita

Nunca faremos dos portugueses cobaias de experiências políticas nem instrumentos para obter este ou aquele pergaminho.” [Jornal I]

Uma Europa cada vez mais unida

O governo húngaro prepara-se para levantar um muro na fronteira com a Sérvia. O fascista Orbán, membro do PPE e amigo de palmada nas costas de Juncker continua a não integrar o lote dos radicais na narrativa do pensamento único. A pena de morte é já ao virar da esquina.

Páre, escute e olhe: uma Alemanha pode esconder outra [Vasco Pulido Valente em 1992]

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Quem quer poder mostra a fila

luismontenegro0113627bce_400x225Há homens que ficarão para a História, por feitos que os libertarão da lei da morte; outros transformar-se-ão em anedotas, a História dos mais pequeninos. Se os primeiros alcançarem algum tipo de poder, a humanidade ganhará com isso; tenham poder os segundos e será fácil perceber a política portuguesa.

Apesar de a introdução poder indicar que iria escrever sobre Duarte Marques, a verdade é que, infelizmente, há muitos que lhe disputam a palma da mediocridade e do disparate. Luís Montenegro, chefe de bancada do PSD, é um desses cómicos involuntários cujas palavras surgem no espaço público com a sensatez de uma manada de búfalos em fuga e com a delicadeza de um elefante em plena época de cio, perdoe-se-me o exagero das metáforas.

Em Fevereiro do ano passado, Luís Montenegro foi o autor involuntário de uma concepção de país que não inclui necessariamente os seus habitantes. Por isso, faz sentido ter afirmado que a vida das pessoas não estava melhor mas que o país estava muito melhor. Para folgazões como Montenegro, mais do que haver pessoas a mais, as pessoas estão sempre a mais. Se fosse guia turístico, o líder parlamentar do PSD diria aos turistas: “À vossa direita, as pessoas, que, na verdade, estão com muito mau aspecto; mas, do lado esquerdo, vejam o país, que lindo que está!” [Read more…]

Discuto a Grécia por Portugal

André Serpa Soares

Nas redes sociais há temas que desgastam os “artistas” que ousam debatê-los abertamente. Por exemplo, o futebol. Existem rivalidades óbvias, motivadas por “clubites” mais ou menos exacerbadas e tantas vezes credoras de racionalidade.
Apesar de uma ou outra recaída, como discutir futebol no facebook era algo que acabava por me desgastar – sobretudo, creio, porque não sou adepto do clube da “maioria ruidosa” – deixei-me disso por aqui.

No caso da Grécia, parece que estamos no mesmo pé. Discute-se profusamente a Grécia. Há posições firmes de um lado e do outro. Tenho ideia que os meus amigos de direita são contra qualquer nova ajuda ou perdão à Grécia e os de esquerda são favoráveis às posições do Syriza e do auxílio ao povo grego.
As posições, de argumento em argumento, vão-se extremando. De tal forma que acaba por parecer que estamos de novo a discutir o Sporting e o Benfica.

Não há meio termo. Não há flexibilidade na discussão. Tudo é branco ou preto. [Read more…]

Filas há muitas (2)

filas marcar consulta amadora

Junção de 2 fotogramas da reportagem da SIC, para ser ver a totalidade da fila para marcação de uma consulta no Centro de Saúde da Amadora em 31 de Março de 2015.

“Não temos de estar em filas para levantar dinheiro”, disse o líder parlamentar do PSD. E para marcar uma consulta, já conta? E para a sopa dos pobres?

A balada do Acordo Ortográfico de 1990

atual actriz

New York Cops – NYPD Blue: Season X, Episode Y
AO90 (08 Jul. 2015)
“NYPD Blue” AO90 (original title)

Versão portuguesa da sinopse:

Neste episódio, um leitor é atacado por ‘atual‘ e por ‘actriz‘, ao ler um texto publicado no Expressoem que se conta algo de insólito ocorrido na cidade que nunca dorme, antes de uma representação da peça “Hand to God“, de Robert Askins, no teatro Booth  para quem não souber, este teatro fica a cerca de vinte minutos a pé de um edifício nosso conhecido.

O detective (efectivamente: detective) Sipowicz, depois de descobrir que algo de semelhante aconteceu ao mesmo leitor, exactamente no mesmo local e há muito pouco tempo, encontra um júri que pode exigir a candidatos a apresentação de documentos comprovativos de fatos. Sim, comprovativos de fatos. Hoje, no sítio do costume.

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Privatização dos exames

ingles cambridgeNotícia: Público

Aqui está o que se adivinhava. Privatização dos exames, agora em segunda etapa, a seguir alargando a mais anos e outras disciplinas.

O que é que leva um estado a passar a um país estrangeiro uma competência sua, passando um atestado de incompetência aos seus profissionais e colocando-se numa posição de perda de soberania? Nada, excepto criar negócio onde ele não existia. Pior do que um incompetente, só um incompetente com poder. Nuno Crato, com o seu saco de vaidade, faz o pleno.

Debaixo de cada pedra um fascista

fascismo_ivo_portela
A propósito de uma assembleia municipal democraticamente eleita, afirma Ivo Portela, um ex-autarca também sufragado pelo povo de Tábua (fica aqui) que “essas pessoas inclusivamente deveriam ser expulsas do concelho de Tábua, porque estão a sabotar o nosso desenvolvimento”.
Bom, não façam lá perguntas difíceis só porque uma autarquia decide pagar 200 salários de um mês a uma empresa privada porque o que é importante é “continuar com esta política ativa de desenvolvimento”. Portugal dos pequeninos. 

Comissão Europeia premeia Cicloficina dos Antos, FPCUB fica com o prémio

carta_reciboCicloficina dos Anjos

A Comissão Europeia, através do seu programa Do The Right Mix, premiou há um ano a Cicloficina dos Anjos  com a atribuição de 2600€ para esta criar e dinamizar pequenas cicloficinas universitárias em Lisboa. Como a Cicloficina não existia formalmente, a candidatura foi feita em nome da Federação de Cicloturismo (FPCUB).
Durante o projecto, a Cicloficina dos Anjos suportou todos os custos, pedindo facturas de todos os gastos em nome da FPCUB para que esta posteriormente transferisse o valor para a Cicloficina. No entanto, após a recepção do montante do prémio, a FPCUB recusou-se a fazê-lo, ao contrário do acordado.
Em suma, a Cicloficina dos Anjos venceu o prémio, realizou o projecto criando 3 novas cicloficinas universitárias, e a FPCUB decidiu ficar com esse dinheiro atribuído pela Comissão Europeia. [Read more…]