ficha IMDb
Cique na imagem para para ver
Sobre os contrastes e antagonismos sociais provocados pelo advento da industrialização, um grande filme hoje na net: Germinal, longa metragem de 1993 dirigida por Claude Berri a partir do romance oitocentista de Émile Zola. Com Gérard Depardieu no papel principal, o filme retrata as duras condições de trabalho dos mineiros em França e a exploração de que eram alvo. As condições nas minas – a humidade, o calor – os baixos salários, as primeiras greves e a formação dos movimentos sindicais. Vale a pena ver o filme todo.
Quanto à obra Germinal, fielmente transposta para o cinema, de notar que Zola viveu junto dos mineiros durante alguns meses para melhor compor o seu romance. O livro é hoje do domínio público e algumas das suas passagens são de leitura obrigatória nas aulas de História. [Read more…]






O nosso sofrimento é duro. O modo como nos dois últimos anos o Sistema Cratoniano comprimiu as condições na sala de aula e inventou 

Nem optimismo pateta. Nem negativismo piedoso. Por uma vez, Cavaco, finalmente, tem um discurso positivo lá, onde Semedo-Catarina, Jerónimo ou Seguro, Passos vs. Portas, têm a puta da matraca ou desafinada com as respectivas responsabilidades ou desfasada com as nossas expectativas e necessidade de encorajamento. O galo barcelense tem muitas formas, mas nunca deixa de ser álacre, desafiador e feliz. Para que sevem os vossos discursos se vocês não estão, nunca estão, felizes?! Se não auguram, nunca auguram, nada de bom para os portugueses?! Se não nos sabeis dar esperança, ide todos c’o caralho. Obrigados!
Corre a ideia de que, no Porto, as eleições foram ganhas e perdidas no Facebook e que é no Facebook que a cidade do Porto se pensa, se agita e se move, sendo o seu centro nevrálgico e a sede da sua massa crítica os passeantes pela Avenida Brasil. É bem possível. Alguns dias antes do voto, dei-me ao trabalho de ir comparando a quantidade de gostos por post entre a Página Oficial de Campanha de Rui Moreira e a de Menezes. Foi aí que as evidências me perturbaram a convicção quanto ao sucesso certo do meu candidato, um político assertivo, ágil, um decisor com visão de futuro, experiente, forte. Embora com menos posts, menos fotos, menos ideias, menos um pouco de tudo, cada post rui-moreiraniano tinha para cima de duzentos gostos, ao passo que a página de Menezes averbava em média, por cada post, cem ou menos. Valia o que valia.





Há uma cómica homologia entre Passos Coelho e João Semedo do BE e quem diz Semedo, diz Catarina. Homologia não só na escala da derrota autárquica, os extremos tocam-se, mas no preço político da inexpressividade e do negativismo de uma liderança ainda que numa liderança a meias. Nada mais fatal em termos políticos. Numa análise superficial ao discurso de ambos ou deste tríptico-de-pele-e-osso, a mensagem que predomina é negativa, derrotista, formalista, passa desapontamento e não carreia esperança, não tem capacidade para insuflar ânimo. Entre ele-Passos e um cangalheiro não há diferença: a face é funérea por defeito profissional. Passos quer desempregar em larga escala no Estado. É uma necessidade. Semedo celebra ou fantasia as derrotas relativas da Direita, insulta e rebaixa a Direita, mas não tem nada de seu a celebrar, nenhuma vitória aporta à Esquerda, nenhuma esperança tem a dar, senão a secura do fim do mundo e o desalento chova ou faça sol.








Recent Comments