Imagens do caos ortográfico

As consequências perniciosas do chamado acordo ortográfico (AO90) estão à vista: jornalistas transformam os habitantes do Egipto em “egícios”; num manual publicado pela Imprensa Nacional, surge a palavra, por assim dizer, “atidão”.

A relação dos portugueses com a ortografia era deficiente; com a chegada do AO90, passou a inclassificável.

Há imagens que valem mil palavrões, sobretudo para quem pensar que a correcção da escrita é um valor importante.

egícios

atidão

Imagem encontrada na página de facebook de Tradutores Contra o Acordo Ortográfico 

Professores: os do quadro, os de qzp e os outros

Os concursos de professores acabam por ser uma das marcas do fim do verão – se os santos populares nos informam da DSC01899chegada do descanso, as filas nos centros de emprego empurram as nossas memórias para o fim das férias.

E este ano foi marcado pelo alcançar de um sonho de qualquer gestor de trazer por casa, daqueles que por estes dias enchem os gabinetes dos nossos ministros: o desemprego total.

Mas, os concursos de professores trouxeram outras trapalhadas, cujas consequências estão ainda por apurar, pelo menos, no que diz respeito à vida de cada um dos envolvidos. [Read more…]

Os professores contratados e o cheque ensino

Há coisas que não faço. Por esta ou por aquela razão, umas mais felizes, outras nem por isso. E acho que colocar questões  ao adjunto do Portas é coisa que não faria. Confesso que não tenho a certeza de que me iria manter calmo, sem ter que lhe partir a cara. Mas, como não corro esse risco, era menino para lhe falar de educação.

Vejamos:

Pela primeira vez em muitos anos, o ano lectivo arranca com todos os professores contratados nos centros de emprego. Nas escolas o ano lectivo arrancou e há muitos professores em falta: escolas sem professores e professores, em casa, sem escola! Que ironia. Mas, deve ser da troika.

Ainda por cima, Crato não os coloca nas escolas (onde são precisos e há trabalho para fazer), mas assume que lhes vai pagar desde o dia 1 de setembro.  Gostaria de entender esta medida de gestão.

Será que a intenção de Passos Coelho e Nuno Crato é outra? Será que a intenção é mostrar claramente as vantagens do privado em relação à escola pública?

Será que esta é mais uma manobra de quem prefere a escola do antigamente, aquela onde só alguns podiam ter sucesso?

Percebe-se que queiram trazer o cheque-ensino, mas não exagerem. Não precisam estragar a Escola Pública para mostrar as qualidades da concorrência. Neste momento os colégios e as escolas privadas têm os docentes colocados enquanto as escolas públicas estão como sabemos.

Para mim, filho de trabalhadores, a Escola foi a oportunidade de chegar à faculdade e de poder aceder a uma vida melhor.

E isso, os amigos de Salazar não conseguem perdoar!

 

 

Economia da imbecilidade

bicho da maça

Chama-se Gabriel Leite Mota, e como o fascismo é uma minhoca que se infiltra na maçã, escarrou no Público. A ler a Lúcia Gomes sobre o dejecto.

Vai despedir 2 administradores?

BCP tem de reduzir despesas com pessoal em 25 por cento.

Seis Perguntas a Passos, o Calvo

De hoje a oito dias, 20 portugueses poderão colocar perguntas ao Primeiro-Ministro em directo, na RTP. Será o programa «O País Pergunta» o que o deixarem perguntar. Irá para o ar logo a seguir ao Telejornal, pelas 21h, e terá a duração de 90 minutos, como num jogo de futebol típico. Durante esse período, vinte pessoas na plateia vão poder questioná-lo. Será o jornalista, barra em futebol, Carlos Daniel, a conduzir a emissão. Há muito sofrimento na sociedade civil e um acúmulo de miséria que anda à procura de válvula. Se eu ao menos pudesse perguntar alguma coisa a Passos, o Calvo, formularia umas cinco ou seis questõezinhas. 1. Por que contemporizou, desde a primeira hora, com a estrutura corrupta que medula o Estado Português legada e alargada pelo socratismo? 2. Por que motivo não procedeu a uma verdadeira reforma do Estado, combatendo a corrupção? 3. Por que é que a austeridade continua obscenamente desigual? 4. Por que motivo a reorganização do Estado e o equilíbrio orçamental parecem missões impossíveis, barradas pelo Tribunal Político-Bizantino Constitucional? 5. Até quando os negócios de Estado mais lesivos, mais corruptos e mais negros, permanecerão intocáveis? 6. Por que parece interminável e generosíssima a ajuda aos Bancos falidos? Afinal de contas, anos de malfeitorias políticas ditam que passemos fome. Não parece que justiça seja feita ou poupadas as duplas vítimas dos impostos e do desemprego.

Professores bombardeados

Embora não aprecie o discurso do martírio corporativista, porque há uma enorme maioria de cidadãos a ser atacada, não é possível fingir que os professores não têm sido um alvo preferencial, com o início do bombardeamento em 2005 e sem fim à vista.

Dois pequenos apontamentos, a propósito.

Segundo o Económico, Portugal perdeu mais de 30 mil professores na era da troika. Em comentário a esta notícia, o Paulo Guinote lembra o óbvio: não há redução de número de alunos que justifique este despedimento maciço.

Entretanto, os governantóides enchem a boca com a necessidade de igualar os sectores público e privado. Muito há a dizer sobre esta conversa da treta e o editorial de hoje do Público (sem direito a hiperligação) debruça-se sobre a actuação do governo, a propósito dos professores contratados. Leia-se, atentamente, a seguinte citação:

Dos professores contratados, existem alguns milhares que já dão aulas para o mesmo empregador, leia-se o Estado, há vários anos, senão décadas, e que todos os anos continuam a ter de passar por este processo de selecção. Como tal, os sindicatos reclamam a aplicação de uma directiva europeia de 1999 que, aplicada ao sector privado, obriga a que, ao quarto ano de trabalho, os funcionários sejam integrados nos quadros. E é preciso recordar que, na anterior legislatura, o próprio CDS (agora no poder) propôs a entrada nos quadros dos professores com contratos há mais de dez anos e que, neste período, tenham estado contratados pelo menos seis meses por ano lectivo.

Não deixa de ser curioso e contraditório que Pedro Passos Coelho esteja a criticar o Tribunal Constitucional por travar algumas medidas que o Governo quer implementar para aproximar as regras do sector público às do sector privado (os despedimentos, a convergência nas pensões, etc…) e, ao mesmo tempo, como neste caso dos professores contratados, continue a afastar-se das regras que regem o sector privado e que impedem que os trabalhadores estejam anos, ou mesmo décadas, a trabalhar para o mesmo empregador com vínculos precários.

É claro que encontrar coerência em Passos Coelho ou em Paulo Portas seria notícia de primeira página. Seja como for, como acontece em todos os bombardeamentos, o maior problema está nos efeitos colaterais e um dos mais graves é o prejuízo causado aos alunos.

Brazil

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Brazil – pesadelo surreal num universo orweliano. Filme de Terry Gilliam. Página IMDB.

Legendado em português usando o sistema do Youtube (tem de activar as legendas).

Desconversas em família

marcelo caetanoAguiar-Branco vem defender o direito de Passos Coelho a criticar o Tribunal Constitucional ou o Grupo Desportivo Leões da Agra. Congratulo-me com a preocupação que o ministro da Defesa revela com os direitos adquiridos, como, por exemplo, o direito a criticar.

É certo que foi o mesmo Aguiar-Branco a propor ao bispo das Forças Armadas que escolhesse “entre ser bispo das Forças Armadas e ser comentador político”, quando dom Januário criticou o governo. Seria importante que o ministro publicasse uma lista dos cargos que retiram ao respectivo detentor o direito a criticar instituições. O de primeiro-ministro, felizmente, não é um deles.

Voltando à vaca fria, concordo com Aguiar-Branco: o Tribunal Constitucional pode e deve ser escrutinado e criticado. E, sim, o primeiro-ministro tem direito a exercer esse escrutínio e essa crítica. Penso, ainda, que Passos Coelho não deve ser obrigado a escolher entre manter-se em funções e fazer comentário político.

Num país civilizado, no entanto, o primeiro-ministro que critica outro órgão de soberania deve fazê-lo de modo extremamente responsável. No caso dos acórdãos do Tribunal Constitucional, Passos Coelho tinha a obrigação de apontar os erros cometidos, explicar quais as falhas na interpretação dada à Constituição, tornando evidente a falta de bom senso dos juízes. Em vez disso, de acordo com a sua natureza, limitou-se à rábula do “aumento da factura” e apontou para o Ratton expiatório. Um dia, havemos de viver num país civilizado.

Editora Leya confirma inutilidade do acordo ortográfico

Segundo muitos defensores do chamado acordo ortográfico (AO90), o mundo lusófono, por obra e graça de tão fantástico instrumento, iria ficar coberto de edições únicas. Basta lembrar o que disseram Fernando Cristóvão e Evanildo Bechara, entre outros.

A editora Leya é praticante da religião acordista e, depois de ter comprado meio mundo editorial em Portugal, estendeu os seus negócios ao Brasil. Tal circunstância poderia servir, portanto, para confirmar que as edições brasileira e portuguesa das mesmas obras seriam completamente iguais.

A propósito, Thais Marques, directora de marketing da Leya no Brasil, produz estas surpreendentes declarações:

A facilidade do idioma comum, segundo a diretora, não pode ser apontada como um facilitador, já que muitas obras seguem passando por um processo de “abrasileiramento” ou, ao contrário, quando se trata de obras brasileiras levadas a Portugal.

“Não adaptamos obras literárias, mas livros de ficção comerciais continuam a ter de passar por uma edição, para ser ‘abrasileirados'”, comenta, a acrescentar que os direitos de publicação de obras estrangeiras, por exemplo, são feitos país a país e muitos títulos que são da Leya no Brasil, não o são em Portugal.

O português utilizado é um pouco estranho, com uma “facilidade” que não é “um facilitador” ou a referência a um contrário de “abrasileiramento” que poderá corresponder a um “desabrasileiramento”. Independentemente disso, é fácil perceber que a Leya não tem edições iguais para os dois países e Thais Marques chega ao ponto de afirmar que, no fundo, estamos separados por uma língua comum.

Nada de novo: o poder dos levianos é o prejuízo dos cidadãos. Enquanto os primeiros brincam aos acordos, os outros são reduzidos a mexilhão, vítimas de uma instabilidade ortográfica que é filha de uma quimera.

Tu, que Virginalizas o Paleio

Imaginemos que num Regime como o nosso um Primeiro-Ministro estava mesmo a tornar-se perigoso [o que de facto já aconteceu e só se resolveu graças a eleições, tardias!, PM cuja periculosidade mostra-a o respectivo legado, este mar de merda em que vogamos, meio mundo de contas para pagar, desemprego massivo, carências básicas, emigração angustiosa, choro e ranger de dentes]. Quem, dentre todos os caramelos da política, dentre toda a fauna de avençados e subvencionados vitaliciamente graças a ela; quem dentre os mega-advogados do Regime, os proenças, os júdice, os abancados nas TV, os abonados dos Orçamentos porque sim; quem dentre todos os filhos dilectos do Regime poderia falar e ser credível para nos avisar?! Qualquer um, menos Alegre, um hipócrita, perito em virginalizar o discurso capitão-gancho de uma vida passada a descansar, a passear e a suspirar. Qualquer um, menos Soares. No entanto, a cansativa jacobinância alternante está sempre aí, à boca da antena. Surge sumo-sacerdotal, indigna-se, caga sentenças, opina definitivamente. E é sempre a mesma, para nos lembrar quem efectivamente tutela isto com os seus vastos abdómens e quem é que tem o direito exclusivo a apascentar a nacional mediocridade tal como ela é, com as bancarrotas corruptas que pariu desde os idos de setenta e o statu quo que a nada aspira senão à cepa torta.

Morte, Orgias, Nudismo

Os bons princípios do PC chinês estão a ser corrompidos pelas seduções ocidentais: mortes de luxo dentro de Ferraris, filhos do papá nus dentro dos Ferraris com gajas nuas para sexo a alta velocidade dentro dos Ferraris, indemnizações fraudulentas às famílias das gajas nuas gravemente feridas que depois morrem fora dos Ferraris dos filhos Partido contra a parede.

José Luis Arnaut

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és

Passos e Fidel

Passos e Fidel têm em comum o auto-entretenimento em habilidades discursivas, prolongadas no tempo, para audiências encurraladas. Fazem-no sem papéis. Que a dejecção oral durasse para lá do sono e do interesse humanamente suportável pelos demais relevou um vector sádico em Fidel e começa a ser visto como vício doutrinário que sodomiza psiques em Passos. A longevidade de Fidel não o canoniza nem absolve de uma série de crimes e intolerâncias só possíveis sob a religião de Estado “comunismo”, quando o comunismo, na defesa dos seus dogmas, era muito mais mortífero que muitas ditaduras de Direita somadas. Adiante.

Ora, Passos, que vai tendo cada vez menos cabelo, além de improvisar imperdoavelmente durante uma hora ou mais, vitimando as mais variadas audiências, diz umas coisas que geram nos Socialistas mais viscerais e na Esquerda mais guardiã do templo um tipo de rasgar de vestes que merece tese ou divã, uma reactividade exagerada, muito própria do mais fanático dos mullah. Se o Das Kapital já quase não é citado nem googleado e a Bíblia perde foros de best-seller, por que motivo há-de ser poupada à crítica e à blasfémia a Constituição da República Portuguesa, um texto desdentado e datado, Corão que pouco nos rege e pouco nos guia?! E por que motivo os juízes que presuntivamente velam por ela, colocados pelos partidos e partidarizadores do que ajuízam, não podem ser objecto de contraditório?! [Read more…]

Piropos

antero80

Alto e pára o baile

Vou citar para vós o que, em letras gordas, vinha nos jornais portugueses, e não só, nos últimos dias:

“MERKEL QUER MAIS AUSTERIDADE NOS PAÍSES EM DIFICULDADE”;

“CRISE RENDEU À ALEMANHA MAIS DE 50 BILIÕES DE EUROS”;

“PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DA INDÚSTRIA ALEMÃ, ULRICH GRILLO, PROPÕE COMO ALTERNATIVA NA RESOLUÇÃO DA CRISE GREGA QUE ATENAS TRANSFIRA PARTE DO PATRIMÓNIO NACIONAL PARA O FUNDO DE RESGATE EUROPEU, QUE PODERÁ VENDÊ-LO PARA SE FINANCIAR”.

Esta é uma verdadeira declaração de guerra destruidora, sem tiros nem bombardeamentos, contra a Grécia, Chipre, Malta, Irlanda, Itália, Espanha e Portugal. Que ninguém caia na tola ilusão de pensar que esta ameaça é contra os outros, não contra Portugal. É contra todos estes e, lá mais para diante, atingirá a França e outros mais. Render os países em dificuldade pela fome, criar-lhes uma situação económica e financeira tal que, caídos na miséria, não terão meios de amortizar a dívida e pedirão mais empréstimos aos agiotas. A pouco e pouco, apanhar-lhes tudo o que tiverem de mais valioso no seu património a pretexto de amortizar a dívida. Quem sabe até se as ilhas que pertencem a alguns países em perda de soberania. [Read more…]

Coelho transforma-se em porco

pocilgaOs animais nunca deixaram de falar. Na verdade, estou ansioso por ouvir uma história que comece por “No tempo em que os animais se calaram…”, porque já falaram muito mais do que deviam.

Devo dizer que gosto muito de animais, porque, como se costuma dizer nas revistas femininas, se eu não gostar de mim, quem gostará? Para além disso, tenho por eles um enorme respeito e é por isso que acredito que não devem estar fechados em jaulas ou dirigir governos de países: enjaulados, são infelizes; governando, atacam os seres humanos.

Nem sempre é fácil distinguir onde começa o animal e acaba o homem, mas este, tal como o imagino, não se rege pela lei da selva e procura viver numa sociedade em que os mais fracos são protegidos. Infelizmente, quando o homem é um animal político, revela uma triste tendência para confirmar Plauto, quando dizia que o “homem é lobo do homem”. Justiça seja feita a José Sócrates, que admitiu ser um animal feroz.

Por esta altura do ano, em Castelo de Vide, há como que uma transumância que junta jovens animais políticos. O objectivo é aprender a caçar com os mais velhos. [Read more…]

Droga em Castelo de Vide

Porque não fez a GNR uma rusga à “universidade” de Verão do PSD, como é useira noutros festivais com menos música embora não seja dada?

O consumo está despenalizado, mas esse tal de Passos Coelho deve andar no tráfico, só pode.

Um governo em guerra com a legalidade

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War was a sure safeguard of sanity, and so far as the ruling classes were concerned it was probably the most important of all safeguards. While wars could be won or lost, no ruling class could be completely irresponsible. But when war becomes literally continuous, it also ceases to be dangerous. When war is continuous there is no such thing as military necessity. Technical progress can cease and the most palpable facts can be denied or disregarded.

Há um inimigo, há uma guerra continuada. A realidade pode ser suspensa e o bode expiatório está definido. Não ter a maioria qualificada para mudar a constituição é uma bênção que permite justificar os falhanços e continuar a guerra de uns poucos com o restante país. A guerra ao estado que esses poucos esperam que transforme o que dele ainda sobra num negócio, o qual pode a seguir ser privatizado, naturalmente.

Pina Colada, outra maravilha das Antilhas

Com o Verão a entrar na curva descendente, não podia faltar nesta breve selecção de bebidas que aqui apresentei para refrescar a estação, a receita de Pina Colada, outra maravilha feita com rum e com a marca distintiva das bebidas que, originárias das Antilhas, se espalharam pelo mundo.

Reza a lenda que por falta de um coco dentro do qual servir uma bebida chamada Coco-Loco (em que a casca de coco fazia as vezes de copo), um barman decidiu usar um abacaxi para o efeito, tendo os bebedores ficado surpreendidos e deliciados com a forma como os sabores do abacaxi se misturavam com os outros ingredientes.

Com uma mistura de ingredientes aparentemente estranha, a pina colada é um daqueles frutos do acaso que funcionam e fazem as delícias dos apreciadores. E pode perfeitamente prepará-la em casa, seguindo esta receita.

Mulher egípcia

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Maysun Mulher egípcia. Entre a revolução e a democracia.

Filho de uma meretriz

Janelas abertas na marginal do Porto. Uma brisa fantástica junta o ar do mar à companhia da família.portas

Na rádio, as notícias.

Ouvi e não consegui deixar de comentar com todos os insultos que a Escola do Cerco me ensinou.

Só não os vou reproduzir porque uma mulher que também gerou o Miguel não pode ser insultada. Mas este, é …

Só tenho uma pergunta: ainda há um funcionário público, que daqui a 29 dias vá colocar a cruzinha neste personagem e nos candidatos que ele apoia?

Sim. Já pedi desculpa aos meus filhos pelos insultos que dirigi a este tipo.

Um PS Deprimente e Ultrademagógico

Um PS demagógico com um líder demagogo, um PS ultra-falsificador do passado e do futuro, não vai lá. Seguro passa por alienado ao garantir saídas e soluções de nula exequibilidade, como reverter cortes. O PS não se redime, nem se redefine, nem se purga. Não há Seguro, nem Costa ou outro jacobino qualquer que lhe valha. Ainda bem. Espero que a generalidade dos que se interessam pelo País e votam no mal menor perceba que Portugal, depois de ter tido pouco menos que Ladrões de Bancos à frente da governação, só tem uma hipótese de futuro, uma base sólida de progresso: ir pelo caminho mais duro e pedregoso, optar pelo mais difícil e menos popular, ouvir e acolher o que menos lhe agrada, como o apelo explícito à emigração, por exemplo. Quem prometer paliativos e alívios de curto ou médio prazo, mente. Não há País que sobreviva à carga esmagadora de mentiras do socratismo, do socialismo segurista e do lastro utopista da manhosa Constituição rumo ao socialismo venezuelano-cubano-norte-coreano que nos separa dos Países que realmente progridem e enriquecem, nesta Europa.

A descaramento público-privado de António Mota

Parece que o senhor António Mota, líder de uma das empresas que mais dinheiro absorveu aos portugueses através do esquema clássico dos “assaltos à mão armada” público-privados, deu uma entrevista ao Diário Económico onde afirmou que, se o Estado Português voltar a ter capacidade de investimento, tal será feito através do mesmo método que colocou uma grande quantidade de portugueses na penúria e alguns ex-governantes, nomeadamente da área das obras públicas, nos conselhos de administração de determinadas empresas de onde se destaca a Mota-Engil. Um homem com este nível de certeza sabe do que fala! Afinal de contas, é aos portugueses que “se calhar” falta confiança, na Mota-Engil não só não falta como o histórico apresenta crescimento em épocas de crise. São os exportadores que salvam o país da recessão…

Já sem Jorge Coelho nos seus quadros, um homem que o líder da Mota-Engil contratou pela competência e não pela influência que teria junto do poder político, António Mota foi buscar um experiente gestor empppresarial para o lugar. Mas com o know-how que todos reconhecemos a esta empresa, o chefe do clã Mota  já deve andar no mercado dos ministros das Obras Públicas à procura de um novo e competente futuro CEO que esteja disposto a conceder duas ou três scuts antes do ingresso e, se possível, que use da sua competência para “dialogar” com os seus amigos políticos no activo para que lhes facilitem outra concessão de uma qualquer Lisconte, de preferência sem concurso público. Mas sempre em nome do superior interesse da nação! É como no futebol, sondar uns putos com potencial para serem grandes jogadores daqui a uns anos e no entretanto pô-los a jogar num clube pequeno para ganhar ritmo.

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Propaganda assim e propaganda assado

30A_MIGRANT WORKERS TABLEMuito mais é o que os une que aquilo que os separa, transcrevendo a canção de Rui Veloso/Carlos Tê, é o que se poderia dizer da propaganda deste e do anterior governo. Separa-os a forma, une-os o objectivo.

A forma socrática consistia no registo grandiloquente dos momentos históricos, em paralelo com o incentivo ao ódio a um grupo profissional, os professores. No actual governo, a forma traduz-se na mensagem depressiva da não alternativa, estratégia redutora de qualquer oposição,  aliada ao ataque a toda a função pública. O comum objectivo resume-se à propaganda, a arte da manipulação da informação com o objectivo de influenciar uma audiência, independentemente da realidade.

O último exemplo da propaganda passista é a tese do desemprego estar a baixar em Portugal, recorrendo aos dados publicados pelo Eurostat, o qual usa os dados disponibilizados pelo INE.

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Augúrio de um Orgasmo Verde

Aposto dez tampas de cerveja em como o Sporting Clube de Portugal vai bater o Sport Lisboa e Benfica. Sente-se no ar o aroma a goleada. Ganhar por dois ao Sport Lisboa e Benfica já o seria. Jardim conhece Jesus. Conhecer Jesus representa mais de meia táctica e três quartos de estratégia. A garotada verde sabe que terá pela frente uma equipa temente de si mesma e fragilizada. A casa sportinguista está a ser varrida, arrumada e arejada, ao contrário da sport-lisboa-e-benfiquista, a gastar balúrdios como se não houvesse amanhã, e cujo presidente é um confesso ignorante da bola. Isto está um dia perfeito para um orgasmo verde. Ou um espasmo.

Adenda: afinal foi espasmo.

Margem de incerta maneira

Foto: Carla Olas

Não vou dizer onde fica, não. Mas sempre posso contar que tem uma varanda para o rio, e uma esplanada que cresceu à volta da imagem de um Cristo que o povo traz apaparicado, sem que nunca lhe faltem as velas acesas e os ramos de cravinas.

É um desses sítios em que é necessário entrar sóbrio e sair um pouco ébrio. Não demasiado, que aqui não há passeio e há que caminhar sem ziguezagueios pela marginal. Ébrio o suficiente para segurar-se à mesa e ver erguer-se, como se pelas ondas, as paredes cobertas por lanternas, arpões, lemes, sextantes, bóias, sinetas, cordames, remos, reproduções de barcos, gravuras antigas, o emblema do FCP.

O peixe assa à porta, os pimentos começam a queimar-se, o sal dos robalos há-de cair aos pés do Cristo, da cozinha saem os primeiros mexilhões, vêm num embalo de salsa e cebolinha, um consolo para eles depois de uma vida de embates do mar. [Read more…]

Síria: a política dos EUA

Em 2 de Março de 2007 o General Wesley Clark (reformado) deu uma entrevista ao programa “Democracy Now!”. Nesse programa descreveu a política externa dos EUA despida da retórica que a costuma acompanhar.

Toda a entrevista assenta com uma luva à situação que se está a viver na Síria.

Evidentemente existem mais dimensões a explorar na política dos EUA. Ficará para outra vez.

Casal normal

Tenho um segredo para revelar: este vídeo inspira-se em certos e determinados chernes, cratinos, sócratanas e demais troca tintas.

Postal de Portugal (de Lisboa)

Elisabete Figueiredo

POSTAL DE LISBOA
‘Quando è entrato in l’aereo ho visto subito che lei non era una persona come tutte le altre’*
Levanto-me, em Palermo, às 6 da manhã (5 da manhã em Portugal). Tomo banho. Visto-me. Seco o cabelo. Fumo um ensonado cigarro. Constato que dormi 3 horas. Olho para a cama com vontade. Arrumo o resto das coisas. No hotel têm a gentileza de, apesar de tão cedo, me darem o pequeno-almoço. Um café duplo, forte e um bolo delicioso. O táxi chega. Vamos para o aeroporto de Palermo. O voo entre Palermo e Bologna é da Ryanair. Quantas vezes jurei a mim mesma nos últimos, digamos, 5 anos, que era a última vez que andava num avião da Ryanair? Seja como for, fico sempre contente por não ser a última vez, se entendem o que quero dizer. De qualquer modo, a Ryanair não recebia a minha preferência há pelo menos um ano. Ou mais. Havendo outras, honestamente, prefiro, mas que o bilhete seja um bocadinho mais caro. [Read more…]