Ó Senhor Primeiro-Ministro, eu não me importo de dar o litro.
Só não quero é que continue a ser de sangue e para alimentar os vampiros do costume.
Está a perceber a ideia?
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Ó Senhor Primeiro-Ministro, eu não me importo de dar o litro.
Só não quero é que continue a ser de sangue e para alimentar os vampiros do costume.
Está a perceber a ideia?
Bem feito, muito bem feito.
Célia Pessegueiro é candidata à Ponta do Sol (e eu nem sei onde fica!).
Não constitui segredo que, independentemente da declaração de intenções, o Expresso é adepto da ortografia portuguesa europeia — só os mais distraídos poderão acreditar que o Acordo Ortográfico de 1990 está a ser aplicado e, ainda por cima, “sem problemas de maior“.
Ontem, por exemplo, através do Diário da República, soubemos que existem candidaturas “formalizadas mediante requerimento dirigido ao Sr. Presidente do Conselho Diretivo [AO90]”, podendo estas “ser entregues diretamente [AO90]” ou pelo correio, “com aviso de recepção [✓]”, devendo, no requerimento, indicar-se o “contato [???] telefónico”.
Efectivamente, tudo corre bem e sem problemas de maior.
Continuação de um óptimo fim-de-semana.
A lei da limitação dos mandatos foi vendida desta forma:
Governo aprovou limitação de todos os mandatos políticos – Público – 8 de Ablil de 2005
Ou
O governo liderado por José Sócrates aprovou a lei que limita a duração dos mandatos para cargos políticos a um máximo de 12 anos ou três mandatos consecutivos. Aqui se incluem primeiro-ministro, autarcas e presidentes dos governos regionais. – TVI24 8 de Abril de 2005
Sem ambiguidades foi anunciado que os dinossauros seriam extintos em breve. Todos sabem qual foi a decisão do Tribunal Constitucional sobre este assunto: passamos a ter dinossauros itinerantes.
O maior problema nesta questão é a facilidade com que os políticos enganam os cidadãos (propositadamente ou por simples incompetência). Esta é apenas mais uma instância em que os cidadãos são burlados pelos políticos.
Estar de acordo com escritos do Daniel Oliveira é corrente, em desacordo também. os social-democratas são meus aliados, não são meus inimigos.
Agora, e de rajada, com um sobre o Bloco de Esquerda e a deriva fascista de Elvas (um detalhe: o meu dedo que adivinha e ter passado por Elvas há uns 8 anos mandam-me apostar em mais um daqueles típicos casos em que se corre com a esquerda trocando-a por imbecis, caso de toda a lista que deixou isto chegar onde chegou) , e outro sobre o PCP e a Festa do Avante (pese que nunca a ajudei a erguer mesmo sendo verdade na minha última passagem por ali bem me ter arrependido da recusa ao convite de lá ter chegado uns dias antes), nunca fui militante do PCP, mas não me sinto menos comunista por isso; dois assim, de seguida, é raro, e também por isso sugiro a sua leitura.
(Desabafos de um ingénuo aspirante a professor)
Há 16 anos que sou um professor contratado… Peço perdão por ter usado o termo “PROFESSOR”. Isso não posso ser. Certamente não o serei. Serei um solidário contratado, um participante de união da classe docente contratado, um “pato” contratado, um totó contratado, enfim, uma qualquer “coisa” contratada, que não um “PROFESSOR”. Se fosse professor, era tratado mal, como têm sido os professores, e eram-me, de quando em quando, repostas algumas injustiças como o têm sido aos professores. A mim e a milhares de “coisos” contratados deste país tiraram tudo. Estar aqui a enumerar o que tiraram parece-me ridículo. Lembrar-me enoja-me. Hoje não vou por aí. Estou cansado, com vontade de desistir. Sejam Nunos, Lurdes ou sei lá quem, estão longe. São estratosféricos e todos da mesma cor: castanha, cor da terra que lentamente nos decompõe depois de mortos. Portanto, hoje não é para eles. Hoje é para aqueles que me chamam “colega”, coisa na qual confesso ainda ter tido a ingenuidade de acreditar durante uns anos. Entendem? Os PROFESSORES mesmo. Pronto, está bem, eu digo: os do “quadro”.
Há uns anos, quando era ministra da educação a Sra. Maria de Lurdes Rodrigues, a classe docente entrou em polvorosa (e muito bem, na minha opinião), devido à questão da avaliação docente. Mega-manifestação em Lisboa, muita luta, muita união… Alguns, com a t-shirt de 60 euros do “Che” vestida, cantavam com todas as suas forças a “Grândola vila morena” do… “José Cid”. Há coisas que nunca mudam…
Nessa altura, estava colocado numa escola do centro do Porto. Éramos obrigados a entregar os famigerados objetivos individuais. Corria o boato que quem não o fizesse, teria penalizações gravosas. Os casos “Charrua” sucediam-se. Então, pensando nos meus encargos mensais, na situação laboral ainda mais precária da minha mulher, nas duas filhas pequenas (uma delas recém-nascida), apoderou-se de mim um sentimento que me era proibido: medo. Entre cerca de 200 professores, fui o primeiro a assumir que entregaria os objetivos individuais. Uma colega, do alto dos seus 30 anos de serviço, interpelou-me. “Então colega, onde está essa solidariedade?” Esta colega, na dita mega-manifestação, numa das primeiras filas, empunhava um cartaz com os ditos “Em defesa da escola pública”. Essa colega tinha dois filhos a estudar no ensino privado… Obviamente, disse-lhe: “Por favor, passe-me um cheque com o valor dos meus salários até ao final do ano letivo, para o caso do sofrer a dita penalização, e, com todo o prazer, não entregarei os objetivos individuais.” Claro que também lhe perguntei por onde tinha andado a sua solidariedade face aos problemas gravíssimos que já atingiam os “coisos” contratados há muitos anos. [Read more…]
Exactamente: Selecção.
Para o PC a coisa é simples porque tem sido sempre assim desde o 25 de Abril – na noite eleitoral cá estarão para segurar o enorme triunfo da classe operária. Mas, tirando esse detalhe histórico, há mais para perceber daqui a uns dias (23).
O PSD está em pânico porque o castigo ao pior governo dos últimos 40 anos pode ser brutal e nem os Dinossauros o podem salvar. Da parte do António José Seguro a linha é clara: mais votos.
Percebo que o PS não se estique muito para não ter desilusões, mas será que é um excesso considerar como uma vitória a possibilidade de ter as três maiores autarquias do país: Lisboa, Sintra e Gaia?

Tribunal Constitucional dá luz verde aos candidatos autárquicos com três mandatos
Aguarda-se mais uma reacção enfurecida de Passos Coelho sobre os insensatos juízes do Tribunal Constitucional.
(fotografia de Pedro Rocha)
JJC, Coimbra, Procissão da Rainha Santa.
Não vou discutir a decisão do Tribunal Constitucional, nem sequer comentar a ironia de o seu relator ser filho de um político profissional que agora anda pelos negócios estrangeiros. Fico-me pelo que já havia defendido: o princípio republicano da não profissionalização da actividade política levou uma chapada. Não por inconstitucionalidade, note-se, mas por interpretação de uma lei, como lhe competia.
Tenta-se argumentar com a soberania do voto; fraquinho, tanto mais que a valer contaria também para as eleições presidenciais. Com as notáveis qualidades de muito autarca que assim pode investir competências adquiridas noutro concelho, e incompetências também, já para não falar no vício do poder, a que esta gente está agarrada.
Não concebo a política como uma profissão. Mesmo os deputados deveriam ter limite de mandatos (e numa eleição menos personalizada por maioria de razão). Porque o poder corrompe, altera a mente, arrasa a humildade,faz saltitar os neurónios e e nisso não há santos nem virgens eternas, apenas os que resistem à corrupção por terceiros mas é limpinho que adquirem maus hábitos, começando no seu relacionamento com os respectivos correlegionários. [Read more…]
Lá das Américas, sempre ouvi dizer, nem bons ventos, nem bons casamentos.
Se calhar, não era das Américas, mas para o caso dá jeito que seja. É só seguir em frente e no meio do Atlântico podemos encontrar meia dúzia (de nove) de rochas. Inspirados no ponto de partida e nas americanices resolvem tentar contratar uma professora, de Leiria, por oitenta euros por mês.
Não deixa de ser irónico que isto aconteça quando Nuno Crato volta a colocar em cima da mesa o cheque-ensino. Ao que parece o país está falido e é preciso cortar na Educação, na saúde, nos apoios sociais… Certo?
Errado! Se não há dinheiro para a escola pública, como é que há dinheiro para o privado?
Isso até poderá ser um detalhe menor, dirão alguns. O importante é que cada família possa escolher a escola para os seus filhos.
E se todos os alunos, por exemplo de Vila Nova de Gaia, quiserem ir para a Escola Secundária Almeida Garrett ou para a Secundária de Valadares, as duas escolas públicas com mais nome na praça? Quem é que vai escolher quem? Serão os alunos a escolher a escola ou será que cada escola vai escolher os seus alunos? [Read more…]

Ninguém pode garantir que os sete bombeiros não teriam morrido, se se tivesse cumprido a integração de 900 reclusos em acções de prevenção e vigilância dos incêndios florestais, como estava previsto no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais para 2013.
Quem escolhe ser bombeiro sabe que arrisca a vida e quem já ouviu falar de vida sabe que não tem preço.
A referida integração dos 900 reclusos não se verificou porque o Ministério da Agricultura e do Mar considerou que os custos associados a essa medida não seriam “a melhor forma de executar as acções de prevenção estrutural na floresta sob gestão do Estado”. É em momentos como este que percebo a dupla ironia de uma expressão como “democrata-cristão”.
A propósito de incêndios, o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, explicou que se trata de um “flagelo típico” de países como Portugal. O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes explicou que há muitos “incêndios anómalos”, o que é flagelo e é típico.
Vivemos num país em que muitos dos melhores são bombeiros. Os piores estão no governo.
O espectáculo musical A Revolução Dos Que Não Sabem Dizer Nós é um texto de Zeferino Mota, com encenação de João Paulo Costa, e direcção musical de Ernesto Coelho. A Revolução… tem interpretações de Ana de Jesus, Ana Luísa Queirós, Miguel Lemos, Pedro Roquette, Rita Lagarto e Tiago Araújo.
Está em cena até dia 22 de Setembro, de quarta a domingo às 21h30, na sala redonda do 4º piso do Edifício AXA. Sim, a entrada é gratuita.
Para saber mais sobre o espectáculo, é favor visitar a Gazeta dos Artistas. A seguir ao corte, um vídeo. [Read more…]
Ricardo Costa deve assumir, duma vez por todas, que no Expresso não se adopta o Acordo Ortográfico de 1990, apesar de a adopção ter sido anunciada, com pompa e circunstância, há três anos, dois meses e onze dias.
Já todos percebemos que na versão em papel do Expresso se adopta uma grafia hipócrita: os escribas – incluindo o director – escrevem na norma de 45/73, depois o texto vai à máquina para ser mastigado e só então é enviado ao quiosque, para ser metido no saco de plástico e vendido aos incautos. Se Ricardo Costa não gosta do AO90, diga-o: preto no branco, com consoantes, acentos e hífenes.
Já que acusa os deputados de criarem “condições para essa bagunça”[1], o director do Expresso podia aproveitar para acabar com a desordem ortográfica que reina no jornal que dirige, deixando de atormentar com grafia regurgitada aqueles que ainda lêem o Expresso e ajudando a pôr fim à mixórdia que impera na actual escrita portuguesa europeia.
Só poderá ser válida a tese “as regras não se mudam a meio do campeonato” quando estas são aplicadas e quando o exemplo vem de cima. Como podemos verificar (e já por uma, duas ou três vezes aqui verificámos), não são, nem vem. A tarefa é mais simples do que parece à primeira vista: voltam a dar aos leitores da versão em papel o produto original e não a versão hipócrita e verão que tudo corre lindamente.
[1] Segundo o Houaiss, ‘bagunça’ significa “falta de ordem; confusão, desorganização” e o grande Chico Buarque – com música do excelente Tom Jobim – confirma:
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeuComo, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Governo paga renda a colégios privados. “Liberais” apoiam. O costume.
Não, nem por isso. No Público, escreve-se em ortografia portuguesa europeia.
– Ó Nicolai! Eu disse-te para virmos mais cedo! Agora vai ficar tudo a olhar pra nós!
– Achas? Nem vão dar conta… Bora lá prá praia: o último a estender a toalha é tchetcheno!
Não gostei nada do tom com que o vice-presidente da Câmara do Porto, Vladimiro Feliz, vitupera o meu candidato Luís Filipe Menezes num certo comunicado ungulado. Mau sinal. Não gostei, mas parece natural e na esteira de quem inaugurou um tom negativista, pessoalista, destrutivo em relação a outra candidatura, Rio, como se a sua pessoalíssima consciência omnisciente acerca de Menezes, o seu resumo de Menezes, determinassem a missão divina de profetizar contra ele, não olhando nem à linguagem nem aos respectivos limites. Dado que Rio gastou as munições de maledicência na célebre entrevista-fuzilamento de carácter à RTP, dado que se expôs de mais e apanhou universalmente, é a vez de Vladimiro Feliz, o vice, prosseguir e aperfeiçoar as hostilidades.
E começa mal ao garantir que Menezes não conhece limites para o despudor, a mentira e a falta de vergonha. Porquê? Porque o meu candidato propôs-se a objectivos novos, a ensaiar processos diferentes, numa etapa de maturidade sua e numa cidade diferente, aproveitando a vasta experiência acumulada?! Vladimiro, Vladimiro, isso é que é entrar a perder numa refrega de ideias que resvala para o agarrar cego de uns colarinhos adversários. Em matéria de verborreia, meu caro Miro, de excesso de informação e contradição informativa, os conceitos de despudor ou mentira ou falta de vergonha são parentes e não se usam gratuitamente apenas porque um candidato apresenta propostas que escandalizam todas as virgens e todos os guardiães do templo da decência. [Read more…]
“Lista das 400 maiores instituições mundiais em 2013 vai ser divulgada no início de Outubro. Em 2012, as universidades lusas perderam posições”
“Não somos nós a descer no ranking. As outras é que estão a subir mais que nós”, resumiu, na altura, o vice-reitor da Universidade do Porto (UP), António Marques.
Pois… Agora percebe-se porque é que se desce: porque os outros sobem.
Ó Jorge Jesus! Aqui está um bom apontamento para memória futura.
«Uma campanha mortiça, não por acaso, mas por tacticismo: Angela Merkel tem conseguido convencer todos de que a situação não tem saída, e muito menos requer visão prospectiva, isto é, políticas. A cultura política que foi construíndo ao longo dos últimos oito anos não deixa espaço para a crítica nem para o debate. Fá-lo apresentando todas as suas grandes decisões como sendo actos involuntários, movidos pela necessidade. E todos os seus erros como problemas sistémicos. (…) Os eleitores alemães não estão a receber informação suficiente, nem fazem ideia alguma sobre o futuro. Isto aplica-se a tudo. Assim vamos: dirigentes que estão na disposição de governar sem o envolvimento do povo, nem têm tempo para debates nem novas ideias.»
Um texto de Juliane Mendelsohn, aqui.
Em 1999, por ocasião das comemorações do 25 anos de Abril tive oportunidade de questionar pessoalmente o Engenheiro Guterres sobre a inexistência do subsídio de desemprego para os professores.
(confesso que só agora, ao ver estas imagens, me apercebi de uma confusão inicial, a que fui, claro, alheio)
Poderia até escrever que não nascemos hoje para a questão dos professores contratados e desde cedo percebemos que a luta pelo emprego não se fazia pelo lado dos contratados, mas pelo lado de acrescentar escola à Escola, isto é, só haverá mais emprego docente numa Escola Pública mais ampla, com mais e melhor oferta. Foi isso que aconteceu nos anos seguintes com a criação, por exemplo, do Estudo Acompanhado ou da Área de Projeto. Foi assim que Portugal teve mais de 150 mil professores.
Depois disso, longas lutas se seguiram por um direito que nos parecia óbvio. Foi uma luta ganha, fundamentalmente, porque conseguimos envolver a classe – “novos e velhos” – na sua exigência.
Um passo à frente na história docente mais recente e um outro momento em que a presença de todos foi a única forma de vencer – as manifestações durante a luta contra Maria de Lurdes Rodrigues. Um processo semelhante ao que foi vivido nas recentes greves de junho.
Apresento estes três momentos porque têm uma dimensão em comum: são momentos em que a luta dos professores produziu resultados. Foram momentos em que todos estiveram do mesmo lado.
Por isso, entendo onde querem chegar, mas creio que estão a ir pelo caminho errado e, pior ainda, estão a escolher mal o alvo.
Anda alguma gente incomodada com o Tribunal Constitucional por causa daquela intransigência institucional de não deixar violar a Constituição. Ó meus amigos, mas isso é fácil: mudem a Constituição. Ah, pois, mas precisam de 2/3 dos votos do Parlamento, não é? Pois é, que chatice… Isto da democracia é uma porra. Razão tinha a Manuela: suspendia-se a democracia por uns meses, punha-se tudo (e, já agora, também todos) na ordem e depois, sim, voltava-se à democracia. Ou não se voltava, porque se é sem democracia que se resolve depressa os problemas, o melhor era ficar-se sempre de piquete. Ah, António…
paraíso para reformados… estrangeiros. E para todos os que queiram comprar os imóveis que os portugueses no Inferno entregam por estes dias aos bancos.
Decifremos a grafia de Rui Oliveira e Costa: por um lado, ‘efetuados’ em vez de ‘efectuados’, ‘objetivo’ em vez de ‘objectivo’, ‘exceção’ em vez de ‘excepção’; por outro, ‘Setembro’, sem pestanejar. Enfim, há quem garanta que o Acordo Ortográfico de 1990 “já foi quase plenamente aplicado (…) sem problemas de maior”, acrescentando que “esse movimento de aplicação tem sido amplamente acompanhado pela comunicação social”.
Nota-se.
Efectivamente, depois do “fato imputável”, do “conhecimento desse fato”, da “gravidade do fato”, dos “documentos comprovativos dos fatos”, dos “outros fatos previstos na lei”, dos “pontos de contato das réguas com o tronco da árvore”, do “contato das réguas com a árvore”, da “Seção de Recursos Humanos” e da “Seção de Expediente e Arquivo”, tudo no Diário da República de sexta-feira (sim, a saga continua), só nos faltava mais esta. Sim, de facto, “sem problemas de maior”.
Em vez do êxito deste Verão, recordemos o “Walk Like an Egytian”… Perdão: Egyptian. Pois. Com pê. Ägypter? Sim, também serve.
… dir-te-ei quem és. Espero que Passos não se acovarde com as pretensões pentelhistas do Santander Totta. Não se pode dar o benefício da dúvida aos Bancos. Com os Bancos, é sempre a perder, apesar do paradoxo de este Mundo não poder viver sem eles e de o seu resgate se mostrar desumano, interminável. Em geral, a Banca pré-2008 foi sacana no aliciamento do cliente e ultra-sacana no pós-2008, esmagando as suas vítimas incumpridoras até ao tutano, duas, três, quatro vezes, acima da medida justa, beneficiando ao mesmo tempo de sucessivas injecções de capital público na peida do Salgado. Nesta vida, não se pode cair uma só vez que seja nas malhas da Banca. O saque soez e a condenação económica de uma só vítima equivalem a muitas mortes muitas vezes. Pelas mãos do BES, morro mil vezes todos os meses. Ora, o Santander Totta, enchendo o peito de ar, interpõe um processo no Tribunal Administrativo de Lisboa contra o IGCP e o Ministério das Finanças à conta de supostos erros no relatório produzido pelo organismo, nomeadamente a referência a uma operação swap com a Metro do Porto que começou desde logo com um valor negativo de cerca de 100 milhões de euros, o que, de acordo com o Banco, não é verdadeiro. Seja ou não seja, relatórios podem ter erros. É humano. A informação é parca. As letras miúdas, as comissões escondidas, o articulado bizantino, blindado, blandício, os dossiês incinerados, verdade e responsabilidade sempre mortas e sempre solteiras. Quem não erra?! Agora que Bancos, quaisquer Bancos, tenham sido capazes de segregar produtos engendrados no inferno, com risco confiscatório-vexatório para os Estados, perdas colossais para os Estados, com populações comprimidas em sofrimento social e encurralamento laboral, isso não é passível de perdão nem de revisão. Quem dera pudessem os cidadãos processar o Santander Totta e quejandos por operações destas e vencer a causa. Já nem falo nos decisores políticos de topo, bem escondidos, num esforço sobre-humano de passar despercebidos. Contam que o véu do sistema os proteja e guarde. E protege. E guarda. Enquanto tu, cidadão totó-totta, quiseres.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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