Impostos, receita e despesa 1977-2013
Quando ou o quê?
Está assumido por todos que a receita laranja não vai curar a doença, antes pelo contrário. Como sugere Manuela Ferreira Leite
“Concordo que é preciso emagrecer, mas aquilo que recomendo é que as pessoas não aceitassem morrer antes de emagrecer. Morrer gordo é do pior que há, especialmente depois de se fazer uma dieta tremenda”,
Tirando o Tipo que me quer pagar uma dívida que eu não lhe quero cobrar e os que nunca trabalharam, não se vê ninguém a defender o que não tem defesa possível.
Mas continua a faltar uma alternativa, ou antes, é necessário tornar mais claras cada uma das alternativas que vão aparecendo:
– da parte do PS e não só, há uma divergência em relação ao governo: queremos pagar ESTA dívida, mas num tempo diferente. Ou seja, a pergunta do PS é PAGAR QUANDO?
– o BE e o PCP colocam a questão de outro modo, questionando a própria dívida, isto é, consideram que parte da dívida é imoral e por isso o país deve questionar a “quantidade” da dívida, ou seja, a pergunta é PAGAR O quê? [Read more…]
Danton – O Processo da Revolução
Georges Jacques Danton foi um advogado e político francês e uma figura destacada nos inícios da Revolução Francesa. Esta longa-metragem de 1983 é sobre a sua participação na Revolução.
ficha IMDb
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais
“a criança não almoçou mas não ficou sem comer “

Alguém, por caridade, me traduz o que possa significar não almoçar mas não ficar sem comer?
Tudo bem, portanto, dado que o “lanche da tarde devia ser reforçado para esta criança”.
Mais sobre o caso da criança, do almoço a da directora Conceição Bernardes que o suspendeu
A directora do Agrupamento Dr.ª Laura Ayres emitiu um esclarecimento, desmentindo a notícia aqui referida. Compete a um jornalista, perante uma acusação, ouvir o acusado. Aparentemente foi isso que foi feito. Como o Aventar não é um órgão de comunicação social mas aqui divulgamos opinião a partir dela, aqui fica o texto, dirigido aos pais. Aguardamos uma resposta do jornalista. Mas devo dizer que acho inadmissível que para cobrar uma dívida aos pais, ao invés de participar à Comissão Municipal de Protecção de Menores e/ou às autoridades competentes, um estabelecimento de ensino público adopte qualquer procedimento que altere o seu relacionamento com uma criança e as suas rotinas. Nem que tenha ido comer lagosta para a sala ao lado. Não faz parte do que aprendi ser uma escola pública, nunca tal vi ou de tal ouvi falar desde que as frequento, ou seja, desde que me conheço.
Exº Senhor Pai / Mãe / Encarregado(a) de Educação
Em função da notícia vinda a público, hoje, na comunicação social, sinto-me na obrigação de partilhar convosco os esclarecimentos necessários para repor a verdade do que realmente aconteceu.
Esta missiva dirige-se especialmente a si, pai /mãe e faço-o pelo respeito que me merece.
Passemos aos factos:
1. A escola identificada na notícia está errada. A situação aconteceu na EB1/Jardim de Infância da Abelheira.
2. “Nada justifica uma criança a passar fome. Não é justo castigá-la a ela” – são supostas declarações da mãe da criança. Não poderia estar mais de acordo com esta afirmação, e tanto assim é, que a criança comeu na sala onde ficou, durante a hora de almoço, acompanhada de uma educadora. [Read more…]
Ofertas de escola – já há colocações canceladas
As denúncias foram sendo feitas das mais diferentes formas e ontem, no Público, foi possível ler que o MEC teria já em curso um processo para resolver a questão das Ofertas de escola.
Hoje mesmo a DGAE publicou uma Circular que procura colocar alguma ordem na trapalhada geral, havendo mesmo escolas que já foram notificadas para cancelarem as colocações anteriores.
Se me permitem, da Circular destaco esta maravilha:
“Não são admissíveis subcritérios (…) critérios de selecção em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território, religião, convicções políticas ou ideológicas, situação económica, condição social ou orientação sexual. “
Remontada
Palavra castelhana usada várias vezes pelo comentador português do jogo da selecção. Deve ser prima das “rebaixas”.
O amor é uma boa rotina!
Há rotinas que não se devem «perder», como o beijo de «boa noite» que está em vias de extinção.
Latim na Alemanha: a lição das raízes
Vale a pena ler esta reportagem sobre a importância que o estudo do Latim tem na Alemanha. Há quem confunda recomendações dessas com caturrices ou interesses em encontrar um nicho de mercado para as próprias habilitações. A verdade é que há muitos e variados argumentos a favor do estudo do Latim.
Relembre-se que a língua alemã não é uma língua novilatina como o português. Portugal, ao contrário dos alemães, prefere continuar a cultivar o esquecimento, apagando as bases históricas que estão na origem da sua própria língua e, portanto, do próprio pensamento.
No fundo, é uma questão de coerência, pois seria estranho que agisse de outra maneira um país que atira sobre as escolas programas de Português que desprezam os clássicos da literatura, terminologias linguísticas mal concebidas e um acordo ortográfico desnecessário e prejudicial. Com tanta gente a encher a boca com o prestígio internacional da língua, a morte do Latim é mais um degrau descendente em direcção ao desprestígio nacional da língua.
Vais logo à bola?
Fátima Campos Ferreira, uma jornalista modelo
Os espectadores do Prós & Prós recebem 10€ para a ouvir.
O beijo de boa noite já teve melhores dias
“O tradicional beijo de boa noite pode estar em extinção. Um estudo britânico revela que 80 por cento dos casais vão dormir sem qualquer demonstração de carinho.
A percentagem aumenta para os 90 por cento quando se trata de dizer um simples «amo-te». O estudo revela que as pessoas estão demasiado concentradas em dormir e que têm cada vez menos iniciativas de amor e carinho.” (Daily Mail, 14/10).
Contra o Orçamento do Estado para 2013
No dia 18 de Outubro de 2011, escrevi uma nótula feicebuquiana a que chamei Contra o Orçamento do Estado para 2012. Essa nótula mantém-se, infelizmente, na ordem do dia.
Nos textos que escreve, o Estado português continua a comprovar a crónica inaplicabilidade do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) e a violar sistematicamente o disposto na Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, que “determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (…), a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo”.
É inadmissível que o Estado obrigue outrem a aplicar uma disposição que manifestamente desconhece, apesar de a ter criado.
O senhor ministro de Estado e das Finanças pode dizer que “Portugal tem vindo a acumular credibilidade e confiança nos mercados internacionais”. A sorte do senhor ministro é que nos mercados internacionais não se percebe português. [Read more…]
Baixinho
Levanta-te porque aí em baixo não estás a ver bem!
Entregues aos melhores colocados?
Estarás a falar do Gestor Pedro Passos Coelho? Esse Liberal que viveu sempre à procura de dinheiro do estado de esquemas com os amigos para se governar?
É desse tipo de gente que estás a falar? Gente que nunca trabalhou?
E, além disso, há um pequeno detalhe – até agora, tudo o que fizeram, foi mal feita e deu resultados ao contrário do pretendido!
A directora Conceição Bernardes é um tumor do ensino em Portugal
A directora do Agrupamento Dr.ª Laura Ayres, Quarteira, decidiu cobrar o pagamento de refeições em atraso suspendendo o almoço de crianças e deixando-as assistir ao almoço dos colegas. Por uma dívida de 30 euros falamos da completa violação de tudo a que um professor está obrigado pelos seus deveres profissionais, já não falando nos mínimos da cidadania.
Se ainda existe Ministério da Educação (o que com os cortes reais no orçamento é duvidoso), ainda hoje Conceição Bernardes terá um processo disciplinar e em breve engrossará a fila dos desempregados. Não me peçam razões jurídicas para o fazer, é um dos casos em que se não as há que se inventem, as pedagógicas chegam-me perfeitamente. Um país que tem uma Conceição Bernardes à frente de estabelecimentos de ensino bateu no fundo.
A Revolução Francesa
Início de um novo tema, a Revolução Francesa. Filme-documentário do Canal História que serve bem como introdução ao tema – causas, evolução e consequências.
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais
Sr. Director de Escola, faça o favor de se chegar à frente
É assim que diz a Lei e só se espera a sua aplicação na íntegra.
Não foi por falta de aviso:
– uma vez:
“o respeito pela Lei (nota de curso + tempo de serviço) foi escasso e a norma foi dar a volta à coisa para colocar quem se queria. Nuns casos, por bons motivos. Mas, na maioria simplesmente porque sim. Justificam-se por isso os alertas feitos em tempo útil pela FENPROF, mas, como quase sempre, boa parte dos professores só percebe o incêndio quando o fogo lhes chega ao traseiro”
– outra:
Para ajudar à festa, o MEC resolveu obrigar algumas escolas a desenvolverem um concurso interno (ofertas de escola) para os lugares ainda em falta – a confusão estalou
E outras vezes mais!
Parece que afinal havia qualquer coisa de errado e os concursos vão mesmo ser repetidos. Seria EXCELENTE se os Senhores Directores, sempre tão zelosos a dar cabo da vida ao pessoal, tivessem agora que assumir a sua incompetência!
Sr. Ministro Nuno Crato, a minha única exigência é:
– Cumpra a Lei! Faça com que os Senhores Directores paguem as cunhas partidárias, dos amigos, das clientelas…
O cerco à Assembleia da República
Não dá nas tv´s (estão muito preocupadas com as eleições do Benfica) mas pode ver-se via streaming o cerco à Assembleia da República. Para os mirones: já houve nudismo.
Diziam dois artistas na RTP, entre comentários ao orçamento geral do estado que era de emergência como se emergência não fosse quem não tem de comer para dar aos filhos, que isto dá muito má imagem do país.
O problema dos idiotas que ainda vêem nos credores não os abutres que são depois de encomendarem o cadáver, mas generosas pombinhas da catrina, é não entenderem que o tal país já não tem imagem. Sofreu um corte de 99%.
Para quê?
Se o país não tiver apoio externo para quê, professor Miguel Beleza? Para quê? Desembuche, homem! Para quê? Deixa as frases a meio? Ah! Não deixou… Peço desculpa. Pois, o Acordo Ortográfico de 1990. É a base IX, eu sei. Claro que V. Ex.ª não tem culpa. Peço desculpa pela precipitação.
O orçamento geral do estado

Confirma-se o roubo. Sim, estou a apelar deliberadamente à violência, em legítima defesa, é claro. Pessoalmente continuarei a ser assaltado, apenas mais assaltado. Muitos, principalmente os que vivem pior, serão dizimados. Deste país vai sobrar um mapa.
Claro que podemos pôr as mãos no assunto. Soltem-se a garras de um povo que já tantas vezes já soube dizer Basta, mas que verdade se diga outras tantas se encolheu. É nisso que eles confiam, é disso que se riem, é por isso que temos de lhes abrir as portas de emigração.
Fotografia do Público
Chá das divorciadas
“There’s always free cheddar in a mousetrap, baby” – Tom Waits
Se acreditam na felicidade conjugal vêm cá um dia e isso passa-vos num instante. Quando quiserem, é melhor não terem pressa, a gente deve acreditar nas coisas enquanto pode. A esta hora chegam as ex-mulheres dos jogadores de futebol, entretanto trocadas por uma modelo de pernas compridas e 15 anos a menos, as empresárias que saem do escritório ao início da tarde para uma reunião e já não regressam, as reformadas, as amantes. Olham de alto a baixo umas para as outras mas por hábito, já sem espírito competitivo. Folheiam revistas para arranjar ideias para o próximo corte de cabelo ou para a próxima cor de verniz – “olha, esta é gira, tenho um vestido desta cor”.
A esta hora, com o sol em declínio a pousar-lhes no tom acobreado do cabelo, as unhas cor-de-rosa e a blusa de renda negra, tanto podem ser contabilistas como donas de um bordel. Mas o que impressiona, de verdade, é a descrença nos homens. [Read more…]
Turbo-mães
A crónica de Daniel Sampaio deste domingo na revista do Público tem este título, «as turbo-mães».
Conta-nos a história de uma mulher – podiam ser quase todas – que trabalha das 8 às 21h, tentando concialiar tudo; os filhos raramente vêem a mãe; é uma turbo-mãe; faz tudo bem mas sempre a correr, com altos níveis de ansiedade. Conhecida pela sua eficácia profissional, é elogiada pelo director, que está dependente do seu trabalho e a considera insubstituível. Em época de crise, Ana tem receio de trabalhar menos e ser dispensada, como vê acontecer à sua volta. Sente- se em falta em casa.
Contou a D.S., seu médico, que a crise não a deixa parar. Não estava fácil fazê-la mudar de vida: a crise, o medo de perder o emprego, obriga-a a ser turbo…
Daniel Sampaio pensa que, efectivamente, “a crise provoca o desemprego, mas (…) também é responsável pelo modo febril como alguns trabalham, sempre a correr contra o tempo”.
Somos tantas as turbo-mães…
Só precisamos de ter calma, saúde (principalmente) e não perder o sentido do que é mais importante para cada uma de nós.
Não é fácil ser mulher e é mais difícil sê-lo em Portugal.
Mas não me arrependo de nada, como diria Raul Brandão! Fazemos o nosso melhor e já é muito…
Mas há uma coisa na história de Ana: temos que esforçar-nos por dizer «alto lá!», tenho filhos e amo-os, quero vê-los e estar com eles dia-a-dia, vamos renegociar este horário.
Não valerá mais ganhar menos?














Recent Comments