Clube dos Pensadores com Maria de Belém Roseira

O Clube dos Pensadores é uma boa ideia.

Ou antes foi uma boa ideia. Hoje é uma EXCELENTE realidade. A norte, do lado sul do Rio Douro há gente que teima em fazer o que nunca foi feito, há gente que desafia outra gente a pensar.

O Mário Nogueira foi o Senhor da última edição. Maria de Belém é o Senhor que se segue. Na próxima 2ª feira, dia 22 às 21h30 no hotel Holiday Inn, em Gaia.

Vou lá estar porque gostaria de perguntar a Maria de Belém o que ela pensa sobre o quando ou o quê.

Morreu o Manuel António Pina

Caramba…

O que se escreve nestas alturas? Lembra-se o Homem, o escritor, o criativo, o cidadão.

A primeira coisa que me ocorreu foi um dos últimos trabalhos que fiz com os meus alunos em torno do livro “O tesouro.”

Estamos de volta ao país das pessoas tristes, hoje ainda mais triste pela partida do Pina.

Verbos da Crise

A 10 de Setembro,  José Eduardo Cardoso, o jovem de 28 anos que se cansou de enviar currículos, resolveu fazer greve de fome em plena Rua Santa Catarina no Porto, até conseguir arranjar emprego. Desejava até falar directamente com Passos Coelho, PM.

Cinco dias depois, dia da manifestação que ficará na nossa memória, um estudante com cerca de 20 anos imolou-se no edifício do Governo Civil de Aveiro.

Luísa Trindade, 57 anos e Ana Maria marcaram o 5 de Outubro: a primeira, «desesperada»,  irrompeu pelo Pátio da Galé enquanto Cavaco Silva discursava na celebração e a segunda, mais jovem e cantora lírica, invadiu também o evento e cantou pacificamente enquanto Luísa enfrentava um grupo de seguranças.

Ontem entrou em cena, empurrado para o palco, sem jeito para actor, Pedro Marques, o enfermeiro de 22 anos que decidiu emigrar para Inglaterra. Porém, a sua participação nesta «peça» ficou marcada pela redacção de uma carta dirigida a Cavaco Silva, PR: “Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país, envelhecer no meu país. Permita-me sentir falta do cheiro a mar, do sol, da comida, dos campos da minha aldeia”.

Estas são apenas cinco personagens desta crise. Não são heróis, na minha opinião. Somente se viram mediatizadas pelas suas inciativas arrojadas e desesperadas a solo.

Aguardam-se novos e infelizes episódios.

Ofertas de escola – confirmam-se as ilegalidades

Sim, outra vez as ofertas de escola.

Só numa escola, segundo a SIC, são 40 os docentes que, com um mês de aulas, têm que deixar os seus alunos, uma vez que o concurso aí realizado foi ilegal.

O Ministério de Nuno Crato deixou as escolas e os Directores às escuras durante dois meses e só esta semana deu indicações sobre os procedimentos a seguir – naturalmente houve escolas que seguiram um caminho e outras que fizeram outras opções. Umas tiveram a sorte de acertar, outras não.

Esta foi também a semana da 6ª colocação de professores, no que à Reserva de Recrutamento diz respeito! Imagem, no entanto, que um mês depois das aulas terem começado, o meu filho continua sem Professor de Educação Física.

Durante um mês foi um ai jesus nas Direcções das escolas e um pouco por todos os cantos onde existe um professor desempregado.

Mas, apesar das colocações semanais e dos esclarecimentos há um facto que continua a ser verdade: há alunos nas escolas sem professores e professores em casa, despedidos, sem alunos.

Que Educação é esta Nuno Crato?

Que raio de Plano Inclinado tens tu?

RTP

A comunicação social em crise aproveita tudo o que mexe para se safar – no jornal I  fala-se da RTP Porto e de como esta é um problema, segundo eles, o maior dos problemas.

Há coisas que não são para explicar – a RTP tem que existir a Norte e não apenas no formato delegação. E tem que existir porque sim. A dimensão noticiosa de um país civilizado exige a presença do serviço público de informação (televisão e rádio, neste caso) de proximidade.

O jornalismo está longe de ser uma ciência exacta e por isso as vivências dos jornalistas, a sua existência enquanto pessoas junto da população é fundamental para perceber o pulsar do país e, com base nisso, construir informação de valor acrescentado. Reduzir a RTP a Lisboa ou, pior, reduzir a RTP à SIC e à TVI é um mau caminho que prejudica o país.

Quero que parte dos meus impostos continue a ser utilizado na RTP, no serviço público de informação e, claro, na sua produção no Porto e nas restantes delegações a norte.

A solução para o país não passa por fechar a paisagem e levar tudo para Lisboa.

—-

Actualização via face: Encontrei este texto da Jornalista Magda Rocha que não resisto a publicar: [Read more…]

O governo lusitano tem lugar no tribunal dos Direitos Humanos

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Não há outra forma de avaliar este governo se não passar pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Em 1978, Portugal ratificou a Convenção Europeia dos Direitos do Homem, ficando desde então a fazer parte do sistema internacional considerado mais avançado na proteção dos direitos e liberdades fundamentais.

Consagrando um conjunto de direitos de diversa natureza (civis, políticos, económicos e culturais), a Convenção instituiu um mecanismo de garantia da aplicação desses direitos, através da criação de um órgão internacional independente que tem por missão apreciar as queixas relativas à violação, pelos Estados partes, dos direitos previstos na Convenção:  o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

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O Ministério dos Juros


A ideia de encolher as pastas governamentais tinha uma explicação; temos dois ministérios sombra: o das privatizações e este, o dos juros da dívida, o verdadeiro pai da crise, gerido por essa entidade mítica chamada mercados e pela troika e o bom dinheiro de que nos vai espoliando.

É um ministério zoológico, abutre, e bíblico, usurário, a especulação financeira com toda a sua ganância desmesurada custando-nos mais do que a educação e pouco menos que a saúde.

Uns dirão, com fé e ideologia, que os tais mercados, coitadinhos, na sua pureza angélica só emprestam com juros assim porque havia um risco elevado de não pagarmos; a esses respondo que assim é que não pagamos.

fonte: Público

Mis nietos hablan de falta de honestidad de Paulo Portas

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Nota introdutória: os meus netos são quatro e têm as suas opiniões sobre o que acontece em Portugal. São filhos das nossas filhas britânicas, uma, doutorada em psicóloga clínica  casou com um cidadão Neerlandês director do Museu da Resistência e excelente pintor de quadros em óleo, Magister em Museologia. A mais nova, Magister em Flora e Fauna, trabalha no Projecto do mesmo nome da Universidade de Cambridge, onde eu próprio fiz meus pós graus em Antropologia Social, especialidade Psicopatologia da Infância, casou com um Britânico como ela, Magister em Informática, com a sua própria empresa de desenhos animados. [Read more…]

A Noite de Varennnes

Apesar de não estar integralmente na net, está a maior parte – os últimos 55 minutos do filme, entre os quais se conta a cena belíssima (do ponto de vista cenográfico) da captura de Luís XVI. A ideia do filme, realizado em 1982 por Ettore Scola, é curiosa. Numa carruagem, o escritor Nicolas Edmé Restif de la Bretonne decide seguir a condessa Sophie de la Borde – juntamente com o velho sedutor Casanova e o patriota americano Thomas Paine – para encontrar o rei Luís XVI – que havia fugido de Paris.
ficha IMDb

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais

Mouras (3)


em Penela

Qual austeridade!?

Governo investe 800 milhões no Banif. Mas descansem os corações sobressaltados, não vai ter maioria em termos de votos.

Ficam-nos com os jornais?

Os estivadores guardam-nos as cervejas.

Saldos de ocasião

O amigo Oliveira troca dívida por jornais.  Para Portugal e em força.

Que vão gastar o dinheiro público de lá

Projecto da energia das ondas em risco de ir para Espanha.  Pode ser que arranjem 1 milhão, 250 mil euros para 3 meses de funcionamento.

Mira Amaral é da classe média

Por Noémia Pinto

Encontrei estas pedras na praia. Primeiro, apanhei a branca. Achei-a tão linda, de uma brancura tão imaculada e tão redondinha, dava mesmo vontade de a agarrar.
Passado um bocado, encontrei a patela preta. Tão escura, ali, molhada pela água do mar, de uma beleza tão indescritível. A terceira apanhei-a porque… não sei por que motivo. Simplesmente porque olhei para ela e me senti cativada por esta pedra de forma e relevo irregulares. Com estas pedras na mão, senti-me como se segurasse na mão o nosso país, o mundo em que vivemos. As pedras pretas/ cinzento escuro, sombras negras que cada vez nos ameaçam mais, vindas de todo o lado, qual saga do Harry Potter. Ao mesmo tempo, fascinam-nos, como me fascinaram estas pedras que jaziam ali, inertes e molhadas. Todos queremos pertencer à equipa que ganha, mesmo que essa não seja a melhor equipa. Ninguém quer estar com as minorias sofredoras deste mundo. É muito mais confortável ajudá-las com tempo e hora marcados e prosseguirmos com as nossas vidinhas tão cheias de comodismos e coisas boas. E aqui lembro-me da inesquecível abertura do Trainspotting: [Read more…]

Privatizar a Saúde, a Educação e a Segurança Social

Tudo numa directiva europeia perto de si.

Fernando Ulrich, o chupista do estado

quer trabalhadores à borla no seu “banco”.

Álvaro Santos Pereira: veremos no que dará

É fácil demolir e cumprir aquilo que os ouvintes dos noticiários esperam: a má língua, este tão português falar por falar, contentando os expressos balsemeiros e o público Belmiro.

Ontem, o ministro Álvaro Santos Pereira* anunciou um conjunto de medidas que passaram completamente despercebidas – a censura – nos noticiários. Dado o estado de ebulição onde já ferve a panela de pressão que Cavaco e os seus Montis de calças e saias preparam em Belém, notícias positivas não são de todo convenientes. É confrangedora a ligeireza dos agentes políticos nacionais, tomando a população como totalmente parva. Pois não é, já não bastando uns tantos discursos a puxar à lágrima fácil. Quem se dê ao trato de polé de escutar as “antenas abertas” dos canais de informação, apenas confirmará o profundo ódio, para não dizermos aquele desprezo que mata, com que a generalidade dos portugueses encara o regime. Os irados bate-panelas nos telejornais, deveriam apresentar as alternativas que dentro do quadro deste sistema político jamais surgirão. Há que repetir até à exaustão, jamais. Assim sendo, há que trabalhar com o que existe, atiradas borda fora umas Forças Armadas que nem sequer conseguem encontrar um porta-voz credível, alguém que saiba articular uma frase minimamente compreensível e não misture “Plutão e países daquela origem”.  Apenas fica a voz de Otelo e o seu sonho de ver cumprido um Campo Pequeno a abarrotar de rezes destinadas ao abate. É o chachismo erguido em instituição.

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Campanhas de marketing superagressivas ou fraude?

por Isabel G

Ontem ao final da tarde o telefone tocou. Uma voz masculina dizia o meu nome completo, pretendendo confirmá-lo. Logo a seguir confirmou o meu endereço. E prosseguiu:

– Senhora dona Isabel, somos voluntários e estamos a fazer um Rastreio de AVC gratuito. Gostaríamos de saber se recebeu o nosso boletim por correio.

– Não, não recebi nada.

– Pois, é que parece que muita gente não o recebeu e é por isso que estamos a contactar as pessoas telefonicamente. O rastreio está marcado para amanhã às 15 horas e queremos ter a certeza que as pessoas comparecem. Sabe como é, somos voluntários e estamos a prestar um serviço à comunidade pois temos indicação que o município da Maia é onde há maior incidência de Avcs.

– Compreendo – disse eu – mas a essa hora, obviamente, estou a trabalhar.

– Ah, mas nós podemos marcar o seu rastreio para, por exemplo, às sete da tarde! Acha que essa hora estaria bem para si?

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Sylvia Kristel 1952-2012, adeus Alice

Sylvia Kristel não foi apenas a actriz emanuela, convêm lembrar, nem era só corpinho. Aqui, nas mãos de Chabrol, é outra senhora.

Não criem imposto sobre as lágrimas e a saudade

Pedro Marques, um enfermeiro português de 22 anos, emigra hoje para o Reino Unido, mas antes despediu-se, por carta, do Presidente da República e pediu-lhe para não criar “um imposto” sobre as lágrimas e sobre a saudade. “Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país e envelhecer no meu país (…)”, lê-se na carta.” (Público)

Sem comentários. Está tudo dito: o choro, o ódio é inevitável neste país. Viver, trabalhar e envelhecer não se quer em Portugal.

Boa sorte a todos os Pedros Marques e, já agora, a todos os que cá ficam…

A greve da Agência Lusa

A Lusa suspendeu a distribuição de notícias.

Até Domingo é provável que veja os jornais, sobretudo na versão online, inundados de noticiário internacional, via agências estrangeiras. É que o nacional depende da Lusa, dado o sucessivo desinvestimento nas redacções, onde se passa mais tempo a transcrever a agência portuguesa que a investigar e fazer jornalismo.

Um bom tempo para meditarmos na crise da comunicação social.

Petição pelo PÚBLICO

“Na semana passada, a administração do jornal PÚBLICO anunciou despedimento de 48 trabalhadores. Na sequência dessa notícia, foi aberta pelo grupo que criou o Manifesto Para um Mundo Melhor — José Casa-Nova, Ana Benavente, Fernando Diogo, Carlos Estêvão, Teixeira Lopes — uma petição, intitulada Em defesa da manutenção qualidade do jornal PÚBLICO profissionais que fazem dele jornal de referência nacional.”

Manifestem-se também os leitores do PÙBLICO contra esta medida da administração.

Na minha opinião, o jornal PÚBLICO tem feito muito pela cultura em Portugal. Eu, como leitora assídua, manifesto-me desta forma para além de ter assinado a petição. Quero continuar a poder contar com todas as secções e espaços deste jornal e Pùblico online. Tenho usado o PÚBLICO nas aulas, desde o site Ípsilon às críticas de Música e Teatro, bem como da rubrica «No Passado» (efemérides) que, com a actual direcção de Bárbara  Reis, deixou de realizar-se.

Este jornal merece todo o nosso apoio e, sobretudo, o apoio do Governo.

(publicado no PÚBLICO, «Cartas à Diretora», a 19/10)

Maria Antonieta

Um dos grandes filmes sobre a Revolução Francesa. Maria Antonieta, de 2006.Também está disponível na net a «Maria Antonieta» de Sofia Coppola.

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Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais

Ainda o jogar à Sporting

por António M. C. Carvalho

Os dois últimos jogos da selecção vieram confirmar a minha opinião sobre a qualidade do futebol praticado, em Portugal como no resto da Europa. Joga-se muito mal. Costumo desculpar os treinadores pelos maus resultados das suas equipas porque, como dizia o Zé Travassos, são os jogadores que andam no campo. São eles que falham, defendem e marcam golos. No entanto é muito grande a influência dos treinadores nos resultados e mais ainda na maneira de jogar da sua equipa. [Read more…]

Isto é que vai ser noticiário internacional

Agência Lusa em greve.

A família e os impostos que a desfaz

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É um substantivo quase impossível de definir. Talvez se possa dizer que é um conceito que tem várias definições, todas elas certas por corresponderem a diferentes maneiras de se vincularem as pessoas. Pela negativa, é mais simples falar de família às pessoas que não têm parentesco entre si, é  dizer relações consanguíneas ou por afinidade. Se a relação é entre parentes consanguíneos  a definição é mais simples: automaticamente pensamos no pequeno grupo de pai, mãe e descendentes (filhos). Nos tempos da minha juventude, era um grupo que incluía irmãos dos pais, os seus filhos, meus primos, pela primazia da relação entre essas pessoas, todas as filhas ou filhos de irmãos dos pais. Se ainda eram vivos, os pais dos pais ou avós  eram não apenas família, bem como eram parte do grupo familiar extenso. Viviam todos na mesma casa, debaixo do mesmo tecto.

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Castigar os filhos pelas culpas dos pais

O caso da criança punida com um almoço de sandes e leite porque os respectivos pais não pagaram uma dívida de 30 euros passou para a secção ideologia.

Como a noção de serviço público não existe na cabecinha de quem odeia o estado, esse ogre, passámos às acusações aos pais, tentando defender o que qualquer dirigente escolar com um mínimo de profissionalismo condena, mas um organismo do Ministério da Educação se apressa em defender.

Calma, recomenda-se. Há uma fronteira que em política e opinião geral separa quem pensa os problemas dos seus semelhantes do lado das vítimas ou ergue sempre um dedo acusador contra os outros. A mesma que separa quem se preocupa com os credores de juros usurários, dos que se preocupam com os portugueses, e em primeiro lugar com os mais frágeis.

Nestas cabecinhas, que hoje andam aos pulinhos nas caixas de comentários, o facto de uma criança ter sido punida pelo que até pode ser um desmazelo materno, e eles existem e não são poucos, é perfeitamente natural. Vale tudo para cobrar uma dívida. O caso da directora do Agrupamento de Escolas Laura Ayres é agora uma perfeita parábola de um país e daquilo que o divide quanto à vida e quanto à crise.

Solidariedade

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Anteontem, 15 de Outubro, de este NO 2012, ESCREVIA SOBRE SALVADOR Allende e o fracasso do seu governo, texto que pode ser lido aqui e  para quem tiver tempo.

É um conceito que tem definição, sendo o primeiro em falar deles Émile Durkheim no seu livro de 1893 escrito na sua língua, o francês, De la division du travail social, texto em que distingue entre a sociedade orgânica e a mecânica. A primeira, deriva do direito e das leis que governam um povo, como todos sabemos; a segunda, como sabe também, dos usos e costumes que têm as pessoas no seu comportamento social. Não defino mais, porque tenho escrito muito sobre este texto, que pode ser lido em português europeu na edição de Europa – América.

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Só fica cá quem for completamente Mira Amaral

‘Pessoas mais dinâmicas e competentes’ vão fugir devido ao IRS. Quem disse? Mira Amaral.