As greves também me irritam
Ser obrigado a viajar numa lata com rodas, vulgo camioneta, é do pior que me podem fazer. Ir parar a umas urgências a abarrotar porque ser dia de greve de médicos já me aconteceu.
E claro que isso me irrita. Deixa-me mesmo furioso. Com a administração da CP ou com o governo.
É tudo uma questão de olhar para a violência das águas ou para as margens que as estrangulam.
O gramonofe
Pode um gramonofe fazer um post?
Pode uma coisa que não existe dar num post?
A palavra não me sai da cabeça, desde que a vi e li (e reli) pela primeira vez na página 100 (mas que pontaria) de Os Funerais da Mamã Grande (1962) de Gabriel García Márquez, numa tradução de Luís Nazaré e com revisão de Susana Baeta, Dom Quixote.
– Vamos lá, sê honesta com os leitores do Aventar… Sabes muito bem que foi apenas uma troca de letras. A revisora deixou passar «gramofone» não, enganei-me, «gramonofe» por «gramofone»:
Arriscou-se a olhá-la no instante em que dava corda ao gramonofe. (…) Dava corda ao gramofone, mas a sua vida estava fixa nele.
Um autor e o leitor deviam pedir uma indemnização por cada letra fora do seu lugar!
Mais à frente, agora mais atenta às pedras do caminho, outra calinada (página 106): [Read more…]
Que se lixe a troika – Manifestação cultural no Porto
Há mais, sim senhor!
Porto – Sábado, 13 de outubro, às 17h na Praça D. João I (em frente ao Rivoli).
Com base no FACE, o cartaz está em actualização
permanente.
Dou por mim muitas vezes a pensar o que, dos nossos dias, vai ficar nos livros de história. Daqui a 500 anos o que vão dizer os livros sobre os primeiros anos do século XXI?
Gosto de pensar que vão falar de cultura, essa coisa supérflua que a TROIKA me quer roubar. E como acredito nisso, porque sou um trabalhador da CULTURA, Não vou deixar que esse roubo aconteça!
Novos escalões de IRS para 2013
Segundo a TVI (e secundado pelo Diário Económico, se bem que neste a sobretaxa de 4% só é referida noutro artigo)

Cinco em vez de oito escalões: mais impostos
Nota: este post foi actualizado com os cenários concretos.
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Helena Matos
Pela economia tira-se o direito à greve. Pela economia também podemos tirar o direito a escrever, a pensar… Até a Liberdade, não?
Professores: A verdade dos números
O consulado Cratino no MEC tem sido marcado por uma enorme capacidade de despedir professores conseguindo desse modo uma mão cheia de nada:
– por um lado não reduz a despesa: os desempregados vão receber subsídio de desemprego, logo, juntando a ausência do pagamento de impostos com o decréscimo do consumo, temos um saldo económico desastroso, tal como a macro-economia tem mostrado;
– a escassez de recursos humanos está a transformar as escolas numa coisa estranha, uma espécie de terra de ninguém – por um lado os desempregados que desesperam por uma colocação e por outro os mais velhos que desesperam por não poderem sair;
E o despedimento de professores, que já vem de longe, não é um slogan de blogue ou uma palavra de ordem de uma qualquer manifestação – é uma realidade. Vejamos alguns números: [Read more…]
Caminhada do Movimento Revolução Branca: um testemunho
José Mário Cachada
Dirigente do Movimento Revolução Branca
Genericamente poderemos afirmar que a teoria é a visão abstrata das coisas e que a realidade é aquilo que existe, que é.
Ora, quanto maior for o afastamento da construção teórica em relação à realidade, mais vincadamente será possível estabelecer a distância a que se está do objetivo (do real) e, com maior clarividência, se identificarão os caminhos a percorrer para o atingir.
Elementar é que o observador visualize claramente a situação, pois só a partir dela poderá inequivocamente saber onde termina a construção teórica e começa a realidade. E, para uma identificação correta o “sujeito” deverá conhecer o assunto, estar atento e pautar a sua análise pelo rigor e isenção, evitando “ver” o valor das coisas pelo seu tamanho ou pelo local onde se encontram. Estes “valores” poderão constituir pontos de referência e não devem ser absolutizados.
Vem tudo isto a propósito de uma caminhada, realizada ao longo de 12 dias, por mim e pelos meus companheiros e Amigos, dirigentes do Movimento Revolução Branca, procurando contribuir para “REFUNDAR Portugal”. 12 dias, em que 5 cidadãos, nos quais me incluo, se encontram a caminhar do Porto até Lisboa, ao longo de 80 etapas e de 330 quilómetros, na busca da (devolução da) dignidade, na busca de um “Estado ao serviço dos Cidadãos”. [Read more…]
Revolução Industrial na Inglaterra
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.1. – A Revolução Agrícola e o arranque da Revolução Industrial
2 distritais e meia
Não resisto a trazer para um post parte de um comentário feito no Aventar:
“Mas a culpa não é do Seguro, que ele coitado não sabe mais. A culpa foi das distritais que o elegeram, aliás como disse o Adelino Maltez no outro dia na TSF, “Quem é que elege elege o primeiro ministro em Portugal? – É quem elege o líder do PSD. E quem é que elege o líder o PSD? São duas distritais e meia: Aveiro, Porto e um bocadinho de Braga”.
Estamos conversados sobre a “democracia” em Portugal.
A minha experiência nos espaços partidários é pouco mais que nenhuma, mas visto de fora parece-me estar aqui a questão central do nosso país: no PS e no PSD quem conseguir dominar Porto, Braga e Aveiro, mais cedo ou mais tarde, chega a Primeiro-ministro. A história nem sempre prova esta teoria, mas são vários os exemplos disponíveis.
Como é que podemos mudar isto?
É nesta mentalidade de gastar o dinheiro dos outros que está a raiz do problema
«O gabinete do deputado tem 18 m². Nenhum parlamentar tem secretária nem assessor particular. E nenhum deputado tem direito a carro com motorista.» Ao minuto 1:28s sobre os deputados suecos.
Não fez o PSZ (Partido de Sócrates e Zorrinho) do modelo nórdico uma bandeira de propaganda? Falava-se de professores, lá vinha o modelo nórdico. Energias renováveis? Modelo nórdico. Tudo exemplos para os outros. E ilações para os próprios? Ah, não o que faltava era andar de Clio, esse carro para plebeus no qual nós, elite governativa que faz comemorações à porta fechada, não se imiscui.
O dinheiro é dos contribuintes mas a democracia tem custos, diz Zorrinho. E, dizemos nós, tem mais custos cá do que lá.
PS, os carros, os burros e a demagogia
A demagogia tem um preço e, mais cedo do que tarde, chegará a factura para pagar – Será necessário voltar aos livros de história para ver o que aconteceu com a Iª República?
O parlamento português tem 230 deputados eleitos por 9621076 eleitores, ou seja, cada 41830, 77 eleitores faz eleger um deputado. No entanto, este ratio é muito desigual na sua distribuição geográfica: em Lisboa menos de 40 mil eleitores fazem eleger um deputado, enquanto em Bragança são necessários mais de 51 mil, enquanto no círculo fora da Europa só mais de 60 mil eleitores garantem a eleição de um representante.
Um exercício simples seria tentar perceber o que aconteceria com uma redução do nosso parlamento para, por exemplo, cem deputados.
Obviamente o ratio entre eleitos e eleitores vai aumentar – cada deputado seria eleito, em média por 96210, 8 eleitores.
E os números também mostram que os distritos menos povoados seriam os mais afectados pela diminuição de lugares na casa da democracia: [Read more…]
Aposentação dos professores é um problema dos alunos
No Aventar temos procurado mostrar que nas escolas o ambiente está muito pouco adequado para um ambiente que se deseja de aprendizagens.
As confusões são permanentes e a última é esta trapalhada em torno das aposentações: os mais novos olham para este tipo de medidas como a sua única esperança e os mais velhos com a angústia de quem não sabe se deve ficar ou sair. Uma situação completamente absurda que retira serenidade ao trabalho, que condiciona a participação nos projectos de médio e longo prazo – uma estupidez do ponto de vista da gestão dos recursos humanos.
As notícias mais recentes indicam que
“A idade de reforma dos funcionários públicos vai subir para os 65 anos já em 2013, e não em 2015, como se previa. Quem pedir a reforma até final deste ano, conseguirá escapar a esta nova regra. Por outro lado, para o cálculo da pensão, passa a contar a data da aprovação da reforma e não a data do pedido feito pelo trabalhador. O Governo acaba ainda com vários regimes especiais de passagem à reforma.” [Read more…]
A Tecnoforma, os aeroportos vazios e mais uma ajuda de Relvas a Passos Coelho
Mais um artigo do jornalista quase despedido José António Cerejo no Público, sobre a as aventuras de Miguel Relvas ajudando Passos Coelho a ganhar uns cobres à custa do estado, que como todos sabemos é gordo e assim emagreceu mais um bocado para outros bolsos. Em formato Pdf.
Pode também ler o artigo anterior sobre estas burlas ao estado.
Vai de metro Zorrinho, e tu Assis, vai de burro
Qualquer dia querem que o presidente do Grupo Parlamentar do PS ande de Clio. Assis dixit.
Reserva de recrutamento 5
Aí está mais uma lista com colocações de Professores.
E por favor, desta vez, não se esqueçam de fazer a aceitação electrónica!
Nobel Literatura 2012
Mo Yan, o primeiro escritor chinês a receber este galardão. Ai Weiwei reage.
A melhor resposta é um processo ao processador
Que há abuso de autoridade, é garantido. O FB não é o painel informativo do hospital, portanto a administração está a processar alguém com base num comentário privado e isto é inadmissível. Imaginem se por acaso alguém comentasse a má qualidade de construção do hospital em que as paredes dos corredores, forradas a pladur, estão cheias de mossas devido a toques das macas (factual).
Este é um caso em que a defesa é o melhor ataque. Quem tem o poder não tem o direito de o usar indiscriminadamente Seja uma administração seja um membro de um governo, como era moda no anterior mandato (e vamos lá ver se a tendência não regressará com este governo).
Cerejo, Passos Coelho e a campanha negra
No governo anterior as notícias que Cerejo trazia a lume levavam a etiqueta de campanha negra contra Sócrates. E agora, ó vozes da propaganda, que dizeis?
«Seis meses depois, a 23 de Janeiro de 2003, Miguel Relvas e Jorge Costa, então secretário de Estado das Obras Públicas (com a tutela do INAC) assinaram um protocolo que visava criar as condições para que o INAC aprovasse um conjunto de cursos para técnicos de aeródromos e heliportos municipais, que eram, palavra por palavra, os anteriormente propostos pelas Tecnoforma; e arranjar maneira de o programa Foral os pagar.
(…)
Dezassete dias depois, a 9 de Fevereiro, a Tecnoforma, invocando aquele protocolo, candidatou-se, com dossiers de centenas de páginas, a financiamentos do Foral para realizar aqueles mesmos cursos nas cinco regiões do país. A candidatura maior, que previa 1063 formandos (correspondentes a um total entre 300 e 400 pessoas distintas, porque algumas poderiam frequentar vários cursos) foi entregue na região Centro e apontava para um custo global de 1,2 milhões de euros. E foi a única, que foi aprovada.» (Público)
Era uma vez… o Homem – A Primavera dos Povos
O título deste episódio é sugestivo. Os primórdios da Revolução Industrial, as aspirações e as mudanças transversais ocorridas em toda a sociedade. A miséria do proletariado, o trabalho infantil, as diferenças sociais.
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.1. – A Revolução Agrícola e o arranque da Revolução Industrial
Ramal de Famalicão

Há pouco mais de três anos, apostava comigo mesmo que o Ramal de Famalicão seria a primeira via férrea a retomar o serviço ferroviário no séc. XXI. Provavelmente, perdi mesmo a aposta.
Já por isso mesmo me muni de uma bicicleta para reaver os locais da infância.
Salvamos a Espanha para salvar os bancos alemães
– Jürgen Donges, o senhor que disse isto é conselheiro da Sra. Merkel. Nada que não tivéssemos falado já no Aventar (em 2010).
Muito Obrigado.
Em pleno final de Julho fui informado que tinha de ir à faca. Um tipo quase a chegar aos 40 e fica a saber que tem de tirar peças. Eu que nunca tinha levado sequer um pontito quanto mais. Ainda por cima, em final de Agosto.
A minha vesícula estava pela hora da morte. Uma verdadeira pedreira. Fosse ouro e o Ministro das Finanças sempre tinha uma hipótese de combater a dívida. Além disso, o meu rim também andava com ideias e de pedreira instalada.
Os homens, como bem sabem, são mais florzinhas nestas coisas de saúde. Uns “paridos” como se diz na terra da minha mulher. Eu não fujo à regra. Primeiro, disse que sim ao médico mas, depois de uns dias sem dores, já andava à campeão e a dizer que afinal não era caso para tanto. Uma ida a Santiago e uma valente dose de tapas resultaram numa noite e manhã de desgraça.
Fui à faca. Sem dó nem piedade, lá se foi uma peça. Agora que as dores desapareceram com a retirada da vesícula e o rim acalmou (espero que não seja leitor de blogues nem tenha facebook ou ainda se lembra…), faltam umas palavras de agradecimento a quem de direito. Ao Hospital da Boa Nova do Grupo Trofa Saúde que me tratou de forma exemplar. Ao Dr. Carlos Mexedo e toda a sua equipa, inexcedíveis. E à Dra. Luísa Vilela, foi uma verdadeira amiga algo que nunca esquecerei.
O direito à estupidez também
Ferraz da Costa diz que direito à greve deve ter limites.
Ó contribuinte, paga-me aí a sporttv!
Em Oliveira de Azeméis, descobriu-se que o Presidente da Câmara, Hermínio Loureiro, usufrui da Sporttv no seu gabinete e o PS já veio exigir que esse serviço seja desligado. Pessoalmente, posso achar estranho que, de um cargo tão exigente, sobre tempo para se ver sequer uma flash-interview, mas admito que Hermínio Loureiro possa gerir o seu tempo de trabalho da maneira que melhor lhe convier e pode até dar-se o caso de isso não o impedir de desempenhar as suas funções autárquicas com seriedade e competência. [Read more…]
Che por Vhils

Trabalho de Alexandre Farto em colaboração com René Burri para #festivalImages. Via stick2target.










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