“Toda a gente percebeu tanto em Portugal como na Espanha que só com austeridade não se vai lá.”
Eu não sei se TODA a gente já percebeu, mas há pelo menos dois tipos de pessoas que perceberam: os desempregados e os funcionários públicos!
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
“Toda a gente percebeu tanto em Portugal como na Espanha que só com austeridade não se vai lá.”
Eu não sei se TODA a gente já percebeu, mas há pelo menos dois tipos de pessoas que perceberam: os desempregados e os funcionários públicos!
Se lhe disser que as barragens vão gastar mais energia do que produzir, acredita? Quem paga as barragens? E quem ganha com a conta da electricidade?
Neste programa pode ficar a ver como funcionam as chamadas “rendas da energia”. Portugal é o país das rendas garantidas, dos monopólios apadrinhados pelo estado, é assim desde há muito.
Na 28º Chaos Communication Congress que se realizou em Berlin, no fim do ano passado, assistiu-se a esta interessante apresentação sobre a técnicas que os vários governos do mundo adoptaram para censurar a Internet, tentando bloquear especificamente a ferramenta Tor que permite navegar anonimamente na Internet. Se quiser aprender a usar a ferramenta Tor pode ver como, aqui.
Em inglês, sem legendas.
Hollande está para Seguro como o Sá Pinto para o Sporting: não dá para chegar à Champions mas anima as tropas…
Há dias assim. E muitos dias assim, fazem muitas semanas assim! E com dias e semanas assim tudo fica assim assim. Ou antes pelo contrário.
A educação familiar trouxe-me a religião, a burocracia formal de um espaço social com muito pouco sentido. Uma coisa entre o chato e o bulorento. A igreja e não a família, claro.
Depois a idade trouxe leituras e conversas, reflexões, angústias e dúvidas. Viajei com a ciência até ao momento em que tudo começou, mas fica sempre a faltar o antes disso.
Sempre em cima do muro, entre o acreditar e o não acreditar, entre o querer acreditar e o querer desistir. A Céu pensou sobre isto há umas horas.
Pela razão ou pela emoção não cheguei lá. Mas quero chegar.
Mas está complicado – nos últimos dias tenho notado que ele anda particularmente distraído. Será que se eu falar com ele, ele me vai ouvir?
Agora, quando não existe sequer política cultural, os filmes portugueses desataram a ganhar prémios internacionais.
Estes filmes resultam obviamente do algum (parco) investimento que se fez no cinema português incluindo, naturalmente, o investimento público.
Há uns anos conheci, num país africano, um fotógrafo italiano que era fã incondicional de Pedro Costa. De Portugal sabia pouco, mas conhecia os filmes todos do realizador e o seu próximo projecto seria vir conhecer o país onde aquelas histórias tinham sido rodadas.
Os filmes portugueses têm hoje uma circulação internacional invejável, especialmente se considerado o seu custo e os meios envolvidos, funcionando autonomamente como embaixadores do país. Por outro lado, e apesar do seu baixo orçamento, alimentam uma quantidade considerável de emprego especializado e criativo. [Read more…]
Detenhamo-nos por um minuto na roubalheira das SCUT, agora que o Automóvel Clube de Portugal participa ao DIAP um processo contra o Governo do fils de pute parisen por prática de crime de gestão danosa. Em cheque? Mário Lino, Paulo Campos e António Mendonça. Não vai dar em nada. Os horrores ululantes da judicialização da política determinam à partida a morte de qualquer investigação criminal, inocuidade aliás muito endémica ao Estado Bananas Português, mas se se procurasse chegar à verdade, somente à verdade, a nada mais que a verdade, e encontrar os fundamentos de um prejuízo da ordem de vários milhares de milhões de euros, vários BPN, portanto, e que todos os portugueses terão de morrer a pagar ao longo de anos, talvez começássemos a perceber, ainda que à velocidade do discurso de Gaspar, como se giza e se tece grosseira corrupção e absoluta burla em funções governamentais, segundo os princípios sem vergonha do velho, habitual e omnipresente filho da puta parisiense. Sempre a abrir. [Read more…]
Num país que continua a destruir a Educação, a Cultura e, especialmente, as Humanidades, a vitória de António Gil Cucu no Certamen Horatianum deve constituir uma ocasião para dar os parabéns ao aluno, em primeiro lugar, aos pais do aluno e, também, a Alexandra Azevedo e a Jorge Moranguinho, professores de Latim. [Read more…]
Temos uma crise, e façamos de conta que é da responsabilidade exclusiva dos governos nacionais. Há eleições, e numa primeira fase ganham os partidos que alternam no governo. A crise continua. Agora numa segunda fase começam a cair ambos os partidos responsáveis pela crise, que já vinha de trás, porque todos gastavam acima das suas possibilidades e alternavam no governo, nas empresas públicas e na corrupção.
Logo o que aconteceu ontem na Grécia é perfeitamente normal, desejável, finalmente os eleitores começam a afastar do poder os culpados pela crise, e chama-se democracia. Certo? errado, dizem os comentadores, os mercados, ai jasus que vem aí o comunismo e o fascismo, todos juntos e a cavalo.
Onde é que eu não percebi? Democracia é só quando ganham os mesmos do costume?
Calma, por enquanto é na Grécia...
(assustou-se? há medicamentos para isso. em caso de pânico pode sempre emigrar)
Líder da Al-Qaeda no Iémen morre assassinado em raide com avião telecomandado. Change we can believe In.
É parecido com um pândego, mas com dificuldades em acentuar. Para além disso, trata-se de alguém que, provavelmente, acredita que São Francisco de Assis é igual a Torquemada porque são ambos católicos.
logo vai pedir ajuda ao União de Leiria.
Aquele primarismo que vê num partido o nome que invoca (tipo o PSD ser social-democrata) continua a dar com força no pessoal centrista democrático e social.
Esta resposta diz tudo, mas nem tento ir pela natureza de classe dos apoios do nazismo. Como toda a gente sabe as classes sociais nunca existiram.
Em 2010, a editora Aletheia publicou este livro de Antony Flew (1923-2010) e Roy A. Varghese.
O primeiro, é o filósofo britânico que ficou conhecido pela sua defesa do ateísmo por mais de meio século.
Esta obra é a “narrativa da conversão” de Flew, que abandonou o ateísmo aos 80 anos, afirmando: “não foi provocado por qualquer fenómeno ou argumentos novos. (…) Quando finalmente acabei por reconhecer a existência de Deus, não se tratou de uma alteração de paradigma, porque o meu paradigma permanece (…)”; “hoje acredito que o universo foi criado por uma Inteligência Infinita (…). Acredito que a vida (…) têm origem numa fonte Divina. [Read more…]
Uma breve pesquisa na internet diz-nos quem é o Eng.º Fernando Vieira: antigo sócio da PROJCFI, com dívidas desde 2005, formou entretanto uma nova Escola de Formação Profissional: a FVForm, com instalações em Braga, Amarante, Gondomar e Lordelo.
Na escola de Gondomar, onde ministra os cursos financiados de Estética e de Cabeleireiro, dirigiu pessoalmente as entrevistas aos formadores. Aos seleccionados, através de uma funcionária, mandou dizer que o vencimento por hora seria de 30 euros mas que só lhes pagaria 10, porque para receberem os restantes 20 teriam de leccionar mais 2 horas nos cursos não-financiados.
Entretanto, há cerca de um ano que a FVForm deixou de pagar aos seus formadores. Muitos deles, fartos com esta situação, deixaram a empresa. O Eng.º Fernando Vieira defende-se sempre com os atrasos das verbas enviadas pelo POPH. A verdade é que o POPH já comprovou que não existe qualquer atraso, pelo que a mentira descarada, mais uma vez, é da FVForm. Há formadores que já têm milhares de euros em atraso.
Num acto de gestão muito conveniente, o Eng.º Fernando Vieira registou cada uma das suas Escolas Profissinais através de entidades jurídicas distintas. Assim, se numa escola tiver problemas, não terá nas restantes por arrastamento.
Na FVForm de Gondomar, os formadores vêem com apreensão o seu futuro e temem ficar sem o dinheiro que é seu. Será que o Eng.º Fernando Vieira prepara mais uma das suas habituais golpadas?
Nuno Saraiva
As sucessivas derrotas dos partidos da austeridade franco-alemã têm provocado o pânico entre as hostes político-jornalísticas dos vários centrões instalados numa Europa ocupada por um exército de burocratas que defende interesses privados à custa da vida dos cidadãos. Agita-se o fantasma dos extremismos e dos radicalismos, misturando, no mesmo saco, os que se opõem ao roubo que Merkel considera necessário e os que sonham com imigrantes em campos de concentração.
A propósito de radicalismos e de extremismos, gostaria de propor a leitura do texto que está na primeira página de hoje do Diário de Notícias. O título é “Ministério preprara agrupamento com nove mil alunos”: [Read more…]
A Grécia tem um ano de avanço: Passos, Portas e Seguro sabem agora o que os espera. O pânico à direita está na cara dos comentadores amestrados da Goldmam Sachs (a grande derrotada do dia, em três países, o que é obra) que nas televisões misturam Syrisa com nazis, tudo no mesmo saco; quando não se trata dos seus parceiros da corrupção pública e privada é tudo extremista e radical. O “centrão” ou o caos, socorro, chamem a cavalaria, vêm aí os gregos.
A lição que aprendemos com os gregos é muito simples: o bipartidarismo alternadeiro não dura sempre, por mais que se esforcem as comunicações sociais dos donos. Nenhum povo aceita ser governado por governos estrangeiros sem resistir. Não há mal que não acabe.
É certo que os nossos partidos do regime, os que nos fizeram o mesmo que fizeram ND e PASOK aos gregos, poderiam aprender a lição mas para esse lado não haverá sobressaltos: é a sua natureza de agremiações dos interesses instalados que os impede de pensar acima das suas possibilidades, embora não seja de todo improvável que numa reforma das leis eleitorais também ofereçam 50 deputados a si próprios. [Read more…]
No admirável mundo moderno do João Miranda:
produzir uma alface é mais fácil do que colocar uma alface onde eu a quero comprar, com o aspecto que eu quero, no dia e na hora a que eu quero e a um preço que eu esteja disposto a pagar.
A ideia de que o valor acrescentado pelo distribuidor é mais importante do que a mercadoria produzida é fascinante. Deixem-me incluir nesse valor acrescentado o da publicidade, que me garante ser aquela alface a verdura que eu desejo. E ter em conta que dada a mísera margem de lucro do produtor da alface numa economia com 1,2% de peso da agricultura essa percentagem se pode aproximar do zero.
Em breve atingiremos o nirvana do absolutismo do mercado: um empresário bem sucedido será aquele que coloque à venda um pacote de merda onde ele quer, com o aspecto de uma alface que ele gostaria de comer, e no dia e na hora em que lhe dê o apetite estará então disposto a pagar por uma salada de merda. Regue com óleo de urina e bom apetite João Miranda.

O DN apresentou na semana passada uma série de artigos ao longo de seis dias onde, com bastante detalhe, desenhou o caso BPN. São revelados os números, descritos os crimes, mostra como o país foi roubado de 8300 milhões de euros e descreve o evento que precipitou o país para as mãos da Troika, que tão bem nos tem tratado e com resultados tão satisfatórios.
Leia a investigação do DN, depois do corte.
A monumental adaptação televisiva de Fassbinder do romance de Alfred Döblin.
Legendado em português (clicar em CC se necessário)
Lista de Reprodução dos restantes capítulos.
Com 90% da vindima contabilizada, a troika desce para 150 deputados em 300. Sem maioria, cheira a novas eleições.
Com 86% dos votos contados a troika tem 33% dos votos e 151 deputados em 300. Ainda podem perder a maioria.
O algodão não engana: misturar trotskistas com a União Soviética, é joão-almedismo puro e duro. Já agora, também lhe ofereço um vídeo:
Com a ressalva de não achar que todos os anti-marxistas tenham necessariamente um sinistro fascínio (passe a redundância) por Pinochet (passe o pleonasmo).
Nazis, fascistas, comunistas, extrema-esquerda, trotskistas, chamem-lhes o que quiserem. São todos da mesma família.
O autor desta frase é:
a) analfabeto
b) idiota
c) idiota e analfabeto
d) um discípulo de João Almeida
François Hollande conseguiu hoje o mais fácil: derrotar Nicolas Sarkozy.
Sem ter obtido uma vitória retumbante (cerca volta de 4% a separá-los à hora a que escrevo), Hollande fez-se eleger como segundo presidente socialista da França. Sarkozy, por seu turno, tornou-se o primeiro presidente não reeleito.
Agora Hollande vai descer à terra e confrontar-se com questões fundamentais. Romperá ou continuará o caminho que têm levado os socialistas europeus, a chamada terceira via? Manterá a promessa de taxação das grandes fortunas? E as outras promessas de campanha? Aumentará a solidariedade europeia? Dará passos no sentido de maior integração europeia? Conseguirá concretizar os eurobonds? Será capaz de ter voz política face ao primado actual da economia? Como se relacionará com Merkel? Terá peso, perante ela, para influenciar e conseguir mudanças que não sejam apenas cosméticas? E como lidará com os fantasmas franceses, em particular a emigração e o avanço da extrema-direita?
Estas são algumas das questões cuja resposta fará toda a diferença ou quase nenhuma. Que vais fazer com esta vitória, François?
A derrota de Sarkozy não é suficiente para acreditar que a Europa se vai transformar num bloco solidário, deixando de ser uma multidão que marcha ao ritmo dos tambores alemães, tenha ou não pernas para isso. Hollande oferece-me tanta confiança como António José Seguro e, portanto, ficarei à espera de saber que promessas irá deixar de cumprir e se se irá desculpar com os erros do antecessor ou com as combinações prévias com o vizinho germânico.
Uma coisa é, para mim, iniludível: mesmo tendo escolhido Hollande como mal menor, houve uma multidão de franceses a votar contra a austeridade cega, contra a macroeconomia distante, ou seja, contra as políticas seguidas pelo governo português.
O Partido Socialista Francês volta ao poder. Não será a esquerda, mas já não é a direita.
Vive la France!
… que em França o assunto parece arrumado, use o Vias de Facto. Entre outras vantagens ali não se metem nazis e esquerda no mesmo saco.
Pelas primeiras sondagens a noite promete: a Europa passa a ser governada por Merkholland (o que não é bem a mesma coisa), e os partidos da troica podem não ter maioria no parlamento grego (onde convém não esquecer que uma muito peculiar noção de democracia oferece 40 deputados ao partido mais votado). Syriza, o BE grego, pode mesmo ter ganho as eleições na Atica. E a Atica, é Atenas…

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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