Contam-me que nos anos quentes do pós-25 de Abril, com Pinheiro de Azevedo a liderar o Governo, quando confrontado com manifestações de rua, o almirante reagiu, perante todos, que era “só fumaça”. Não era.
Mas foi destas desventuras que me lembrei nestes últimos dias perante a estratégia de ‘indignação’ do Benfica. Perante uma infeliz actuação do árbitro Olegário Benquerença, o comando geral encarnado saiu à rua. Com inflamadas declarações de Luís Filipe Vieira, primeiro, e uma reunião dos órgãos sociais que, foi anunciado, iria abordar a situação do futebol do clube, depois.
Do encontro, afinal, não saiu só um novo episódio de revolta com as arbitragens, sempre criticadas quando prejudicam, nunca criticadas quando favorecem. Do encontro saiu algo mais. Que os adeptos não devem acompanhar a equipa nos jogos fora, que vão equacionar a presença na Taça da Liga e que a direcção deve parar as negociações de prolongamento das transmissões televisivas. Uiii. Foi aqui que a porca torceu o rabo.




a malta do benfiquista não vai ao próximo
















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