A fumaça do Benfica

Contam-me que nos anos quentes do pós-25 de Abril, com Pinheiro de Azevedo a liderar o Governo, quando confrontado com manifestações de rua, o almirante reagiu, perante todos, que era “só fumaça”. Não era.

Mas foi destas desventuras que me lembrei nestes últimos dias perante a estratégia de ‘indignação’ do Benfica. Perante uma infeliz actuação do árbitro Olegário Benquerença, o comando geral encarnado saiu à rua. Com inflamadas declarações de Luís Filipe Vieira, primeiro, e uma reunião dos órgãos sociais que, foi anunciado, iria abordar a situação do futebol do clube, depois.

Do encontro, afinal, não saiu só um novo episódio de revolta com as arbitragens, sempre criticadas quando prejudicam, nunca criticadas quando favorecem. Do encontro saiu algo mais. Que os adeptos não devem acompanhar a equipa nos jogos fora, que vão equacionar a presença na Taça da Liga e que a direcção deve parar as negociações de prolongamento das transmissões televisivas. Uiii. Foi aqui que a porca torceu o rabo.

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A ministra da oposição

Gabriela Canavilhas foi peremptória: “Os défices públicos estão a obrigar a repensar o financiamento” do actual modelo. “O Estado social está ameaçado”, concluiu.

A concertista consegue numa única intervenção apoiar o projecto de revisão constitucional do PSD, à direita, e confirmar a razão da esquerda quando acusa o PS de desfraldar a bandeira do “estado social” por mero oportunismo, após ter deixado o ensino à beira da privatização e o Serviço Nacional de Saúde mais privatizado do que nunca.

É obra. Tocada e sem fuga.

Os números do sucesso educativo

Governo traça metas para sucesso educativo (TSF)

A ministra da Educação está a pedir às escolas que tracem metas para melhorarem os resultados. Os novos objectivos de aprendizagem para o sucesso começaram, na terça-feira, a ser explicados pela ministra em Braga junto de mais de 300 directores de agrupamentos de escolas.

Pela voz da ministra da educação ficamos a saber que o governo quer que a educação em Portugal tenha maior sucesso. Não se reuniu nem se dirigiu aos alunos para que estes estudem mais. Nem aos pais para que melhor acompanhem os seus filhos. Não. Pediu às escolas que estabeleçam metas. É claro como água que os números sucesso educativo melhorarão e que os alunos continuarão a saber tanto quanto hoje sabem.

O Saldanha em betão


O escabroso, atinge as raias do ridículo. Quando há mais de um ano foram colocados os conhecidos painéis camarários com o já clássico “projecto em avaliação”, pensei que o Saldanha decerto perderia mais um conjunto de edifícios construídos na passagem do séc. XIX para o séc. XX. Pelos vistos, não me enganei.
A somar-se ao abjecto “Monumental novo”, ao suburbano Atrium Saldanha e à ignóbil miséria que é o edifício riscado por Taveira, a Câmara Municipal de Lisboa prepara-se para mais uma intervenção digna de ser classificada como simples banditismo urbanístico. As duas fotos, valem a revolta.
No local destes dois prédios, erguer-se-á uma montanha de betão, feia, do traço mais vulgar que possamos imaginar e que se destina a ser um hotel ao estilo do horrível Sana, na Fontes Pereira de Melo. Pobre Fontes, se soubesse para que serve o seu nome! Mais a poente, no Largo do Rato, voltará à discussão o famoso projecto do “mamarracho da esquina”, obra ao estilo da Organisation Todt, digna das defesas alemãs na Normandia. É a completa, intencional e criminosa descaracterização da Lisboa do liberalismo. Não apresentarem tal feito como contributo à centenária, já é por si, uma originalidade. Ou será esquecimento?
Dinheiro, dinheiro, dinheiro, mais ignorância, mau gosto e estupidez. Que gente…

Vamos à Luta! inicia-se na rua em Lx, dia 16, no Largo de S.Domingos

Vamos!

Acabar com a pobreza, +Justiça na redistribuição da riqueza

Na 5a feira, dia 16, pelas 17h30, no Largo de S. Domingos em Lisboa (junto ao Rossio) arrancará a iniciativa “Vamos!”. Existirão intervenções curtas dos subscritores para lançar o protesto e o debate que se quer aberto. Depois, terão lugar todas as intervenções e ideias de quem por lá passar e decidir participar sobre os temas propostos. A conversa dará lugar ao protesto, às ideias, à alternativa, tudo, no espaço da rua, porque é também aí que as nossas vidas passam e se decidem.
Haverá animação de rua e faremos do espaço público o local do debate e das ideias que se juntam para uma alternativa, porque como afirmamos no manifesto (aqui) “Não fomos nós quem fez esta crise.”

Vamos quebrar o silêncio sobre as injustiças e as mentiras da crise.

Vindos de muitas ideias e de muitas experiências, juntamo-nos pela igualdade e contra as injustiças da crise. Conhecemos as dificuldades verdadeiras de quem está a pagar a factura de uma economia desgovernada.  Uma sociedade civilizada não protege a ganância acima do cuidado humano, o cuidado de um por todos e de todos por um.

O apelo está lançado para todos se juntem.
Vamos à luta!
:: Dia 16 de Setembro :: 17h30 ::
:: Largo de S. Domingos (Ginginha) no Rossio ::
Acabar com a Pobreza
+ Justiça na redistribuição da riqueza
Com curtas intervenções de Ulisses Garrido (Comissão Executiva da CGTP), José Rodrigues  e Rui Maia (Membro dos Precários Inflexíveis), seguidas das quais o espaço será aberto a todas e a todos os que por lá passam.

http://vamos2010.blogspot.com

A Lei da Identidade de Género proposta pela Opus Gay em 2007

 

Carta enviada por mim hoje ao Parlamento:_

Exmos senhores deputados,
a nossa proposta, que aqui avançamos, e tem caído no esquecimento, foi uma assimilação da Lei espanhola adoptada à realidade portuguesa, que fizemos passar pelo crivo de dois especialistas: Dr. Décio Ferreira, cirurgião, que faz as intervenções de mudança de sexo no Hospital de Santa Maria, e o  psicólogo, que faz as avaliações clínicas dos candidatos à transsexualidade no mesmo hospital.
Por pensarmos que é bom haver, nesta área, várias posições para além das duas conhecidas, levamos ao vosso conhecimento esta nossa, entregue oficialmente à Comissão da Igualdade do Género no ano de 2007, na pessoa da Exma Senhora Dra. Elza Pais, actual Secretária de Estado para a Igualdade.
Este re envio veio a propósito  de  se ter falado,muito  recentemente, em alguns  blogues da nova Lei da Identidade de Genero que vai ser discutida no Parlamento, sem que os autores tivesssem  referido  a proposta  da Opus Gay, provavelmente, a mais  antiga  de todas elas .Entao, para refrescarmos a memória dos interessados  ,enviamos o texto a todos os  grupos parlamentares,  sem excepções ,e dois deles ja nos responderam:Os Verdes e o BE.

Eis o seu preâmbulo  que apareceu na revista Visão.O resto poderá ser consultado na pagina www.opusgay.org

do Registo Civil-3
Proposta de Lei de Identidade de Género apresentada (e que me foi prontamente enviada pelo Dr. Antonio Serzedelo por email) pela Opus Gay no Colóquio Internacional sobre Transsexualidade em Lisboa no CCB por ocasião do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para todos 2007
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Revisão Constitucional

Lendo vários comentários acerca do projecto de revisão constitucional do PSD, retenho os 2 mais repetidos:

– o PSD quer acabar com o estado social

– o projecto foi mal apresentado

Em primeiro lugar, não acho que o PSD queira acabar com o estado social. Aliás, se quisesse nem precisava de se preocupar porque o estado social está tão mal que, mais tarde ou mais cedo, suicida-se. Por isso, ou se faz alguma coisa por ele, ou então estes prestigiados paladinos da equidade social, que tanto lembram Freio Tomás, acabam todos a dizer, junto ao seu corpo definitivamente inanimado (o do estado social, pois claro) que o defenderam mesmo, mesmo, até ao fim. E a fazer-se alguma coisa, convinha que seja agora. Por isso a discussão iniciada com projecto do PSD parece um bom princípio. Mais, os caminhos que sugere parecem os mais correctos ao deixar incólumes as expectativas dos mais necessitados e ao agravar os custos dos que mais podem.

Em segundo lugar, custa-me a compreender que num tempo em que tanto se clama por transparência se enxovalhe uma ideia pela simples razão que não foi devidamente maquilhada e dissimulada pelas máquinas de comunicação e “spin”. Ou seja, se nos quisessem ter tentado enganar e fazer-nos comer gato por lebre, aí já estava tudo bem.  É o que faz ter, há tanto tempo, um “enganador” a frente dos destinos deste País.

A Proposta de Revisão Constitucional do PSD – Saúde:

O Projecto de revisão constitucional apresentado pelo PSD diz, de forma a não deixar quaisquer dúvidas, que o acesso à educação e à saúde não pode, em caso algum, ser recusado por insuficiência de meios económicos.

No actual sistema, a gratuitidade é ilusória. Na verdade, no total de despesas no consumo das famílias Portuguesas, em média, 8% é destinado a saúde, a taxa mais alta da Europa. Então, mas o Serviço Nacional de Saúde não é gratuito ou tendencialmente gratuito? Como explicar, então, que os Portugueses são aqueles que mais dinheiro gastam em saúde?

Este projecto em nada afecta os direitos dos portugueses ao acesso à saúde. Antes pelo contrário, disciplina-o a favor de quem mais precisa. Quem pode paga para quem não pode não pagar.

Artigo da proposta:

Artigo 64º (Saúde)

1. …

2. O direito à protecção da saúde é realizado:

Através de um serviço nacional de saúde universal e geral que tenha em conta as condições económicas

e sociais dos cidadãos, não podendo, em caso algum, o acesso ser recusado por insuficiência de meios económicos;

Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento de práticas de vida saudável.

3. …

a)…

b) Garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde e promovendo a efectiva liberdade de escolha;

c)…

d)…

e)…

f)…

4. …

Educação

Num blogue onde tanto se fala (e bem) de Educação, nada como colocar um bom exemplo à vossa consideração:

http://tv2.rtp.pt/noticias/player.swf?image=http://img0.rtp.pt/icm/noticias/images/b9/b969f7fe67bf838c0ecdc851898df004_N.jpg&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&file=/informacao/dirmaia_64301.flv

Acordo Ortográfico

Não vou, especialmente por não ser linguista, pronunciar-me sobre a justeza técnica -ou sua falta- do Acordo Ortográfico para a Língua Portuguesa. Poderia pronunciar-me sobre alguns aspetos políticos e até estéticos, mas também não o faço. Isto porque, apesar da incomodidade que me causa alguma da nova grafia, vou adotar pelo menos parte do novo acordo e, com o correr do tempo, procurar adaptar-me ao resto. Assim, e para já, deixo cair as consoantes mudas.

É normal alguma reação e conservadorismo quando mudam coisas a que desde sempre nos habituámos, tal como natural é a reação ao novo e ao desusado. Lembro-me de reações conservadoras por parte dos portugueses em relação a quase tudo, das torres das Amoreiras ao Centro Cultural de Belém, passando pela requalificação da zona oriental de Lisboa ( a zona da Expo 98), etc. e de ter reparado, passado pouco tempo, que os seus maiores críticos se tornaram nos mais acérrimos defensores e entusiastas, porventura esquecidos das suas posições anteriores, já que raramente vi algum reconhecer o seu reacionarismo mais primário e a nulidade de muitos dos argumentos antes sustentados.

Não creio que o Acordo Ortográfico venha a suscitar grandes entusiasmos mas, como bem notam os leitores e jornais e revistas, já está a ser aplicado em quase todos eles, numa prova, aliás, da sua atual irreversibilidade.

Como não tenho jeito para velho do Restelo, vou também adotá-lo, apesar de alguns arrepios que sentirei ao escrever certas palavras. Orgulhosamente só, podem crer, não fico. E quando tiver dúvidas recorro ao Lince, o conversor para a nova ortografia. Até porque a agora velha grafia já foi nova, assim como outras velhas antes dela. Curiosamente – e ainda que por vezes não pareça – eu também já fui mais novo, o meu pai já foi rapaz e o meu avô chegou a ser bébé. O mesmo avô que, anos mais tarde, teve uma Pharmácia que mudou de nome e se grafava Farmácia quando eu nasci.

De um ersatz para outro ersatz


Admirável, a forma como se analisam as situações, dependendo de quem exerce o poder. Mário Soares que é, de longe, do melhor que o regime ainda pode apresentar, discursou uma vez mais. Numa conferência inserida na comemoração do glorioso golpe de Estado que deu a Portugal o progresso, democracia e paz, o ex-presidente abordou as questões mais prementes da actualidade. O emprego, ou melhor, a falta dele, mereceu umas tantas palavras que serviram como aviso. Assim, foi dizendo que a propósito dos “gritos” por mais salários, ……”é preciso também saber de onde é que ele (o dinheiro) vem. Não basta pedir e descer uma avenida a gritar para julgar que o dinheiro vai cair, pois não vai”. O conforto auto-confiante dos aposentados de cinco estrelas, dá-lhes uma certa autoridade para increpações a quem se atreve a “não compreender” uma “conjuntura grave e que veio de fora”.

Não deve ser o mesmo Mário Soares do “direito à indignação” dos tempos de Cavaco Silva, hoje seu sofrível ersatz belenense. Este círculo vicioso do “Chefe de Estado supra-partidário” que faz os favores ao seu Partido, conduz ao completo descrédito dessa raridade que se limita a uns tantos países do planeta. De facto, a democracia não se extingue na formalidade dos grandiloquentes enunciados e das formalidades eleitorais que a legitimam. Significa antes do mais, o sacrifício pessoal daqueles que a defendem, ordenam e conduzem. Isto é precisamente, aquilo que tem faltado. Uma política de Estado que se sobreponha à de grupo e que noutros países, é nitidamente extensível à educação, relações externas, defesa e economia.

Quando o optimista Mário Soares afirma que …”a situação é grave, mas é uma situação que tem saída. Nós temos de lutar e não estarmos sempre a dizer que queremos isto e que queremos aquilo”, bem podia iniciar um aturado período de circunspecta autocrítica.

Qual é a saída?

porque Allende teve que correr tanto

a honestidade de Salvador Allende reflecte-se no seu rosto

…resposta ao comentário de Luís Moreira….

Estes dias foram de debate em muitos sítios e páginas pessoais da internet. Foi um fim-de-semana de muitas lembranças e comemorações públicas e pessoais. Como é natural, as pessoais são de quem tem essas memórias íntimas. As públicas, para contestar, debater ou responder. Sinto-me no meio das duas. Não há memórias pessoais não vinculadas às memórias públicas. Se assim não fosse, não seríamos seres sociais, que, queiramos ou não, orientamos a vida pelas pautas da cultura, sendo cultura hábitos, costumes, idioma, comportamento adequado às circunstâncias, boa educação, simpatia, solidariedade, entre ajuda e outros hábitos que fazem de nós, pessoas. Habituamo-nos a uma forma de ser, comportamento que orienta as nossas vidas de uma forma quase inalterável, quer individualmente quer em grupo.

Quando muda o hábito, o grupo social fica desnorteado, não sabe qual forma de agir deva adoptar. No caso de Allende, houve uma mudança sem transição, passagem de um lugar, assunto, tom ou estado para outro. Isto foi o que aconteceu com o Governo de Salvador Allende.

Como se sabe, o Chile é um país com uma larga percentagem de classe média, essa classe que tem aprendizagem, habilitada para assuntos profissionais ou de ofícios que rendem dinheiro, ofícios e profissões que permitem um certo lucro, que, poupado, pode ser investido em bens que incrementam o capital de uma pessoa. Classe média que

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Por causa das enxurradas

a malta do benfiquista não vai ao próximo jogo fora, um Marítimo-Benfica a disputar pelo fim-de-semana de 26 deste Setembro.

Parece-me um tipo de previsão meteorológica um bocado precipitada e sem chover muito sobre o assunto sempre deixo uma palavra de conforto dirigida aos donos dos autocarros que iam todos nesse dia para o Funchal.

Assim não se fazem amigos. Bóra lá despedir um ou dois motoristas, bóra-já.

São políticos e analistas à portuguesa, com certeza

Olho as notícias do dia. Começo perturbado, mas acabo sereno. O ‘bloco central’ anda a circular sobre socalcos. Compreende-se. O tempo é de vindimas. Até ao terreiro da adega o caminho é sinuoso e acidentado. Uma vala funda aqui, um segmento plano acolá, e lá vai a trôpega marcha.

Aos solavancos, conseguimos, porém, chegar à Madeira e ficamos mais descansados. Vimos Sócrates e Jardim muito, muito sorridentes e cordatos. Uf! – Suspiramos e aliviados concluímos: – Se calhar vamos ter acordo orçamental. Porreiro pá!  

Chegados ao “Contenente”, o optimismo desmorona-se. Passos Coelho, a propósito da revisão constitucional, afirma querer acabar com o fim da intoxicação pelo PS. Ora esta! – exclamamos. Há momentos, na “iilha”, os outros dois estavam tão enlevados e eufóricos, e agora o Coelho está fulo com os socialistas? Apreensivos, deduzimos: – Se calhar a tensão nas relações inviabiliza o acordo orçamental. Porra pá!

Desiludidos e abatidos, resolvemos esquecer o problema. Que se lixem os gajos, o orçamento e o resto que congeminamos, mas recusamos escrever!

Com a questão posta de lado, azar o nosso, viemos parar a esta recomendação de leitura. Outra vez o maldito orçamento! – lamentámos – mas não resistimos e seguimos a recomendação. Prosseguimos na aventura e, com espanto, lemos que o economista Vítor Bento assevera: a não aprovação do orçamento não é drama nacional.

Tivemos de gritar, em simultâneo: – Porra pá, porreiro pá! Andámos a ouvir de gentes de grande sabedoria – o Prof. Cavaco Silva, o Eng.º Sócrates, o Prof. Marcelo e outros – o sério aviso de ser imprescindível o acordo parlamentar sobre o OGE para 2011. De súbito, o Bento – nunca um apelido foi tão merecido – numa penada desfaz preocupações e sofrimentos. Que se tramem a Fitch, a Moddy’s, a UE, o BCE e o agravamento das contas do Estado! Se necessário, com elevado sentido patriótico, cá estaremos para pagar mais impostos.

Temos de acreditar nas nossas elites. Somos um povo com fé e eles são políticos e analistas à portuguesa, com certeza. Não é porreiro pá?    

António Costa surpreende-nos positivamente

ANTÓNIO COSTA SURPREENDE-NOS POSITIVAMENTE
 
O gabinete de António Costa, Presidente da CML, vai mudar, durante dois anos, dos Paços do Concelho para o Largo do do Intendente.
A proposta, inovatória e inesperada,  foi aprovada na sessão da  passada  quarta-feira, embora o PCP,  um vereador eleito nas listas do PS e o vereador Sá Fernandes, tivessem votado contra esta proposta inclusiva. A notícia não mereceu relevo nos media, é natural, provoca pouca controvérsia e é positiva.
O objectivo desta medida  é a requalificação da zona , que vai passar, tal como a Almirante Reis, a estar sob video-vigilância, tema sobre o qual Costa avança algumas reservas, pois pode estar a estigmatizar-se  o Largo do Intendente.
Recorde-se que o largo deve o seu nome  ao facto de ali ter tido palácio e vivido o intendente Diogo Inácio de Pina Manique,1733-1803, que foi no tempo de D.Maria I, um antecessor de António Costa, na governação de Lisboa.
Pina Manique foi intendente geral da polícia, 1780, e nesse papel  perseguiu as ideias jacobinas, em voga na época, por causa da “perigosa” Revolução Francesa, mas foi também o promotor da iluminação pública da cidade, então às escuras, da célebre Casa Pia, para a protecção de menores, da construção do Teatro de S.Carlos e do que viria a ser a Direcçao Geral das Alfândegas, para cobrar impostos.
Um espirito  criativo e empreendedor  como convém à cidade.
O Largo do Intendente, de local sério, de prestígio  e seguro, devido ao seu ilustre morador, foi, com o tempo, degradando-se e tornando-se, paulatinamente, num local de prostituição barata, de consumo e tráfico de drogas, de ladroagem e outras vilanias. De exclusões e excluídos.
Os tempos de hoje já não são de perseguições, como no tempo de D.Maria. Pelo contrário, os poderes públicos actuais  estão atentos  ás inclusões sociais e é, nesse sentido, que navega este Presidente da Câmara, numa política de pequenos, mas decisivos passos.
 
Há dias, foi  a abertura dos edifícios camarários para oficiar casamentos civis. Hoje, é ele que muda os seus paços para integrar um zona central, desprestigiada, da sua cidade, nos passos da Cidadania.
Esperemos que não se fique por aqui, porque em Lisboa há ainda muito para fazer,no resto do seu mandato, pela inclusão das minorias! Mas vai no bom caminho. Siga em frente!
Tem luz verde!
 
António Serzedelo
 
 

Eu é mais pequenos-almoços


Eu até vinha, mas tinham de me pagar, sei lá, uns 750 mil euros por cada pequeno-almoço.

Teoria dos vasos comunicantes do lucro fácil

vasos comunicantes do lucro fácil

Não estão fartos de ver condenados por pedofilia com tempo de antena?

Eu estou!
Ainda vão inventar um reality show em que se vai ver quem é o pedófilo mais popular! Uma vergonha!

O melhor cabrito do mundo

O melhor cabrito do mundo

Não foi só o cabrito. Outros factores houve que nos fizeram deslocar do Porto, de Amarante, de Marco de Canaveses, de Setúbal, de Sever do Vouga, de Vale de Cambra, embora todos sejamos naturais de Vale de Cambra, com raras excepções. E o mais forte de todos foi a amizade que vem dos tempos da juventude. O outro foi a Serra. A magnífica e deslumbrante Serra da Gralheira, estendida pelos seus três contra-fortes, Freita, Arestal e S. Macário. Quem não conhece estes caminhos da Freita, Merujal, Castanheira, Mijarela, Albergaria da Serra, Salgueiro, Manhouce, Cabreiros, e tantos outros tem obrigação de cá vir pois não sabe o que perde. [Read more…]

Acórdão Casa Pia: cronologia de uma entrega anunciada

Cronologia e comentário a três dias de não acontecimentos.

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Alegre impedirá encerramento de escolas e de centros de saúde

É o que ele anuncia nas últimas entrevistas.
Isso significa que com ele a Presidente 700 escolas não teriam sido encerradas neste ano lectivo.
Será que José Sócrates está de acordo?

A Não Ver:

Este Domingo o Aventar está representado num debate televisivo sobre a “rentrée política” dos principais partidos. Moderado pela Rosa Carvalho, o debate conta com o Pedro Nunes do Blasfémias, o António Vieira Lopes do blog Cafeínicos e com o Advogado e Escritor Luís Miguel Novais. Está lá outro tipo que se diz chamar FMSá mas é engano…

Domingo, 12 de Setembro, pelas 19h no Porto Canal, programa Domínio Público.

Foi você que pediu um assistente operacional?

Car@ leitor@, permita-me que antecipe a sua dúvida e recorra ao dicionário para o esclarecer.
Para alguns o contínuo – Funcionário que em ambiente escolar desempenha funções nas áreas da organização, higiene, limpeza e vigilância, para outros os auxiliares de educação ou os “empregados“.
Pois bem. Estamos num tempo novo e a função tem um nome bem mais interessante: Assistente Operacional.
E, está aberta a caça ao Assistente Operacional, quase tão raros como os pontos do Campeão Nacional.
Vamos imaginar que existe uma escola com cinco turmas e 115 alunos. Vamos continuar a imaginar que na próxima terça-feira as aulas começam.
Nessa escola que estamos todos – eu e o caro leitor (singular) que se conseguiu manter acordado nesta prosa – a imaginar está colocado um só Assistente Operacional. Sim, Um só para um horário entre as 8h30 e as 18h.
Se o nosso Guterres estivesse por cá poderia fazer a conta por nós, mas como é que uma funcionária com um horário de trabalho de 8h consegue estar na escola quase 10horas? E se houver uma emergência? E quem consegue limpar a escola toda, estar no portão…
A responsabilidade anda a saltar entre a administração educativa e a autarquia, mas no meio disto tudo a eficiência tecnológica do senhor que foi Primeiro antes de Engenheiro, deu nisto – incompetência!
Esta escola que só existe na nossa imaginação não pode abrir na próxima terça-feira e seria muito importante que a Administração Educativa o soubesse antes da TVI…

Ter sucesso na crise…

…só com muito trabalho. Um exemplo de uma empresa da Maia, as Tintas 2000:

http://tv2.rtp.pt/noticias/player.swf?image=http://img0.rtp.pt/icm/noticias/images/9d/9d14ba064ffd824f3a73d0d8da38421d_N.jpg&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&file=/informacao/sucesso_64142.flv

Podia ser pior

Continua hoje a 4ª jornada, com o encontro no Dragão entre as duas equipas que, tudo o leva a crer, vão disputar o título.

Entretanto uma pequena observação: dado que Portimonense e Rio Ave se cruzam nesta jornada, é matematicamente impossível que ela termine com o Benfica em último lugar, ou seja: ainda podia ser pior. Já para a semana que vem a matemática será outra, mas haja tranquilidade, o empresário L. F. Vieira já puxou as orelhas ao chefe da arbitragem.

Não há nada como um regresso à normalidade.

último discurso de Salvador Allende

con su discurso del Palácio Presidencial a arder, Allende evitó guerra civil

Amigos míos:

Seguramente esta es la última oportunidad en que me pueda dirigir a ustedes. La Fuerza Aérea ha bombardeado las torres de Radio Portales y Radio Corporación.

Mis palabras no tienen amargura, sino decepción, y serán ellas el castigo moral para los que han traicionado el juramento que hicieron… soldados de Chile, comandantes en jefe titulares, el almirante Merino que se ha auto designado, más el señor Mendoza, general rastrero… que sólo ayer manifestara su fidelidad y lealtad al gobierno, también se ha nominado director general de Carabineros.

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Da série «Já baixámos o défice uma vez»

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Notícia no Expresso. No entanto…

«Arrendamentos
O Estado paga cerca de 87,8 milhões anuais em rendas por imóveis ocupados pela administração central. Os dados das Finanças não incluem os números dos Ministérios da Defesa e da Justiça – os principais arrendatários.» no i

E ainda

O Estado e a Casa Pia

Através de órgãos da comunicação social, aqui e aqui por exemplo, soube-se que o acórdão do tribunal sobre o processo ‘Casa Pia’ será distribuído, apenas, na próxima semana. Trata-se de mais um episódio de um caso, bem triste, de cujas responsabilidades o Estado e a instituição Casa Pia não podem considerar-se isentos.

O adiamento da entrega do acórdão aos interessados – mais do que a divulgação pública para alimentar mediatismos e polémicas – evidencia aberrantes ineficiências e ineficácias do Sistema de Justiça português, já de si debilitado na imagem por outros casos noticiados até à exaustão.

Além de interesses particulares, provavelmente até de arguidos, este adiamento serve de feição os argumentos e objectivos daqueles que, a cada oportunidade, procuram desacreditar o papel social do Estado. A meu ver, esta ideia não se aplica a Maria José Nogueira Pinto que, em artigo de opinião, critica o Estado, mas fala “em cúmplices do que se passava”.

Conheço razoavelmente a Casa Pia. Tive um familiar casapiano (“ganso”, na gíria interna), assim como colegas de trabalho e amigos, ex-alunos. Uns do Colégio ‘Pina Manique’, outros do ‘Maria Pia’. Deste último, e desde que nasci até aos trinta anos, fui vizinho próximo. Tão próximo que do terraço de casa dos meus pais via as instalações do recreio, constituídas por diversas zonas, entre as quais um campo de futebol, um campo de basquetebol e andebol e, ainda, um tanque adaptado a piscina.

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O presente do Natal de 2000

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E cá estamos nós, que não andamos de volta dos refugiados, para pagar.

O chapéu dos impostos

o chapéu dos impostos

O certo é que a solução será sempre a mesma enquanto se puder aumentar a receita e não houver coragem para enfrentar os que tenham a perder com cortes na despesa. Especialmente quando um país inteiro vive à sombra do orçamento de estado.