Regressa a serenidade e a alegria à Selecção Nacional


Se com Scolari teve piada e com Carlos Queirós foi giro, agora é que vai ser divertido!

Repressão à imprensa: um história bem escondida


A Repressão da Imprensa Na 1ª República
Exposição Em Lisboa no Palácio da Independência
04 a 15 De Outubro.
Estará patente no Palácio da Independência, ente o dia 04 e o dia 15 de Outubro a exposição “A Repressão da Imprensa na 1ª República”, organizada pela Plataforma do Centenário da República e com o apoio da Causa Real.

Esta exposição é feita à margem das comemorações oficiais dos cem anos da república portuguesa e também, o que é mais penoso, à margem da investigação oficial sobre os primórdios do regime republicano. Trata-se da exibição dum conjunto de várias dezenas de quadros que evidenciam existência de um sistema repressivo regular e duradouro, mantido ao longo da primeira república.

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EDP, a Sua Televisão

Na passada segunda-feira aconteceu uma manifestação de gente de longe (Trás-os-Montes) no coração de Lisboa. A EDP nada falou sobre o assunto, perdão, a RTP, que a EDP é só um bom anunciante de uma televisão que sendo pública, continua a precisar de alimento na veia para se segurar de pé. Entretanto, a juntar-se à voz melodiosa da Ministra da Áqua Cultura, junta-se o silvo de Dulce Pássaro, ministra do Ambiente: Barragem do Tua não é incompatível com a classificação da linha… Se Portugal ainda tivesse um ministério do Ambiente, tais barbaridades seriam democraticamente despedidas. Portugal caminha a passos largos para se tornar num prostíbulo mental… e os portugueses…

Ter olho compensa

 ter olho compensa

«Melhor» aluno entrou na universidade sem acabar o liceu

Média de 20 valores foi conseguida com apenas um exame. Jovem conseguiu equivalência ao 12.º através das Novas Oportunidades e admite que beneficiou de uma injustiça [tvi24]

Checklist

  • Trabalho diário, ano após ano, para terminar o secundário com a melhor nota possível – Inscrever-se nas Novas Oportunidades
  • Fazer vários exames – Fazer apenas o(s) exame(s) exigido(s) como prova(s) de ingresso no curso que se queira
  • Trabalho extra nas disciplinas para as quais se tenha maior dificuldade – Desistir e ir para as Novas Oportunidades

Em suma

Quem queria ver, já há muito sabia que as assolapadas paixões educativas que assaltaram vários governos mais não eram do que fogo de artifício para brilhar enquanto a fasquia da exigência ia sendo descida. Mas agora não conseguirei evitar rir com escárnio de cada vez que os do costume vierem falar em qualificação, exigência e aposta na educação. Mau feitio meu, só pode.

A escrita

(adão cruz)

 

(Texto de Marcos Cruz)

A escrita 

 Uns dias bem, outros mal. Quão mentiroso é o horizonte! Quão aliciante e persuasivo se nos mostra naqueles dias, quão angustiante e negro se nos revela nestes. A paz é das montanhas e dos vales, dos medos e dos amores, ela habita toda a forma. Para ser minha também, falta que eu com ela aprenda essa adaptabilidade, essa renúncia infinita. Sentir, eis a questão. Sentir tudo. Abrir o peito às flores e às balas, deixar que o destino penetre a carne e a queime de toda a sensação, permitir que o corpo seja o altar onde a dor e o prazer juram e geram amor eterno. Fazer a parte que me compete, usar bem o meu testemunho, abrir caminho para quem vem depois. Viver no paradoxo como se fosse chão firme, que o é, afinal. [Read more…]

Uma aventura na rua Sésamo (II)

Influências do Português na Darija Marroquina

Musicos de rua em Essaouira

Músicos de rua em Essaouira

A Darija Marroquina é o dialecto Árabe Magrebino falado correntemente em Marrocos. Apesar de apresentar algumas diferenças regionais, fruto da grande diversidade cultural e geográfica do país, a crescente normalização do modo de vida e a progressiva influência dos média tendem a contribuir para a sua uniformização.

A Darija Marroquina é um dos muitos dialectos falados no Mundo Árabe, com as suas especificidades, resultantes de factores históricos e geográficos. O relacionamento entre as populações dos actuais territórios de Portugal e Marrocos deixou inevitavelmente a sua marca no dialecto Árabe falado em Marrocos, mas a sua percepção não é clara nem se encontra devidamente esclarecida, fruto da falta de um estudo científico e rigoroso sobre o assunto. [Read more…]

O presidente da APB e a falta de liquidez da Banca

António de Sousa, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) adverte que a banca nacional vive momentos de fragilidade, correndo o risco de reduzir a concessão de crédito. Em entrevista à Antena 1, afirmou:

A situação dos bancos é complicada, como nunca o foi anteriormente, nem mesmo no pico da crise.

A situação, argumenta, é causada pelo aumento de juros da dívida pública. A justificação é aceitável, dada a repercussão da dívida do Estado (dívida soberana) nos mercados e investidores internacionais.

Considero, porém, não se tratar de razão única. Atente-se que a dívida externa privada é igualmente elevada. Sobretudo, nasceu e expandiu-se através dos incentivos ao consumismo desenfreado, sob financiamento promovido intensamente pelos bancos portugueses – quem não se recorda dos insistentes ‘spots’ publicitários do BES, do Santander-Totta e de outras sociedades do sector financeiro, como, por exemplo, a Cofidis? Resultado: por escassez de fundos nacionais, as instituições de crédito tiveram de recorrer ao financiamento externo. Como, de resto, o fizeram para financiar avultados investimentos públicos, através da integração da banca em grandes consórcios, como, no caso do BES, denunciado pela escritora Rita Ferro – o texto foi publicado em edição do ‘Expresso’ de Junho passado.

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Uma aventura na rua Sésamo (I)

O Diário do Professor Arnaldo (17 de Setembro)

Fim-de-semana finalmente!
Estes dias foram desgastantes, sobretudo a nível psicológico. É todos os anos assim.
A sexta-feira é um dia estúpido. Tenho uma aula de 90 minutos logo às 8.30 e depois só volto a picar o ponto às 19 horas. Desculpem-me a expressão, mas ando o resto do dia pela escola a «coçar os tomates».
Por azar, atrasei-me 2 minutos na aula da manhã e a funcionária (agora chamam-lhes assistentes operacionais) já não me deixou entrar. Disse que eu já tinha falta e que já tinha chamado um professor de substituição, embora ele ainda não estivesse na sala. Atrasei-me porque dormi muito mal de noite, a pensar nos vândalos que ia ter de enfrentar de manhã. Um deles (dos cursos EFA) chamou-me rinoceronte na aula de apresentação. Ainda pensei em pô-lo fora da sala, mas nos EFA os alunos são super-protegidos. Se o expulsasse, passados 5 minutos estava lá o Director a mandá-lo entrar outra vez. Assim, fingi que não ouvi.
Os nojentinhos da minha Direcção de Turma (ui, a comentadora Ana vai ficar ofendida!) já começaram a chatear-me. O coiso roubou-me o caderno, a coisa disse que eu tinha a pila pequena, o setor de Ciências chamou-me preguiçoso e o meu pai diz que vai falar com ele porque não lhe admite. Que putos insuportáveis, os do 7.º ano!

As melhores frases de José Sócrates (VIII)

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/2vb9nG9NZq1V7AMZgvNk/mov/1
José Sócrates, o TGV e a 3.ª ponte sobre o Tejo

Tudo sobre o biscate de José Mourinho na selecção nacional

Querem saber o que é que eu acho desta coisa do Mourinho treinar a selecção em jeito de biscate? Não? Mas eu digo na mesma, que é para isso que a administração deste blogue me paga.

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Mourinho sentiu depressa a pressão de ser treinador do Real Madrid, que não é a mesma coisa que treinar o Chelsea ou o Inter de Milão. Nos últimos dias enviou um recado para ‘dentro’ ao pedir “tempo” ao presidente do clube. Recentemente tinha dito que, em caso de emergência, estaria disponível a ajudar a selecção.

Gilberto Madaíl pensou ou disseram-lhe que esta sim, seria a solução ideal para os próximos tempos. Não hé tempo a perder. Há jogos a caminho e em breve haverá eleições e há aquela trapalhada da utilidade pública a tratar e não se pode falhar na escolha do novo seleccionador e…

Vai daí aborda o mais relevante treinador do mundo. Noutras circunstâncias, Mourinho tinha mandado Madaíl dar uma volta ao estádio nacional. Mas, neste momento, deu jeito. Que sim, está disponível, e a custo zero. Até paga a gasolina das deslocações. O problema é o Real. Madaíl saí de Madrid sem falar com o rei do Real, que diz nada saber. Mourinho admite que será difícil. Há a pressão dos adeptos, dos dirigentes. Nada fácil.

Se nos próximos dias houver acordo entre a FPF e o Real, porreiro. Mourinho aceita o biscate. Se não houver, porreiro na mesma. Fica como um héroi, disponível para ajudar nos momentos difíceis. Madaíl fica com o menino nas mãos, mas, enfim, sempre pode chamar o piloto automático.

Os deputados e a sua região

Amanhã, 18 de Setembro 2010, vai-se realizar a inauguração da sede nacional do Movimento Partido do Norte.

Muitas razões têm sido apresentadas para a criação deste partido mas eu começaria por destacar a importância de conseguir voltar a criar uma relação entre os deputados que elegemos e a forma como eles representam a região por onde foram eleitos.
Assim, tal como vem na Declaração de Princípios do Partido do Norte:

“(…) Em relação ao 2º do art.º 153, à sua letra e ao seu espírito, o Partido do Norte rejeita o corte de qualquer responsabilidade do deputado da Assembleia da República com o eleitorado do círculo por onde foi eleito, em nome da representação de todo o país.

Sendo certo que o deputado do parlamento nacional tem a dignidade de representar todo o país, fá-lo por mandato dos eleitores do seu círculo eleitoral a quem tem de prestar contas da forma como exerce os seus poderes e retribui a confiança que lhe foi entregue pelos eleitores, sob pena de acontecer o que está a acontecer, que é o da cisão total entre o eleito e o eleitor, sendo que o primeiro, em nome da representação de “todo o país”, mais não faz do que obedecer às políticas centralistas dos directórios partidários(…)”.

o bicentenário da independência da República do Chile

Chile, um país que se inventa dia após dia, como diz Isabel Allende

Tenho a premonição de o Chile ser uma República desconhecida, ou conhecida pelos acidentes políticos e criminosos acontecidos no século passado. É natural, o povo português colonizou a África e a Índia, mas, na divisão das novas terras, apenas lhe coube uma pequena parte, o Brasil. Todas as restantantes colónias foram arrebanhadas pela coroa do Reino de Espanha. O Século XVIII foi a época em que espanhóis e portugueses decidiram fixar fronteiras entre os diversos grupos nativos que tinham conquistado. Uma conquista sem honra nem glória. Contrariamente ao acolhimento dado pelas etnias indígenas, que pensavam tratar-se da chegada de deuses que iam beneficiar os seus povos, estas foram feitas escravas, servidoras e sem as suas terras que passaram a ser propriedade das coroas de Espanha e Portugal. Foi assim que a hoje América Latina, foi organizada. A justificação para tanta pilhagem e roubo, surge por motivos religiosos: as etnias que as habitavam tinham de ser cristianizadas, baptizadas e conhecer a doutrina da Igreja Romana, quisessem ou não. Para traçar os limites desta pilhagem de pessoas e terras, Portugueses e Espanhóis solicitaram ao Vaticano que adjudicasse terras às coroas de tão triste conquista. [Read more…]

Olha lá, quando é que ganhas aquilo que o outro que lá está so faz m… asneira?

TGV – ‘No money no honey’

 

Sei que o provérbio, de origem anglo-saxónica, tem conotações com práticas de prostíbulo – ‘no money no sex’ é a forma menos eufemística de retirar a ideia de prazeres libidinosos a desventurados sem vintém.

Todavia, como outros, tal adágio é generalizável a inúmeros contextos. Pode, por exemplo, ser alternativa para caracterizar a decisão de anular o concurso da ligação Lisboa-Poceirão, A obra deste troço integrava-se no projecto do TGV, cuja realização, no todo, parece condenada a adiamento até data indeterminada.

Todos os cortes de despesa deste género, na conjuntura actual, constituem desfechos esperados. E, por maioria de razão, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, deveria ser o primeiro a saber, atempadamente, da inevitabilidade da decisão governamental; poupar-se-ia, ele próprio, à triste figura de, em Julho passado, se ter deslocado a Badajoz para acompanhar os testes de carga da ligação por TGV entre Lisboa e Madrid.  

A somar ao erro político, o ministro, até por formação, jamais poderia ter ignorado os gastos para o erário público de actos inúteis. Sem se excluir, é claro, os ‘custos de oportunidade’ gerados, dessa forma, por si próprio e pela comitiva de acompanhantes. São comitivas normalmente numerosas e cujos participantes, na maioria, usufruem de remunerações do Estado.  

 

Como Se Fora Um Conto – Rosa de Porcelana Pintada

CONTA-SE NA MINHA FAMÍLIA

No princípio do século vinte os hotéis e pensões tinham quartos para alugar que não possuíam quarto de banho. Este situava-se normalmente ao fundo do corredor e servia todos os quartos desse andar. Havia até pensões que tinham um só quarto de banho para os diversos andares dos quartos.

Na minha família havia um Padre. Quase todas as famílias tinham pelo menos um. Este, pelos anos vinte do século, era já entrado na idade. Teria bem mais de sessenta anos.

O Tio Padre, fazia palestras e orava em muitos locais para onde era convidado. Um dia teve de se deslocar a Chaves, em pleno Inverno, para falar, a convite de uma qualquer organização. Foi de Paços de Ferreira, onde residia, para Chaves, de charrete, como era hábito naquelas alturas.

Chegou a Chaves já o dia tinha acabado havia muito tempo, [Read more…]

Carro eléctrico, electricidade-fóssil

Em 2007, a capacidade de produção eléctrica foi a seguinte:

Capacidade de produção eléctrica - Portugal

e na Europa a 27 foi (clicar para aumentar):

Capacidade de produção eléctrica - UE27

Fonte: Statistical pocketbook 2010 (site, PDF, XLS)

Portanto, quando se fazem títulos como este «Carro eléctrico: adeus século do petróleo, olá século da electricidade?», ou quando se decide avançar com projectos megalómanos de redes de abastecimento eléctrico ou quando um primeiro-ministro resolve falar de uma prometida revolução com o carro eléctrico, é preciso não esquecer que

  • mais de 50% da actual produção eléctrica nacional (e europeia também) provem da queima de combustíveis fósseis, com as consequentes emissões de CO2 e dependência energética do exterior;
  • se todos os carros deixassem de queimar combustível para gastar electricidade, simplesmente estaríamos a transferir os actuais problemas dos carros para as centrais termo-eléctricas (para aumentar a capacidade produtiva) e possivelmente ainda haveria questões como a capacidade da rede de distribuição eléctrica e da respectiva eficiência;
  • além de não resolver os problemas energéticos e ambientais, o carro eléctrico vem ainda criar um novo: o da reciclagem das baterias (produto de elevado perigo ambiental);
  • finalmente, a adopção de tecnologias embrionárias tem o elevado risco de se escolher as que não vingam (que o digam, por exemplo, os que apostaram no formato vídeo betacam ou no HD DVD) e de poderem ser caras e com baixo rendimento.

Não tenho grandes dúvidas sobre um futuro com o carro eléctrico mas aposto que não o veremos em massa com as actuais tecnologias. Enquanto uma alternativa prática aos combustíveis fósseis não for encontrada, estes ímpetos modernistas não passam de um frisson para embelezar programas eleitorais.

Leituras adicionais:

O Estado-providência segundo TONY JUDT

 

Do legado do historiador e académico Tony Judt, falecido em Agosto passado, julgo oportuno, nesta hora, destacar a obra “O Século XX Esquecido”. A determinado passo da introdução, ‘O Mundo Que Perdemos”, Judt escreve:

…foi o governo do tempo de guerra de Winston Churchill que encomendou e aprovou o Relatório de William Beveridge (ele próprio um liberal), que estabeleceu os princípios de fornecimento da providência pública: princípios – e práticas – reafirmados e garantidos por todos os governos conservadores até 1979.

No parágrafo imediato, prossegue:

O Estado-providência, em suma, nasceu de um consenso transpartidário do século XX. Foi implementado, na maioria dos casos, por liberais ou conservadores que haviam entrado na vida pública muito antes de 1914, e para quem o fornecimento público de serviços médicos universais, pensões de velhice, subsídios de desemprego e doença, educação gratuita, transportes públicos subsidiados, e os outros  pré-requisitos de uma ordem civil estável, representavam não o primeiro estádio do socialismo do século XX mas o culminar do liberalismo reformista do fim do século XIX.

A dissipação do papel social do Estado, histórica e substantivamente definido por Tony Judt, é consabido, tem sido protagonizada pelos governos da Europa Ocidental, nas últimas duas décadas do século XX e primeira do século XXI – protagonismo a que se associa um processo desgovernado de globalização.

O Mundo transformou-se, com a queda natural da União Soviética. Na Europa de hoje, o equilíbrio adequado entre a iniciativa privada e o interesse público define-se ainda sobre uma linha muito ténue e amovível segundo os interesses de poderosos. A ‘economia (desregulada) do mercado’ e o avassalador domínio do ‘sistema financeiro internacional’ geraram a dinâmica da calamidade social denunciada há dias em Oslo pelo director-geral do FMI, Strauss-Khan. [Read more…]

A Múmia (ou Humor Azul-Alaranjado com Humor Negro se Paga)

Mantemos o preâmbulo da Constituição para preservar uma peça arqueológica.

disse Paulo Teixeira Pinto, o monárquico presidente da Causa Real, a quem o PSD confiou a direção da proposta de revisão da Constituição da… República.

Parece-me bem, acho que é uma razão atendível, provavelmente até legalmente atendível (pois podia dar-se o caso de ser atendível, mas ilegalmente). Sou dos que concordam com a preservação das peças arqueológicas.

Ironicamente, sempre que olho para Paulo Teixeira Pinto, fico com a sensação de estar perante uma múmia falante e em movimento. Preserve-se, portanto. A arqueologia nacional agradece, a nação engrandece e por aqui se veria, se dúvidas restassem, quão fascinante  pode a arqueologia contemporânea realmente ser.

Só se Mourinho fosse maluco


Pensam que Mourinho é um tarefeiro?

A EDP Zelará Por Todos os Portugueses

Esse dia há-de chegar; entretanto:

“No próximo dia 18 de Setembro irá decorrer em Lisboa uma Vigília em defesa da Linha do Tua. Esta iniciativa, enquadrada na “Semana Europeia da Mobilidade”, visa reafirmar perante o poder central o direito das populações transmontanas à mobilidade e o importante contributo que esta linha férrea, cujo valor patrimonial de excepção é inegável, deu desde a sua inauguração há 123 anos atrás, para essa mesma mobilidade e para o desenvolvimento do Vale do Tua. [Read more…]

Educação – rir para não chorar II

A Senhora Ministra quer mais sucesso – como todos queremos, nada a dizer.
Claro que o meu sucesso é diferente do sucesso da Senhora Ministra, mas isso são detalhes.
Mas… delicioso é o momento de um tal Adalmiro Botelho da Fonseca, Presidente de uma Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP):

“Se as escolas são responsáveis por atingir os resultados têm de ter os activos materiais e humanos à sua responsabilidade. Temos de começar logo pelos professores. Temos de ter mais influência na contratação de professores”

E, caros leitores, o que se tem passado nas escolas TEIP é um exemplo fantástico… de como isto é mentira!
Tem valido tudo menos tirar olhos!

“Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.

Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.” (citação de Brecht)

Sem ponta de pudor

 
 
 
 

(adão cruz)

Sem ponta de pudor

 Quando hoje li no jornal que a igreja considera “indecente” o actual modelo económico, e que o capitalismo fez da mão-de-obra mera mercadoria, fiquei perplexo e pensei: eu já não devo andar neste mundo, eu já devo ter morrido e não dei por ela. Pois, se a igreja está enterrada até às orelhas no capitalismo! Quando D. Carlos Azevedo diz que há uma cultura exacerbada do individualismo, defendendo que “só com modelos humanistas” se pode combater a crise e traçar caminhos de futuro, e sustentando que os princípios morais têm de estar inscritos no coração das pessoas, faz-me rir, amargamente, é certo. [Read more…]

Educação – rir para não chorar…

A SIC num momento fantástico… da Srª. Ministra da Educação

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O Diário do Professor Arnaldo (15 de Setembro)

Ufa! Os dois primeiros dias de aulas já lá vão e, felizmente, já conheço todas as minhas turmas.
São dias dramáticos para mim. Como ando todos os anos de escola em escola, nunca conheço os alunos no ano seguinte. Nem os colegas, nem os funcionários, nem os hábitos de trabalho, nem as instalações. Nada. Tenho de me adaptar a tudo todos os anos.
Para além disso, sou muitíssimo tímido. Quando penso que vou ter de enfrentar 25 ou 30 ranhosos que não conheço de lado nenhum, e isto em 8 turmas (o que dá quase 200 ranhosos), só me dá vontade de fugir a sete pés. Dou aulas há vinte anos e, por mais que tente, não consigo habituar-me.
Para mim, são os piores dias do ano. É por isso que não escrevi nos últimos dias. Durante o fim-de-semana, não fui à terra e aproveitei para conhecer aqui a vilória. Na segunda-feira, como Director de Turma, tive de receber os meus alunos. Infelizmente, já tive de conhecer também alguns dos Encarregados de Educação. Cá para nós, alguns deles são gente da pior espécie – daqueles que acham que os filhos são sempre os maiores, que têm um comportamento exemplar e que nós, os professores, só mentem quando dizem mal deles. Curiosamente, os mais radicais são sempre professores. Acreditem!
Ontem e hoje, fiquei a conhecer todas as turmas. Já começou o meu velho problema: não me conseguir impor como devia desde o primeiro dia. Entro na aula com um bom espírito e não quero começar logo a berrar com eles e a mostrar-me demasiado autoritário, por isso acabo por sofrer sempre um bocado. Vou ver se na próxima aula ponho um ou dois na rua com falta disciplinar, a ver se eles atinam.
Amanhã já começo com matéria em várias turmas. Muitos deles já me avisaram: ainda não têm livros porque o SASE não os entregou. Gostava de saber como é que vou dar a aula. Não posso começar já a tirar fotocópias, poque este ano estão racionadas. Se gasto muitas agora, depois não chegam para fotocopiar os testes.

Um outro olhar sobre os olhares da OCDE

Por SANTANA CASTILHO

Não desisto de convocar políticos e cidadãos comuns para o debate das ideias e para o exercício de informar com seriedade e verdade. Sem informação e discussão não há vida democrática.
Há dias foi divulgado o “Education at a Glance 2010”, um olhar já clássico da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico sobre o estado dos sistemas educativos dos países que a compõem. São 472 páginas de uma complexa rede de indicadores quantitativos, tão úteis quanto perigosos. Esclareço: úteis porque ajudam a cotejar resultados de políticas, no quadro da educação comparada; perigosos porque são passados para a opinião pública sem indispensável informação complementar; porque muitos quadros nunca deviam ser divulgados isoladamente, outrossim em conjugação com outros que os clarificam e impedem grosseiras conclusões; porque, por essa via, conferem falsos fundamentos e legitimidade a políticas mais que questionáveis; porque o seu valor está hoje inaceitavelmente inflacionado e dá origem a uma política global de educação para problemas e culturas de estados membros bem diferentes; porque assumem que tudo se pode medir e reduzem as diferentes dimensões da educação ao interesse exclusivo da economia e do mercado.
Deixem-me fundamentar o afirmado com exemplos, a saber: [Read more…]

A fumaça do Benfica

Contam-me que nos anos quentes do pós-25 de Abril, com Pinheiro de Azevedo a liderar o Governo, quando confrontado com manifestações de rua, o almirante reagiu, perante todos, que era “só fumaça”. Não era.

Mas foi destas desventuras que me lembrei nestes últimos dias perante a estratégia de ‘indignação’ do Benfica. Perante uma infeliz actuação do árbitro Olegário Benquerença, o comando geral encarnado saiu à rua. Com inflamadas declarações de Luís Filipe Vieira, primeiro, e uma reunião dos órgãos sociais que, foi anunciado, iria abordar a situação do futebol do clube, depois.

Do encontro, afinal, não saiu só um novo episódio de revolta com as arbitragens, sempre criticadas quando prejudicam, nunca criticadas quando favorecem. Do encontro saiu algo mais. Que os adeptos não devem acompanhar a equipa nos jogos fora, que vão equacionar a presença na Taça da Liga e que a direcção deve parar as negociações de prolongamento das transmissões televisivas. Uiii. Foi aqui que a porca torceu o rabo.

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A ministra da oposição

Gabriela Canavilhas foi peremptória: “Os défices públicos estão a obrigar a repensar o financiamento” do actual modelo. “O Estado social está ameaçado”, concluiu.

A concertista consegue numa única intervenção apoiar o projecto de revisão constitucional do PSD, à direita, e confirmar a razão da esquerda quando acusa o PS de desfraldar a bandeira do “estado social” por mero oportunismo, após ter deixado o ensino à beira da privatização e o Serviço Nacional de Saúde mais privatizado do que nunca.

É obra. Tocada e sem fuga.

Os números do sucesso educativo

Governo traça metas para sucesso educativo (TSF)

A ministra da Educação está a pedir às escolas que tracem metas para melhorarem os resultados. Os novos objectivos de aprendizagem para o sucesso começaram, na terça-feira, a ser explicados pela ministra em Braga junto de mais de 300 directores de agrupamentos de escolas.

Pela voz da ministra da educação ficamos a saber que o governo quer que a educação em Portugal tenha maior sucesso. Não se reuniu nem se dirigiu aos alunos para que estes estudem mais. Nem aos pais para que melhor acompanhem os seus filhos. Não. Pediu às escolas que estabeleçam metas. É claro como água que os números sucesso educativo melhorarão e que os alunos continuarão a saber tanto quanto hoje sabem.