O poderoso Observador

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O Observador é uma espécie de jornal, um híbrido entre um blogue de ideologia neoliberal e um folhetim partidário de direita. Financiado por um grupo de empresários próximos/militantes do PSD ligados à sombria Comissão Trilateral, apoiantes convictos do cavaquismo e posteriormente de Pedro Passos Coelho, de onde se destacam os nomes de Alexandre Relvas (PSD/Logoplaste), António Carrapatoso (PSD/ex-CEO Vodafone), João Talone ou António Pinto Leite (PSD/MLGTS), este projecto editorial destaca-se por uma abordagem vincadamente anti-esquerda e acerrimamente ultraliberal e conta com um painel de colunistas essencialmente de direita, com a presença do ocasional comentador de esquerda com vista a criar uma falsa sensação de imparcialidade que pura e simplesmente não tem ali lugar. [Read more…]

O ditador que caiu da cadeira

Rita Mateus, 6 anos

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Antes do 25 de Abril, as pessoas não podiam dizer o que queriam e tinham que fazer tudo o que o ditador dizia, depois as pessoas juntaram-se e fizeram o MFA e depois veio a Liberdade…o ditador que se chamava Oliveira Salazar caiu de uma cadeira abaixo e morreu.

Quando começou a tocar a música

Sofia Mateus, 6 anos

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Nessa noite começou a tocar uma música e as pessoas quando ouviram tiveram a coragem de ir para a rua festejar a Liberdade que foi no dia 25 de Abril. O que houve de bom foi que os tropas tinham cravos na ponta das espingardas e não houve tiros….ficaram todos muito felizes.

A borboleta libertou-se da gaiola

Carolina Pinto, 5 anos

No 25 de Abril, a borboleta (à esquerda) libertou-se da gaiola e fugiu

No 25 de Abril, a borboleta (à esquerda) libertou-se da gaiola e fugiu

“Lista do saco azul do GES com avenças a políticos e jornalistas”

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Este fim-de-semana o Expresso, que está a gerir a questão dos “Panama papers” de forma populista, como já tinha dito antes, coloca na sua 1ª página o caso da lista dos 100 nomes que estariam a ser pagos pelo GES, com o título “Lista do saco azul do GES com avenças a políticos”. A lista é de políticos e jornalistas, mas o título escolhido pelos jornalistas do Expresso para a 1ª página remove a palavra “jornalistas”. Porque é que isso me incomoda? [Read more…]

Não voltaremos atrás

Nuno Filipe, 11 anos

Liberdade

O dia da liberdade

Leonor Pinto, 7 anos

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O dia da liberdade é o dia em que começou a Liberdade no país de Portugal, as pessoas começaram a ser livres no dia 25 de Abril. Antes disso, as pessoas viviam sem liberdade, sem dinheiro, o Salazar proibia as pessoas de terem emprego, bastava dizerem qualquer coisinha que não boa sobre o Salazar que iam logo presas.
Ninguém podia comer porque toda a gente era pobre e tinham de rapar os tachos se queriam comer, até chegar o dia 25 de Abril de 1974.
Nesse dia, começou a liberdade, mas é pena que em alguns países ainda seja assim.

25 de Abril de 1974

Acompanhe a revolução no twitter, em diferido exactamente 42 anos.

as armas e o povo

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as armas e o povo – documentário rodado entre 25 de Abril e o 1º de Maio de 1974, produzido e realizado pelo Colectivo de Trabalhadores da Actividade Cinematográfica. Página na Wikipédia.

“Portugal 74-75” – O retrato do 25 de Abril

Um excelente documentário  com a assinatura de Joaquim Furtado, José Solano de Almeida, Cesário Borga e Isabel Silva Costa – RTP

não ter nenhum mês senão Abril

Guilherme Portugal – 18 anos

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Abril são muitas palavras, nós conhecemo-la por revolução, essa onde tanques dispararam pessoas aos abraços, e muitos cantares, e era a nossa liberdade que começava no outro e acabava nos outros tantos que ainda estariam por começar. Glossolalia aos versados no discurso da força prepotente da força, mas dia 25 ninguém falava mais português do que qualquer cravo. Não a certeza da presença de um ouvido rente à porta, mas de uma porta rente à página, à nota melodiada, ao discurso urrado. Ninguém entendeu, mas perigoso e infeliz é começar a entender. Perdemos Abril quando formos entendidos nele – chamá-lo de Abril, colocar-lhe dicionários à frente, convencendo-o de que é um mês e não um poema violento de amores. Deixo-vos nos plantares, palavras flores, hoje só anoitece às oito e meia:

Escada que desanda

de cada cadência colorida de um segundo,

cada um, cada essência.

Tão labirinto como escrever ou pôr letras no papel ou redigir.

Digo que andar é desfrasear e destruir, e como emenda,

vai-se buscar água-palavra à fonte (tu) como poema-cantil,

viver a escrever é não ter nenhum mês senão Abril.

 

(imagem daqui)

 

Passos Coelho solidário com José Sócrates

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Passos Coelho ficou “espantado” com o editorial do Público que mandou calar José Sócrates, uma espécie de momento Rei Juan Carlos da direcção da redacção do jornal. “Não é um bom sintoma de democracia” afirmou o ex-primeiro-ministro cuja equipa que o levou ao poder em 2011 ficou famosa pela guerrilha na blogosfera e pela manipulação do fórum da TSF e de debates entre os candidatos à liderança do PSD. Aguardam-se declarações do líder do PSD sobre a linha editorial do Observador.  [Read more…]

25 de Abril visto pelos mais novos

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Assinalam-se amanhã 42 anos da revolução que nos restituiu muitos dos direitos básicos que os longos anos de fascismo nos tinham tirado e cerceado.

Se para os mais velhos esta data continua a merecer ser comemorada por tudo o que lhes está subjacente, para os mais novos, que sempre viveram com liberdade e tudo o que lhe está inerente, é só mais um dia lavrado na história.

Mas será mesmo assim?

É isso que gostávamos de saber. E por isso mesmo, o Aventar vai abrir as portas aos mais novos: crianças, jovens ou assim-assim, para que, em forma de texto, desenho ou áudio, digam o que para eles significa a data e todos os valores que o 25 de Abril nos restituiu.

Pedimos pois aos nossos leitores que nos façam chegar por aqui colaborações para, ao longo do dia irem sendo publicadas.

A iniciativa vai prolongar-se até ao dia 1 de Maio.

Radicalismos de esquerda

Alguém ficará surpreendido se não forem atingidos os limites ao défice e à dívida propostos no Programa de Estabilidade (PE), nesta semana apresentado? Claro que não. E poderá a oposição reclamar pelo não cumprimento desses objetivos? Poder pode, mas cairá no ridículo. O anterior governo não cumpriu nenhum dos objetivos de dívida e défice a que se propôs, apesar de acreditar piamente nas políticas prosseguidas.

(…)

Chega a ser insultuoso ouvir o constante repetir que foram feitas reformas estruturais no último ciclo governativo. Mas afinal o que mudou na nossa economia ou no desenho do nosso Estado? Rigorosamente nada. Nada foi alterado no sistema produtivo, nada foi feito para alterar os nossos bloqueios económicos endémicos (produtividade, escassez de capital), nada foi feito para qualificar a mão-de-obra, nada se fez para que muitos dos nossos empresários deixem de ser os responsáveis pela baixa produtividade, a nossa justiça continua lenta, o nosso sistema financeiro tornou-se um problema ainda maior, a nova legislação das rendas saldou-se num enorme flop e, claro, não houve a mais pequena intenção de mexer no Estado – a não ser que aquela vergonha que Paulo Portas apresentou fosse para levar a sério.

Quartel-general em Abrantes, por Pedro Marques Lopes@DN.

STOP TTIP, STOP CETA!

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Na véspera do show publicitário de Obama e Merkel por ocasião da abertura da Feira de Hannover, a principal feira para tecnologia industrial, saíram ontem à rua opositores do TTIP (EUA-UE) e CETA (Canadá-UE) – os tais acordos previstos para baixarem as normas europeias e entregarem a democracia de bandeja às multinacionais. Foram 90.000 manifestantes segundo os organizadores, 35.000 anuncia a polícia. Terá sido algo entre uma coisa e outra. Mas uma coisa é certa, foi de novo uma colorida e alegre multidão a dizer NÃO aos acordos secretos que supostamente vêm assegurar standards a nível mundial e trazer riqueza e postos de trabalho. A verdade é: o que eles trazem é um rebaixamento (ainda maior) dos standards que temos, colocam a democracia e soberania à mercê do grande capital e trazem mais lucros para os poderosos e mais miséria para os pequenos – como Portugal. A comissão europeia pretende ainda em 2016 passar o CETA no parlamento europeu, ignorando sem apelo nem agravo os parlamentos nacionais. Depois de ratificado, o acordo entra imediatamente em vigor.

É pois hora de dizer NÃO e exigir a ratificação destes acordos nos parlamentos nacionais. Se nós cidadãos não o impedirmos, deixaremos aos nossos filhos um mundo mais manietado, mais miserável e mais obscuro.

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Cabrões

“Um rebanho, como se sabe, é composto por gente sem voz própria e de índole mais ou menos débil. É um facto comprovado, aliás, que, em tempos de confusão, o rebanho prefere a servidão à desordem.
Daí que aqueles que agem como cabras não tenham líderes, mas cabrões.”
– Mario Vargas Lhosa – Prémio Nobel da Literatura 2010

Pó enamorado

©CR

© CR

Durante anos, o meu pai repetiu que, logo abaixo do proverbial “aqui jaz fulano”, a sua lápide haveria de ressalvar: “Contra a sua vontade”.

Acabaria por escolher a cremação, até porque detestava enterros, mas continuou a gostar de contar o que diria a lápide que sabia que não iria ter.

As suas cinzas foram depositadas no jardim do cemitério, numa manhã de Verão que nada teve de solene. Mesmo antes de sair de casa, decidi que queria que pelo menos uma pequena parte das cinzas fosse para um sítio de que ele gostava. Não sendo um sítio onde se possam depositar cinzas, não seria viável depor lá mais do que uma reduzida quantidade. Só tinha à mão um daqueles frascos para champô de levar em viagem e, como nunca tinha sido usado, achei que poderia servir. [Read more…]

Desabafo: vocês estão ficando ridículos

/u/caribbeanparty

Nota prévia: este trata-se de um post feito no sub-reddit /r/Brasil acerca da atmosfera que se vive nas caixas de comentários onde se fala de política brasileira. Penso retrata bem a situação e, de alguma forma, aplica-se também ao que se passa em Portugal.


É sem noção.

Hoje alguém postou um link sobre as várias ditaduras que os EUA apoiou. Em seguida alguém postou, com as mesmas palavras, um link sobre as ditaduras que a URSS apoiou. A cada vez que alguém aqui posta qualquer coisa sobre a ditadura militar brasileira alguém posta sobre a ditadura cubana. Se escreve sobre fascistas, alguém escreve sobre comunistas. Esse sub, e parte do “debate” brasileiro, parece que está congelado em 1968, vivendo em outro mundo que o de 2016.

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O Macaco na mão de Buda

Estamos num ponto da nossa vida colectiva que não é fácil ler e compreender com lucidez.

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Mário Centeno e a indignação hipócrita

Passos Publico

É raro mas não tem porque não acontecer. Tal como o PSD, também eu quero saber se Mário Centeno mentiu ou não na comissão política de inquérito ao caso Banif. E se ficar provado que o fez, quero consequências. E não as quero brandas. Soa-me estranho mas nesta estou com o PSD. Ou com o que resta dessa coisa.

Mas devo lamentar que esta indignação com a suposta mentira de Centeno não se tenha feito sentir noutras ocasiões. E não vou sequer entrar no chorrilho de aldrabices com que Passos Coelho tentou convencer os portugueses em 2011, ou perder aqui muito tempo com a forma como ele e o seu governo enganaram a população por motivos eleitoralistas, em temas como a sobretaxa ou o caso BES. Está-lhes no ADN. [Read more…]

Uma boa solução para aqueles que não querem refugiados na Europa

Refugees

Simples, não acham?

O mundo está perigoso!

O ex-primeiro ministro José Sócrates disse numa entrevista que não assumiria a liderança do governo se não ganhasse eleições. Também disse, na mesma entrevista e a propósito de outro assunto, que pela primeira vez estava de acordo com Ana Gomes.

Passos Coelho e os paraísos fiscais

PpC

A imagem já diz tudo mas deixo-vos também estes dois links, só para que não sobrem dúvidas.

Ministério dos Negócios Estrangeiros do Panamá: Portugal ya no considera a Panamá como un paraíso fiscal.

Geringonça: The Massamá Papers

Imagem: Uma Página Numa Rede Social, sempre em cima do acontecimento.

Boa noite.

Adeus Purple One

Prince

As rádios portuguesas da moda colocaram a playlist em pause e, neste momento, choram em uníssono a morte de Prince. Tem tanto de comovente como de irónico, assistir a esta homenagem a um grande artista que há tantos anos virou as costas à indústria por parte de rádios transformadas em reprodutoras da vontade dessa mesma indústria. Rádios onde Prince precisou de morrer para voltar a tocar. Business as usual.

May you rest in peace Purple One 🙁

O artista formalmente conhecido por Prince?

Ah! Formerly known as PrinceCorreio da Manhã. Depois da história do ‘fato’, eis o ‘formalmente‘. Não, Correio da Manhã, não é ‘formalmente’. It’s English. It’s formerly, ou seja, é ***********. Efectivamente, Correio da Manhã. Efectivamente.

Prince formalmente

The Artist (Formerly Known As Prince)

prince

1958 – 2016

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O Paulo lançou a ideia num texto publicado há uns dias no Público:

A Educação low cost é o grande pacto educativo nacional para o século XXI, unindo todos aqueles que defendem a existência de serviços públicos esqueléticos com lógicas de “racionalidade financeira”, proporcionados apenas aos que neles ainda confiam ou que deles não podem escapar, apenas variando os ritmos e matizes da implementação das medidas

Os números, de facto, mostram que há um fundo de verdade nesta afirmação, embora, o que pareça igual, nem sempre o é. Mas, no essencial concordo.

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Os dados são públicos e mostram que a despesa em Educação baixou na ditadura de Crato para níveis de 1992. E, uma análise per capita não deixa os últimos anos em melhor estado: [Read more…]

PPP na Educação? Não obrigado!

A história é simples de contar: Nuno Crato, o destruidor, tinha um objectivo claro – tornar a Escola Pública uma escola menor, para o povo e, ao mesmo tempo, permitir ao privado absorver parte dos alunos (e dos fundos) que, em boa verdade seriam da Escola Pública.

E, antes de sair, deixou o terreno armadilhado: assinou um contrato com os privados para três anos, permitindo assim que o dinheiro público continue a correr para os bolsos de alguém.

Não pretendo colocar em causa a existência do Ensino Privado, seja ele confessional ou não. Quem quiser (e poder) colocar o filho no privado, força. Nada contra. Tudo a favor.

Agora, fazer de conta que é privado às custas dos meus impostos é que não. Colégio de Gaia, Colégio dos Carvalhos e Colégio Paulo VI são exemplo, na área do Grande Porto, de colégios que tiram alunos às Escolas Públicas e que são fortemente financiados por dinheiro  público. Sim, isso mesmo: o estado tem duas despesas –  a das Escolas Públicas que podiam ter esses alunos e a desses colégios.

E a situação é tão absurda que esses colégios (falsos privados) têm autorização para abrir alguns cursos que as públicas, da mesma área, não têm. Quem autoriza? O Ministério da Educação.

O cenário está bem montado e remete para as SCUT’s: se passo de carro pago. Se  não passo, pago pelos impostos. Muito simples.

Ora, nos últimos dias, o ME publicou um pequeno detalhe num Despacho Normativo: [Read more…]

Quiosque Regional, #3, Jornal O Templário

Quiosque Regional 003 O Templário

Capa da edição de 14 de Abril de 2016 do Jornal O Templário

Nota: a próxima edição do Quiosque Regional sairá no próximo sábado.

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So long, and thanks for all the tuna

População de atum no pacifico caiu 97% em relação aos níveis históricos.

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