É um facto político, não?

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
É um facto político, não?

Nem o JN escapa.

Com a idade, essa teimosa realidade que nos persegue, vamos percebendo que o mundo não é feito em tons simples, não é apenas preto e branco e que, algures ali pelo meio, há uma infinidade de outros tons a pintar o mundo.
Mas, contraditoriamente, há dias em que tudo é muito simples e domingo é um desses dias. Há uma opção a fazer – e sobre essa, escrevo mais à frente – mas, há um acontecimento a que nenhum português poderá faltar: a festa de despedida de Cavaco Silva.
Poderia recorrer a todos os adjetivos normalmente utilizados pelo Bruno de Carvalho e pelo Octávio para valorizar o trabalho das equipas de apitagem, mas vou ser um pouco mais simpático. Cavaco é oposto de tudo. É o oposto da democracia, da liberdade, da cidadania.
Cavaco é o oposto ao que deveria ser um Presidente da República.
Não poderia, em caso algum, faltar a tal festa e por isso, domingo, vou votar em Sampaio da Nóvoa.
Voto Sampaio da Nóvoa porque:
a) acho que é o tempo de uma pessoa “normal”, um de Nós, alguém que fez a sua vida a trabalhar, poder dar um rumo ao país. Não é “um Deus”, um tipo que não nasceu para ser rei numa república. É apenas uma pessoa;
B) um cidadão que não teve medo, que se apresentou e que fez o seu caminho de forma livre. E, a liberdade é para mim um conceito estruturante.
C) precisamos todos de alguém que valorize a Língua e o espaço da lusofonia como eixo da centralidade que podemos ter no mundo.
D) os direitos humanos, como a saúde e a educação são bens públicos para todos. Sampaio da Nóvoa, como eu, defende o Estado Social, de qualidade, para todos;
E) É um pensador, que quer ser político por Nós, pelo futuro. Diz hoje o que dizia ontem e não está dependente de grupos ou facções. Quem o lê, como eu, há muitos anos, sabe que o seu pensamento é estruturado e estável. Não muda em função do vento;
Fiz a minha escolha há muito tempo e, agora que chegou o momento da FESTA, estou convicto da certeza da minha opção.
E, quanto a Cavaco, ADEUS! Até NUNCA!
o Famalicão, hoje, acabou de te tirar uma preocupação. Agora podes pensar só na champions.
Aí está uma proposta que vem acabar com a BCE.
Lugar comum nº 1, repetido vezes sem conta: Mário Nogueira é comunista.
Lugar comum nº 2, repetido tantas vezes como o lugar comum nº1: Mário Nogueira é líder da FENPROF há milhares de anos.
Lugar comum nº3, repetido mais vezes do que os lugares comuns anteriores: os Professores são todos comunistas.
Com base neste conjunto de lugares comuns o Miguel Noronha, do Blasfémias dá voz ao papagaio António Barreto. Um texto sem conteúdo a que importa acrescentar algumas pistas para que o Miguel possa ter mais dois lugares comuns na sua cabeça:
a) Quem está há mais tempo na liderança? Mário Nogueira na FENPROF ou João Dias da Silva na FNE?
b) João Dias da Silva é militante de que partido? Boa parte dos dirigentes da FNE são dirigentes de que partido?
Conclusão: porque é que os blasfémias não escrevem sobre os laranjas o que escrevem sobre os comunistas?
Assim, estou convicto de que o Miguel Noronha poderá reflectir sobre uma área que domina – a Educação – com mais conhecimento. Poderá, por exemplo, relembrar o que escreveu quando Nuno Crato obrigou os meninos deficientes (alguns dos quais nem uma letra conseguem ler) a fazer o exame do 4º ano. Sim, foi algo que aconteceu a meio do ano. E, se a sua linha é o famoso mérito, poderá até procurar o que escreveu quando Nuno Crato acabou com o prémio para os melhores alunos do secundário, decisão que foi concretizada no ano seguinte ao que permitiu os alunos ter esse direito. Isto é, não foi no meio do jogo – foi depois do jogo ter acabado.
Mas, tenho um palpite – Miguel Noronha, como João Dias da Silva e a FNE estiveram distraídos enquanto Nuno Crato foi Ministro.
É um lugar comum em Portugal – na Educação mexe-se muito e essa instabilidade é um dos problemas mais decisivos para as dificuldades que, em particular a Escola Pública, vai sentindo. Costumo dizer que a Escola funciona apesar do Ministério da Educação.
E, em boa verdade, nunca a Escola mudou tanto como com Nuno Crato que fez letra morta da Lei de Bases do Sistema Educativo (uma espécie de Constituição para a Educação), o que, na ausência de um tribunal constitucional para o sector, permitiu todo o tipo de barbaridades. E, quando atribuo a Nuno Crato esta capacidade falo do centro da Escola, da sala de aula, dos conteúdos, daquilo que é suposto os alunos aprenderem.
Com a mudança de governo chegou um Ministro com um perfil surpreendente – um jovem cientista que passou uma parte importante da sua vida fora do país e de quem, em boa verdade, nunca se ouviu ou leu, uma linha sobre Educação. Nos primeiros dias manteve um silêncio que se mostrou prudente e, há uns dias, quando falou, na Comissão Parlamentar, revelou uma surpreendente capacidade política que é, em boa verdade, aquilo que se exige a um Ministro – ser político.
Mas, o primeiro momento verdadeiramente político aconteceu com a comunicação às escolas da proposta de alteração na avaliação do ensino básico – repito o que antes escrevi: é um texto que subscrevo integralmente e, nem sequer sou muito sensível aos argumentos de quem diz que a mudança, a acontecer, deveria coincidir com um ano lectivo. Levar essa regra ao extremo impediria o Ministério da Educação de trabalhar de setembro a julho e, em boa verdade, errado seria obrigar alunos a fazer uma prova que está completamente desajustada.
Tiago Rodrigues tem em mãos uma tarefa ingrata. Até Nuno Crato houve um acordo não escrito entre o PS e o PSD para gerir as grandes questões da Educação, nomeadamente ao nível curricular – foi havendo uma linha condutora que Nuno Crato, de forma radical, quebrou. O novo Ministro tem, por isso, muito onde mexer: [Read more…]
Um Professor de corpo inteiro, numa homenagem da Revista “A Página“.
Uma candidatura a Presidente em cima de uma candidatura a Primeiro-Ministro. Ora, são os dois iguais, mas há um mais igual que outro.
Eu vou à farmácia e à funerária, tudo no mesmo dia, num conjunto de iniciativas na área da saúde. Claro que também sou adepto, do SPORTING CLUBE DO PORTO & BENFICA. Sou, também, um fã do Jorge Lopetegui Vitória (sim, do Rui Barros também, apesar dele ser do tamanho de outra candidata).

E por isso já aderi ao movimento.
Vila Nova de Gaia é uma terra fantástica para se viver e só as condicionantes financeiras estão a impedir uma afirmação da sua vitalidade de forma ainda mais visível, apesar do que tem sido feito nos últimos tempos. Não fico, por isso, surpreendido com a posição do PSD nos últimos dias. Até há uns dias, o líder do PSD Gaia era Firmino Pereira, um homem sempre presente na gestão de Menezes e de Marco António. Não se conhece uma única tomada de posição pública sobre o desastre financeiro que essa dupla nos deixou. Antes pelo contrário.
No entanto, o agora senhor deputado, não se inibe de aparecer publicamente com posições, no mínimo demagógicas criticando uma gestão que tem procurado colocar ordem nas contas da autarquia.
O já famoso caso da VL9 para além do absurdo da multa ao Presidente da Autarquia, obriga a Câmara a pagar 13,9 milhões de euros. Ora, qualquer pessoa percebe o peso deste número no orçamento municipal – são 10%. Publicamente, o PSD veio questionar a decisão de Eduardo Vítor Rodrigues de recorrer a medidas de saneamento financeiro, mas sem fazer, mais uma vez, qualquer referência ao desastre que deixou a todos os que vivem em Gaia. [Read more…]
O debate está aí e, pela primeira vez em muitos anos, fala-se de Educação e não dos custos da Educação. Fala-se dos alunos e do que eles devem ou não fazer e não dos Professores. E, esse mérito é do contexto social que hoje se vive, onde todos podem respirar melhor.
Depois de terem passado algumas horas da divulgação da proposta do Ministério da Educação, parece-me que a crítica mais consensual é sobre o modo e não tanto pelo conteúdo.
O Paulo, num texto que subscrevo, refere que “Não me parece aceitável sem forte crítica a alteração de regras no início do 2º período de um ano lectivo que foi planificado (tal como o próprio ciclo) há meses para ter provas finais no 6º ano“. Argumento também apresentado no editorial do Público: “Medidas avulsas não resolvem crise alguma. Tinha que ser assim? Não, não tinha.”
Há no entanto, um argumento que me parece válido – agora, só temos que dar aulas, fazer o nosso trabalho e ignorar a preparação para um alien pedagógico. Portanto, não muda assim tanto. Segunda-feira, lá estarei para continuar a matematicar com os putos do 6º, agora sem exame. [Read more…]
Tiago Brandão Rodrigues acaba de fazer chegar às escolas um documento – modelointegradoavaliacao – que é verdadeiramente espantoso. E, escrevo, pela positiva, pois claro.
Há de facto um tempo diferente, há alguém que é verdadeiramente Ministro da EDUCAÇÃO e não apenas um secretário do Ministro das Finanças e com uma visão salazarenta da escola. A Avaliação serve para melhorar as aprendizagens e não para encostar a um canto (cursos vocacionais) alguns alunos. Feliz por este sinal.
Uma metáfora fantástica de Pacheco Pereira sobre Marcelo.
Que chegou agora ao topo.

Parece-me que se trata de uma opção verdadeiramente discutível e vejo com bons olhos o movimento #ficalopes.
Lá na minha rua havia um puto fantástico com a bolinha no pé. Na rodinha, ao meio, nos aquecimentos, era o maior. Fazia coisas que mais ninguém conseguia fazer e quando a bola era só para ele, então…
Mas, houve um dia que começou a jogar futebol, um desporto de equipa, com adversários do outro lado e a coisa começou a complicar. Não estava habituado a ter resposta, a ter gente para fintar e falhou. Nunca conseguiu ser um titular, nem do cinco inicial lá da rua.
Hoje, ao ver o candidato-que-faz-de-conta-que-está-morto a debater com Sampaio da Nóvoa lembrei-me desse amigo de infância.
Mas, com uma diferença – a tareia que o candidato-que-faz-de-conta-que-está-morto levou foi bem maior.
O Flope foi despedido. E logo agora que as coisas estavam a correr bem. (em actualização). TVI confirma. Sugiro a criação do movimento #ficalopes!
Vais-me desculpar, mas a pergunta não é essa – os exames já eram bons se houvesse muita gente a reprovar?
Se há personagem lusa que sempre mostrou ao que vinha, essa pessoa foi Marcelo.
Diz o candidato-que-faz-de-conta-que-está-morto: “Privilegiar a Escola Pública é um erro.”
Acrescenta ainda a suprema inteligência do candidato-que-faz-de-conta-que-está-morto que a FENPROF manda no MEC.
Diz que a Liberdade de Escolha é fundamental e subscreveu a aposta de Nuno Crato no ensino Privado.
Agora quer ser Presidente da República. 
Ora, não podia ser mais coerente. Há quem o acuse de ser incoerente. Eu discordo. Este senhor é a coerência em pessoa, com direito a foto e tudo, no dicionário ilustrado, algures ali pela letra c.
Ele defende que o dinheiro do povo seja colocado nas escolas privadas. Eu defendo que o dinheiro seja usado para valorizar a Escola Pública.
Ele defende que a Escola Pública, estando maior, está pior. Eu escrevo que a Escola Pública, atendendo à forma como o PSD a tratou, até está muito bem.
Coerências à parte, quando eu for candidato a Presidente irei continuar a defender a Escola Pública. Ele, sendo um não-candidato, mantém a coerência e defende quem o financia.
Por isso, caro leitor, já sabe: se defende o desinvestimento na Escola Pública, seja coerente, vote Marcelo
O novo governo está a criar uma enorme expectativa junto da população, farta que estava de levar pancada da direita radical que nos governou nos últimos anos. Nas escolas e na educação há também um novo olhar sobre as politicas educativas, que se esperam, poderem ajudar a melhorar o sistema educativo, no seu sentido mais amplo.
Será, por isso, natural que comecem a ser conhecidas algumas novidades, como é o caso do fim dos exames do quarto ano e a sua substituição, segundo o Jornal de Notícias, pelas provas de aferição.
Ainda sem informação oficial, a notícia do JN parece responder à crítica da direita que projecta no fim dos exames uma ideia de escola facilitista.
E, sobre esta questão, importa deixar algumas notas: [Read more…]
Viver em Vila Nova de Gaia é um privilégio.
Neste cantinho onde o Douro encontra o atlântico há gente boa, gente de trabalho, que se entrega, a cada dia, à construção de um futuro melhor para os seus. Todos os dias, desde bem cedo, há muita gente que cruza as pontes para ir trabalhar, havendo, também,cada vez mais, quem o consiga fazer do lado de cá do rio. E, toda esta gente, merece o melhor.
No entanto, os últimos acontecimentos em torno do espaço do Festival Marés Vivas mostram que no passado recente, as opções políticas em Gaia, foram tudo, menos a pensar nos Gaienses.
O Marés Vivas é uma referência no plano dos festivais de Verão, nomeadamente, pelo enquadramento que confere aos espetáculos – ali, juntinho às águas do Douro, entre a Afurada e a Reserva Natural Local do Estuário do Douro, local escolhido por imensas espécies de aves para um merecido descanso entre migrações e na época de acasalamentos. É, também por isso, um local, ambientalmente, sensível. [Read more…]
Atira-se ao Costa por procurar a Unidade à Esquerda. Apoia Maria de Belém porque é a melhor colocada para unir a esquerda.
SNAP em 2016, a forçar a Democracia como em 1986. Da série Sondagens e eleições.
“se ganharam para que querem outras?”, pergunta o António Filipe a Telmo Correia (Via Rui Zink).

para ser ouvido.
O silêncio das teclas tem monopolizado o meu teclado. Por mais que tente, não consigo encontrar coerência na reflexões sobre a problemática do terrorismo. Hoje, ao fazer um minuto de silêncio com os miúdos, dei por mim a desejar que eles possam ter direito a um futuro de liberdade e em segurança.
Procurei pensar no que poderia ser feito para resolver o problema. Pensei nas armas que Espanha e outras Espanhas vendem à Arábia Saudita, que depois as fornece ao DAESH.
Pensei nas vantagens estratégicas que Israel tira da instabilidade no médio oriente, algo que lhe permite manter a lógica da guerra permanente.
Pensei no petróleo necessário ao modo de vida ocidental que, dividido entre grupos de árabes, será sempre mais “controlado” do que num contexto de união de todos os povos árabes.
E até me lembrei das bestas quadradas que, nos Açores, avançaram para o ataque ao Iraque.
Mas, por agora penso que há duas coisas muito mais urgentes:
E, mesmo correndo o risco deste post não ter servido para nada, pelo menos servirá para a manifestação de apoio aos Anonymous.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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