Presidenciais (3): os resultados nacionais

presidenciais

As urnas fecharam há 24h.

Marcelo ganhou e Portugal perdeu uma oportunidade, mas, sobre isso, nada mais acrescento.

Quanto aos resultados, algumas ideias, tipo comentador da tb & e rádio pirata:

  • Marcelo, fugindo de Passos e de Portas ganhou. É, fundamentalmente, uma vitória individual, mas que foi sentida pela direita, como um vitória. Percebo o sentimento;
  • António Nóvoa: mais de um milhão de votos para um Homem que tem de continuar ao serviço do país;
  • Marisa: fez uma excelente campanha, capitalizou o voto próximo do BE e acaba por estar no lote das que ganha. O comentário de Jerónimo de Sousa deu ainda maior dimensão à vitória de Marisa.
  • Tino: sempre disse que ele seria o vencedor entre os “pequenos”. Era notória a adesão de pessoas de outras áreas ao voto de protesto via Tino. É um homem que admiro, com coragem e que não é tão burro como alguma opinião publicada fazia crer. É um homem de trabalho que passou esta prova com distinção.

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A natureza afectiva e o cumprimento afectuoso

marcelo cavaco

© Presidência da República Portuguesa (http://bit.ly/1Sf7vhO)

Ontem, depois do acto, ouvimos Marcelo Rebelo de Sousa a dizer que a escolha da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa para o discurso da noite eleitoral fora «de natureza afectiva». Não compreendo a razão pela qual alguns órgãos de comunicação social decidiram transmitir a ideia de que Rebelo de Sousa dissera “de natureza afetiva”. Afetiva ([ɐfɨˈtivɐ])? Não disse. Verifique-se:

Efectivamente, afectiva [ɐfɛˈtivɐ].

Marcelo Rebelo de Sousa, ao contrário daquilo que se lê por aí, não referiu qualquer “cumprimento muito afetuoso”. Não. Rebelo de Sousa mencionou um “cumprimento muito afectuoso”:

Exactamente, afectuoso. E especial.

E hoje? Hoje, ficámos a saber que, no sítio do costume, não houve nem sobressaltos, nem perturbações, nem estrangulamentos, nem constrangimentos.

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Presidenciais (2): os resultados em Gaia

O Aventar é um espaço com história na blogosfera e creio que parte do seu sucesso resulta da nossa (in)capacidade de trazer à antena, visões que, quase sempre, ficam à margem das redacções. Tenho procurado promover essa característica trazendo Vila Nova de Gaia para o Aventar. Tenho um novo camarada geográfico e mesmo correndo o risco de tornar Gaia mais famosa que a Trofa, parece-me que é importante mostrar uma outra realidade.

Há de facto um lugar comum por estes lados que, confesso, tem pouca adesão com a realidade, até porque o Paulo numa dupla postagem, comete uma contradição – retira aos dirigentes nacionais do PSD o sucesso da vitória de Marcelo, mas depois atira para o PS Gaiense a responsabilidade pela derrota. E, nestas coisas, ou há…

Vejamos a história:gaiapresidenciais

  • Cavaco foi eleito com 50.64%, para voltar a ganhar, há 5 anos, com 52.95%. Em Gaia, começou por ter 46, 63%, para depois ganhar com 50.63%. Passou de 71568 votos para 62194 votos. Em ambos os casos, nada de muito diferente entre os resultados do país e do Concelho.
  • Sampaio, por sua  vez, nas primeiras Presidenciais deste século, teve 71236 votos em Gaia, 4 pontos percentuais acima do resultado nacional.

Não creio, ao analisar estas três eleições, que se possa concluir uma diferença significativa no comportamento eleitoral de Gaia. Mas, vejamos alguns dados relativamente às legislativas no presente século: [Read more…]

O triunfo das Mulheres do Bloco

Mulheres

Num país de valores antiquados e conservadores, a cena política é ainda dominada por homens. É certo que já tivemos Maria de Lurdes Pintasilgo a chefiar o governo durante escassos meses, Assunção Esteves a presidir à Assembleia da República e umas quantas ministras e secretárias de Estado, sempre em acentuada minoria face aos seus pares do sexo oposto, mas a verdade é que a política portuguesa ainda é um couto masculino e nada parece indicar mudanças no curto prazo.

Depois temos o Bloco de Esquerda. Coube a Catarina Martins a difícil sucessão do carismático Francisco Louçã, num dueto inesperado e temporário com João Semedo, mas, depois de uma campanha eleitoral extremamente bem-sucedida para as Legislativas, foi sob sua liderança que o Bloco conseguiu o seu melhor resultado eleitoral de sempre e, mais simbólico ainda, foi com Catarina Martins que os muros à esquerda caíram e possibilitaram o histórico acordo de governo que permitiu derrubar a coligação PàF. [Read more…]

Presidenciais (1): Obrigado

presidenteParticipei activamente na campanha eleitoral de António Sampaio da Nóvoa e por isso, ontem, preferi desligar, afundar o corpo num sofá e ouvir música. Estive pela primeira vez numa mesa eleitoral, uma experiência interessante que me permitiu confirmar que Portugal é muito mais do que aquilo que nos mostram os canais de cabo. E, essa, é a primeira emoção que aqui queria partilhar com os nossos leitores, uma sensação de humildade e de igualdade porque ali, naquele momento, somos todos iguais.

Depois, claro, queria deixar uma palavra a todas e a todos os portugueses que se envolveram no apoio a Sampaio da Nóvoa. Gente fantástica que viveu um sonho, que foi à luta, que fez o que nunca tinha sido feito e que, por isso, conseguiu o que ninguém tinha conseguido. Não chegamos ao nosso objectivo e por isso perdemos, mas foi bonito. Muito bonito. Ninguém ficará chateado se dedicar tudo ao esforço da TITA. Obrigado.

E, para terminar, um agradecimento especial ao António Nóvoa, feito candidato com o nome Sampaio da Nóvoa.

Se ontem estava a doer a derrota (não gosto, mesmo nada, de perder), hoje, mais tranquilo, sou capaz de perceber melhor o seu discurso ontem. Não aceito é o seu obrigado. Não fizemos mais do que a nossa obrigação. Temos é que agradecer a sua disponibilidade. Mais de um milhão reconheceram as suas qualidades ontem. Estou certo que muito outros se juntarão a Nós um dia.

Espanta-me que se espantem

Parece que há gente admirada com a vitória de Marcelo à primeira volta. Desculpem, mas, ou é distracção vossa, ou má leitura política do país que existe.
É que Marcelo já partiu com essa vantagem e esta campanha destinava-se a tentar contrariar esse facto.
Em vez disso, tivemos candidatos fraquinhos, fraquinhos e muitos tiros nos pés.
Boa, mesmo, em campanha, apenas Marisa Matias.
Quanto aos outros, nem as homilias edgarianas, nem os solilóquios morais, nem o choradinho ferreirinha mereciam mais.
Merecido, merecido, foi Maria ver Belém por um canudo e não ser capaz, sequer, de entender o enxovalho. Morreu, sim, mas por suicídio político, não por assassinato, como acusa.
Tino ganhou o povão, mas não se sabe se o povão ganhou tino.
Nóvoa, o Novo, enevoou. Redondinho, redondinho, molinho, molinho, sem chama, sem chispa, sem sonho a que sonho se chame, tentou pairar acima das nuvens como um querubim que tem medo de se sujar. Foi pena, mas perdeu as penas apostando em tacticismos.

Considerados os considerandos, admiram-se de quê, afinal?

Parabéns, Marisa Matias. E parabéns, Marcelo, que, perante o deserto, soube esperar sentado.

As notícias sobre a morte de Cavaco são manifestamente exageradas

Presidente da República vetou diploma que regula adopção homossexual e alterações à lei do aborto.

Pedro Duarte o homem que esteve na sombra da vitória de Marcelo Rebelo de Sousa

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Pela primeira vez, depois do General Ramalho Eanes e passados 30 anos, o País volta a ter como Presidente da República um cidadão que não é um político profissional.

Ontem foi o dia de Marcelo Rebelo de Sousa que conseguiu ter uma grande vitória à primeira volta.

Muito do mérito desta vitória é inequivocamente do recém-eleito presidente da República.

Mas hoje, depois de todos discursos e de todas as análises politicas, é o dia de enaltecer o trabalho muito importante, mas quase imperceptível aos olhos dos portugueses, de Pedro Duarte, o homem que dirigiu de forma exemplar a campanha imaculada de Marcelo Rebelo de Sousa.

Esta magnífica vitória é tambem do Pedro Duarte e da sua reduzida equipa que o acompanhou neste combate político.

Parabéns ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, mas também ao Pedro Duarte.

O PSD nada aprendeu com as eleições legislativas

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Esta noite eleitoral ouvi diversos representantes do PSD a comentar nas televisões as eleições presidenciais.

Infelizmente parece-me que nada aprenderam com o que se passou nas eleições legislativas do passado dia 4 de Outubro.

Esses dirigentes do PSD passaram a noite a querer fazer destas eleições presidenciais uma segunda volta das eleições legislativas. E estão completamente enganados.

Marcelo Rebelo de Sousa é o presidente da República, desde o 25 de Abril de 1974, que menos deve a sua eleição aos partidos políticos.

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Marques Mendes apanhado a pedir favores em escutas relacionadas com o caso Vistos Gold

MM

Não é que estejamos perante uma grande novidade, o Diário de Notícias até chegou a censurar uma notícia sua que envolvia o pequeno grande barão do PSD e as ligações ao caso dos Vistos Gold, mais que muitas, eram já do conhecimento público.

Mas as recentes revelações do jornal Público levam esta história para um novo patamar, ao citar escutas em que Marques Mendes é apanhado a pedir favores ao antigo presidente do IRN e actual arguido do caso dos Vistos Gold, António Figueiredo. Pedidos com respostas tão sugestivas como “Podemos eventualmente ir pela via da discricionariedade”. [Read more…]

PS Gaia sofre segunda derrota nacional

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O concelho de Vila Nova de Gaia sempre foi considerado sociologicamente socialista. Normalmente o Partido Socialista ganhava folgadamente as eleições nacionais.

Gaia sempre foi um terreno difícil para a direita, nomeadamente para o PSD, tirando o consulado de Luis Filipe Menezes à frente da Câmara Municipal de Gaia, em que os sociais-democratas em coligação com os populares, conseguiram vitorias avassaladoras nas eleições autárquicas.

Porém as ultimas eleições nacionais têm desmentido a teoria sociológica que Gaia é socialista.

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Da ausência de pluralidade no comentário político em Portugal

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São 23:40. Nos três canais noticiosos que existem em Portugal, discutem-se as eleições presidenciais. Na TVI24 estão três comentadores, todos de direita, a discutir a vitória do comentador de direita. Temos João Miguel Tavares, António Costa do Diário Económico e David Dinis da Fox News portuguesa do Observador. A Fox News portuguesa O Observador está também representado  na RTP3 com o incontornável José Manuel Fernandes, num painel feito de comentadores e politólogos essencialmente de direita. Num e noutro canal, não há um único comentador próximo das posições do PCP ou do Bloco de Esquerda. Eles até existem, mas a sua opinião aparentemente não conta. Pacheco Pereira, na SIC Notícias, será porventura aquele que mais se aproxima. Um perigoso e radical social-democrata.

Tino à frente de Maria de Belém no distrito do Porto

É um facto político, não?

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Marcelo vai ser o presidente de todos os portugueses

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Esta noite ouvi um discurso, do recém eleito presidente da República Portuguesa, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, de unidade nacional, de diálogo, convergente, pacificador a pensar no futuro do País e dos Portugueses.

Confesso que não esperava outra coisa de Marcelo Rebelo de Sousa. Estou convicto que vamos ter um novo presidente para um novo tempo político, um presidente da República humanista, de afectos, de proximidade, independente, um presidente de todas as portuguesas e de todos os portugueses.

Presidente eleito por 25% dos portugueses, mas presidente de todos os portugueses

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Declaração de vitória de MRS. Imagem: RTP3

Os 8.96 milhões de eleitores dividiram-se entre se absterem (cerca de 52%) e entre votar. Destes, cerca de 52% votou em Marcelo. Um vitória construída com cerca de 2.3 milhões de votos. São números que nos deveriam fazer reflectir sobre a representatividade dos políticos que elegemos.

Em termos de espectro político, o que é que representa o resultado conseguido por Marcelo? PSD e CDS tiveram, juntos, 2.9 milhões e 2.1 milhões de votos nas eleições legislativas de 2011 e de 2015, respectivamente. Constata-se que Rebelo de Sousa conseguiu, essencialmente, os votos da direita. A esquerda agiu de forma amadora e, ao não ter conseguido construir uma candidatura forte, foi o maior aliado daquele que vai ser Presidente da República.

Marcelo fez um discurso de vitória a apelar à inclusão. É um bom começo para quem se espera que seja o presidente de todos os portugueses.

Nota: Repare-se na bandeira monárquica presente na imagem. Além da ironia da situação, é capaz de ser assunto para o Ministério Público.

A machadada final na ala direita do PS

MdB

Primeiro foi Francisco Assis, que procurou congregar a ala direita do PS para evitar o acordo com os partidos à sua esquerda, terminando a jornada humilhado, num almoço com mais leitão que convivas. Agora é Maria de Belém, ladeada pelos oposicionistas da solução governativa encontrada por António Costa, que termina esta noite eleitoral reduzida a pó por uma derrota esmagadora. Podem sempre mudar-se todos para o PSD.

Foto: Miguel A. Lopes/Lusa@TSF

A longa noite cavaquista

14101158833082Cavaco Silva entrou para a política, pelo menos, em 1980, tendo sido Ministro das Finanças de Sá Carneiro durante um ano.

Se fizermos de conta que só se está na política quando se ocupa determinados cargos, Cavaco Silva, nos últimos trinta e seis (36) anos, esteve, então, na política, cerca de vinte e dois anos, incluindo a já referida passagem pelo Ministério das Finanças, uns meses como líder do PSD na oposição em 1985, dez anos como primeiro-ministro (1985-1995) e outros dez anos como Presidente da República (2006-2016).

Se em vez de fazer de conta, formos sérios, a verdade é que, desde 1980, com mais ou menos poder, mais ou menos exposição, Cavaco Silva esteve sempre na política. Os momentos em que se afastou corresponderam a escolhas estratégicas, como quando deixou de ser primeiro-ministro para preparar a primeira candidatura à Presidência ou quando soube esperar dez anos, depois de perder com Jorge Sampaio, até conseguir o seu objectivo, tendo regressado, entretanto, ao Banco de Portugal e à docência universitária, duas formas de poder, porque, no mínimo, conferem prestígio e são, ainda, tribunas privilegiadas. [Read more…]

Chuva de rãs

maria de belem chuva de rãs

Entre campanhas vazias, ganhou a do genuíno, o Tino de Rãs. Mas Maria de Belém não é a única a engolir sapos. Edgar Silva também tem a sua dose, à conta de Marisa Matias.

António Costa pode sorrir com este este resultado, mesmo que o seu candidato tenha ficado pelo caminho. A facção dissidente no PS perde força e Costa fica com créditos de apoios prometidos para cobrar a Marcelo.

Parabéns a Marcelo pelo resultado conseguido com anos de preparação. Não foi a minha escolha, mas agora é esperar que exerça o cargo com equilíbrio.

Virgínia Estorninho pede o escalpe de António Costa

VE

Conhecida por frases marcantes como “O país estava de tanga mas foi ele [Durão Barroso] que não quis resolver esse traje e fugiu entalando Santana Lopes e lixou-nos a todos”, a apoiante de Marcelo Rebelo de Sousa e histórica social-democrata Virgínia Estorninho teve uma conversa muito singular com um jornalista da SIC Notícias, em que basicamente pediu o escalpe de António Costa: [Read more…]

Marcelo Rebelo de Sousa será o novo Presidente

foto@rtp

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Marcelo Rebelo de Sousa será eleito, à primeira volta, presidente da República Portuguesa.

Tendo em linha de conta os resultados oficiais já conhecidos posso apontar que Marcelo Rebelo de Sousa deverá ser eleito com 51% a 52% dos votos.

Parabéns Professor Marcelo Rebelo de Sousa pela sua eleição como novo Presidente da República Portuguesa.

Estou convicto que será um Presidente novo para um tempo novo.

Maria de Belém perde, com mau fígado

Um porta voz da candidata de Maria de Belém acabou de falar. Evocou, indirectamente, o caso das subvenções para justificar o mau resultado. No entanto, ao fim da primeira semana de campanha, antes do caso vir a público, já se antecipava o mau resultado que a candidata poderia vir a ter (cerca de 8%). Depois do caso das subvenções, piorou. Não só porque é mortal alguém ter-se mexido em luta pelos seus direitos, tendo ficado caladinha quando direitos de outros já tinha sido cortados, mas também porque a campanha que fez foi, desde o primeiro momento, um vazio. Vamos lá ver se o Tino não lhe passa a perna.

Presidenciais: comente em tempo tempo real

Marcelo quase, quase presidente

foto@rtp

foto@rtp

Marcelo quase, quase presidente devera ficar entre os 49% e os 53% dos votos estando no limiar para ser eleito à primeira volta.

Sampaio da Nóvoa devera fica entre os 20% e os 25% dos votos.

Marisa Matias faz um excelente resultado ficando em terceiro lugar segurando o eleitorado do BE alcançado nas legislativas.

Maria de Belém afunda-se completamente ficando entre os 3% e os 6 %.

O candidato do PCP, Edgar Silva, deverá ficar abaixo dos 5%, sendo que é um péssimo resultado para Jerónimo e para o PCP.

Tino de Rans deverá ter entre 2% a 4% dos votos liderando o lote dos candidatos ” outsiders”.

Paulo Morais deverá ficar entre o 1% e os 3% dos votos.

A surpresa pela negativa ao nível dos ” outsiders ” deverá ser Henrique Neto que ficará atrás de Morais e à frente de de Jorge Sequeira.

O ultimo lugar deverá ficar reservado para Cândido Ferreira.

Boicote presidencial: the battle of Muro

Muro

A freguesia do Muro, no concelho da Trofa, boicotou o acto eleitoral de hoje. As urnas não abriram pelo mesmo motivo que não abriram em várias ocasiões: a linha ferroviária que servia a população desta freguesia foi fechada em 2002 com a promessa da extensão do metro do Porto até à Trofa mas, 14 anos volvidos, nada mudou. Os habitantes desta freguesia perderam o comboio, o metro continua a ser uma miragem e a única opção que resta para os muitos que trabalham no Porto é a problemática e ultracongestionada EN14.

Sou trofense e conheço o problema. A população do concelho vem sendo enganada por autarcas, secretários de Estado e ministros sem escrúpulos que vendem sonhos pré-eleitorais que nunca se concretizam. E a população está farta de mentiras. Mentiras que levaram inclusivamente a um recente episódio de censura e violação da liberdade de imprensa de um órgão de comunicação social local. Os murenses, esses, não brincam em serviço. São enormes.

Unir um país partido

As últimas eleições legislativas revelaram um país dividido. Norte e sul, distritos mais ricos versus os mais pobres,  novos contra velhos, privado e público em confronto, empregados e desempregados.

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2015, o ano de confirmação do país dividido

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António Guterres e os contactos

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© REUTERS/DENIS BALIBOUSE (http://bit.ly/1KyeIU3)

No chance for contact

— Queensrÿche, “I don’t believe in love

***

Segundo Público,

o Governo está a levar já a cabo os contactos internacionais e diplomáticos para assegurar apoios para a eleição de António Guterres como secretário-geral da ONU. Isto significa que o Ministério dos Negócios Estrangeiros está a mobilizar a máquina diplomática e os contactos têm sido estabelecidos de modo a que a candidatura de António Guterres tenha hipóteses reais de poder tentar o sucesso na eleição do nome que irá substituir o sul-coreano Ban Ki-moon a 1 de Janeiro de 2017.

Contudo, as fontes X, Y e Z desmentem a realização de contactos: [Read more…]

Hoje termina a ” rodagem ” do maior clássico da política portuguesa

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Hoje, 24 de Janeiro de 2016, termina a célebre rodagem do Citroën BX do Professor Aníbal Cavaco Silva que se iniciou no dia 19 de Maio de 1985 na Figueira da Foz.

Hoje o famoso Citroën BX, com mais de 25 anos, é considerado um automóvel clássico, com toda a certeza com muitas centenas de milhares de quilómetros.

Do mesmo modo Cavaco Silva tornou-se o maior clássico da vida política portuguesa apesar de, passados mais de 30 anos, continuar a negar ser político.

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Auditoria externa e independente ao Banif

Não compreendo a inexistência de uma auditoria externa às contas do Banif. Não me interpretem mal, não é a rejeição por parte do parlamento que eu não compreendo. O que não entendo é como um procedimento desses de auditoria não é automático e compulsivo, depois da resolução do banco em que se usou dinheiro dos contribuintes. Não sei o que é que uma decisão deste tipo serve, mas não serve o interesse público.

O que aconteceu no Banif é de tal forma sombrio que exige esclarecimento cabal e urgente. Não me interessa a politiquice, nem o tradicional sacudir de culpas entre partidos. Mas interessa-me saber exatamente o que aconteceu: se houve desleixo, se houve gestão política do dossier, como é que um banco não sistémico precisa de perto de 3000 milhões de euros, como pode esse banco ser vendido por 150 milhões de euros, qual o papel do anterior Governo, qual o papel do atual Governo, qual o papel do Banco de Portugal e da Comissão Europeia. Exige-se total transparência. Qualquer outra coisa é inaceitável.

Quando se usa dinheiro dos contribuintes o procedimento de auditoria externa e independente não deveria ser alvo de decisão política, mas antes deveria ser um procedimento obrigatório.

My father made him an offer he couldn’t refuse.

“A Comissão Europeia foi muito clara neste aspecto, por isso, recomendo que nem percam tempo a tentar fazer passar essas propostas.” –  lê-se no e-mail enviado a Mário Centeno por Danièle Nouy, presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu, e com o conhecimento de Vítor Constâncio. [Expresso]

Neste meandro de opacidade nunca saberemos a história completa. Em particular, se fazer diferente seria possível ou se simplesmente não seríamos esmagados como foi a Grécia.

Orçamento do Estado para 2016: irresponsabilidade, incerteza e riscos relevantes

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© Pedro Rocha/Global Imagens (http://bit.ly/1VewGAx)

Efectivamente, depois de ter aguardado com serenidade, li o Esboço do Orçamento do Estado 2016 e estou de acordo com a avaliação levada a cabo pelo Conselho das Finanças Públicas. Trata-se de um documento com “riscos relevantes”, com opções “pouco prudentes” e que acentua “a incerteza relativa às suas consequências de médio prazo”.

Reflictamos acerca de alguns exemplos deste Esboço:

  1. «a política orçamental caracteriza-se» (p. 1) e «caraterizou a economia na década que precedeu a crise» (p. 12);
  2. «Compl. Reforma Transportes Colectivos» (p. 8) e  «rendimentos coletáveis anuais» (p. 8);
  3. «empresas do sector» (p. 8) e  «desempenho do setor empresarial» (p. 10);
  4. «Poupanças Sectoriais» (p. 8) e «Balanças Setoriais» (p. 4);
  5. «promover a reafectação» (p. 12) e «é afetada através das previsões» (p. 10);
  6. «submetidos em Novembro de 2015» (p. 17) e «apresentação pela Comissão Europeia, em novembro de 2015» (p. 1).

Portanto, ao contrário daquilo que diz o ministro das Finanças, não se trata de «um orçamento responsável».

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.