Ser gente

(adão cruz)

Quando eu era criança, diziam-me os meus pais que eu tinha de fazer tudo para ser gente. Ser gente? Mas o que é ser gente?

Ao ver hoje o que se passa à nossa volta, ao ver a deterioração mental, a total ausência de escrúpulos, o desprezo da honra e da dignidade, a proliferação de criminosos, corruptos e vigaristas de toda a espécie, mais evidentes nos estratos superiores da sociedade e nos sectores da Administração e do empresariado, de onde deveria vir o exemplo e não o assalto miserável a quem trabalha, eu entendo o que os meus pais quereriam dizer, com o ser gente. Ser gente seria, porventura, ir mais além do que trabalhar com seriedade e honestidade. Ser gente pressuporia a construção de alguma coisa dentro de nós e fora de nós que assenta, a meu ver, em quatro pilares fundamentais: [Read more…]

Cristiano Ronaldo de cuecas


Soube através do «Público» de sexta-feira que Cristiano Ronaldo é o novo modelo da Armani e logo ali me lembrei de aplacar a fúria da ala feminina do nosso blogue, que nos últimos tempos só tem visto raparigas desnudadas. Ele é Ana Malhoa, ele é Ruth Marlene, ele é Diana Chaves, e rapazes nada.
Mas onde ia eu desencantar um homem sem roupa? Não sou conhecedor do meio. Ainda me lembrei da «Playboy» de Portugal, que costuma trazer rapazes na capa. Mas o «Público» salvou-me. Assim, sempre posso dizer que, se um jornal de referência pode trazer uma página inteira com o Cristiano Ronaldo de cuecas, um blogue de referência, como o Aventar, também pode.
Para os homens do Aventar: amanhã, uma semana passada sobre a estreia em Portugal de «NCIS: Investigação Criminal» (Los Angeles), prometo redimir-me com a belíssima Daniela Ruah.

Foz Do Douro – Farol Velho

Sem palavras

Janeiro

Há noites assim, em que a cidade se enfurece num desassossego de chuva e ventania, e se nos acerca o medo de que a noite não termine nunca. Todas as portas se encerraram, ninguém espreita das janelas, pelas caleiras rotas jorra água sem fim. À luz baça dos candeeiros de rua, saltamos charcos, enfrentamos as rajadas de cara descoberta, e caminhamos com uma réstia de esperança.

Ansiamos por uma luz, um rosto familiar, ou que um rasgo de sorte nos inverta o rumo e que, da sucessão monótona de fachadas cinzentas, se descerre a caverna luminosa de um poeta. E aí nos sentaremos, enquanto a chuva de Janeiro engole a cidade, e o coração se nos acende no peito.

Como se sai disto?

A verdade que Sócrates esconde:

PIB: 160 mil milhões e que não cresce desde que o PS tomou conta do poder e não vai crescer nos próximos cinco anos.

Despesa do Estado: 80 mil milhões (metade do PIB, da riqueza do país já vai para o Estado)

Desemprego: 10% o que corresponde a cerca de 600 000 pessoas (se considerarmos que são as famílias mais pobres as que mais depressa vão para o desemprego, podemos calcular que há 1 200 mil pessoas a viver mal,  por cada desempregado, outro que depende dele)

Dívida pública ; 120% do PIB, isto é, precisamos de trabalhar um ano e mais cerca de 2,5 meses para pagar o que devemos! (Os TGVs são pagos com mais dívida!)

Déficite corrente: 8/9%, conforme o que possam esconder passando despesa para debaixo do tapete.(diferença orçamental entre despesa e receita)

Apoios sociais: 5 mil milhões de euros, o que quer dizer que, como não há crescimento de criação de riqueza, é insustentável.

Descontos nos impostos: 1,2 mil milhões, que como se percebe, quem embolsa, são os que têm dinheiro para fazer PPRs e seguros, os que ganham o vencimento mínimo, ou perto disso, não são beneficiados por descontos.

Se, em vez de fazermos as contas em relação ao PIB, as fizermos em relação ao Rendimento Nacional, (PIB – juros da dívida) estes números ainda são mais assustadores!

A carga tributária já anda perto dos 42% o que retira competitividade à economia e não é atractiva para o investimento estrangeiro. Não deveria ultrapassar os 35%! Mas como, se é quase certo que vamos ter que aumentar impostos?

Então como se sai disto?

Sai-se criando riqueza, produzindo bens transaccionáveis e que se exportam e que substituam importações! Nada que os megainvestimentos façam! Congelar salários da função pública, que foram aumentados em 2,9% por causa das eleições, num ano onde a inflação foi menos que zero! Investimentos públicos de proximidade que dão emprego imediato. Escolher as actividades económicas onde o país tem experiência e condições naturais e humanas. Nas novas actividades onde há competências!

E largar de vez a banca, as construtoras, as grandes empresas públicas, os grandes grupos económicos que já são grandinhos e podem viver sem a mama do Estado!

Sócrates continua a mentir, bem como o seu pinóquio das Finanças! A discussão do Orçamento vai ser feita sobre as mentiras ou sobre as contas verdadeiras?

Com mentiras nunca iria a jogo. Deixem-no a falar sozinho!

Os blogues e o incrível C-130:

Coisas fantásticas sobre ESTA história:

E lá regressou o avião, antes que caísse

15 de Janeiro de 2010 por Luis Rainha, 5Dias

Sempre nos poupámos à vergonha de ter o C-130 estatelado no aeroporto de Port-au-Prince, com os haitianos a salvar o nosso pessoal.

por Emídio Fernando no Correio Preto:

O avião português C-130 que deveria chegar ao Haiti regressou para reparar o motor, depois de ter partido com horas de atraso e de ter percorrido uma parte da viagem. E assim se mostra como é, de facto, irrelevante a ajuda portuguesa. Ler o resto AQUI.

F.C. Porto – FutAventar #19:

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/Ng5Kp8EKIHJAQUHcJCFn/mov/1

É NESTAS horas que se vê quem é um verdadeiro Dragão. Eu continuo a acreditar

O segundo quadro de 2010

(adão cruz)

(Dedicado ás meninas e meninos do Aventar)

Neste morrer do Homem e do entendimento, a procura da arte ainda prevalece como tábua de salvação. A arte não se compadece nem com a abreviatura do silêncio nem com a amplidão do grito. Neste vergonhoso mundo, a arte ainda tenta nascer da luta entre sonho e pesadelo. O sonho de ser um pássaro voando na proporção do amor, sem medo nas penas, e o pesadelo de ser um homem feito à medida do vento, arrastando as asas e a consciência.

Para reflectir

Esta semana dei por mim a ter uma conversa com uns colegas sobre os cursos que vamos tirar. Se têm ou não saída. Sobre o que nos vai acontecer. Sobre o que queremos na vida, sobre a felicidade e a falta dela. Sobre tudo o que pode correr terrivelmente mal. Estamos em humanidades, bolas, estas preocupações são justificadas em todas as áreas e especialmente na nossa. Contudo, ás tantas alguém mencionou o terramoto no Haiti, e nós percebemos que as nossas preocupações, apesar de perfeitamente justificáveis para a nossa idade, e para o nosso contexto, são pouco comparado com as preocupações daqueles desgraçados. Depois de um silêncio há um colega que diz: “a pergunta que eu faço todos os dias, mas mesmo todos os dias, é: se eu morresse hoje, será que moria feliz?”

Hoje em dia, há muito a noção de que toda a gente tem é que ser feliz, e de que tudo tem que ser fácil, e este sentimento está generalizado, especialmente entre os jovens. Eu não concordo nada com isto. Acho que a vida não é fácil, e não é para ser fácil, e não vai ser fácil. E é preciso esforço, muito esforço, e lutar e muito. E no meio disto a chamada felicidade pode ficar pelo caminho. Mas também acho que é bom relativizar as coisas. Parar um pouco, para pensar, realmente, se moressemos hoje, será que morríamos felizes.

Visitem os Portugueses de Malaca


O William de Silva dá-vos as boas vidas A Q U I

Os casamentos de Santa Liberata

Parece que houve um mal entendido: afinal a Câmara Municipal de Lisboa não queria nada alterar o figurino dos casamentos de S. António, de modo a que estes contemplassem casamentos entre homossexuais, embora noutra versão não seja bem assim.

Tem lógica. O franciscano  não seria o padroeiro mais adequado. Já a também portuguesa Santa Liberata parece-me de conveniente invocação.

Santa Liberata, Wissant

Santa Liberata, Wissant

Liberata, a virgem barbuda, também conhecida por Willgeforte,  Librada ou Uncumber, é segundo algumas versões uma santa portuguesa com certeza. Filha de um rei mauzinho que a queria casar com um colega quando a cachopa já consumara matrimónio com Jesus pediu ao esposo que a fizesse tão feia que nenhum homem a aceitasse. E desta forma foi contemplada com uma bela barba. O pai, furioso por perder o negócio (sim, o casamento, o sagrado matrimónio, foi um negócio corrente até ao séc.  XX), destinou-lhe como castigo morrer como morrera o seu deus na versão filho, mandando-a crucificar.

Discretamente foi transformada em padroeira dos perseguidos, ora perseguidos foram os homossexuais ao longo dos tempos, e de resto ainda o são. Podem encontrar as mais diversas versões e nacionalidades da lenda, como é próprio das lendas, a mim ninguém me tira que era irmã de Santa Comba, a santa de Coimbra antes de ser destronada por uma Isabel de Aragão, essa sim personagem real. Não conheço nenhuma representação de Liberata por estes lados, mas conheço o papel da inquisição na arte religiosa portuguesa e portanto é natural que assim seja.

Fica a sugestão à Câmara Municipal de Coimbra, antes que o evento siga para o Porto em retaliação pela fuga de um outro espectáculo…

Madrilenos na Caparica em TGV!

Os megainvestimentos eram decisivos, já a correr e a saltar. Sócrates já vem dizer que se trata de preparar, não é para amanhã, temos que olhar as contas do Estado, o déficite, a dívida, enfim, tudo o que os maus da fita lhe vêm dizendo há pelo menos quatro anos.

Entretanto, o Ministro das Obras Públicas (outro pândego) veio dizer hoje que Lisboa vai ser a praia de Madrid, com o TGV é um saltinho, é ver os madrilenos saírem a meio da tarde de sexta-feira e virem dormir à Caparica. Este é o maior argumento e o mais original para defender a construção do TGV!

Estou convencido!

Mas não ficamos por aqui, o Ministro das Finanças  (este tem mais responsabilidade porque é economista e o nosso Primeiro…) já vem dizer que, afinal o mais certo, é aumentar impostos, tiraram-lhe o “pagamento por conta” o tal que é cobrado às empresas antes, e muitas vezes, sem terem lucros. Grande maneira de tornar as nossas empresas competitivas e, em último, obrigarem-nas a fecharem e contribuírem para o aumento do desemprego.

Como sempre se soube este governo não tem nenhuma política para sair disto! Vai seguir as regras como os outros, o país vai ficar mais pobre e os milhões que entraram no bolso dos banqueiros e dos especuladores, vai ser tirado a quem trabalha!

Vídeo pornográfico atrapalha trânsito

Era o fim de um dia normal, igual aos outros. Igor Ivanovich saiu tarde do trabalho e dirigia-se para casa. Em Moscovo, nesta época do ano, a noite cai cedo, Igor faz o mesmo percurso cinco vezes por semana.  À entrada do túnel Serpukhovski foi obrigado a parar. Um engarrafamento. Merda, mais um acidente, pensou. Alguns automobilistas abriam as janelas e punham a cabeça de fora. Olhavam todos na mesma direcção e Ivanovich imitou-os. Arregalou e esfregou os olhos, primeiro por não acreditar, depois para ver melhor. Mas, ver melhor o quê? Isto, no gigantesco painel publicitário! Uma pequena diferença num dia absolutamente normal.

That's all folks

Manuel Alegre entra com o pé esquerdo

Manuel Alegre começa mal a sua segunda aventura presidencial. Em primeiro lugar, ou é candidato ou não é – ficar numa de «estou disponível» não se compreende. Se queria imitar Jorge Sampaio, ao menos fazia-o em condições e apresentava-se já como candidato.
Por falar em Jorge Sampaio, Alegre citou o ex-Presidente da República, dizendo que «há vida para além do Orçamento». Jorge Sampaio disse, isso sim, que «há vida para além do défice», nunca disse que «há vida para além do Orçamento». Um pormenor sem a mínima importância, como está bom de ver. Para além disso, Alegre diz que se candidata contra aqueles (leia-se a Direita) que querem um Governo, uma Maioria, um Presidente. Mas, ao candidatar-se, será que ele não quer exactamente o mesmo? Ou um Governo, uma Maioria, um Presidente só pode ser se for da sua ala ideológica.
Por último, não conseguiu, pelo menos para já, o apoio do PS. Francisco Assis já disse que o PS não se deixa pressionar e que este não é o momento. Irão posicionar-se agora as alas divergentes do Partido, com os soaristas à frente a quererem evitar a todo o custo esta candidatura.

Memória descritiva: a Cartilha Maternal

Aprendi a ler com quatro anos. A minha mãe encarregou-se de me resolver esse problema, utilizando um método que, na altura já tinha muitas dezenas de anos, mas então (como agora) continua a funcionar – o método de João de Deus e da sua «Cartilha Maternal». Dizia ela, que aprendera a ler vinte anos antes pela «Cartilha», que não havia melhor sistema. Não sei se havia ou não, mas os meus dois filhos frequentaram desde os três anos um Jardim-Escola João de Deus e aprenderam a ler, também muito cedo, pelo mesmo método pelo qual a minha mãe e eu aprendêramos.

A «Cartilha», segue um processo semelhante ao que, 25 anos antes, outro poeta, António Feliciano de Castilho lançara. Além das aquisições do «método Castilho», integrava outras experiências, tais como os trabalhos dos pedagogos Johann Heinrich Pestalozzi e Friedrich Wilhelm August Fröbel. Na versão de João de Deus, o método é mais abrangente, pois, ao contrário daqueles especificamente direccionados para o ensino de crianças, provou-se ser eficaz para todas as idades. João de Deus complementou o seu método publicando uma tradução adaptada da obra de Theodore-Henri Barraus, «Des devoirs des enfants envers leurs parents». Uma série de instruções práticas para os professores poderem tirar o máximo proveito do novo sistema pedagógico, foi também publicada pelo autor de «Campo de Flores». [Read more…]

A teoria da diversão

É normal utilizar as escadas rolantes. Implicam menos esforço, são mais cómodas. Nas outras a tarefa de subir ou descer obriga a mais trabalho. Uma perna para a frente, músculos a funcionar, outra perna para a frente e assim sucessivamente ao longo de muitos degraus. Logo, usar escadas rolante é melhor.

Mas… e se de repente for mais divertido utilizar as escadas comuns e não as rolantes?

A equipa de The Fun Theory fez uma experiência, na Suécia, e o resultado está à vista neste vídeo.

A equipa da The Fun Theory diz acreditar que maneira mais fácil de mudar o comportamento das pessoas para melhor é fazendo-o de forma mais divertida. É a teoria da diversão.

Divirtam-se.

O sabor da tradição

gostos literários não se discutem mas o meu é o maior porque quem lê sou eu

De Manuel Teixeira Gomes li vários livros até à última página. Já de Manuel Alegre não posso dizer o mesmo. Nunca consegui acabar nenhum.

Afinal há um motivo para a escolha do local . Portimão. Comemoram-se a partir deste fim de semana os 150 anos de Manuel Teixeira Gomes. Antigo Presidente da República e também escritor. Um olhar de soslaio pelo programa das comemorações ( a partir de Domingo) revela também que o Presidente da Comissão de Honra é quem? Aníbal. Aníbal Cavaco Silva, o Presidente. E mais? Acompanham Ramalho Eanes e Jorge Sampaio. Dois ex`s. Agora junta-se um ex-quem-sabe-futuro.

Teresa Dias Mendes, correio preto

A Ponte do Fernandinho

Por erro meu, não sei como se chama a ponte que, em cima do Douro, está em Massarelos.

Porque foi erigida no tempo de Fernando Gomes, chamei-lhe sempre a «ponte do fernandinho»

A tradição já não é o que era

Descubra as diferenças!

A verdade, pelo menos uma verdade

Não é como se Cristo descesse à Terra. Não, isso fica para outro social-democrata mas haver a garantia de que Fernando Lima fala é, só por isso, notícia. O ex-assessor de imprensa de Cavaco Silva decidiu apresentar a sua versão sobre o caso das escutas, o momento zen da política portuguesa no Verão passado.

É na edição de amanhã no Expresso. Para já, sabemos que é uma “trama que raia o incrível“. Logo, a história promete. “A minha verdade”, assim se chama o texto, de opinião, que Fernando Lima assina. Falta saber é se esta é a verdade, ou apenas uma verdade. Admito: estou ansioso.

Senhora do Salto

Senhora do Salto, em dia de chuva

Alegre confusão…

O poeta Manuel Alegre anunciou que se vai candidatar, novamente, a Presidente da República. Qual a novidade? Nenhuma ou quase – desta vez o Bloco vai de braço dado com o PS? E a CDU? Vai dar confusão, vai, vai…

Vítimas de Violência Doméstica: Que nunca vos faltem as balas #2:

Ao ler mais ESTA notícia só posso recordar esta posta:

“….Cada tiro dado por uma mulher vítima de violência doméstica é um grito, o grito do desespero, de dor e raiva contra a indiferença. A todas estas mulheres, a todas estas vítimas arredadas das construções teóricas dos doutos senhores do direito pátrio, só posso deixar uma frase solidária: “Que nunca vos faltem as balas!”.

Ler o resto AQUI.

Haiti:

Para garantir que a ajuda continua a chegar sem problemas, os EUA assumiram o controlo do aeroporto de Port-au-Prince, onde a cada 20 minutos aterra um avião e para onde partiu esta tarde um C-130 português. Apesar deste fluxo contínuo de ajuda que continua a chegar ao Haiti de muitos países do mundo, toda a ajuda parece ficar aquém das necessidades da população“. (O testemunho de uma portuguesa).

Espero que tudo o que se está a fazer no Haiti possa ajudar as vítimas e a reconstrução deste país mas, notícias como ESTA são reveladoras da natureza de algumas pessoas…

Agora que o Sporting até ganha jogos…

ELE vai voltar.

O Mundo está a mudar…

Quando um centro comercial da SONAE entra em insolvência e um tribunal condena obstetras, só podemos concluir que o mundo está a mudar.

SIGNIFICADO – A música Portuguesa se gostasse dela própria #3

Trata-se do novo filme de Tiago Pereira, uma produção/encomenda da d´Orfeu Associação Cultural. Estão disponíveis três trailers para divulgação, com grandes e não tão grandes nomes, todos eles importantes para que a música portuguesa goste de si própria.

PS: Por motivos a que somos alheios, estes vídeos foram retirados, dando lugar a um único trailer. Pode ser visto aqui.

http://www.facebook.com/v/244665571529 [Read more…]

Sans Port, sans Prince

Do Haiti pouco se conhece mundo fora. Correm dichotes acerca daquela primeira-dama fanática por visons e que para vaidosamente se passear pelos corredores do agora destruído palácio presidencial, mantinha o ar condicionado à temperatura mínima, enregelando serviçais e visitantes. Do Haiti recordamos todos a República do clã Duvalier, onde o Papa Doc foi sucedido pelo não menos excêntrico Baby Doc, o estremecido filhote de todas as aleivosias possíveis e imaginárias. Quando do Haiti se falava, ribombava a ruidosa granizada de gargalhadas a propósito de crendices em mortos-vivos, o voodoo de todos os terrores ou na mais positiva das hipóteses, nos longínquos ecos do sr. Toussaint L’ouverture, o glorioso escravo que venceu Napoleão.

Terra dos Tonton Macoute – literalmente, os “bicho-papão” -, este pequeno país que com a Rep. Dominicana partilha a antiga Ilha Hispaniola, já não existe há muito tempo. Desespera no confinamento que a geografia lhe impõe como mortal armadilha. Poucos recursos, exiguidade física, Estado semi-anárquico onde campeia a prepotência exploradora, a iliteracia e a corrupção mais desbragada, que relega para a insignificância, qualquer saga mafiosa digna de filme de terceiro escalão.

[Read more…]