Verão


Termas do Bicanho. Foto: jmc

Espécies

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Os telejornais, arautos de tudo o que se passa de importante, informaram: apareceram moscas na Herdade da Comporta! Os habitantes e os turistas, dizem, estão indignados.

Tomando chá com as suas amigas à sombra do alpendre da sua luxuosa vivenda, a Tia Batata sacudia, desesperada, umas moscas que tinham ousado poisar na mesa. Depois de sublinhar que poucas das tragédias que atingem a humanidade se podem comparar a uma praga de moscas, a Tia, enxotando a última mosca, bradava, virada para as suas companheiras, de anelado dedo em riste apontando aqueles insectos daninhos:
– “Seres horrorosos! Porque criou Deus bichos tão inúteis e repugnantes”?!

A mosca, pousada numa viga do tecto, afagava as asas com as patas e, fixando os seus caleidoscópicos olhos nas humanas que se sentavam à mesa, bradava, apontando-as às suas companheiras com a primeira pata anterior direita:
– “Serezz horrorosozzzz! Porque criou Deuzzz bichozz tão inúteizzz e repugnantezz”?!

From Russia, with love #2 (Moscow)

‘May God be always with you’…

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… foi o que me disse a senhora, abraçando-me suavemente para minha surpresa, à entrada da praça vermelha, junto ao ‘quilómetro zero’, o ponto a partir do qual se medem todas as distâncias desde Moscovo. Estava a admirar o que faziam as pessoas no ‘quilómetro zero’. Basicamente colocavam-se no centro e atiravam uma moeda para trás das costas. Perguntei ao rapazinho que estava ao meu lado o que era aquilo, que significava. Ele disse que não falava bem inglês, mas percebi perfeitamente quando me explicou que era o ‘quiómetro zero’. A conversa continuou de uma forma estapafúrdia. Ele falava sobretudo em russo, tal como a mãe, e eu em inglês. Seja como for entendemos-nos e eu percebi que as pessoas faziam aquilo para dar sorte.

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From Russia, with love #1 (Moscow)

‘Good luck’ disse-me o homem, enquanto fechava a porta do táxi

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… entendi aquilo como uma ameaça qualquer, não sei explicar porquê. Talvez fosse apenas por serem duas da manhã em Moscovo, mais uma que em Cracóvia, de onde chegava e mais duas que em Portugal de onde saí há sete dias. Talvez fosse apenas porque estava muito cansada de levantar voo e aterrar e esperar em aeroportos horas infinitas por aviões atrasados. Talvez fosse porque, mal aterrei, me propuseram um táxi para a cidade ao preço de 5000 rublos (75 euros) e ainda talvez fosse porque ninguém falava inglês convenientemente, mesmo no aeroporto. Talvez fosse também porque, quando saí do aeroporto, depois de ter encontrado uma companhia de táxis que me pediu 1700 rublos (25 ou 26 euros), chovia.
 
Tive de esperar, com outras pessoas, debaixo de uma chuva ainda miudinha, mas que haveria de se tornar mais copiosa, pelo táxi que demorou uns bons minutos a aparecer. O rapaz da companhia deu o endereço ao rapaz do táxi que pareceu (talvez fosse de tudo o que descrevi acima) não saber onde era. Eram duas e qualquer coisa da manhã e o aparente desnorte do condutor preocupou-me. O rapaz da companhia fecha-me a porta do táxi e atira-me ‘good luck and enjoy the streets of Moscow’. Podia ter achado simpático – provavelmente foi – mas achei apenas ameaçador.

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Mobbing: a forma moderna de Tortura

Nuno Gomes Oliveira*

Longe vai o tempo da escravatura, do feudalismo ou da inquisição, quando a tortura era genericamente aceite como método de obter confissões ou punir delitos ou simples suspeitas.
É certo que a Inquisição persistiu até 1904 e que de 1540 a 1794 os tribunais portugueses mandaram queimar vivas 1.175 pessoas e impuseram castigos a 29.590.
Em Portugal o último condenado à morte pela Inquisição foi o padre jesuíta italiano Gabriel Malagrida, Missionário no Brasil e pregador em Lisboa, que foi queimado no Rossio de Lisboa no dia 21 de Setembro de 1761 (80 anos antes da abolição definitiva, em 31/03/1821, há menos de 200 anos.)
A Revolução Francesa (1789-1799) trouxe significativos avanços no tratamento da questão, impondo às autoridades o respeito pela integridade física dos detidos e proibindo a tortura.

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Maria Luís Albuquerque não leva Portugal a sério

Foto: Lusa@Dinheiro Vivo

e como tal está-se um bocado nas tintas para o cargo para que foi eleita, tendo ficado, na última sessão legislativa, a apenas uma falta de perder o mandato de deputada. Ainda tive esperança que fosse desta, que ter que pagar ordenado e mordomias a uma indivídua que torrou milhões em swaps e nos Banifs desta vida, que ajudou a varrer para debaixo do tapete para nos aldrabar com a fraude da saída limpa, é uma maçada, mas a senhora lá se safou e, para grande tristeza minha e de uma quantidade significativa de portugueses, continua a acumular o cargo com as funções exercidas no sector da pirataria especulativa. A parte boa no meio disto tudo é saber que, enquanto o laranjal for liderado por gente desta, que não leva nem é para ser levada a sério, estaremos a salvo de novas aventuras além-Troika. A parte má é que convinha termos uma oposição útil e responsável no Parlamento. Esta já praticamente só serve para envergonhar diariamente a direita.

Os vândalos do costume…

Aconteceu em Barcelona, mas pode ultrapassar fronteiras e chegar a Portugal mais depressa do que imaginam. Um grupo de lunáticos decidiu assustar turistas, como forma de protesto pelo que consideram ser a morte dos bairros. É bom que os autarcas e demais poderes ponham rapidamente cobro à bardinagem utópica dos que apenas reclamam direitos sem reconhecerem deveres, porque existem formas de fazer política, mas esta não é uma delas… [Read more…]

Czardas – Vittorio Monti, pelo CARisMA Guitar Duo

A crise na Venezuela e os hipócritas do costume

A administração norte-americana anunciou hoje, em resposta ao desfecho daquela espécie de eleição que teve lugar na Venezuela, o congelamento de todos os bens de Nicolás Maduro nos EUA. Mas antes de entrar na hipocrisia americana, importa fazer aqui uma nota sobre a venezuelana: então os Estados Unidos são o demónio capitalista, o centro do absolutismo neoliberal, e o grande revolucionário Maduro tem bens em território imperial? Propriedade privada na Disneyland dos especuladores? Já não se fazem revolucionários como antigamente. Shame on you, Maduro. [Read more…]

Avante camarada Maduro

O ditador venezuelano pode sempre contar com o apoio do PCP. Só falta um gulag para calar os manifestantes…

Fazendo um desenho para explicar

Onde é que fica o Canadá?

A Sr.ª Cristina Miranda resolveu tecer umas quantas considerações tituladas “Porque Arde Tanto Portugal?“.  Não sendo pessoa de deixar o assunto pela rama, assim me parece, encontrou um conjunto de explicações para este nacional desígnio dantesco.

Tal como acontece nos testes de escolha múltipla respondidos aleatoriamente, algumas opções estarão certas, outras estarão erradas. Entre as respostas, parece-me ler um dedo acusador ao Estado, negligente, se bem que esta tese não explique como é que as matas nacionais da orla costeira têm ardido menos, comparando com cenário nacional. Nem explica, também, como é que Mação voltou a arder, mesmo quando o Estado fez tudo bem, segundo dizem. [Read more…]

Palhaçada na Casa Branca

Perdão, queria dizer manobras no manicómio. Entretanto, como manda o manual, declara-se guerra, ou coiso, a outra nação, com o pretexto de  “pervertem” a ordem democrática, o que tem um toque especial quando é dito pelo bronco que teve uma mãozinha russa na sua própria eleição.

Ah e tal, os ciganos, os amigos que só não podem ter ligações quando são dos outros e as cigarras que se fartam de cantar

Recorte: TSF

Também, o que são 250 mil euros para um ex-patrão e amigo? Apenas dá para 10 BMs!

O que eu gostava mesmo de saber é por que raio são precisos anos, muito depois dos factos consumados e do dinheirinho entregue, para estas coisas se saberem e os organismos responsáveis actuarem. Faz lembrar, mesmo, uma tal de lei da rolha.

Crónicas do Rochedo XIX – Coisas de homens

capô

Ontem, na estrada MA-19 que liga Campos a Santanyi (Maiorca) vi algo que me é familiar: um carro parado na berma da estrada com o capô aberto e um homem a olhar para o seu interior.

Quem nunca o fez que atire a primeira pedra. Homem que é homem sempre que o carro avaria abre o capô e olha para o interior com ar de entendido. Eu, por exemplo, faço-o sempre. O bicho resolve parar sem avisar e imediatamente abro o capô e fico a olhar para o motor, a bateria e aquele emaranhado de cabos. Sim, é a única coisa que sei identificar entre as várias vísceras do bicharoco. Isso e aquela coisa a que chamam filtro de ar. E depois fica aquele olhar para o infinito, um misto de ignorância apavorante disfarçada de douta sabedoria destas coisas da mecânica. Juro que nunca entendi porque faço isto (eu e muitos outros). Não percebo nada de mecânica e mesmo assim abro o capô e olho as entranhas. Para quê? Não sei. Faz parte.

Porém, facilmente se reconhecem iguais. Sim, aquele homem na MA-19 a olhar para o animal de quatro rodas estava com o mesma expressão, o mesmo olhar para o infinito, a mesma angústia disfarçada. “Brothers in Arms”, é o que é…

Uma questão de liberdade de mercado, ou falta dela…

A aquisição do grupo Media capital, pelo Altice group é um negócio entre privados, no qual o Estado não tem que se imiscuir. Bem sei que o socialismo reinante em Portugal tem uma série de regras, observadas por entidades reguladores, que condicionam um mercado que deveria ser livre. Entretanto vão empregando uns quantos boys do partido na coisa, que é como quem diz, essas entidades públicas de escassa utilidade, mas bem caras ao bolso do contribuinte. Quando alguma coisa corre mal, culpam o mercado. Já estamos habituados à conversa da treta…
O Primeiro-Ministro chega ao ponto de fazer uma pausa na intervenção política no parlamento, para afirmar estados de alma, que apenas importam ao próprio, enquanto a pantomineira do partido que suporta a geringonça clama por legislação imediata para este caso concreto, porque ao que parece existem problemas laborais na PT, empresa pertencente aos novos donos da Media capital. Como se fosse possível legislar á là carte, tipo sai um decreto-lei para o grupo parlamentar do BE. [Read more…]

Cara-de-pau

Claques? Nós? Não! Apenas sócios que se organizam…

Com a Geringonça, até os milionários ficam mais milionários

Cartoon via Definitely Maybe

Milionários, não desespereis! Com a Geringonça não é só devolver rendimentos, reduzir o desemprego ou controlar o défice. Com a Geringonça, os milionários também podem ficar ainda mais milionários. Sim, mais milionários! Foi exactamente isso que aconteceu com o top 25 dos mais abastados portugueses, que ao longo do último ano viram as suas fortunas combinadas crescer 3,8 mil milhões de euros, a uma média de 10,2 milhões de euros por dia. [Read more…]

Passchendaele – 100 anos

Começou há 100 anos a provavelmente mais bárbara, mais iníqua guerra entre os Homens.

A “onda anti-jornalismo”

Luís Pedro Nunes

Ó untuoso rapaz do Eixo, não há nenhuma “onda anti-jornalismo”. Há é saudades do jornalismo. O problema não são os jornalistas, mas a falta deles. O facto de os cinco “eixistas” se considerarem lideres de opinião – e, justos céus, serão mesmo? – diz (quase) tudo. A delirante tese de que o governo e seus apoiantes têm tido a comunicação social ao seu lado, diz o resto.

Um belo arraial de porrada

Caricatura: “O jovem turco” de Fernando Santos, no seu Sítio dos Desenhos

Foi o que veterano Francisco Louçã deu no imberbe Hugo Soares.

Segura-me depressa se não eu bato-lhe

Se o leitor ou a leitora tem estado com atenção, estes dias recentes têm demonstrado uma das características mais divertidas do discurso político em Portugal: essa curiosa mistura de presunção e pesporrência, que tem erguido brilhantes carreiras pelo menos desde o Conde de Abranhos. Se para mais tivermos alguém que precise de se afirmar neste campeonato do peito feito, então a receita é certa, vai haver superlativos.

(…)

Entradas de leão, saídas de sendeiro, ou segura-me se não eu bato-lhe, tudo isto é uma maçadora repetição de um discurso político que começou em tragédia com o anúncio dos falsos suicidados de Pedrógão e termina com esta farsa de aproveitamento político dos mortos verdadeiros. Mas é a isto que estamos reduzidos quando faltam argumentos onde sobra azedume, não é?

Segurem-no, que ele quase marcou uma reunião. “Na frase pesada, na pose solene, no queixo aprumado, está toda uma política. Ou se chegam em 24 horas, ou nem sabem o que vai acontecer.”

Jornalismo


A cena passa-se num desses incêndios que lavram por aí, num canal de notícias desses que há por aí, protagonizada por um “repórter” desses que andam por aí. Um habitante de uma aldeia ameaçada pelo fogo corria, de balde na mão, procurando apagar umas labaredas que lhe ameaçavam uma construção, talvez um curral, um palheiro, não sei bem. De microfone na mão, o diligente repórter tentou, pondo-se ao lado do homem, entrevistá-lo. Quiçá para fazer uma daquelas inteligentes perguntas tipo “o que sente neste momento?”. Ficamos sem saber a resposta, pois o homem continuou a sua tarefa em silêncio – não ouso imaginar a resposta que lhe devia bailar na cabeça. O jornalista – chamemos-lhe assim…- vira-se para as câmaras e anuncia: “este senhor não quis responder-nos – faz tom de paternal censura – talvez porque tenha coisas mais importantes a fazer…”.

E ainda há quem pense que as críticas à comunicação social são exageradas.

Comissões

Um dos problemas das comissões parlamentares transmitidas em canal aberto pelas televisões é o da contradição, ou talvez paradoxo, que reside na tensão entre a bondade, em abstracto, da sua transmissão por razões de transparência democrática, e o facto funesto de tal transmissão intervir dramaticamente na disposição de muitos deputados os quais, enquanto têm consciência da presença das câmaras, falam para a audiência, que julgam ignara, esquecendo qualquer espírito analítico, chafurdando na mais básica demagogia, enfeitando de pesporrência as suas discursatas. Mal liguei a televisão e logo a tonitruante voz de Carlos Abreu Amorim me empurrou para outro canal, onde o Delgado, mostrando a verdade da tese de Einstein sobre a infinitude da estupidez humana, exortava o Ministro da Defesa a cobrir os céus, 24 horas por dia, de vigilantes helicópteros e drones – é engraçado ouvir o Delgado, que sempre se mostrou tão alerta em relação às questões do défice, propor uma iniciativa para a qual, provavelmente, nem todo o Orçamento do Estado chegaria. Com um nó no estômago, voltei à Comissão. Contrariado, mas voltei. Alguém tem de testemunhar, senão não se acredita.

Um dia resolver-se-ão os problemas sem ser pela produção de legislação (e, em particular, feita em cima do acontecimento)

António Louro, Presidente do Fórum Florestal e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Mação, em Audição Conjunta na Comissão de Agricultura e Mar Intervenção do Fórum Florestal, afirmando o óbvio (a partir do 4º minuto).

Assunção Cristas, ombro a ombro com Hugo Soares no ranking da falta de noção do ridículo

Recorte: TSF via Uma Página Numa Rede Social

Enquanto milhares sofrem e lutam contra o flagelo dos fogos florestais, um bando de oportunistas sem vergonha na cara ou noção do ridículo continua a instrumentalizar a tragédia com vista à obtenção de mais-valias político-partidárias e eleitorais. Hoje foi a vez de Assunção Cristas, que acusou o governo de “não saber lidar com situações sérias, difíceis e onde é preciso ter comando e autoridade“. Sim, esta pérola tem como autora a mesma senhora que assinou de cruz a resolução do BES. A mesma que, perante a seca de 2012, tranquilizava o país com a sua fé inabalável de que a chuva estaria para chegar. Que se calou bem caladinha quando o seu irrevogável líder lançou o país e a governação no caos, ao apresentar uma demissão de ocasião, apenas para colher dividendos para si e para o CDS-PP, à custa de uma subida de juros como não há memória desde que este executivo assumiu funções. Que atulhou a Parque Expo com as suas clientelas partidárias. Eis como Assunção Cristas lida com situações sérias, difíceis e onde é preciso ter comando e autoridade. Só ao alcance de quem não tem noção do ridículo.

“Leave Europe and go where … to another galaxy?”

Pois é. O silêncio do BE e de mais uns quantos (Louçã, por exemplo) é ensurdecedor.

E se o publicitário corrupto trabalhasse para a esquerda?

Isto é, obviamente, uma não-notícia. Pelo menos no que a Pedro Passos Coelho diz respeito. O homem pode ser culpado de muita coisa, mas seguramente não será responsável pelas alegadas maroscas em que um publicitário que em tempos trabalhou para si se mete ou deixa de meter. Claro que a imprensa não deixa passar em branco, porque, não-notícia ou não, vende mais se lhe for associado o nome do líder da oposição. Como venderia com o nome de outra figura de destaque do panorama político nacional.

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Wikileaks,  Panama Papers e a lista de mortos de Pedrógão Grande: dois casos de censura e um de excesso de informação no Expresso

Wikileaks,  Panama Papers e a lista de mortos de Pedrógão Grande

Muito se tem recordado, e bem, o caso Panama Papers. Mas é de lembrar  que há precedente, no Expresso também, nomeadamente quanto à divulgação dos textos WikiLeaks. Onde está a publicação integral dos cables que o Expresso censurou? Não existe, apesar da promessa de Ricardo Costa:

“No site vamos publicar na integra todos os telegramas. Quem quiser pode ler tudo. No jornal, enquadramos, editamos e corrigimos.
Achamos que temos, neste caso, uma dupla obrigação:
– divulgar a informação relevante, apenas e só depois de a termos trabalhado;
– disponibilizar aos leitores os telegramas que utilizámos.
Com este processo estamos a ser transparente e podemos ser facilmente escrutinados” [Ricardo Costa, Expresso, 01/03/2011; A publicação original no Expresso já não existe, mas está disponível no Aventar ]

Se nestes dois casos a censura de informação foi a marca dominante, já contenção foi coisa que não existiu quando o Expresso resolveu publicar o nome dos 64 mortos no incêndio de Pedrógão Grande. Zero de relevância jornalística, já que a notícia teria o mesmo valor sem esses nomes chapados, sem pudor, nas páginas de um jornal. E o mesmo se poderia dizer da PGR, que acabou por ceder à pressão política por parte do PSD e do CDS, apesar disso ser tema para outras conversas.

No princípio era o Verbo

E o verbo está errado. Excepto, claro, se o objectivo for fazer campanha por Fernando Medina.

Lixo humano, político e jornalístico

O que se passou nos últimos dias apresenta todos os contornos de uma campanha orquestrada entre comunicação social e políticos. A página dos truques faz a resenha, que aqui fica para memória futura. Creio não errar ao afirmar estarmos perante o mais rasca lixo humano, político e jornalístico a que assistimos na política pós-25 de Abril. Faltou referir  o episódio do suicídio, bem como o patético ultimato do líder para lamentar do PSD e a sua vanglória pelos resultados (?) alcançados. Merece esta gente um lugar no Parlamento? Eu acho que não.

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Sorte a deles que o ridículo não mata

Os outros é que estão mortos, mas o PSD é que se enterra cada vez mais. – Cátia Domingues