Banif: a força de acreditar (num esquema envolvendo TVI, Grupo Prisa e Santander)

Banif

É interessante que toques nesse assunto Jorge. Não deixa de ser curioso que tenha sido a TVI a lançar o pânico sobre o hipotético encerramento do Banif na semana passada, levando a uma queda abrupta do seu valor em bolsa, quando a TVI é propriedade do grupo espanhol Prisa, que tem como accionista de referência o Banco Santander, o mesmo que ontem adquiriu, pelo habitual preço de saldo, a posição do Estado no Banif. Que conveniente! Não fosse eu tão profundamente crente nos princípios éticos que, como bem sabemos, norteiam a acção da sacrossanta banca, e ficaria tentado a conspirar. Haja força para acreditar!

Banif

Tanta pressa que o governo de Passos Coelho tinha em vender o NOVO BANCO e é o BANIF que vai primeiro. O problema vinha de 2013. Falta saber porque é que foi empurrado com a barriga.

Quanto aos danos causados pela TVI, quem é que ganhou com o pânico intencional? Qual foi a fonte da “notícia”?

Governo Rajoy imita as piores práticas do PàF

PP

O Ministério do Interior espanhol usou a sua conta no Twitter para fazer propaganda eleitoral e promover Mariano Rajoy, colando o líder do PP a Adolfo Suarez e ao histórico momento da transição democrática. Estes PàFs espanhóis tendem a confundir os recursos do Estado com os dos seus partidos, como de resto foi acontecendo por cá com os seus parentes políticos: Paula Teixeira da Cruz usou dirigentes públicos para servir a campanha do PàFPires de Lima seguiu-lhe os passos e até o sítio do Governo publicou um documento manifestamente imparcial intitulado 4 anos de credibilidade e mudança. A uns como a outros, de pouco lhes adiantaram as manobras: venceram o escrutínio mas perderam o poder absoluto, o único que conhecem e com o qual sabem governar. Hoje chegou ao fim a hegemonia da central de negócios do bloco central espanhol. A nossa vez chegará.

Eleições espanholas

eleicoes espanholas

Resultados às 21:54.  Resultados oficiais. A noite é capaz de ser animada

Edith Piaf – A Voz de França

Hoje Edith Piaf, a ” Voz de França ” completaria 100 anos.

Da narrativa da direita

Godfellas

PSD insiste nesta treta, CDS-PP insiste nesta treta, o extinto PàF usava e abusava desta treta e a oligarquia da direita não se cansa de repetir esta treta até à exaustão:

O esforço que os portugueses fizeram.

Ora é porque o admiram, ora é porque a perigosa esquerda o coloca em causa, às vezes vem a ser porque lhes apetece bater um coro barato ao eleitorado, outras ainda porque não têm muito mais que dizer. [Read more…]

O aeroporto de Lisboa está às portas da cidade e isso é uma mais valia.

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Quem chega à Portela é confrontado recorrentemente com tempos inaceitáveis para recolher a bagagem. Foi o que hoje me aconteceu, onde passou uma hora desde que o avião aterrou até que a mala tenha chegado.

É um problema velho, umas vezes mau, outras muito mau. A introdução de duas empresas de handling não melhorou a situação. É endémico. Por oposição, e só para se perceber que é possível fazer diferente, no voo de ida, quando cheguei à recolha de bagagens em Gatwick já a minha mala lá estava.

Outro velho imbróglio é apanhar um táxi. Uma fila enorme, onde se antecipava perto de meia hora de espera. Mas ainda bem que o aeroporto está às portas da cidade, porque isso basta para ser competitivo. Aliás, uma rede de transportes públicos devidamente organizada, à semelhança da existente na generalidade das grandes cidades europeias, seria, como se constata, perfeitamente supérflua.

Ainda bem que este tempo perdido não conta para a produtividade do país. Porque, como se sabe, o problema da produtividade reside em os portugueses trabalharem pouco. Organizar e planear, responsabilidade partilhada pelos políticos que aumentam a carga de trabalho, nada tem a ver. Livrem-nos de termos um horário de 36 horas semanais como têm os moinantes dos ingleses. Ou de gozarmos 30 dias úteis de férias como os preguiçosos dos alemães. Basta ter um aeroporto à mão de semear.

Afinal, existe futuro nas relações entre EUA e Rússia

«Trump agradece elogios de Putin: “São uma honra”.» [Expresso]

Quando o PSD era Pelo Socialismo

Portas JSD socialismo

Houve um tempo em que o PSD se assumia como um partido social-democrata, posicionado no centro-esquerda do espectro, e tinha como órgão oficial de comunicação um jornal chamado “Pelo Socialismo que, ironicamente, chegou a ter como director-adjunto um jovem promissor de seu nome Paulo Portas, que mais tarde acabaria por virar costas ao PSD, cansado do socialismo, tão em voga na década de 70, e dos “quadros medíocres” que tornavam a sua militância “uma grande maçada“. [Read more…]

Cuidado com os bolsos… II

BV António Costa numa atitude arrogante de quero, posso e mando, afirmou que a vontade do governo irá prevalecer, indiferente aos interesses dos particulares que legitimamente adquiriram a TAP. Assim de repente, eliminadas que foram as golden-share, quer-me parecer que só pode estar a ameaçar com a nacionalização da empresa, esquecendo que as regras comunitárias impedem a capitalização estatal da empresa, os actuais accionistas já investiram no pressuposto que detêm o controlo accionista, pelo que reverter o processo implicará forçosamente pesadas indemnizações. Pela via negocial o facto do governo PS estar refém da frente de esquerda, fragiliza-o nas negociações. De uma ou outra forma o elefante branco irá continuar a sair bem caro aos contribuintes…

Pedro Passos Coelho, o pigmeu europeu

É possível que Pedro Passos Coelho não tenha ainda caído em si. O papel de deputado, que de resto não deixou grandes memórias passadas com a excepção do célebre episódio do regime de exclusividade pouco exclusiva que lhe permitiu sacar uns trocos extra ao erário público, não parece ser do seu agrado. Passos gostava de mandar, convenceu uns quantos que goza de um direito natural a ocupar o poder mas, independentemente das suas fantasias, a verdade é que agora é apenas um deputado. E já é tempo de se habituar ao seu novo papel. [Read more…]

Renegociar a dívida, essa bandeira da extrema-esquerda

“FMI: Dívida de Portugal devia ter sido reestruturada” [Dinheiro Vivo]

245º aniversário de Ludwig van Beethoven

Beethoven doodle

Celebração do 245º aniversário de Ludwig van Beethoven (clicar na imagem)

Não é claro quando é que Beethoven realmente nasceu, mas 17 de Dezembro marca o 245º aniversário do seu baptismo. Hoje deu-nos uma rara oportunidade para construir um jogo em sintonia com bela música, cujos humores evocativos, drama, leveza e profundidade tornaram a correspondente produção gráfica intensamente divertida. [Google] *

Costumo ignorar a bonecada da Google, mas, desta vez, os meus tempos de músico falaram mais alto. Está engraçado e lá me levou em busca de umas quantas peças que não ouvia há tempos. Aqui fica uma sugestão.

* tradução minha

Rajoy em busca da sua Marinha Grande

Autor da agressão é da família de Rajoy [DN]

A autocrítica de Cavaco Silva

Cavaco

Num raro momento de lucidez, quiçá uma vez mais inspirado por Nossa Senhora de Fátima, Cavaco Silva brindou hoje os portugueses com um inédito momento de autocrítica, longe dos tempos em que a arrogância que o caracteriza o levava a dizer barbaridades como “Eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas“. Questionado por jornalistas sobre o caso Banif, o presidente da República fez as seguintes declarações:

É preciso medir bem as palavras quando se fala do sistema bancário, porque o seu funcionamento é decisivo para o funcionamento da nossa economia e consequentemente para o crescimento do emprego e da nossa produção.

O bom senso e o conhecimento das funções do sistema bancário aconselham muito cuidado nas palavras que se pronunciam em público.

Cavaco estaria com certeza a referir-se ao fatidico dia 21 de Julho de 2014 quando, à margem de uma visita à Coreia do Sul, não teve o bom senso de estar calado, afirmando perante o país que os portugueses podiam confiar no BES. Por não saber medir bem as suas palavras, ou talvez por fraco conhecimento das funções do sistema bancário, Cavaco Silva não foi cuidadoso com as palavras que pronunciou em público e contribuiu decisivamente para enganar a população portuguesa sobre à real situação do BES. O resto da história o caro leitor já conhece. Está inclusive a pagá-la.

Cuidado com os bolsos…

BV Em 2000 um governo socialista presidido por António Guterres, do qual fazia parte o actual Primeiro-Ministro aprovou em Conselho de Ministros a venda da TAP. O processo havia sido iniciado no governo anterior, o primeiro de António Guterres, processo conduzido pelo então ministro do equipamento João Cravinho. Sucessivos governos liderados por Durão Barroso, Santana Lopes, José Sócrates mantiveram a intenção que por diversas razões não conseguiram finalizar até que o anterior de Passos Coelho já em fim de mandato, na que foi talvez uma das suas melhores decisões políticas, consumou a venda. Foi ainda pela mão do governo PS que a companhia aérea contratou Fernando Pinto, um gestor contratado no Brasil auferindo salários muito acima da média nacional, com a intenção de restruturar e valorizar a empresa. [Read more…]

Que se lixe o Banif, o Mourinho foi despedido!

Mou

A CMVM suspendeu hoje a venda de acções do Banif “até à prestação de informação relevante relativa ao processo de venda voluntária do mesmo“. A última vez que me lembro de ver tal coisa foi em Julho de 2014, quando a mesma CMVM suspendeu a venda das acções do BES, à espera da tal informação relevante que estas situações exigem. Hoje já não existe BES, entretanto substituído por dois bancos maus onde todos os dias enterramos alegremente alguns milhões de euros, e em breve poderá também já não haver Banif. Neste Natal, vasculhe bem o seu sapatinho. É altamente provável que a quadra lhe traga mais uma factura de regabofe bancário para pagar.

Passando para assuntos verdadeiramente importantes, José Mourinho foi hoje despedido do comando técnico do Chelsea, ao que tudo indica por mútuo acordo. A notícia está a marcar a actualidade nacional e é destaque em praticamente toda a imprensa nacional, que remeteu assuntos de menor importância, como o caso Banif, para um quadradinho mais pequeno das suas páginas web. Podem tirar-nos tudo, salários, pensões ou segurança social. Mas não nos podem tirar a escala de prioridades de um país desenvolvido. Que se lixe o Banif! Longa vida ao Special One!

Foto: Andy Rain/EPA

A estabilidade do governo de esquerda explicada por Paulo Portas

Portas

Muitos são os que ainda duvidam da estabilidade do governo minoritário do PS, apoiado no Parlamento pelo BE, PCP e PEV. É legítimo. Eu que estou, até ver, satisfeito com a solução, tenho as minhas reservas. E é aqui que entra Paulo Portas.

Como o caro leitor estará certamente recordado, a 2 de Julho de 2013, Paulo Portas apresentou a sua demissão ao então chefe de governo, Pedro Passos Coelho (por SMS ou carta, dúvida nunca dissipada). Num comunicado emitido pelo próprio, obedecendo à sua consciência, Portas elencava os motivos por trás da sua famosa decisão irrevogável. Destaco alguns pontos, que me parecem legitimar a esperança de ver o actual governo cumprir o seu mandato, aos quais acrescentarei alguns comentários: [Read more…]

Teremos sempre Bragança, ou o dia em que a coligação PàF chegou ao fim

É oficial: Pedro Passos Coelho formalizou ontem o fim da coligação PSD/CDS-PP, Portugal à Frente de seu nome, deixando ao seu agora ex-parceiro algumas juras de entendimentos futuros. Foram para cima de quatro anos de uma geringonça que só não terminou numa sucata em Julho de 2013 porque Passos cedeu à chantagem do seu irrevogável amigo, promovendo-o a vice-primeiro-ministro e entregando ao seu partido o Ministério da Economia, num episódio controverso em que o Pedro afirmava ter recebido a notícia da demissão do Paulo por SMS ao passo que o Paulo reiterava ter notificado o patrão por carta. Que bem que eles se entendiam e que simpáticos parvos os rodeavam. [Read more…]

Rajoy em choque


Os espanhóis não deixam a situação em mãos alheias.

A carta que António Costa podia muito bem ter enviado ao senhor Aníbal

Cavaco

Por último, quero sossegar V. Exa. acerca das medidas que o meu governo vai tomar no sentido de garantir a estabilidade do sistema financeiro. São elas: impedir que qualquer amigo de V. Exa. funde ou administre bancos; propor um aditamento à Constituição que impeça V. Exa. de fazer considerações acerca dos bancos nos quais os portugueses podem ou não confiar.

O resto está aqui. Do genial Ricardo Araújo Pereira.

Sérgio Monteiro, “O predador”

A radiografia do privatizador, por Mariana Mortágua.

Amigos para siempre

A descida da sobretaxa do IRS teve direito a (mais) um mau exemplo de actividade parlamentar, com os deputados a esquecerem-se que o país olha para estes episódios de circo com desprezo – pelo menos assim quero acreditar.

Para além da cowboyada, notou-se uma sintonia táctica entre PSD e CDS, com críticas ao PCP, possivelmente numa estratégia de dividir o acordo parlamentar da esquerda.

No entanto, a única divisão que até agora aconteceu foi os amigos para siempre serem, afinal, os amigos para as ocasiões.

Ainda os submarinos: corrupção – a alma do negócio?

Reportagem de António Cascais para a Televisão Pública Alemã, 28/04/2014

Quem conserta o que Marco António Costa estragou?

MAC

Durante a sua intervenção num recente evento do PSD, Marco António Costa deixou um apelo ao novo governo, para que este “não estrague aquilo que foi feito pelo Governo que o antecedeu“. Desconheço aquilo a que se refere este barão da São Caetano à Lapa, principalmente numa fase em que vários embustes da coligação que governou o país até há uns dias vêm sendo revelados. Conheço, porém, um militante do partido visado que, ironicamente, está há dois anos a tentar consertar a bancarrota que herdou precisamente de Marco António Costa e companhia na CM de Gaia, fazendo desta, a par da CM de Lisboa, a autarquia mais endividada do país. O estrago é tal que a autarquia, actualmente liderada pelo socialista Eduardo Vítor Rodrigues, se vê agora forçada a contrair novos empréstimos para fazer face aos estragos causados pela governação PSD, apesar de ter conseguido uma redução de dívida, a julgar pelos números do JN, na casa dos 108 milhões de euros. Estará o PSD assim tão estragado que não consiga arranjar um porta-voz menos ruinoso?

Foto@Expresso

O New York Times e a falta de perspectiva

New York Times' Quarterly Profits Falls 58 Percent

© Ramin Talaie/Getty Images (http://for.tn/1O6S6ub)

Ficámos a saber, através do Expresso, que um artigo do Expresso chegou ao New York Times (o Expresso não faculta a ligação para o artigo do New York Times, mas faculto eu). Curiosamente, há dias, li no New York Times um artigo em que se citava Bernardo Mello Franco, um colunista da Folha de S. Paulo.

Igualmente curioso é, na última semana, ter sido possível ler, na Folha de S. Paulo, «o tribunal pode examinar a lei em todos os seus aspectos», «o espaço, que inclui recepção, biblioteca», «a falta de perspectiva», «um dos motivos da ruptura» ou «em situações excepcionais” e, no Expresso, “ainda que haja aqui outro aspeto“, «a Deco “divulgou publicamente” a receção», «na perspetiva da sua pré-campanha», «a rutura com a Primavera de Praga» (efectivamente, ‘perpetiva’ e ‘rutura’ no mesmo artigo) e «em situações “excecionais». [Read more…]

Alô ministro, está cá?

Santana Castilho

Quem me tem lido sabe bem como considerava grave que a coligação PSD/CDS pudesse ter consolidado, em novo Governo, o desastre educacional que construiu no anterior. O caminho estava delineado a partir do famigerado “Guião para a Reforma do Estado”: criação de “escolas independentes”, instituição do cheque-ensino e reforço dos contratos de associação. A generalização do ensino vocacional para os marginalizados da vida, a aprovação (à revelia da Constituição) de um novo ordenamento jurídico para o ensino privado, a municipalização da educação (consagrando a predominância da gestão administrativa sobre a pedagógica) e a criação de cursos “inferiores” (sem atribuição de grau académico) no ensino superior politécnico, foram alguns dos instrumentos iniciais, que culminariam com a revisão (então em preparação) da Lei de Bases do Sistema Educativo. A reviravolta política que António Costa protagonizou barrou este caminho, que estava a construir uma escola pública pobre, mínima, para a maioria, e uma escola rica, privada (mas financiada pelos impostos de todos), para alguns. Mas dizer que a legislatura desfavorável a uma escola pública sólida ficou para trás e que se está a iniciar um novo tempo político não chega. Era preciso ter soluções e um plano de acção objectivo, corolário óbvio de problemas identificados e prioridades estabelecidas. E isso não existe. Basta ler o programa de Governo do PS para a Educação, um repositório de meras intenções e de banalidades que, entre outros tópicos vitais ausentes, nada diz sobre a revisão do estatuto do ensino particular e cooperativo, indicia que a municipalização é para continuar, deixa sem referências clarificadoras o financiamento, a gestão das escolas, os “curricula” escolares, os mega-agrupamentos, as metas, as condições de trabalho dos professores e o regime de concursos, designadamente a extinção das BCE. E basta interpretar os primeiros sinais que já foram dados, a saber:
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CRESAP – uma “fraude” do governo Passos / Portas


Ontem numa entrevista do Doutor Joao Bilhim, presidente da CRESAP, ao Jornal da Tarde da RTP, ficamos a saber que as nomeações para altos dirigentes da função pública nem sempre foram transparentes nos últimos quatro anos. Estas afirmações são muito graves porque vêm exactamente do homem que liderou, nos últimos 4 anos, a comissão de recrutamento para a administração pública.

Na mesma entrevista o Doutor João Bilhim disse mesmo que, muitas vezes, ficou incomodado com as escolhas feitas pelo Governo.

E o que fez nesses momentos João Bilhim para travar os ” abusos ” do governo de coligação PSD e CDS liderado por Pedro Passos Coelho? Afinal para que servia a CRESAP?

Perante estas gravíssimas afirmações públicas entendo que o Dr. João Bilhim deverá ser chamado, com a máxima brevidade, à Assembleia da República para elencar as nomeações que o deixaram incomodado, de forma a serem auditadas todas as nomeações feitas pelo anterior governo, e nos casos que tenham sido violadas as respectivas regras deverão ser, de imediato, exonerados todas e todos os nomeados para os altos cargos da administração pública.

É público que sou militante do PSD há quase 25 anos mas depois de ter ouvido ontem as declarações do Doutor João Bilhim tenho a obrigação moral e ética de denunciar esta postura do anterior governo liderado pelo meu partido.

Ilhas do Futuro: Madeira

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imagem: Arte

Devo penitenciar-me pela minha ignorância quanto à Ilha da Madeira, à qual pouco mais associo do que o patusco Alberto João Jardim, o bailinho, o vinho e o sotaque peculiar da sua gente. Qual não foi o meu espanto ao ver, enquadrado na série documental “Ilhas do Futuro” do programa franco-alemão Arte, o documentário “Madeira – A luta pela água e pela electricidade”, que apresenta a ilha como pioneira em matéria de energia renovável.
Segundo diz, aquilo com que sonham gestores de energia do mundo inteiro tornou-se realidade na ilha da Madeira: foi construído “um enorme reservatório para armazenar energia eólica, possibilitando assim a produção de energia eléctrica de origem renovável, mesmo quando não há vento. Nos próximos anos, a ilha pretende aumentar a produção de energia hídrica, eólica e solar para, já em 2020, cobrir metade do seu consumo de electricidade através de fontes de energia renováveis. Em comparação, a UE planeia, até a 2030, um aumento da produção de energia eléctrica renovável de apenas 27%.” [Read more…]