A politiquice do costume…
16/12/2015 by
O jogo político não me interessa rigorosamente nada, não simpatizava com o anterior governo que demagogicamente falava em reformas estruturais mas cuja criatividade apenas serviu para aumentar as receitas do Estado à custa dos escravos do costume, através do aumento de impostos. Por isso não votei nas últimas Legislativas. Ainda é cedo para perceber o que nos reserva o actual governo, o momento mais importante será o O.E. 2016, mas alguns sinais não podem deixar o contribuinte tranquilo.
Refém dos partidos à sua esquerda, a reversão da concessão dos transportes públicos de Lisboa e Porto significa manter a coutada do PCP através da CGTP, sua guarda pretoriana, como ficou demonstrado no recente episódio de convocação e desconvocação de greve no Metro de Lisboa. Sem prejuízo de concordar que o processo conduzido pelo anterior governo feito à pressa, deixa muito a desejar, para não adjectivar mais quem já saiu de funções. Na TAP o caso parece ser mais bicudo, mas porque até agora apenas vi retórica da parte do governo, afirmar que pretende manter controlo público sem dizer como o vai fazer, ou anunciar que irá negociar com os accionistas podem ser apenas para inglês (leia-se BE e PCP) ver… Ou um colossal disparate, o futuro o dirá e nessa altura discutiremos. [Read more…]
Afinal ainda se cumprem promessas eleitorais
16/12/2015 by
Salário mínimo sobe para os 530€ a partir de 1 de Janeiro. Qualquer dia temos os contribuintes de alto rendimento a pagar impostos a sério e ainda nos arriscamos e ser um país menos desigual.
Brasil e Portugal em mitos
16/12/2015 by
Ainda a Europa estava a uma década da circulação do seu primeiro comboio, já o Brasil tinha uma “oferta turística magnífica”, pelo menos é nisso que acredita Luís Menezes Leitão, a julgar pela sua prédica no jornal i.
Só é pena que não houvesse aviões low cost.
Contribuintes de alto rendimento, ou os pobres que paguem a crise
16/12/2015 by
Excerto do Negócios da Semana onde se entrevistou José Azevedo Pereira, antigo director geral dos impostos. Fala-se da forma como são tratados os chamados “contribuintes de alto rendimento”, aqueles que ganham mais de 5 milhões de euros/ano ou têm património superior a 25 milhões de euros.
JAP: Por via de regra estes contribuintes de alto rendimento representam uma parcela muito significativa do IRS cobrado em países onde a respectiva tributação é levada mais a sério. Eles chegam a representar 20 a 25% da tributação em IRS.
NS: E em Portugal?
JAP: Em Portugal, isto não é, o dado não é algo que Portugal se possa orgulhar, mas não chega a meio por cento.
Fonte: Projecto tretas.org
Banif: o resgate que se segue
16/12/2015 by
Uma pastilha elástica Happydent custa, no café da minha rua, 10 cêntimos. Com o mesmo valor, podia na Segunda-feira ter comprado 166 acções do Banif (0,0006€/unidade) e ainda levava para casa algumas fracções de cêntimo. A queda vertiginosa aconteceu no dia em que a TVI anunciou o encerramento do banco que durante anos financiou o megalómano regime jardinista.
O banco reagiu, desmentindo categoricamente qualquer possibilidade de perdas para depositantes e accionistas, com o CEO Jorge Tomé a vir a terreiro para informar as massas de que o banco se encontra numa situação de “liquidez confortável” (para mais tarde recordar), mas a verdade é que a desvalorização bolsista do Banif é um sinal preocupante que não surgiu agora. Se ontem podíamos adquirir 166 acções pelo preço de uma pastilha elástica, poucas semanas após as Legislativas já era possível trocar um café por 250 (0,0026€/unidade) acções do Banif. [Read more…]
Admirável mundo novo
16/12/2015 by

Na Coreia do Sul, de acordo com uma reportagem da BBC, algumas empresas propõem aos seus funcionários a simulação do seu próprio funeral. A ideia pretende ser, digamos assim, generosa: ajudar os empregados a gerir o stress provocado por uma sociedade altamente competitiva e com uma das maiores taxas de suicídio do mundo, de modo a reconciliá-los com a vida, torná-los mais equilibrados e… produtivos.
O enredo desta iniciativa assenta num ritual que tem tanto de macabro como de pueril: depois de confrontarem os voluntários com vídeos que realçam a forma positiva como certas pessoas reagem a problemas muito mais graves – pessoas com cancro terminal gozando a última réstia de vida, pessoas sem membros aprendendo a nadar… -, é-lhes pedido que redijam, perante um caixão aberto, uma carta de despedida para os seus entes queridos. Terminada a tarefa, entre soluços, prantos e outras pieguices, são convidados a entrar no féretro, que será encerrado durante 10 minutos, o suficiente para se confrontarem com o sentido da vida.
Afirma um dos adeptos do método, presidente de uma firma de – é isso mesmo – recursos humanos, que “a experiência de entrar num caixão é tão chocante que lhes pode provocar um reset às suas mentes, permitindo-lhes reconfigurar totalmente as suas atitudes”.
Nova política de comentários – actualização
15/12/2015 by
Há uma semana decidimos que quem comenta no Aventar teria que estar registado e ter sessão iniciada. Optámos por um processo em duas etapas, sendo a primeira delas activar a opção de ter o primeiro comentário autorizado no WordPress e a segunda etapa a obrigatoriedade de ter sessão iniciada num dos serviços WordPress, Facebook, Twitter ou Google+. Era claro que, para controlar o SPAM, seria preciso activar esta segunda opção e este é o momento de o fazer.
Ou não.
Durante esta semana ouvimos os leitores. Sabíamos que era uma opção que não seria do agrado de todos, mas concluímos que também não era do nosso agrado. Nós somos as escolhas que fazemos e escolhemos não mudar por causa do lodo onde um ou outro se sente à vontade. A porta da mudança não está fechada, mas se a reabrirmos, há-de ser por uma razão que mereça a nossa atenção.
Quem quiser comentar continuará a não precisar de fazer registo algum nem de ter um comentário previamente aprovado. Sujeitar-se-á, no entanto, às regras da casa que têm acompanhado a existência do Aventar: netiqueta e gestão de comentários da responsabilidade de cada autor, dentro dessas mesmas regras.

Salvar bancos
15/12/2015 by
Antigamente, salvação era sinónimo de salvar a alma. Agora se quiser ser salvo, terá que se transformar num banco. E desses de jardim não serve.

A entrevista de Sócrates à TVI resumida por quem não a viu e para quem não a viu
15/12/2015 by
No fundo (e sinceramente só visto), Sócrates desmontou um por um todos os argumentos do MP. Desde o dinheiro emprestado, a estadia em França, etc.
A entrevista de José Sócrates: Pulha ou pulhice?
15/12/2015 by

Vamos por partes. Desde logo, para início de conversa, penso que quem conhece o que escrevi e escrevo no Aventar (e noutros espaços) há muitos anos certamente saberá que sou insuspeito nesta matéria. Nunca apoiei José Sócrates, fui crítico de boa parte das políticas dos seus governos e fui entusiasta da sua queda em 2011. Posto isto, vamos então falar sobre a entrevista.
Eu não faço a mínima ideia se José Sócrates é culpado ou inocente daquilo que o acusam. Não conheço o processo e, confesso, não sou leitor atento do Correio da Manhã – o que não evita tropeçar com as várias notícias e matérias produzidas pelo CM em relação a este caso em tudo quanto é blogue, programa televisivo e redes sociais. Quando este processo começou nas televisões (e começou nos directos televisivos da sua prisão) cheguei a escrever duas coisas sobre o tema: a arrepiante (negativamente falando) cobertura televisiva do processo nos primeiros dias; o meu espanto ao pensar que um Primeiro-ministro (no caso um “ex”) do meu país podia estar envolvido em semelhante e por isso ter, desde logo, demonstrado algumas reservas e considerar que se devia esperar pelo normal desenrolar do processo em vez de se começar logo a “sentenciar”.
Ontem e hoje fui um daqueles que viu a entrevista com toda a atenção possível, sem reservas mentais nem quanto ao canal nem tão pouco quanto ao jornalista (dos melhores que temos em televisão, na minha opinião). Já quanto ao entrevistado, por muito que não quisesse, existiam as reservas mentais de quem foi um opositor de boa parte das suas políticas e de quem nunca votou nele. Bem pelo contrário.
E o que vi? Vi um homem amargo, ressentido mas focado. Podemos não acreditar em nada do que ele disse? Podemos. Podemos acreditar em tudo o que ele disse? Podemos. Assim sendo, o que concluir?
José Sócrates não deve responder
15/12/2015 by

Pol. and now remaines
That we finde out the cause of this effect,
Or rather say, the cause of this defect;
For this effect defectiue, comes by cause,
Thus it remaines, and the remainder thus.
— Shakespeare, “Hamlet” (Folio 1, 1623)
***
A entrevista que José Sócrates concedeu ontem à TVI terá, no mínimo, dois aspectos que merecem ser distinguidos. Contudo, hoje, em vez de nos debruçarmos sobre a entrevista propriamente dita e sobre os aspectos pertinentes, reflictamos acerca das 16 perguntas que o redactor Luís Rosa considera merecerem resposta do ex-primeiro-ministro.
Depois de terminado o exercício de reflexão, facilmente se conclui que a 13.ª pergunta pura e simplesmente não merece resposta. Encontra-se [Read more…]
A Quadratura do Círculo reuniu-se no Dragão Caixa
15/12/2015 by
Ah! Afinal foi na Alfândega da minha cidade. Seja como for, tenho óptimas recordações do Dragão Caixa.
Será Arnaldo Matos um ex-lacaio da CIA?
15/12/2015 by

Arnaldo Matos, um revolucionário de gravatinha (foto Ana Baião).
Nos anos 70 havia fortes suspeições que o MRPP (por onde passou Durão Barroso e outros ilustres do PSD) tinha sido um partido criado pela direita com patrocínio da CIA para minar o PCP. Não sou eu que vou deslindar esse mistério, mas o que é certo é que em posteriores atos eleitorais a sigla PCTP e o símbolo do partido não pararam de roubar votos ao PCP (sou do Bloco, aviso já). Ainda nas últimas eleições, na minha mesa eleitoral, fui abordado por uma senhora com cerca de 40 anos para a ajudar a identificar o seu partido no boletim de voto. “Não consigo ver bem os símbolos”, disse-me. Acompanhei-a à saída onde estava um poster com uma réplica do boletim de voto. Vi-a passar o dedo pelo MRPP e disse “não é este”, e depois pela CDU “é este”. Esta foi a função mais relevante do MRPP na sociedade portuguesa desde que foi a votos: roubar votos ao PCP. Nunca governaram, nunca assumiram responsabilidades políticas, apenas roubaram votos ao PCP, votos estes que nunca serviram para nada a não ser a direita. Parabéns Arnaldo Matos pelos préstimos à direita. Não sei se alguma vez foste pago pela CIA (como muitos infiltrados em partidos de esquerda europeus financiados pela French Connection, essa belíssima criação da CIA), mas parece. O que escreveste no editorial da Luta Popular desta semana poderia ser um texto escrito por um órfão da CIA, ressabiado, confuso sem saber o que mais fazer para destruir a esquerda, na ressaca do fim da Guerra Fria e do fecho das torneiras que alimentavam os lacaios infiltrados nos partidos de esquerda europeus. Não sei se assim foi, mas poderia ser.
Provas de aferição e ou Exames?
15/12/2015 by
O novo governo está a criar uma enorme expectativa junto da população, farta que estava de levar pancada da direita radical que nos governou nos últimos anos. Nas escolas e na educação há também um novo olhar sobre as politicas educativas, que se esperam, poderem ajudar a melhorar o sistema educativo, no seu sentido mais amplo.
Será, por isso, natural que comecem a ser conhecidas algumas novidades, como é o caso do fim dos exames do quarto ano e a sua substituição, segundo o Jornal de Notícias, pelas provas de aferição.
Ainda sem informação oficial, a notícia do JN parece responder à crítica da direita que projecta no fim dos exames uma ideia de escola facilitista.
E, sobre esta questão, importa deixar algumas notas: [Read more…]
O refugiado sírio que o Ocidente não rejeitaria
14/12/2015 by

Banksy volta a atacar, desta vez no campo de refugiados em Calais, no norte de França. Na parede surge um Steve Jobs de saco ao ombro e um Macintosh pré-histórico na mão, numa referência ao pai biológico do guru da tecnologia, Abdulfattah Jandali, um sírio abastado que trocou a Síria pelo Líbano para fazer o seu percurso universitário em Beirute, onde se tornou activista político, tendo sido preso na sequência da participação num protesto a favor da independência da Algéria, acabando por fugir do país como refugiado político, em direcção aos Estados Unidos, onde ainda vive. É legítimo afirmar que, caso os Estados Unidos não tivessem permitido a entrada de Jandali no país, o país teria sido privado de um dos seus maiores génios, fundador da imponente Apple, um dos símbolos do poderio económico norte-americano dos nossos dias. Felizmente, para os Estados Unidos, existe Donald Trump.
Foto: Associated Press@CBCnews
Tristes grafias
14/12/2015 by

R. Jakobson et C. Lévi-Strauss, Collège de France, février 1972 (http://bit.ly/1P3kXmF)
Most Potent, Graue, and Reueren’d Signiors,My very Noble, and approu’d good Masters— Shakespeare, “Othello” (Folio 1, 1623)
Mr. President and governors of the Academy, committee members, fellows, my very noble and approved good masters, my colleagues, my friends, my fellow students.— Olivier, Laurence Kerr, Baron Olivier of Brighton, 9 de Abril de 1979
***
Hoje, o ilustre Armindo de Vasconcelos desenterrou, algures, uma citação extremamente interessante dos Tristes Tropiques, de Claude Lévi-Strauss:
Il faut beaucoup de naïveté ou de mauvaise foi pour penser que les hommes choisissent leurs croyances indépendamment de leur condition.
É verdade, vem na página 169 da edição que possuo e, por incrível que pareça, apus-lhe uma nótula, há muitos, muitos anos, poucas semanas depois da minha chegada a Bruxelas.
Il faut beaucoup de naïveté ou de mauvaise foi…
Ingenuidade ou má-fé (sim, com hífen).
Sendo verdade que o magnífico discurso de Olivier nos conduz a um saudável regresso a Shakespeare (e ao Otelo interpretado por Olivier), esta deixa permite uma sempre agradável incursão nos textos de Lévi-Strauss: os Tristes Tropiques, sim, o famoso ponto de partida
Je hais les voyages et les explorateurs. Et voici que je m’apprête à raconter mes expéditions,
mas também o meu texto predilecto — “L’analyse structurale en linguistique et en anthropologie”, (*) :
Dans l’ensemble des sciences sociales auquel elle appartient indiscutablement, la linguistique occupe cependant une place exceptionnelle : elle n’est pas une science sociale comme les autres, mais celle qui, de loin, a accompli les plus grands progrès ; la seule, sans doute, qui puisse revendiquer le nom de science et qui soit parvenue, à la fois, à formuler une méthode positive et à connaître la nature des faits soumis à son analyse.
Isto tudo a propósito de quê? Ora, bem, porque o fim-de-semana chegou ao fim.
Por esse motivo, podemos voltar ao sítio do costume e assistir ao espectáculo que se encontra em cena desde Janeiro de 2012.

Exactamente: desde Janeiro de 2012 e estamos em meados de Dezembro de 2015 — ou seja, com Janeiro de 2016 à porta.
Portanto, Janeiro de 2016 − Janeiro de 2012 = 4.
Efectivamente, 4.
Andamos nisto há muito tempo.
(*) «L’analyse structurale en linguistique et en anthropologie», Word, Journal of the Linguistic Circle of New-York, vol. 1, n° 2, août 1945, pp. 1-21 ; republié dans Anthropologie structurale, Paris, Plon, 1958, chap. II.)
Isto conta como terrorismo?
14/12/2015 by
“Era tudo mentira. Professor admite que inventou ataque de apoiante do Daesh” [DN]
Vandalismo ou arte?
14/12/2015 by
Marco Faria
Há uma certa tentativa maldosa para deturpar factos, fazendo com que um caso que é aparentemente claro, possa, aos poucos, transformar-se numa nuvem e numa polémica. Um grupo de jovens foi “grafitar” um comboio da CP, no Apeadeiro de Águas Santas-Palmilheira, na Maia. O episódio correu mal, e deu lugar a uma tragédia. Foi há uma semana. É de lamentar a perda de vidas humanas, sempre. Mas, por favor, não queiram fazer do revisor da CP o culpado da situação. Não adianta tentar inverter os papéis. Os jovens que vandalizam com tintas as carruagens em circulação – e eu sempre pensei que o fizessem em máquinas estacionadas durante a noite – conhecem os perigos em que se envolvem. Jovens tão corajosos para pisar carris com milhares de volts mas que se puseram a milhas e apenas se entregaram no conforto de uma esquadra policial em Madrid. Em consciência, sabem que cometeram um erro. E infelizmente foi fatal para três jovens. Mas não foi o pó do extintor que provocou a tragédia, foi sim a impertinência de rapazes que se achavam no direito de pintar e de danificar propriedade alheia. O Ministério Público irá arquivar o processo, obviamente. O revisor actuou de forma equilibrada e ponderada na protecção de interesses superiores (dos passageiros e da carruagem). Se há uma lição a retirar deste caso é que somos demasiado complacentes com estes comportamentos. As autarquias disponibilizam muitas vezes espaços adequados para os “graffiters”. Tenho a noção de que penalizar meramente comportamentos transgressivos pode, na verdade, não resolver nada, mas a criminalização é apenas um sinal de que se alguma coisa correr mal, os envolvidos poderão em teoria ser responsabilizados. Os pais que perderam os filhos têm o direito a constituir-se assistentes. Todos nós temos também o dever de pedir que os tribunais comecem a sancionar estes casos, obrigando, por exemplo, os miúdos a limpar as carruagens com o seu próprio esforço e pagando do seu bolso. Tendemos socialmente a desculpabilizar o “graffiti” como uma brincadeira de miúdos, ou arte de intervenção respeitável. Até ao dia em que alguma coisa corre mal, ou quando nos chega a casa o orçamento de remoção de pirataria decorativa pintada no nosso prédio. Sai-nos do bolso, caramba. Para que casos como este não se repitam, e também para que um certo esterco fértil das redes sociais não ande por aí a virar o bico ao prego e pretenda culpar e perseguir um revisor (e a sua família) que agiu com sensatez, eu tinha de dizer isto.
Uma atitude que não dignifica o F C do Porto
14/12/2015 by

O Dragão-Caixa tinha sido reservado há meses para a realização da grande conferência anual da SIC Notícias e da Caixa Geral de Depósitos.
Hoje a Porto Comercial SAD, segundo uma noticia, do Jornal de Noticias proibiram a realização de uma conferência no pavilhão Dragão-Caixa, pavilhão desportivo do Futebol Clube do Porto, marcada para amanhã, quando souberam que um dos convidados era o ex-presidente da Câmara do Porto, Rui Rio.
Na qualidade de adepto do Futebol Clube do Porto repudio esta decisão da Porto Comercial SAD. Sempre entendi que o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, actuou mal, durante os seus mandatos, em relação à maior e mais importante instituição da cidade, o Futebol Clube do Porto, mas também entendo que não é desta forma que o Futebol Clube do Porto deve reagir perante uma iniciativa da SIC Notícias e da Caixa Geral de Depósitos que estava programada para o Dragão-Caixa há meses e que em muito dignifica a cidade do Porto.
António Costa tenciona cumprir alguma promessa?
14/12/2015 by
Valores mais altos, ou no dia de São Nunca à tarde
14/12/2015 by
imagem: oxfam
Não é preciso ser-se nenhum Robin dos Bosques para se considerar que é da mais elementar justiça que, se os cidadãos – por mais desabonados que sejam – pagam um imposto de “valor acrescentado” em qualquer comprazinha que façam, por maioria de razões deveriam as transacções financeiras nas bolsas de valores estar sujeitas a uma tributação. O benefício da criação de um imposto sobre transacções financeiras seria bombasticamente salutar para o bem comum: enquanto as transacções normais seriam pouco afectadas, os negócios de alta rotatividade deixariam de ser (tão) proveitosos, travando assim a especulação. As receitas permitiriam ajudar a equilibrar os orçamentos, reduzindo os défices públicos. O ITF seria ainda uma compensação pelos milhares de milhões que os estados – os contribuintes – injectaram durante a crise financeira nos resgates bancários e contribuiria para a regulação do sector. [Read more…]
E o petróleo pá?
13/12/2015 by

O Expresso noticiou a morte de Abu Salah, suposto responsável máximo pelas finanças do autoproclamado Estado Islâmico, na sequência de um ataque da coligação internacional liderada pelos EUA. Salah era, até então, um alvo prioritário para a coligação e o objectivo por trás da eliminação desta alta patente do Daesh era, segundo o Expresso, “afectar a capacidade do grupo jiadista se financiar“.
Dúvida: terão os paladinos da paz mundial bombardeado também a exploração petrolífera controlada pelo Daesh ou este Abu Salah era, para além de tesoureiro, o super mecenas da organização? Caso contrário, corremos o risco de ver os gajos substituir o defunto e continuar a financiar-se através da venda de petróleo.
Foto: Thaier Al-Sudani/Reuters@Globo
Cavaco Silva como nunca o viu
13/12/2015 by
A insustentável sustentabilidade da dívida portuguesa
13/12/2015 by
um momento zen com Cavaco Silva no principal papel. Divinal.
Dia de São Ranking
13/12/2015 by
Graças à abundância de dados estatísticos, vivemos no paradigma da rankinguização, porque tudo é rankinguizável. Ele é as três melhores cidades com as mais belas repartições de Finanças, ele é as dez livrarias com mais ácaros no mundo, ele é os cinco cus mais espectaculares dos países nórdicos, ele é o diabo a quatro!
No fundo, esta moda está associada a uma certa pimbalhização (o neologismo está a render, hoje), patente em revistas e livros de auto-ajuda com títulos como “As dez maneiras de a/o deixar louca na cama” ou “As quinze perguntas que deve fazer a si próprio dois minutos antes de se levantar”.
Ontem, voltaram a ser publicados os rankings das escolas e reapareceram os mesmos erros de análise e as mesmas frases bombásticas. Por isso, não há muito mais a dizer, porque o mundo está transformado num campeonato perpétuo.
Os defensores cegos do Ensino Privado continuam a esconder que as escolas mais bem classificadas, de uma maneira geral, escolhem os alunos, desvalorizam as disciplinas que não estejam sujeitas a exames nacionais, inflacionam as classificações internas e desrespeitam abundantemente os direitos laborais dos professores.
Entretanto, pessoas ligadas às escolas públicas deixam-se arrastar para este festim de marketing, comemorando subidas nos rankings e ajudando, desse modo, a perpetuar publicamente a ideia de que estas listas servem para avaliar o seu trabalho. Ora, a verdade é que, em muitos estabelecimentos de ensino, uma média negativa pode corresponder a um enorme sucesso, se se tiver em conta muitos outros condicionalismos.
Leia-se a recomendação do Paulo Guinote para que haja uma melhor publicação dos rankings. Um dia, talvez seja possível, mesmo sabendo que os desonestos e os distraídos não ficarão calados.
Luis Vales, um deputado diferente que defende a sua gente
13/12/2015 by
É vulgar ouvirmos quotidianamente que os deputados na Assembleia da República nada fazem na defesa dos interesses das suas terras. Se isto é verdade para muitos, existem felizmente algumas agradáveis excepções.
O IC35 é uma promessa política com quase 20 anos, sendo que é uma via estruturante para o desenvolvimento da região do Tâmega e Sousa, uma das mais deprimidas e pobres da União Europeia.
Hoje o IC35 é já uma realidade. E se o sonho destas populações hoje está em marcha deve-se em grande medida ao empenho convicto e dedicado, nos últimos anos, do deputado marcoense do PSD, Luis Vales.
Nunca desistiu, sempre lutou e acreditou que era possível ajudar a concretizar esta obra que vai ser fundamental para o desenvolvimento e para o futuro desta região, do seu tecido empresarial e das suas populações.
Entendo que não devemos julgar a parte pelo todo. Nao devemos apenas criticar. Temos o dever cívico de elogiar aqueles que se distinguem, entre os seus pares, na defesa dos interesses da sua terra e das suas gentes.
Neste sentido deixo aqui um desafio a todas as Câmaras Municipais, que integram a Comunidade do Tâmega e Sousa, para homenagearem de forma pública o deputado Luis Vales pelo seu papel fundamental na concretização deste sonho com quase 20 anos.
O catavento mediático
12/12/2015 by
Passos Coelho e a sua clique juraram, num anterior congresso, que jamais apoiariam Marcelo Rebelo de Sousa, o catavento mediático, como lhe chamaram então. Não foi dito explicitamente, mas a mensagem foi essa.
Portanto,q a direita engoliu mais um sapo quando os BFF Portas e Coelho anunciaram o apoio a esta candidatura.
Percebe-se. Era muito mais conveniente terem um presidente de facção a cavacar a jeito do que sujeitarem-se aos humores de um ovo kinder, do qual nunca se sabe qual será a surpresa a sair. Mas não tendes medo, ó Povo Livre, Marcelo veio da direita por herança e nunca dela saiu. Só não é extrema-direita-central, como parecem querer posicionar-se, o que vos iria tranquilizar um pouco mais.
Mas, ó gente das esquerdas, quando Marcelo até vos parecer atractivo, lembrem-se que direita será direita. Sempre.








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