mas já promete ser uma anedota com o desfecho habitual. Para já ficamos com as recusas do Banco de Portugal, da CGD e do Novo Banco em disponibilizar os documentos requeridos pelos deputados. À vontade do freguês!
Enquanto os europeus se entretêm a interceptar aviões russos
Moscovo e Teerão firmam acordos para reforçar a capacidade nuclear do regime dos ayatollahs. Tudo para fins civis, claro!
Quem sabe, sabe
Enquanto se discute a taxa turística, que os outros pagam, os lisboetas não reparam nas que subiram e vão eles pagar. O Costa sabe
Diálogo indecoroso
Lisboa, Avenida da Liberdade, caia a noite. Ele caminhava pausadamente pela rua, com ar disponível. Ouve-se uma voz feminina dengosa e sensual: “Querido, queres companhia?” “Quanto?” – pergunta ele. “São duzentos, pagas o quarto e as novas Taxas de Turismo e de Segurança”.
Inacessível confeção

© Chris Ryan/Getty Images (http://bit.ly/confeção_fecção)
Neste apontamento, o Expresso refere-se a “pratos de confeção acessível”. No entanto, confeção é palavra inacessível a qualquer leitor de português europeu. Aliás, o mesmo acontece a qualquer leitor de português do Brasil. Segundo o Houaiss (sim, aquele), confecção significa:
1. preparação (de um medicamento); confeição
1.1 o remédio assim preparado; eletuário
2 acabamento ou conclusão de algo
Ex.: a c. de um livro
3 Derivação: por metonímia.
roupa feita em fábrica, que se adquire pronta (freq. us. no pl.)
Ex.: ela revende confecções
4 Derivação: por metonímia.
fábrica, de porte médio ou pequeno, que confecciona roupas (de vestuário, cama, mesa ou banho)
Ex.: há muitas c. em Petrópolis
Por seu turno, a Folha de S. Paulo diz-me
Atenção
Nenhum resultado de busca encontrado para a expressão confeção.
Isto é, confeção só existe aqui. Contudo, há uma diferença do tamanho de um ‘Atenção’ da Folha de S. Paulo entre confeção [kõfɨˈsɐ̃ũ̯] e confecção [kõfɛˈsɐ̃ũ̯]. Ou seja, de facto (sim, de facto), confeção não existe. Confessem lá: este AO90 está a correr mal, não está?
Pedágio
Se o Porto nunca nos cobrou portagem, porque raio Lisboa decidiu agora cobrar-nos lisboagem?!
Gorduras: a história de um Parlamento cada vez mais obeso
(foto roubada a um artigo do João José Cardoso altamente recomendado no âmbito das origens da problemática da mordomia política)
*****
Enquanto a propaganda da escumalha nos continua a vender uma governação cada vez mais rigorosa que contém a despesa ao mesmo tempo que opera um milagre económico que faz de Portugal um país melhor cujo único problema é ter pessoas que estão pior, o mundo real vai-nos dando chapadas diárias na cara, chapadas essas que pouco ou nada afectam o eficazmente domesticado português, sempre ocupado com questões prioritárias como a rotatividade de Lopetegui, as polémicas curvas de Jéssica Athayde ou esse “curral” a que dão o nome de Casa dos Segredos (notem que o termo “curral” foi usado precisamente por um concorrente do reality show fazendo referência à saída das concorrentes femininas do seu quarto – “as vaquinhas saíram do curral” – termo que foi de resto imediatamente incorporado pelas simpáticas concorrentes que imediatamente cantaram a sua bovinidade). Ser aldrabado é fetiche nacional e contra factos não há argumentos. São desígnios.
Um dos piores fatos que já vi
David Rodrigues, Professor Universitário e Presidente da Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, escreve, hoje, no Público, um texto com cujo conteúdo concordo em absoluto, criticando a vigência de uma mentalidade paleo-liberal com efeitos perniciosos sobre a equidade em Educação, ou seja, sobre a Educação na vida democrática. Recomendo vivamente a leitura.
David Rodrigues adoptou o chamado acordo ortográfico (AO90). Não sei, é claro, por que razão o faz ou se tem alguma razão para o fazer. Não posso deixar de lamentar, no entanto, que alguém com opiniões tão acertadas sobre Educação opte por utilizar um instrumento cujas deficiências de concepção só podem provocar efeitos negativos na escrita e, portanto, na Educação. [Read more…]
Revolucionário Obama?
Ou apenas um estratega e recuperar do esmagamento eleitoral da semana passada? É que isto de enfrentar lobbies não acontece todos os dias…
A Europa em boas mãos
A Comissão Europeia liderada por Juncker pediu informações ao Luxemburgo sobre os esquemas de fuga aos impostos aprovados e assinados pelo antigo-primeiro-ministro Juncker. O mesmo Juncker que não está disponível para responder às perguntas dos eurodeputados.
Dia da Memória
Legionella, a doença de um legionário governo neoliberal
Não faltava mais nada, leis a vigiarem a qualidade do ar interior. O ar, interior e exterior, regula-se pelo mercado, um tem legionella, outro não, quem vença o mais forte.
O surto de Vila Franca de Xira até pode ter outra origem, mas entende-se bem nesta notícia do Público, não disponível online, que aqui funcionou o lóbi das grandes superfícies e outros espaços, que passaram a poupar uns cobres em inspecções. Mais um exemplo do neoliberalismo enquanto ideologia criminosa, onde o lucro vence a prevenção e a saúde pública.

Adenda:
Estou sim? Tribunal do Santo Ofício?
Era para reportar um caso grave de heresia. Podemos acender a fogueira?
Em louvor e glória dos egrégios avós
Anda pela nossa extrema-direita dita liberal uma vaga de revisionismo histórico (ou de regresso à historiografia à moda do séc. XIX, mas essa deixo para outro dia).
Agora é o Ferreira, putativo candidato a salazarinho que quer fazer “fazer uma carta aberta aos portugueses a explicar porque é que a história é muito maior do que se diz. Escrever uma carta aos portugueses sobre “A tua história foi muito maior do que te dizem”, por exemplo. É que nós somos mesmo bons.” Modéstia e ignorância.
Já o ex-maoísta, ex-pioneiro do eduquês de Boston, ex-formador de professores mal formados, ex-autor de um blogue que apagou porque ali defendeu a escola pública contra os ataques da dupla Valter/ Rodrigues, aliás também ex-apagador de calúnias sobre um conhecido cronista que se lixe a colega que as reproduziu e deu com os costados em tribunal, e actual e único grande defensor do Crato e do “ensino” vocacionado para a mão-de-obra desqualificada e barata, Ramiro Marques, vem em defesa, imaginem, de Putin, e proclama que o Ocidente tem motivos para se orgulhar do seu passado e para celebrar os seus valores comuns. Não há sítio melhor para fazer isso do que as escolas. [Read more…]
Depois de nos sacar o BPN por 40 milhões
Mira Amaral acusa o governo de usar a fiscalidade verde para sacar mais impostos aos contribuintes. Sacam-nos tudo…
Problemas de memória com o Muro de má-memória: 4 notas de Rui Bebiano
Esta manhã publiquei um parágrafo retirado de um texto que Rui Bebiano escreveu e publicou no seu A Terceira Noite. Reedito agora este post e, com a autorização do autor, publico o texto na íntegra, para que o contexto em que esse parágrafo se insere não se perca. Em favor, também, de um debate urgentíssimo para as esquerdas, que o texto de Rui Bebiano, que não é um homem de direita, suscita. [S.A., 14:00]
Quatro notas sobre a queda do Muro
Rui Bebiano
1. Vinte e cinco anos após a derrocada do Muro de Berlim, boa parte do seu cenário permanece na nossa memória partilhada. Mais que uma incomum fronteira física, ele constituía uma metáfora, e as metáforas não se apagam a meros golpes de vontade e picareta. Do lado ocidental, uma pesada vedação de 155 quilómetros contornava todo o perímetro da parte da cidade que não fora ocupada pelo Exército Vermelho. Era possível tocar o betão que lhe dava solidez, sobre ele podiam pintar-se palavras de ordem, escalando até uma posição confortável conseguia observar-se de longe o hermético «Leste». Do lado oriental, o Muro era cinzento e deprimente, eriçado de arame farpado, ladeado por uma terra de ninguém minada e perigosa para qualquer leste-alemão que tentasse uma mera aproximação ao carcinoma do capitalismo. Em cada metade de Berlim, viva-se uma existência esquizofrénica que concebia a realidade a partir de duas escalas que simultaneamente se olhavam e ignoravam. Como se uma não pudesse viver sem a outra, aceitando-se na certeza de que a proximidade se materializava numa distância que condenava cada modelo à inflexível clausura. O Muro representava a metáfora suprema da simetria que a Guerra Fria impunha. [Read more…]
Adeus Lenine
Um filme de Wolfgang Becker, ficha IMDB, legendado em português (mas com um erro crasso na tradução de RDA/RFA).
O dia em que o mundo mudou
Sem consciência dos que tornaram possível ou viveram, o dia 9 de Novembro de 1989 ficará para sempre na memória como um dos dias mais belos na história da humanidade, pela liberdade que trouxe a milhões de pessoas um pouco por todo o mundo.
O muro da vergonha fora construído 28 anos antes, visando impedir o êxodo de cidadãos da RDA para a RFA, curiosamente poucos atravessavam em sentido inverso, bloqueando assim o contacto das massas educadas pelo partido com o crescente desenvolvimento da economia de mercado e consequente bem-estar na Europa do pós-guerra. De noite para o dia famílias ficaram separadas pela perversidade. E muitos pagaram com a vida a tentativa de fuga ao paraíso socialista… [Read more…]
Foram precisos dois anos
Para a entidade auditora do FMI perceber que a entidade auditada tinha razão. Mas vale tarde do que nunca!
Passos Coelho diz-nos que o plano está a resultar
A Comissão Europeia tem dúvidas. O FMI está pessimista. A Standard & Poor’s mantêm-nos no caixote. Está portanto tudo bem. Abençoada austeridade!
Contra-semântica, co-adopção e contra-senso

Mark Rothko, Entrance to Subway [Subway Scene],1938, Collection of Kate Rothko Prizel (http://1.usa.gov/13sD0jg)
I try to deny myself any illusions or delusions, and I think that this perhaps entitles me to try and deny the same to others, at least as long as they refuse to keep their fantasies to themselves.
***
Ao ler “Implementar as ações [sic] necessárias à harmonização gráfica da língua portuguesa e da terminologia técnica, nos termos dos acordos estabelecidos”, na página 59 do documento estratégico orientador Agenda para a Década (Agenda para a Década ou Agenda pára a Década?), fiquei a matutar naquilo: “harmonização gráfica da língua portuguesa”.
“Harmonização gráfica da língua portuguesa”?
“Harmonização gráfica da língua portuguesa”?
Aspectos? Perspectiva? Concepção? Facções?
“Harmonização gráfica da língua portuguesa”?
“Harmonização gráfica da língua portuguesa”?
“Harmonização gráfica”?
“Da língua portuguesa”?
Depois de lida a Agenda para a Década (Agenda para a Década ou Agenda pára a Década? — a dúvida mantém-se), debrucei-me sobre o texto [Read more…]
Não acredito que seja verdade
Deve ser invenção jornalística, o PS não é um partido que diga uma coisa na oposição e se prepare para fazer outra no governo. Não após ter criticado Hollande, não pode ser, isto só pode ser mentira…
E uma Superbock por favor!
Esta cerveja, tremoços e imagem foram encontrados n’Uma Página Numa Rede Social. Uma página sempre atenta!


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