Mas então não era por causa da NATO???

Putin diz que ucranianos e russos são “um povo só” e acusa Ucrânia de fazer “lavagem cerebral” à população 

 

A posição do PC relativamente à invasão da Ucrânia

Por respeito à verdade e contra trauliteiros que enviesam informação, que mandam calar a voz mesmo daqueles contra quem estamos, que aceita a desinformação instalada nos órgãos de comunicação social, peço apenas, a quem estiver interessado, que ouça João Ferreira e depois, sim, tome em liberdade a sua posição.

Isto da chalupice dá mesmo para os dois lados…

Cada um tem o Pedro Lagrifa que merece.

PCP 2008 (ou como isto não começou na semana passada)

O Império do Mal ou a falta de noção

No meio de toda esta tragédia que está a acontecer aos ucranianos ressurgiu uma discussão nas redes sociais e no comentário televisivo sobre a Europa, os Estados Unidos e o mundo ocidental em geral. Uma discussão extremada e onde os diferentes beligerantes vão usando artilharia diversa. Nalguns casos já recuaram séculos de história.

Contudo, existe uma realidade. Uma espécie de elefante na sala que complica um pouco a discussão. Será o ocidente aquela coisa estranha aparentada de império do mal que alguns bradam? Pode ser. Só existe um problema. Incómodo para esta narrativa. Vamos aos factos presentes e passados:

Ontem cerca de 2000 migrantes entraram a salto na Europa pedindo asilo a Espanha. Ao longo dos últimos anos são centenas de milhar de habitantes do continente africano a fugir para a Europa. E centenas de milhar da Ásia e de outros pontos do planeta. Ao mesmo tempo, nessa espécie de paraíso na terra que é a América Latina, central e do sul para muitos daqueles que apelidam o ocidente de ser esse tal império do mal, são às centenas de milhar a fugir para os Estados Unidos e o Canadá. Estranho, não?

Depois temos outro caso verdadeiramente estranho: não se vê nenhum país a pedir para aderir à Federação Russa mas são inúmeros, nesta geografia onde vivemos, a pedir para aderir à União Europeia e até à Nato. E, podendo, fogem a sete pés para dentro das fronteiras da UE. Que coisa mais estranha, não?

Mas vamos agora analisar a esmagadora maioria daqueles que tanto ódio destilam sobre o mundo ocidental vivendo comodamente e em liberdade nele. É rapaziada que ou escreve num Mac ou num iPhone ou num Samsung e quando não o faz, procura ganhar uns cobres para o fazer (mesmo que neste ponto os chineses estejam a dar cartas, eu por exemplo estou a escrever num Xiaomi e o Xi deve saber a minha vidinha toda, ele e o Zucker). Destilam ódio ao ocidente onde vivem enquanto comem um hambúrguer num qualquer franchising ocidental. Ou cozinham nos seus microondas umas coisas vegan e sem glúten acompanhado de um leite de soja. E depois, falando de coisas mais sérias, ignoram (ou fazem de conta) a forma como as mulheres são tratadas nesses paradisíacos países ou o tratamento dado às comunidades LGBT ou à malta que bebe uns finos ou fuma umas “brocas”.

É tudo muito bonito mas cantado. É tudo muito estilo discurso “miss universo” mas experimentarem ir viver para esses países, “tá quieto”…

Significa tudo isto que não existe, igualmente, muita hipocrisia do outro lado? Existe, então não. Ainda ontem não andavam de beijos na boca a vários dos oligarcas russos? Andavam. Então não há guerras na Síria, na Palestina, no Iémen e por aí fora? Há. E a China? É verdade. Mas eu, cá está, prefiro viver aqui e lutar para que os nossos líderes ocidentais sejam melhores e mais capazes, com o direito que tenho de votar, com a liberdade que tenho de, por exemplo, escrever isto. Com a liberdade conquistada pelas nossas mulheres e pelas nossas comunidades LGBT. E não troco. É a velha rábula dos nossos filhos da puta. Estes, por acaso, não me matam por escrever isto. Como não matam os meus amigos gay por o serem nem condenam a prisão perpétua qualquer pessoa que não siga o seu modo de vida. Prefiro, mesmo tendo que levar com alguns hipócritas e outros tantos corruptos.

Sobre os milhões que o comunismo português assassinou, ocultados com a cumplicidade do sistema

A purga cirurgicamente orquestrada pelos luso-McCarthys do Twitter, com a qual se pretende usar a guerra na Ucrânia para manipular emocionalmente tantos quantos for possível, para, de seguida, culpar o PCP pela morte de todos os ucranianos, atingiu ontem um novo patamar. Terminada a fase da disseminação de ódio primário, entramos agora na fase do delírio em Las Vegas.

Segundo este utilizador do Twitter, o PCP terá assassinado 30 milhões de pessoas, o que levanta uma questão fundamental, que exige resposta imediata: se a totalidade da população portuguesa foi assassinada três vezes, quem somos nós? Espanhóis? Soviéticos? Oompa Loompas? Cyborgs? Um grande enigma…

Parabéns, luso-McCarthys, nem o Putin se lembraria de tal coisa. Cambridge Analytica 4life.

Oligarca bom, oligarca mau

Ainda sou do tempo em que Salgado, e outros como ele, patrocinavam tudo e todos. Ds selecção nacional de futebol às férias na neve de José Gomes Ferreira e Paulo Ferreira, entre outros jornalistas acima de qualquer suspeita, o dinheiro do oligarca de Cascais chegava a todo o lado. E se alguém ousava falar sobre as muitas suspeitas dos muitos crimes que há anos sobre ele pendiam, sempre surgia alguém a mandá-los calar, porque davam emprego a muita a gente e o que nós precisávamos era de mais uns quantos iguais.

Depois, começaram a cair em desgraça, uns atrás dos outros, e já ninguém se lembrava dos empregos, das mesadas, das capas da Exame com os CEOs do ano, do mecenato e da filantropia que paga com benefícios fiscais. Já ninguém era amigo deles. Acontece agora o mesmo com os oligarcas russos. E, suspeito, virá o tempo em que os seus congéneres chineses, que hoje controlam meio país, também cairão em desgraça. E a jihad do mercado livre, que lhes fez juras de amor num anexo da sede do Partido Comunista Chinês, garantirá que nunca se envolveu com tão má rês. E os senhores da narrativa, aqueles que controlam, de facto, os órgãos de comunicação social, cá estarão para garantir que tudo se desenrolará de acordo com o plano.

Os luso-McCarthys, o PCP (e o BE) e dinheiro sujo dos oligarcas

Lembram-se da luta dos luso-McCarthys, que, durante anos, combateram a crescente influência de oligarcas russos, chineses, angolanos e de outras nacionalidades na economia portuguesa?

Pois não, não lembram. Não lembram porque nunca aconteceu. Estavam ocupados a garantir o seu quinhão de dinheiro sujo, extorquido a milhões de pessoas oprimidas por governos totalitários, a quem vendemos grupos de comunicação social, empresas, mansões e nacionalidade através do branqueador preferido das elites capitalistas: o Visto Gold.

Então, o que mudou?

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Uma pausa para bola, pode ser?

Ontem foi dia de Sporting vs FC Porto. E a coisa começou antes. Mal o FC Porto chegou a Lisboa, em pleno Aeroporto começou a palhaçada. Uma qualquer alma exigiu que fosse feita uma medição da temperatura a toda a comitiva. Valeu a intervenção da polícia – e já agora, o Francisco J. Marques caladinho era um poeta…

Mais tarde, durante a madrugada, um bando decidiu antecipar os festejos de Santo António junto ao Hotel do Porto e toca a lançar foguetes e petardos. Depois, mal o jogo começou, a claque do Sporting decidiu que afinal além do Santo António, toca a festejar também o São João e entraram as tochas em acção. Para a seguir, bolas de golfe. Já o jogo tinha terminado e “bora lá” agredir um jornalista da SporTV.

Isto tudo com realização e produção dos adeptos do clube dos viscondes, aquele clube que gosta de afirmar que os outros são uns arruaceiros e eles uns meninos de coro. Não, não são. Nada os distingue dos mesmos meninos do Benfica ou do Porto. Nada. Como nada distingue o Conde das Forças Armadas da restante tribo de dirigentes da bola. Um hipócrita. Agora, comparem quando o mesmo tipo de atitudes são levadas a cabo pelos meninos do FC Porto. Comparem.

Bem, quanto ao que interessa, o futebol, o FC Porto ofereceu dois manjericos ao Sporting. O que se justifica tal a vontade de festejar os santos populares demonstrada pelos adeptos do clube adversário. E por hoje já chega….salvo seja.

Cambetas

Isto da história e estórias na política portuguesa é um belo boomerang. Por exemplo, em 2014 o PCP votou na Assembleia da República contra a condenação do regime comunista da Coreia do Norte que tinha como base um relatório da ONU contestado pelos comunistas, que acusava o regime norte-coreano de “cometer violações sistemáticas, duradouras e graves” dos direitos humanos. Por sua vez, em 2003, o militante do PCP Bernardino Soares explicava, sem se rir, que a Coreia do Norte era uma democracia. Já agora, sobre o PCP e a Coreia, nada como um link isento….

Em 2019, o PCP ficou isolado ao condenar o governo pelo reconhecimento de Guaidó (Venezuela). Mas “esta não é a primeira vez que a posição dos comunistas gera controvérsia: votaram contra a condenação dos bombardeamentos e ataques químicos de Assad na Síria e dos “crimes contra a humanidade” do regime norte-coreano”, podemos ler nos jornais da altura. Já sobre a Rússia, já por aqui se falou o suficiente para não me repetir.

Claro que está que quando falamos da Venezuela, o PCP não anda nisto sozinho. Além do referido Paulo Portas que não andou apenas de braço dado com os oligarcas russos mas também com Chavez e Maduro, o Bloco andou sempre aos ziguezagues nesta matéria…

Seja na Coreia, Venezuela ou noutros pontos do globo, nestas coisas, do CDS ao PCP passando pelo Bloco, PS ou PSD o que não faltam são cambetas. Ou, como muito bem definiu o camarada e visionário Arnaldo Matos, isto é tudo um putedo…

Coxos

Fotografia: Dinheiro Vivo

Em 2013, se bem me lembro, já era reconhecido e unânime que Vladimir Putin era um déspota, um nacionalista, um autocrata que ameaçava o Estado de Direito e que não se revia em Democracias.

Pois era.

Em 2013: “Portugal vai receber 30 mil turistas russos”. Ai vai? E quem são estes “turistas russos”? Adolfo Mesquita Nunes, hoje em dia um heróico defensor do liberalismo clássico (está bem, está bem), na altura Secretário de Estado do Turismo, explica: «(…) o responsável disse que foram precisas reuniões com a homóloga russa, com o objectivo de obter “um acordo aéreo entre Portugal e Rússia que facilite os voos entre os dois países”». Mas esperem. O “responsável” não ficou por aqui e disse ainda que: «“Do ponto de vista institucional, tivemos a presença de vários investidores interessados nos vistos ‘gold’ para efeitos de turismo residencial (…)».

Em 2013, o presidente do conselho directivo da Turismo de Portugal era… João Cotrim Figueiredo, hoje presidente da Iniciativa Liberal.

Portanto, em suma, Adolfo Mesquita Nunes, hoje um “feroz” “opositor” de Putin e do seu regime, como se pode ver nas peças teatrais que encena na CNN, em 2013, em representação do governo português, foi até à Rússia onde, com o apoio da Turismo de Portugal, negociou vistos gold com oligarcas russos.

Cada vez me confundem mais, estes heróis, novos adeptos do politicamente correcto sem correcção que os salve. Se não fosse um dissidente do partido do mocassim, aconselhava-o a enfiar-se num submarino.

Hoje é vê-los indignados com estes déspotas, quando há menos de uma década lhes apertavam as mãos, de Putin a Maduro, de Xi a Castro, do PS para a Direita. Cambada de coxos.

Ide…

Um mais um ainda é igual a dois?

Mariana Mortágua mostra ligações do dono da Global Media a oligarca russo

O editorial mentiroso do DN (que pertence à Global Media), assinado por Joana Petiz, começa a fazer sentido.

Fotografia: Duarte Roriz

Um grande filho da Putin

A fonte é o jornal russo The Moscow Times, um dos poucos jornais independentes russos que ainda se publica.

A foto é de crianças que participaram com os seus pais na manifestação pela Paz. E que foram presas. Os pais? Sim. E as crianças também. Isto é um filho da puta monstruoso.

Nuno Melo mentiu ou é só mais um incompetente a gastar o nosso dinheiro em Bruxelas?

Das duas uma: ou Nuno Melo é um aldrabão, ou então é um incompetente que não está a fazer nada em Bruxelas, que não seja gastar o nosso dinheiro. A votação em causa é anterior à invasão e nada tem a ver com a guerra desencadeada por Putin. Estará Melo a aproveitar-se do sofrimento dos ucranianos para obter ganhas para o CDS? Se não é, parece.

A direita, em particular a liberal e a radical, onde se insere Nuno Melo, tem estado mais focada em atacar o PCP do que em discutir o que se passa na Ucrânia. Mas desengane-se quem pensa que isto tem a ver com a posição do PCP ou que vai parar por aí. A seguir, como se vê neste caso, será o BE. Seguir-se-á o Livre e, finalmente, o PS. Todos serão culpados pela invasão da Ucrânia, a guerra chegará ao fim e os financiadores da direita reunir-se-ão novamente com os oligarcas, num abraço emotivo com mãos invisíveis e bolsos cheios.

Está feliz, a Petiz, a manipular

Joana Petiz, editora do DN ou do Dinheiro Vivo, ou lá o que é

Joana Petiz é editora do Diário de Notícias. Ou do Dinheiro Vivo. De um dos dois, é irrelevante para o caso. Não é, portanto, uma patega qualquer que debite postas na internet, como eu. Mas parece. Ou age como tal. Num editorial mentiroso, desonesto e que vai contra a deontologia da sua profissão, chamado “Ponham os olhos no PCP e no BE”, a petiz mente não uma, não duas, mas três vezes. A conta que deus fez. Não sei quem é o deus da petiz, mas ela faz o que lhe mandam, aparentemente. Ou então não tem consciência, o que a impede de discernir entre o que é verdade e o que é mentira. Então, tudo bem. Mas quais as mentiras da, para mim, até hoje desconhecida editora do DN (ou do Dinheiro Vivo; é irrelevante). São três. A saber:
1 – “O Bloco absteve-se na condenação da invasão da Ucrânia, por parte da Rússia, ontem no Parlamento Europeu”; a Joana sabe que é mentira, pois o Bloco votou a favor da condenação da invasão russa à Ucrânia;

Acta da votação de ontem, no Parlamento Europeu, parte I.

Acta da votação de ontem, no Parlamento Europeu, parte II.

2 – “O Bloco rejeitou participar na manifestação de protesto em frente à embaixada da federação russa”; a Joana sabe que é mentira, pois o Bloco não só aceitou participar, como esteve presente;

Representantes do Bloco de Esquerda na manifestação de solidariedade com o povo ucraniano, frente à embaixada da federação russa.

3 – O Bloco “recusa em condenar sem adversativas a ação [sic] de Moscovo”; a Joana sabe… que é mentira. Pois tanto Pedro Filipe Soares, líder da bancada parlamentar, na Assembleia, como Catarina Martins, coordenadora, ou Mariana Mortágua, deputada, já vieram condenar, “sem adversativas”, a acção de Putin.

 

Eu não sei se a Joana é Petiz por escolha ou se nunca chegou a crescer. Também não percebo: a Joana não fez o trabalho de casa? Ou fez mas decidiu que o que lia e via não lhe agradava? Joana, olhe, conselho de um petiz para outra: pense antes de manipular. Atente no código deontológico e peça desculpa, ainda vai a tempo. Sabe, melhor do que eu, que não vale tudo para se pôr em bicos de pés… não é assim que deixa de ser petiz. Dito isto, diz-me uma pulga qualquer, espere resposta, pois a mentira não fica impune.

 

NOTA: Como a estratégia não resultou, pois a verdade é sempre mais difícil de desmentir, a editora do DN, Joana Petiz, lá alterou o seu editorial. Agora, já não se intitula “Ponham os olhos no PCP e no BE”, mas apenas “Ponham os olhos no PCP” (conforme perceberão se clicarem em “Num editorial mentiroso”), com a adenda: “Este editorial foi alterado de forma a corrigir erros que escrevi por falta da devida informação na sua primeira versão. Com efeito, o Bloco de Esquerda votou favoravelmente no Parlamento Europeu (não se absteve, conforme aqui se afirmava) e participou ativamente [sic] na manifestação pró-Ucrânia, tendo condenado claramente a invasão de Putin. Pelo meu erro, peço desculpa ao BE e aos leitores, esperando com esta versão repor a verdade.” Muito bem, a Joana Petiz, a retractar-se do “erro” que cometeu. Agora, fica à consideração de cada um: a Joana não lê jornais ou a Joana lê jornais, mas na diagonal?

O dia em que Putin mandou fechar a Praça Vermelha para Sócrates fazer jogging

Vejo muita gente do PS destroçada com a invasão da Ucrânia, e não duvido que estejam, mas não me lembro de ver qualquer indignação quando o corrupto czar mandou fechar a Praça Vermelha para o jogging matinal de Sócrates e sus muchachos. Não que sejam situações comparáveis, é óbvio que não são, mas não deixa de ser um bom exemplo do bom relacionamento entre as nossas elites e o regime autoritário de Vladimir Putin, ou, por outras palavras, da normalização para a qual contribuíram.

Sim, eu sei. Paulo Portas também andou aos abraços com o Maduro e Passos Coelho vendeu meio Estado ao regime totalitário instalado em Pequim. Cavaco juntou-se a minoria que votou contra a libertação de Mandela e Soares fez a folha ao Rui Mateus, de cujo livro, Contos Proibidos, o Aventar é fiel depositário. E o Durão isto, o Guterres aquilo e o Balsemão não-sei-quê Bilderberg. E isto só me leva a concluir o seguinte: andamos de calças em baixo, a normalizar ditadores e práticas ditatoriais há mais de 40 anos. E não, não é o divino Espírito Santo que os põe lá. Somos nós.

Não é whataboutismo, é a hipocrisia dos critérios duplos

Pode ser um desenho animado de uma ou mais pessoas e pessoas em pé

Para os novos pacifistas – e alguns velhos – qualquer paralelo que se faça com a Ucrânia é whataboutismo, ou seja, um truque de propaganda que pretende desvalorizar, antes de tudo, a invasão da Rússia. Segundo eles ninguém pode comparar a Ucrânia a nenhum outro país, nem que seja para lembrar a dualidade de critérios face a outras situações que se encaixam perfeitamente no quadro da análise do colonialismo e do imperialismo. O truque não é de quem compara, até porque quem compara é contra qualquer um dos imperialismos e contra o colonialismo independentemente de quem o pratica. O truque é de quem lamenta, posto que cada um dos paralelos toca na ferida aberta pela hipocrisia com que calaram, desvalorizaram, ou apoiaram, todas as aventuras beligerantes que têm marcado o mundo. Que se mobilizem todos os esforços para acabar com a guerra, mas que essa mobilização seja portadora do mínimo de pedagogia, ou acabamos rendidos a votar resoluções criminosas que querem convencer que se conquista a paz através das baionetas da NATO.

Ucrânia e Palestina, heróis e terroristas: o terror que nos vendem e o mundo real

Não é à toa que a narrativa dominante impõe um silêncio sobre o passado, rotulando de apoiante de Putin quem ousa falar nos antecedentes desta guerra. Não que eles justifiquem a agressão, que deve ser condenada e combatida por todos os meios e sem hesitações – e eu defendo, há vários anos, um embargo à Rússia, quando ainda muitos destes freedoms fighters da treta estendiam tapetes vermelhos aos oligarcas que continuam a voar para a Europa, apesar dos espaços aéreos fechados – mas a tentativa de reescrever a história que está em curso é ilustrativa do quão usado o povo ucraniano e o seu sofrimento estão a ser. Usados por gente que se está literalmente nas tintas para eles. Usado, aqui em Portugal, por muitos daqueles que os trataram como merda, quando aqui começaram a chegar há 20 anos, e os remeteram para as obras e para as limpezas, ignorando diplomas e elevados níveis de formação superior, com a arrogância xenófoba que se lhes conhece.

Sou pela autodeterminação dos ucranianos, pelo respeito pelo direito internacional e pelo isolamento total de Putin, que defendo desde 2014, sem “mas” nem meio “mas”. Também sou pela autodeterminação dos palestinianos, que estão a ser agredidos hoje, foram-no ontem e sê-lo-ão amanhã. Pela sua autodeterminação, pelo respeito pelo direito internacional, no que toca também (mas não só) ao cumprimento do plano de partilha da Palestina de 1947, que nunca foi respeitado por Israel, que continua a construir colonatos ilegais na Cisjordânia (hoje, não há não-sei-quantos anos), e pelo julgamento dos criminosos de guerra que, protegidos pelas potências ocidentais e pela nossa cobardia, continuam a espancar e a matar crianças, idosos, mulheres e homens que só querem ser livres. Como os ucranianos. Porque continuamos a negar aos palestinianos os mesmos direitos que hoje nos mobilizam pelos ucranianos? Simples: porque isso não serve a agenda de quem realmente manda nisto tudo. E, por isso, um palestiniano que luta contra um colonato ilegal na Cisjordânia é terrorista, e um ucraniano que luta contra a ocupação da sua cidade é um herói.

O rasto de sangue de Putin – Crónicas do Rochedo #54

Porque é disto que falamos quando a conversa é Putin. E é por isto e tudo o mais que nem aqui está que nos indignamos seja com o PCP, a extrema direita europeia ou os que se financiaram através deste ditador ou dos seus amigos. Sejam eles de direita ou de esquerda ou do que quiserem. Tudo o mais é treta de quem tenta justificar o injustificável. É por isto:

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Guerra na Ucrânia: Agora que a sociedade civil despertou…

….vamos então falar daqueles partidos que andaram a ser financiados pelo Putin. Sim, caro leitor/a, talvez não saiba mas o Vladimir andou (e anda?) a patrocinar muitos políticos, partidos e até comentadores que pululam pela Europa (e sim, Portugal não está isento).

Da Frente Nacional de Le Pen em França, ao Jobbik na Hungría, passando pela Aurora Dorada na Grécia, o VoX em Espanha além de  partidos na República Checa, Eslováquia e outros países bálticos. Depois temos Salvini em Itália ou Viktor Orbán na Hungria. O curioso é que todos eles pertencentes a partidos de extrema direita, parceiros do português Chega. Sim, o Chega está aqui metido até ao pescoço mesmo andando a berrar a favor da Ucrânia a ver se você, caro leitor/a, se esquece do que andaram a tecer loas a Putin e, alegadamente, a ser financiados por este. Aliás, estão boa parte deles na fotografia de entrada neste artigo – com o sorridente Ventura atrás. Diz-me com quem andas…

Por isso, caro leitor/a quando voltar a ir às urnas não se esqueça de quem este do lado errado da história, de quem pactuou com Putin. E sim, não tenho qualquer reserva mental, da mesma forma que não me calo com a posição do PCP (ou do Podemos aqui em Espanha) também não deixo passar o serviço que a extrema direita presta ao Putin.

E já agora, aqui fica a lista da vergonha na votação desta tarde onde o PCP e o Podemos não se envergonham de conviver alegremente com deputados destes partidos de extrema direita financiados por Putin. Para que ninguém se esqueça e para que nas próximas eleições europeias não se perca tempo a eleger deputados desta tropa.

 

Major-General Raul Cunha, sobre o conflito na Ucrânia

A fé (ou as fezes) que nos guia

Em 1991 caía a União Soviética.

Formada em 1922, depois da revolução soviética de 1917, teve o mérito inicial de depor os cazaristas que usurpavam ao povo o que era do povo. Depois disso, mais imperialismo, fome, terror e morte. Durante os anos em que esteve edificada, e ao contrário do seu propósito inicial, a URSS mais não foi do que um Estado imperialista, comandado por um psicopata tirano que governou como governam todos os psicopatas tiranos: a bel-prazer e tirando, para si e para os seus, os maiores dividendos, mantendo o povo de barriga colada às costas. Foi assim com Estaline, foi assim com Hitler e Mussolini, foi assim com Franco e Salazar, é assim com Putin e Castros, é assim com Maduro e Xi, é assim com Órban e foi assim com Netanyahu, é assim com a maioria dos presidentes norte-americanos, que vão provando a decadência do “sonho americano”.

Depois do preâmbulo, voltemos a 1991, aquando da queda da URSS. Cai a URSS, ficam a Federação Russa e um punhado de países, agora independentes. Ora, depois de assinados os acordos que dissolviam a União Soviética e dada a independência aos países do antigo Bloco de Leste, várias questões se levantaram. Uma delas a das armas nucleares. Como é sabido, os vários países que compunham a URSS ficaram, depois de 1991, detentoras de ‘n’ armas nucleares. Mas não por muito tempo. Em 1994, Boris Ieltsin e Leonid Kuchma, presidentes da Rússia e da Ucrânia, respectivamente, firmavam o Memorando de Budapeste. Este Memorando aprovou o envio de cerca de mil e seiscentas armas nucleares remanescentes da URSS, por parte da Ucrânia, à Rússia. [Read more…]

PCP: O algodão não engana…

Andas a exagerar Sá, sempre a bater injustamente no PCP até porque eles afinal defendem…..upssss

Orbán, Salazar, Putin e Hitler entram num bar

Salazar, figura maior do autoritarismo e da corrupção política deste país, mostrou os seus valores em plena Segunda Guerra Mundial, ora fazendo negócio com os Aliados, ora fazendo negócios com os Nazis, ora deixando-se fotografar com a foto do amado Duce na secretária, ora castigando Aristides Sousa Mendes por salvar judeus a mais, num acto de profundo e devoto Cristianismo.

Já Viktor Orbán, o Salazar de Budapeste, parece seguir as pisadas do fascista português. Diz-se ao lado das democracias ocidentais, apesar de repudiar o seu modo de vida, presta vassalagem ao Adolfo de São Petersburgo, agora estrategicamente suspensa, enquanto aguarda o desfecho da guerra, e não está disponível para auxiliar o esforço de guerra ucraniano, ou sequer de permitir a passagem, pelo seu território, de armamento fornecido por Estados-membros à Ucrânia.

O argumento do regime húngaro é não querer arriscar um ataque ao país, caso Putin se aperceba da passagem de tais armas. Argumento nobre para quem integra a UE, que se quer solidária, e a NATO, uma aliança militar que, em caso de invasão russa, será a única a vir em seu socorro, agora que os amigos do Kremlin estão na outra trincheira. A menos que Orbán seja o Facho de Tróia. Sim, o Facho. Ia agora insultar os cavalos porquê?

Da vergonha alheia…

A sério? A sério? Foda-se….

Alguém que os avise, carago…

“A Geórgia e a Moldávia junta-se à Ucrânia no desejo de adesão à UE e o Presidente da Roménia Klaus Iohannis já solicitou que a UE aceite a Ucrânia, a Moldávia e a Geórgia com urgência na UE. À Roménia junta-se a Polónia e a França a defender que, para além da Ucrânia, a Moldávia e a Geórgia possam avançar com processo de adesão com urgência”.

Estes gajos do Leste que querem pertencer à UE e à Nato… é alguém lhes explicar…. Talvez o Bloco ou o PCP, sei lá…

Neutralidades imbecis

“Para muitos (Ucranianos) hoje não é um dia bom. Para muitos (Ucranianos) hoje pode ser o seu último dia”.
Volodymyr Zelensky, 2022.03.01

Este não é um conflito “normal”. Este não é um conflito “tradicional”. Este não é um conflito onde a razão se perde em labirintos de factos. Este não é um conflito onde a ideologia ou as construções doutrinárias rebuscadas podem determinar o nosso lado. Há um agressor e há um agredido. Há um ditador sanguinário e psicopata e um Povo inteiro que sofre, que resiste, que morre. Há um País (pelo menos o seu governo) que injustificadamente (não, não há qualquer justificação lógica ou plausível que sustente a invasão) entra num território estrangeiro, destrói e mata em crescendo e uma Nação que tenta sobreviver. Uma Nação que recusa a sua extinção. A extinção que outros decretaram.

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As descobertas da direita portuguesa ou mesmo mundial

Quando o mesmo homem, num país, desempenha, em anos seguidos e alternadamente, as funções de Presidente da República e de Primeiro-ministro, dificilmente poderíamos falar em democracia consolidada ou mesmo em democracia. Vladimir Putin nunca foi flor que se cheirasse, tal como os oligarcas e mafiosos que o rodeiam e que andam pelo mundo a comprar clubes de futebol e empresas e casas e iates. Putin é um escarro tóxico que aprendeu muito do que sabe no mundo soviético, para, hoje, ser chefe de um bloco capitalista e imperialista, porque o primeiro implica o segundo, a cavalo de uma globalização inevitável e cavalgada por gente muito pouco recomendável, sempre salvaguardada, no entanto, por quantos defendem a pureza de um capitalismo imaginariamente assente numa aparência de meritocracia.

A direita portuguesa ou mesmo mundial descobriu, com a invasão da Ucrânia, que o Putin era mesmo mau. De caminho, aproveitou para continuar a normalizar o Chega, indignando-se muito com a posição equívoca do PCP (que consegue condenar e relativizar, ao mesmo tempo, a invasão russa), como se o PCP não tivesse, há muitos anos, posições equívocas sobre algumas ditaduras, usando de uma linguagem tortuosa para fugir a comentários sobre excrescências como a antiga oligarquia angolana ou a ditadura norte-coreana. [Read more…]

O PCP: A culpa é do Aventar…

https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/guerra-na-ucrania/2022-03-01-o-pcp-age-como-se-nao-tivesse-caido-o-muro-de-berlim-nao-condenar-claramente-a-russia-vai-levar-a-dissidencias-mesmo-que-silenciosas/

E se criássemos uma nova Humanidade?

Pensamentos sobre A Evolução da Espécie

Há anos que tenho esta reflexão presa na mente. Fui aludindo a ela um pouco por todas as coisas que escrevi, em todas as plataformas. Estão lá, directa ou indirectamente, todas estas questões e mais algumas. E a propensão que sinto para a escrita vem desta sensação de que a Humanidade está doente e precisa que pensem sobre ela.

Sim, acredito que a cura é o pensamento. A cura para uma espécie de estagnação dos valores humanos. Ou talvez não seja uma estagnação e apenas uma normal fase, como tantas outras. No entanto, sinto que, nestas fases, somos chamados a pensar-nos. A pensar A Evolução da Espécie, procurando um caminho mais positivo naquilo que nos é comum a todos: o ser-se Humano.

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