PÚBLICO, 16/4/2012
Mas… afinal existe?

Já vai a caminho da Guiné-Bissau, uma das tais fragatas milagrosamente construída nos anos 80. Portugal “não precisa de navios de defesa, a não ser alguns patrulhas, um navio-hidrográfico e umas lanchas pesca-náufragos”. A NATO e os espanhóis tratam do resto”.
Em resumo, aqui está a teoria dos inteligentes da nação que quando precisam, recorrem aos parcos efectivos das Forças Armadas para satisfazer as suas políticas. Este é mais um caso e embora ainda não se perceba bem o que está a acontecer em Bissau – lutas pelo controlo do tráfico de droga, tribalismos vários, ódios e ambições políticas ou outros interesses que envolvem dinheiro -, a verdade é que há quem avise acerca da soberania guineense sobre o seu território e orla costeira. Uma novidade neste nosso país onde as sumidades mandantes nos enchem os ouvidos com “desígnios”, Zonas Económicas “Exclusivas” e outros recursos oratórios de enfarda-chouriços.
Mas existe outro aspecto a ponderar: afinal, após trinta e sete anos de independência, a Guiné-Bissau existe? Ou aquelas fronteiras delimitavam um espaço mantido uno por uma certa nefanda presença que de vez em quando ainda intervém? A uns dias do 25 de Abril, pensem no caso.
Hoje dá na net: Pier Paolo Pasolini – Salò ou Os 120 Dias de Sodoma
Vejam depressa, ou baixem do youtube, antes que desapareça. Pasolini depois de estrear este filme apareceu falecido, à paulada. E por cá foi o primeiro episódio de censura pós-1974:
Em Portugal, já em 1976, salva a democracia e evitados os extremismos, os distribuidores tremeram com o filme nas mãos e não ousaram estreá-lo sem exame prévio do então ministro da tutela, o socialista, republicano e laico Dr. Almeida Santos (VI Governo Provisório, a seguir ao 25 de Abril). Dizia-se que o futuro Presidente da Assembleia da República não aguentou a visão até ao fim: «Chamem-me censor, chamem-me o que quiserem, mas enquanto eu for ministro isto não passa.» Verdade ou mentira, é certo que não passou. O filme só foi apresentado pela primeira vez no Festival da Figueira da Foz no dia 1 de Setembro de 1976 (e estreado no dia seguinte em Lisboa, no cinema Mundial), já com o I Governo Constitucional em funções, Ramalho Eanes como Presidente eleito e David Mourão-Ferreira como Secretário de Estado.
Fui confirmar a memória aO Rato Cinéfilo, uma leitura que se recomenda.
O filme dói, tem um plano que ainda hoje me gela, mas nem que seja pelo momento que este cartaz reproduz (e que eu diria ser a chave que abre as portas para o entendimento da obra) é obrigatório ver.
Legendado em castelhano (activar clicando em CC) Ficha IMBD
Na Coreia do Norte como em Celorico de Basto
25 Poemas de Abril (VIII)
Cantar Alentejano from Gustavo Imigrante on Vimeo.
Um poema de Jose Afonso, “ilustro-animado-analogicamente”,
por Gustavo Imigrante.
Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Serranas viram-na em vida
Baleizão a viu morrer
Ceifeiras na manhã fria
Flores na campa lhe vão pôr
Ficou vermelha a campina
Do sangue que então brotou
Acalma o furor campina
Que o teu pranto não findou
Quem viu morrer Catarina
Não perdoa a quem matou
Aquela pomba tão branca
Todos a querem p’ra si
Ó Alentejo queimado
Ninguém se lembra de ti
Aquela andorinha negra
Bate as asas p’ra voar
Ó Alentejo esquecido
Inda um dia hás-de cantar
Países da América Latina querem discutir a descriminalização das drogas
Nas Américas, apenas os EUA e o Canadá estão contra. Não admira o negócio das prisões e a guerra à droga dão dinheiro a muita gente.
A CPLP, Abril, o sector e o setor
A Resolução sobre a Situação na Guiné-Bissau, ontem aprovada pelo Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), será sempre lembrada como uma referência quer da crónica inaplicabilidade do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), quer do conceito de heterografia que lhe está associado, quer da precipitação em aplicar-se algo que a própria CPLP assumiu há poucos dias precisar de “diagnóstico relativo aos constrangimentos e estrangulamentos na aplicação” e de posterior “ajustamento”. [Read more…]
As mentiras pornográficas de Paulo Macedo
Eu e João Lemos Esteves pensamos igual. Quem deve estar fula é Clara Ferreira Alves, fã do Macedo. Teve uma amiga que foi mãe na MAC ao pé de seis ou sete mulheres negras… vejam só o ultraje! Já reclamou ao Ricardo Costa.
Como Se Fora Um Conto – O Viúvo Provisório
O Viúvo Provisório
Sentia-a como a melhor pessoa que alguma vez lhe coubera. A cumplicidade nas diferenças que tinham era enorme. O amor que nutriam um pelo outro era ainda maior.
Rui Rio não foi à Es.Col.A
“A CMP já começou a previsível campanha desinformativa“, as mentiras do costume que a Gui desmonta. Leiam, o contraditório não sai nos jornais.
Hoje dá na net: Sócrates
Activismo Feminino
Há, pelo menos, duas razões para gostar desta fotografia: a da esquerda e a da direita.
Vivam Apenas
Sejam bons como o sol
Livres como o vento
Naturais como as fontes (…)
E, principalmente, não pensem na morte (…)
Vivam, apenas,
A Morte é para os mortos.
O 14 de abril não é feriado em Espanha
A II República Espanhola fez 81 anos.
Em Portugal, por enquanto, acabaram com o 5 de outubro.
Um dia a Ibéria terá as suas terceiras repúblicas.
Tetra campeões
Limpinho. O BENFICA ganhou de forma justa uma competição que alguns – os que a perdem sempre – continuam a desvalorizar como se perder fizesse parte do seu Destino. Se calhar faz. Por mim, prefiro ganhar a Taça da Liga do que a perder.
Pela nossa parte fica a satisfação pela vitória numa competição que foi ganha em jogo e sem apitagens manhosas.
Foi muito bonita a forma como os jogadores do Gil aplaudiram o vencedor. Faz deles uns derrotados muito dignos.
25 Poemas de Abril (VII)

SEGREDO
Lá, na última das celas
nódoa negra de açoites,
não há dias, não há noites
porque as as noites têm estrelas.
Lá, só na sombra que dói.
Sombra e brancura de um osso
que o preso remói, remói
no fundo do seu poço.
Lá, quando o vierem buscar
amanhã, depois ou logo,
terá na alma mais um fogo,
mais uma chama no olhar.
Luís Veiga Leitão
Morrer sob o peso da obra
A minha mania dos recortes de jornal (mais um).
Luis Jiminez (1940-2006) junto da escultura que o vitimou. No Público (16-6-2006) escrevia-se “trabalhava há quase dez anos na obra que viria acidentalmente a provocar-lhe a morte”.
A escultura e a política não têm nada a ver uma com a outra, pois não?… Pois eu acho que devia! O político é o artista da obra efémera. Começa, mas não acaba. A obra que produz tem curta duração e pouca ou nenhuma utilidade. O político tem projectos megalómanos como aquele cavalo para um homem só, mas Luis tencionava acabá-lo. [Read more…]
Em nome dos elefantes, os meus estimados votos de pioras
O rei Juan Carlos de Espanha foi submetido a uma intervenção cirúrgica, na última madrugada, em Madrid, depois de ter fracturado a anca numa queda durante uma expedição de caça no Botswana.
Dívidas de gratidão
Roubo este texto ao Álvaro Vieira, perdido que ia ficar no Público edição Porto. Novidades destas são para toda a nação, direi mesmo mais, para todo o mundo:
A notícia já tem quase 15 dias e, lamentavelmente, continua a passar despercebida às secções de economia dos órgãos de comunicação social, apesar de significar a alvorada de uma nova era, muito mais feliz.
Tem a ver com o vereador do CDS na Câmara do Porto, que em 2009 se candidatou em situação de inelegibilidade, por ter sido declarado falido, e que suspendeu o mandato enquanto luta pela reabilitação.
A questão de saber como pode alguém manter um mandato que estava impedido de disputar é interessante. A discussão sobre a validade das deliberações em que participou também. A acção para perda de mandato que o Ministério Público lhe moveu há-de ser. Mas verdadeiramente empolgante é a notícia de que o vereador já viu o BES, que se dizia credor de mais de 78,3 mil euros, declarar ao tribunal que os 20 mil que recebeu de um amigo do autarca chegam para considerar este último “desonerado”. Também a Unicre, que pelos vistos gere os cartões de crédito com notável filantropia, declarou que “prescinde do seu crédito” avaliado em 7419 euros. Outros 102 mil euros da dívida do vereador já foram pagos por terceiros. Não ver o alcance disto é passar ao lado da felicidade. [Read more…]
A Caminho da Escola (os alunos de Nuno Crato)
Alguns alunos de uma turma pós-Crato vão para a escola de comboio; o maquinista, claro, ganha mais de 50 mil euros por ano!
Le Baiser de l’Hôtel de Ville
As turmas de Nuno Crato
Nuno Crato ainda não tinha feito nenhum disparate notável. Arrependeu-se. Uma turma com 26 alunos é uma aberração. Com 30 nem quero imaginar, sendo certo que poucas escolas dispõe de salas com espaço para tanta gente, a menos que se parta para soluções criativas: alunos de pé, alunos sem carteira ou alunos às cavalitas de alunos.
Tanta conversa com o rigor e a aprendizagem destruída num instante. A qualidade do ensino vai-se degradar no próximo ano lectivo a níveis que farão inveja a Maria de Lurdes Rodrigues.
Já agora, espero que o mesmo número seja imposto nos colégios privados que são subsidiados à turma. O sol quando se põe é para todos.
Hoje dá na net: Charlie Chaplin – A Quimera do Ouro
Acordo bilateral Portugal-EUA sobre a transferência de dados biométricos e genéticos
Foi publicado hoje em DR o aviso (13/2012) da entrada em vigor do acordo.
PS impõe disciplina de voto nos tratados europeus
Mr. Inútil dos Clã
Pala-pala-palavra não sai
Pala-pala-pala-palavra não sai
chegou ao parlamento [Read more…]

(Foto encontrada no 















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