Portugal: o país da tanga e do fio dental

Um dia o país esteve de tanga. Agora consta que está de fio dental.

O Centenário

Quando foi a última vez que o povo deste país pegou em armas? (a sério, digo)

Antes que seja tarde:

É chegada a hora da verdade, custe o que custar: AQUI.

O "Minister of Administrative Affairs" à portuguesa

Despesa do Estado, previsão para 2010imageNo gráfico mais à esquerda, saído ontem no Público, podemos ver (clicar para ampliar) que a maior das despesas do Estado consiste em cobrar os impostos (finanças) e administra-los (administração pública). Uma despesa muito superior aos gastos com a saúde ou com a segurança social ou com a educação. E sete vezes maior do que os gastos na justiça.

Isto é, a grande despesa do Estado consiste em fazer com que a administração do Estado exista. Ninguém vê nada de errado nisto? Nem se vislumbra onde cortar na despesa? Que tal começar pelo "monstro" dos 12.828 milhões de euros?

Sir Humphrey Appleby e o seu Minister of Administrative Affairs Jim Hacker tomaram conta deste país.

Coisas que me fazem cair da paciência abaixo

POR SANTANA CASTILHO

1. A Lusa divulgou que o PSD irá submeter à apreciação da Assembleia da República uma proposta para que passem a ser atribuídos gratuitamente os manuais escolares a todos os alunos do ensino obrigatório. Esta coisa disparatada, digo eu e adiante justifico, foi revelada, disse a Lusa sem desmentido, pelo vice-presidente do PSD, Marco António Costa. Marco António Costa terá feito contas e concluído tratar-se apenas de 200 milhões de euros de 4 em 4 anos. Marco António Costa compadeceu-se com as dificuldades da maioria das famílias da classe média e acha que se pouparia muito dinheiro porque o Estado gasta 50 milhões de euros em cada ano para atender só a algumas crianças. Marco António Costa manifestou pressa, desejando que a medida produza efeitos já a partir do próximo ano lectivo, e criticou o Governo por falar de Estado social ao mesmo tempo que diminui os apoios às famílias.
Enquanto os gravíssimos problemas do sistema de ensino têm merecido um silêncio ensurdecedor por parte do PSD, o partido trouxe a público um não problema. Todo o negócio dos manuais escolares não está isento de críticas. Mas está longe de constituir prioridade e muito menos em obediência a mais um ímpeto centralista e estatizante. Onde fica a coerência política do PSD quando, e bem, exige cortes na despesa e, assim, com espantosa ligeireza, propõe aumentá-la desnecessariamente? É que os 50 milhões anuais invocados, ao que parece para chegar aos 200 quadrienais, não pagam só livros escolares.
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O verdadeiro leão usa gravata, fato, não transpira e não se atira para o chão

O Sporting está correcto. A verdadeira questão não é ganhar jogos, muito menos títulos, a verdadeira questão dos valores sportinguistas é a indumentária e a apresentação. Nada de piercings, nem tatuagens, nem sequer calças de ganga e, na tribuna, sempre de blazer.

Assim é que se vê os verdadeiros leões. Não são aqueles que têm de transpirar, coisa de gente sem nível, de correr, de cair e levantar, de chutar uma bola. São, sim, aqueles que se apresentam à maneira. A equipa está a fazer um esforço nesse sentido.

Em Alvalade não querem lavajões, badalhocos e afins. Querem gente de classe. Só entram ministros, secretários de Estado, uns adjuntos, ficam à porta. O Sporting é clube de gente de bem, nada de povo, a não ser aqueles que pagam cotas.

Aqui no Aventar deveríamos fazer o mesmo. Por mim, já comecei. Para este post aluguei um ‘smoking’.

Fátima

(adão cruz)

 O amigo J. Mário Teixeira colocou num post anterior a este, um vídeo do Padre Mário de Oliveira, sobre Fátima, e dedicou-o à minha pessoa. Eu disse-lhe que ele já conhecia os meus gostos e desgostos. Agradeci, não porque eu tenha prazer em coisas amargas ou em fenómenos sociais negativos, mas porque se trata de um impressionante exercício de lucidez e de uma acutilante denúncia de uma das maiores patranhas do século XX. [Read more…]

O Diário do Professor Arnaldo (29 de Setembro)

Hoje de manhã cheguei à sala e não havia giz para escrever no quadro. Dizem-me por aqui que estão a racionar porque há ordens do Ministério para cortar nesse tipo de despesas.
Olha que palhaçada! Se não há giz, como é que querem que eu escreva? Com a pila?

Contestar a austeridade: da retórica em Portugal à acção em Espanha

O governo, em reunião extraordinária do Conselho de Ministros, esta tarde, prepara-se para lançar um aumento de impostos. Será, justamente, a aplicação, já em 2010, de uma das medidas que o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, teve a amabilidade de vir anunciar há dias em Lisboa, em gesto de solidariedade com Sócrates e companheiros da (des)governação.

Da agenda do Conselho de Ministros, consta igualmente a definição das linhas de orientação do Orçamento Geral do Estado para 2011. Certamente, em complemento do agravamento de impostos a vigorar já este ano, definir-se-ão outros, a implementar no próximo. Damos como exemplo a redução dos benefícios fiscais das despesas de educação e saúde – o governo nega tratar-se de um aumento de imposto, mas a verdade é que essa capciosa afirmação se destrói com o incontestável argumento de que, no final do ano, os contribuintes terão aumentada a carga fiscal do IRS e, consequentemente, o valor do imposto a pagar ao Estado.

No país vizinho, igualmente enfiado no atoleiro da crise, o governo de Zapatero lançou um pacote de medidas duras; medidas que, de resto, têm sido enaltecidas por gentes do PSD. O próprio Pedro Passos Coelho foi um deles, mas economistas próximos daquele partido, como Catroga, também as aplaudiram.  

Na senda do combate à crise a nível europeu, basicamente dirigido aos cidadãos comuns, há, em cada país, reacções colectivas de matizes diversas. Em Portugal, na lógica das tradições dos ‘brandos costumes’ e do ‘nacional-fatalismo’, prevalece a retórica e os palavrosos discursos de analistas políticos. À moda da Grécia, em Espanha o povo faz greve e sai para a rua em protesto. De resto, o ‘ELPAÍS’, jornal próximo do partido governamental, está a destacar a greve geral, com uma edição ‘on line’, actualizada de minuto a minuto. Tal é a força demonstrada pelos trabalhadores espanhóis.

Tão próximos e tão diferentes. Para alguns portugueses será eventualmente motivo de orgulho. Para mim é de profunda mágoa.

Exposição de Fotografias em Vermoim – Maia (2)

espanhol por um dia, greve geral no estado vizinho

capa do publico.es para o 29-s: La edición digital no se actualizará este miércoles porque el 90% de sus trabajadores harán huelga”

E começou assim:

Vamos, mucho mejor de lo previsto.



Sócrates Crabtree

Sócrates Crabtree

The “bost” of Crabtree

Assalto por encomenda


Estamos em crise e o senhor Cavaco Silva foi uma vez mais atrás de D. Manuel II. Tal como o rei, viajou até ao Buçaco, para quase incógnito, comemorar discretamente a vitória sobre a “querida França do regime”. Bem ao contrário do Desventurado, não foi recebido em delírio pelas populações e muito menos ainda, pelo exército. Sabe-se que o rei terá exclamado após tanto entusiasmo, ….”hoje conquistei o exército!” Pensava ele nos promissores fastos dessa conquista, sem sequer imaginar que uns dias depois, aquelas espadas lustrosas permaneceriam oportunistamente nas bainhas. Pelo contrário, seriam os cutelos do talho no qual Portugal se transformaria por muitas décadas.

São assim, os defensores da pátria e das instituições. Estamos habituados. Isto dizemos, para que o senhor Cavaco Silva saiba do país em que se vive. Hoje inaugura festas e para a semana poderá ter de partir à pressa. Nunca se sabe, nem nada está garantido. É a única certeza.

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"béde inglish"

Mais um momento genial do 31 da Sarrafada!!!

Presença portuguesa em Marrocos

Esfera armilar

Esfera armilar existente na fachada do Castelo do Mar de Safim

“Um reino português em Marrocos era sonho irrealizável com os nossos parcos recursos em gente e dinheiro”. (LOPES, 1989, pág. 12)

Esta frase de David Lopes espelha uma realidade constante durante os 354 anos que durou a presença portuguesa em Marrocos, marcada pela existência de praças-fortes isoladas, dependentes dos abastecimentos do exterior, constantemente ameaçadas pela hostilidade do território envolvente, como tão bem exprimiu ao afirmar também que “não vemos (…) D. Henrique fechar os olhos às realidades e querer conquistar um país que Portugal, de pouca população e pobre, não podia abarcar. Um realista como ele sempre se revelou não podia ter tão estulta pretensão; e se algum dia teve esse sonho, filho da inexperiência primeira, deve ter acordado dele quando o mar imenso se começou a abrir diante das suas caravelas. Os perigos eram aí, afinal, menores e as vantagens maiores”. (LOPES, 1989, pág. 12) [Read more…]

os amigos

mãos solidárias e recíprocas, símbolo de que dá e nada solicita

Amigo é um substantivo muito usado nas conversas do dia-a-dia. Apesar de estar definidos en todos os dicionários, acaba por ter uma séria de significados. O que me parece menos meigo, é quando a palavra é usada em detrimento de outras pessoas: oiça meu amigo, é melhor ir embora e deixar-nos em paz. Ou, se o substantivo é usado como apelativo: hei amigo, ande cá…. Ou, mais grave ainda, se referimos alguém de importância na vida social, na sua ausência: esse deputado é muito meu amigo, confie em mim… Ou o candidato a Presidente da República, o Primeiro-ministro, o nosso chefe, são incluídos na conversa como pessoas da nossa intimidade. Durante uma época da minha vida, fui enviado ao Chile pelo meu Catedrático da Universidade inglesa onde estudava e ensinava, houve um alçamento militar e o nosso Presidente foi assassinado, como tenho referido em outros ensaios de este sítio de debate; o meu Chefe, sabia o que era um campo de concentração, tinha passado quatro anos em Auschwitchz, (Auschwitz-Birkenau é o nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polónia, símbolos do Holocausto perpetrado pelo nazismo. A partir de 1940 o governo alemão comandado por Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesta área, então na Polónia ocupada. Houve três campos principais e trinta e nove campos auxiliares). Bem sabia Sir Jack Goody o que eu [Read more…]

PSD devia mandar Cavaco à merda

O Presidente da República está a pressionar o PSD para aprovar o Orçamento de Estado. Não porque seja bom para o país, mas porque lhe dá jeito para a recandidatura.
Cavaco Silva é o mesmo, relembre-se, que recusou a sua foto num cartaz de campanha do PSD e que contribuiu decisivamente para a queda de um seu Governo e correspondente subida ao poder de José Sócrates. Ele não quer nem nunca quis saber do PSD para nada.
Agora, o PSD deve responder-lhe da mesma forma. Rejeitar o Orçamento prejudica-lhe a campanha? Azarito!

Negociações de paz?

Às vezes, a paz só atrapalha.

O Diário do Professor Arnaldo (27 de Setembro)

Hoje, uma aluna virou-se para mim e disse:
« – Setor, setor, tenho de ir já à casa de banho senão faço chichi pelas pernas abaixo. Deixe-me ir já.»
Como vinha de um intervalo de 20 minutos, não deixei.
« – Ó setor, vou mijar-me toda, ó, ó, vou fazer pelas pernas abaixo».
Toda a turma se riu. Eu fiquei a olhar para ela.
Outra aluna, depois de eu dizer uma piada relacionada com a matéria, disse:
« – LOL.»
LOL? Aquilo que significa «laughing out loud» em linguagem escrita? Agora LOL diz-se? Fiquei a olhar para ela.
Já na sexta-feira, foi uma turma inteira de 9.º ano que ficou a olhar para mim quando perguntei o que eram sindicatos e para que serviam.
« – Ah?»

A OCDE já chegou, aguarda-se o FMI

O aumento de impostos, IVA, IMT e IMI, é a prescrição salvadora da OCDE ao governo nacional, plasmada no ‘Economic Survey of Portugal 2010’, apresentado hoje aos nossos governantes.

Como destaca o Diário Económico, são oito as ‘recomendações-chave’ a Portugal, ou seja:

1)      Aumento de impostos

2)      Congelamento de salários

3)      Cortes nos benefícios e deduções fiscais

4)      Revisão do subsídio de desemprego

5)      Mais competitividade e flexibilização laboral

6)      Controlo e transparência nas contas públicas

7)      Infra-estruturas de transportes são essenciais

Consultado um a um, o teor e sentido das recomendações ajustam-se na perfeição aos objectivos orçamentais do governo. Esclareça-se, porém, que o PSD não foi esquecido. A OCDE reclama o consenso interpartidário, destacando a necessidade de suporte do principal partido da oposição – o relatório é inequívoco a este respeito.

Do conteúdo da prescrição de medidas preconizadas pela OCDE, é impossível deixar passar em claro sugestões paradigmáticas da intensificação dos sacrifícios requeridos aos cidadãos:

Um corte nas contribuições para a Segurança Social dos empregadores para suavizar o ajustamento pois reduz os custos das empresas, pelo menos no curto prazo

e, logo de seguida, remata

O IVA e os impostos sobre imóveis [IMT e IMI] devem aumentar o suficiente para, pelo menos, financiar este corte.

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Exposição de Fotografias em Vermoim – Maia (1)

Os bancos que paguem a crise

1, 2 , 3, uma elegia à arte do carteirista, um hino às subtilezas do gamanço.

Infografia do Expresso

religião, confissão do medo – III parte

3.1- Algumas ideias finais. IIIª Parte

Como é natural, há mais confissões espalhadas pelo mundo inteiro. Todo o ser humano tem necessidade de ajuda quando a vida é dura e não há outra alternativa na vida material, excepto acudir a essas outras formas materiais, criadas pelo ser humano, a religião. É esse o motivo da minha grande dúvida no início do texto: confissão de medo ou do medo. Decidi-me pela derradeira para discorrer ideias com a minha análise, que devia ser um livro. Um exemplo específico para mim foi o de uma tese de doutoramento que orientei sobre os Ismaelitas. Enquanto lia os papéis para escrever este texto, encontrei esse nome, a Índia toda caiu sobre mim. O candidato nunca acabou a tese, por preguiça, pelo que lhe solicitei ir embora – e embora foi, até com o seu nome, que entretanto esqueci. Mas, aprendi imenso sobre os Ismaelitas e agradeço: visitei os seus sítios de trabalho, comi nos seus restaurantes, ensinaram-me as suas crenças. Em honra aos seus membros, embora breve, direi apenas esta ideia: Os ismaelitas, por vezes grafado erroneamente Ismailismo, é uma doutrina religiosa considerada como um ramo dos xiistas. Os adeptos dos ismaelitas são também designados como septimámicos em

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A sensualidade plena de Mário Soares em pijama sedutor (exclusivo Aventar)


No novo programa da TSF, «Gente que Conta», o entrevistado de hoje foi Mário Soares. Entre outras coisas interessantes, o antigo Presidente da República disse que anda de pijama pela casa fora até à uma da tarde. Não vai comprar o pão de pijama, como o João Manzarra dos Idolos, mas trabalha de pijama. Não esclareceu se também almoça assim.
Pois bem. O Aventar porfiou e conseguiu em exclusivo fotos de dois dos pijamas preferidos de Mário Soares. Ao que parece, foi com estes dois modelos que o antigo Presidente promulgou muitos decretos e que recebeu Carlos Melancia aquando do regresso de Macau e o procurador Cunha Rodrigues quando este fazia de Pinto Monteiro.
Como nota final, se o programa da TSF se chama «Gente que Conta», teria sido bom que ele tivesse contado melhor os célebres negócios da Emaudio, a forma como despachou Rui Mateus para a Suécia e como conseguiu que os «Contos Proibidos» nunca mais fossem publicados. Ou ninguém lhe perguntou?
Já em relação aos elogios a Cavaco se percebe bem por que não perguntaram. Soares faz de tudo para ajudar à derrota de Alegre. Até elogios a Cavaco.

Notícias frescas da Suazilândia

Nothando Dube

Conta-nos hoje o Ionline:

rei da Suazilândia, Mswati III, despediu o seu ministro da Justiça, depois de descobrir que o político mantinha um relacionamento com uma de suas 14 mulheres. Ndumiso Mamba deixa o cargo, após as imagens terem sido reveladas na internet.
Segundo o Daily Mail, o ex-ministro da Justiça mantinha um caso com a 12ª mulher do rei, uma jovem de 22 anos chamada Nothando Dube, ex-miss da Suazilândia. Ainda de acordo com o jornal britânico, a imprensa local está proibida de publicar o escândalo sobre a traição no ceio (sic) da monarquia.

Agradeço a notícia. Fiquei a saber que o rei escolhe as esposas (vai em 13) num festival anual que ocorre no dia do seu aniversário, tendo reparado em Nothando Dube quando esta tinha 16 anos. Não deve ser fácil satisfazer um harém tão numeroso, e compreende-se a intervenção do ministro da Justiça.

Também fiquei a saber que no Ionline pagam a um analfabeto que escreve “ceio” por seio, e que divulga notícias do início de Agosto com a tranquilidade de quem precisa de encher chouriços em finais de Setembro. O que se compreende: o Correio da Manha fê-lo vai para 2 dias, a Visão e o Diário Económico foram atrás, tudo porque alguém precisou dos mesmos enchidos num tablóide inglês qualquer. A parte das “imagens divulgadas na internet” é treta: o casal foi apanhado em flagrante pelos serviços secretos reais, acontecimento que deu origem a fotos como esta:

A única notícia, por assim dizer mais fresca, é que o cargo já foi ocupado, pelo reverendo David Matse, presidente da Comissão de Direitos Humanos, ou seja, especialista numa coisa que a Suazilândia não tem. Este rei ainda acredita nos homens da igreja. E na altura das portas, antes que se aleije.

Musique française à la carte

O companheiro Pedro lançou o repto. Vá lá saber-se por que razão, foi acometido por súbito impulso de um revivalismo da música francesa do século passado.

Pelo meu lado, admirador dos intemporais Piaff, Gainsbourg, George Brassens, Gilbert Bécaud, Aznavour e outros (o belga Jacques Brel também está associado a esta vaga), retribuo com a inolvidável ‘La Mer’ de Charles Trénet:  

Que tal?

Fim de Semana Musical

Depois de ter passado os dois últimos dias a dar-vos música (com clássicos da música popular do séc XX) encerro hoje com filet-mignon.

Em tempos de revivalismos e remisturas várias, também por cá – Deolinda, Oquestrada, Diabo na Cruz, etc.- veja-se esta pérola francesa de Zaz

e o original da inesquecível Piaf [Read more…]

Por mim, o campeonato acabava já hoje

Evitava-se a pressão sobre os árbitros para beneficiarem o do costume, e a Académica voltava aos lugares que lhe pertencem historicamente, com uma equipa que dá espectáculo, no ano da afirmação de Jorge Costa como grande treinador que vai ser.

Até obras de arte sob a forma de golo não têm faltado, este com o gostinho especial de ser marcado ao adversário de estimação, o Derrota de Guimarães:
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/BQEqAAKWCFfDlFLpH33p/mov/1

Golo de Sougou, Académica 3-Guimarães 1

religião, confissão do medo-II parte

La Pietá, Michelangelo Buonorroti, 1494

2.- Confissão do medo. IIª parte

Duvidei. Duvidei e volto a duvidar. Não da divindade[1], mas sobre se uma qualquer Confissão é de medo ou do medo. Caso escolha a primeira opção, não tenho outra alternativa que desorientar o leitor de que os seus sentimentos de fé ou Confissões foram organizados para assustar os seres humanos da sua divindade. Se escolher a segunda alternativa, é-me possível explicar o que tenho observado em trabalho de campo. Um dia, um rapaz sem trabalho, deslocou-se ao centro de emprego para se inscrever na lista dos sem trabalho. Acendeu uma vela. Como faria um antropólogo qualquer, perguntei porquê. Respondeu de imediato: para pedir pelas almas dos meus defuntos Bem sabia eu que não era assim, era pelo medo que tinha de não obter uma resposta positiva. A anima rogada era ele próprio e seu medo do insucesso. Foi e voltou sem nada, endereçou-se à vela e disse com raiva: vela maldita que nada fizeste por mim, e apagou-a. Lá foram os seus defuntos e as suas almas rogadas! Queria cobrar ânimo, valor. [Read more…]

Onde cortar na despesa?

Portugal precisa de quem puxe pelo país Na passada sexta-feira ouvi o primeiro-ministro dizer em Nova Iorque que preferia uma redistribuição fiscal (leia-se aumento de impostos) a cortes na saúde, na educação e no estado social.

Esta declaração é fantástica. Em primeiro lugar diz-nos que os impostos irão aumentar e em segundo que só na citadas três áreas é que há espaço para cortes na despesa. Ficamos a saber que os governos civis não vão fechar, que a imensidão de institutos, fundações e empresas municipais que duplicam a administração pública continuarão como até aqui e que o patrocínio estatal de actividades comerciais como computadores, construção de estradas e demais obras públicas não será contido.

Recorre-se ao medo e fica tudo na mesma. Excepto para os tais 15% que contribuem para 85% da receita fiscal, que sentirão, uma vez mais, os impostos mais pesados e a carteira mais leve.