E porque precisam eles do BPN?

Para salvaguardar os “empréstimos” concedidos aos amigos, por exemplo:

Domingos Duarte Lima deve ao BPN 700 mil contos (cerca de três milhões e meio de euros), relativos a um empréstimo que contraiu junto do banco a 5 de Abril de 2001. A quantia faz parte do ‘buraco’ da instituição financeira, sendo que, dois anos após a sua nacionalização, a administração ainda não accionou a dívida. Sol

Adivinhem quem vai pagar?

 O presidente do BIC Portugal disse ainda que não aceitaram todo o crédito mal parado do BPN, apenas parte, mas ficaram com os depósitos do banco. RR

Adenda: sobre o processo BPN, este depoimento é muito esclarecedor:

BPN: ao cavaquismo o que é do cavaquismo

A oferta pelo governo do BPN ao BIC vale também pelo simbolismo. Começa por ser uma prenda à cleptocracia angolana e ao homem mais rico de Portugal, Américo Amorim, aquele que se dá bem com todos, hábito que lhe vem do PREC, altura em que multiplicou a fortuna. Quanto a isso nada de estranho, mais uma variante da caridade agora tão presidencialmente institucionalizada.

Mas sendo o BIC presidido pelo reformado Mira Amaral (18.156 euros mensais, paga-lhe a CGD após 18 de meses de trabalho), o ministro de Cavaco responsável entre outras barbaridades pela destruição da indústria nacional, pode dizer-se que de uma devolução se trata: o cavaquismo tinha um banco, assaltou-se a si próprio levando-o à falência, e recupera-o com capital injectado e metade dos trabalhadores, naturalmente nós pagaremos as indemnizações aos que vão ser despedidos, além dos 2,4 mil milhões de euros que já se sabia.

Tudo está bem quando acaba bem. Dias Loureiro e Oliveira Costa sorriem, um no seu exílio, o outro aguardando um julgamento de que já conhecemos o resultado, começou a temporada de verão na Aldeia da Coelha. Não me voltem é a falar da Grécia como exemplo chocante de esbanjamento de dinheiros públicos em proveito da casta dominante: esse Euro-2011 já o ganhámos nós, marcando golos na própria baliza.

BPN custa-nos 2,4 mil milhões de euros

Muito obrigado sr. Sócrates. Enquanto se pavoneia em Paris, cá estaremos nós a pagar com o  subsídio de Natal, impostos q.b. e com os anunciados orçamentos rectificativos o delírio a que chamou salvar a banca.

Os doze trabalhos de Passos*

BPN

Cavaco Silva diz que o novo Governo terá muito trabalho pela frente

 

* Os doze trabalhos de Passos são uma série de episódios ligados entre si por uma narrativa troikiana, relativa a uma penitência que terá de ser cumprida por um dos vencedores eleitorais, Passos Coelho, mais conhecido em português por Obama de Massamá.

Da forma como que são conhecidos actualmente, os trabalhos de Passos não são contados num único lugar; foram reunidos a partir de diferentes memorandos, uns em inglês, outros em português e outros, ainda, em inglês técnico. De acordo com os comentadores de domingo, não há uma maneira específica de interpretar os trabalhos; pode-se inferir apenas que seis deles passam pelo aumento de impostos, e culminaram com o esvaziamento dos bolsos. Os outros seis levam o herói a outras medidas dolorosas, quase sempre relacionadas com cortes de serviços públicos. Têm estes trabalhos objectivos superiores como por exemplo tapar os buracos resultante da nacionalização das fraudes BPN e BPP.

Uma célebre descrição dos trabalhos na arte política encontra-se assinada por um engenhoso futuro estudante de filosofia. Consiste num assim chamado “bom acordo para o país”, tão bom que acumula as qualidades de ter sido diabolizado antes de existir com o facto de não ser executado pelo respectivo mentor.

plagiado daqui e daqui

Lapsus linguae e desejo de voltar ao passado

Comecei por achar que foi gafe mas agora convenço-me que a Lusa e demais comunicação social encontraram a solução para os problemas do país. Com efeito, ao chamarem “Plataforma de Voluntários Sócrates 2001” à acção de campanha de ontem, mostraram que sair deste buraco implica voltarmos 10 anos a trás, tempo em que

  • as SCUT e as PPP ainda não eram forma de fazer obra sem dinheiro (para os outros, que somos nós agora, pagarem);
  • não haviam sido feitos os estádios do Euro2004, que agora estão às moscas e para os quais até se defende a demolição de alguns, face à sua inutilidade;
  • ainda o BPN e o BPP ainda não tinham sido nacionalizados, com os enormes buracos financeiros a serem incorporados nas contas do Estado, sem que se perceba com que objectivo;
  • não tinham sido inventados os ajustes directos, ganhando os concursos quem apresentasse a melhor oferta (ou quem fizesse o melhor lobbying, mas os perdedores podiam apresentar reclamação e, mais cedo ou mais tarde, quem ganhava por cunha acabava denunciado);
  • a Educação ainda não tinha sido transformada em campo de chacina para se conseguir impor alguns cortes salariais;
  • a Justiça funcionava tão mal como hoje mas ainda gozava de alguma credibilidade.

Há 10 anos ainda o país tinha solução. O «pântano» já existia mas ainda anos e anos de governação socialista, com o interlúdio PSD, não o tinham transformado no pantanal.

PIB e despesa: 1997-2010

Estes dados merecem destaque

De acordo com o Público, citando dados do Ministério das Finanças, as revisões exigidas pelo Eurostat (que já vêm de 2007…) para o cálculo do défice de 2010 aumentaram o peso da dívida pública no PIB de 83,1 para 92,4 por cento.

  Impacto no défice Impacto na dívida externa em percentagem do PIB
Refer, Metro de Lisboa e o Metro do Porto:
793 milhões de euros
somaram 0,5 pontos percentuais  ao défice acréscimo de 6,9 pontos percentuais
BPN: 1.800 milhões de euros acrescentou 1 ponto percentual ao défice acréscimo de 2,2 pontos percentuais
Execução de garantias dadas pelo Estado ao BPP: 450 milhões de euros somaram mais 0,3 pontos percentuais ao défice acréscimo de 0,3 pontos percentuais
TOTAIS +1,8 pontos percentuais +9,4 pontos percentuais

 

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Portugal é um grande caso BPN

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“Portugal é um grande caso BPN”, Medina Carreira no Negócios da Semana, da SIC Notícias, 13.08.2009. Um programa emitido antes das legislativas de 2009. A ouvir de novo, especialmente agora que se preparam os programas eleitorais. Apenas três destaques:

  1. Ao minuto 25:00 – Em 2007 endividamos-nos 22 mil milhões, mais do que em quaisquer dos anteriores 12 anos, milhões esses que  insuflaram a procura interna. Este brutal endividamento trouxe um crescimento de 1.9% mas não nos podemos endividar nesta ordem de grandeza todos os anos.
  2. Ao minuto 42:00 – Em 15 anos, a dívida de português ao exterior subiu 10 vezes, de mil e tal para quarenta e tal mil euros. Temos um português a trabalhar para outro português, que o Estado mantém.
  3. Ao minuto 46:15 – O keynesianismo não é possível em Portugal. O keynesianismo surgiu em economias fechadas e protegidas. Dantes, o dinheiro que o Estado gastava na economia servia para comprar um produto português. Agora, com o mercado aberto e como estamos a comprar sobretudo produtos estrangeiros, quando o Estado injecta dinheiro na economia, está a financiar a economia estrangeira.

Como foi possível fazer isto ao país? A nacionalização do BPN

2 de Novembro de 2008. O governo liderado por José Sócrates anuncia a intenção de nacionalizar o BPN, em plena contra-corrente com as sucessivas privatizações que ano após ano, governo após governo, têm sido levadas a cabo.  Apenas alguns dias depois, a 11 de Novembro, já a lei de nacionalização do BPN  estava publicada no Diário da República.

A primeira nacionalização do pós 25 de Abril foi uma lei prematura, tanto pelo curto período de gestação, como pela decisão precipitada. Com efeito, apesar de Teixeira dos Santos ter taxativamente afirmado que  “o Estado não gastou nem envolveu dinheiro dos contribuintes” e de Sócrates ainda no mês passado ter garantido que o registo do buraco do BPN não terá reflexos no défice de 2011 e dos próximos dois anos, o facto é que o défice de 2010 foi agravado em 1,3 pontos percentuais porque 1,8 mil milhões de euros de despesa, referentes ao BPN e às empresas de transportes, foram colocados debaixo do tapete.

Mas teria sido possível não nacionalizar o BPN?

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Cavaco compra em saldo e vende barato

cavaco_acçõescavaco_venda-acçõesOs dois semanários rivais usam parâmetros distintos para avaliar os resultados da compra e venda de acções da SLN (detentora do BPN) por Cavaco Silva.

O “Expresso” diz que Cavaco comprou a preço de saldo (1,00 € por acção): privilégio de que só ele e mais três accionistas beneficiaram. Os restantes pagaram 1,80 € ou 2,20 € por cada unidade. Mais 80% e 120%, respectivamente. Vendeu, depois, a € 2,40, realizando mais-valias de 140%, fixadas precisamente em 147.500 € – a sua filha, diz o “Expresso”, obteve um ganho da mesma espécie, de 209.400 €.

O “Sol”, por sua vez, defende que Cavaco vendeu barato, aos tais 2,40 €. Na altura o BPN estava a vender a 2,75 € cada acção; isto é, o actual PR e recandidato, segundo o “Sol”, poderia ter realizado cerca de + 14,5% de mais-valias em relação ao preço a que vendeu. [Read more…]

Fernando Ulrich (BPI) ou as dúvidas de um banqueiro

Membro da comissão de honra de Cavaco Silva e administrador do BPI – posições, aliás, irrelevantes –Ulrich veio a público lançar dúvidas sobre a relação CGD – BPN. Terá a Caixa beneficiado da transferência, para os seus activos, dos dinheiros depositados no BPN? Eis a questão do desassossego de Ulrich.

O destino do dinheiro é, ao que parece, causa provável de insónias do banqueiro. Já o  Estado ter injectado à volta de 5 mil milhões de euros, na promíscua instituição BPN, deixa Ulrich imperturbável. Que  a origem do dinheiro seja o erário público, em grande parte suportado por impostos cobrados a cidadãos de baixos salários, ainda o deixa mais indiferente. Primeiro a banca e em último dos últimos o povo do trabalho, do desemprego e de vidas amarguradas.

Outra curiosidade: Fernando Ulrich afirmou haver muita coisa do BPN por saber. Há certamente. Mas, adiantamos, também se sabe com rigor que ex-governantes cavaquistas, com Oliveira e Costa e Dias Loureiro à cabeça, têm fortes responsabilidades no caso Só que sobre este capítulo, e por certo em ordem a obedecer ao sacro-santo segredo de justiça, Ulrich opta por esquivo silêncio. “Compreendi-te”, diria o histórico Vasco Santana, de voz cheia e embriagada, ao estilo do ‘Pátio das Cantigas’. Ai esta vida de banqueiro…, entoamos nós.

Dúvidas existenciais sobre o pântano

Neste pântano imenso que é o caso BPN só há um gajo preso? E os outros? E os contribuintes, palavra que está a substituir o termo cidadãos, têm de suportar este esterco por mais dez anos?

Porque é que o banco não foi falência? Por medo de afectar o resto da banca nacional? O BPN? Ai, ai…

Cavaco a deturpar

As declarações e discursos de Cavaco transformam-se quase sempre em exercício de quem se imagina a falar apenas para pacóvios. Criticamos-lhe a petulância, reconhecendo eficácia na falácia de ser o mais honesto e sábio dos portugueses. A célebre frase “Eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas” é  estigma do estilo de político que o define.

Na Madeira, concelho da Ribeira Brava, Cavaco garantiu à comunicação social que não afastaria os membros da sua comissão de honra que dirigem a CGD. Para defender a sua posição, declara agora que, no debate com Alegre a propósito dos dinheiros públicos injectados no BPN (+ de 5 mil milhões de euros) e da nacionalização por ele promulgada, se limitou a fazer uma constatação do insucesso de resultados por comparação com o êxito de operações semelhantes em bancos britânicos. [Read more…]

Analogias


O Estado resolveu “reforçar” o capital social da Caixa Geral de Depósitos com mais 550 milhões de Euros. Por mera coincidência, o BPN “precisa urgentemente” de uma injecção de 500 milhões. Um mundo de coincidências para o sr. Cavaco Silva comentar neste estilo:
-“Bem… aaaah não foi o que eu disse…, a senhora jornalista deturpou as minhas palavras…, aaaaaaaaaah… BPN actual, não o que está a correr em tribunais…, não tem a ver com pessoas…, aaaaaah uma constatação, a recuperação… não estou a fazer julgamentos…, tenho muitas dúvidas…, como sabe, aaaaaaaaaaaah… (glup!), o contexto… sabe, gló-blóóó, góóó…”

Devem pensar que somos parvos?!

BPN: mais um desvio de 500 milhões de fundos públicos

 

bpn

Há notícias pouco precisas sobre o investimento público na nacionalização do BPN. Umas vezes fala-se de 4,7 mil milhões de euros, outras de 5,2 mil M. Independente do valor ser o primeiro ou o segundo, foi, de facto,  uma operação pesada e desastrosa para as finanças públicas, feita pela CGD com o aval do Estado (Ministério das Finanças). O argumento do governo sustentou-se no objectivo de evitar o abalo do sistema financeiro nacional. Conversa fiada!

A imprensa dita de referência, DN, Expresso e Público, anuncia a hipótese – mais do que certa, obviamente – do Governo investir no BPN mais 500 M de euros, cerca de 0,3% do PIB, para resolver a “insuficiência de capitais e a falta de cumprimento de rácios prudenciais” denunciadas pelo Banco de Portugal. [Read more…]

BPN: burla fresquinha

A Polícia Judiciária e o Ministério Público têm em curso uma mega operação, com dezenas de buscas em todo o país. A SIC sabe que nesta altura há um detido, numa investigação relacionada com o Banco Português de Negócios e uma gigantesca burla que pode ascender aos 80 milhões de euros.

Notícias ainda muito contraditórias, falando-se de três advogados detidos, da implicação de Luís Duque “antigo presidente da SAD do Sporting e vereador da Câmara Municipal de Sintra”, tendo Fernando Seara, presidente da câmara de Sintra também sido abordado.

Convém lembrar que o BPN é directamente responsável pelo défice das contas do estado, havendo o risco de o termos de pagar, inteirinho.

A face oculta da justiça

A escolha do título ‘face oculta’ é, de facto, um rasgo de rara sagacidade; diria mesmo um pensamento inspirado por iluminação divina. Com dois nomes apenas, aplicados ao complexo processo das sucatas, gravou-se de forma sintética e inextinguível a classificação genérica de tudo o que é trabalho de investigação do Ministério Público, quando há a presunção de envolvimento de políticos e gente ‘VIP’ do país. O autor do título mereceria um ‘Óscar’.  

Com efeito, nos casos em que pontificam suas excelências, a justiça portuguesa tem sempre uma face oculta. Por mais que o PGR e outros responsáveis do MP se desdobrem em declarações e entrevistas, o cerne e desfecho do processo terminam inevitavelmente na ocultação da única face que os cidadãos têm direito de conhecer, a verdade.

Hoje, segundo o anunciado por ‘PUBLICO’ e TVI, foram constituídos mais três arguidos, todos ligados à REN. Com este episódio, juntam-se no processo mais de 20 arguidos. Do grupo, lembre-se, fazem parte os políticos Armando Vara e José Penedos, o filho deste último e o sucateiro, Manuel Godinho. Este foi o único detido preventivamente.

O amontoar de arguidos e da complexidade processual, além das controvérsias no seio do MP, a que se juntam mediáticos sindicalistas, descamba na consabida morosidade e ineficácia das investigações. E no fim sucederá o trivial: a montanha parirá um rato – os gatos, ou melhor os tigres, esses ficarão protegidos e tratados com pitança de luxo, porque há que preservá-los do risco de extinção da espécie. Curiosamente, acho que deveria ser exterminada, mas, se calhar, é uma ideia politicamente incorrecta.

Umas últimas perguntas: que é feito do processo do BPN, de Oliveira e Costa, de Dias Loureiro e dos restantes envolvidos? E do caso BPP e de João Rendeiro e outros? Mesmo com a utilização de cerca 6.000 M de euros de dinheiros públicos, ouço uma voz remota mas firme a sentenciar: “Caluda!”.   

Assaltantes a Bancos – Prefere internos ou externos?

A comunicação social, com frequência, noticia assaltos ou fraudes em bancos – em termos práticos, apesar de julgamentos jurídico-legais em sentido diverso, assalto ou fraude são, na essência, apenas uma e a mesma coisa: apropriação indevida de fundos de instituições bancárias ou para-bancárias. Qualitativamente, o estatuto dos autores, ‘assaltantes’ ou ‘fraudadores’ é para mim despiciendo. Difere apenas na forma da execução utilizada – no primeiro caso, haverá coacção e/ou violência física e, no segundo, as violações são cometidas através de registos em papéis e digitalizações informáticas.

Na senda de notícias do género, a edição de ontem do Correio da Manhã dava conta de uma fraude de cerca de três milhões de euros na Associação Mutualista Montepio Comercial e Industrial, ou seja, no grupo daquilo que o cidadão comum conhece como Montepio Geral (MG). O fraudador, José Manuel Santos Bailhote, já faleceu e, ainda segundo o CM, o Ministério Púbico (MP), através do DIAP, já está a proceder a investigações. Lá vamos assistir à procissão de promessas do costume por parte do Senhor PGR, ou de alguém por ele, de que o processo está em fase de investigação de causas e responsáveis; o principal destes, lembro, já está morto. [Read more…]

O que se diz por aí

Já passou um ano desde que Barack Obama foi eleito. Há quem veja mudança, há quem veja continuidade. Parece-me que dentro dos EUA há uma mudança em curso, desde logo em sede de assistência social e médica. Quanto a políticas externas, vejo mais dinheiro para a guerra – Afeganistão e Iraque incluídos – sem resultados, uma prisão em Guantánamo que se mantém, e por aí fora. Pelo menos tiros continuam a não faltar em terras do Tio Sam. Lá nisso a tradição ainda é o que era.
Também o futuro do Haiti, que vive redobrados momentos de aflição, poderá ser uma oportunidade para ver diferenças de fundo, se as houver, da eleição de Obama.
Faria de Oliveira traçou o perfil dos interessados no BPN. Pelos traços, será mais um banco a ficar em mãos estrangeiras, depois do dinheiro público lhe ter dado um bom arranjo. Mas as melhorias ainda não vão ficar por aqui, pois ainda haverá uns ajustes para tornar o BPN mais apetecível, pois desta venda depende o reembolso da Caixa, estando para já afastado o cenário de integração do BPN.
Nas Grandes Opções do Plano, entre outras medidas, comenta-se a possibilidade dos portugueses de votar em qualquer ponto do país. Eu preferia que as opções e políticas governativas, de agora e do futuro, dessem antes de mais, vontade em ir votar.

Mário Crespo:

Uns gostam, outros não. Ninguém fica indiferente. É Jornalismo. Hoje no JN (via Blasfémias):

O Palhaço.

Onde pára o nosso dinheiro?

Só para não esquecer:

 

No BPN já lá foram metidos pelo Estado 3.5 mil milhões e necessita de uma injecção extra de capital de 1.8 mil milhões

 

No BCP o assalto socialista com dinheiro da Caixa Geral de Depósitos é um segredo de Estado, não se sabe quanto nos custaram os negócios finos.

 

No BPP foram lá metidos 400 milhões de euros, há um silêncio assustador

 

Nas autoestradas a construir já derraparam 1 110 milhões de euros, reparem "a construir"

 

Só em 2011 Portugal voltará a ter riqueza igual à de 2006

 

Os cenários traçados para 2010 e 2011 deixam-nos paranóicos. Dívida pública e défice com valores brutais.

 

A queda do PIB prevista por Bruxelas para este ano, é de -2,9%. Para 2010 e 2011, as projecções são de 0,3% e 1%.

 

A taxa de desemprego estimada para este ano e para o próximo é de 9%, o que é uma surpresa, atendendo a que o crescimento miserável do PIB vai continuar a criar desemprego, logo aquela taxa vai ser ultrapassada.

 

A Dívida Pública no final de 2011 vai atingir 91,1% !

O dinheiro "emprestadado" do BPN

Há gente que é capaz de dizer tudo para agradar a quem lhe possa arranjar um lugar numa qualquer lista à Assembleia da República, ou um lugarzinho numa qualquer empresa pública.

 

A última que apareceu na "Jugular" e bem dissecada pelo " 5 dias", foi a delirante afirmação, que Louçã estaria a mentir quando disse em plena Assembleia da República que o montante  enterrado no BPN estaria perdido. Para os Jugulares isso não é verdade porque se trata de um empréstimo e como tal, recuperável..

 

Ora, como se sabe, o BPN vai ser vendido pelo seu valor de mercado, não pelo valor do dinheiro que o Estado lá meteu. E esse valor vai ser medido pelo valoe da sua rede de agências, único activo que interessa aos potenciais interessados.

 

Isso mesmo já foi dito pelo Dr. fernando Ulrich, presidente do BPI e um dos potenciais interessados. Ninguem dá um tostão furado pela marca do banco, pelo seu passado nebuloso, pelo presente instável e pelo nenhum futuro (Nicolau Santos- Expresso).

 

O Estado já lá meteu 3.5 mil milhões de euros e a insuficiência de capital ascende a 1.8 mil milhões de euros e mais não seria preciso para perceber que a nacionalização foi um erro clamororso.

 

A privatização vai mostrar que os prejuízos do Estado se contabilizarão por centenas de milhões de euros. O Presidente do banco Francisco Bandeira diz que " o meu papel é reduzir os custos do Estado, porque é óbvio que o Estado terá custos"

 

Só não vê isto quem não quer ver e segue a propaganda governamental. A mentira, repetida mil vezes, torna-se verdade!

 

Mas com números é mais dificil!

 

 

 

Após "Face Oculta " o país nunca mais será o mesmo

Afinal tambem temos um primo de José Sócrates na parte oculta das empresas do Estado. Com o tio e os primos do Freeport agora temos uma prima casada com um administrador apanhado nas escutas.

 

Entretanto, há diversas obras públicas na esfera da Estradas de Portugal, violentamente criticadas pelo tribunal de Contas. As empresas privadas são as  do poderoso "lóbby" do betão, que avançaram com as obras sem visto do TC, havia que mostrar trabalho antes das eleições. Quanto custa ? Ninguem sabe!  O que se sabe é que as condições do processo "contentores de Alcântara" foram alargados para estes contratos das autoestradas, se não forem lucrativos paga o Estado. Isto é, o risco por conta do Estado!

 

O Presidente da República, na inauguração de mais uma fábrica de celulose/ papel ali em setúbal, torna a chamar a atenção para a evidência que só Sócrates e estas redes tentaculares fazem de conta não perceberem. Os megainvestimentos são um crime nacional nas presentes condições, há uma dívida externa colossal, a despesa pública já ultrapassa os 50% d0 PIB.

 

Mérito haveria se as Pequenas e Médias Empresas, de bens transaccionáveis e exportáveis, fossem fortemente apoiadas, substituindo importações, criando postos de trabalho douradoiros e não trabalhos por cinco anos, com um custo elevadíssimo, que só os pobres estão dispostos a pagar. Grande parte dos investimentos são importados, agravando a dívida e criando postos de trabalho,isso sim, na Alemanha e na Holanda.

 

Estará Sócrates a preparar o após governação, agradando aos colegas europeus poderosos que definem "quem é quem " na UE ?

 

Entretanto, os muitos mil milhões de euros metidos no BPN patinam, ninguem está disposto a pagar a ladroagem , compram pelo preço de mercado não pelos prejuízos acumulados.

O BPP entrou em hibernação a ver se passa e o BCP lá anda com o dinheirinho da Caixa Geral de Depósitos e com os administradores muito propositadamente transferidos.

 

O Freeport era uma campanha pessoal, e agora a "Face Oculta" com todas estas empresas e estes socialistas, também é pessoal?

É mentira, é mentira, é mentira, sim senhor

Jugula-se que Louçã mentiu quando ontem acusou Sócrates de ter gasto mais dinheiro no BPN que a combater as consequências da crise económica. É mentira, claro. E porquê?

Porque a Caixa teria emprestado dinheiro ao BPN e não dado. Eu também costumo emprestar esmolas aos pobres. Quando eles forem ricos já sei que me devolvem os trocos.

Porque lucros ou perdas do BPN reverterão a favor do estado que emprestou. Ou seja, as perdas ainda vão custar mais caro.

Porque o governo nacionalizou o BPN não por opção, mas por obrigação. É a chamada opção obrigatória. Os países que não nacionalizaram bancos falidos, e sem grande relevância na economia do país serão castigados por desrespeito ao terceiro mandamento do capitalismo: salva os ricos antes que te sobre dinheiro para ajudar os pobres.

Portantos, pás, é tudo mentira.

Excepto o facto de o dinheiro ter saído e toda a gente saber, incluindo os que o desmentem, que não volta a entrar.

 

 

 

O Público ressuscita o BPN

Quando tudo ainda ferve com os dignitários socialistas apanhados nas malhas da corrupção, e tráfico de influências, os 3 mil Milhões de euros do PS enterrados no BPN vêm à liça.

 

Repare-se que a comparação entre os casos só afunda os socialistas. No caso Oliveira e Costa temos um banco privado que fez batota e uns quantos barões sociais-democratas que mamaram sem freio. Só passou a ser público ou com interesse público a partir da montanha de massa que lá meteu este governo (é o mesmo…).

 

No caso "Face Oculta" o que temos são políticos socialistas colocados ao mais alto nível em empresas públicas a traficar influências, porque têm ligações aos camaradas que estão noutras empresas controladas pelo Estado ou no próprio Estado.

 

Armando Vara, após a sua saída do governo por se ter envolvido em questões menos claras, foi colocado pelos camaradas na Caixa Geral de Depósitos e depois transferido para o BCP, após o assalto socialista a este banco e tomada de poder.

 

No primeira caso, temos crimes de lesa património, desvio de dinheiros e negócios desastrosos numa empresa privada, que devem ser, naturalmente, castigados.

 

No segundo caso temos corrupção, tráfico de influências e prejuízo do Estado em concursos públicos, por pessoas que estão naquelas funções por razões de confiança política.

 

Acresce que o polvo, pela primeira vez, é atingido nos tentáculos escondidos nas estruturas técnicas e administrativas , que permanecem ano após ano, corrompendo e traficando, mas sem nunca serem postas em causa, nem democraticamente, por não se sujeitarem a eleições, nem porque são alvo do escrutínio da comunicação social e das polícias.

 

Durante 30 anos os corruptos são uns senhores muito maus que não pertencem aos serviços e que foram ali parar, no meio dos santos e milagreiros.

 

A comunicação social deve-lhes muitas "notícias…"