Diz o Bruno Nogueira

Que o César das Neves tem barbicha porque não gosta de ostras!

Pedro Passos Coelho está de parabéns

No poder há 2 anos apenas, Pedro Passos Coelho já vê os resultados do tipo de política a que se comprometeu. Resultados excelentes para todos os que o levaram ao poder:

– o desemprego aumentou extraordinariamente, permitindo às empresas baixar salários e aumentar horários de trabalho;
– os lucros dos grandes grupos económicos aumentaram;
– os portugueses estão mais pobres;
– o número de milionários portugueses aumentou e a sua fortuna é hoje maior do que era antes – mais 85 milionários num único ano!;
– as competências do Estado vão passando, lentamente, para as empresas privadas.

Como diz a Raquel Varela, melhor do que eu, este tipo de políticas faz sempre milionários. É por isso que, em tempos de crise, os ricos estão mais ricos e os pobres estão mais pobres.
O dinheiro não se evaporou, apenas mudou de mãos. Hábil e diligente nas suas funções, Pedro Passos Coelho fez o que dele esperava quem realmente manda neste país.

Ele Decretou o AlieNatal

Não seria mais simples mudar de paradigma económico, saber o que anda ali fazer?!

Dia de Todos os Santos em S. Bartolomeu do Mar

Anabela Laranjeira

Sou Comunista e, como alguns dos meus camaradas, não acredito na existência de nenhum Deus. Tenho, como muitos outros, uma família que não deixa de participar em várias cerimónias, missas, rezas e procissões… Normalmente vou também, em grande medida porque gosto dos sons, dos gestos e das cores, e em grande medida porque acho que não faz sentido deixar de ir, de ver as pessoas que lá encontro e que não vejo, às vezes, em mais lado nenhum. Faz-me mais bem que mal.

Este Domingo foi a visita ao cemitério, no dia de todos os Santos.
Em S. Bartolomeu do Mar (Esposende), como noutros sítios do país, o cemitério, alargado há poucos anos, numa das poucas obras que ainda se fazem nesta terra, encheu-se até ao portão.

Estavam lá os que vivem (sobrevivem) na terra, e os outros (a maioria) dos que trabalham e estudam fora. Faltaram os que já não têm dinheiro para vir ao fim de semana, os que, mesmo fora da freguesia, estão desempregados, os que só podem vir no Natal e no mês de Agosto… e os outros que já se esqueceram que nasceram noutro sítio diferente do sítio onde dormem, comem, acordam e trabalham. [Read more…]

Poética do Prazer entre Sereias e Ciclopes

prazerFaça-se justiça a todos quantos descobriram
a singela chave para superar
esta mó nacional tão abaixo de baixa,
chave para um homem se agigantar
ante as mandíbulas impiedosas de um mundo a colapsar
ou talvez não.
Quem puder, se já corria, intensifique a sua corrida.
Passe a ser bidiária, a meio da manhã,
ao fim da tarde. Duas horas, portanto.
Será o prazer de correr, passar pelas árvores,
sorver em largas golfadas a aragem tépida,
húmida, odorosa,
deste Outono. Não há outro.

Às refeições, o prazer do vinho tinto:
sinta-se com a boca toda. Sorva-se.
Cheire-se.
Observe-se-lhe a cor quente, bela.
Invista-se tempo, sorriso, calor,
no prazer do convívio familiar
e na preciosidade dos amigos.
Invista-se no prazer de observar embevecido
cada um dos nossos filhinhos, netinhos, a crescer.
Ame-se cada mão na mão, olhos nos olhos,
cada abraço, cada saudação calorosa
e acolhedora. [Read more…]

Atenas morre

“Não de ataque cardíaco, mas de alzheimer.” Um retrato da Atenas dos nossos dias pelo escritor Petros Márkaris (em castelhano).

Progresso e Prosperidade

…portugueses. Numa escola de Samora Correia, racionamento de papel-higiénico.  Há dois anos, a Venezuela foi declarada livre de analfabetismo. E todas as consequências têm causas.

Prosperidade e Progresso

Venezuelanos. «não há farinha, óleo, leite, açúcar, manteiga, sabonete…» Inflação a 50%. ‘Bora, Bloco e força, PC! Vamos por aí.

Simples

O Professor Louça explicou de forma muito clara e até pedagógica na Sic – notícias.

austeridade

O (des) Governo de Pedro Passos Coelho roubou 32,4 mil milhões aos portugueses desde 2011. A consequência desse roubo no défice foi de 0,5 mil milhões. Isto é, não serviu para nada.

Querem, caros defensores de Pedro Passos Coelhos, continuar a acreditar em tal estupidez. Repito – não está em causa se temos ou não temos que fazer isto ou aquilo. O problema não está no diagnóstico.

Está no medicamento!

Quase me apetece pegar na sugestão do Ricardo: façam lá um risquito na moeda que está no vosso bolso e vão ver que ela vai parar ao bolso de um banqueiro.

Subir um bocadinho

Atravessei a ponte, claro.pontes9

Vi muita gente, muitos milhares de rostos que mostraram, na rua, a sua indignação. A palavra mais ouvida, de Gaia ao Porto, foi DEMISSÃO!

Não vi na multidão, nem tão pouco nas pessoas que a formavam, os rostos de sempre. Estiveram pessoas diferentes, outras gentes. Isso sentia-se nos olhares, nas roupas que traziam, na forma como não aderiam a todas as palavras de ordem – as mais tradicionais ficavam por dizer.

Senti o desespero da classe média na Manif da Ponte.

E é esta classe média que comenta a necessidade de subir um pouco a parada. A CGTP teve a ponte como oportunidade, mas optou pelo caminho mais fácil – como Dirigente de um dos seus sindicatos, manifesto publicamente o meu desacordo. Eu, teria esticado a corda da ponte. Penso que é preciso, como me dizia um amigo no sábado, pregar um cagaço a estes gajos.

Os bandalhos que estão no governo e que tomaram um partido SOCIAL DEMOCRATA de assalto têm como objectivo um novo país: a escola pública será para os desgraçados que não tiverem lugar nos colégios financiados pelo estado. As portas dos hospitais públicos serão a enfermaria dos mais desgraçados e a segurança social estará nas mãos da igreja para assistir os mais carenciados. O dinheiro de poucos será entregue às seguradoras e o dinheiro de muitos será para dar esmolas. Este é o projecto que Passos Coelho e os seus amigos têm para Portugal.

E, para lutar contra esta gente, está na hora de subir o tom. Não me parece que a solução esteja no dia 26 – lá estarei – ou no dia 1 ou na Greve do dia 8. Está na hora desta gente começar a ter medo do povo!

Não Ficar Para Trás, Dever Nacional

Pois, João Paulo, a nossa fome não é, de facto, um dever constitucional, mas por exemplo o fim das subvenções de ex-políticos, actuais políticos, como Cavaco, Assunção Esteves e Catroga, e futuros políticos, a esta luz, torna-se um dever imediato da legislatura e outros movimentos similares autorreformistas do Sistema tornam-se imperativos precisamente perante a penúria, a fome e a nudez de muitos portugueses apanhados no tsunami deste ajustamento. Não deverias partir do pressuposto de que acato acriticamente a papa regurgitada pelo Governo Passos Coelho II ou papo com cara de tolo todas as desculpas para o agravamento da factura social para suster a factura do défice: também eu fui posto a pão e água pela Troyka e por Passos e se me rebelo, rebelo-me, sim, cumulativamente contra o passado culpado e contra a covardia e incompetência que são as do Governo, mas também em larguíssima medida da Oposição liderada pelo Partido Chupcialista.

Não deverias cavar a trincheira das nossas distintas razões por finalidades comuns colocando-me no lado sádico da questão e ficando tu com o lado monopolista do bom senso e da sensibilidade e do sentido social. A Esquerda farta-se de estigmatizar outros redutos desapossando-os de humanidade e de boas intenções, pelo menos tão boas quanto as dela: concordarás comigo que se o Aparelho de Estado foi colonizado pelos partidos com camadas e camadas de clientes, há-de ser uma magna tarefa desparasitá-lo e é por isso que Soares reincide em apelar ao motim, à balbúrdia, à queda fragorosa de todos os esforços por mudar o paradigma parasitário segregado no pós-Abril. [Read more…]

A fome não é um dever constitucional

Caro camarada aventador,pinheiro

não há nada de pessoal nas minhas análises. Obviamente, quando sugiro um Pinus no reto de alguns governantes, não é porque tenha algo contra os pinheiros. Antes pelo contrário. Do mesmo modo, os erros de Mário Soares não justificam, nos argumentos que ele usa, a assertividade ou a ausência dela. Umas vezes argumenta de forma lógica, outras nem por isso. O mesmo acontece com qualquer dos escribas deste corner, que são pouco recomendáveis apenas do ponto de vista do mercado blogueiro – são um produto a evitar.

Mas, não tenhas qualquer dúvida, nós, os que estamos do lado oposto ao de Relvas e Coelho, fazemos mais pelo futuro de Portugal no Euro e na Europa do que aqueles que, como tu, aceitam sem questionar as práticas imorais deste governo. Eu, como Adriano Moreira, sinto que estamos à esquerda dessa gente porque temos – usurpação de argumento, reconheço – a convicção de que a fome não é um dever constitucional.

E, dizer que este não é o caminho é defender o futuro de Portugal e dos Portugueses. O que eu escrevo – renegociação da dívida – é uma certeza. Vai acontecer. Só não sei quando, mas vai acontecer por uma razão simples: Portugal não a vai conseguir pagar.

Se calhar fazemos os dois falta ao Governo: tu segues a linha passista e passadista – a culpa é do dia de ontem. Eu faço o favor de não me preocupar com o ontem, com a raiz do problema, e procuro apontar uma saída para o labirinto onde Passos se meteu.

E agora, vamos lá meter os pés ao caminho para ir atravessar a ponte. Por um futuro, para ti e para mim!

Proposta para rescisões dos Professores

O Ministério da Educação fez chegar aos sindicatos uma proposta (pdf) para regulamentar as rescisões, por mútuo acordo, 161020132715com Professores.

Confesso que o estado de alma da classe é um bom terreno para este tipo de propostas, que, há uns anos, seriam impensáveis. O MEC assume que os Professores do 1º ciclo, da área das Expressões e os Educadores de Infância são os que estão a mais e até lhes oferece mais que aos outros.

Para poderem aceder a este acordo os professores têm que ter menos de 60 anos e não podem estar, formalmente, à espera da aposentação. Para quem tem menos de 50 anos o Patrão oferece 1,25 meses por cada ano e um mês para quem está na década dos 50. Para os grupos de professores em excesso a proposta é aumentada em 0,25 (para os mais novos 1,50 e para os mais velhos 1,25).

E agora imagino o que vai na cabeça de alguns:

– vou para o segundo ano sem colocação, a Mobilidade Especial apesar de adiada continua por aí… Será que devo aproveitar esta oportunidade?

Não tenho resposta, mas até dia 31 de janeiro os eventuais interessados têm que se chegar à frente.

Este orçamento não liberta!

João Galamba diz na cara daqueles tipos o que eu lhes diria:

Soares tem razão – cadeia com os aldrabões!

Baptista- Bastos no DN coloca a intervenção pública de Mário Soares onde ela tem que estar: Mário Soares afirmou o que soarestodos pensam.Quer dizer, todos não, porque aqui no Aventar há quem esteja do lado de quem rouba: uns, por vergonha, estão calados até à próxima Greve, outros argumentam por caminhos muito pouco recomendáveis.

Soares não é um santo e cometeu muitos erros, porque só opinadores encartados é que não cometem erros porque nunca fizeram nada – o Marcelo é o melhor exemplo.

Mas, como bem lembra BB, Soares diz sobre Cavaco e sobre Marcelo o que sempre disse e que está em linha com a verdade. E, mais significativo, aponta a Argentina como uma possibilidade. Lá, na América do Sul, perceberam ao fim de muito tempo (demasiado!) que o FMI não sabia o caminho e meteram os ladrões num avião de volta aos states. [Read more…]

Contas certinhas

e miséria.

Afinal, mais sexo

é a alternativa à troika.

Não pagar é a única saída

O Joshua, na sua cruzada anti-Sócrates continua a não distinguir a árvore da floresta e vê semelhanças entre um ovo e umgaia6 espeto, isto é, entre Passos Coelho e as práticas de boa governação. A ordem dos factores é arbitrária, claro.

Vejamos: o orçamento para a Educação chegou a ser mais de 8 mil milhões, tendo descido para pouco mais de 6 mil milhões – é uma redução na casa dos 25%. Estou certo que isso é visto, caro amigo, como uma prática de investimento no futuro. Repara que o dinheiro necessário para pagar os juros corresponde a uma vez e meia o valor do orçamento para a educação – são mais de 9 mil milhões. Todos os anos.

Quase poderia escrever o mesmo para a saúde.

Mas, a coisa não vai lá com uma simples renegociação da dívida – uma parte importante (metade) está na mão dos Europeus, cerca de um terço está na posse dos bancos nacionais e o resto, menos de 20% é da “banca” internacional. E, não me parece, que na Europa se consiga uma perdão da dívida.

E, mesmo que o Governo pense que está no caminho certo, os números mostram que não há saída deste beco: para além da morte (mais que morrida) do consumo interno, a aposta nas exportações vai falhar em toda a linha por dois motivos:

– os países para onde exportamos não estão a crescer e por isso não vão comprar;

– parte muito significativa do que estamos a exportar tem uma componente muito grande de produtos importados. [Read more…]

Por baixo da mesa

Segundo resgate “não está em cima da mesa”, diz Durão

O que dizem os emigrantes

Já saímos do fundo e já não voltamos ao fundo.

Pode começar o fogo

Não sei de que lado do rio. Mas tem que haver fogo! Aí está o regresso aos mercados!!!

Daqui a dois dias

Estamos de volta. Será que o Marco António sabe disto?

Governo Sombra acaba de lembrar

Que faltam 3 dias para o regresso aos mercados.

 

Vai despedir 2 administradores?

BCP tem de reduzir despesas com pessoal em 25 por cento.

Não chora, Pedrocas!

Na elaboração deste texto, muitas pessoas e um animal sofreram danos irreparáveis. O animal é uma rã. Lamentamos.

PedroPassosCoelhoPassos Coelho já era uma anedota. Com esta tirada, passou a fazer parte de uma, inspirada numa outra que tinha como personagens um cientista e uma rã.

Para quem não se lembrar, aqui fica uma revisão da matéria: um certo cientista resolveu fazer uma experiência com um batráquio. Com o animal ainda incólume, gritava “Salta!”. A rã, cumprindo, exemplarmente, o papel de cobaia, saltava. Amputado cientificamente de uma das pernas, o pobre anfíbio ainda cumpriu, titubeante, a segunda ordem para saltar. Quando, finalmente privada da perna restante, a rã não saltou, apesar de instada pelo cientista, este concluiu que a rã, sem pernas, teria ficado privada de audição.

Passos Coelho, decerto parente próximo do asinino cientista, ficou espantado com o facto de as pessoas terem gastado menos dinheiro, contribuindo, numa atitude antipatriótica, para o aprofundamento da crise. O jerical governante, depois de ter cortado as pernas aos cidadãos, privando-os de rendimentos e de empregos, fica admirado por saber que os ingratos não percorrem os trilhos do consumo. Realmente, como é que é possível que gente com menos dinheiro gaste menos dinheiro? [Read more…]

O hábito de não me habituar

Parafraseando Thomas Mann, tenho o ‘hábito de não me habituar’. Uma teimosia por contágio, talvez.

Quando Cavaco fala ao País, é impossível furtar-me à ideia de que aquilo que ouço e vejo não é disparate, pronunciado por alguém que consegue ter o porte empoleirado na petulância, recheada de balofo e tecnocrático pensamento. Não consigo acreditar nos discursos, nas propostas políticas e na arrogância de quem se julga monopolista da verdade. Mais uma vez, no famigerado ‘projecto de salvação nacional’ acabou de comprovar-se a razão do meu ‘hábito de não me habituar’. Daqui a umas horas, na comunicação ao País, haverá nova prova, estou certo.

Se ouço o Coelho – sem querer até eu e uma multidão entrámos na reunião da Comissão Nacional do PSD, na última semana – não consigo dissocia-lo do Monty Phyton em ‘Como Irritar uma Pessoa’. Quem se habitua a admirar Coelho? Por aqui também não consigo eliminar o ‘hábito de não me habituar’.

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Cavaco falou, falou

E será que disse alguma coisa? Tenho ainda algumas dúvidas.

(Também pode consultar, via Expresso, o texto da intervenção de Cavaco Silva em formato pdf)

Morreu o café mais feio do Porto

Nunca entenderei como pôde estar aberto tantos anos, sendo, como era, o café mais feio da cidade, mas certo é que durou muito e sempre preservando as características que o tornavam distintamente horrendo e seguramente o mais feio da cidade. Não sei se mais alguém o tratava por esse título e adivinho que estão por esta altura a pensar que semelhante afirmação é muito subjectiva. Claro que é. Mas se o vissem concordariam comigo. E espero que sim, que tenham chegado a vê-lo, porque agora já não terão essa sorte.

Não vou dizer, claro está, que café era, porque até os cafés têm pai e mãe. Quero dizer, gente que gosta deles e os mantém, gente que se calhar fez daquele lugar a sua vida toda, e teve orgulho na luz pardacenta, nas paredes manchadas, nos pires esbotenados e até no zumbido atordoador da máquina para electrocutar mosquitos. Onde passamos as nossas horas faz-se casa antes do diabo chegar a esfregar o olho. E já sabemos que se pode amar o feio e encontrar-lhe uma nova graça a cada dia. [Read more…]

Fé nos burros

fe-nos-burros

Há uma exposição fotográfica no Parque Monsanto de Lisboa a qual, por momentos, julguei que fosse propaganda política como as habituais “vote em mim”. Mas não, é mesmo sobre os quadrúpedes da espécie asinina e nada tem a ver com estes que nos governam. E se eles, contrariamente aos asnos, têm sido burros! Basta observar as metas com que se comprometeram e onde chegaram: [Read more…]

Ou seja, não chegaram a acordo

Passos não levou proposta fechada a Cavaco