Entretanto, enquanto o interesse do partido comanda, sai negro fumo de um país em combustão.
Os Bancos e o carácter Internacional da crise
Participação de João de Sousa no Opinião Pública da SIC Notícias 27/06/2013
Por Ergo Res Sunt
Para baixar as calças não dava jeito
Esc(r)atologia
Que o goveno actual é um monte de esterco, todos sabemos. Que sobrevive à custa de um parasita putrefacto do sistema democrático também sabemos. Que, de acordo com as sondagens, há pelo menos 70 por cento do povo português que continuaria a votar nos partidos da Troika. Mas. [Read more…]
Para Cavaco só te falta o nariz vermelho
Um plano para salvar a vida
Foi-se-nos mais um, outra está prestes a ir. Há os que ainda andam em busca de destino, qualquer um, já não como fazíamos em miúdos, com os dedos a correr o globo e a adivinhar nos nomes exóticos promessas de aventuras, mas à procura do possível, do menos mau, dos mil e tal euros, contrato, um mínimo de dignidade. Andamos todos a perder amigos, colegas, conhecidos. Todos os meses alguém nos conta que vai deixar o país, que aguentou enquanto pôde mas enfim deixou de poder. E de cada vez que nos despedimos perguntamo-nos se nos tocará fazer o mesmo, até quando poderemos resistir à derrocada da nossa casa.
Fazem-nos falta todos os que emigraram, como fazem falta os vizinhos que entregaram a casa, as lojas que fecharam no bairro. Faz-nos falta a rede de nomes, rostos, histórias de que se compõe a nossa vida de todos os dias, a que nos faz sentir estruturados, com chão debaixo dos pés. Faz-nos falta sentir que temos um futuro, que podemos lançar sementes para daqui a um ano, a dez, a trinta, e que o mundo, com tudo o que há-de lançar-nos de inesperado, não deixará de ter lugar para nós e para a vida que construirmos. [Read more…]
F de Fátima
Os outros nunca o foram; Salazar nem cantou nem jogou, mas rezou:
Peregrinos despedem-se com mais ânimo e fé para vencer a crise
Alguém que, antes das 20h, dê ao Passos uma cópia do DN
A solução para todos os problemas do país!
Agora, no Reddit: Gloriosa Thread de Ideias Para Portugal.
O romance do Raposo

Henrique Raposo irá, decerto, propor, numa próxima revisão constitucional que a realidade, a crise e a bancarrota passem a ser consideradas extremamente constitucionais e que as pensões e os direitos adquiridos, devido ao seu “peso brutal”, sejam declarados inconstitucionalíssimos. Enquanto tal não acontecer, o mesmo cronista não hesitará em declarar inconstitucional a própria Constituição, o que, a ser confirmado pelo Tribunal Constitucional, será facto inédito num Estado de Direito.
No fundo, Henrique Raposo acaba por repensar o aforismo “A lei é dura, mas é lei”. Para ele, a lei não é suficientemente dura, inferindo-se, portanto, que não pode ser lei. Para o corajoso cronista, a Constituição é, portanto, mole. Ergo, a Constituição é inconstitucional.
Para Raposo, só quando for possível limpar a Constituição das molezas que a afectam será possível resolver a crise, a bancarrota e a realidade, porque todas as três são consequências dos “tais “direitos adquiridos” de partes da população”, direitos esses tornados intocáveis por uma lei praticamente ilegal. [Read more…]
Sair do Euro e ficar na Europa é possível?
Há uns dias, a propósito da situação em Chipre, escrevi:
sou, desde sempre um internacionalista a quem agrada, MUITO, uma Europa das Pessoas e por isso quero ser parte de uma solução que junte povos e pessoas e não uma saída que nos separe a todos – não concordo com a proposta do PCP. Penso, no entanto que começa a valer a pena olhar para dois casos: a Islândia e a Argentina – algures ali no meio estará a saída para Portugal, não?
Hoje, ao ler no público sobre a aposta chinesa em África ocorreu-me que a existência da Europa, como projeto político interessa a pouca gente, não?
De fora, Americanos, Chineses e Russos não têm qualquer interesse numa Europa forte, até porque, às fatias, podem vir buscar a parte deles – os Americanos na Irlanda, os Russos em Chipre e nos países do Báltico, os Chineses em Portugal (EDP). Fará esta leitura algum sentido?
Isto é, há claramente uma pressão externa que força a destruição da UE e só assim é possível entender esta crise dominó que vai derrubando um a um.
Mas e internamente? Há interesse, fundamentalmente da Alemanha, em manter o Euro? E a Europa?
Confesso que não consigo ver uma saída para Portugal fora do EURO, mas dentro da Europa. E que consequências terá para nós o regresso ao Escudo?
PC e BE estão já a fazer caminho nesta reflexão – será que o PS poderá ir por aqui na construção de uma alternativa real à TROIKA?
Nota: alguém sabe explicar qual é o problema dos russos terem o dinheiro nos bancos de Chipre?
Combate ao abandono escolar por Daniel Sampaio
A redução do abandono escolar é uma conquista, mas não pode fazer esquecer a realidade do insucesso, da indisciplina e das dificuldades emocionais que, infelizmente, caracterizam o quotidiano de muitas crianças e jovens das nossas escolas. Por isso, não pode estar certa a ideia de dispensar, por exemplo, cem professores, muito menos a de mandar para o desemprego dezenas de milhares. A não ser que se deseje ficar mesmo sem professores.
Na Revista do Público de hoje, um artigo de Daniel Sampaio que vale a pena ler.

Inveja do Chipre
Não conheço os detalhes que levaram o parlamento do Chipre a recusar a medida que a União Europeia tentou aplicar. Não sou, também , um especialista no Chipre – sei que é uma ilha vizinha da Turquia e pouco mais, mas a Wikipedia pode dar uma ajudinha.
Mas, mesmo ignorante, sinto uma enorme inveja da posição que eles tomaram. Têm menos habitantes que o Grande Porto (um pouco mais de 800 mil habitantes) e são, por isso, uma migalha quando comparados com o gigante Alemanha. Mas, os seus parlamentares tiveram os tomates no sítio e votaram contra a imposição da Europa. Não sei o que lhes vai acontecer, tal como não faço a mais pequena ideia do que nos vai acontecer, mas estou cada vez mais convencido que está em marcha um processo político que tem como principal objetivo destruir a União Europeia e acabar com o Projeto Europeu.
Sou, desde sempre um internacionalista a quem agrada, MUITO, uma Europa das Pessoas e por isso quero ser parte de uma solução que junte povos e pessoas e não uma saída que nos separe a todos – não concordo com a proposta do PCP. Penso, no entanto que começa a valer a pena olhar para dois casos: a Islândia e a Argentina – algures ali no meio estará a saída para Portugal, não?
Tupac Amaru
Em resposta à investida do neoliberalismo na Argentina, e à grave crise que se lhe seguiu, na década de 1990, em Jujuy começou a desenvolver-se uma nova forma de organização e de trabalho cooperativo e solidário.
“Tupac Amaru – Algo Está Cambiando” (2012) é um documentário realizado por Magalí Buj y Federico Palumbo (legendado em castelhano).
Gaia sempre à frente
Ninguém nos consegue parar – são 33349 que estão no mercado. De desemprego! É o concelho do país com mais desemprego! Será que este problema também se pode exportar para o outro lado do rio?
Revoltado*
Como me sinto? REVOLTADO!
Durante longos anos da minha carreira profissional trabalhei longas horas, dei o melhor de mim para a minha entidade empregadora e para o meu país. Como bancário não tive nem usei a segurança social, a minha assistência médica era através dos Sindicatos dos Bancários e a reforma seria através do fundo de pensões constituída pelos bancos. Quando me reformei fechei um acordo com o banco, convicto que o mesmo seria integralmente cumprido por ambas as partes.
A minha revolta nasce porque durante dez anos, que levo de reforma, feitos hoje 31/01, cumpri o acordo, fui-me adaptando aos crescentes aumentos de impostos e aumentos da inflação sem nunca ter tido um aumento de pensão. [Read more…]
Quem tem fome dá o cão II
Não, isto não é uma resposta ao post do JJC.
Sou defensora dos animais, mas não quero que ele me morda. Para mais, como um cão raivoso. Que medo!
Este post é um acrescento. Parece que andámos em consonância de pensamentos, só que eu adormeci mais cedo e deixei o post para o dia seguinte, ou seja, hoje.
O post e o mail que me encarreguei de enviar, por volta das seis da manhã, para saber de que é que esta família necessita. Com 70 euros (!) mensais e duas crianças, presumo que necessita de tudo. [Read more…]
Quem tem fome dá o cão
família carenciada troca cão por cabaz d alimentos
“trocamos” cão por cabaz d alimentos por falta d posses pa o ter porke estamos desempregados a sobreviver com 70euros com 2miudas…nao e uma troca de coisas mas um pedido de ajuda sincero scal2@hotmail.com contacte-nos pa darmos+pormenores
O anúncio tem três meses. Esta cantiga 40 anos. E fico por aqui: a 2 de março acertamos contas, na rua.
Aviso: se me aparece aqui alguém a falar em “defesa dos animais”, “coitadinho do cãozinho”, ou algo do género, mordo. Como um cão raivoso.
Coelho com dificuldades em ejacular
Agora é que vai ser, isto é, já é, ou seja, está quase, quer dizer, será com certeza, talvez.
A semana que aí vem…
Será uma semana bem especial:
– uma marca famosa vai lançar uma campanha publicitária com umas miúdas que gostam de carteiras. Têm problemas na fala e por isso será uma excelente oportunidade da marca afirmar a sua dimensão social;
– um cão vai matar um menino, e haverá uma petição que irá defender o cão; Só não consigo ver aqui na bola de cristal se a petição vai pedir a condenação da criança por ter instigado o canino;
– o FMI vai apresentar formalmente, no Palácio de Belém , um relatório sobre a Refundação do Estado; também não consigo perceber se será em inglês ou em português, mas consegue-se perceber que o Moedas está a rir; não se conseguem ver a Maria nem o Sr. Silva;
– o Sporting ganhará um jogo. Sim, sem ser de Futsal;
– o Kardec vai marcar um golo;
– o Setúbal irá perder com uma grande penalidade inventada.
Tirando isto, parece-me que a próxima semana não trará novidades.
O austericídio laranja, esse, parece que é para continuar.
Viva a crise! Viva!
as sete maiores fortunas nacionais tiveram um aumento de 13%, em 2012
Ser Feliz Com Nada
Mas por que motivo e por que diabo não poderei ser feliz com Nada?! Viver de belo-árvore-flor-livro, viver de céu, sol e mar, tratar das minhas pencas, cenouras, favas, couves, cuidar das minhas árvores, restringir-me ao essencial, abrir o olhos para o ecrã da vida muito mais que para o ecrã tóxico da grande mentira virtual, cumprir com o que me incumbe nas responsabilidades de pai e depois não consumir porra nenhuma. Nada. Não consumir, não comprar, não pagar, não gastar absolutamente nada, em primeiro lugar por não fazer parte desta turma de cus sagrados, sibilas, cérebros abençoados, especializados em viver acima das possibilidades de dois ou três portugais com o resto da gente como eu por estes dias a roçar a indigência pelas esquinas, a sensação de injustiça nos precipícios de onde ainda não se atiraram. Em segundo, por desdém e desprezo assumido para com esses prazeres legítimos que assumimos como naturais, um café, um sumo, um jornal, um chocolate, uma alegria comercial qualquer dentro do miserável espectro paupero-classe média dos vinte euros. Quando estou horas à beira-mar, sinto que, sim, eu posso. Por isso declaro desde já que abdico de consumir. Uma factura por cada pão. Uma grande paz por cada dia sem aquisições minorcas nem despesas fúteis nem recreio, nem coisa absolutamente nenhuma. Esses que venderam o cu para hoje passearem o espólio de anos de saque à mama da política que olhem para mim: façam bom proveito do furto. Tratarei de ser feliz com Nada.










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