“Não há recessão, mesmo que saibamos que vai ser difícil, com um crescimento quase nulo, mas vamos conseguir safar-nos”, disse François Hollande, o presidente-fraude em quem cada vez mais franceses se arrependem de ter votado,
acrescentando que até ao final de Janeiro de 2013 vai ser preciso “um compromisso histórico relativamente ao trabalho. Aos parceiros sociais, e particularmente aos patrões, digo que a oportunidade não pode perder-se. Cada um deve assumir as suas responsabilidades.” E ele? Por que não assume as suas?
Recessão? Em França não há lá disso
O brilho da Lua é diferente em Março
Maria Cantante tem 74 anos. Não sabe ler. Não sabe escrever. Exibe a licença de condução de velocípedes tirada em Setembro de 1960 (que ainda guarda na carteira).
Não foi à escola. Aprendeu a escrever o nome porque o seu irmão queria que ela fosse a sua madrinha de casamento. Copiou várias vezes até ser legível. É isso que sabe escrever. Assim, aprendeu a escrever o seu nome aos 21 anos. Tem o seu B.I. e o cartão de Eleitor assinados.
Não foi à escola porque teve que tomar conta dos irmãos mais novos.
Ditava frases para a menina que tomava conta e para a própria filha: “O pão é um alimento que aparece na mesa de toda a gente. O pão é feito de milho, trigo e até de cevada”; “ O amor de mãe encerra tudo quanto pode haver de generosidade e sacrifício. A mãe é santa que nos adormece, embalando-nos com ternura nos passos vacilantes de criança”.
As contas que sabe fazer são só as de somar.
Nunca comprou fiado; “não tinha dinheiro, não comprava”. Nunca quis «esmola». Diz que sempre fez um controlo do dinheiro. Não gasta se não tiver dinheiro. Não compra fiado, repetia-me.
Antes de ter o segundo filho não tinha nem uma cadeira. Comprou-a para que a parteira se pudesse sentar quando fosse o parto. [Read more…]
O Luto e o Alívio
O alívio é um prazer. Concordo. E é pouco elogiado. Concordo também!
Alívio parece nome de gente! – digo eu.
MEC escreveu ontem: “O alívio é o livramento do medo que acabou por não acontecer, do encargo da ansiedade, da angústia do trabalho depois de feito. (…) O alívio é a liberdade. É o tal grande peso que, num instante mas duradouramente, se alevanta do nosso peito e nos deixa respirar oxigénio puro como se fosse pela primeira (…)”.
Fui ao dicionário ver «alívio» e «aliviar». De «alívio», temos acto ou efeito de aliviar, diminuição de peso, de cor, etc.; descarga. De «aliviar», temos, para além do conhecido «aliviar a tripa», «dar à luz» e «aliviar o luto», que eu não conhecia, e que significa, esta última expressão, começar a usar um vestuário que não é totalmente de luto. [Read more…]
Portugueses extraordinários
Crianças doentes de fome
Nos hospitais, por causa da crise, vindas da esfomeada “instituição familiar”, Helena Matos.
A prisão à liberdade
Socorro!, querem voltar ao “faz-sismo”!
E não é que a coisa chega pela boca do arrependido residente em Belém? Ora-ora, lá teremos de voltar a engolir coisas terceiro-mundistas e famélicas da fome como a Famel Zündapp, a FNAC, os Cabos d’Ávila, a Covina fabricante e não armazém espanhol de vidros, as baterias Tudor e outras fabriquetas que tais? Canada Dry em Portugal uma vez mais? Não nos digam que lá voltarão as campanhas do trigo, o pão afarinhado de e por Portugal? Era só o que mais nos faltava voltarmos a”levar com” os fertilizantes e sabões da Quimigal e a termos os supermercados cheios de lataria assardinhada Made in Allgarve e Setúbal. Não queremos voltar a ver a branca frota bacalhoeira “do Tenreiro” despejando peixe seco mal cheiroso ali às portas do Arsenal. Nada de Lisnave e Setenave cheia de fatos-macaco fascisto-comunas construindo barcos a torto e a direito! Nunca mais!
Cavaco Silva quer agora re-industrializar o país e ainda não se lembrou da necessidade de voltar a encher de ouro o Banco de Portugal. Como será isso possível, se aquela montanha reluzente veio da moçambicana percentagem das minas do Rand e dos milhares de toneladas de volfrâmio e de conservas vendidas por bom preço à Alemanha? Sonha com os campos louros de trigo e milho e verdejantes de hortaliças, alfaces e couve em barda. Para cúmulo, anda de boca aguada com a perspectiva de uma bela posta de atum fumegante no seu presidencial serviço de porcelana Vista Alegre da ida Monarquia. Tiques passadistas, ecos gloriosos de um passado extravagante. Mas não era o yuppismo o futuro garantido de Portugal? Viu-se! Vê-se…
Confirma-se: estamos a viver acima das nossas possibilidades
Palpita-me que vem aí mais um corte!
Pampilar não é só papel
Ontem ao jantar ouvi falar desta empresa de produção de artigos de papel para consumo doméstico (Vila Nova de Gaia): a Pampilar, nome difícil de fixar. Mas fica na memória a sua filosofia empresarial. Pensam nas pessoas, nos funcionários. É feita de gente que lhe dá as cores.
Em tempo de crise é um exemplo que chama a atenção, sem dúvida: divide os lucros anuais com os trabalhadores. Em média, a Pampilar oferece por ano até 5 mil euros aos funcionários.
“A empresa está a funcionar bem e pondera até contratar mais 20 pessoas.”
Queremos isto para todos os trabalhadores: o reconhecimento do seu trabalho; considerá-los como peças fundamentais do sucesso das empresas; um tratamento humano e justo, no fim de contas.
Disse um dos funcionários mais velhos da Pampilar: “esta é a minha segunda casa”.
Trabalhar tem que ser bom (ou suportável). Não pode ser um castigo, um inferno, «uma merda», uma prisão… Ninguém ganha com isso.
Trabalhadores satisfeitos, resultados alcançados.
Da próxima vez que fôr às compras, procuro a marca Pampilar!!
Arquitectura para cães ou o futuro é deles
Niemeyer, 104 anos, o arquitecto brasileiro conhecido sobretudo por traçar Brasília, está doente; os nossos jovens arquitectos emigram; os ateliers dos grandes como Siza Vieira estão a dispensar pessoal e o gabinete pode fechar; e o presidente da Ordem dos Arquitectos afirmou à RR que “A profissão de arquitecto atravessa, tanto quanto há memória, a mais grave crise de sempre, por falta de oportunidades, trabalho e encomendas, o que tem como resultado uma situação de praticamente paragem de grande parte dos ateliers ou dos profissionais envolvidos, sobretudo, na área de projectos, mas também todos aqueles que estão ligados ao sector da construção”.
O desemprego na construção civil já atinge 100 mil (dados de Outubro).
Não havendo casas de gente para construir, os arquitectos e designers “de renome” dedicam-se ao desenho de uma linha de casas de cães…
O futuro é dos animais!
O que pensará Niemeyer destes novos clientes e da nova «arquitectura»?
Não me admirava nada que por aí surgisse um novo curso ou nova disciplina nos cursos de Arquitectura.
E para concluir: cães tratados como gente e gente tratada como cães…
Amén
Continua a haver um conjunto muito diversificado de opiniões sobre a presença da TROIKA por cá:
– o BE e o PC: TROIKA, rua!
– o PS, esta não! Outra talvez…
– PSD está para esta TROIKA como o Cardozo para os Benfiquistas – desde que dê para ganhar…
– CDS que não é carne nem peixe, está com um pé dentro e com as duas mãos fora do Governo.
Para uns, Portugal tem que seguir um caminho de austeridade, vareia o percurso.
Para outros, este é o caminho do sucesso. Também a Dama lhe deu para opinar sobre o Drama Luso. Claro que não é Merkel a mãe do nosso problema – isso é com outra Maria. Agora, há uma coisa que sua excelência não tem razão:
– Esta receita não vai resultar! É um erro continuar a acreditar nisso!
Podemos até concordar no erro das auto-estradas, podemos até concordar que foi um erro Cavaco Silva ter dado dinheiro europeu para abater barcos e acabar com as nossas pescas. Temos ainda toda a paciência para lembrar o que Cavaco Silva fez à agricultura nacional. Há até toda a capacidade de encaixe para ouvir os meninos de leite do CDS e do PSD virem agora falar do regresso à produção nacional.
Mas já não há qualquer tipo de pachorra para nos dizerem que o caminho é este!
Não é!
PIB cósmico em crise
Até o Universo entrou em crise!!
“Há já muito tempo que o’PIB cósmico‘ entrou em crise, diz o cientista português que liderou a investigação internacional” que veio demonstrar o seguinte: “a taxa de formação de novas estrelas no cosmo é actualmente 30 vezes menor do que foi no seu auge, que se terá provavelmente verificado há 11 mil milhões de anos.”
Parece ainda”que vivemos num Universo dominado por estrelas velhas”, metade das quais nasceram há 11 mil a 9 mil milhões de anos. Mas, apesar de o futuro “poder parecer sombrio”, David Sobral privilegia um registo mais optimista: “De facto, temos a sorte de viver numa galáxia saudável, produtora de estrelas, que deverá contribuir fortemente para a formação de novas estrelas”.
Adoro metáforas…
O meu Universo é Portugal. O povo português, cada vez mais envelhecido, sim, é formado por estrelas! Vivemos num país maravilhoso, numa «galáxia saudável» e há «milhões de anos» que estamos em crise.
Os negócios do Policarpo
Policarpo diz que só há uma saída para a crise. Não explica porquê: talvez lhe tenha sido revelado pela “única pomba feia do mundo / Porque não era do mundo nem era pomba“.
A solução para a crise feita dogma de fé, e o “valha-nos nossa senhora” que a alternativa é a revolução, é cantiga milenar; já o Cerejeira assobiava assim e antes dele tantos outros. Fiel ao poder que lhe beija a mão, e dela se vale, a ICAR esquece que a sua influência já viu melhores dias mas afadiga-se na defesa dos seus interesses: [Read more…]
O ensino das humanidades e a democracia
Martha Nussbaum, Prémio Príncipe das Astúrias para as Ciências Sociais, em entrevista ao ABC: “A falta de estudos clássicos é um perigo para a democracia.” Leia-se, ainda, a crónica de Fernando Alves sobre essa entrevista.
A crise explicada às crianças
Era uma vez uma família que tinha 100 euros. Viviam felizes – os pais trabalhavam e os filhos andavam na escola. O Rex era
o cão da casa e o Tareco era o gato.
Não eram nem mais nem menos do que outra qualquer família da sua terra, a terra das pessoas felizes.
Na televisão iam ouvindo que uns senhores, lá longe, na cidade, onde toda a gente vestia fatos cinzentos e gravatas azuis, andavam a fazer grandes negócios. Faziam coisas grandes, coisas muito grandes. É verdade que também faziam coisas menos grandes e algumas até muito pequenas.
Mas, de uma maneira ou de outra nunca usavam o seu dinheiro. Pediam emprestado. Iam aos bancos e diziam que precisavam de dinheiro para fazer uma rua nova. Faziam de conta que a rua custava 1000 euros, quando ela só custava 500. O Banco emprestava e eles faziam a rua por 500 euros e ficavam com os outros 500 só para eles. Muitas vezes os Bancos que emprestavam eram também parte do grupo que ia fazer a rua nova, mas isso explicamos mais tarde.
Mas, sabemos todos, quando pedimos uma coisa emprestada, temos que devolver. Certo?
Errado. [Read more…]
Estes tipos não são homens, são monstros
Como é que podem defender que os pobres e os miseráveis paguem uma crise que não criaram enquanto não têm uma palavra que seja para os verdadeiros culpados?
Como é que podem defender, sabendo que vamos a caminho dos 3 milhões de pobres e que as desigualdades entre ricos e pobres não param de aumentar, que os pobres e miseráveis devem ser ainda mais espezinhados?
Como é que podem defender que a solução para a crise é juntar fome à fome e miséria à miséria?
Como é que podem acordar de manhã e olhar os seus filhos nos olhos?
Que nunca passem fome, eles e os seus. Mesmo sabendo que não são homens, são monstros.
O orçamento de 2013 para Portugal, o povo e os militares
Longe de mim alarmar as pessoas, especialmente aos meus concidadãos. Mas, mal vi esta notícia, lembrei-me do Chile. Os militares estavam descontentes com a legislatura de Allende que governava em nome do povo.
É evidente que a situação é diferente, bem sabemos, mas quando os bolsos das pessoas são tocados, acaba todo por ser um sinistro de grandes proporções. Os soldados de Portugal sempre defenderam o povo e a sua soberania, causaram o 25 de Abril de 1974 que salvou ao país da escravatura do governo da ditadura de longo curso Salazar-Caetano.
Verbos da Crise
A 10 de Setembro, José Eduardo Cardoso, o jovem de 28 anos que se cansou de enviar currículos, resolveu fazer greve de fome em plena Rua Santa Catarina no Porto, até conseguir arranjar emprego. Desejava até falar directamente com Passos Coelho, PM.
Cinco dias depois, dia da manifestação que ficará na nossa memória, um estudante com cerca de 20 anos imolou-se no edifício do Governo Civil de Aveiro.
Luísa Trindade, 57 anos e Ana Maria marcaram o 5 de Outubro: a primeira, «desesperada», irrompeu pelo Pátio da Galé enquanto Cavaco Silva discursava na celebração e a segunda, mais jovem e cantora lírica, invadiu também o evento e cantou pacificamente enquanto Luísa enfrentava um grupo de seguranças.
Ontem entrou em cena, empurrado para o palco, sem jeito para actor, Pedro Marques, o enfermeiro de 22 anos que decidiu emigrar para Inglaterra. Porém, a sua participação nesta «peça» ficou marcada pela redacção de uma carta dirigida a Cavaco Silva, PR: “Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país, envelhecer no meu país. Permita-me sentir falta do cheiro a mar, do sol, da comida, dos campos da minha aldeia”.
Estas são apenas cinco personagens desta crise. Não são heróis, na minha opinião. Somente se viram mediatizadas pelas suas inciativas arrojadas e desesperadas a solo.
Aguardam-se novos e infelizes episódios.
Não criem imposto sobre as lágrimas e a saudade
Pedro Marques, um enfermeiro português de 22 anos, emigra hoje para o Reino Unido, mas antes despediu-se, por carta, do Presidente da República e pediu-lhe para não criar “um imposto” sobre as lágrimas e sobre a saudade. “Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país e envelhecer no meu país (…)”, lê-se na carta.” (Público)
Sem comentários. Está tudo dito: o choro, o ódio é inevitável neste país. Viver, trabalhar e envelhecer não se quer em Portugal.
Boa sorte a todos os Pedros Marques e, já agora, a todos os que cá ficam…
Turbo-mães
A crónica de Daniel Sampaio deste domingo na revista do Público tem este título, «as turbo-mães».
Conta-nos a história de uma mulher – podiam ser quase todas – que trabalha das 8 às 21h, tentando concialiar tudo; os filhos raramente vêem a mãe; é uma turbo-mãe; faz tudo bem mas sempre a correr, com altos níveis de ansiedade. Conhecida pela sua eficácia profissional, é elogiada pelo director, que está dependente do seu trabalho e a considera insubstituível. Em época de crise, Ana tem receio de trabalhar menos e ser dispensada, como vê acontecer à sua volta. Sente- se em falta em casa.
Contou a D.S., seu médico, que a crise não a deixa parar. Não estava fácil fazê-la mudar de vida: a crise, o medo de perder o emprego, obriga-a a ser turbo…
Daniel Sampaio pensa que, efectivamente, “a crise provoca o desemprego, mas (…) também é responsável pelo modo febril como alguns trabalham, sempre a correr contra o tempo”.
Somos tantas as turbo-mães…
Só precisamos de ter calma, saúde (principalmente) e não perder o sentido do que é mais importante para cada uma de nós.
Não é fácil ser mulher e é mais difícil sê-lo em Portugal.
Mas não me arrependo de nada, como diria Raul Brandão! Fazemos o nosso melhor e já é muito…
Mas há uma coisa na história de Ana: temos que esforçar-nos por dizer «alto lá!», tenho filhos e amo-os, quero vê-los e estar com eles dia-a-dia, vamos renegociar este horário.
Não valerá mais ganhar menos?
Mais pieguices dos professores
Professores portugueses são dos mais afectados pela crise na Europa. E o artigo não faz referência aos milhares de professores desempregados.
Défice Estrutural

Este é o défice menos o juro. É suposto ser uma medida da viabilidade orçamental.
Um país a papas
Ainda não estamos totalmente a «pão e água», mas para lá caminhamos…
Lê-se hoje no Público: ” Uma refeição que custa 23 cêntimos ganha outro significado quando o orçamento familiar está em derrapagem. Por isso, a Nestlé já sabia que as vendas da sua histórica marca Nestum iriam crescer com a crise. Contudo, o gigante alimentar não contava com uma subida tão expressiva (…) mais 7% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado. (…)Não são só as crianças entre os três e os 10 anos que estão a comer mais Nestum. Também os mais velhos, acima dos 60, substituem o jantar ou o almoço por um prato de papa que “custa menos do que um café e é nutricionalmente equilibrado.”
Nestum ao pequeno-almoço, Nestum ao almoço e Nestum ao jantar.
«- O que nos diz a isto sr. PM?»
«- Há sempre as variantes Nestum Figos, Nestum Mel, Nestum Flocos de Cereais, Nestum Maça Canela…».
Já o sentimos na pele, Sr. PM
Um português ou uma portuguesa dorme agora menos horas, mas estraga mais o colchão de tantas voltas que dá na cama. O sono não chega, não obstante o cansaço de mais horas de trabalho (para ganhar menos). É a ansiedade, a pressão, o stress, a insegurança, o futuro dos filhos, o futuro dos filhos, o futuro dos filhos.
Ontem tive mais três motivos que me tiraram o sono: o restaurante onde costumo almoçar (cada vez menos) está a trespassar (depois de reduzir o preço da diária há cerca de um ano); o testemunho na primeira pessoa de uma mulher com dois filhos que se vê desempregada; e o pedido de uma aluna na casa dos vinte («Professora, se souber de algum trabalho…»).
É a crise e o desemprego a tocar-nos na pele. Sentimos os seus cheiros.
Recordo, a este propósito, as palavras do jurista Paulo Marcelo (Económico, 29/5): “O desemprego está a tornar-se um lugar-comum; que o digam as mais de 819 mil pessoas que não encontram trabalho. O desemprego espalha-se como um cancro, atingindo 14,9% da população activa). Este valor foi ultrapassado no espaço de apenas 4 meses, estando a passos largos dos 16%, sendo Portugal o terceiro país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) onde o desemprego mais cresceu desde julho de 2011.
Como prevenir esta doença? Não há ninguém imune.
Mas temos que seguir em frente. Levar com a nossa vida adiante!



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