A soberania e os seus descontentamentos

Voo às cegas.

a soberania é democrática quando o governo é do povo, pelo povo e para o povo. ...

Texto reiterado para arrebitar a memória pelos tempos que correm

O subtítulo tem dois significados. O primeiro, é simples: escrevo este texto no dia 24 de Setembro e a denominada eleição legislativa, é no Domingo a seguir, 27. Mas, o meu texto deve estar entregue ao jornal esta Quinta 25. Não sou bruxo, tenho palpites. Esse palpite diz-me que deve ganhar quem melhor se entenda com a crise financeira que se vive na Europa, essa praga de Portugal. Como no Chile. Em breve começa a corrida para a Presidência da República. Quando havia ditadura, todos os partidos democratas juntaram forças para derrubarem um ditador que faleceu réu de crimes de sangue, mas faleceu réu. Nas mãos da justiça. Com a democracia restabelecida, os partidos deram aos seus candidatos poderes muito pessoais e a Concertação Social começa a desaparecer, após ter elegido quatro excelentes Presidentes da República. Será que esta

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Bibi diz que mentiu – "todos são inocentes"

Carlos Silvino, Bibi, diz que mentiu e que todos os acusados são inocentes.

Junta que esteve sempre drogado e submetido a medicação muito forte. Adianta ainda que muitos dos rapazes foram obrigados a assinar.

Manobra de diversão ou não, estas declarações vão minar o resto do processo. O advogado de Carlos Cruz veio já dizer que o seu cliente foi condenado com base nas declarações de Silvino.

Curioso, também, é o facto de Bibi ter prescindido de José Maria Martins, seu advogado no processo Casa Pia desde 2003, há apenas três dias.

Nunca especulei sobre este caso, não vou fazê-lo agora. Mas admita-se por um breve momento que, na turbulência que aí vem, a sentença acaba anulada. Conseguem imaginar as consequências?

Eu não.

Adenda: Segundo o Público, Bibi diz que foi obrigado a mentir e

“Tive que dizer tudo com pena dos rapazes, que tinham levado bastante porrada. Via-se nos corredores [da Polícia Judiciária]”, afirma Silvino, que garante também ter feito todos os depoimentos sob o efeito de medicação e insinua também que lhe era sempre dado um copo com água “que não sabia o que tinha”. “Sempre que fui à Polícia Judiciária tomava aquele copo de água e sempre que regressava à prisão não me sentia bem, transpirava”, explicou.

No Limite da Dor

Ultrapassámos os limites do tolerável e do suportável. Ontem, o estudo acompanhado e a área-projecto eram indispensáveis e causa de sucesso. Hoje acabaram.

Ontem, exigiram-se às escolas planos de acção. Hoje ordenam que os atirem ao lixo. Ontem Sócrates elogiou os directores. Hoje reduz-lhe o salário e esfrangalha-lhes as equipas e os propósitos com que se candidataram e foram eleitos.

Ontem puseram dois professores nas aulas de EVT em nome da segurança e da pedagogia activa. Hoje dizem que tais conceitos são impróprios. [Read more…]

Falemos de Números


SOS Educação – em Coimbra foi assim há dois dias.

Querem roubar a escola a alguns portugueses…

Viver não custa.O que custa é saber ensinar a viver

símbolo da liberdade que todo candidato deve respeitar

A flor da liberdade

Ontem escrevi sobre o dever da heresia, por causa de vários políticos andarem a correr para o cargo de Presidente da República. Não há texto em que eu não tenha escrito sobre o debate da hecatombe que deveria percorrer todo o país. Fala-se de tudo, vive-se como se entende, gastam-se as poupanças em divertimentos, o crédito é o rei do dia-a-dia, os debates são sempre entre candidatos e pela televisão que vemos e ouvimos calmamente desde a cama. Não há comícios nem desfiles para apoiar o candidato preferido. Ninguém fala das suas preferências: resultaria num sortilégio, como cumprimentar alguém antes do seu aniversário, dá má sorte…

O que pretendemos do próximo Presidente, é apenas debatido na Assembleia da República ou nas reuniões de pessoas do mesmo partido. Do que se fala, é de louvar os candidatos. É raro que, esse pretendente à mais alta magistratura da Nação, sai à rua para esclarecer pontos obscuros do seu programa. Portugal é infantil: [Read more…]

Violei-a, mas foi só um bocadinho

O humor é um vírus para o qual não há antibiótico. É por isso que se insinua no meio dos assuntos mais sérios, é por isso que não há tragédia que não dê origem a um ror de anedotas, como é o caso recente da morte de Carlos Castro, como aconteceu com os mortos de Entre-os-Rios.

Sobre violação, por exemplo, há algumas piadas extraordinárias, como, por exemplo, a das duas freiras violadas por dois homens: enquanto uma pede a Deus que perdoe o violador “porque ele não sabe o que faz.” a outra responde “Fala por ti, o meu é um artista!” No genial A vida de Brian dos Monty Python, a mãe da personagem principal confessa-lhe que ele é fruto de uma relação com um centurião romano. Brian, então, pergunta à mãe se ela foi violada, ao que a senhora responde: “Bem, a princípio, sim!”

Como é costume, não há ficção que não seja ultrapassada pela realidade e o Tribunal da Relação do Porto considerou que deveria ser reduzida a pena a um homem, considerando que o crime de violação se consumou “de uma forma grave – introdução dos dedos na vagina – mas de uma forma menos gravosa que por exemplo as situações de coito, sendo que o acto praticado aconteceu uma vez”. Em conclusão, desde que a rapaziada se fique pelos trabalhos manuais, os incómodos causados pela justiça serão menores. Os danos psicológicos causados à vítima são ainda menos importantes.

Para além disso, o mesmo homem viu reduzida também a pena relativa a dois crimes de rapto, uma vez que a “privação de liberdade das vítimas se cifrou em alguns momentos que não terão ao atingido uma hora” e o meio empregado “foi o mais suave, a astúcia (…).” Perceberam? Se conseguirem privar alguém da liberdade durante menos de uma hora ainda se arriscam a que nem seja considerado rapto. Se usarem de astúcia, ainda poderão demonstrar competências suficientes para receberem um diploma das Novas Oportunidades.

Só espero que as Produções Fictícias comecem a ler com mais atenção os acórdãos do Tribunal da Relação do Porto.

heresia, direito de Saramago, Ratzinger e candidatos

a corrida à Presidência da República, com mentiras, é uma heresia

Estamos em tempos de corrida à Presidência da República. Cada candidato fala bem de si e diz a piores coisas dos outros. Vivem em heresia. Cavaco acusa a Alegre de ser marxista, como se for pecado, Alegre riposta que por Santo, cavaqueou com as acções do BPN a 1€ cada e as vendeu ao 1.800€, ele e o seu filho. Nobre diz que a tirania da Madeira chega ao seu fim, enquanto Lopes diz que o povo tem sido traído pelos seus candidatos que prometem um assunto e, no poder, fazem como entendem, especialmente realizam actos de vil baixeza para ganhar dinheiro, criar um lucro e, especialmente à Alegre de ser mentiroso.

Estamos em um país de hereges. Saibamos, pois, qual é o conteúdo do que falam os candidatos, porque os seus discursos estão em todos os jornais e em toda informação televisiva. Entender porque se acusam uns aos outros, é simples: todos querem ganhar. Apesar de um deles estar em maus lençóis: ensina na Universidade Nova e Católica de Lisboa. [Read more…]

“A Escola Para o Meu Filho Sou Eu Que A Escolho” – 4

Externato Infante D. Henrique, Ruílhe – Braga – a educar e a formar cidadãos desde 1968.

"A Escola Para o Meu Filho Sou Eu Que A Escolho" – 3

Externato Infante D. Henrique, Ruílhe – Braga – a educar e a formar cidadãos desde 1968.

"A Escola Para o Meu Filho Sou Eu Que A Escolho" – 2

Externato Infante D. Henrique, Ruílhe – Braga – a educar e a formar cidadãos desde 1968.

"A Escola Para o Meu Filho Sou Eu Que A Escolho" – 1

Externato Infante D. Henrique, Ruílhe – Braga – a educar e a formar cidadãos desde 1968.

Os identificadores para as SCUT são desnecessários

Há condutores que ainda não receberam o identificador para as SCUT, pedido e pago em Outubro, o que não os tem impedido de usufruir das benesses previstas, uma vez que a matrícula já está registada no sistema. Este facto conduz à conclusão de que os referidos identificadores não são necessários, sendo, portanto, incompreensível o pagamento dos mesmos, quando um simples registo da matrícula teria sido suficiente.

Este facto constitui mais uma imoralidade, uma vez que os utentes foram obrigados a realizar uma despesa desnecessária, proporcionando ao Estado mais uma receita. Mais um momento de absurdo, e, eventualmente, de ilegalidade, a juntar aos disparates associados a outros tipos de pagamento e à injustiça de impor cobranças nestas estradas, como já se pôde verificar aqui.

o natal deste ano 2010

…para a minha mulher, que tudo faz por mim… 

Todos sabemos o que é o Natal, pelos menos nos países do Ocidente e cristãos. É a comemoração do nascimento de quem nos salvara do pecado, faz 2010 antes deste dia. Para as pessoas de fé religiosa é o nascimento do Redentor do Mundo. O problema, mais uma vez, é definir estas palavras, estes conceitos a que não estamos habituados por não sermos religiosos, ou sendo religiosos, aprendemo-los na infância mas depois esquecemo-los porque a vida, dura como ela é, faz-nos pensar todo o dia nos nossos deveres profissionais remetendo partes da nossa história, longa como é, para o esquecimento, também o stress do dia-a-dia não nos permite sermos homens e mulheres de fé e de acreditar na existência de uma divindade, que nos proteja das aleivosias de outros seres humanos.

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Portugal tem dois problemas: a crise económica e a eleição presidencial

este era Portugal. Hoje em falência, o Terreiro do Paço será também vendido?

Fui convidado a investigar e leccionar em Portugal, em 1981. Gostei do país, da sua terra e da sua gente e da forma de resolver os seus problemas. Eram dois meses apenas esse convite, mas gostei tanto, que falei com a minha família e propus mudar-nos a um país sem comparação com os outros países da Europa. Farta a família de andar por tantos países, recusou o convite, ficaram em Cambridge e eu tinha que viajar entre um e outro. Aliás, foi preciso confrontar ao meu chefe, Sir Jack Goody e anunciar que cancelava o meu contrato com ele e ficava no Porto do Galo – nome romano para Portugal -, porque havia muito trabalho para ser feito. Ficou furioso, disse-me que no nosso Departamento havia mais ainda. Não ouvi e fiquei. Esses dois meses passaram a ser 30 anos… até ao dia de hoje.

Nunca pensei que a República Portuguesa ia ter tantos problemas para resolver em frente de si. Especialmente económicos, políticos e éticos. Se na Grã-Bretanha tomávamos conta do penny, em Portugal era do tostão antes, hoje em dia do cêntimo.

Não há dia em que não se deva poupar. Não há dia em que não devamos pensar duas vezes antes de levar a mão à carteira. Olhamos os preços, comparamos, e as compras passam a ser um cumprido passeio. Aliás, já nem compramos o que costumamos adquirir. [Read more…]

Agradecimentos

agradecer colegas e amigos, um novo conceito nunca trabalhado

 Acabo de terminar a escrita de dois textos: Marx, um devoto luterano, de 228 páginas e meses de pesquisa, mais 180 de anexos que explicam as partes mais complexas do texto. Explicam porque sem relatar histórias de vida das personagens estudadas e as suas teorias, ninguém era capaz de entender as partes ocultas da vida do criador das ideias sobre o materialismo histórico. Foi preciso adiar outros compromissos de publicações, para acabar o livro. Quem mais colaborara comigo, foi a minha mulher, que fixara a sintaxes e a gramático do texto. Também, a paciência dos meus colegas dos blogues nos que normalmente escrevo todos os dias, a espera de sempre mais um texto. Agradeço essa bonomia. Pensava escrever sobre solidariedade para o Aventar do dia de hoje, mas uma mensagem que aparecera enviada por um colega amigo e respeitável como pessoa, fizeram-me pensar que solidariedade é um conceito muito trilhado e ultra conhecido, desde 1892, quando Émile Durkheim o definira no seu texto A Divisão do Trabalho Social.

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Luís Vilar: às vezes até em Coimbra a justiça funciona

Um político profissional, que de empregado bancário passou a movimentador de milhares nas suas contas depois de alcançar o estatuto de vereador, o pior que Coimbra já teve, consegue ser notícia.

Valha-nos isso. Aventei algumas vezes sobre o arguido Vilar*, por conta do processo dos amigos dos Correios, ou mais recentemente pelas sua participação nas recentes eleições internas da Federação de Coimbra do PS.

Hoje, dia em que foi condenado no primeiro dos seus processos a ser julgado, sinto que a minha cidade está mais limpa e asseada. Faltam os outros casos, e sobretudo falta dignidade a Vítor Batista. O ainda deputado do PS entregou a Luís Vilar  a responsabilidade pelo financiamento do PS distrital nas eleições do ano passado, quando já era acusado por crimes de financiamento partidário ilícito, uma das razões porque hoje foi sentenciado em tribunal. Vítor Batista vai abandonar já o seu lugar de deputado? ou no mínimo o seu grupo parlamentar vai correr com ele? esperem sentados.

Entretanto e mais uma vez Domingos Névoa lá se safou, se bem entendi por prescrição. Um dia os estacionamentos subterrâneos da Bragaparques chegarão à superfície. É tudo uma questão de tempo.

* a expressão arguido Vilar é © do Fernando Moura, que pela primeira vez em Portugal fez a cobertura de um julgamento para o blogue das suas meninas, um grande marco na História da blogocoisa em Portugal, dando um gandabaile aos dois diários locais, fora o resto. Na blogosfera, essa expressão geometricamente desadequada, ninguém vai dar por isso. Parabéns a quem esta tarde mandou o servidor abaixo por excesso de visitas, coisa que nunca aconteceu ao Aventar, ia lá agora ter acontecido.

Os juizes portugueses serão atrasados mentais?

Tudo no mesmo dia:

. O Tribunal da Relação de Coimbra considerou que o homem que deu duas bofetadas na ex-mulher não pode ser condenado por violência doméstica.

. O Supremo Tribunal de Justiça ilibou a REFER do pagamento de uma indemnização de 80 mil euros à família de uma jovem que foi colhida por um comboio na Estação de Ovar depois de ter conseguido passar por um buraco no muro que impede o acesso às linhas.

. O Supremo Tribunal de Justiça condenou um professor de Educação Física ao pagamento de uma indemnização de 75 mil euros a uma aluna que se lesionou ao fazer um salto mortal, exercício obrigatório no 9.º ano.

Ora, temos aqui que dar duas bofetas não é violência doméstica (quantas seriam necessárias?, pergunta muito bem Ana Matos Pires), que uma empresa não tem de cuidar das suas infra-estruturas, sobretudo aquelas que oferecem perigo para os seus utentes, e que um professor é o responsável por uma aluna se magoar ao fazer um exercício obrigatório e tem o dever de estar em todo o lado ao mesmo tempo. Agora que o Governo quer acabar com os pares pedagógicos em EVT, quando um aluno vazar um olho com um x-acto já têm quem responsabilizar. O professor, claro.

Perante estas inexplicáveis decisões da Justiça portuguesa, que, comme d’habitude, penaliza sempre a parte mais fraca (a mulher em detrimento do marido, a jovem em detrimento da grande empresa, o professor em detrimento da aluna), aguarda-se com expectativa a febril intervenção desse paladino da verdade e da honestidade, desse infatigável defensor dos pobres e dos oprimidos que dá pelo nome de Marinho e Pinto.

pedir

para a minha mulher, adoentada nestes dias..

Amiúde oiço a palavra pedir no nosso país. Dizia a minha mulher hoje de manhã, que este era um país de pedinchas. Um aglomerado de pessoas que procuram favores, empréstimos, crédito, dinheiro dos amigos, pessoas sem o valor de agarrar a vida com as suas duas mãos e seguir em frente nos piores minutos da vida. Piores momentos da vida, são quando gastamos em excesso, quando não medimos a nossa capacidade de adquirir o que compramos, como se diz en calão português, à toa, por outras palavras, sem rumo definido, a esmo, ao léu. Estas duas últimas palavras precisam também de uma definição antes de recuperar a frase anterior: pessoas que se prendem muito nas palavras sem uma gota de verdade, esquecendo o conjunto (olhar, vivência, pensamento), sem uma gota de verdade ou muitas de dúvidas, se podermos saber qual é a verdade e a realidade da pessoa que fala a esmo. Pessoas que acabam por se tornarem vítimas em potencial do que chamamos falha ou decepção.

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a vida eterna

ideia de vida eterna que nos salva do orçamento de estado

Não são os livros, nem as pinturas, nem as palavras: é a concepção de um caminho com ideias novas, para todos e de todos por igual. Como já estava prometido. Os que prometiam a vida na terra, eram revolucionários mencheviques, como tenho narrado em outros textos referidos a Émile Durkheim e Marcel Mauss, uma minoria a respeitar a realidade da luta de classes e contribuir para o seu sucesso, esse aceitar sermos seres humanos iguais em direitos, liberdades e fraternidade, como tinha sido referido e definido em 1788 pelo Manifesto dos Plebeus, síntese das ideias de Grachus Babeuf, quem, com esse Manifesto, colaborara a provocar a Revolução Francesa em 1789. Parte do texto original diz : “O que é uma revolução política em geral ?  E em particular, o que é a revolução francesa?”, pergunta-se Babeuf no seu jornal La Tribune du peuple. A sua resposta é: “uma guerra declarada entre os patrícios e os plebeus, entre os ricos e os pobres”. Em 1796-97, a Revolução já não uma revolução. O Directório procura acabar com ela, para proveito dos proprietários, dos que especulam, s… Babeuf suspeita que os “ricos” enganam ao povo, conspiram contra ele para manter o seu

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O dominó (2)

Dominó Socrático O sub-director-geral da Administração da Justiça, Fernando Sousa Marques, demitiu-se por não concordar com o negócio da informatização da Justiça.

É de recordar as recentes demissões na Justiça:

O que é que se passa neste sector fundamental para um Estado de direito?  O dominó vai progredindo. É de sublinhar que Santana Lopes foi corrido por menos.

Ficam aqui algumas partes da carta de demissão do sub-director-geral da Administração da Justiça (fonte: SOL).

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Desencontro

pessoas que se estimam mas não se entendem

Apareci em Portugal em Dezembro de 1980 a convite do Instituto de Ciências Gulbenkian e do Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa, denominado ISCTE nesses tempos.

Apareci de visita desde a minha britânica Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, com licença de apenas um mês do meu catedrático Jack Goody, orientador que ainda não tinha, à época, sido enobrecido.

Mal pisei terra lusa, senti-me confortável e fui bem recebido, esse dia e sempre. As pessoas eram amáveis, mostravam interesse pela vida dos outros e éramos bem acolhidos. Não me parecia ser estrangeiro a usufruir da amizade do povo luso europeu. Pelo contrário, as pessoas tinham tempo para almoçar juntas, para conversar e o trabalho era tão leve, como na minha universidade inglesa. Leve por não estar sobrecarregado de aulas, leve, por não ter imensos discentes sentados a ouvir esse sotaque que não podia retirar da minha fala, como narro no texto As Minhas memórias do ISCTE, publicado neste sítio de debate de saberes.

O debate era o mais interessante neste país. Tínhamos o Seminário UNESCO orientado por mim em Portugal e Maurice Godelier em França, bem como criámos o

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a festa da intimidade. Ramadão e Natal

Cristãos comemoram, Muçulmanos invadidos

for the van Emdens: daughter Paula, husband Cristan and children Tomas e Maira Rosa

1. Introdução.

Normalmente, tenho escrito textos que referem esta quadra como um Feliz Natal. Normalmente. Mas, será que é uma época para falar de normalidade? Ou, porém, como vamos definir um tempo normal? Quando é que a vida social tem sido normal. Será quando agimos conforme as nossas ideias e os nossos hábitos e costumes? Mas, os hábitos, como os costumes, não mudam? Será que normalmente significa o que éconjuntural e heterogéneo? Não é por acaso que tenho usado essas palavras nos meus textos de pesquisa. O acaso é a normalidade. A normalidade é o comportamento conjuntural que estrategiza e manipula os feitos, ou factos – decida o leitor -, que constroem o mundo social e divide o trabalho entre todos nós. Estratégia que pode cair em mãos prudentes para virar os acontecimentos em favor do povo, pelo povo e para o povo, por ser a estratégia uma actividade social do povo. Estratégia que varia conforme os objectivos a atingir. [Read more…]

Na Suiça Não Há Reformas de Luxo

http://www.rtp.pt/noticias/player.swf?image=http://img0.rtp.pt/icm/noticias/images/e6/e67987ef0b3cc432424342dbe2059f62_N.jpg&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&file=/informacao/gentenomundo_68076.flv

Em Portugal, sim, Portugal é um país justo, solidário, pleno de vitalidade e recursos infinitos. É urgente calar este jornalista, anda a falar muito da Suiça…

direito a heresia

Escultura de Gustaf Vasakyrkan em Estocolmo "Os santos triunfam sobre a heresia".

Escultura de Gustaf Vasakyrkan em Estocolmo "Os santos triunfam sobre a heresia".

Estou certo de ter publicado este texto em Outubro de 2009, quando a nossa vida parecia ser mais pacífica, calma e tranquila, com dinheiro no bolso, capazes de gastar em divertimento, férias e, para nós fumadores, tabaco. Tabacos que dizem que mata, mas se mata, os nossos legisladores deviam proibi-lo de vez. No entanto, como a sua venda dá lucro, é conveniente para os depositários da nossa soberania manter essa produção de veneno. Se a eutanásia está proibida, mesmo em casos limite onde impera o sofrimento, que acaba por matar o ser doente, na China, existem casas que acolhem os moribundos, juntando-se a outros a morrerem como eles. Entre nós, há apenas hospitais e casas de repouso, sítios proibidos para visitar os nossos doentes a falecer. Como tem acontecido em toda a humanidade, eis porque se comemora o dia de Todos os Santos, época em que as campas são compostas, limpas, cheias de flores e de pranto. Nunca esqueço o dia em que num cemitério vi uma senhora a limpar arduamente o túmulo da sua sogra, de joelhos e com imenso pranto, que parecia em alarido. Alaridos para

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Dominó

dominó

Depois dos ministros que querem sair e da demissão do secretário de Estado da Justiça, João Correia, hoje é a vez do director-geral da Administração da Justiça, José António Rodrigues da Cunha, se ter demitido. Como num dominó.

Marinho e Pinto venceu!

António Marinho e Pinto foi hoje reeleito Bastonário da Ordem dos Advogados.

Muitos Parabéns!

Eleições Ordem dos Advogados:

António Marinho e Pinto ganhou em todo o lado. Apenas resta saber Lisboa – para já vai na frente. O mesmo se diga quanto à lista para o Conselho Geral apoiada por AMPinto.

Está quase.

Espero que na Ordem dos Advogados o bastonário não mude

Conheço o Marinho da Anop vai para mais de 30 anos. A despeito de profissionalmente os nossos caminhos se terem cruzado numa experiência para esquecer, sobre o homem testemunho a honestidade, a frontalidade e uma militância de homem de esquerda, da minha esquerda.

Enquanto bastonário da Ordem dos Advogados passou para fora uma imagem de socratista, como aqui em baixo se queixa o Ricardo. Não me meto em questões jurídicas mas nem tudo o que parece é. E no que toca à justiça pela primeira vez apareceu alguém a atacar quem impunemente dela usa e abusa, a explicar com clareza que a justiça que temos não é igual para todos, que em Portugal os ricos nunca cumprem penas e todos os dias um pobre é condenado sendo inocente, porque não teve posses para se defender, e também muito simplesmente por ser pobre. 

Achar que o Marinho ambiciona um escritório de advogados de topo está totalmente fora da realidade. O homem pode ser ingénuo, sempre foi voluntarioso, e sem dúvida que tem ambições políticas. Mas essa é outra conversa.

Espero que o resultado das eleições de hoje para a Ordem dos Advogados lhe seja favorável. Duvido muito, quem tocou nos poderes dos donos da advocacia tem tudo a concorrer contra si, mas era um excelente sinal para o país. Significaria que temos advogados livres em Portugal, e bem precisamos.

Eleições da Ordem dos Advogados: José Sócrates apoia Marinho e Pinto

Só pode. Era uma injustiça que assim não fosse.
Afinal, estamos em presença de uma pessoa que era radicalmente contra o(s) Governo(s) e os políticos enquanto simples jornalista e advogado (quando chamou arrogante, pesporrento e malcriado a Mário Soares) e, a partir do momento em que foi Bastonário, se tornou incrivelmente dócil. É a pesosa ideal para presidir à Ordem dos Advogados.
Quem não se lembra da forma calorosa e vigorosa como Marinho e Pinto defendeu José Sócrates no Jornal de Sexta da TVI? Quem não se lembra que só 3 ou 4 escritórios de advogados é que têm acesso às mordomias do poder? E por que não o meu, terá pensado Marinho e Pinto algures no tempo?
Quanto a mim, espero sinceramente que Marinho e Pinto sofra uma derrota estrondosa. É que, farsola por farsola, ao menos os seus antecessores nunca escondiam ao que iam e por que razão estavam naquele cargo.

a conheci e fiquei rendido

beixo de paixão

Nem parecia ser a realidade. Era um sonho de mulher. Tinha esse temperamento que as vezes muda mas que a paixão sabe aceitar.Bem sei que estamos na muito publicitada cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte ou OTAN ou NATO em inglês. Bem sei que estamos com problemas de orçamento de estado, que os partidos se apoiam e um minuto depois se desentendem e o dito e tomado por não dito. Bem sei que todo vai ser mais caro porque os nossos legisladores, para tapar os buracos de dívida por eles causado por não saber governar, vão remediar a doença económica com uma subida de impostos como jamais tinha sido vista no nosso país, como também que os nossos ordenados passaram a ter impostos novos, que por ganhar mais do que outros, vai cair sobre mim, como sobre outros um imposto novo e especial. Que estamos à beira de uma eleição Presidencial

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