Portugueses,

O Aventar apresenta, em primeiríssima mão, um rascunho do discurso que Sua Excelência o Presidente da República proferirá aos portugueses após a rejeição do programa do Governo na Assembleia da República! Este documento foi-nos sigilosamente facultado por um amigo do Aventar ligado ao partido que ainda suporta (sublinhamos o termo) o Senhor Presidente e que integra a sua casa civil. Não garantindo que espelhará a intervenção que fará nos próximos dias, o Aventar está assim em condições de assegurar a sua autenticidade enquanto rascunho. [Read more…]

O debate na AR está extraordinário

Só a Oposição é que faz uma discussão interna do programa do governo! As bancadas da direita não fazem mais que gritar impropérios e debitar ódios antigos. Muito educativo.

Uma coligação contranatura

Não há nada que me agrade mais do que ver Passos Coelho cair. Ou mais ainda, que um futuro Governo PS esteja nas mãos do PCP e do Bloco.
Mas todos sabem – todos sabemos – que a coligação de Esquerda em preparação é completamente contranatura. O PS está muito mais próximo do PSD do que do PCP ou do Bloco. Sempre esteve e vai continuar a estar. Daí que esteja curioso para ver de que forma vai o PS compatibilizar o lobby de interesses que sempre o acompanha com os seus camaradas de circunstância.
Fui votante do Bloco e, enquanto tal, há uma série de medidas que espero que o Bloco viabilize. Estou em crer que terá de tomar a iniciativa para a maior parte delas, porque se for a esperar pelo PS, terá de esperar sentado.
Só para dar alguns exemplos, para além da reposição dos salários e das pensões, vou esperar pela taxação dos dividendos em Bolsa, pelo imposto sobre as grandes fortunas, pelo fim das rendas excessivas da EDP e, já agora, pela interrupção imediata das obras da Barragem do Tua (alô, Heloísa, estás aí?) e do Programa Nacional de Barragens, pelo fim dos imorais benefícios fiscais aos grandes grupos económicos, pela extinção dos contratos de associação nas zonas em que há oferta de Escola Pública, pelo fim dessa pouca-vergonha que é os milhões esbanjados em consultadorias e grandes escritórios de advogados e por aí fora. [Read more…]

“Num regime parlamentar, governa quem ganha”

Diz o comentadeiro Luís Delgado. É verdade, ó Luís, mas quem ganha é quem forma maioria. Não te explicaram na Escola Primária?

Um cordão humano de propaganda?

manif

Alguns jornais deram ontem destaque a um cordão humano que apela a uma espécie de consenso cavaquista entre os partidos: entendam-se desde que o entendimento não inclua CDU e BE. Deve ser mais uma dessas iniciativas da sociedade civil cozinhadas entre a São Caetano e o Caldas.

A manifestação, que conseguiu reunir 1000 pessoas – todos independentes, claro está – teve como mote “Unir o que está dividido”. Como se alguma vez PS, PSD e CDS-PP tivessem sido um só. Como se tivessem feito uma campanha eleitoral de apelo à convergência. É possível que estas pessoas não tenham estado muito atentas às narrativas do PàF e do Partido Socialista. Depois de tudo o que foi dito, depois de todas as acusações e práticas subterrâneas, um entendimento entre ambas as partes seria verdadeiramente surreal. [Read more…]

O ministro de Deus

maxresdefaultCalvão da Silva é, como qualquer ser humano, múltiplo. Para além de agente de seguros, é agente de execução liquidatária do Estado, é ministro semanal da Administração Interna e tem tempo, ainda, para ser ministro de Deus e teólogo da inundação.
Corajosamente, Calvão revela que “Deus nem sempre é amigo”. Sem medo de correr riscos, o ministro deixa, portanto, claro que, por vezes, Deus é inimigo, o que poderá originar mais um cisma no mundo cristão e o nascimento da seita calvanista. Mas Calvão não se fica por aqui: ao assumir que um acto de Deus pode ser demoníaco, o novo Lutero confirma a consubstanciação de Deus e do Diabo, o que poderá trazer um novo alento às igrejas satânicas.
Calvão da Silva é, também, exegeta desse grande texto que é, no fundo, a vida e, por isso, sabe que os nomes, os actos e os acontecimentos têm significados ocultos. Assim, não é por acaso que, na referência ao falecimento de um homem, o ministro tem o cuidado de lembrar a idade do falecido, o nome da mulher e o apelido do morto. Na realidade, quem tem 80 anos, uma mulher chamada Fátima e é Viana de apelido está pronto para morrer, porque a idade indica que a hora chegou e porque os nomes contêm todos eles ressonâncias religiosas. Além disso, ficamos a perceber que o senhor Viana não foi vítima de uma inundação, antes escolheu entregar-se a Deus, porque, caso contrário, não estaria no insondável caminho da enxurrada.
De qualquer modo, tendo em conta o carácter também demoníaco do Deus calvanista, saber que este “reserva um lugar adequado” ao recém-falecido não é exactamente tranquilizador, porque uma pessoa não sabe o que esperar de um Deus que nem sempre é amigo, sendo, por vezes, diabólico.
Com a iminente queda do governo, Calvão da Silva poderá dedicar-se exclusivamente a espalhar a palavra de Deus, entregando-se ao Diabo. Ou vice-versa.

Ciudadanos e Podemos ” à porta ” do governo espanhol

espanha

A sondagem do ” El Pais “, publicada hoje, relativa às eleições gerais espanholas marcadas para 20 de Dezembro é muito interessante comparada com os resultados das últimas eleições legislativas em Espanha.

Esta sondagem dá uma perda de mais de 80 deputados para o PP do actual presidente do governo, Mariano Rajoy. O PSOE, de Pedro Sánchez, também aparece em perda, mas mais moderada, com menos 10 a 15 deputados.

Mas a grande surpresa são os dois novos partidos, os Ciudadanos, de Albert Rivera, que poderá chegar quase aos 90 deputados e o Podemos, de Pablo Iglesias, que poderá ter mais de 45 deputados. A mesma sondagem diz-nos que o conjunto dos outros partidos de esquerda poderão alcançar 40 deputados.

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Livrem-nos deste ministro por favor!

Leal II

São dias tristes para a saúde em Portugal: o Jorge sem médico de família, o sector privado a aproveitar a movida ideológica dos radicais que nos governam e que deixaram o SNS de rastos para obter lucros estratosféricos e um novo ministro da Saúde que ou não tem mínima noção do sector que tutela ou nos toma a todos por parvos. Para bem da saúde dos portugueses (física e mental), parece que está a prazo. [Read more…]

Secretário de Estado do Turismo assume integrar um governo a prazo

Adolfo Mesquita Nunes, secretario de estado do turismo, Lx.

É um daqueles episódios caricatos que, não fossem os intrometidos dos jornalistas, não teria passado de um momento de confraternização entre o hoje reconduzido Secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, e o deputado socialista João Galamba. Mas, lá está, a RTP apanhou-o a jeito e a declaração fica para a história, com uma nota de honra e coragem para o centrista, que teve a capacidade de assumir que o governo hoje empossado não passa de uma mera formalidade e que se encontra literalmente a prazo. Isto, claro, caso o PS pretenda sobreviver enquanto partido. Porque se depois de todos os esforços para despachar este governo de volta para a São Caetano à Lapa e para o Caldas se lembrasse agora de recuar, suspeito que assistiríamos ao nascimento do PASOK português.

Voltando à frase do dia, disse Mesquita Nunes ao colega Galamba:

Daqui a 15 dias és tu que subirás esta escadaria.

Fonte do CDS ainda tentou dar a volta ao contexto e convencer os jornalistas de que se tratava de uma pergunta e não de uma afirmação. Em todo o caso, pergunta ou afirmação, a intervenção de Adolfo Mesquita Nunes é muito clara e ilustrativa do sentimento que se vive entre os membros do novo governo: a sua situação é precária e a queda do governo uma questão de dias. Haja alguém com consciência no meio de tantos contadores de contos para crianças.

A nova Ministra da Educação

Olá e adeus, mana.

O truque

A caricata tentativa de armadilhar os partidos da esquerda parlamentar, protagonizada pela direita reinante, falhou. Queriam os Coelheiros e os Porteiros abrir as hostilidades na Assembleia da República debatendo temas tão angustiosamente urgentes como “os compromissos internacionais de Portugal”. A manobra é tão infantil e canhestra que surpreende. A resposta foi, obviamente, de rejeição do truque e de exigência de que os futuros ex-governantes apresentem o seu programa e se deixem de fitas e tentativas de discutir programas alheios procurando brechas na aliança nascente. Porque não deixa de ser surpreendente que um governo que não é mais que uma desfalcada versão do anterior, não seja capaz, em tempo útil, de apresentar os trabalhos de casa. É mais uma prova do que valem os nossos ex e futuros ex-governantes.

Depois do estágio, o emprego de sonho

Sérgio Monteiro entusiasmado com novas funções

Assunção Cristas critica colegas de governo

“Inspirei-me em Jesus, que nunca teve medo de se meter com gente pouco recomendável”

Pedro Passos Coelho ataca Paulo Portas no discurso de tomada de posse

PassosCoelho-PauloPortas

No seu discurso de tomada de posse, o novo e aparentemente precário primeiro-ministro Pedro Passos Coelho aproveitou o momento para lançar umas farpas à direita, num ataque claro e cerrado a Paulo Portas e ao episódio de 2013, que começou com uma demissão irrevogável e terminou com Portas promovido ao recém-criado cargo de vice-primeiro-ministro:

Ninguém deve arriscar o bem-estar dos portugueses em nome de uma agenda ideológica ou de ambições políticas pessoais ou partidárias‘.

Portas arriscou o bem-estar dos portugueses em função das suas ambições políticas pessoais, da sua fome de poder para parafrasear o individuo, e Passos Coelho parece não ter ainda perdoado o responsável pela subida dos juros da dívida para a casa dos 8% e pelas perdas de 2,3 mil milhões de euros sofridas pela bolsa de valores portuguesa no Verão de 2013. Nada que não se resolva: ao que tudo indica, a próxima demissão de Portas será mesmo irrevogável.

Virgílio Macedo, um dos “ SHM “ de MAC, é um dos novos secretários de Estado.

virgílio-macedo1Hoje a imprensa, ao final do dia, tornou público que  Virgílio Macedo, Presidente da Distrital do PSD do Porto, será o novo secretário de estado da administração interna.

Na denúncia que apresentei à PGR, DCIAP e PJ relativamente a Marco António Costa, uma das pessoas que referi como sendo um dos “SHM “ foi precisamente Virgílio Macedo. Esta minha denúncia deu origem a um inquérito aberto pela Procuradoria Geral da República que tornou público que o mesmo processo corre termos no DIAP do PortoNessa denúncia, que tornei pública através da minha página no facebook escrevi que No plano dos “ interesses “ a Distrital serve, entre outras coisas, para arregimentar avenças nas áreas financeiras, contabilísticas e jurídicas para os “ SHM “. Aliás, prova disso mesmo é o facto de Virgílio Macedo e a sua empresa ter possuído e continuar a possuir diversas avenças milionárias como Revisor Oficial de Contas em diversas autarquias e empresas municipais no Distrito e no País.”

Tenho que reconhecer que Pedro Passos Coelho estará a ter dificuldade na formação do governo atendendo às condicionantes da actual conjuntura política, mas existem mínimos que não podem ser ultrapassados.

Neste sentido entendo que seja completamente inaceitável nomear para qualquer cargo público Virgílio Macedo. Creio que ainda seja possível que o Presidente da República, Cavaco Silva, não permita que Virgílio Macedo tome posse amanhã na cerimónia que está agendada para as 12h00.

Eu que conheço Virgílio Macedo não lhe reconheço sequer capacidade política para ser presidente de uma junta de freguesia. Espero que esta decisão seja reversível porque se não o for lamento dizer mas estamos no “ grau zero “ da política.

Era uma vez um ministro a prazo que atestou a idoneidade de Ricardo Salgado

Calvão

João Calvão da Silva é o novo ministro da Administração Interna de um governo ironicamente precário que se prepara para assumir funções. Professor Catedrático de Direito na Universidade de Coimbra, Calvão da Silva é dono de um vasto currículo, na academia como na gestão pública, tendo sido Secretário de Estado-Adjunto do vice-primeiro-ministro Mota Pinto no governo de bloco central liderado por Mário Soares, o tal que, segundo os fanáticos, foi responsável pela intervenção externa de 1983, apesar da sua vigência de semanas quando o pedido de resgate foi feito, o que faz dele, segundo a lógica dos fanáticos, responsável por uma das bancarrotas de Portugal. Habemus despesista! [Read more…]

Calma no barco

Espero que os partidos de esquerda, chegando, como é minha expectativa, a um acordo, não o publiquem antes do dia em que derrubem o governo PàF. A confidencialidade tem sido, até agora, exemplar, para desespero da nossa imprensa tablóide e dos telejornais predadores. É que se o eventual compromisso for assinado e conhecido antes de tempo – e a pressão para que o seja é tremenda -, passará a ser a matéria exclusiva de pasto para o parasitismo comentatório, cuja prática generalizada de batota e vigarice informativa é consabida e, sobretudo, irá transformar-se no conteúdo exclusivo do debate na AR, já que a direita, ciente da indigência do seu próprio programa, não deixará de tentar desviar dele as atenções como já fez, de resto, durante a campanha eleitoral.

Já não cheira a poder

PPC

Juro que acreditava que as fontes do PSD falavam a sério quando diziam que se ia apresentar um governo de “combate” e de “comunicação”. Um governo que mostrasse ao País que estaríamos a perder qualquer coisa com a moção de rejeição. Pensei que surgiriam nomes fortes da sociedade portuguesa e da política, empenhados em mostrar a sua indignação por aquilo a que andadaram a chamar de “golpe de Estado”. Afinal, temos um governo de terceira linha, composto por ministros fiéis, ex-secretários de Estado e apparatchiks do PSD. A coligação já se rendeu. Nunca pensei que o fizesse tão depressa. Nem sequer vão tentar captar votos dos deputados do PS ou ficar em gestão. Ninguém quis dar a cara por isto. Já não cheira a poder.

Daniel Oliveira@Expresso

Foto: Nuno Ferreira Santos@Público

Os 100 (e tal) “nomeados” muito pré-eleitorais da coligação PSD/CDS-PP

tacho

As nomeações políticas estão na ordem do dia. E se os governantes ontem nomeados parecem ter o seu posto de trabalho a prazo – maldita precariedade, não poupa ninguém – a verdade é que outros, cerca de uma centena, não tiveram igual sorte.

Falo nas nomeações feitas nos últimos dias de mandato do governo cessante – um clássico – que, por via das dúvidas, decidiu deixar uns quantos homens e mulheres de confiança em cargos-chave da Administração Pública, cargos esses que, em parte, foram criados uma semana antes das Legislativas e das próprias nomeações. Uma conveniente coincidência. [Read more…]

Sem vergonha

Para Ministra da Igualdade uma lady que disse o que disse? E, para Ministro das Finanças, não poderiam ter escolhido o Marco António,  ou o Salgado para a Economia, por exemplo. Seriam, ambos, um sinal de coerência do PSD.

Sem bateria

Estes devem ter sido aqueles que tinham bateria no telemóvel:

Primeiro-Ministro: Pedro Passos Coelho; Vice-Primeiro-Ministro: Paulo Portas; Ministra de Estado e das Finanças: Maria Luís Albuquerque;Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros: Rui Machete;Ministro da Defesa Nacional: José Pedro Aguiar-Branco. Ministro da Presidência e do Desenvolvimento Regional: Marques Guedes;Ministro da Administração Interna: João Calvão da Silva; Ministro da Justiça: Fernando Negrão;Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia: Jorge Moreira da Silva; Ministra da Agricultura e do Mar: Assunção Cristas; Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social: Pedro Mota Soares; Ministro da Economia: Morais Leitão; Ministro da Saúde: Leal da Costa; Ministra da Educação e Ciência: Margarida Isabel Mano Tavares Simões Lopes Marques de Almeida; Ministro da Modernização Administrativa: – Rui Pedro Costa Melo Medeiros; Ministra da Cultura, Igualdade e Cidadania: Teresa Morais; Ministro dos Assuntos Parlamentares: Costa Neves.

Queda do Governo

Faltam 9 dias

Os eleitores do PSD votaram na CDU?

Loures

Sim, eu sei que a gestão de uma autarquia não tem nada a ver com a gestão do país. Mas não é a gestão dos destinos da sociedade que está aqui em questão. É antes esse tema do momento, central na argumentação da direita radicalizada, que confronta os eleitores dos partidos à esquerda com a seguinte pergunta: os eleitores do PS votaram no partido com a perspectiva de um entendimento com o BE e a CDU? E os eleitores do BE e da CDU, terão eles votado nestes partidos com a perspectiva de uma aliança com o PS?  [Read more…]

Marcelo lança a confusão entre as hostes do PàF

MRS

Por esta é que eles não esperavam. Deviam mas não esperavam. Passos Coelho bem alertou o partido, em Janeiro de 2014, quando afirmou que o candidato presidencial do PSD não podia ser um “protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político” que buscasse “popularidade fácil. Mas Marcelo, para o bem e para o mal, é tudo isso e muito mais e a possibilidade de causar estragos num partido nervoso e em risco de desintegração é elevada. [Read more…]

Parabéns Cavaco, conseguiste!

Cavaco

A Comissão Política do PS deliberou, com apenas duas abstenções, dar indicações ao grupo parlamentar para apresentar uma moção de rejeição do programa do Governo Passos Coelho. E renovou o mandato para António Costa prosseguir negociações com BE, PCP e PEV. [Expresso]

Pensavas que não sobrava um sapo para ti Aníbal?

Anti-europeísta em que aspecto?

indexTenho um amigo que responde frequentemente aos interlocutores com um desconcertante “Em que aspecto?” Resulta sempre. Imagine-se uma ameaça de agressão física:

– Vê lá se queres levar na tromba!

– Sim, mas em que aspecto?

Também serve para responder a comunicações inócuas:

– Vou à casa de banho.

– Em que aspecto?

Como vêem, o absurdo pode ser simples e está ao alcance de todos. Fiquem à vontade para usar, porque, no mínimo, será fonte de descontracção.

O absurdo, no entanto, tem um problema: por vezes, faz sentido. Ontem, quando Cavaco Silva, espumando, acusou certos e determinados partidos de serem anti-europeístas, saiu-me um “Mas anti-europeístas em que aspecto?” E a pergunta fez sentido.

Já se sabe que a expressão faz parte de um conjunto de chavões utilizados por pessoas perigosamente destituídas, mas não é má ideia pensar um pouco mais sobre o assunto. [Read more…]

Se Dias Loureiro for a ministro…

… terá tempo para ligar ao pai?

O dia em que Cavaco Silva uniu a esquerda portuguesa

epa03796425 Portuguese President Aníbal Cavaco Silva addresses the country to announce his decision concerning the failure of a week long negotiations between the coalition government parties Social Democratic Party (PSD) and Christian Democratic Party ( CDS-PP) and the main opposition party Socialist Party (PS) to get an political agreement to solve the present political crisis started with the Finance Minister, Vitor Gaspar, resignation, in Lisbon, Portugal, 21 July 2013. The President Cavaco Silva decided to maintain in power the present coalition government.  EPA/PEDRO NUNES

O Presidente da República pediu aos portugueses um governo estável e duradouro. Em poucas palavras, pediu aos portugueses uma maioria absoluta, fosse ela oferecida à Coligação ou ao Partido Socialista. Um pedido veementemente repetido na sua mensagem antes das eleições legislativas. Os portugueses, esses teimosos, não lhe fizeram a vontade.

Depois de apurados os resultados, o Presidente da República, transformou o pedido em exigência aos partidos com assento parlamentar. A Coligação tentou mas não conseguiu. O Partido Socialista tentou e, aparentemente, conseguiu. Perante este cenário ao PR só restava um de dois caminhos: ou entender que o acordo apresentado pelo PS não era suficientemente cumpridor dos seus requisitos e nomear para Primeiro-ministro o líder do partido mais votado, no caso, Passos Coelho ou então, entender que o PS tinha conseguido a tal maioria absoluta (com o apoio do BE e CDU) e dar posse a António Costa. Até aqui, tudo muito bem. Cavaco Silva optou pela primeira hipótese e, sobretudo, em devolver à Assembleia da República a decisão soberana. Mas….

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Notícia de última hora

Homem ocupa o Palácio de Belém e sequestra a Democracia.

A saída de Belém III

Cavaco terá que ser, finalmente, Presidente, nem que seja por um só dia. O mercado das destruidoras de papel está em alta no Terreiro do Paço.