Lettres de Paris #5
La sociologie est un sport de combat*,

O que vai ser o mandato de Marcelo Rebelo de Sousa
De Cavaco não sei se volto a falar. Tenho este péssimo hábito de não gostar de bater em mortos.
Acerca de Marcelo Rebelo de Sousa. Pela amostra – 10 de Junho em Paris – já se percebeu ao que vem o estacionador no lugar dos deficientes. Ou me engano muito ou vai passar mais tempo lá fora do que cá dentro. Tipo Mário Soares no primeiro mandato.
Esbanjando simpatia. Esbanjando afectos. Durante 5 anos, vai trabalhar para ser reeleito com uns 70%. E depois sim, num segundo mandato, tratará de bater no Governo que então estiver em funções, sobretudo se for de Esquerda. Tipo Mário Soares no segundo mandato, mas ao contrário.
Ainda assim, acredito que não fará pior do que Cavaco. Dificilmente um ser humano normal conseguiria tal feito.
Ne me quitte pas

Foi ao som de “Ne me quitte pas” de Jacques Brel que Bono Vox, ajoelhado, fez a homenagem dos U2 a Paris e encerrou a iNNOCENCE Tour.
Ver Bono ajoelhado fez-me pensar na política francesa e europeia. Está quase a fazer um ano que regressei a Paris e voltei a ver/sentir o que já tinha visto e sentido poucos anos antes. Desconforto.
Desconforto de muitos franceses, portugueses, africanos ou asiáticos que se sentiam (e sentem) “abandonados” por um conjunto de políticas internas descuidadas que os atiram para os braços da Frente Nacional, uma espécie de “lado negro” da política francesa. E as últimas eleições em França (tanto as europeias como agora as regionais) são disso testemunha.
“Sitting ducks”

Entristece-me e revolta-me o patético espectáculo, que a televisão diariamente nos oferece, de Paris polvilhada de soldados na sua pose de alvos passivos, peões de uma estratégia absurda de políticos com necessidade de mostrar testosterona e afirmar a sua virilidade.
Na verdade, não é preciso ser especialista para se perceber que quadricular uma cidade desta envergadura e ocupá-la com forças militares cria mais riscos que os que evita, não dissuade terrorista nenhum – antes o avisa – e, sobretudo, é usar desadequadamente tropas que estão longe de ser apropriadas para tarefas de segurança e ordem pública, objectivos muito mais adequados às várias modalidades de policias, elas sim, preparadas para o efeito. Só no caso de uma operação especificamente militar deveriam ser as forças armadas activadas. [Read more…]
O tempo e os ódios
Santana Castilho*
Já se disse muito sobre o fanatismo religioso, que reduz a zero séculos de civilização. A barbaridade que Paris acaba de viver, mais uma, fez-nos retomar o tema, mantendo-se, na maior parte das análises, o foco apenas apontado ao fanatismo religioso: de um lado os “maus”, do outro os “bons”. Talvez devêssemos ampliar o campo das análises, para responder a perguntas que deveríamos estar a formular, com o intuito de intervirmos, de modo mais eficaz, nas nossas escolas e na nossa sociedade.
Comecemos por recordar algumas, apenas algumas, de tantas outras barbaridades recentes, cujos autores pertenciam às comunidades que atacaram:
Guerra e paz? Educação! Mas, sem deixar de fazer a GUERRA
O silêncio das teclas tem monopolizado o meu teclado. Por mais que tente, não consigo encontrar coerência na reflexões sobre a problemática do terrorismo. Hoje, ao fazer um minuto de silêncio com os miúdos, dei por mim a desejar que eles possam ter direito a um futuro de liberdade e em segurança.
Procurei pensar no que poderia ser feito para resolver o problema. Pensei nas armas que Espanha e outras Espanhas vendem à Arábia Saudita, que depois as fornece ao DAESH.
Pensei nas vantagens estratégicas que Israel tira da instabilidade no médio oriente, algo que lhe permite manter a lógica da guerra permanente.
Pensei no petróleo necessário ao modo de vida ocidental que, dividido entre grupos de árabes, será sempre mais “controlado” do que num contexto de união de todos os povos árabes.
E até me lembrei das bestas quadradas que, nos Açores, avançaram para o ataque ao Iraque.
Mas, por agora penso que há duas coisas muito mais urgentes:
- atacar o DAESH em FORÇA e com todas as bombas que cada um de nós conseguir suportar;
- desenhar um projeto de propaganda à escala europeia que permita levar aos jovens árabes uma mensagem diferente, algo que lhes apresente um sentido para a vida, que consideram perdida. Mais escola?
E, mesmo correndo o risco deste post não ter servido para nada, pelo menos servirá para a manifestação de apoio aos Anonymous.
Será que o Bataclan foi escolhido por acaso?

Será que o DAESH escolheu, por mero acaso, a sala de espectáculos francesa do Bataclan para perpetrar um dos mais bárbaros ataques terroristas da história?
Se tivermos em linha de conta que o A=1, B=2, C=3, e por ai fora, B+A+T+A+C+L+A+N corresponde a 2+1+20+1+3+12+1+14 que corresponde a 54 que, por sua vez, corresponde à idade com que morreu Osama Bin Laden.
Esta será a fórmula ( B+A+T+A+C+L+A+N = 2+1+20+1+3+12+1+14 = 54 ) que pode ter estado subjacente à escolha do local do atentado pelo DAESH para ” homenagear ” o antigo líder da Al-Qaeda.
Nota: Este post foi apagado por lapso. Verificado o erro foi republicado a partir da cache não tendo sido possível recuperar os comentários contudo estes poderão ser consultados aqui.
“Sympathy For The Devil”
Pleased to meet you
Hope you guess my name
But what’s puzzling you
Is the nature of my game
O Mundo a uma só voz contra o terrorismo
No passado Sábado, num momento comovente, a Metropolitan Ópera de Nova York dirigida por Plácido Domingo, tocou inesperadamente a Marselhesa, em homenagem aos 129 mortos e 352 feridos inocentes, resultado dos gratuitos ataques terroristas, de sexta-feira, dia 13 Novembro, perpetrados em Paris.
O Mundo, em uníssono a uma só voz, contra o terrorismo do Daesh e não de um estado islâmico que não existe.
O auto intitulado estado islâmico nunca vai passar de uma tentativa de criação frustrada de alguns radicais extremistas do respeitado mundo Muçulmano.
Culpem o Heavy Metal
A TVI 24 faz-nos saber que os prisioneiros de Guantanamo foram expostos a música em altos berros, música… H-e-a-v-y M-e-t-a-l. E como no Bataclan tocava ontem uma banda de heavy metal (o que nem é verdade), será que há relação entre a música e o banditagem a que assistimos ontem em directo?
“É só uma coincidência? É só um pormenor que nos ajudar a compreender o que se passou em Paris?”
E como sobreviveremos a este “novo tipo de terrorismo que, por acaso, repara, até já tem comunicações por satélite?”
A música que importa
“Imagina que não há países,
Não é difícil se tentares,
Nada por que matar ou morrer
E nada de religiões
Imagina todas as pessoas
A viver a sua vida em paz
Podes dizer que sou um sonhador
Mas não sou o único a sonhar
Espero que um dia te juntes a nós
E o mundo seja uno e apenas um”
John Lennon, Imagine, 1971
[adapt.]
O que responder?

Voltaire, Dicionário Filosófico, excertos do artigo “Fanatismo”:
Resumindo, todos os horrores de quinze séculos podem ser renovados num só, desde as pessoas sem defesa chacinadas aos pés dos altares, dos reis esfaqueados ou envenenados, um vasto Estado reduzido a metade pelos seus próprios cidadãos, desde a nação mais belicosa até à mais pacífica dividida pela espada desembainhada entre o pai e o filho, os usurpadores, os tiranos, os executores, os parricidas e os sacrilégios violando todas as convenções divinas e humanas pelo espírito da religião: cá está a história do fanatismo e dos feitos.
Não há outro remédio a esta maldita epidemia que o espírito filosófico, que espalha, passo a passo, os costumes dos homens e que impede os acessos do mal. As leis e a religião não chegam para lutar contra a peste das almas. A religião, longe de ser um alimento salutar, torna-se um veneno nos cérebros infectados. Os miseráveis inspiram-se sem cessar no exemplo de Aod que assassinou o rei Églon; de Judith que cortou a cabeça de Holopherne enquanto dormia com ele; de Samuel que desfez o Rei Agag; do padre Joad que assassinou a sua rainha etc. etc. Eles não percebem que estes exemplos, que são respeitáveis na Antiguidade, são abomináveis no tempo presente: eles põem a sua loucura na própria religião que os condena.
O que podemos responder a um homem que te diz que prefere obedecer a Deus que aos homens e que em consequência disso ele está certo de merecer o céu por te matar?
Os líderes dos fanáticos, que colocam os punhais nas suas mãos, são uns velhacos maliciosos. Eles assemelham-se ao Velho da montanha que, diz-se, deu às pessoas fracas uma pequena amostra do paraíso, prometendo-lhes uma eternidade de tais prazeres, desde que eles matassem todos aqueles que ele lhes ordenasse. Em todo o mundo só uma religião não foi conspurcada pelo fanatismo, a dos literatos chineses. Quanto aos filósofos, em vez de serem infectados por essa pestilência, eles foram um remédio contra ela pois o efeito da filosofia é compor a alma e o fanatismo é incompatível com a tranquilidade. Relativamente à nossa santa religião ter sido tão corrompida por estes infernais impulsos, é a loucura dos homens que se deve culpar.
Paris é o destino final da troika
«O Grexit é usado para gerar o medo necessário para forçar Paris, Roma e Madrid a aceitar. O plano de Schaüble é pôr a troika em todo o lado, mas sobretudo em… Paris! Paris é o grande prémio.» Yanis Varoufakis [Fonte: Libération]
Paris a arder

© Laurent Troude
Manifestação pró-Palestina em Paris (19 de Julho de 2014). Esta tarde, e embora interditada pelo Ministro do Interior, preocupado com o anti-semitismo, deverá haver outra. O Novo Partido Anti-Capitalista apela à mobilização dos parisienses
Ricoré, a Gaiola Dourada e Pedro Abrunhosa
Numa daquelas coincidências felizes, vi o filme “Gaiola Dourada” ao mesmo tempo que no iTunes ficava disponível o novo álbum de Pedro Abrunhosa.
Ao ouvir a fantástica “Para os Braços da Minha Mãe” (dueto entre Abrunhosa e Camané) e ao ver a “Gaiola Dourada” dei por mim a pensar nos milhões de portugueses que vivem e trabalham fora de Portugal.
We will always have Paris…
O presidente francês François Hollande resolveu responder à Comissão Europeia sobre a forma “abusada” com que a CE se intrometia nos assuntos internos do seu País e disse: “Bruxelas não tem nada que ditar o que Paris deve fazer”. Segundo a imprensa Francesa, Hollande encostou Bruxelas às cordas.
Eu cá que não sou de intrigas, nem tão pouco de esquerda mas, no entanto, fervorosa benfiquista, parece-me que posso dizer que por cá esta receita sempre seria mais bem vista do que qualquer pedido de simpatia. Não?
João, vai, por mim, ver a selecção!
Hoje, não posso. Os governantes do meu país, de tanto entrarem no que me era devido, castraram este desejo de estar aí. Mas, este mês, de primeira comunhão do meu afilhado, de inspecção do carro, de selo do carro, do seguro do carro e de outras despesas que vêm sem a gente contar, não posso sair do meu pedaço, tenho de reger parcimoniosamente o que me é depositado pela Segurança Social. Eu sei que até me pagavas a viagem, mas a minha vida tem de ser vivida com o que me dá, não com o que me podem dar, mesmo um primo como tu.
Por isso, João, tens de me representar no estádio. Com bandeira e cachecol, a gritar como eu gritaria.
Eu, apenas vou dizer, a quem me lê, quem és. Porque quero que me representes. E, já agora, falar dos outros primos que por aí passaram. Por Paris. Abraço. [Read more…]
Paris à nossa espera
A selecção nacional masculina de hóquei em campo parte este sábado para Paris, onde vai aterrar pelas 09h30 (voo TP452), a fim de disputar a segunda ronda da Liga Mundial. Se já foi um feito, um marco histórico, o apuramento para esta fase, ultrapassá-la seria um milagre. Todos sabemos, no entanto, como os milagres estão caros!
Mas vamos lá por partes: os 110 pontos que Portugal tem, correspondentes à 50.ª posição num ranking que contempla 73 países, vão ser postos em causa pelos 1 698 da Bélgica, 9.ª classificada, com quem se bate no dia 6 de Maio, pelas 13h00; no dia seguinte, será a vez de defrontarmos, pelas 18h00, a França, que, para além de jogar em casa, está em 17.º lugar, com 953 pontos; Portugal descansa na quarta-feira, voltando a jogo no dia 9 de Maio, pelas 13h00, com o Canadá, 1 139 pontos, 14.º lugar mundial. À laia de informação, diga-se que o 1.º classificado do ranking masculino, a Alemanha, tem 2 528 pontos. [Read more…]
Obrigado.







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