Mudança de cenário no programa “A Opinião de José Sócrates”

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Tráfico de computadores irá aumentar nas prisões

Foi detido o maior vendedor de Magalhães.

Palavras que Sócrates não dirá aos novos colegas

Manso é a tua tia, pá!

Sócrates pergunta ao Luís…

se as riscas lhe ficam bem.

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Autarcas que poderão vir a despedir professores: Humberto Marques

Em Óbidos, o Presidente da Câmara mostra-se “impaciente para pôr no terreno a sua “escola municipal”.” A municipalização da Educação é, portanto, desejada no Oeste.

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Humberto Marques, Presidente da Câmara de Óbidos (PSD)

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Celeste Afonso, Vereadora da Educação (Independente – PSD). Professora.

Para conhecer o currículo dos elementos do executivo municipal, é favor consultar uma página do Óbidos Diário.

Municipalização do ensino é…

“um retrocesso da vida democrática” (artigo de 2002, sobre a municipalização do ensino público brasileiro).

Autarcas que poderão vir a despedir professores: Gil Nadais

A Câmara de Águeda já terá manifestado vontade política em avançar para o processo de municipalização da Educação.

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Gil Nadais, Presidente da Câmara de Águeda (PS)

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Elsa Corga, Vereadora da Educação (PS). Professora.

Autarcas que poderão vir a despedir professores: Guilherme Pinto

A municipalização da Educação já integra as Grandes Opções do Plano em Matosinhos.

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Guilherme Pinto, Presidente da Câmara de Matosinhos (Grupo de Cidadãos Eleitores Guilherme Pinto por Matosinhos, antigo militante do PS)

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Correia Pinto, professor, Vereador da Educação (Grupo de Cidadãos Eleitores Guilherme Pinto por Matosinhos, antigo militante do PS)

Redacções invadidas por “batéria” altamente contagiosa

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Imagem criada e cedida pelo Luís Canau

Por razões que a razão desconhece, há órgãos de comunicação social que resolveram adoptar o chamado acordo ortográfico (AO90).

Nos últimos dias, uma bactéria tem merecido um triste destaque. Como se não fossem suficientes os problemas de saúde pública, também a ortografia se ressentiu: em várias redacções, a palavra “bactéria” foi transformada em “batéria”, como se pode ver no magnífico trabalho do Luís Canau. [Read more...]

Autarcas que poderão vir a despedir professores: Paulo Vistas

O concelho de Oeiras também integra o processo de municipalização da Educação.

 

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Paulo Vistas, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras (IOMAF – Isaltino Oeiras Mais à Frente)

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Carlos Morgado, Vereador da Educação (IOMAF)

 

Autarcas que poderão vir a despedir professores: Hermínio Loureiro

A propósito da municipalização da Educação.

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Hermínio Loureiro, Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. (PSD).

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Isidro Figueiredo, Vereador da Educação de Oliveira de Azeméis e membro do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Soares Basto. (PSD)

Qual dos dois irá assinar o contrato?

Municipalização da Educação: pagar às câmaras para despedir professores

Está em curso o processo de municipalização da Educação. De acordo com os agentes participantes, governo e  autarcas, o objectivo é melhorar a gestão das escolas graças à proximidade geográfica. Já se sabe que de boas intenções está o governo cheio.

É curioso notar que essa proximidade geográfica era uma realidade, antes de José Sócrates ter acelerado o processo de agrupamento de escolas, processo esse que Passos Coelho aprofundou. Até aí, as escolas eram dirigidas numa lógica de proximidade, já que as respectivas direcções eram escolhidas pelos profissionais que nelas trabalhavam: próximo mais próximo não havia.

O Paulo Guinote tem escrito sobre o tema, no blogue e não só. Em resumo, as câmaras que conseguirem empregar menos professores que os considerados necessários receberão metade daquilo que se considera ser o custo de um professor. Para confirmar, basta ler a já célebre cláusula 42ª do contrato que está a ser negociado com algumas câmaras prestimosas. [Read more...]

Como baixar a taxa de desemprego

Só no ano passado emigraram 110 mil portugueses. Note-se: só no ano passado.

 

Um dos piores fatos que já vi

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David Rodrigues, Professor Universitário e Presidente da Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, escreve, hoje, no Público, um texto com cujo conteúdo concordo em absoluto, criticando a vigência de uma mentalidade paleo-liberal com efeitos perniciosos sobre a equidade em Educação, ou seja, sobre a Educação na vida democrática. Recomendo vivamente a leitura.

David Rodrigues adoptou o chamado acordo ortográfico (AO90). Não sei, é claro, por que razão o faz ou se tem alguma razão para o fazer. Não posso deixar de lamentar, no entanto, que alguém com opiniões tão acertadas sobre Educação opte por utilizar um instrumento cujas deficiências de concepção só podem provocar efeitos negativos na escrita e, portanto, na Educação. [Read more...]

Continua chamando-me assim cherne

chernia-01Durão Barroso foi, como se sabe, um dos primeiros atletas a trocar um dos três grandes cargos portugueses por um dos maiores clubes mundiais. Pouco antes disso, a sua mulher, recorrendo à obra de Alexandre O’Neill, tinha ajudado o país a arranjar uma alcunha para o próprio marido e Durão passou a ser conhecido por cherne.

Graças às suas qualidades de velocista, Barroso detém o recorde do percurso mais rápido entre Lisboa e Bruxelas. Não fosse já ter sido alcunhado e poderia ter ficado conhecido como “carapau de corrida”, mantendo a referência piscícola e relevando a virtude atlética.

Ora, o cherne foi, esta semana, condecorado por um cavaco, que é, como se sabe, um marisco, facto que ajudou a manter um ambiente de fábula marítima. Marítima, pelos espécimes em causa; fábula, porque só no mundo da fantasia é que é possível acreditar no palavreado absurdo de cada uma das personagens. [Read more...]

Ministério da Educação explora desempregados e negligencia escolas

gaibéusVale a pena ler, com muita atenção, o texto da Graça Barbosa Ribeiro sobre desempregados que trabalham transitoriamente nas escolas como auxiliares educativos (ou, como se dizia antigamente, contínuos). Graças a três vozes, é possível confirmar que o governo se limita a ignorar as necessidades das escolas, ao mesmo tempo que explora as necessidades dos desempregados.

As escolas, de uma maneira geral, não têm pessoal em número suficiente, o que vai arrastando os recursos humanos existentes para a exaustão e para o desânimo. Para além disso, estamos a falar do desempenho de tarefas extremamente exigentes. Alguns destes auxiliares de circunstância nunca chegam a adaptar-se; outros, depois de se adaptarem ou de mostrarem competência e dedicação, não podem permanecer em funções, o que contrasta com o discurso politicóide que defende que o mérito deve ser premiado e outros rebeubéus igualmente vazios. [Read more...]

Os lucros e a criação de empregos

Lloyds aumenta lucros e anuncia nove mil despedimentos

Sempre que se alude à importância de aumentar os impostos sobre os mais ricos ou sobre os lucros das empresas, aparece sempre alguém a condenar essa intenção, defendendo que esse lucro dará origem a mais empregos.

A verdade é que ganhar mais dinheiro ou muito mais dinheiro não significa que se vá a correr diminuir a taxa de desemprego. Se assim fosse, por cada vencedor de um jackpot dos euromilhões apareceriam vários empregos.

Nada disto é simples e muito disto é fado, mas dá, no mínimo, que pensar a história do banco que, hoje, aumenta os lucros e amanhã despedirá nove mil pessoas, o que poderá afectar, pelo menos, outras tantas.

Talvez um banco não tenha de pensar nisso, mas a sociedade, essa forma humana de se ser solidário, não pode fingir que o desemprego não traz vários problemas e acabamos sempre por voltar ao papel do Estado e à importância dos impostos.

Horta Osório é o presidente do Lloyds Bank. Fez parte do Compromisso Portugal, onde estão cristalizadas muitas das ideias que este governo continua a impor. Recentemente, explicou que os salários dos portugueses podem subir se a produtividade dos trabalhadores aumentar. Pelos vistos, as reduções salariais dos últimos anos resultaram da diminuição de produtividade dos trabalhadores.

Da série Crato é a escolha certa (6)

“Bloqueio” informático colocou professores em vagas que não existiam

Vem aí a super-esquadra-mega-agrupamento-escolar

Imagem5Segundo os computadores da OCDE, Portugal ainda tem polícias e professores a mais. Nestas áreas, de acordo com o Jornal de Negócios, é necessário “um ajustamento mais substancial”. Alguns, mais ingénuos, poderão pensar que “ajustamento” é um eufemismo de “despedimento”, mas estão enganados: para haver eufemismo, os trabalhadores teriam de ser considerados pessoas, o que, felizmente, já não acontece.

Nuno Crato, o ministro mais rápido do Faroeste, já pensava que o único professor bom era um professor despedido. A OCDE, qual sétimo de cavalaria, faz soar o cornetim e vem em socorro dos ministros acossados no forte.

É fundamental, então, que polícias e professores se preparem para os tempos que aí vêm, porque é fácil adivinhar o futuro, tendo em conta o governo reformista que temos.

Não, não será suficiente despedir alguns professores e outros tantos polícias. O governo irá, com certeza, mais longe do que isso.

A solução estará na fusão de super-esquadras com mega-agrupamentos e as vantagens são evidentes.

Antes de mais, está para nascer uma nova profissão que poderá passar a chamar-se profelícia ou polissor. Alguns especialistas já se pronunciaram contra o primeiro termo, uma vez que se aproximará demasiado de delícia e convém evitar a lubricidade latente. De qualquer modo, a designação deste cruzamento entre professor e polícia está em consulta pública, pelo que a caixa de comentários está à vossa disposição, como serviço público que gostamos de ser. [Read more...]

Devia ser proibido falar assim dos políticos

Da série Crato é a escolha certa (5)

A meio do 1.º período, ainda há 128 horários completos por preencher nas escolas

Nuno Crato disse que há professores que trabalham 14 horas por semana

Há pouco, na televisão, ouvi Nuno Crato vangloriar-se, diante dos deputados da maioria, de que tinha conseguido uma grande poupança no seu ministério.

Apontou como uma das razões para isso o facto de, graças ao programa de rescisões, ter conseguido afastar os professores mais velhos. A propósito destes, afirmou que alguns (ou a maioria, confesso que não me lembro) trabalhavam catorze horas por semana.

O que Nuno Crato deveria ter dito era que há professores que dão catorze horas de aulas por semana, o que decorre das reduções que foram acumulando ao longo da carreira.

Ora, dar catorze horas de aulas por semana não é o mesmo que trabalhar apenas catorze horas, como reconhecerá qualquer pessoa minimamente informada ou que queira sê-lo. Faz tanto sentido como dizer que um jogador de futebol trabalha noventa minutos por semana e, ainda assim, se for titular. Faz tanto sentido como afirmar que um actor trabalha o tempo que leva a representar uma peça. Faz tanto sentido como declarar que um jornalista só esteve a trabalhar o tempo que durou uma entrevista.

Para além disso, actualmente, dar catorze horas de aulas nem sequer é o mesmo que estar catorze horas na escola, uma vez que foi imposto que os tempos de redução sejam aproveitados para realizar outras actividades não lectivas ou alegadamente não lectivas.

Não faltará – como não falta – quem se insurja contra as horas de redução com que os professores são contemplados e haverá quem comemore o facto de serem obrigados a estar na escola, porque não são mais do que os outros.

 Hoje, e para já, interessa-me realçar o facto de termos um ministro que cometeu a mesma imprecisão que qualquer ignorante sobre Educação poderia cometer. Nada disso levará a que a imprensa se interesse pelo assunto e dificilmente obrigará Nuno Crato a pedir desculpa.

Empreendedorismo é enfermeiros receberem 3,1 euros por hora

Segundo o Diário de Notícias, o Centro Hospitalar do Médio Tejo entrega à empresa Sucesso 24 Horas 1200 euros mensais por cada enfermeiro colocado pela dita empresa. No referido centro hospitalar, estão a trabalhar oito enfermeiros contratados nessas condições.

Os enfermeiros, para receberem 510 euros mensais (que a Sucesso 24 Horas tira dos 1200 que recebe), têm de trabalhar 40 horas por semana.

É uma história edificante: um hospital precisa de enfermeiros. Como, por alguma razão, não os pode contratar, paga 1200 euros a uma empresa para fazer aquilo que o hospital não pode fazer. Por razões fáceis de entender, há enfermeiros dispostos a receber 510 euros para trabalhar 40 horas por semana.

Contas feitas, o Estado gasta 1200 euros por cada enfermeiro e os enfermeiros, profissionais altamente diferenciados, recebem muito abaixo da tabela. A Sucesso 24 Horas ganha 690 euros por cada enfermeiro que consegue contratar para trabalhar por um valor próximo do ordenado mínimo. Convém não esquecer que a Sucesso 24 Horas é uma empresa especializada em prestação de serviços na área da saúde.

Não faltará quem diga que sempre estão melhores do que as enfermeiras que trabalhavam a troco de comida.

Aí está o empreendedorismo em todo o seu esplendor. É claro que estes enfermeiros não fazem greve: deve ser porque não sentem a mínima revolta.

Da série Crato é a escolha certa (4)

Só quem escreveu um livro pode dar aulas de Educação Visual

Beja: alunos ainda em casa

Transcrevemos uma mensagem de uma encarregada de educação:

No centro escolar Mário Beirão em Beja funcionam 3 salas de pré-primária. No entanto, existem cerca de 20 crianças em lista de espera. Existe também uma educadora de infância sem turma e uma técnica de acção educativa também sem grupo. Existe disponibilidade física para o funcionamento de outra sala. Segundo a direcção da escola, essa sala ainda não funciona porque falta uma assinatura do Secretário de Estado da Educação com a devida autorização.., isto desde que o ano lectivo começou…Ora, numa altura de contenção de custos não se admite termos gastos com duas pessoas e este número de crianças em lista de espera…Nem todos temos a possibilidade de pagar escolas privadas aos nossos filhos e a falta de uma assinatura faz esta situação arrastar-se por demasiado tempo…Sou mãe de uma dessas crianças… Que chora todos nos dias que quer ir para a escola e não pode…

Hoje é dia 21 de Outubro. O ano lectivo começou há mais de um mês, nem sempre de facto.

Contributos para os futuros acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo

marteloTendo em conta a recente decisão do Supremo Tribunal Administrativo (STA), é fácil adivinhar o espírito dos futuros acórdãos desta prestigiada instituição.

Antes de mais, e sempre que estiver em causa algum cidadão com mais de cinquenta anos, os juízes usarão como referência o provérbio “Quem já andou não tem para andar”. Bastará substituir o verbo “andar” por outro qualquer que se possa relacionar com o caso que estiver a se julgado.

Para além disso, os juízes do STA continuarão a encarar perdas ou amputações com o mesmo espírito de abertura que usaram para considerar que não é grave estar impedido de ter relações sexuais a partir dos cinquenta anos. Continuamos sem ter a certeza se há vida para além da morte, mas, graças aos juízes, ficamos a saber que não há vida sexual para lá dos cinquenta. [Read more...]

Volta, 24 de Abril

As evidentes vantagens das empresas públicas de transportes ou Miguel Noronha a suspirar pelo fim do direito à greve.

Da série Crato é a escolha certa (3)

Escolas. Ainda há dois mil professores por colocar e listas estão “inacessíveis”

Da série Crato é a escolha certa (2)

 

Da série Crato é a escolha certa

O professor que tinha ficado colocado em 75 escolas desta vez arrebatou 95 horários