Fátima minha

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      Um caso de James Marlowe, Chico Nelo para os inimigos.

O meu nome é James Marlowe, embora toda a gente me chame Chico Nelo, porque fui baptizado Francisco Manuel. As pessoas não percebem que isso me pode retirar credibilidade como detective privado, mas velhos hábitos são difíceis de matar.

Aquele era um dia igual aos outros, talvez um bocado mais quente. O sol estava abrasador e, apesar do meu esforço por passar despercebido, as pessoas riam-se, quando passavam por mim, e algumas chegavam a inventar piadas sobre o facto de caminhar pela rua de gabardina apertada, como se fosse possível ser-se um verdadeiro detective privado de t-shirt e calções.

Quando cheguei ao prédio onde ficava o meu escritório, acendi mais um cigarro, a fim de estar preparado para subir quatro andares pelas escadas. Antes de entrar, olhei para o edifício onde era obrigado a conviver com a pior escumalha à face da terra: havia ali vários escritórios de advogados e duas sedes de partidos políticos. Iniciei a subida, sempre preparado para o pior, sentindo, ainda, um calafrio na espinha, ao lembrar-me de que me tinha cruzado com dois ministros na semana anterior, o que me fez ficar dois dias com vontade de fazer promessas e quebrá-las, porque apanho doenças com muita facilidade. [Ler mais ...]

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Futebol é outra coisa

bolaPenso que nunca escrevi sobre futebol, mas já tenho escrito, várias vezes, sobre a futebolândia e sobre o futebolês. Mesmo sabendo que se trata de um negócio, com todas as sarjetas que isso implica, e mesmo torcendo pelo meu clube, não há milagres: quem joga melhor ganha mais vezes e quem joga melhor mais vezes ganha campeonatos.

Este ano, duas equipas jogaram o suficiente para serem campeãs. Uma delas foi um centímetro mais consistente e mereceu o primeiro lugar. Viva o Futebol Clube do Porto!

Entretanto, para lá do futebol, são raros os que conseguem manter a grandeza ou o desportivismo . Há muitos candidatos à descida de divisão. Embora ficasse melhor a Jorge Jesus dar os parabéns ao campeão, a verdade é que Vítor Pereira, sempre que esteve atrás do Benfica, teve declarações infelizes, pelo que estão bem um para o outro. Foi assim o ano passado e voltará a ser para o ano, bastando trocar nomes e cores.

O adepto futebolês, tal como qualquer treinador, jogador ou dirigente, é diferente dessa raridade que é o amante do futebol. Os primeiros são meros coleccionadores de casos de arbitragem e, no fundo, detestam desporto, especialmente o futebol. Não deixam de ser, evidentemente, exemplares que têm tanto de cómico como de assustador, conforme as circunstâncias. [Ler mais ...]

É a Educação, estúpidos!

gritoDe acordo com o Público, e relativamente à greve à avaliações e aos exames, Mário Nogueira “indicou […] que a condição para os professores não irem para a greve é a de terem a garantia de que não haverá docentes na mobilidade especial, um regime onde já foi anunciado que serão colocados todos aqueles que ficarem sem turmas para ensinar.” O site da FENPROF, no entanto, vai além disso, o que me deixou um pouco mais tranquilo, embora ainda não completamente descansado.

Os problemas da Educação em Portugal vão muito além da ameaça da mobilidade especial. Uma greve de professores, especialmente num momento crítico, não pode, portanto, limitar-se a um problema no meio de muitos que afectam a educação dos jovens portugueses. Mais: os estudantes que serão prejudicados por esta greve merecem o máximo respeito, pelo que uma acção destas terá de ser feita pelas melhores razões e temos obrigação de explicar a esses mesmos estudantes que esta luta é encetada, também, a pensar neles e em todos os outros que estão e estarão no sistema de ensino. [Ler mais ...]

Benfica, Fátima e outras divindades

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Nos últimos tempos, António Mexia, infelizmente benfiquista e sanguessuga-mor do regime, terá afirmado que as vitórias do Benfica nos campeonatos fazem bem ao PIB. Sem as vitórias vermelhas, o PIB, pelos vistos, andaria murcho, viveria descontente, embebedar-se-ia com tintos melancólicos, poderia até cantar fadunchos arrastados, cheios de ontens luminosos e carregados de hojes olheirentos, soluçando pelas ruas mal iluminadas.

A ser verdade a asserção mexiana, a solução para os problemas do país seria tornar obrigatórias as vitórias do Benfica, inscrevendo essa obrigatoriedade na Constituição. Alguns poderão dizer que isso acabaria com a verdade desportiva. Nada de novo: não me lembro de nenhum campeonato em que se reconheça mérito ao campeão. Seja como for, o que é a verdade desportiva comparada com o PIB? A primeira só existe para quem ganha; com um PIB saudável, ganhamos todos.

E se não for verdade aquilo que disse Mexia? E se não houver nenhuma relação entre o bem-estar do PIB e os golos de Cardozo? Não seria de admirar: Mexia já foi ministro, que é, em Portugal, o nome que se dá aos estagiários que irão gerir empresas de lucro garantido. Como não estamos num país, não faz sentido exigir a Mexia que seja sério e que respeite o clube de que é adepto e, sobretudo, os concidadãos que são obrigados a perder dinheiro e empregos para engordar antigos ministros e outros parasitas da classe nédia. [Ler mais ...]

Mente, Coelho, mente

coelhoRepetir mentiras até convencer a opinião pública de que são verdades é uma técnica há muito enraizada nos perigosos inúteis que nos governam.

Com o objectivo de despedir muitos e tornar precários outros tantos, o governo tem explorado a ideia de que é necessário dispensar professores, porque há menos alunos. Aí está o Coelho a falar sobre a escola pública sobredimensionada, que há professores a mais para as crianças que temos.

É claro que a opinião pública anestesiada cai na esparrela e este é um tema recorrente, fácil de explorar num país com políticos que não informam e com cidadãos que não querem ser informados.

Um leitor menos crédulo, ainda assim, poderá perguntar: “Mas não é verdade que houve uma quebra da natalidade?” Claro que houve e a tendência será para continuar, graças, também, às políticas de empobrecimento em vigor. A questão é que não há nenhuma relação entre essa quebra e a necessidade de prescindir abruptamente de milhares de professores, por uma razão muito simples: a eventual diminuição do número de alunos, nos últimos dois anos, por exemplo, não justifica o despedimento maciço de professores no mesmo período. [Ler mais ...]

Os exames do Primeiro Ciclo

primáriaReitero o meu agnosticismo face às eventuais virtudes pedagógicas dos exames de quarto ano, em particular, e dos exames, em geral. Por outro lado, não consigo compreender que os eventuais traumas provocados nas crianças (a carecer de demonstração científica) ou que as semelhanças com outros tempos sejam argumentos suficientes para se excluir a realização dos ditos exames. Não nego, no entanto, que o assunto mereça um debate, ainda que menos apaixonado e o mais informado possível, tendo sempre em conta os interesses dos alunos. Parece-me, a propósito, muito equilibrada a reflexão do Mário Carneiro.

Dito isto, a verdade é que, mais uma vez, o Ministério da Educação e da Ciência (MEC), impondo medidas sem pensar nas consequências, confirmou ser o maior problema da Educação em Portugal, o responsável pelo acumular de caos na vida das escolas e das famílias.

Em primeiro lugar, ao obrigar muitos alunos a deslocarem-se à escola-sede do mega-agrupamento (o trambolho logístico), criou problemas acrescidos a pais e directores. Os primeiros, em muitos casos, viram-se obrigados a fazer malabarismos para levar os filhos ou a abandoná-los no local do exame, com horas de antecedência; algumas escolas, por decisão das direcções, perante a irresponsabilidade do MEC, tiveram de pagar transportes a quem não tinha possibilidade de levar os filhos ao exame. É claro que, com a leviandade do costume, Nuno Crato desvalorizou as críticas[Ler mais ...]

Se o Papa diz

Pinto da Costa: “Jesus merece a Liga Europa.”

Assuntos verdadeiramente importantes

kelvinHá uns anos, o Bloco de Esquerda, partido em que tenho votado, resolveu, numa unanimidade rara na Assembleia da República, não condenar no plenário o comportamento de Ricardo Rodrigues, o deputado socialista que se apropriou, no mesmo edifício que é a Casa da Democracia, de gravadores que não lhe pertenciam, por não gostar das perguntas dos jornalistas.

Resolvi, então, escrever ao Grupo Parlamentar do BE, pedindo que me explicassem por que razão deixaram passar em claro uma atitude tão absolutamente condenável, exactamente por ser ter sido tomada por um deputado da nação. A resposta foi, para mim, uma desilusão: que havia problemas muito mais importantes e que dar importância a um acontecimento daqueles iria distrair os trabalhadores e a sociedade desses problemas muito mais importantes.

Parece-me evidente que o desemprego crescente seja muito mais preocupante que um roubo de pequenos electrodomésticos, como aceito que uma fractura exposta seja mais grave que um furúnculo, mas, tal como ambos os problemas de saúde devem ser tratados, não percebo por que razão dois assuntos importantes de importâncias desiguais não devam merecer a referência na medida certa, não sendo, para mim, aceitável que o furúnculo, isto é, o roubo dos gravadores, mereça o silêncio, quando não pode, de maneira nenhuma, considerar-se que um deputado tenha o direito de se comportar como um carteirista. [Ler mais ...]

Português para espanhóis: foda-se e vai-te foder

Depois de ter falhado a conversão de uma grande penalidade (expressão futebolesa carregada de ressonâncias religiosas), Cristiano Ronaldo acabou por marcar um golo, na marcação de um livre indirecto. A complementar a descompressão, soltou um sonoro e evidente “foda-se!”, essa interjeição tão portuguesa e tão reveladora de alívio, revolta, raiva, frustração ou qualquer outro sentimento à escolha.

Sendo o português e o castelhano línguas de tão próximo parentesco e estando o balneário do Real Madrid em estado de sítio, a comunicação social espanhola, pouco conhecedora da língua portuguesa, deixou-se enganar pela aparência e julgou que Cristiano Ronaldo estaria a insultar alguém, escolhendo Mourinho como hipotético alvo de um insulto inexistente. [Ler mais ...]

O Expresso emigrou

telescópio ópticoSerá que este título do Expresso constitui mais uma prova de que o prestigiado semanário está a abandonar o chamado acordo ortográfico (AO90), tal como o Francisco tinha anunciado?

Se for verdade, nota-se alguma resistência: o mês com inicial minúscula e “projecto” ainda sem C, mas aquele P do adjectivo “óptico” poderá ser um sinal de que a ortografia está prestes a recuperar o brilho perdido. Seria preferível que a recuperação se desse toda de uma vez, mas aceita-se que o jornal queira ir salvando a face. Óptico seria óptimo, portanto. [Ler mais ...]

Entrou-me um canário no olho

Tenho de ir ao Porto resolver isto.

Professores contra a Educação

escoladestrOs professores são uma das classes profissionais mais invejadas, porque se mantém o mito de que o horário de trabalho desses inúteis se limita ao número de horas de aulas. Num país em que estamos mais preocupados em que os outros estejam tão mal como nós, a ilusão de que os professores não trabalham e de que, portanto, são uns parasitas, tem rendido proventos a quem destrói a Escola, argumentando que está a combater uma corporação poderosíssima e a beneficiar os alunos.

Entretanto, os professores, de uma maneira geral, aceitam tudo o que lhes é imposto, por medo, por comodismo, por falta de consciência de classe e por ausência de consciência cívica. [Ler mais ...]

Greve aos exames: uma oportunidade perdida

A complacência dos portugueses, em geral, e dos professores, em particular, resultou num cenário catastrófico, com tendência para piorar. A Educação, a trave-mestra da sociedade, está a ser destruída, o que continuará a arrastar a sociedade. Aquilo que andamos a fazer, neste momento, em todas as áreas, não é procurar não cair, é só cair. E de muito alto.

Continua a espalhar-se a ideia de que os professores só vivem preocupados com a sua vidinha, crítica que começa a fazer cada vez mais sentido. Na realidade, esperar-se-ia que a Educação fosse uma causa da comunidade docente. Não me parece: limitamo-nos a suster a respiração, na esperança de que os coveiros parem de nos atirar terra para cima.

Com um governo ensurdecido pelo facto de ter uma maioria absoluta, ajudado por um funcionário menor em Belém e acompanhado por um PS que é a favor da troika e contra a austeridade ou vice-versa, o diálogo é uma inutilidade absoluta. A Educação continuará a ser arrasada e os professores, ao prescindir da revolta, continuarão a ser cúmplices de um crime.

Dito isto, confesso que não percebo como é que, neste contexto, a maior federação de sindicatos de professores prescinde de convocar greves para os exames nacionais, optando por uma campanha em defesa da escola pública e por mais uma manifestação, tratamentos a que o governo está completamente imune. Se esta decisão resultou, efectivamente, da consulta feita a muitos professores, estamos conversados sobre a falta de classe de uma classe profissional.

As escolas terão cada vez menos recursos. A sociedade e a classe profissional que mais deveria preocupar-se com o assunto demitem-se de lutar, verdadeiramente. Numa sociedade digna, a escola pública deve servir para compensar os desequilíbrios causados pelas diferenças económicas, sociais e culturais. Com este governo, cuja única preocupação é despedir professores necessários, essa escola pública está a ser destruída.

Perder a oportunidade de realizar, finalmente, uma verdadeira greve na área da Educação é perder mais uma oportunidade de usar um instrumento que poderia fazer vacilar o governo. Assim, e com todo o respeito por todos aqueles que participarão convictamente, campanhas e manifestações serão música de fundo que o governo aproveitará para continuar a fazer o seu trabalho.

Parar o país

bastaEste governo não vai parar a sua obra de continuar a usar o orçamento de Estado para pagar dívidas privadas. O país, tal como a nêspera, está quieto e calado, a ser comido pela velha.

Mais logo, Passos Coelho, bisneto de Soares, neto de Cavaco e filho de Sócrates, não vai querer desmerecer dos seus antepassados. Como todos eles, vai fazer uma declaração cujo subtexto será o de que está disposto a tudo para favorecer os seus vários parentes por afinidade, uns alemães, outros banqueiros, muitos laranjas e laranjinhas. [Ler mais ...]

Brel à espera da águia

No dia 15, os marinheiros de Amesterdão poderão aprender outra canção.

Revoltante sensacionalismo

02052013-jornal_i_detailÉ muito triste confirmar o sensacionalismo em que caem alguns jornais, como é o caso do i. Como é possível concluir que Vítor Gaspar será o responsável por destruir mais 208000 empregos até ao próximo ano? Tendo em conta que esses números derivam de previsões feitas pelo próprio ministro das Finanças, é evidente que o número será superior.

Senhores jornalistas, mais rigor, por obséquio. Pelo menos, acertaram no nome do responsável.

Angola é uma lição

O estado da Educação em Portugal é bastante melhor do que há quarenta anos e bastante pior do que aquilo que foi transmitido pela propaganda governamental, especialmente a dos governos de José Sócrates.

A entrada de alunos em massa no sistema de ensino, desde 1974, não mereceu, até hoje, políticas consistentes e estáveis e tem estado sujeita a modas e deslumbramentos. Estamos, portanto, numa situação muito melhor do que a proporcionada por uma ditadura que afastava da escola a maior parte das crianças, mas estamos, ainda, muito longe de um patamar de qualidade educativa minimamente aceitável, num país europeu que vive em democracia há quase trinta e nove anos.

Há uma iliteracia generalizada que não tem sido devidamente combatida. Pior: muitas decisões políticas terão como consequência o aprofundamento dessa mesma iliteracia. Entre muitos exemplos, poderemos dar o despedimento de professores, o aumento do número de alunos por turma ou a inevitável perda de qualidade da formação inicial dos professores, vitimada pelo acordo de Bolonha.

A imposição do chamado acordo ortográfico (AO90), com todas as suas deficiências, está a dar origem a um caos ortográfico que atravessa toda a sociedade, incluindo as escolas. Mandaria o bom senso que não tivesse entrado em vigor ou que fosse imediatamente suspenso.

Os problemas educativos de Angola serão bastante mais graves do que os de Portugal, mas os responsáveis políticos daquele país perceberam a tempo que a aplicação de um instrumento carregado de erros como é o AO90 iria contribuir para dificultar ainda mais os vários problemas que é necessário resolver, a começar pelo analfabetismo. [Ler mais ...]

Zezé Sócrates

O vídeo acima publicado constava do material pedagógico que serviu de suporte ao curso de José Sócrates. Na realidade, não foi só no Bairro Alto que o antigo primeiro-ministro aprendeu inglês. Ao que se sabe, Zezé Camarinha foi outro dos seus mestres e não apenas no campo linguístico. [Ler mais ...]

High Quarter English

Sócrates fez inglês no Bairro Alto

Não vão chatear o Camões

BXK8813_tumulo_de_luis_de_camoes_lisboa800Incapazes de uma abordagem ao mesmo tempo séria e holística da coisa educativa, os responsáveis pela Educação, políticos e não só, têm contribuído para a destruição do currículo, entre muitos outros malefícios provocados no sistema educativo.

Várias ideias (mal) feitas se foram instalando e ocupando demasiado espaço na reflexão sobre ou na concepção do currículo: ir ao encontro dos interesses dos alunos, transformar o lúdico na essência do acto de ensinar ou simplificar conteúdos ainda antes de se saber se são complicados. Em duas palavras: facilitismo e deslumbramento.

Ao comemorar vinte anos, a revista Visão resolveu pedir a José Luís Peixoto que transformasse em contos os cantos d’Os Lusíadas, publicitando a ideia de que o escritor irá actualizar a epopeia camoniana. [Ler mais ...]

Fechar escolas, matar o país

cemiterio03Em Trás-os-Montes, nos últimos dez anos, fecharam quase 800 escolas primárias. Os simplistas que vêem o mundo através de uma calculadora de curto prazo explicarão que é inevitável, que há menos crianças e que não há “sustentabilidade” para manter mais escolas a funcionar. [Ler mais ...]

Deixem estar a ortografia descansada

As polémicas e os debates não se fazem necessariamente a preto e branco. Na questão do chamado acordo ortográfico (AO90), acontece o mesmo: entre os que são contra e os que são a favor, existem várias posições intermédias, incluindo os que não se interessam pelo assunto.

Jorge Fiel conta uma pequena história que presenciou em Itália. Um casal de brasileiros, julgando que o GPS do carro que estava a alugar só se exprimia em português de Portugal, preferiu optar pelo inglês, “pois assim entendiam melhor.” Para a história ter um final feliz, descobriu-se que o GPS incluía, também, uma voz em português do Brasil. Problema resolvido.

É claro que não há aqui propriamente nenhuma questão ortográfica. Em primeiro lugar, os brasileiros, devido à falta de hábito de ouvir os portugueses, têm dificuldade em perceber a(s) pronúncia(s) europeia(s). Para além disso, há questões semânticas que, devido à mesma falta de hábito, tornam enunciados portugueses em objectos estranhos ao entendimento brasileiro, numa prova de que, muitas vezes, estamos separados pela mesma língua. [Ler mais ...]

Águas paradas: o consenso alargado

passos coelho miguel macedo vitor gaspar miguel relvas governo consenso politicoCavaco Silva, o chefe de gabinete de Passos Coelho, aproveitou o seu discurso nas comemorações do 25 de Abril para explicar que o país, graças ao governo, está melhor, apesar das “consequências gravosas”, o que poderia ser engraçado, se não fossem as consequências, e poderia ser inteligente, se fizesse algum sentido um país estar bem, quando os cidadãos estão mal. [Ler mais ...]

Pinto da Costa continua a falar de árbritros

“Estar sempre a falar de árbitros é ridículo e estúpido e como há muitos estúpidos vai continuar-se a falar”

João Capela tem futuro.

“Portugal é um país de capelas”

O Frágil Som do Meu Motor

Estreia de filme português. Amanhã.

Em Lisboa (Amoreiras, Alvaláxia), Grande Porto (Norte Shopping, Gaia Shopping), Faro, Coimbra, Oeiras, Almada.

Para saber mais, podem consultar a página do facebook. Escrito e realizado por Leonardo António. A banda sonora é de Rodrigo Leão. Como tantos objectos artísticos, em Portugal, tornou-se possível contra muitos obstáculos e graças à persistência e à boa e muita vontade de muitos.

As dúvidas existenciais de um ser humano começam dentro do útero.
“Será que irei nascer e conhecer a minha mãe?”
A história é contada na primeira pessoa por um bebé ainda por nascer.
Como um Tango, atemporal e implacável, O Frágil Som do Meu Motor marca o ritmo das personagens no seu melhor… e no seu pior!

Esposas de Viseu não estão disponíveis

Saudades das esposas de Viseu. É pena ver um serviço público terminar.

Notícia de última hora

Hoje, não toma posse nenhum Secretário de Estado.

E se de repente tiver vontade de dizer parvoíces sobre o desemprego

…isso é impulso jovem.

Passos Coelho criticado

“Muitos dos desempregados não querem trabalhar ou são maus a fazê-lo”

A propósito da Feira do Livro do Porto

É obrigatório gostar: Quero a Feira do Livro do Porto de volta. Troco pelo Circuito da Boavista.