Jornais de Coimbra têm medo do Sindicato dos Jornalistas?

SJ impedido de visitar redacções dos dois principais jornais de Coimbra

O que é uma susana valente?

fb11É decerto um espécime criado num dos viveiros das juventudes partidárias, o que lhe permitiu desempenhar papéis de relevo na política espinhense e no mundo das anedotas de louras. Na sua página de linkedin, usando uma língua semelhante ao português, apresenta-se:

Destaco o empenho, o rigor e a dedicação para ser bem sucedida e prestar uma efetiva e produtiva colaboração em todos os projetos que participo.
Capacidade de gestão de prazos e cumprimento de deadlines.
Organizada, responsável, capacidade de liderança, de gestão, maturidade, dinamismo, pró-atividade, de análise e de comunicação aliada a um forte espirito de equipa.

Palavras para quê? É uma mulher que participa projectos e que não só tem capacidade para gerir prazos como para cumprir deadlines. [Read more…]

Alarme social: meses com maiúsculas no site do IAVE

Meses_IAVE2Nos últimos dias, várias vozes chamaram a atenção para os prováveis prejuízos decorrentes da obrigatoriedade de usar nos exames nacionais apenas a grafia permitida pelo acordo ortográfico de 1990 (AO90). Naturalmente, fiz parte do coro.

Hoje, no jornal Público, apresentei vários argumentos a favor da utilização das grafias de 1945 e de 1990 nos exames nacionais, tal como acontecia até ao ano passado,  e, ontem, comentei as infelizes declarações de Edviges Ferreira, que, a propósito do mesmo assunto, conseguiu a quadratura do círculo, ao reconhecer que pode haver prejuízo para os alunos, defendendo, apesar disso, que não devem ter direito a duas grafias, castigando-os por culpas que atribui aos professores. [Read more…]

A Associação de Professores de Português reconhece que há problemas com o AO90

Este ano, de acordo com informação do IAVE, a única grafia admitida nos exames nacionais será a que está conforme o acordo ortográfico de 1990 (AO90)

Entretanto, a sociedade portuguesa não conseguiu, não pôde ou não quis adoptar o referido acordo. As causas são variadas e começam nos vários erros de concepção do próprio AO90, com várias pessoas e instituições a fingir que não há problemas.

Os jovens que vão, este ano, fazer exames nacionais foram obrigados, ao longo do seu percurso escolar, a conviver com duas ortografias, sendo que a mais recente tem contribuído para o aumento de erros. Como é evidente, os estudantes, sentindo-se ortograficamente inseguros, desejam, no mínimo, que seja reposta a possibilidade de continuar a optar pelas duas ortografias – a de 1945 e a de 1990 –, tal como acontecia nos exames de 2014.

Edviges Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português (APP), discorda dessa pretensão e julga ter explicado a razão, ao declarar que, “se todos os docentes tivessem feito o que deviam, preparando os alunos activamente durante os últimos três anos, para este momento, não haveria qualquer problema.” [Read more…]

Acordo ortográfico: bem prega o Ministério da Educação!

Bem prega Frei TomásAté ao ano passado, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) permitia aos alunos que utilizassem as grafias de 1945 e a de 1990, sem que isso implicasse penalizações na classificação dos exames.

Este ano, a única ortografia aceite é a de 1990 (AO90). Assim, o aluno que, por distracção ou por ignorância, escreva “acção”, terá direito a um desconto de 0,1 valores, no exame de Português de 12º. O limite máximo para penalizações por erros ortográficos, no referido exame, pode ir até quatro valores, o que é mais do suficiente para impedir a entrada num determinado curso superior. [Read more…]

Eu apoio Passos Coelho

Quem se confessar distraído e curto de finanças poderá sempre contar com a minha compreensão, porque gosto de me sentir acompanhado. Possuo uma capacidade de desorganização demasiado humana e, portanto, imperfeita e sou, muitas vezes, obrigado a fazer alguns malabarismos financeiros para que o mês não fique mais comprido que o salário. Também eu não sou um cidadão perfeito. É por isso que compreendo Passos Coelho.

Também tolero a dificuldade do primeiro-ministro em explicar-se: uma pessoa, às vezes, dá uma resposta apressada e, depois, tem de andar uns tempos a tentar endireitar aquilo que nasceu torto. Primeiro, não sabia que tinha de pagar e pensou que havia obrigações opcionais. Como essas explicações não podiam ser aceites pelo Direito e eram malvistas pelos que pagaram à Segurança Social, é natural que Passos Coelho, humanamente, tenha tentado disfarçar, fazendo de conta que havia “chicana política” ou invejas ou mesmo mau-olhado. Finalmente, não restaram senão a verdade ou a verosimilhança sob a forma de distracção e de falta de dinheiro.

Devo dizer que a crónica de Vasco Pulido Valente acabou por contribuir para que a minha tolerância para com Passos Coelho aumentasse ainda mais. Na realidade, as pessoas que passam pelas juventudes partidárias são, muitas vezes, as crianças-soldado da política, obrigadas, desde pequeninas, a alombar com as armas da demagogia e da conspiração, ficando, para sempre, deformadas e, portanto, incapazes de dizer a verdade ou de governar um país.

É por isso que Passos Coelho poderá sempre contar com o meu apoio para deixar de ser primeiro-ministro, porque faz tanto sentido colocar um jotinha a governar o país como oferecerem-me um lugar de cirurgião. É que pode morrer gente, senhores!

De boas intenções está o CNE cheio

De acordo com a notícia do Público, o Conselho Nacional de Educação defende o fim das retenções, argumentando que os alunos sujeitos a essa medida têm mais dificuldades em recuperar e que, para cúmulo, é uma medida dispendiosa para o Estado. Para além disso, o CNE faz referência a uma alegada “cultura de retenção”, reduzindo, no fundo e de modo simplista, as causas do problema, como é costume, aos maus hábitos dos professores.

Já começa a ser cansativo repetir que as causas do insucesso escolar são várias e que muitas delas têm origem no exterior das escolas. É igualmente cansativo relembrar que as escolas, apesar do folclore da autonomia, têm falta de recursos humanos, docentes e não docentes, o que dificulta a detecção e resolução de muitos problemas. Relembre-se, ainda, e muito a propósito, que a municipalização da educação em curso corresponde a uma diminuição da autonomia das escolas.

Tirando isso, há recomendações que me parecem razoáveis, mesmo que estejam muito longe de ser originais, nomeadamente as que se referem à necessidade de detectar o mais cedo possível os problemas que poderão dificultar aprendizagens e à realização de exames apenas no final do ano lectivo (ao contrário do que acontece para os 4º e 6º anos). De qualquer modo, e voltando a meter o rabo na boca da pescada, a primeira recomendação implica autonomia das escolas e, muito provavelmente, contratação de recursos humanos.

Boas notícias para as universidades   portuguesas

Durão Barroso vai dar aulas na Universidade de Genebra

Lembrete: não repetir maiorias absolutas

Sócrates ganhou maioria há dez anos

Municipalização da Educação: leituras e bom senso

Continua a bom ritmo o processo de municipalização da educação. Como tem sido hábito, especialmente nos últimos dez anos, trata-se de uma medida imposta pelo governo ao arrepio da maioria dos que trabalham no terreno.

Vale a pena, apesar de tudo, ler o Decreto, especialmente o palavreado introdutório, porque nunca devemos perder uma oportunidade de nos rirmos, mesmo no meio das desgraças. Aqui pelo Aventar, Santana Castilho glosou o tema. O Paulo Guinote tem dedicado vários textos ao assunto (para além dos publicados no blogue, recomenda-se “Municipalização da Educação: uma reforma necessária e coerente?”). O Arlindo, como de costume, colocou vários materiais ao alcance dos leitores, sendo de realçar a Declaração conjunta ANDAEP, CONFAP e FNE sobre transferência de competências para as autarquias (a primeira sigla é a da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, a segunda é a da Confederação Nacional das Associações de Pais, sendo a terceira a da Federação Nacional de Educação). A FENPROF tem uma página especificamente dedicada esta questão.

No que se refere à transferência de competências para as câmaras municipais, o Arlindo comenta “nada disto me parece um bicho papão.” Mesmo que seja verdade, pergunto-me se deverá ser esse o critério para que um governo imponha medidas, seja em que área for.

Finalmente, o Conselho de Escolas, órgão consultivo do Ministério da Educação constituído por directores de escolas, emitiu um parecer em que são levantadas várias reservas ao processo de transferência de competências para as câmaras. Leia-se a notícia do Público sobre este parecer, com direito a contra-argumentação do Ministério.

O leitor sensato pensará “Se eu fosse ministro, iria, no mínimo, ler todos estes pareceres e, muito provavelmente, iria reconsiderar, tendo em conta que provêm de pessoas e entidades informadas e conhecedoras.” O leitor tem, no entanto, um problema: é sensato.

Municipalização da Educação: uma reforma necessária e coerente?

” (…) discordo de reformas que correspondem a ficções políticas, a pseudo-utopias particulares baseadas em conhecimentos superficiais de realidades externas, quantas vezes em rápida desactualização, destinadas a satisfazer este ou aquele grupo específico de interesse ou o ego pessoal de políticos em trânsito.” – Paulo Guinote.

Vejo-me grego!

Expressão que servia para indicar que se estava com dificuldade em resolver um problema. Agora, poderá ser utilizada por alguém que quer que os problemas dos seus concidadãos sejam resolvidos.

Momento de humor: Luís Montenegro fala sobre dignidade

Luís Montenegro mostrou-se desagradado com a intervenção de José Carlos Saldanha na Comissão Parlamentar de Saúde, tendo declarado que esse episódio “não dignificou o trabalho parlamentar”.

Na minha opinião, no entanto, o que verdadeiramente não dignifica os trabalhos parlamentares é termos uma maioria de deputados, para não dizer a totalidade, que está na Assembleia da República para votar, dar a pata e rebolar, de acordo com as ordens das direcções dos partidos, quando foram eleitos para representar o povo.

O que verdadeiramente não dignifica os trabalhos parlamentares é termos deputados que conseguem afirmar que as pessoas não estão melhores, ao contrário do país, que, esse sim, está muito melhor, como se fosse possível um país ser o contrário dos cidadãos.

O que verdadeiramente não dignifica os trabalhos parlamentares é termos deputados que pensam que os problemas pessoais dos cidadãos podem condicionar o desempenho do trabalho parlamentar, porque, para estas gravatas amestradas, esse trabalho, já se sabe, não é resolver os problemas dos cidadãos.

O que verdadeiramente não dignifica os trabalhos parlamentares é haver um deputado que pensa que os dramas pessoais não devem ser levados para o “seio do debate político”, porque, para estes cabides de fatos caros, o debate político e parlamentar deve estar o mais afastado possível dos dramas pessoais, essas coisas que levam os doentes a gritar que não querem morrer e outras incomodidades.

O que verdadeiramente não dignifica o trabalho parlamentar é termos Luís Montenegro a chefiar uma das bancadas parlamentares.

Jornal de Notícias e AO90 prejudicam alunos nos exames nacionais

wp_20150206_08_53_59_pro (1)Esta semana, o destaque do Jornal de Notícias de 6 de Fevereiro foi aquele que se pode ver na imagem.

O JN é um dos jornais que, sem que se perceba porquê, decidiram adoptar o chamado acordo ortográfico (AO90).

Ora, o acento agudo de “pára”, segundo a Base IX, 9º, é para suprimir. No 5.4.1. da Nota Explicativa, os autores do AO90 tentam explicar por que motivo se tomou essa decisão, recorrendo, em parte, ao segundo mantra do acordismo.

A manchete do JN, dotada, eventualmente, de uma vontade própria, contraria, assim, a ortografia adoptada pelo prestigiado jornal. Embora defenda, no mínimo, a suspensão imediata do AO90, percebo que isso tenha de se fazer gradualmente: hoje, a manchete; a notícia local, amanhã. [Read more…]

Mais uma lição a Passos Coelho

“Os contos de crianças trazem sempre esperança.” – do gabinete do Ministro das Finanças da Grécia

O cuspo de vida

Passos Coelho gastou saliva ao declarar que se deve fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para salvar vidas, desde que não seja caro. Ainda teve tempo para segregar uma preocupação diplomática com os doentes de hepatite C, que não estão a ser tratados porque o Estado português fará tudo o que estiver ao seu alcance para lhes salvar a vida, na condição de que fique a preços acessíveis.

A propósito do mesmo assunto, Passos Coelho babou umas instruções sobre o modo como os jornalistas deverão noticiar os casos daqueles que irão morrer porque governos e farmacêuticas existem para garantir lucros de empresas.

Tendo em conta o valor das metáforas, e já que andamos pelas glândulas salivares, um político que reduz o custo de uma vida a cuspo não passa de um escarro.

A pobreza de Passos Coelho

Pedir esmolaDados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o risco de pobreza aumentou em 2013, informação desvalorizada por Passos Coelho, sempre pronto a imitar exemplos como o de Luís Montenegro. Segundo o primeiro-ministro, esses dados correspondem a “um eco daquilo por que passámos, não é a situação que vivemos hoje. reporta aquilo que foi a circunstância que vivemos, nomeadamente em 2013, que foi, talvez, o ano mais difícil em que o reflexo de medidas muito duras tomadas ao longo do ano de 2012 acabaram por ter consequências.”

Convém relembrar, muito a propósito, que 2012 e 2013 foram considerados anos de viragem por Passos Coelho.

Em 2015, ano-mesmo-mesmo-de-viragem-agora-é-que-é, o risco de pobreza, segundo o ainda primeiro-ministro, diminuiu, o que, mesmo que fosse verdade, faria uma enorme diferença a quem continuasse pobre ou em risco de empobrecer.

Entretanto, o valor das penhoras da Segurança Social subiu 11% em relação a 2013 e foram cobrados coercivamente mais 68,8 milhões de euros que em 2011, o que só pode ser sinal de enriquecimento dos portugueses.

Uma escola sem contactos

Amadora_Contatos

O Agrupamento de Escolas Pioneiros da Aviação Portuguesa, na Amadora, não tem contactos. Tem contatos. De acordo com as últimas notícias, e segundo o chamado acordo ortográfico (AO90), consoante que se pronuncia é consoante que se escreve, para pôr a coisa em termos simples, ainda que simplistas.

Partindo do princípio de que a maioria dos portugueses pronuncia o C que antecede o T, deveríamos, então, continuar a escrever “contacto”.

Antes do AO90, já éramos um país ortograficamente desleixado e/ou inseguro? Éramos. Com o AO90, os problemas aumentaram, não só por causa do dito mas também. [Read more…]

Azar, o Zé julga que é jornalista

A vida é um palco, já dizia o Bardo, transformando-nos a todos em actores. No prolongamento desta imagem dramática, e sem ser original, é possível dizer-se que o mundo é um conjunto de palcos em que desempenhamos papéis diferentes. Não me faz, portanto, confusão que, de copo em riste, entre compinchas, possamos exercer o saudável direito ao disparate, mesmo que seja politicamente incorrecto ou só incorrecto e até desinformado, porque há sítios em que é lícito que  todas as louras sejam burras e todos os alentejanos, preguiçosos. [Read more…]

Da colecção O governo que destrói recursos humanos (6)

S. José sem tratamento para os aneurismas ao fim-de-semana.

António Costa desaconselha voto no PS, no PSD e no CDS

O líder socialista afirma que há uma alternativa à política de austeridade.

Jihad socrática

PSP trava agressões numa manifestação por Sócrates em frente à cadeia

Fernando Ulrich não aguenta?

O pesadelo de Ulrich: Tsipras a comemorar a vitória.

O pesadelo de Ulrich: Tsipras a comemorar a vitória.

Fernando Ulrich está preocupado com o resultado das eleições na Grécia. Fico satisfeito por, pela primeira vez na vida, ter as mesmas preocupações de um banqueiro, mesmo sabendo que me deixará sozinho a torcer pela vitória do Syrisa.

Um banco, à semelhança dos mercados, é uma entidade nervosa, sensível, amiga do seu amigo. O BPI confidenciou as suas preocupações aos clientes e enviou-lhes uma mensagem assustada, chamando a atenção para “o espectro da vitória de um partido anti-europeísta.”

Muito haveria a dizer sobre o que significa ser anti-europeísta, mas tendo em conta a proximidade ideológica de Ulrich com Luís Montenegro, julgo que defender a Europa e os europeus são coisas antagónicas, porque os segundos só servem para atrapalhar. Logo, quem estiver preocupado com os europeus será, necessariamente, anti-europeísta.

Vale a pena ler a carta que Catarina Martins escreveu ao banqueiro assustadiço. É claro que há por ali palavras que poderão fazer confusão ao pobre senhor, como, por exemplo, democracia e povo, mas, e citando o final da missiva, é importante ajudá-lo a perceber que “os mercados financeiros aguentam. Ai aguentam, aguentam.” Penso que, assim, ele conseguirá perceber.

Papa Francisco discorda dos Monty Python

Papa Francisco diz que os bons católicos não devem procriar como coelhos.

Papa ataca primeiro-ministro português

Papa Francisco diz que bons católicos não devem procriar como coelhos.

Da colecção O governo que destrói recursos humanos (5)

Hospitais atendem cada vez mais grávidas com fome

Da colecção O governo que destrói recursos humanos (4)

Hospital da Feira com tempos de espera inaceitáveis

Falta de sentido de amor

Aceito que haja pessoas sem sentido de humor. Nem todos tiveram a sorte de receber o treino adequado: é necessário interiorizar verdadeiramente a tolerância e, sobretudo, compreender, por estranho que possa parecer, que o humor não é para se levar a sério. Assim, um humorista pode ser processado ou, pior do que isso, ignorado. A partir daí, reacções como o insulto ou o homicídio que tenham por alvo os autores de piadas são casos de polícia e não se fala mais nisso. [Read more…]

Municipalização: o extermínio da Educação

Está em curso uma inflexão no projecto de municipalização das escolas. Os novos documentos foram publicados pelo Paulo Guinote e o Ricardo Montes considera preocupante aquilo que já se vai sabendo.

O assunto merece uma análise mais detalhada, mas uma leitura superficial permite confirmar  que a pouca autonomia das escolas está cada vez mais próxima do extermínio absoluto, a proletarização dos professores continuará a acentuar-se, a politiquice terá as portas escancaradas para ocupar ainda mais espaço na vida das escolas e a análise dos problemas será substituída por um arremedo de empresarialês, porque vivemos num mundo em que o gestor modernaço é o novo enciclopedista.

Da parte das autarquias, é apenas uma questão de dinheiro. O próximo governo poderá ter uma cor diferente, mas não mudará nada, mesmo que tenha de fazer de conta que está contrariado. De resto, PS, PSD e CDS poderiam abrir uma loja e colocar na tabuleta “A destruir a Educação desde 2005”.

Os professores estão mais preocupados em sobreviver, o que lhes retira tempo ou vontade para combater. Por isso, continuam contra a Educação.

Solidariedade com o Estabelecimento Prisional de Évora

epévora

NUNO VEIGA/LUSA

Sei que José Sócrates é culpado, mas o único castigo para a má governação consiste em não ser reeleito, à excepção do que tem acontecido com Alberto João Jardim. A má governação castiga, também, os governados, mas há quem o mereça, sobretudo se usar o voto da mesma maneira que usa o cachecol de um clube de futebol. Penso, a propósito, que faria sentido que o voto deixasse de ser secreto, para que os eleitores das maiorias pudessem ser os únicos a sofrer com as medidas tomadas pelos governos que elegeram, mesmo que indirectamente. [Read more…]