Carta do Canadá: Maré Alta

Agora foi a Roménia. Acabo de ver a reportagem duma manifestação popular em Bucareste durante a qual milhares de pessoas gritaram que, se foram capazes de lutar contra a ocupação soviética, também o são para liquidar uma classe política corrupta. Porque, de fonte limpa, já se sabe que houve corrupção da grossa naquela discoteca que operava sem licença e na qual um incêndio matou um elevado número de pessoas. O primeiro ministro, um social democrata, teve a decência de se demitir imediatamente.

Nos dias que correm, torna-se cada vez mais grave a fraude cometida pela Volkswagen e outras marcas de renome da indústria automóvel da Alemanha. Passado o pasmo de se saber que, afinal, na pátria de Merkel também há grandes podres, segue-se a revolta internacional por um país arrogante, sobranceiro, que de forma tão cruel tem humilhado os países do sul da Europa e, principalmente, a Grécia. Os réis da competência e da auto-proclamada seriedade, estão aos nossos olhos como vulgares trapalhões. Pormenor que, até agora, só era conhecido pelos coca-bichinhos que se informam: na verdade, a Alemanha colaborou alegremente na corrupção dos partidos gregos do arco da governação lá do sítio e foi por isso que se mandou ao ar quando um atrevido Syriza sacudiu a Grécia pelos ombros e a acordou. Teve, ao menos, essa virtude. A Alemanha é, hoje, um caldeirão em fervura lenta, mas fervura que vai da esquerda à extrema direita. Ainda temos muito filme para ver.

Em Espanha, nossa vizinha, a corrupção tem sido tão grande e tão prolongada que os jovens do Podemos e do Cidadãos tiveram de saltar à rua e mobilizar o povo. Vai ser lindo. [Read more…]

« Em lugar de acusarem Costa por ter feito aquilo que disse que ia fazer

– terminar com “o arco da governação” – e apresentar uma alternativa, seria talvez mais instrutivo interrogarem-se sobre o seguinte: porque é que perdemos a maioria absoluta que tínhamos, mesmo concorrendo juntos?»
[Argumentos e falácias, António Pinho Vargas]

Morreu Helmut Schmidt, um dos maiores estadistas do século XX

A Europa ficou hoje mais pobre com a morte de Helmut Schmidt aos 96 anos.

Helmut Schmidt, uma das figuras maiores da social-democracia europeia, exerceu as funções de Chanceler da República Federal da Alemanha, entre 1974 e 1982, numa coligação entre social-democratas e liberal-democratas.

Helmut Schmidt desempenhou um papel determinante em plena guerra fria, deixando a sua indelével marca pessoal no processo de normalização das relações com a Alemanha Oriental e na aproximação com a ex-União Soviética e com os países do comunistas da Europa do Leste.

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E se…

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o Cavaco se demitisse?

A luta dos camaradas da direita

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Foto: Tiago Miranda@Expresso

Hoje viveu-se um dia histórico. Pela primeira vez, um acordo entre os partidos de esquerda com representação parlamentar derrubou um governo minoritário, dando expressão à maioria dos portugueses que no dia 4 de Outubro se deslocaram às urnas e rejeitaram a coligação PSD/CDS-PP.

Vivem-se dias de mudança em Portugal, dias verdadeiramente singulares. E se o inesperado acordo entre PS, BE, PCP e Verdes não fosse, por si só, extraordinário, as mudanças na nossa sociedade não ficam por aqui. E o discurso da direita nunca mais será o mesmo.

Quem nunca ouviu amigos, conhecidos ou mesmo responsáveis políticos dos partidos de direita falar em manifestações como uma perda de tempo, uma demonstração do esquerdismo caviar, uma desculpa para quem não querer trabalhar? Pois bem, hoje tivemos a segunda de duas manifestações desse novo sector da direita que faz manifestações e que empunha palavras de ordem como aquela que podemos ver na foto que abre estas linhas, e que nos remete para um universo “gato fedorentiano”: “A necessidade de consolidação das contas públicas não é uma questão ideológica“. Experimentem entoar tipo palavra de ordem. Soa mesmo bem. [Read more…]

Aviso à navegação…

Um governo incompetente que não deixa saudades foi derrubado por uma associação de trafulhas dispostos a esbulhar e parasitar o dinheiro que não lhes pertence sob o manto protector de colecta de impostos… Não há almoços grátis nem razões para festejar! Dito isto, espero que o inútil que ocupa o palácio de Belém emposse A.Costa e seus capangas para que a choldra vá novamente a votos até final de 2016, preferencialmente sem PAF nem os rostos que a lideraram e que Assis coloque ordem no Largo do Rato, mas para isso não teria que se limitar a conquistar a liderança do PS, seria necessário atirar para o baú do esquecimento César, Galamba, Santos e mais uns quantos…

Está feito

Até nunca.

Manifestação de apoio ao governo: quando uma imagem vale mais que mil palavras

Emplastro

O povo está com a PàF!

A legenda, porém, é enganadora. Onde diz “Pedro Passos Coelho” leia-se “Emplastro”.

«A direita chama desenfreadamente por Portugal,

parece que o perderam pelas europas.»
[No Facebook de Joana Villaverde]

Ferozes anti-europeístas

Então, ó rapaziada da direita, o vosso camarada Cameron a desancar na Europa e na UE – ameaçando abandoná-la -, mostrando-se um feroz “anti-europeísta” – como vocês e os jornalistas pouco dotados dizem – e vocês calam-se? Deixam-no continuar a governar o Reino Unido? Nem mandam lá o Abreu Amorim ou o Nuno Melo pôr aquela malta toda na ordem? Delenda Albion, I say! Long live Steps Rabbit, I say! Ou assim..

Portugueses,

O Aventar apresenta, em primeiríssima mão, um rascunho do discurso que Sua Excelência o Presidente da República proferirá aos portugueses após a rejeição do programa do Governo na Assembleia da República! Este documento foi-nos sigilosamente facultado por um amigo do Aventar ligado ao partido que ainda suporta (sublinhamos o termo) o Senhor Presidente e que integra a sua casa civil. Não garantindo que espelhará a intervenção que fará nos próximos dias, o Aventar está assim em condições de assegurar a sua autenticidade enquanto rascunho. [Read more…]

Outono Vermelho

Vermelho

Eles estão impacientes. A máquina de propaganda era uma das mais fortes e bem oleadas de que havia memória, a estratégia de se fingirem de mortos resultava a ponto de haver quem não soubesse que o PàF era afinal uma coligação entre o PSD e o CDS-PP, os trambolhões da campanha do PS faziam a sua parte e algumas sondagens chegavam mesmo a atribuir maioria absoluta às tropas de além-Troika. A coisa não correu como esperado mas nem tudo estava perdido. Não seriam os primeiros a governar com maioria relativa. [Read more…]

Passos tem mais encanto na hora da despedida

Ferreira Fernandes, como habitualmente na mouche, despede-se de Passos.

Paulo Trigo Pereira

na sua primeira intervenção como deputado independente pelo PS, lembrando a legitimidade democrática não apenas  do Governo cessante como do que se posiciona para ser empossado, e fazendo a Passos Coelho duas perguntas fundamentais. Aqui.
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O PPD / PSD está em ” estado de coma “

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O que é feito do PPD/PSD fundado por Francisco Sá Carneiro? Onde estão os princípios, os valores, as causas e a ética política defendida por Sá Carneiro?

O PPD/PSD de Sá Carneiro era um partido do centro que, comparado com este “ novo PSD “ com toda a certeza seria, hoje em dia, um partido de centro-esquerda que defendia o estado social assente em três pilares basilares, a saúde, a educação e a segurança social. E que estes pilares deveriam ser garantidos pelo Estado.

Há vários anos que o PSD está doente porque o exemplo de destacados militantes como Dias Loureiro, Duarte Lima, Isaltino Morais, Valentim Loureiro, Arlindo de Carvalho e Oliveira Costa, feriram de “morte“ a credibilidade do Partido Social Democrata, a partir de meados da primeira década de 2000, em que foram tornados públicos vários casos escandalosos que envolveram estes e outros militantes do partido.

Entretanto as maiores distritais do partido foram tomadas por dirigentes políticos medíocres, carreiristas, sem quaisquer méritos, completamente dependentes da política. A partir daí passou a valer tudo para manterem os seus lugares, porque estes e apenas estes valiam para a manutenção dos seus lugares e das suas enormes clientelas.

Mais tarde, em 2010, com Pedro Passos Coelho ascenderam a lugares cimeiros do partido dirigentes políticos do tipo “ trepa-trepa “, em que o mérito era medido em função do número de votos dos “ exércitos “ que comandavam e que valiam exclusivamente para a eleição do presidente do partido. A mediocridade passou a ser premiada. Quanto pior melhor que assim não incomodavam. E esta passou a ser regra.

Se até então o PSD estava doente passou a viver em “ estado de coma “.

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Não há futuro sem memória

No seguimento do actual momento político recordo aos actuais dirigentes do PSD uma entrevista que Francisco Sá Carneiro deu, em 21/11/1979, ao extinto semanário “Tempo” em que afirmou

“sou estruturalmente antipresidencialista e sempre entendi que, em Democracia, a política deve ter no Parlamento a sua razão e o seu objectivo.”

Estou convicto que se, muitos destes “novos donos” do PSD, conhecessem o pensamento político do fundador do PPD/PSD sobre o papel fundamental e primordial do Parlamento não tivessem dito e repetido tanta asneirada.

A crise dos refugiados explicada para lá da jihad nas redes sociais

As redes sociais têm esse problema: amplificam tudo, da eloquência à estupidez, da tolerância à violência, sem que a maior parte dos receptores tenham o cuidado de verificar fontes e enquadramentos. A crise dos refugiados e o acolhimento de que estão a ser alvo na Europa tem despertado o que de melhor e de pior existe no ser humano.

O melhor temo-lo visto nas TV’s e nos jornais: comitivas de boas-vindas, da Alemanha a Portugal, que recebem os refugiados com palavras de motivação, comida e brinquedos para as crianças. Famílias que se disponibilizam a acolher estas pessoas, instituições que procuram minimizar o seu sofrimento e apelos que se multiplicam no sentido de unir esforços para evitar que a tragédia assuma proporções bíblicas. Muitos têm sido inexcedíveis mas outros, movidos por sentimentos xenófobos ou apenas por pouco ou nada saber sobre o que realmente se passa e por se deixaram levar pela jihad que tomou conta das redes sociais e de muitas conversas de café, em larga medida alimentada por uma extrema-direita que encontra no medo instigado pela crise dos refugiados uma forma de crescer eleitoralmente, têm contribuído para uma campanha de desinformação que contraria a raiz democrática e humanitária que (supostamente) deveria nortear a União Europeia.

De uma forma simples, este vídeo ajuda a perceber aquilo que se está a passar. Verdade absoluta? Isso é coisa que não existe. Cabe a cada um dos caros leitores retirar as suas próprias conclusões.

 

 

Trauliteiros

Andaram um mês a gritar que a instabilidade aí viria se eles não fossem governo e hoje zurraram de alegria com a queda da bolsa e com a subida dos juros. Depois deste mês de terrorismo, já se sabia que se chegaria ao presente resultado.  Portugal à frente? Que ninguém se engane, a única coisa que à frente está é o lugarzinho no poder, custe o que custar, nem que seja para rebentar com isto.

Querem governar com uma minoria de menos de 2 milhões de votos. Depois de 20 chumbos no Tribunal Constitucional, demonstra-se que continuam a não querer jogar pelas regras estabelecidas. Há um Parlamento e parece que o Conselho não chega para governar.

Posso vir a ganhar pouco com o governo de esquerda. Mas esse pouco, somado ao que a direita me iria tirar, será mais do que suficiente para justificar a lição. Aprendam. Com o vosso radicalismo de direita conseguiram a união impossível.

Hoje parece que estava agendada a discussão do programa de governo. Aconteceu? Alguém deu por ela? O que é esse programa, afinal? Umas folhas impressas a corpo Arial 16, como o Guião da Reforma do Estado do irrevogável?

Os trauliteiros andam zangados, o que é compreensível. É chato morrer na praia, quando o gabinete já estava à vista.

Um Governo do lado do povo

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Le peuple des pauvres (JF Favre 2008)

Não creio estar a exagerar se disser que os últimos quatro anos foram os piores de todos desde que sou portuguesa. Piores para o povo, que vi fenecer, entristecer, partir, ser privado dos seus direitos humanos e constitucionais, destruído nos seus mais legítimos anseios, numa devastação que não julgava possível à acção política em democracia no decurso de uma só legislatura.

Incontáveis vezes escrevi sobre nós, meu povo, atingido por essa política com inaudita agressividade e revoltante indiferença por parte dos governantes. Escrevi sobre suicídios, sobre a desolação que passou a ser o cenário de todas as ruas de Portugal, sobre a indignação que bem vi a crescer-te no peito, sobre os mais pobres dos pobres, sobre o desinvestimento público na Educação, sobre a desigualdade na Europa, sobre as divisões da esquerda, também. Escrevi uma peça de teatro chamada Partir. Escrevi muito sobre a Europa. Traduzi o livro de Thomas Piketty sobre a desigualdade O capital no século XXI. E, tal como comecei a dizer em 2013, António Costa is the man. Acompanhado por outros homens e mulheres que finalmente compreenderam a que ponto era urgente começar a reverter a destruição. [Read more…]

Entrega das assinaturas – ICE anti-TTIP

entrega assinaturas

Hoje, 9 de Novembro, o Presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz recebeu 3.284.289 assinaturas da parte da Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) auto-organizada “Stop TTIP e CETA”. Os representantes e activistas que estiveram presentes pediram a Schulz que desse sequência a uma audição no Parlamento Europeu. A ICE auto-organizada foi lançada em Outubro de 2014, após a Comissão Europeia se recusar a registá-la como ICE oficial. A Comissão entende que uma ICE não pode conter pedidos negativos nem pode incidir sobre negociações em curso. A ICE “Stop TTIP e CETA” interpôs uma acção judicial contra a Comissão Europeia no Tribunal Europeu de Justiça, estando o resultado da mesma previsto para início de 2016.

Política do espírito

A partir de quarta-feira, ministros, secretários de Estado e dirigentes locais do PSD e do CDS lançam-se à estrada para realizar em dois dias 18 sessões de propaganda que deixariam António Ferro orgulhoso. “Jornadas Portugal Caminhos de Futuro”, assim se chama a iniciativa, no mínimo insólita para dias que não são de campanha eleitoral. [Expresso]

À sueca

Márcio Alves Candoso

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Assim ‘no escuro’, como se diz em alguns jogos de cartas, aposto que Cavaco Silva vai dar posse, com mais ou menos reacções vagais, ao Governo liderado por António Costa. Eu confesso que ‘pago para ver’ – hoje estou numa de jogo -, mas não poderá ser de outra maneira. E porquê?

Porque o Governo NÃO integra membros daqueles dois-partidos-que-a-gente-não-o-diz-o-nome. Essa terá sido a condição de Cavaco Silva para não pôr entraves à coisa – sem ‘virar a mesa’, portanto. Até porque, das forças que apoiam o Governo, quem mais perde com a ausência de PCP e BE é o PS. O que será uma pequena consolação para o refugiado de Belém, na altura de ter de engolir o sapo inovador, que é alcandorar ao poder um Governo de…. enfim, de esquerda. [Read more…]

Uma coligação exigente

É disto que eu gosto no Aventar – nunca temos o presente como o futuro que queremos ter.

Somos exigentes e queremos sempre muito mais.

Muitos, no Aventar (no país?), há anos que sonhavam ou antes, desejavam, um governo de esquerda. Os escritos da ala esquerda aqui do corner, sempre sublinharam o que nos unia, muito mais do que aquilo que nos separava. Sistema Nacional de Saúde? Escola Pública? Segurança Social? Podemos ou não encontrar pontes entre nós?

Era para mim tão óbvio o sim, que só pensava no dia em que toda a gente conseguisse ver o que me parecia evidente. Claro que também para mim, especialmente com José Sócrates, o PS se encostou, em algumas áreas, excessivamente à direita. Mas, faço minhas as palavras de Ana Benavente:

“Por mim, celebro o diálogo à esquerda. Rompeu-se um tabu. Viva a liberdade. Sempre estive muito mais perto do PCP e do BE do que do PSD ou do PP. Na acção, na vida, nas propostas e nas lutas.”

E, podemos e devemos, continuar a ser exigentes. Não imagino sequer, por exemplo, que a CGTP se transforme na UGT, estando para o Governo de Esquerda como a UGT esteve para os radicais de direita. Na educação, não tenho dúvidas que nunca o militante comunista Mário Nogueira se vergará a um Ministro da Educação como o militante laranja João Dias da Silva se vergava perante Nuno Crato. Aí, estamos todos de acordo.

Estaremos na rua sempre que se justifique e não deixaremos de apresentar sempre aquilo que são as nossas exigências. [Read more…]

Um amigo de

Não há recurso argumentativo mais rasca que usar o suposto testemunho de “um amigo do… (segue-se o nome do partido ou organização)” que nunca se identifica. O campeão deste truque para patetas é o Marques Mendes. Ontem, utilizou, em sua defesa, as palavras de um alegado amigo do PS. Por este modo, nada impede o orador de pôr o ausente “amigo” a dizer seja o que for. Ética? O que é isso?

Uma coligação contranatura

Não há nada que me agrade mais do que ver Passos Coelho cair. Ou mais ainda, que um futuro Governo PS esteja nas mãos do PCP e do Bloco.
Mas todos sabem – todos sabemos – que a coligação de Esquerda em preparação é completamente contranatura. O PS está muito mais próximo do PSD do que do PCP ou do Bloco. Sempre esteve e vai continuar a estar. Daí que esteja curioso para ver de que forma vai o PS compatibilizar o lobby de interesses que sempre o acompanha com os seus camaradas de circunstância.
Fui votante do Bloco e, enquanto tal, há uma série de medidas que espero que o Bloco viabilize. Estou em crer que terá de tomar a iniciativa para a maior parte delas, porque se for a esperar pelo PS, terá de esperar sentado.
Só para dar alguns exemplos, para além da reposição dos salários e das pensões, vou esperar pela taxação dos dividendos em Bolsa, pelo imposto sobre as grandes fortunas, pelo fim das rendas excessivas da EDP e, já agora, pela interrupção imediata das obras da Barragem do Tua (alô, Heloísa, estás aí?) e do Programa Nacional de Barragens, pelo fim dos imorais benefícios fiscais aos grandes grupos económicos, pela extinção dos contratos de associação nas zonas em que há oferta de Escola Pública, pelo fim dessa pouca-vergonha que é os milhões esbanjados em consultadorias e grandes escritórios de advogados e por aí fora. [Read more…]

E que tal reactivar a Rede Bombista?

RB

Cónego Melo e Ramiro Moreira: o líder espiritual e o terrorista

Isto não está nada fácil para o recém-formado Tea Party português. O investimento financeiro é brutal, dos jornais de campanha às redes de clones no espaço virtual – aproveito para deixar as minhas condolências à família e amigos babões de Maria Luz, o mundo da prostituição política ficou por estes dias mais pobre, uma verdadeira tragédia – os comentadores de serviço têm sido incansáveis a espalhar a mensagem de medo e a demonizar a possibilidade de uma alternativa de esquerda, a narrativa atingiu níveis inimagináveis, onde a obscenidade e o absurdo andam de mãos dadas, até o Assis fez o frete deu o ar da sua graça e o melhor que conseguem é subir 2% numa sondagem que apenas vem comprovar que, se as eleições fossem hoje, PS, BE e CDU continuariam com maioria parlamentar. Deve doer. [Read more…]

Também há ventos na Alemanha

Só para lembrar os distraídos: na própria Alemanha, a Turíngia é governada, desde o ano passado, por uma coligação de esquerda. E, caso curioso, foi a direita lá do sítio (CDU) que ficou em primeiro. Em segundo ficaram os comunistas do Die Linke e em terceiro os sociais democratas do SPD. E, vejam só e espantem-se, foi nomeado ministro-presidente Bodo Ramelow, comunista, com o apoio do SPD, que preferiu apoiar e coligar-se com os comunistas – mesmo sendo deles o ministro-governador – a ligar-se à CDU. E a vida prosseguiu. Suponho que sem a histeria que se vê por cá. Na Alemanha, gente. Por isso, acalmem-se e apreciem o Verão de S. Martinho.

Colóquio “Ortografia e bom senso”

ortografia e bom senso

Com a participação de António Fernando Nabais e de Francisco Miguel Valada. 9 e 10 de Novembro de 2015. [Read more…]

No que depende do PCP, o Governo da direita cai já na terça-feira

Comité Central viabiliza politicamente um Governo do PS com o apoio do PCP.
[TVI24]