Fidúcia

“É normal e totalmente seguro ter créditos sem garantias”

Sim, é muito normal os bancos emprestarem sem garantias.
Que o digam os empresários portugueses, sempre que pedem financiamento bancário: quais avais, hipotecas ou fianças?…

Tributo a Dóris Graça-Dias

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Está ainda por fazer, creio, uma Taxonomia das categorias de “Amigo” pós-facebook. A vox populi, no que concerne a este tema, não contempla, de forma assertiva, universal e comummente aceite, as novas “espécies” emergentes do conhecimento virtual e das tipologias de “afecto” do “encontro” e relacionamento por meios digitais.

A realidade re(conhecida) pela maioria não fugirá muito das categorias hierarquizadas abaixo, da mais intensa e relevante para a menos intensa e relevante:

Melhor Amigo

Amigo de Criação (dominado pela coincidência geográfica)

Amigo de “situações limite” – militares, bombeiros, etc.

Amigo de Infância, do Secundário, da Faculdade, do Trabalho

Amigos “coloridos”

Amigos “grosso modo”

Amigos “dos copos”

Conhecidos (com empatia)

Conhecidos (com antipatia)

Hostis (por razões várias)

Indiferentes (os restantes)

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Quem percebe de Educação? Os gestores, claro! (2)

Carlos Guimarães Pinto (CGP) teve a amabilidade de comentar o texto “Quem percebe de Educação? Os gestores, claro!”. Transcrevo o seu comentário, para, de seguida, responder.

 

Caro António Nabais, obrigado pela referência ao livro.

É indesmentível que os professores sabem bastante mais de educação e pedagogia do que que qualquer gestor-economista-empreendedor-consultor. Há no entanto dois motivos para ter alguma precaução quanto a deixar os professores, sozinhos, decidir toda a política de educação.

O primeiro é serem parte interessada. A esmagadora parte dos custos com a educação vai para salários de professores. Estes, como os profissionais de qualquer outra profissão, querem maximizar o seu rendimento, minimizando o esforço. É normal e natural. De forma consciente, ou subconsciente, tentam sempre encontrar racionalizações para provar que ganham pouco para o trabalho que fazem. É assim com todas as profissões. Seria impossível conter os custos da educação se fossem os beneficiários da maior componente desses custos a geri-la. Este primeiro motivo é bastante evidente na sua referência à falta de necessidade de ajustar o número de professores à redução do número de alunos, via queda da natalidade. A tal “reorganização para benefício dos alunos” mais não é qdo que uma racionalização para defender os seus interesses como professor. É natural que o faça, não digo o oposto, mas é um bom motivo pelo qual não vale a pena ter professores o sistema educativo.

O segundo é que alguns raciocínios subjacentes à gestão do sector da educação não dependem tanto assim do conhecimento da área (ou melhor, esse conhecimento é uma mais-valia, mas não a componente mais importante). Da mesma forma que você, apesar de saber muito mais de educação do que qualquer engenheiro civil, dificilmente seria capaz de desenhar a melhor estrutura do edifício duma escola, também pode não ser o melhor a fazer as opções de gestão.

Estes dois motivos tornam-se muito claros neste texto e noutros que vão aparecendo neste blogue sobre o tema da educação. É evidente que é sempre possível melhorar a qualidade do ensino e da vida dos professores, aumentando o seu número, dando mais estabilidade de emprego, maiores salários, salas maiores com melhor material, mais ajuda de outros profissionais, etc. Mais há opções e restrições económicas que os professores não entendem (nem têm de entender). Cabe aos professores utilizarem a sua capacidade pedagógica para fazer o melhor ensino possível dentro das restrições económicas (ou outras) que existem. Cabe aos “gestor-economista-empreendedor-consultor” entender que restrições são essas.
É por vezes injusto? Pode ser. Mas por nenhuma das razões que aponta. Há de facto demasiados professores? Fazem outras funções. Sem dúvida, assim como nos outros países. Fazem funções para as quais noutros países existem outros profissionais como terapeutas e psicólogos? Mostre-me esses números.

Ninguém tem absolutamente nada contra os professores, antes pelo contrário. Até me parece que os professores que se formaram nos últimos 10 anos foram enganados, atraídos para uma profissão que prometia ser estável, de emprego certo e salário razoável e que provavelmente não o é. Esses profissionais abdicaram de carreiras alternativas e agora viram frustradas essas expectativas. Mas o problema esteve, em parte, na formação dessas expectativas e, hoje, na grande divisão que existe em professores em fim de carreira e em princípio de carreira. Aqueles em princípio de carreiras com grande carga horário olham com natural insatisfação para estas análises que dizem que professores dão poucas horas de aulas. Têm razão.

Cumprimentos,

Carlos Guimarães Pinto

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Dar alta a mortos

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O Correio da Manhã inclui na categoria “Insólito” a seguinte notícia:

 

No Hospital de Aveiro, os mortos entram pela Urgência, são sujeitos a triagem e depois de admitidos “têm alta”.

Em primeiro lugar, os mortos são pessoas com direitos, incluindo o de se abster nas eleições. Que os mortos entrem pela Urgência parece-me óbvio, uma vez que é do interesse de todos que não se fique à espera que entrem em decomposição. Parece-me uma medida ainda mais virtuosa do que aquela que elogiei há dois anos. [Read more…]

A burguesia portuguesa num parágrafo

Cristina Espírito Santo

Eles não têm culpa. Foram criados assim. O circuito é apertadinho. A prima não sei quê, a tia não sei quantos: chazinhos, passeatas, garraiadas, às vezes ópera para ostentar vestuário e jóias. De resto, educação nicles. Dizem ‘piqueno’ e tratam grosseiramente as pessoas por você. Deplorável miséria mental. Talvez precisassem de umas expropriaçõezinhas para aprender alguma coisa.

Mário de Carvalho.

Um homem rádio

Nos inícios da década de 80 a RDP tinha uma prateleira onde depositava os profissionais que não permitia no fazer do jornalismo do dia-a-dia, gente de esquerda (começara em 76 o fabrico de uma comunicação social domesticada, voz dos donos disto tudo), dando a alguns ainda assim umas migalhas. Saboreei uma delas religiosamente todos os domingos ao almoço, chamava-se Ver, Ouvir e Contar, era a Rádio em estado puro e refinado, a reportagem com o sabor dos passos nas aldeias abandonadas da Serra, o cheiro dos homens e mulheres que catavam o lixo onde o depositavam, era gente a entrar-nos pela casa dentro, era a Rádio, uma meia-hora semanal de deleite, amargura, a vida.

Realizava esse milagre Emídio Rangel, os melhores pedaços tinham o cunho do repórter magia Fernando Alves.

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Houve uma profissão que quis ter, e dela desisti porque prostituição não me rimava, e mais sacanices menos detalhe terminou como hipótese no dia em que um patrão me ordenou as regras da agenda da casa. Não fui homem da rádio, ambicionando perder a partícula de ligação, paciência.

Mesmo assim e isto dito de outra forma: obrigado Emídio Rangel.

Só por milagre

Convenhamos que a escola é muita: engravidar uma virgem e fazer um carpinteiro assumir a paternidade, patrocinar um Salvador e assim lançar uma religião mundial, não é obra para qualquer um.

Vem isto a propósito da “novela BES”, onde fico a pensar se não deveria ser legal, pegar numa qualquer empresa (uma carpintaria, por exemplo) que foi levada à ruína por gestão danosa, abrir uma outra empresa, passar para esta máquinas, trabalhadores, créditos cobráveis, inventário, património, saldos bancários, encomendas e demais activos, e deixar na empresa falida tudo quanto é dívida vencida, crédito de difícil cobrança, prejuízos, negócios de risco e outros sacos do lixo?

Depois, reflectindo melhor, concluo que não, pois teríamos sempre de estar perante a obra e graça do Espírito Santo, ou seja só por milagre.

P. H.

Os labregos do clube do croquete nacional estão exultantes. Uma das suas musas, Paris Hilton, está entre nós. E a televisão dá. Destacando-se por ter tentado, com igual grau de indigência, diversas actividades sociais e “profissionais”, resolveu agora ser DJ. E a televisão dá. Chegou entre luzes e aplausos, bamboleando-se pela passadeira vermelha – que, parece, tinha exigido…- com a sensualidade de uma esfregona. E a televisão dá. Subiu ao palco, colocando-se atrás das maquinetas com ar esclarecido. E a televisão dá. Lá deu com o botão que punha em marcha a mistura “musical” que alguém terá preparado para ela, começando a agitar-se como quem está com comichões várias. E a televisão dá. Posa depois, entre beijinhos, com o ramo feminino da família de Cristiano Ronaldo, sobre cujos atributos discorreu. E a televisão dá. Nos programas da manhã não faltarão comentários sobre comentários dos pomposamente designados “comentadores sociais”. Tudo a televisão dará. Até à náusea.
(Nota para os mais distraídos: este post não é sobre Paris Hilton)

Homem bicentenário morre aos 63 anos

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Robinson Williams, 1951-2014

O campeonato dos hospitais

bigstockphoto_Victory_Podium_-_Winners_In_Go_3778414Para os iluminados pelo espírito empresarialês, o mundo não é mais do que um conglomerado empresarial (holding para os amigos), o que faz com que qualquer instituição seja vista como uma empresa. No fundo, o empresarialismo é uma religião, com os gestores, erigidos em sacerdotes abençoados pela infalibilidade, a anunciarem virtudes cardeais como a concorrência ou a competitividade ou o empreendedorismo.

Sendo uma religião proselítica, é claro que os clérigos tudo fizeram até impor as suas crenças a entidades que não eram empresas, como é o caso das escolas e dos hospitais. Assim, criaram a ilusão de que o sucesso é sempre mensurável: a Igreja fazia proclamações; o empresarialismo anuncia estatísticas, rankings e percentagens. Como sempre aconteceu, a maioria, embrutecida, repete a ladainha.

Mais uma vez, hoje, pude confirmar a omnipresença desta seita. Silvério Cordeiro, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Gaia/Espinho e antigo director do Centro de Formação Profissional da Indústria da Cortiça, queixava-se de falta de obras e de equipamentos, em entrevista ao Jornal de Notícias. Para o administrador, isso fez com que a instituição perdesse “claramente competitividade face aos hospitais da região.” [Read more…]

Sítios Onde Não Vais de Carro II

Mais devagar se vais mais longe.

Companhia Portuguesa de Pesca (Olho de Boi, Almada, 2014)

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© Célia Amado (2014)

Elogio da pobreza (Osso Vaidoso)


Osso Vaidoso, do disco Animal (2011). A letra é da Regina Guimarães.

TAP (memória)

1969 Amália Rodrigues[4]

1969: Amália Rodrigues embarcando num Boeing 727-282 da TAP – Transportes Aéreos Portugueses

Norscut A24

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Área de Serviço de Vila Real na A24.
Zero árvores.
Zero metros cobertos de área coberta exterior.

Serviço Público

Após a declaração do Banco de Portugal sobre o destino do BES, a SIC Notícias e a TVI24 logo analisaram ao pormenor com comentadores e analistas.
Já a RTP Informação continuou a debater futebol com o “Trio de Ataque”.
Serviço Público, dizem eles…

As notícias que não passam nas tevês nem aparecem nos jornais

« Nous n’étions pas une télévision d’Etat ». from Passages on Vimeo.

Em Salónica, um grupo de 20 jornalistas e técnicos da televisão pública grega mandada fechar pelo governo em Junho de 2013, trabalha há 13 meses sem autorização nem salário emitindo 24 horas/dias em favor do Serviço Público de Televisão. Emitem através da Internet e de canais analógicos cujo sinal não foi cortado nalgumas ilhas e zonas rurais da Grécia, cobrindo perto de 1/3 do território. «Queremos ser a voz dos todos os que têm ficado à margem da cobertura mediática. Até porque estes estúdios, estas câmaras, são deles: foram pagas com o dinheiro dos contribuintes», afirmou Kostas Karikis que, à imagem dos restantes jornalistas e técnicos em protesto resiliente, se mudou de Atenas para Salónica pagando do seu bolso as despesas dessa escolha. A alternativa era ficar em Atenas no desemprego, e ficar a assistir à depressão colectiva (e ao desaparecimento, por suicídio, de muitos) dos mais de 2000 trabalhadores que o projecto de privatização deixou de fora: apenas 600 foram readmitidos (a maioria precariamente) para a nova televisão, controlada pelo Governo (os funcionários têm sido pagos directamente pelo Ministério da Economia grego). «Se o Siriza chegar ao poder, reabriremos a ERT», disse Karikis. [Fonte: Revolting Europe]
 

O problema do custo da diária na prisão

Diana Andringa

Anunciou o jornal Público que a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais pretende vir a afastar os directores das cadeias que não conseguirem reduzir a reincidência dos seus reclusos. De acordo com a época, as razões avançadas são contabilísticas. É que metade dos 14.500 reclusos portugueses voltam à cadeia e, segundo um responsável daquela direcção geral, cada um custa ao Estado 50 euros por dia: “O tratamento penitenciário é caro e, por isso, não nos podemos dar ao luxo de encarar a reincidência de ânimo leve”, explicou. Daí a decisão de avaliar os resultados e o perfil do director, sendo este responsabilizado e podendo ser afastado se nada mudar.

Há anos, numa intervenção no Centro de Estudos Judiciários, sugeri que todos aqueles que têm responsabilidades no sistema judicial – incluindo políticos e legisladores que respondem com aumento de penas aos medos sociais que, muitas vezes, incentivaram – deveriam passar algum tempo encerrados numa cela. Talvez isso lhes permitisse ver a prisão com outros olhos, bem diferentes do custo da diária. [Read more…]

As carquejeiras

 

No final de 1930, o lisboeta «O Século» enviou ao Porto o repórter Adelino Mendes para ver e contar a vida nas ilhas e bairros pobres da cidade. O jornalista ficou particularmente impressionado com as carquejeiras:

Surgem diante de mim vultos indistintos, cujos contornos, a certa distância, mal se definem. Dir-se-ia que vem ao meu encontro uma fila de ouriços, arrastando-se lenta e dolorosamente pela rampa que conduz ao rio.
– São as mulheres da carqueja! Vão assim, sob estas cargas, até às Antas, até Paranhos, a quase duas léguas de distância, às vezes! (…)
Paramos. As desgraçadas passam, com os enormes feixes às costas, arfando e resfolegando, pela ladeira acima. Assisto à escalada torturante dum calvário que não tem fim. Sobre os muros da rampa, os ouriços humanos depõem, de vinte em vinte metros, os carretos.

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Paulo Padrão no olho da rua

Paulo-Padrao

Há que dar os parabéns a Vítor Bento: Paulo Padrão, director do departamento de comunicação do BES, está desempregado. Sim, é uma questão pessoal, a que nos liga no Aventar a um tipo que nos fez ameaças, que pelos vistos eram sua prática corrente.

Claro que com o seu curriculum, onde se destaca ter sido assessor de imprensa do ministro Eduardo Pintelho Catroga, continuará a saltitar entre o público e o privado, sempre ao serviço dos mesmos. Vai uma aposta?

Expulsar ciganos com música

O autarca de Landen (Bélgica), Gino Debroux, queria expulsar um grupo de ciganos que acampou na cidade. A conversa com o líder da comunidade não correu bem e o autarca lembrou-se de contratar um DJ para pôr música a tocar a 95 decibéis junto do acampamento.

Acontece que o DJ escolheu começar com o “Sultans of Swing” e o resultado foi pôr a criançada toda do acampamento aos pulos. [Read more…]

O “factor de eficiência” de Nuno Crato

Fernando Guimarães

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Rescaldo do Bombardeamento da Alemanha ao Brasil

Com Tatu Ventorini, ele vai dar uma rodada na barata dela.

Enjoo

Para a TSF, comprova-se, contar uma greve não vai muito além do “transtorno” para quem não foi atendido, com historietas que roçam o ridículo, como a do utente do centro de saúde que só ia para pedir uma receita e agora “teria de ir ao privado”, como se a receita não pudesse ser pedida daqui a dois dias.
Mas a minha favorita da manhã foi mesmo a entrevista ao condutor de camionetas que nos últimos tempos só tem feito excursões de protesto. Hoje vai levar médicos do Porto a Lisboa, a semana passada foi outra classe profissional, para a semana será outra.
Pergunta do repórter: “Já deve estar enjoado de tanto protesto, não?”
O condutor não sei, mas eu estou enjoada da TSF.

Tubarão na costa

sopa_cacaoParece que pelas praias de Grândola foi avistado um tubarão. Eu se fosse ao bicho tinha cuidado, já que, por aquelas bandas, tem grandes hipóteses de acabar numa panela transformado em sopa de cação.

É que, na relatividade destas coisas, o animal é cação quando o comemos. Só é tubarão se for ele a comer-nos a nós…

“Pelo jornalismo, pela democracia”

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A democracia faz-se com uma comunicação social livre. A liberdade constrói-se com uma comunicação social plural.“.
Concentração ontem, no Porto.

Super Tuga

super-tugaTodos, um dia, precisamos de um herói que nos salve.
Todos, um dia, precisamos de um Super Tuga.

Por um Jornalismo com Pessoas Lá Dentro

despedimentos_controlinvesteA concentração é hoje, Segunda-feira, pelas 18h30.

Consenso

define o que acontece quando de forma tácita (e sem grandes conversas, e muito menos ainda Conselhos de Estado) a grande maioria da opinião pública, e independentemente de posicionamentos outros, concorda num determinado aspecto relevante para a vida dessa sociedade, estabelecendo-se uma convergência de interesses. Não é o que está a acontecer, apesar dos apelos do PR e dos desejos de uma parte da classe política afecta ao PSD e ao PS. O que está a acontecer é um forcing (actualmente já na sua fase decadente) que, como Passos Coelho gosta de dizer “não tem aderência à realidade” fragmentada da sociedade portuguesa. Pois consenso haveria caso a grande maioria dos portugueses (de que as elites partidárias são apenas uma pequenina parcela) estivesse de acordo e consentisse que os partidos que têm governado o país se unissem nessa operação que o PR gosta de adjectivar como sendo de «salvação nacional». Não é o caso.

A maioria da população não vota, e não vota movida pela raiva contra a classe política, nesse terrorismo contra a democracia que não é aliás um fenómeno nacional: a Europa inteira anda nisso, para falar dos seus cidadãos empenhados em protestar pela abstenção. E os que votam estão fragmentados: entre os que prosseguem votando nos partidos que têm governado, avalizando que prossigam governando embora representando cada vez menos, e os que dão o seu voto a todos os outros que os princípios pouco democráticos (falando de representatividade) do ainda vigente sistema eleitoral tornam irrelevantes, com a ajuda da propaganda dos que reclamam para si o ofício de governar todos os outros.

Jafumega em Vila Real

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