Depois do pato com laranja, a nouvelle cuisine ortográfica inventou uma receita: o “pato com o diabo”. Não me espantaria que tivesse origem na criação de patos de silêncio, esses simpáticos palmípedes anunciados ao mundo graças aos bons ofícios do chamado acordo ortográfico. [Read more…]
José Saramago e o pato do dia
Uma deputada “da Escola”
A Paula é uma camarada aqui de Gaia, no melhor sentido que a palavra pode ter. É uma mulher de muitas lutas, das lutas todas. Faz falta na sua escola e faz falta aos seus alunos. Ainda bem que continua on fire, desta vez como deputada no Parlamento.
Obrigado por levares a realidade das nossas escolas, a realidade da nossa terra até Nuno Crato. E até o teu nervosismo tão natural mostra que não és profissional da coisa, és uma de nós!
Políticos sem vergonha
Sublinhando que o buraco do BPN estimado naquela altura era de 600 milhões de euros, muito longe dos milhares de milhões que hoje já são conhecidos, Sócrates considerou “mais prudente fazer a nacionalização”. [Expresso]
Posto assim, a mensagem implícita é “o buraco era pequeno”. Se era pequeno, não poderia haver risco sistémico nem seria necessário “assegurar a estabilidade do sistema bancário português“, tal como defendeu Constâncio numa comissão de inquérito parlamentar. Por outro lado, se não era possível estimar a dimensão do buraco do BPN, não se devia ter nacionalizado o banco num tempo recorde de apenas alguns dias. Com garantias do BPN não afectar contas do défice até 2013 e com afirmações como o “Estado não gastou nem envolveu dinheiro dos contribuintes” no BPN e no BPP.
Concordo com Soares sobre os cachopos que nos governam merecerem serem julgados. Idem quanto ao repto sobre Cavaco. Mas quem o faz acusando os outros, sem olhar para a sua casa, não merece o meu respeito. O governo que tornou em público o que era um problema privado, possivelmente o maior desfalque do pós-25 de Abril, merece igual julgamento. Não é coisa de somenos. Estamos a falar de uma decisão que empurrou o país decididamente para o lodo onde estamos. Foi o prenúncio da operação salvar a banca.
É precisa muita lata um andar a pintar narrativas em entrevistas e outro vir com o síndrome de Frei Tomás. Uns e outros não passam de políticos sem vergonha na cara.
Mário Soares, o homem político
É das maiores ironias da minha vida: tantos anos a combatê-lo e acabo a defendê-lo, porque acima de tudo não suporto a mentira e a canalha, em particular a miúda.
Há vários tipos de ódios a Mário Soares, que foi, quer gostemos quer não, um dos dois políticos profissionais de grande gabarito na sua geração (alargada, Álvaro Cunhal sempre lhe deu explicações), incomparável aos criminosos que ambos combateram e deixando num rodapé da História os seus outros adversários.
O de esquerda, fundamentado na tese de que foi o responsável pela contra-revolução. Não houve revolução, o que houve suicidou-se mais do que foi assassinado, mesmo sem qualquer ódio ando por esses lados, é sabido.
Já na direita podemos encontrar várias espécies.
A primeira votou PS em 1975, chamam-lhe voto útil, custou a engolir, ainda não digeriu, dispara desde as eleições seguintes onde já votou CDS ou PPD sempre que tem oportunidade. É o homo tuga fascitus, no seu pior, com prisão de ventre irreversível. Antes os que nunca votam, sempre são coerentes com o seu Salazar.
Depois temos o retornado típico, vulgo ex-colonialista. O homo tuga colianalos vive na falácia de que Mário Soares entregou as colónias, como se as colónias fossem portuguesas, como se tivesse havido descolonização, como se o então ministro dos Negócios Estrangeiros não tivesse tentado minimizar os estragos de uma guerra perdida definitivamente no dia 25 de Abril de 1974. É gente que vive entra a irracionalidade pura e a falta de vergonha pelo que andou por lá a fazer, garantindo de mãos no ar e em louvor da sua senhora racista, eu? que tratava tão bem os pretos, tanto lhes apertavam o pescoço como a mão a um branco. Estão cada vez mais senis, espalhados por caixas de comentários de quem ainda atura anónimos nas ditas, juntamente com a espécie anterior nem estas linhas merecem. [Read more…]
Amnésias
Parece que Oliveira Costa não se lembra de ter emprestado 50 milhões de euros a Duarte Lima. Compreende-se, que diabo. Um homem não se pode lembrar de tudo.
Não Ficar Para Trás, Dever Nacional
Pois, João Paulo, a nossa fome não é, de facto, um dever constitucional, mas por exemplo o fim das subvenções de ex-políticos, actuais políticos, como Cavaco, Assunção Esteves e Catroga, e futuros políticos, a esta luz, torna-se um dever imediato da legislatura e outros movimentos similares autorreformistas do Sistema tornam-se imperativos precisamente perante a penúria, a fome e a nudez de muitos portugueses apanhados no tsunami deste ajustamento. Não deverias partir do pressuposto de que acato acriticamente a papa regurgitada pelo Governo Passos Coelho II ou papo com cara de tolo todas as desculpas para o agravamento da factura social para suster a factura do défice: também eu fui posto a pão e água pela Troyka e por Passos e se me rebelo, rebelo-me, sim, cumulativamente contra o passado culpado e contra a covardia e incompetência que são as do Governo, mas também em larguíssima medida da Oposição liderada pelo Partido Chupcialista.
Não deverias cavar a trincheira das nossas distintas razões por finalidades comuns colocando-me no lado sádico da questão e ficando tu com o lado monopolista do bom senso e da sensibilidade e do sentido social. A Esquerda farta-se de estigmatizar outros redutos desapossando-os de humanidade e de boas intenções, pelo menos tão boas quanto as dela: concordarás comigo que se o Aparelho de Estado foi colonizado pelos partidos com camadas e camadas de clientes, há-de ser uma magna tarefa desparasitá-lo e é por isso que Soares reincide em apelar ao motim, à balbúrdia, à queda fragorosa de todos os esforços por mudar o paradigma parasitário segregado no pós-Abril. [Read more…]
Elas também jogam
Portugal é um país com futebol a mais e desporto a menos. E, no feminino a situação, pelo menor protagonismo do futebol,
é mais delicada. Um olhar pela Comunicação Social, mais ou menos tradicional, mostra uma ausência da prática desportiva pelas mulheres, o que está longe, muito longe, de corresponder à realidade.
Nos últimos anos tenho vindo a acompanhar com atenção o Campeonato Nacional de Voleibol e este ano voltarei aos pavilhões, nomeadamente aos do Grande Porto. [Read more…]
A câmara do Porto tem vergonha de si mesma
A companhia de teatro Seiva Trupe foi despejada de madrugada.
A fome não é um dever constitucional
Caro camarada aventador,
não há nada de pessoal nas minhas análises. Obviamente, quando sugiro um Pinus no reto de alguns governantes, não é porque tenha algo contra os pinheiros. Antes pelo contrário. Do mesmo modo, os erros de Mário Soares não justificam, nos argumentos que ele usa, a assertividade ou a ausência dela. Umas vezes argumenta de forma lógica, outras nem por isso. O mesmo acontece com qualquer dos escribas deste corner, que são pouco recomendáveis apenas do ponto de vista do mercado blogueiro – são um produto a evitar.
Mas, não tenhas qualquer dúvida, nós, os que estamos do lado oposto ao de Relvas e Coelho, fazemos mais pelo futuro de Portugal no Euro e na Europa do que aqueles que, como tu, aceitam sem questionar as práticas imorais deste governo. Eu, como Adriano Moreira, sinto que estamos à esquerda dessa gente porque temos – usurpação de argumento, reconheço – a convicção de que a fome não é um dever constitucional.
E, dizer que este não é o caminho é defender o futuro de Portugal e dos Portugueses. O que eu escrevo – renegociação da dívida – é uma certeza. Vai acontecer. Só não sei quando, mas vai acontecer por uma razão simples: Portugal não a vai conseguir pagar.
Se calhar fazemos os dois falta ao Governo: tu segues a linha passista e passadista – a culpa é do dia de ontem. Eu faço o favor de não me preocupar com o ontem, com a raiz do problema, e procuro apontar uma saída para o labirinto onde Passos se meteu.
E agora, vamos lá meter os pés ao caminho para ir atravessar a ponte. Por um futuro, para ti e para mim!
Elogio raro a quem por uma vez o merece
Aos 90 anos de vida, começo finalmente a admirar Mário Soares.
Fase Ultra-Choné
A Sedição Nunca Tem Razão
Meu caro João, lamento, mas Soares nunca tem razão, uma razão pura, inocente, solidária. E os erros que comete não são só os de comentador sofista chanfrado, mas os de velho e inveterado acumulador de benesses e privilégios a fim de mover influências, colonizar de afilhados o Aparelho de Estado, tudo em nome da grande eminência parda maçónica que tutela na sombra o Regime e está na base da cleptocracia bancarrotista que escreveu a História Gloriosa dos últimos quarenta anos com as suas três falências.
Baptista-Bastos, de quem gosto e com quem há algum tempo troquei uns simpáticos e-mails, é ainda, pelo contrário, um bom velho Quixote, talvez o último, por uma justiça social, uma moralidade essencial, que não vemos concretizada nem na sociedade, nem no trabalho, nem na política, nem em quase nada português, mas não pode dar razão a quem, como Soares, tem passado uma mensagem abrasiva, impaciente, sediciosíssima, de profundo contempto pelos factos puros e duros da manutenção do Estado Português no Euro e de cumprimento das metas estabelecidas pelos Credores ao Estado Português, metas inescapáveis. [Read more…]
Proposta para rescisões dos Professores
O Ministério da Educação fez chegar aos sindicatos uma proposta (pdf) para regulamentar as rescisões, por mútuo acordo,
com Professores.
Confesso que o estado de alma da classe é um bom terreno para este tipo de propostas, que, há uns anos, seriam impensáveis. O MEC assume que os Professores do 1º ciclo, da área das Expressões e os Educadores de Infância são os que estão a mais e até lhes oferece mais que aos outros.
Para poderem aceder a este acordo os professores têm que ter menos de 60 anos e não podem estar, formalmente, à espera da aposentação. Para quem tem menos de 50 anos o Patrão oferece 1,25 meses por cada ano e um mês para quem está na década dos 50. Para os grupos de professores em excesso a proposta é aumentada em 0,25 (para os mais novos 1,50 e para os mais velhos 1,25).
E agora imagino o que vai na cabeça de alguns:
– vou para o segundo ano sem colocação, a Mobilidade Especial apesar de adiada continua por aí… Será que devo aproveitar esta oportunidade?
Não tenho resposta, mas até dia 31 de janeiro os eventuais interessados têm que se chegar à frente.
Os Bloguesíadas
Despropósito autopropositivo: Não me falte pachorra para dar à luz uma viva, nova a merecida DesEpopeia de um desPortugal inglório, porra que afinal é, apesar do que foi ou possa ter sido. E ao mesmo tempo enaltecer grandiloquente os feitos da bloga que vai mudando a face do País político mais escrutinado, batido e sovado, fustigando a velha geração de rapaces profissionais da política sem mais vida que a política, vergônteas tortas sem profissão e sem trabalho, ancorados nos negócios de milhões só para eles de que ninguém, especialmente o País Profundo, sente o cheiro. Veremos se introduzirei na minha betesga desÉpica em dez desCantos e faço igualmente grandiloquente não só a vontade de chorar, mas também a noção de que isto, sem a palavra ferina da bloga, seria infinitamente pior. Camões, o portuense, será o meu exclusivo interlocutor, muso, santo, aparição, profeta finado, alma gigantesca a abraçar com as pernas a miséria mesma com lhe pagaram o amor pátrio, enquanto deambulava perdido, atónito, pelas vesgas vielas caolhas de Lisboa, à espera da tença e da morte. Sou outro Camões a imprecar o primeiro, íntimo dele,desterrado como ele da migalha mínima, perante o deserto da vil tristeza.
Canto I
Estância I
Inveja, meu velho Camões, fez-se afinal húmus e sementeira do Povo que cantaste, último lastro que arrasou as tuas armas e os teus barões assinalados, inveja irmã da sanha ávida do ganho que um punhado de cabrões atoleimados, contra o Povo e contra o Povo, perpetrou à pala da democracia. Uns pelo saque Chupcialista. Outros pela cobrança confiscatória liberal e literal sobre quem não saqueou, Povo corneado duas vezes. O que partiu da tua ocidental praia Lusitana, por mares nunca de antes navegados desnavegou. E o que passou ainda além da Taprobana, em perigos e guerras esforçados, mais, muito mais do que prometia a força humana, e entre gente remota edificou Novo Reino, que tanto sublimou, ficou aquém, muito aquém do cantável, entre a penumbrosa névoa da Hora e o esvaimento das gentes que daqui se vão para mais longe, morrer longe.
O Pré-Conceito Tuga
Nas franças e nas américas somos mais que isto, mas também somos isto.
Não há pobo como o nosso, manso, manso, manso…
Brincar às greves
Há movimentações sindicais no sentido de convocar uma greve para o dia 8 de Novembro. Um dia de greve.
Se estivéssemos a lidar com um governo desconhecido ou sério, concedo que pudesse fazer sentido usar a greve de um dia como uma espécie de tiro de aviso. O problema é que se trata de gente contumaz, gente que vai impor, pela terceira vez seguida, um orçamento de Estado criminoso, porque se baseia em mentiras e em insensibilidade, como está amplamente demonstrado.
O João José lembrou, hoje, outros tempos em que protestar era muito mais perigoso ou simplesmente perigoso. O Ricardo critica a atitude da CGTP, ao desistir de fazer a manifestação na Ponte 25 de Abril. Concordando com ambos, acrescento a minha crítica recorrente às greves de brincar. [Read more…]
Este orçamento não liberta!
João Galamba diz na cara daqueles tipos o que eu lhes diria:
Autofagia no orçamento de estado 2014
Postas as coisas de uma forma simplista, entre pagar os juros da dívida e recolher e administrar os impostos gasta-se 30% da receita. 33.6 mil milhões de euros para um estado que se come a si mesmo.
Não havia aqui mesmo nada a fazer antes de se ir aos ordenados de 600 euros, às pensões para as quais antecipadamente se pagou, à despesa com a saúde e com a educação e aos carros dos particulares?
Mas fazer diferente implicaria planear e reestruturar, em vez de, simplesmente, carregar nos do costume. Enfim, seria preciso governar.
A Escola, a crise e a fome no dia Mundial da alimentação
Hoje, um pouco por todas as escolas do país comemorou-se o Dia Mundial da Alimentação.
Diziam-me que os putos insistem em ir para as aulas sem pequeno-almoço e decidi, por isso, aproveitar a aula de hoje para trabalhar a questão. Lá perdi umas horitas a procurar os conteúdos certos, nomeadamente, um vídeo e um jogo, recursos sempre eficazes nestas matérias… E lá fui.
A caminho da escola, no meio do trânsito, pensei em fazer algo mais – um cocas do pequeno almoço. Lá fui a correr comprar o papel colorido e …
Com tudo isto acabei por perder muito mais tempo a preparar a aula do que a …
Quando me cruzei com uma colega – daquelas que eu gostaria que fosse professora dos meus filhos – que me falou nos cortes, ainda ironizou quando lhe falei da actividade que tinha desenvolvido.
“és de bom tempo” (…) “o que eles querem é isso, que a gente continue a trabalhar para os alunos”
Caramba!
Fiquei a pensar no que ela me disse, no corte de mais de 25% que Passos e Coelho fizeram, como governantes, na Educação. Em todas as maldades que Nuno Crato tem feito e até no crescimento orçamental para apoiar o ensino privado.
Tens razão!
Está na altura de desistir!
Destruição Geral do Estado

Em sentido contrário, as transferências para o Ensino Particular e Cooperativo sobem de 238 milhões em 2013 para 240 milhões em 2014.
No Público de hoje.
Fazias melhor que o Passos, bem sei
José Sócrates garantiu que é “o chefe democrático que a direita sempre quis ter”
Já sobre democracia, estais quase um para o outro, depende das circunstâncias.
Ontem
Posso até nem subscrever tudo o que o Miguel escreveu neste seu post. Posso até considerar que existe uma outra angústia que aqui não vi plasmada. A angústia de não ver quem corporize uma verdadeira alternativa. E alternativa não é similar a alternadeira. Mesmo que se possam confundir. Posso tudo e mais alguma coisa. Até posso ser um soldado disciplinado e leal, desde que o seja aos princípios, aos valores e, igualmente, à minha consciência.
Só não posso ignorar. Não posso ignorar que quando acabei de ler concordei com quase tudo. Não posso ignorar mesmo à luz do que defendi e defendo. Não posso ignorar que já não acredito. Eu ontem, de forma egoísta, preferi não ver/ouvir as notícias e ignorar, sim ignorar, a palavra mais escrita neste meu comentário, os directos, os comentários, a treta toda pós-adro. Fazer de conta? Não. Apenas e só continuar o meu trabalho. Enquanto posso, enquanto me deixam, enquanto me apetecer.
Já me cansei de gritar que estão a matar o doente com a cura. Já me cansei de pensar no “porquê?”. Já me cansei desta cegueira de quem não é cego. Como diz o Miguel, ou pelo menos como entendi que o disse, nem é pelo “cortar, cortar, cortar”. É, sobretudo, pelo matar do sonho.
Soares tem razão – cadeia com os aldrabões!
Baptista- Bastos no DN coloca a intervenção pública de Mário Soares onde ela tem que estar: Mário Soares afirmou o que
todos pensam.Quer dizer, todos não, porque aqui no Aventar há quem esteja do lado de quem rouba: uns, por vergonha, estão calados até à próxima Greve, outros argumentam por caminhos muito pouco recomendáveis.
Soares não é um santo e cometeu muitos erros, porque só opinadores encartados é que não cometem erros porque nunca fizeram nada – o Marcelo é o melhor exemplo.
Mas, como bem lembra BB, Soares diz sobre Cavaco e sobre Marcelo o que sempre disse e que está em linha com a verdade. E, mais significativo, aponta a Argentina como uma possibilidade. Lá, na América do Sul, perceberam ao fim de muito tempo (demasiado!) que o FMI não sabia o caminho e meteram os ladrões num avião de volta aos states. [Read more…]
Saque electrizante
As razões mencionadas pela ERSE para explicar o aumento tarifário de 2014 incluem ainda os elevados custos do preço do petróleo no mercado internacional, que se reflectem no gás natural; a diminuição do consumo de energia eléctrica, que põe menos consumidores a pagarem os custos fixos do sistema; a quebra em 50% no preço do mercado das licenças de emissão de dióxido de carbono, o que baixou o valor das receitas geradas pela venda em leilão de licenças de emissão de gases com efeito de estufa; os custos com a produção em regime especial que incluem sobretudo os subsídios à eólica e hídrica e à co-geração a gás natural, sendo que as condições meteorológicas favoráveis do primeiro semestre de 2013 levaram à produção de mais energia renovável do que a prevista e, por isso, a um aumento dos custos. [PÚBLICO]
Recordemos-nos das razões que foram apontadas para agora termos geradores eólicos em cada quintal, num completo desordenamento, como é típico neste país que não planeia: baixar a dependência energética do exterior e baixar os custos da energia. E no entanto, o que vemos é maior produção de energia renovável ser justificação para aumentar a tarifa.
E o argumento de menos consumo levar aos custos fixos serem pagos por menos consumidores? Não me digam que os portugueses estão a voltar ao tempo do candeeiro a petróleo!
Electricidade a aumentar 2.8% para uma taxa de inflação de inflação prevista de 1.3%. Grandes liberalizações de mercado estas.
Nostalgia sindical
E de súbito deu-me para recordar a CGT (sem P). O combate dos trabalhadores portugueses enquanto ela durou não era para meninos, ou sindicalistas de profissão e carreira: muitos foram presos, deportados, assassinados. Mas não vergavam: iam à luta, e assim se foram conquistando pequenas vitórias, alguns direitos.
Outros tempos. Subitamente senti saudades da velha CGT anarco-sindicalista. Muito portuguesa, a saudade em Alcântara.
O Comboio em Espinho

Aparentam estar na fotografia a via larga (Lisboa-Porto) e a via métrica (Espinho-Sernada-Aveiro/Viseu).
Acesso a antigas fábricas conserveiras. Anos 1920 (?). Autor desconhecido. Local provável da foto.
Os operários têxteis do Bangladesh sonham com 74 euros por mês
Mais ou menos o que custam, nas grandes capitais da Europa, umas calças de ganga produzidas por eles (artigo em castelhano).
Este ano poderia haver uma baixa de impostos de 2.7 mil milhões de euros
Bastava que estivessem de facto a fazer alguma coisa para recuperarem os 6.6 mil milhões de euros do BPN, os quais algures hão-de estar.














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