D. Afonso Henriques anda frustrado. Foram precisos 9 séculos para que o mesmo fosse multado pelos nossos Agentes de Autoridade, por violência doméstica. “Então, já não se pode dar um chapos à mãe, quando ela se porta mal, e anda a manigar com os Castelhanos?” A sua revolta ainda é mais reforçada, pelo facto desses Senhores já nem usarem as indumentárias a rigor. Acrescente-se, que nem tão pouco vêm a cavalo… e sem a cruz templária! Mas afinal quem é que deu o berço e a esta gente, que se diz “lusa” e é dominada por uma coisa estranha que se chama “troika”. Pior, como “grão monarca” deste país, o pobre Afonso, ainda questionou aqueles belíssimos rapazes, se por ventura, a “troika” não seria um novo prato gastronómico, regado com bom vinho da região. Os pobres moços, quem nem sabiam quem era o rapaz, vestido de personagem medieval, sentenciaram: “A ASAE NÃO AUTORIZA!”
Compreender Seguro
Seguro tem de suportar a tralha socratista e isso é dose cavalar. Tem de suportar os líderes-sombra, candidatos naturais à herança da liderança, como Costa. Tem a beata socratista Isabel Moreira cujo Padrinho — o Primadonna, quem haveria de ser?! — lhe deu o tacho parlamentar como prémio de larga língua de pau, e deu-lho a fim de ela parecer de Esquerda e, logo, cheia daquela misericórdia social vou-ali-e-já-venho, com a coerência de dinamitar por grosso o acordo com a Troyka que o mesmo Governo cessante socratesiano negociara. Seguro tem tido, pois, de engolir muitos sapos e até se compreende que, não tendo ele os milhões que outros têm para conspirar e comprar opiniões abonatórias até do diabo ou de um monte de merda, tenha de blindar-se e blindar a sua liderança acossada a partir da vingativa e mal-fodida Paris. De todos os sapos e de todas as tralhas com que o Suave Seguro arrosta, o menor de todos é Marcelo.
Alfredo Marceneiro, a minha freguesia
Ao contingente ministro Relvas; a todos a quem o desfile de Sábado, em Lisboa, das freguesias de Portugal provocou perturbações neurológicas, gastrointestinais e demais patologias causadoras de insónia e de males anatómicos e fisiológicos relacionados com o sexo; aos que odeiam o fado lisboeta, por ser lisboeta; aos que se espumaram de raiva quando viram e ouviram tambores e adufes, bandas e cantares do Portugal popular e rural desfilando nas ruas alfacinhas; a todos esses, e ainda àqueles que teimam em não entender que só na capital é possível aglutinar o protesto de dezenas de milhares de habitantes de freguesias do País inteiro, dedico, com fausto e júbilo, este fado do “Tio Alfredo”:
(Para esclarecimento geral, diga-se que o “Tio Alfredo” foi operário da CUF, com a profissão de marceneiro)
Oh! Passos vai aprender e leva o Álvaro!
Linha Sines-Badajoz não tem continuidade no lado espanhol. As promessas de Passos e do incapaz Álvaro quanto à ligação ferroviária de Sines a França e Norte da Europa, afinal, não são, assim, tão exequíveis. A necedade dos ignorantes impõe-se à necessidade do falar informado e com seriedade.
F de Fundir?
O conjunto de mentes brilhantes que está no governo segue dois grandes princípios: leviandade e falta de respeito pelos cidadãos.
Por vezes, nota-se mais a leviandade, que leva Passos Coelho a anunciar uma linha férrea que tem o objectivo de ligar Portugal a França, mas não tem continuação em Espanha; noutras ocasiões, é mais visível a falta de respeito pelos cidadãos, que faz com que o governo vá baixar os subsídios por doença.
Mas é na obsessão pelas fusões que se vêem ambas as atitudes de mão dada. Na reforma administrativa e na Educação, contra a autonomia e o bom senso, o Governo irá fundir freguesias e escolas, segurando a troica acima da água e afogando o país, uma espécie de Camões ao contrário.
Estudos, opiniões, pareceres, análises ou sensibilidade são palavras inúteis. O país bem pode reclamar, implorar, apelar à razão. O Governo, impelido pela tara, sem nada debaixo da gabardina aberta, só sabe gritar: “O que eu quero é fundir!”
Essa estranha guerra das Malvinas
Uma guerra ainda mais estúpida que todas as outras. De um lado uma ditadura agonizante, do outro o traque final de um império que já não o é, conduzido pela sua pior líder de sempre. De um lado a razão dos que habitam a ilha, do outro a justiça histórica contra uma ocupação ilegítima, tudo somado igual a razão nenhuma.
Talvez por isso ficará para a História como a guerra que o império ganhou no campo de batalha e Maradona derrotou com a mão de deus e o golo do século. Nunca tive, e duvido que venha a ter, tanto prazer a assistir em directo a um jogo de futebol, mesmo que o melhor jogador de todos os tempos venha a perder esse título.
No final, empate técnico, embora infelizmente com mortes numa das batalhas, a carne para canhão do costume.
Literatura para crianças: A Árvore Generosa

Hoje é o Dia Internacional do Livro Infantil, sendo que prefiro dizer que os livros são para a infância ou para as crianças, mas…
Queria partilhar um dos melhores livros alguma vez escritos:
A Árvore Generosa de Shel Silverstein.
Que pode ser “lido” no youtube:
Notícias do dia: uma para o governo, outra para o PC

Uma boa nova para o Governo: no processo de extinção de freguesias, houve quem se lembrasse daquele velho princípio “para grandes males, grandes remédios”, colocando uma botija de gás junto ao multibanco de uma Junta de Freguesia em Palmela. Foi tudo pelos ares. Resultado? Freguesia extinta, sem papelada que preste para mais alguma coisa. Fica então resolvido um assunto e agora urge proceder à anexação a uma freguesia vizinha. Simples e eficaz. Talvez a moda pegue país fora.
Uma notícia dirigida ao camarada Bernardino Soares. Naquela absolutamente democrática Coreia do Norte, o Exército Popular passa a partir de agora a incorporar aqueles recrutas que meçam mais de 1,42m. Desta forma, as Viagens de Gulliver tornam-se realidade e espera-se a todo o momento a consagração de Jonathan Swift, como fonte de inspiração para o regime de Piong-Iang. Claro que os nefandos imperialistas já fazem passar a mediática atoarda falando de “raquitismo e fome” que gerações de norte-coreanos alegadamente passam. São tudo manobras divisionistas que apenas visam confrontar a ridente sociedade zuche com o esmagador despautério consumista da Coreia do Sul. Uns safados, estes plutocratas.
*Na imagem, um turista ocidental de visita à Coreia do Norte.
A unidade linguística galaico-portuguesa
A precisar talvez de uma ortografia unificada, da TV portuguesa na Galiza, e outras solidariedade com os irmãos galegos. Cartoon no La Opinión A Coruña, vamos sorrindo juntos de iguais desgraças.
O pecado original
Quando nasceu trazia entranhados em si dois grandes pecados, o pecado original e o pecado de ter sido gerado em mãe solteira. [Read more…]
Fim de linha
Então acaba-se com o TGV e anuncia-se uma coisa que afinal… vai dar a NADA?
Ou entre a fronteira e Barcelona vão a pé, num franchise com Lourdes ou com Fátima?
Não há paciência que aguente!
Flashmob, hoje no Chiado
Por causa da lei marcial. Um teste, portanto. Espero que tenham pedido licença ao sr. governador civil.
Hoje dá na net: Stanley Kubrick – A Life in Pictures
Stanley Kubrick – A Life in Pictures – documentário sobre um dos maiores realizadores de sempre. Página IMDB.
Em inglês, legendado em espanhol.
Extinção de freguesias
(Eu) Voto em branco
(Composição 2, 1922, de Piet Mondrian)
Como tem sido habitual aos domingos, Paulo Trigo Pereira (PTP), professor do ISEG/UTL, escreve no PÚBLICO. Hoje, o seu texto intitula-se «Que fazer desta democracia?». Não conseguindo dar a resposta à pergunta formulada, aponta soluções, sugere. Estou de acordo que “precisamos cada vez mais de melhores políticos” e que se verifica uma “decadência da democracia” que “resulta de um desfasamento crescente entre uma sociedade cada vez mais complexa e partidos políticos que não mudam as suas práticas, os seus processos , o seu pensamento, e a sua estratégia”. Eu acrescento: precisamos de políticos honestos, que é a forma mais fácil de nos entendermos.
O professor de gestão afirma que a melhoria da qualidade da democracia passa por “alterações estatuárias” e/ou do sistema eleitoral. E quanto a este, dá a conhecer dois tipos de voto. Refiro apenas um, já usado na Irlanda e em Malta: o chamado VUT ou voto único transferível “em que os cidadãos podem votar ordenando ao vários candidatos em cada círculo eleitoral”. [Read more…]
Tera – Agrupamentos no Grande Porto III
Já aqui revelámos a lista de TERA – agrupamentos do Porto, de Gaia, da Maia e de Matosinhos, de Gondomar. Chegou a vez de Valongo:
– Agrupamento de Escolas de Alfena: Escola Secundária Alfena, Escola Básica 2,3 Alfena;
– Agrupamento de Escolas de Campo e Agrupamento de Escolas de São João de Sobrado: Escola Secundária Valongo, Escola Básica 2,3 e Secundária de Campo, Escola Básica 2,3 Sobrado;
– Agrupamento de Escolas de D. António Ferreira Gomes: Escola Básica e Secundária Ermesinde, Escola Básica 2,3 D. Antº Ferreira Gomes;
– Agrupamento de Escolas de São Lourenço;
– Agrupamento de Escolas de Vallis Longus.
Dia das mentiras
O Aventar anda sempre à frente e às vezes há vídeos que aparecem um bocadinho antes do dia certo!
Hoje é o dia!
Nota: este post poderia ter sido escrito em Paris, mas seria uma mentira ao quadrado!
Acordo Ortográfico: Vasco Graça Moura em entrevista a “O Globo”
Não nutro simpatia por Vasco Graça Moura, porque sempre me provocou repulsa a defesa cega de homens ditos providenciais ou a vivência da política como mera paixão clubística, pecados, quanto a mim, cometidos pelo poeta e tradutor nos anos oitenta, como defensor feroz que foi do cavaquismo, um dos muitos períodos negativos da democracia portuguesa.
Nada disso me impediu de lhe reconhecer mérito como praticante e estudioso da língua e da literatura portuguesas. Nesta entrevista, Vasco Graça Moura tem o condão de sintetizar as principais críticas que merece o Acordo Ortográfico, usando, com propriedade, argumentos linguísticos e jurídicos. A ler, portanto, sem leviandade e sem preconceitos.
Hoje dá na net: Legends Live at Montreux 1997
Golpe de Estádio
Alguém teria de ganhar este jogo semidecisivo. Mas sobre aquele penalti arrancado a ferros haveria toda uma tese a desenvolver acerca do peso decisor do Poder no futebol português ao longo dos dois séculos, XX e XXI, sem excluir cor nenhuma. Vi o jogo com atenção. Todo o terror das arbitragens passa, na Luz, por ousar ser justas, usar o mesmo critério, implementar a lei de talião no plano disciplinar e no outro de que não me lembro agora. A puta da dualidade — uma criteriosa dualidade — já foi longe de mais, na Luz e no Dragão, no que ao Sporting de Braga diz respeito, nos anos mais recentes. Está na hora de deixarem este Braga ser campeão em ver de forjarem mais do mesmo. Sou portista, mas não me importo, desta vez. Só desta vez.
Tera – Agrupamentos no Grande Porto II
O Aventar, depois da cidade do Porto, de Gaia e de Gondomar, revela o que está em cima da mesa para Matosinhos e para a Maia:
Matosinhos: [Read more…]
TERA Agrupamentos no Grande Porto
O Ministério da Educação e Ciência tem no terreno um processo de agregação de Escolas. Já apresentámos no Aventar a proposta para Vila Nova de Gaia e está também disponível a proposta da DREN para a cidade do Porto.
Vamos também mostrar as propostas para outros concelhos do Grande Porto, a começar por Gondomar.
Para Gondomar a proposta do MEC é completamente descabida porque parece só querer atacar as escolas “partidariamente” independentes de Rio Tinto. Muito estranho, mesmo!
Vejamos: [Read more…]
A Ternura da Extinção
Não deixo de sentir uma enorme ternura pela decorrente manifestação contra a fusão de freguesias, neste sábado à tarde, em Lisboa. Basta olhar para mim, um bairrista feroz pelo menos vinte anos da minha vida aqui por Gaia, recanto onde nasci. Por Lisboa, porém, o que se vê é a festa do protesto: desfile de diversidade, com ranchos folclóricos, associações culturais, recreativas e desportivas. Talvez nada impeça a metamorfose toponímica contra a qual lutam esses bravos portugueses no seu festivo esbracejar de náufrago: há tanto século acumulado, tanta vida, nesses lugares, lugarejos, freguesias, deliciosos pardieiros espirituais do País que o topónimo parece um absoluto. Mas os jovens e os velhos que hoje provincianizam a Capital sabem que terá valido bem a pena fazer a festa do protesto.
A Estação Central de Lisboa
A estação de Lisboa Rossio continua a testemunhar a História de Lisboa e de Portugal;
Os exames como distracção
O debate sobre a importância dos exames parece-me necessário, mas, ao mesmo tempo, parece tornar-se numa distracção, o que nos pode levar a uma leveza excessiva e à exclusão de outros problemas do ensino.
Procurei, aqui, sintetizar as reacções ideológicas, quase instintivas, da direita e da esquerda, face aos exames. Admito que o texto, pela sua (e pela minha) dimensão, seja demasiado esquemático, excluindo muitos matizes, por ter deixado de fora alguns pontos cardeais e colaterais.
O Paulo Guinote, irritado com algumas reacções esquerdistas, tem escrito alguns textos acerca do assunto, chamando a atenção para o facto de que houve muitos que passaram por exames e não ficaram traumatizados por isso. Em primeiro lugar, tenho que confessar que fiquei traumatizado por muito daquilo que a escola me obrigou a fazer, exames incluídos, especialmente porque me roubaram tempo para perseguir malfeitores e para fazer passes para golos, na minha qualidade de médio criativo. Depois, não acredito que seja possível educar sem traumatizar, de preferência no melhor dos sentidos. Seja como for, a argumentação a favor dos exames não se pode limitar, evidentemente, aos traumas existentes ou inexistentes em gerações anteriores. [Read more…]
Honra aos Conselhos Gerais das Escolas de Gaia!
Gaia: DREN acusada de violar lei na agregação de escolas, visada nega
Comunicado Dos Presidentes Dos Conselhos Gerais Das Escolas Agrupadas E Não Agrupadas Do Concelho De Vila Nova de Gaia
A simples ideia de fundir escolas, sempre com intuitos meramente financeiros, é, em si mesma, vergonhosa, contrária à proximidade que a comunidade escolar deve cultivar entre aqueles que a constituem. Como se isso não bastasse, o processo fingidamente democrático imposto pelo Ministério da Educação acrescenta vergonha à vergonha.
O Conselho Geral foi um dos muitos monstros criados por Maria de Lurdes Rodrigues para retirar poder aos professores. Ainda assim, como muitas más ideias, há quem saiba utilizá-lo em defesa da comunidade.
Estão de parabéns os conselhos gerais das escolas de Vila Nova de Gaia, porque souberam transformar-se em instrumentos a favor da Educação. Esta atitude torna ainda mais escandaloso o silêncio cúmplice dos conselhos gerais do resto do país.
Insisto: um dos grande problemas da Educação em Portugal é a abstenção quotidiana. Quando os cidadãos deixarem de se abster, em favor do bem comum, os governos serão obrigados a mudar.
46664 é o próximo número da escola pública
A 11 de fevereiro de 1989 assisti pela televisão a um dos momentos mais marcantes da minha vida: a libertação de Nelson Mandela.
Eu sei que a recordação é completamente desajustada, mas avisei, há três anos atrás, no primeiro dia do Aventar que nem sempre consigo pensar antes de escrever.
Também já deu para perceber que o azeite e água, coisa e tal, um por cima e outro por baixo e nem sequer é uma questão de peso.
E vem esta conversa a propósito de quê?
Da separação entre alunos bons e alunos maus! [Read more…]
Saudosismo?
Paulo, eu vou pedir desculpa, mas não entendo esta tua sedução pelos exames do antigamente. Será que dá para explicar?
O irónico título “Coisas muito traumáticas da velha primária” quer conduzir a reflexão para onde? Mostrar que apesar das “coisas muito traumáticas da velha primária” estás aqui de boa saúde?
Se for só uma estratégia de markting para ter mais cliques, ok. Eu entendo e nós também os temos! Se é mesmo só por interesse histórico,então nada a dizer.
Mas neste momento tal interesse tem até um efeito contrário ao que tens mostrado. Associar a novidade do exame no 4º ano ao teu singular apelo acaba por legitimar as dúvidas – que eu partilho por inteiro – do interesse dos exames, dizendo que “são o mesmo de antigamente.” São um instrumento claramente político que foi usado no tempo do estado novo e que acabou com a Democracia.
Posso apelar ao teu perfil de docente? De professor, mesmo.
O que vais fazer com os meninos – tu às vezes referes que trabalhas com alunos “mais complicados” – que nunca irão conseguir fazer o exame? Reprovar? Há mais perguntas, mas esta penso que poderá ajudar a perceber o que vai na mente de quem defende os exames num momento tão precoce da escolaridade.
















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