A Crude Awakening: The Oil Crash, documentário sobre o pico de produção do petróleo. O petróleo é o sangue da economia, mais importante que isso, toda a nossa civilização é sustentada na energia que extraímos do petróleo com um custo absurdamente baixo, se compararmos com o trabalho que este proporciona. Nesta época de múltiplas crises, com efeitos compostos, a crise energética tem sido esquecida. Mas o problema não está resolvido, está apenas latente, à espera. Página do IMDB. Documentário legendado em português, veja como activar as legendas a seguir ao corte.
Criança, totem e tabu. Ensaio de etnopsicologia da infância

…para irmã Lúcia Aljustrel que nunca soube ler e escrever, exemplo do que não deve acontecer…Não sou homem de fé, mas em dia de defuntos, a etnopsicologia dee ser comentada na base de um totem
Há a necessidade da criança aprender como é a vida, material e cientificamente. É a maneira de ser um bom cidadão. Oh leitor! Não desmaie se ler mais uma vez esta minha teimosa ideia sobre o processo de aprendizagem das crianças.
Cromo do Dia: Paula Teixeira da Cruz
Paula Teixeira da Cruz, ministra da justiça, referiu hoje que os acontecimentos ocorridos em frente à Assembleia da República fragilizam, note-se, o direito à greve. Não me apetece brincar com isto, nem falar sobre esta gente que fragiliza deliberadamente a democracia e diz a primeira patacoada que lhe vem à cabeça: ficamos a saber, problemas em jogos de futebol fragilizam o direito ao futebol, agressões num matrimónio fragilizam o direito ao matrimónio, pancadaria em comícios do PSD fragilizam o direito do PSD a realizar comícios…
Os deputados Bill Gates
Os partidos da Microsoft, perdão, do governo, chumbaram uma proposta que defendia a opção preferencial do estado por software livre. Tinha ficado com uma leve esperança de que a crise metesse juízo na cabeça de quem não a tem mas afinal é só o Ministério da Educação que se está nas tintas para os computadores das escolas (já desconfiava), em vésperas do regresso da ardósia, a informática não deve ser um conhecimento fundamental para Nuno Crato que só faz contas de cabeça (e vá lá, ainda a tem).
Aprovar uma proposta como aquela tinha duas vantagens: poupava pelo menos 50 milhões e dinamizava a indústria de software nacional para onde ela pode crescer, precisamente para os lados que concorrem com a decadente Microsoft. Não perceber que via Google o software baseado em Linux vai dominar o mercado é digno de quem leu uns artigos nos jornais e pensa que sabe alguma coisa do assunto. O Android já é a plataforma mais utilizada no seu mundo, e isso diz tudo.
Não ver isto tem duas componentes: a ideológica (estes analfabetos pensam que o software livre é coisa de comunas e idolatram o tio Bill mais o primo Jobs) e a dos interesses (a Microsoft suborna por tudo o que é sítio e vê Portugal como um ponto estratégico para entrar nos Palops, já que com o Brasil não teve sorte nenhuma). Ou seja, ignorantes e lambe-botas, é o que estes senhores são.
Sarita, a bailarina
Acordei às seis da manhã, eram sete em Santander.
Sem ponta de sono, fui à janela do pequeno Hotel Central, na Rua General Mola, paralela ao Passeio que ladeia o mar. Caía uma chuva miudinha e a rua estava escura e completamente deserta.
Preparei-me e saí. Pequeno almoço só a partir das oito. [Read more…]
Fazido e mal pago
José Manuel Fernandes escreve, hoje, no Público (em papel), sobre o célebre vídeo da revista Sábado em que estudantes universitários são apanhados a demonstrar uma ignorância que, na sua opinião, se deverá estender a uma geração inteira. No Blasfémias, discorre sobre a greve geral de ontem com o mesmo simplismo, típico de quem descobriu as soluções ou de quem é pago para fingir que as tem. Nesse mesmo texto, JMF é apanhado a usar um particípio passado digno, provavelmente, das respostas dos estudantes que critica: “fazido”. São episódios como este que podem dar mau nome a uma geração inteira.
Fica aqui o excerto:
Felizmente há uma explicação: o povo que não fez greve afinal queria ter fazido greve, mas teve medo. Só um país aterrorizado, depreende-se, é que face a tantas malfeitorias, não começou ainda a protagonizar tumultos “à grega”.
Adenda: felizmente, alguém informou José Manuel Fernandes do erro e, agora, já aparece um “feito” escorreitíssimo no lugar do “fazido” universitário. Não teria ficado mal uma explicação. Para a história, ficam os comentários, se não forem apagados, e o printscreen que se segue.
Hoje fazem anos…
Passam hoje 30 anos sobre o primeiro concerto dos Heróis do Mar. Sim, aquela banda que parecia de extrema-direita e afinal era só pop (e bom pop), como muita provocação pop. Trinta anos depois também recordo envergonhado o esforçado provincianismo com que encarei a coisa e que encalhou nesta cantiga, que tem todos os ingredientes estado novo mas era apenas um novo estado para a música portuguesa.
Ainda me proporcionaram o mais épico momento da minha vida radiofónica através de uma entrevista em directo que acabou com um processo disciplinar, afinal uma das medalhas que trouxe da RUC.
Também faz anos o 31 da Armada, o blogue da direita onde me vou rindo sem ser forçosamente das tolices da direita e que pelos vistos hoje ajusta contas com o Pacheco Pereira, que desde o primeiro dia estava mesmo a pedi-las.
Hoje é o dia nacional da direita no seu melhor, o 1º de Dezembro envelheceu, o 10 de Junho agora é só da raça do António Barreto. Do outro 25 de Novembro fiquemos só por não ser o aniversário do início de uma guerra civil de consequências incalculáveis, ou seja, podia ter sido muito pior.
Paul Motion, 1931 – 2011
Morreu Paul Motian, o “lendário” baterista de jazz norte-americano que teve “uma forte ligação com Portugal” onde chegou a ser preso em 1971, por ocasião do primeiro Cascais Jazz, depois de ter interpretado o tema Song for Che, “(…) contra o regime de ditadura que então vigorava em Portugal”. Na mesma década, compôs For a Free Portugal (‘Por um Portugal Livre’).
O músico morre na mesma semana da greve geral, onde a paralisação foi de 85% para a CGTP e UGT mas de apenas 10.8 % segundo o Governo (!?). A tensão fez-se sentir, as negociações vão ser difíceis, o povo continuará super descontente e desanimado.
É caso para um músico português compor ‘Por um Portugal Feliz’. Quem sabe, o hino da próxima manifestação nacional…
Céu A. Mota
Depois das especiarias, a bofetada e o lançamento do sapato
Ministro da Agricultura da Índia leva bofetada
Um homem deu uma bofetada no rosto do ministro indiano da Agricultura. O objectivo era alertar o governante para a escalada do preço dos alimentos. Não houve ferimentos graves.
[…]
Incidentes deste género têm-se sucedido na Índia, com governantes a serem alvo de sapatos atirados, e os seus gabinetes a serem pilhados
Em primeiro lugar, é sempre importante confirmar que a bofetada é no rosto. Os especialistas consideram que a bofetada como meio de alertar os políticos para qualquer espécie de escalada pode ser perigoso: à razão de uma bofetada por corte salarial e aumento de impostos, Passos Coelho e Vítor Gaspar estariam, neste momento, irreconhecíveis.
O arremesso do sapato, desde o ataque a Bush, pode, até, vir a tornar-se modalidade olímpica. A associação dos industriais do calçado vê na agressão aos políticos uma oportunidade de negócio e antecipa a hipótese de passar a vender trios de sapatos em vez de pares, para que os atiradores não fiquem descalços após o arremesso. Os EUA, entretanto, defendem a entrada de inspectores da ONU no Irão, alegando a existência de sapatarias clandestinas.
A greve nunca existiu, a imbecilidade cumpriu a rotina
De acordo com as estatísticas oficiais ontem não fiz greve, a minha escola não esteve fechada, não aconteceu nada. Nada.
Os dados estão disponíveis online, os totais e os parcelares.
Escolas Básicas e Secundárias do Centro em 46724 funcionários 0 grevistas.
Estatisticamente não existo. Estatisticamente como ontem não aconteceu nada espanta-me a indignação de tanto honesto trabalhador que continua por aí vociferando contra a meia-dúzia de perigosos sindicalistas que ontem fez greve, esquecendo o estado em que o país está, a necessidade de pagarmos 34400 milhões de euros só em juros à troika, vamos todos trabalhar, viva a austeridade essa proximidade possível com a penitência e o cilício, produzir mais, muito mais, comer e calar (e escolhi esta ilustração com duplo sentido, é verdade), abrir bem o esfíncter para eles entrarem melhor. Há coisas fantásticas, não há?
Como Resolver a “Crise”
Quando os recursos são poucos*, só há uma solução para sair da “crise”: competência.
Não seria tempo de chamar gente genuinamente competente, sem maquillage e sem botox na cabeça, para fazer o que tem que ser feito? E, já agora, na mesma rodada, despedir os botas, repatria-los e sem direito a “subvenção vitalícia”? – Afinal, eu não os vejo a fazer Bem à Nação.
Hoje dá na net: “O pesadelo de Darwin”
Quando o leitor encomenda uma posta de perca do Nilo no restaurante ou no supermercado não está apenas a comer peixe. Está a fazer parte de um pesadelo que começou nos anos sessenta com uma “pequena experiência científica” – a introdução da perca do Nilo no Lago Vitória.
Tráfico de armas, sida, prostituição, problemas ambientais gravíssimos, etc. Veja o que lhe cai no prato*
*este documentário é composto por dez partes da qual se apresenta a primeira. Pode visionar o documentário, de seguida, seguindo este link ou escolhendo a parte seguinte no fim do vídeo.
Uma decisão que é uma bomba, mas também inevitável
A decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia de considerar ilegal a vigilância indiscriminada do tráfego na Internet, com o objectivo de detectar os chamados downloads ilegais, não faz sentido apenas na defesa dos direitos de todos nós, também não faz sentido do ponto de vista económico.
É óbvio que não prescindo do direito à privacidade em favor dos direitos de cópia (que já se prologam por períodos de tempo patológicos), simplesmente, estes direitos não estão no mesmo nível. No comunicado de imprensa do tribunal (PDF), pode-se ler:
É verdade que a protecção do direito de propriedade intelectual está consagrada na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. Esclarecido isto, não decorre de forma alguma da Carta, nem da jurisprudência do Tribunal de Justiça, que esse direito seja intangível e que a sua protecção deva, portanto, ser assegurada de forma absoluta.
Porque fazem os trabalhadores do estado greve e os outros menos?
Eu compreendo a chatice: um homem monta o seu negócio, para o qual necessita de trabalhadores. A coisa corre bem. Um belo dia, já o nosso empreendedor se passeia no seu veículo topo de gama, os colaboradores vão ter com ele e lá se queixam: isto está a correr bem, já era altura de deixarmos de ganhar o salário mínimo. É preciso ter lata, não é?
Aqui há dois finais. Numa sociedade com direitos o empresário vai ter de ceder porque a conversa descamba para uma ameaça de greve, e já não compra este ano o iatezito que tinha em vista. Num país onde existe flexibilidade laboral o patrão despede os filhosdaputa, arranja outros, e compra o barco.
No estado, por enquanto, não se pode brincar assim com a vida de quem trabalha. Nas empresas pode. Chama-se a isto mercado de trabalho. Quanto mais desempregados e leis favoráveis ao empregador tivermos mas barato fica o custo do trabalhador, e mais capital foge patrioticamente para um offshore qualquer.
Por isso a greve geral teve mais peso no sector público do que no privado. Por isso comecei o dia ouvindo na TSF vários personagens que não tinham feito greve, mas ali estavam ao telefone, sabendo-se que para um minuto de antena muito tiveram que esperar. Por isso o facebook estava cheio de gente proclamando o desígnio nacional de trabalharmos mais para pagarmos as dívidas dos outros (BPN, Madeira e restantes larápios). Por isso a blogocoisa de direita (com honrosas excepções citadas pelo Luís M. Jorge) andou em estado de trauliteirismo galopante. Aos auto-proclamados senadores do regime nem pergunto quantos fizeram greve nas suas empresas, que seria perguntar quantos mais desempregados teremos amanhã. A economia é muito simples, os carreiristas duques é que a tornam complicada.
A tradição ainda é o que era
-Em dia de greve geral, acabei de assistir na televisão ao noticiário para verificar os últimos acontecimentos no país que me viu nascer e constato que alguns comportamentos infelizmente não mudam. Se é um facto que o direito à greve é inquestionável, não o é menos o direito ao trabalho, pelo que os inenarráveis piquetes de greve, estiveram uma vez mais, mal ao apedrejarem autocarros e vociferarem insultos aos colegas que não estiveram com eles. Mas pior, desconheço os motivos que levaram à recepção hostil por parte dos sindicatos ao movimento dos precários. Será porque estes não têm propriamente uma filiação e não pagam quotas? Seria capaz de jurar já ter ouvido os principais dirigentes sindicais da CGTP e UGT falarem em defesa dos trabalhadores sem contrato de trabalho, vulgo recibos verdes. Mas já sabemos que uma coisa é discurso, outra bem diferente a sua prática. Lamentável como sempre incidentes desnecessários que jamais produzem qualquer resultado. Enfim, um normal dia de greve geral, a tradição ainda é o que era, inclusivamente na já habitual discrepância de números…
Uma decisão que é uma bomba
O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) deliberou hoje que é ilegal um juiz pedir a um fornecedor de Internet para que este controle o tráfego de Internet dos seus clientes de modo a evitar downloads de ficheiros protegidos por direitos de autor. in Público
Isto vai ter umas consequências jeitosas. Deixa cá ver: todos os ISP’s portugueses declaram controlar o tipo, logo o conteúdo do tráfego, por exemplo:
5. A Optimus poderá accionar providências restritivas legal e contratualmente previstas, em caso de utilização ilícita do Serviço ou de acesso ilícito a conteúdos através do Serviço, incluindo-se neste âmbito a utilização de aplicações que, pela sua natureza ou características, degradem ou diminuam a qualidade do Serviço ou coloquem em risco a integridade da rede da Optimus.
O que traduzido para português significa: usas torrents, baixas filmes, estás tramado.
Tivemos ainda há pouco tempo uma associação de chulos de artistas mais uns clubes de vídeo, essa preciosidade arqueológica, apresentando queixas contra cidadãos que acusavam de terem descarregado ficheiros ilegais. Única forma possível de o fazer: interceptando comunicações.
Mais: já houve condenações com base nesse controlo, inclusive em Portugal. A França, por exemplo, tem o sistema de policiamento institucionalizado.
Esta decisão pode ser um volte-face mundial, numa altura em que nos EUA se tenta legislar no sentido de controlar todos os conteúdos na net, pela liberdade do único meio de comunicação que onde ela sobra. Ainda há boas notícias.
Saluto al Duce…
Já não existe qualquer dúvida. Sem o querer, os “mercados” alternam a compra das dívidas públicas e o abaixar dos ratings, com uma inconsciente aposta no fascismo. Se a actual componente demo-liberal do ocidente acabar por ser responsabilizada – já está a sê-lo – por aquilo a que normalmente se chama de opinião pública, decerto subirão de tom, as vozes que clamam por uma solução forte que ponha cobro ás situações que quotidianamente são vividas pela outrora próspera Europa.
Ontem foi a vez da Alemanha ter sido desfeiteada na sua tentativa de venda de títulos, pois à usura não interessam lucros “marginais” de 1,98%. A avidez tem destas originalidades, preferindo-se espremer aquilo que já está seco, ao invés do jogo numa economia forte que ainda produz e é capaz de preencher os mais importantes mercados. De facto, a Alemanha está a sofrer uma evolução que já aponta para a futura prevalência daquilo que se designa por serviços, declinando o peso de uma indústria que fez a sua fortuna e a bem dizer, a sua desgraça no século XX.
Hoje vocifera-se abertamente contra a plutocracia, um termo retintamente fascista que Mário Soares não hesita em utilizar. Não contem com paradas, uniformes, hinos e evocações de Césares. Não teremos um Hitler ou um Mussolini, mas sim um novo tipo de fascismo aceitável e que salva as aparências. Querem um nome?: Putin.
Sim e Não à Greve
Na minha opinião, é necessário protestar, reclamar, é fundamental que nos façamos ouvir. Não é possível ficar calado diante de tanta unanimidade podre, diante das soluções únicas, diante das mentiras e do descaramento de quem tem ocupado o poder. Se as pessoas decidirem que a greve é a melhor maneira de exprimir tudo isso, devem fazê-lo, em consciência, ignorando as vozes que, como de costume, consideram as greves desnecessárias, com os argumentos estafados dos prejuízos na produtividade ou da necessidade de “remarmos todos para o mesmo lado” (frase que ganha um sentido curioso, quando os que a proferem estão a empurrar tanta gente para fora do barco) ou que o exterior está a olhar para nós (e já há cassandras a relacionar a greve geral com a classificação da Fitch). Quando falar não chega, é preciso gritar.
Depois de muitas greves e de manifestações, com resultados nulos ou insignificantes, há quem se sinta desiludido, há quem não se reveja em movimentações que parecem ter-se transformado em rituais que têm como único resultado o anúncio épico de percentagens de adesão, a manutenção do que estava antes e a perda de um dia de salário, para não falar, no caso dos professores, da assinatura de acordos, no mínimo, dispensáveis. É pouco para me convencer a voltar a participar numa greve e, por isso, faltei à chamada e, enquanto sentir o mesmo, continuarei a faltar.
Por, na prática, ser amarelo e, no fundo, ser grevista, tenho consciência de que me arrisco a ser elogiado por aqueles de quem discordo absolutamente e a ser criticado por aqueles com quem concordo em grande parte, mas eu ser elogiado ou criticado não tem importância nenhuma. O que tem importância é saber que não sou o único, o que tem importância é perceber que parte do problema está na voz e que parte está no megafone.
Não à Greve Geral
Um Amigo meu contou-me uma história interessante: o seu Filho padecia de uma doença que apesar de não ser muito grave, o obrigava a fazer uma medicamentação que, comprovadamente, tinha um sabor terrivelmente mau. Sempre que a criança tinha de tomar o remédio, protestava ruidosa e energicamente. Normalmente, tentava recusar-se a fazer a medicamentação e ameaçava que, se o obrigassem, deixava de estudar, de fazer os trabalhos de casa ou de ir à escola. O Pai, tranquilamente, lá lhe explicou que o remédio era imprescindível porque se a criança não o tomasse o seu estado pioraria imenso e, no limite, poderia, mesmo, morrer. Também lhe explicou que já tinha falado com vários bons médicos e que não havia qualquer outro medicamento que o pudesse curar. E também lhe explicou que se deixasse de estudar, o primeiro prejudicado seria ele próprio. A criança que só tinha 10 anos, conseguiu compreender.
Economia da Felicidade: há mais mundos
Sempre me pareceu lógico que a qualidade de um país civilizado assentasse num equilíbrio entre produtividade e felicidade, o que acontece, por exemplo, nos países nórdicos, mesmo com a desvantagem do clima.
Gabriel Leite Mota doutorou-se, recentemente, em Economia da Felicidade, defendendo, entre outras ideias, que um dos factores que afecta negativamente a felicidade dos portugueses é a corrupção, acrescentando que a geração de riqueza não deve ser uma obsessão, ou seja, que há vida para além do défice.
Não posso deixar de me sentir reconfortado por saber que há vozes diferentes, mesmo que marginais. O discurso dominante limita-se a fazer o elogio da concorrência como um sucedâneo da predação, numa espécie de darwinismo social, em que o mais forte terá direito a eliminar o mais fraco. Para além disso, nunca deixará de me fazer confusão que o mesmo discurso dominante insista na ideia de que é possível melhorar a situação de um país à custa do prejuízo dos cidadãos, transformando a nação numa espécie de abelha-rainha que vive à custa dos sacrifícios cegos do resto da colmeia.
Ficam a seguir algumas sugestões de leituras adicionais, com argumentos que se afastam do pensamento único:
Why should happiness had a role in welfare economics?
Happiness, economic well-being, social capital and the quality of institutions
Paulo Trigo Pereira: Sete propostas para um OE mais justo e realista
Vencimentos dos Políticos
Neste dia de luta dos trabalhadores portugueses, parece-me apropriado publicitar os vencimentos dos detentores de cargos políticos. Tendo em conta os valores auto atribuídos penso que teríamos muito por onde aplicar medidas de austeridade.
No tretas.org pode ler um artigo detalhado e a respectiva legislação que lhe dá suporte sobre os vencimentos auferidos pela nossa classe política, desde o Presidente da República, até ao Presidente da Junta.
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Greves
A greve é um direito. Mas de quem? Daqui a bocado, quando for à padaria antes de ir trabalhar, peço a opinião da empregada.
- 8 de Fevereiro, 2011 Greve na CP começa a sentir-se amanhã
- 16.02.2011 Greve na CP suprimiu 78 por cento dos comboios até ao início da manhã
- 24 de Março de 2011 Greve marcada para amanhã. Comboios param já hoje
- 01.04.2011 Adesão à greve dos maquinistas da CP é total
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27 de Maio de 2011 Trabalhadores da CP voltam à greve esta semana
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4 de junho de 2011 Greve: CP alerta para supressão de comboios regionais
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10 e 13 de Junho de 2011 Graves Perturbações na Circulação de Comboios – GREVE
- 8 de novembro de 2011 Greve na CP deverá rondar os 100%
- 09.11.2011 Greve na CP parou 23% dos comboios até às 10h
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11 de novembro de 2011 Greve CP: dos 205 comboios apenas 13 circularam
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24 de Novembro de 2011 Greve Geral
Nota: pela lista supra se comprova que o calendário de greves da CP nada tem a ver com essa espécie plano de transportes do Álvaro.








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