Abraço ao Tua

Notícias recentes dão indicação que já está em andamento a criação de um Parque Temático para o Sabor. Pena que isso não tenha sido feito antes de construírem a barragem do Sabor numa zona muito rica a nível ambiental, fruto da sua localização e características como o facto do rio correr 300m abaixo do planalto transmontano criando um microclima específico e que permitiu ter dos sobreirais e azinhais mais bem preservados do norte de portugal, albergar fauna interessante e ser um corredor ecológico de excepção para o lobo.
Se calhar o problema era ser uma área tão grande de coisas interessantes… por isso preferirem inundar uma parte para não dar tanto trabalho.

Entretanto preparam-se para fazer o mesmo no Tua. Primeiro destroem o que já existe, depois atiram uns milhõeszitos para cima para tentar alegrar todos aqueles que só pensam no curto prazo e não conseguem ver todo o potencial turístico, económico e de coesão social do que já existe nesse vale.

Porque ainda vamos a tempo e para tentar contrariar estas posturas de facto consumado que a EDP e o governo Português tem adoptado na questão do Plano de Barragens, vai-se realizar no próximo dia 27 de Março pelas 15h na Foz do Tua um Abraço pelo Tua.
Nesse dia, os cidadãos pela defesa da Linha e Vale do Tua querem mostrar que Há Vida no Tua e apelam a todos a participar no Abraço de Solidariedade com as pessoas que vivem na Região de Trás-os-Montes e Alto Douro e que dependem deste Bem Comum.

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FC Porto – Braga na final da Liga Europa?


A eliminatória de ontem deu-me um gozo enorme. Pela vitória do FC do Porto, obviamente, mas não só.
Pelo Estádio dos Príncipes vestido de vermelho e milhares de emigrantes a gritar por uma equipa portuguesa. Emociona qualquer um. Conheço bem aquela comunidade de emigrantes portugueses e sei o que representa para eles uma vitória do seu país contra o país que o acolheu.
Pelo mítico Anfield Road rendido ao Braguinha. O nosso Domingos (nosso dos portistas) continua a calar muito boa gente e, quando André Viilas-Boas se render aos milhões da Europa, já teremos treinador. Um grande treinador. O Braga é o nosso orgulho.
Agora, com o sorteio hoje realizado, e se as coisas correrem bem, adivinha-se um Benfica – Braga nas meias-finais, sendo que um deles poderá encontrar, na Final, o FC do Porto.
Pois é. Há muitos anos que não tínhamos ao nosso alcance, desta forma, a vitória em mais uma prova europeia. Spartak de Moscovo, Twente e Vilareal são perfeitamente acessíveis.
E na Final, que venha o Braga!

Momento Pub

Inscreva-se já! A lotação é limitada!

 

O Daniel desapareceu

É português, desapareceu e os aflitos pais não são amigos de chefes de governo ou de empresas mediáticas. Agradece-se a máxima divulgação destas fotos.

A quem tiver visto o Daniel ou dele tenha qualquer informação, solicita-se o contacto urgente para o pai, Fausto Jesus de Carvalho

Tel.:

Adenda: fomos informados acerca da falsidade deste caso que aqui deixámos.  O Aventar está sempre disponível para quem de nós necessite, divulgando situações extremas. Sendo este um falso alarme, desde já pedimos as nossas desculpas aos leitores. Por razões óbvias, retirámos o número de telefone até agora indicado para contactos.


intermezzo

Vira Vira

Dedicado ao Centrão que nos tem (des)governado há décadas, nestes dias de tanto fervor de mudança, sempre a jeitos de “vai de roda” como é típico do nosso rotativismo do poder.

Sábias e premonitórias palavras para o nosso país, as do refrão da canção “Vira Vira” dos Mamonas Assassinas:

“Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda,
E ainda não comi ninguém!”

Sem asas, na ONU

Portugal votou como devia. Voltámos à normalidade e… os aviões ficam em terra.

Benghazi, crónica de um massacre anunciado

O ditador líbio cita Franco, comparando a entrada deste em Madrid à tomada de Benghazi. Sem capacidade militar para se defender da aviação, da artilharia e das tropas de elite de Gadafi, a população de Benghazi aguarda o massacre, enquanto muitos tentam a fuga. Gadafi ameaça:

“Estás son las últimas horas de esta tragedia, llegaremos esta noche y no tendremos compasión

Os resistentes preparam-se para morrer como os republicanos espanhóis, sabem que o gritar Não Passarão de pouco lhes servirá.

Entretanto o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma zona de exclusão aérea. Ver ingleses, franceses e americanos a intervir num país estrangeiro traz-me as piores recordações. Mas ver morrer os resistentes de Benghazi seria sem dúvida o pior dos pesadelos.

Neste conflito se decide a sorte das revoltas árabes que enfrentam ditaduras sanguinárias. A Arábia Saudita já invadiu o Bahrein. Esta é a última esperança de que evitando um banho de sangue os revoltosos de toda a região ganhem o alento necessário para a sua luta.

Votos, negócios e temores

A actual situação de guerra total e sem olhar a meios, exige a obliteração do regime do Sr. Kadhafi. Não pode haver qualquer ensejo de contemporização para com o déspota, ou pretender a reforma de um regime que durante quarenta anos, empilhou provas insofismáveis da sua marginalidade. Propor um “período de transição” com a gente que comanda em Trípoli, pode levar muitos a pensar que consiste numa tentativa de “salvar o que possa ser salvo”. Ali, pouco ou nada existe para aproveitar e este deve ser um capítulo definitivamente encerrado.

O ministro Luís Amado finalmente acedeu a esclarecer a posição portuguesa, que contudo permanece prisioneira ao estranho princípio de um compromisso que todos sabemos muito difícil. De qualquer forma, as suas declarações no Maputo representam já qualquer coisa, mesmo verificando-se a existência de algumas zonas cinzentas no discurso. De facto, qualquer apeasement é inaceitável. [Read more…]

el equívoco

Apresentação do PEC 100, na próxima semana

O Aventar apurou que José Sócrates irá apresentar, na próxima semana, o centésimo Pacote de Estabilidade e Crescimento. Perante a perplexidade da oposição por não terem sido apresentados os 96 pacotes em falta, após o PEV IV, Sócrates afirmou: “O Governo está a tentar surpreender os mercados, que, muito provavelmente, ficarão sem reacção face a esta decisão fulminante de um governo sério, responsável e ágil. Para além disso, não voltaremos a ser acusados de estar sempre a apresentar o penúltimo PEC, porque passaremos a numerar em ordem decrescente, o quer dizer que o próximo será sempre o anterior, o que é, evidentemente, porreiro, pá!”

NUCLEAR: há que debater, sim, mas de forma séria

Nos últimos dias escrevi dois postes denunciando o argumento de que o nuclear é absolutamente seguro e não poluidor, utilizado por muitos defensores -e promotores- dessa energia. É mentira, disse. Tal bastou para que fosse acusado de espalhar medos.

É verdade que a questão energética é das mais prementes do mundo actual e do futuro mais próximo. É igualmente verdade que faz parte de uma questão mais lata que poucos (os políticos, por exemplo, sabem que só conquistam o voto popular prometendo a ilusão do crescimento económico contínuo) estão interessados em discutir: a sustentabilidade do crescimento e a redistribuição dos recursos a nível planetário, como exige o redesenho de bem-estar anunciado pelas economias ditas emergentes.

A noção de sustentabibidade pesa, quer queiramos, quer não, como uma espada de Dâmocles sobre o futuro do planeta, os  recursos passíveis de utilização e consumo e a possibilidade de deles se usufruir ao longo de um prazo de tempo que ultrapasse as gerações mais imediatas. Sem essa discussão é impossível debater, de forma séria, as questões energéticas de modo a que não nos limitemos apenas a empurrar os problemas com a barriga segundo a máxima “quem vier a seguir que feche a porta”. [Read more…]

Netanyahu, o (in)justiceiro sem vergonha

Uma família de colonos israelitas (um casal e três filhos) foi assassinada no dia 11 de Março em Itamar, na Cisjordânia, alegadamente por um indivíduo palestiniano.

Um país normal trataria este assunto como um caso de justiça. Um país expansionista poderá tender a tratá-lo como um assunto de guerra. Um país ocupante sem vergonha poderia, até, afirmar tratar-se (ironia das ironias) de um caso de terrorismo.

Mas no país de Benjamin Netanyahu, ainda sem conhecer a identidade ou localização do homicida, a primeira preocupação é a retaliação, já anunciada pelo primeiro-ministro: como punição vão construir 500 novas casas no colonato.

Três dias depois o mesmo Netanyahu declarou que Israel vai construir um muro na fronteira com a Jordânia para impedir a imigração ilegal através do país vizinho. “Temos de travar as infiltrações para proteger o nosso futuro”, disse ele.

Se alguém lhe perguntar para que caixote do lixo atirou a vergonha, a coerência, a justiça e a decência, não se lembra, livrou-se delas há muito tempo, se é que alguma vez soube o que isso significa.

a lei foi criada pela burguesia para a burguesia

Há um ditado português que diz: quem pode, pode; quem não pode, arreia, sendo arreia uma palavra invulgar é, no entanto, muito usada, o dicionário define-a, entre outras, da seguinte maneira: largar pouco a pouco.

O conceito burguesia é para mim o mais vulgar dos conceitos, criado no século XIX por Kart Marx: classe social dominante no regime capitalista, porque os seus membros possuem os meios de produção. A classe trabalhadora, oposta à burguesia, possui apenas a sua força de trabalho para produzir, sendo designada de   proletariado.

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rasca à rasca

rasca à rasca

O discurso na íntegra de Marinho e Pinto

Entre outros documentos, o discurso de Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados, na sessão de abertura do ano judicial, na sua versão integral, poder ser lido e escutado na sua página do facebook.

Patriotismo e guerra colonial

As recentes, e, na minha opinião, infelizes, declarações de Cavaco Silva sobre a generosidade com que muitos jovens portugueses foram obrigados a participar na Guerra Colonial e as reacções a essas mesmas declarações levam-me a pensar, mais uma vez, sobre o que é ser patriota.

Ao dar como exemplo de generosidade e dedicação à pátria os homens que participaram na Guerra Colonial, Cavaco terá proferido essas palavras, entre outras razões mal disfarçadas, para agradar a antigos combatentes. Resta saber quantos antigos combatentes se terão sentidos elogiados e quantos terá ofendido. É que falar com antigos combatentes não é, necessariamente, falar com pessoas que defendem a guerra colonial.

Por esse país fora, ao longo do ano, há homens que se reúnem aproximados pelos tempos que passaram em África, na guerra. Os antigos combatentes são homens todos diferentes uns dos outros, unidos sobretudo pelo sofrimento e pela camaradagem que o sofrimento tem o condão de originar. Não sei se nessas reuniões se defende, maioritariamente, as virtudes da guerra em que participaram, mas não é isso que está aqui em causa. [Read more…]

Entre o ser e o estar

Em 1994, Vicente Jorge Silva baptizou os estudantes universitários de então de “geração rasca”. Aconteceu num editorial do Público, em plena luta estudantil contra a Ministra da Educação Manuela Ferreira Leite, por causa das propinas.
Ironia do destino, a classificação da autoria do então director do jornal Público, serve agora, com a devida correcção, para avaliar o que se fez a este país e às novas gerações.
Tanto quanto se sabe, a geração que estudava em 1994 não dominou os partidos políticos, os órgãos do poder, a banca ou que fosse. Não foi ela a responsável pelo desgraçado ponto a que o país chegou.
A outrora geração rasca e as novas gerações, passaram a estar, sim, à rasca. E essa diferença entre ser e estar, resulta da constatação evidente que muita diferença há entre a presunção e a água benta. [Read more…]

Petição Basta

Para:Assembleia da República

O Partido Socialista hesita apresentar durante a próxima semana na Assembleia da República o denominado PEC IV, temendo a sua rejeição, ao contrário do que sucedeu em anos anteriores, em que submeteu sempre à votação do parlamento as medidas de austeridade que impôs aos portugueses. A presente petição visa solicitar aos deputados socialistas que não tenham medo da Democracia, nem se escondam atrás de habilidades políticas, que todos percebemos, se destinam a ganhar tempo, em lugar de clarificar a actual situação política.
Em segundo lugar, solicitam os autores da petição aos partidos na oposição, em especial aos seu líderes, que se deixem de ameaças e votem desfavoravelmente o PEC IV, retirando condições políticas ao actual executivo para continuar a governar com base num programa substancialmente diferente daquele que deu a vitória ao Partido Socialista, em Setembro de 2009. Esta é uma situação que urge clarificar e para tal, é fundamental devolver a palavra aos portugueses. Os autores da presente petição, não estão preocupados ou condicionados por jogos político-partidários, nem conotados exclusivamente à esquerda ou direita do actual espectro partidário, apenas entendem que esta é uma excelente oportunidade para todos os que estão fartos do estado a que isto chegou, dizerem BASTA!
Os signatários

 

http://www.peticaopublica.com/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2011N7878

Basta! Revolução ou renovação?

Circulam, na internet, vários textos que salientam o exemplo da Islândia como um caso de sucesso no turbilhão da crise económica. Porém, à parte de nos esclarecer sobre a redacção de uma nova Constituição ou, antes, sobre uma reescritura do documento constitucional ad fundamentis (por um grupo de cidadãos extra-partidários), os textos em causa pouco mais nos informam sobre a verdadeira situação social islandesa, rematando, contudo, que aquele país insular saiu da bancarrota pelo seu pé. Ora isto não é verdade: as contas estão por pagar, as ruínas bancárias por reedificar e o futuro não parece brilhante para os cidadãos da pequena república.
Porém, devo assinalar uma coisa que me parece sobremodo importante: a forma como os islandeses sacudiram o jugo partidário da sua governação é a pedra de toque desta renovação. Repare-se, não falo em revolução, pois não a houve, mas de uma transição pacífica de uma partidocracia, até aqui gerida por partidos de Direita e de Esquerda que deixaram a Islândia de rastos. Cansados do jogo e pressionados pela grave situação, os islandeses resolveram deixar de contribuir para o engrandecimento partidário e resolveram tomar nas mãos as rédeas da Democracia e participar no desenvolvimento nacional. Têm a seu favor o facto de serem uma ilha e de nela morarem pouco mais de 300 mil habitantes.
Conter uma crise e resolvê-la com recurso a uma administração directa neste caso, dirão, é mais fácil, e eu concordo. Mas num país como Portugal, em que tanto a Esquerda como a Direita têm, com voracidade, feitos os possíveis e os impossíveis para, sob a desculpa da ética republicana deglutir o Bem Comum sem ouvir os seus habitantes, existem muitas “ilhas” que facilmente poderiam ser geridas directamente pelos cidadãos, sem passar pelos partidos. Apenas um “senão”: a nossa Constituição assenta numa perspectiva multipartidária da democracia; favorece o jogo partidocrático e transforma o cidadão num mero peão de xadrez.
É preciso mudá-la e, efectivamente, transformar a democracia num exercício de intervenção pessoal e colectiva directa. Alterar a lei eleitoral para que possam existir candidaturas individuais por círculo, limitar o número de deputados partidários e estimular a participação associativa municipal nas edilidades são alguns dos caminhos a seguir. Creio que Basta! sim, mas de partidos.

confiança

Tal como a criança que dorme confiantemente em paz, há imensos factos da vida que nos fazem rir e estarmos em paz connosco e com os outros. Estou certo de que os meus amigos se interessam pela minha saúde. Estou mais do que confiante que a mulher que amo, é uma pessoa fiel porque faz tudo por mim. Confiante na paciência dos que pretendem ler os meus textos. Escrevo a palavra pretendem, não como insulto, mas como reconhecimento que é impossível ler tantos ensaios que eu envio. Não há tempo, entendo. [Read more…]

NUCLEAR, as mentiras são mais que muitas e os medos reais

Se não é da tecnologia, é dos sismos, se não é dos sismos, é das pessoas, se não é das pessoas é a merda da realidade que insiste em não se domesticar.

Mas é seguro, seguríssimo, resistente a tudo, ataques armados ou acontecimentos naturais, e não poluidor, quem diz o contrário está apenas interessado em espalhar medos.

Ou, então, vamos inventar um mundo sem sismos nem fenómenos naturais, sem pessoas e, sobretudo, sem a chatice da merda da realidade.

As vascas de uma morte anunciada

Santana Castilho *

1. O discurso da posse de Cavaco Silva foi uma censura fúnebre ao Governo. O empossado, até agora embuçado com a cooperação estratégica, disse, tarde, coisas que devia ter dito antes, quando os sobressaltos cívicos de muitos lhe pediam intervenção. Cavaco Silva passou a ter, ele próprio, um problema de sobrevivência às expectativas que criou. A salvação da sua magistratura activa passa agora pelo finar definitivo do Governo que feriu. E a verdade é que os acontecimentos favorecem o desígnio. As manifestações de 12 passado foram surpreendentes, enormes e evidenciaram um descontentamento que extravasa em muito os jovens e dão razão a Cavaco, quando diz que há limites para o que se pede aos cidadãos. A provocação desabrida de Sócrates ao apresentar em Bruxelas mais um pacote brutal de confisco dos recursos privados, derrogando o acordado com o PSD e desdizendo sem pudor o que há pouco havia garantido a todos nós, provocou a pronta reacção de Pedro Passos Coelho e faz prever inevitáveis eleições antecipadas. Há pois uma conjugação da ausência de esperança cívica com obstáculos políticos irremovíveis, sob pena do PSD e Passos Coelho perderem a face, o que seria suicida para as suas legítimas ambições. A corda ficou, de repente, de tal modo tensa, que não sobra alívio para qualquer entendimento. Do mesmo passo, dentro do próprio PS as clivagens são cada vez mais evidentes. Em artigo de opinião do Diário de Notícias de ontem, é significativo que Mário Soares diga que às crises financeira, económica, social e de valores se soma agora uma crise política ditada por “erros graves”, “esquecimentos imperdoáveis ou actos inúteis” do primeiro-ministro. Tem, naturalmente, razão. Congelar pensões miseráveis por dois anos, sem redução dos gastos da gula majestática do Estado, é intolerável. Fazê-lo sem explicação ao país, sem dar cavaco a Cavaco e ao parlamento é de uma arrogância própria dos pequenos ditadores. Quando o PEC cair na Assembleia da República, Cavaco deve dissolver o parlamento. Chega de jogos e de mecanismos dúbios. [Read more…]

Aleluia, Aleluia, Agora É Que Vai Ser

VAI SER TUDO MUITO MELHOR
O PEC 4 não vai passar.
Está iminente a queda do governo.
O senhor José vai-se embora.
O senhor Presidente da República vai ficar com uma batata quente nas mãos, e nós bem sabemos o quanto ele detesta queimar-se, ou mesmo chamuscar-se, por pouco que seja. De qualquer das formas, vamos ficar, dentro de dias, a saber se temos ou não um Presidente à altura dos acontecimentos.
O senhor Silva vai ter de decidir se quer um governo de sua iniciativa, se quer tentar um bloco central ou se vai partir para eleições.
Neste último caso, qualquer um pode ganhar, seja ele o actual partido do poder ou o outro que quer ir para o lugar dele, já que os outros são pequeninos demais para que se equacionem.
Depois disso, e de se saber quem irá ganhar, precisa, o senhor Presidente, de decidir quem vai governar.
Poderá ser o actual partido da oposição, com ou sem a muleta do senhor Portas, caso os votos do povo cheguem para que, juntos, façam uma maioria.
Poderá de novo equacionar-se a hipótese de um ‘bloco central’, se os votos de cada um não chegarem para nada.
Poderá ainda ser o actual nosso Primeiro a ganhar.
E se for assim, se o senhor voltar a ganhar, como vai ser? Voltamos à estaca zero?
Se o actual governo cair, de uma coisa poderemos todos ter a certezinha absoluta. Seja qual for a solução encontrada pelo senhor Presidente, e sejam quais forem os resultados que se obtenham, Portugal vai mudar. E vai mudar para melhor, claro. E, se forem outros diferentes dos actuais governar o nosso País, a mudança vai ser mais rápida e ‘mais melhor’.
Se calhar vamos ter o FMI ou outro qualquer organismo a ajudar a acabar com esta chuchadeira, mas isso não será mal algum já que rapidamente iremos verificar que o desemprego começa a desaparecer, os ordenados a subir, a inflação a descer, a Justiça a funcionar, a Saúde de vento em popa, e as desigualdades a desaparecerem. Em muito pouco tempo, dias até, tudo vai mudar, e vamos voltar a ser felizes.
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O que faz a ganância, ou o poder do dinheiro

Sampaio Nunes, ex-responsável pela área da energia nuclear na Comissão Europeia e ex-secretário de Estado da Ciência, afirma que o sismo e o tsunami do Japão corroboram, ao invés de porem em causa, a segurança das centrais nucleares. Dos 15 reactores na zona mais exposta ao tremor de terra, houve problemas em quatro e, por ora, sem libertação significativa de radiaoactividade. “A conclusão é que resistiram bem a um sismo de magnitude 9,0 e a um tsunami com ondas de 10 metros”, afirma. “Não há situação pior do que esta”. in Público

Sampaio Nunes para o Japão, já.

O desertor

Dedicado ao presidente dos outros portugueses, na sequência de uma discussão ontem por aqui havida. Circulava no facebook, e vem mesmo a propósito.

Se não é do cu, só pode ser das calças

Começa a ser preciso ter uma paciência de santo para aturar certas explicações estapafúrdias. A mais recente é a do secretário de Estado do Tesouro.

Carlos Costa Pina disse hoje que os juros da venda de bilhetes do tesouro registaram uma “ligeira subida” (0,3 por cento) na emissão de hoje, em relação à anterior, por causa do “ambiente de incerteza ao nível político e o facto de não se ter ainda garantido a existência de condições de estabilidade política”.

Até aqui, os juros subiram sempre por outras razões. Uma delas tinha a ver com o vídeo da Rita Pereira. Lembro-me que outra foi quando estreou o mais recente Harry Potter. Ainda houve aquela vez em que a selecção perdeu com a Argentina. Se a memória não me atraiçoa houve outra ocasião similar e teve a ver com o facto do George Soros ter perdido um jogo de monopólio.

Houve mais, mas os juros têm subido tantas vezes que já não me lembro de todas.

A escola quer-se como a sardinha

Partindo de um texto de José Matias Alves, descobri dois sites (este e este), onde se afirma que, no que se refere a escolas, o tamanho é importante: as mais pequenas são melhores. A Ministra da Educação, uma verdadeira avançada mental, deve ter lido estudos diferentes. É pena que não os divulgue. Aqui fica uma citação que não consiste, propriamente, numa defesa dos mega-agrupamentos:

The Chicago Public Schools is committed to creating and sustaining small schools as a district-wide school improvement strategy. There is almost 40 years of existing research and literature on small schools which indicates that students in small schools have higher attendance and graduation rates, fewer drop-outs, equal or better levels of academic achievement (standardized test scores, course failure rates, grade point averages), higher levels of extra-curricular participation and parent involvement, and fewer incidences of discipline and violence. The summary of research below includes data and information from this body of research, highlighting several studies for each type of measure. These studies include results from research conducted in Chicago, as well as nationally. For detailed information on these studies, please refer to the list of references included at the end of the summary.

o amigo líbio

Rasquíssima!

Uma actividade pouco católica: bater nos miseráveis, aqueles que nem um tecto de barraca têm como abrigo. Pois foi esta, uma das praxes dos caloiros da Universidade Católica de Braga. Por aquilo que o Expresso divulga, um grupo composto por três dezenas de hooligans, foi espancar os sem-abrigo que dormiam nos claustros da Rua do Castelo, bem no centro da cidade dos Primazes.

Estavam eufóricos, estes estudantes. Imagina-se porquê e como. Realmente e em primeiro desabafo, dá vontade de dizer que o pelourinho de Braga sempre podia servir para alguma coisa.