O crime compensa, ou nem é crime

João Rendeiro, o nosso Madoffezinho, queria que o banco que levou à falência lhe pagasse “4,25 milhões de euros, mas na lista entregue pela comissão liquidatária ao tribunal são reconhecidos apenas 25,19 euros”. A natureza é compensadora, e a  “sociedade Zenith SGPS, criada em maio de 2004 e presidida por João Rendeiro, que reclama uma dívida de 31,8 milhões de euros junto do BPP, viu ser reconhecido pela mesma comissão um montante superior em mais de 3 milhões de euros ao que era pedido, ascendendo a um total ligeiramente superior a 35 milhões de euros.” Esta conta o Expresso.

O Público descobriu uma trafulhice fiscal do Santander Totta, que passa pelo Luxemburgo, Londres e a Caimão do costume. Não é bem uma trafulhice, o esquema é legal, e permite a uns fugir aos impostos que pagam os outros.

E por aqui me fico, até tenho medo de olhar para outro jornal online hoje.

Até que a morte nos aproxime

Comecei a morrer há alguns anos, quando ainda respirava, o que é só um sinal aparente de vida. Comecei a morrer quando já não conseguia contar as rugas, quando o simples acto de caminhar se transformou em ginástica. Comecei a morrer, quando tudo em mim se tornou incómodo: a incontinência, os nomes que me fugiam da cabeça, a tendência para contar várias vezes as mesmas histórias, a dificuldade em perceber os programas de televisão. Passei a viver num cemitério e morri em casa. Parece que, de vez em quando, davam pela minha falta, o que é diferente de sentirem a minha falta, claro. Se alguém sentisse a minha falta, talvez não tivesse morrido tanto como morri. [Read more…]

as minhas memórias-11-o meu fuzilamento e pena de morte para mubarak

Víctor Jara, com as mãos partidas pela tortura, morra canta à liberdade

O povo derruba um ditador, frase da primeira página do Diário de Notícias de hoje, Sábado 12 de Fevereiro de 2011. O ditador de mais de trinta anos do povo do Egipto, Hosni Mubarak, renunciou ontem ao seu cargo, que não era mandato, era flagelação dos pobres cidadãos do país das pirâmides, a quem congratulo e digo, como membro de Amnistia Internacional, que ao longo de todos estes anos salvámos muitos cidadãos da morte ou do apedrejamento.

Felizmente, os ditadores acabam sempre assim: escondidos, sem dinheiro – no caso específico, este detinha entre 50 a 70 bilhões de dólares. Todos os bancos, [Read more…]

O desemprego, afinal, não cresceu

Seria péssimo jornalismo ser um jornalista a evidenciar uma verdade tão absoluta que nunca poderia ser uma notícia. Para isso, existe a Ministra do Patronato do Trabalho. Se a senhora continuar nesta senda de honestidade ainda se arrisca a reconhecer que o governo, afinal, só tem conseguido acentuar a tendência para aumentar o desemprego. Corre, ainda, o risco de ver o Câmara Corporativa realçar o seu duvidoso passado de sindicalista, do mesmo modo que o Governador do Banco de Portugal passa a antigo chefe de gabinete de João de Deus Pinheiro mal emite alguma opinião incómoda para a rósea governação.

Talvez por ser rósea a governação é que Valter Lemos veja cor-de-rosa onde a coisa está preta: o impagável secretário de estado manifesta um quase regozijo ao descobrir que o desemprego cresce muito, sim, mas devagarinho, o que deve servir imenso de consolo para os que se vão desempregando.

Uma vez que a estupidez desperta em mim o mais acentuado espírito competitivo, proponho que se passe a afirmar que não foi o desemprego que cresceu: foi o emprego que encolheu. E mais esta, para ajudar Sócrates, quando for, finalmente, confrontado com a recessão técnica (outro conceito que faz muita diferença aos que vivem com cada vez mais dificuldades): bastará afirmar que, se é certo que o país saiu da crise, a verdade é que a crise não tinha saído do país.

Homens da luta

O ensino privado é muito mais barato que o público

Segundo noticia do Campeão das Províncias um tribunal condenou o Instituto Educativo do Lordemão, umas das instituições privadas que tomaram de assalto o ensino público em Coimbra, a devolver ao estado meio milhão de euros, “relativo a vencimentos de professores e respectivos encargos sociais, bem como a despesas de funcionamento e a encargos com pessoal não docente.”

Em sua defesa

Assinala o IEL que as declarações para efeitos de IRS englobam apenas os valores nelas registados, sem esgotarem as importâncias efectivamente pagas ao pessoal docente e não docente, e acrescenta ter procedido à liquidação de honorários, mediante cheque, sem emissão de qualquer recibo por parte dos beneficiários.

E assim vamos dando razão a quem afirma que o ensino privado é muito mais barato que o público, e nem se vê a necessidade de um estudo independente da Universidade Católica, já agora orientado pelo pai de todos os colégios, Roberto Carneiro, ou mesmo pelo Tribunal de Contas, para o comprovar.  O processo diz respeito aos anos lectivos de 1995/96, 1996/97 e 1997/98, e vai-se arrastando de recurso em recurso, etc. e tal.

O comum da vida: estar desempregado, ser pobre e viver desamparado

O País, ou sendo mais preciso, milhões de portugueses anónimos vivem tempos de tormentas. São cidadãos de todas as classes etárias. Desde jovens a trautear  “Que parva que eu sou”, a populações senescentes, sitiadas por uma solidão assassina e, por vezes, persistente para além da morte. Uns e outros, e muitos, muitos outros compõem a imagem do Portugal real, ilustrada, pois, por gente sem meios nem amparos. Na vida, como na morte.

O desemprego atingiu 11,1% no último trimestre de 2010; ou seja, são mais de 619.000 os cidadãos sem trabalho, nos números oficiais. No segmento dos jovens, a taxa desemprego é de 22%, mas existe, paralelamente, uma percentagem considerável de desempregados de longa duração. Destes últimos, muitos têm idades acima dos 40 ou 50 anos e nulas perspectivas de conseguir trabalho. O ambiente social, assim, tende a agravar-se  através da intensidade e dos contingentes de pobreza – em 2009, a Eurostat  referia 17,9% da população em risco de pobreza (cerca de 1,8 milhões de indivíduos). Hoje, porém, estima-se uma cifra à volta dos 2 milhões. [Read more…]

Carro eléctrico e propaganda

Com o habitual sentido de humor acutilante, Carlos Medina Ribeiro ofereceu há algum tempo uma almoçarada de lagosta, e até dinheiro, a quem lhe indicasse onde encontrar um desses famosos quiosques InfoCid que estivesse em funcionamento. Vale a pena ler os relatos.

Ora, a avaliar por estas fotos hoje feitas perto do Ministério do Trabalho em Lisboa (lugar de reincidência nestas coisas), suspeito que o Carlos estará em breve a oferecer novos repastos de lagosta.

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Repare-se no detalhe do cadeado. Belo! Recentemente, foi notícia de grande manchete que com o famoso carro eléctrico já se podia fazer o país de lés a lés com o dito. Será que, com a chave do carro, vem uma chave do cadeado Made in China?

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Um teatro de sombras

Por Santana Castilho*

Tudo se passa entre a luz e a tela. É lá que se manipulam os bonecos, no teatro de sombras. O espectador, sentado passivamente diante da tela, vê as sombras.

Comecemos pelo primeiro acto, a moção de censura. Por definição, é um instrumento parlamentar de derrube do Governo. Mas com os bonecos manipulados por trás e por baixo, como se faz no teatro de sombras, deu belos efeitos: demitiram-se uns de uma coisa que já não é Bloco; vitimizou-se outro de outra coisa que já não é Governo; e comprometeu-se a terceira coisa, a Oposição, que vai manter um Governo paralisado. Eis a realidade do que vai ser chumbado para além da tela. Intestinamente impedido de votar a favor qualquer censura proposta pelo PSD ou CDS, o número do Bloco fez sentido e valeu o risco da apalhaçada pirueta de Louçã: quando chegar a hora de uma moção de censura séria, o Bloco já se pode abster sem que o acusem de ajudar o Governo; marcou terreno antes do PCP e esclareceu que o apoio a Alegre foi tão-só erro de “casting” e nada de estratégico quanto ao PS. Este acto teve fim moralizante: o Bloco demonstrou que existe para não existir. [Read more…]

as minhas memórias 10 a psicanálise da sexualidade das crianças

….para comemorar a queda do ditador do Egito…

Síntese do meu livro de 2008: A psicanálise das crianças. Venturas e desventuras

Concerto de Natal Neojibá 2010

Ser criança.

Falar de criança, não é simples. Falar do que as crianças fazem, é complexo demais. Definir criança, é una sim e um não: o é o costume, o é a lei, a lei civil ou a lei usada em muitos países do mundo, entre os que Portugal também fica alinhavado. Preciso é dizer também o costume, como definidora de ser criança. Definição tão heterogénea, que é melhor se ajudar com [Read more…]

"A Liberdade de Aprender e Ensinar"

“Considerando que a Constituição da República Portuguesa consagra de forma explícita a liberdade de aprender e ensinar;

Considerando que, nesta conformidade, o serviço público de educação integra escolas estatais e escolas privadas com contrato de associação;”

Assine esta petição…porque ainda há escolas a quem importa a transparência e a qualidade de ensino.

A mascote do Aventar


Kiko, o Grande

A receita da Coca-Cola: A mãe e o pai de todos os segredos

Dela se diz ser o segredo dos segredos. O mais bem guardado dos mistérios. Protegido por um cofre forte seguro, a que só um grupo muito, muito restrito tem acesso. Há mesmo quem diga que esse segredo está dividido em duas partes, sendo que duas pessoas diferentes têm conhecimento de apenas uma dessas partes. Assim, ninguém conhece toda a preciosa ciência por inteiro.

Falamos (juntem-se todos para não ter de falar muito alto) da fórmula da Coca-Cola.

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Não é que agora, assim do nada, uns fulanos de um site na Internet garantem conhecer em detalhe essa fórmula secreta, que, de secreta nem tem muito, porque afinal estava disponível nas páginas de um jornal de Atlanta, a capital do estado da Geórgia, onde um dia assentou praça um farmacêutico ambicioso, John Pemberton de sua graça?

O "This American Life” (www.thisamericanlife.org), um programa de rádio semanal de uma hora, emitido na Chicago Public Radio, garante que a receita original da Coca-Cola estava disponível ao mundo desde a publicação de um artigo no Atlanta Journal-Constitution. Há 32 anos, em 1979, na página 28 o jornal reproduz a receita original da famosa bebida, que terá sido passada à mão, a partir da original de Pemberton, por um amigo do farmacêutico, e estava num livro com receitas de produtos medicinais e unguentos.

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A moção de censura e as acrobacias da direita

Foto-de-pirueta-na-praiaUma moção de censura ser um frete ao governo que pretende derrubar, faz todo o sentido. Tal como deixar passar o orçamento foi uma genial armadilha onde tropeçou o mesmo governo. Recusar uma moção de censura que ainda ninguém leu (e que, aposto, ainda nem foi escrita), implica muita pirueta e cambalhota.

Chega ao ponto de toda a gente descobrir, tipo revelação divina, que o Bloco de Esquerda funciona internamente como todos os outros partidos, com uma democracia de treta, pese a nuance de na prática ser uma coligação de três organizações, o que tendo vantagens não muda muito a sua natureza.

A partir de hoje uma coisa fica muito clara: Pedro Passos Coelho não é o líder do maior partido da oposição, mas sim o abstencionista que deixa passar o orçamento e o governo. Quanto a Paulo Portas nem isso: se lhe dessem hoje o lugar dos ainda ministros dos negócios com alguns estrangeiros, ou da administração das bacoradas eleitorais, amanhã o governo teria maioria absoluta.

Que entrem os trapezistas, porque os palhaços estão garantidos

O BE avança com uma moção de censura. O PCP ameaça com uma outra moção. O CDS diz que se abstém. O PSD vai seguir o mesmo caminho.

Na conferência de líderes de hoje foi necessário o ministros dos censurados lembrar ao chefe dos censuradores que era preciso agendar a censura.

O BE quer mesmo debater a moção de censura ou o ministro Jorge Lacão já joga na equipa Louçã? Ou andam apenas a entreter o povo, tipo valha o circo, porque o pão está esgotado?

Kunamis convenientes, kunamis inconvenientes

Usando e abusando da sugestão dos Gato Fedorento, tenho para mim, a convicção da existência de bem guardada fita métrica, destinada ao criterioso manuseamento por nada circunspectos avalistas de moral alheia. Quem não se lembra do banzé ao “estilo cancioneiro”, quando do caso da atarracada, grasnenta e claramente abacorada menina Lewinsky, nos seus húmidos encontros de “estagiária” – as putices têm sempre vários significados – de 1º grau com o péssimo gosto do Sr. presidente Clinton? Ouvimos de tudo, desde o estupor pela “intromissão na vida privada” do santarrão da Casa Branca, até aos obtusos repúdios quanto ao “aproveitamento dos media”, sempre prontos a alimentar a “coisificação” das mulheres. Coisificação, não era assim que eles diziam? Era. Mas a tal Ruby qualquer-coisa, é de facto muito superior ao tracanaz Mónica. De longe! Ainda por cima, tem-se mostrado mais digna que a tal “estagiária” washingtoniense, pois não se aproveitou da situação e nem sequer pensou em trazer a mãezinha à tv, para mostrar vestidos enodoados pelos entusiasmos fisiológicos do grande líder. Para cúmulo, até se atreveu a defender o galante ancião de serviço.
Dada a figura abarrilada da Lewinsky, claramente parecida com uma das personagens presentes em Las Niñas de Velázquez, como terá Clinton conseguido a proeza?

Quanto ao macarronesco Berlusconi, a coisa está feia. É vê-los, os alouçanados de Itália, enchendo avenidas aos gritos pela “moral e bons costumes”. As entrevistas são de ir às lágrimas e devem fazer as delícias de qualquer mulá de Abadan e dos seus correspondentes pró-Sr. Lefébvre. “Moral, dignidade, justiça, decência”, são as palavras mais comuns que se bradam via megafones, aliás bem enquadrados por cartazes com Vergogna!, Justiza!, etc, etc. Paradoxalmente, por aqui, os prosélitos das boas causas embarcaram de imediato no chinfrim e ei-los a cascar no velho “balsemista” local, consumidor de tintas capilares e de botoxes vários.

Sabemos como é. Tudo bem, desde que não se fale na “Casa Pi(l)a” e outros assuntos do estilo.

as diferenças que levam às complementaridades

Wagner – Tannhäuser, Coro de peregrinos

Pensava escrever sobre a observação das diferenças entre homem e mulher. Pensava. Continuei a pensar e consultei amigas. No meu ver, as amigas são complemento de nós homens. Não pela sexualidade, mas pela intimidade que se desenvolve entre gâmetas diferentes, sendo gâmetas cada uma das duas células (masculina e feminina) entre as quais se opera a fecundação dos animais e vegetais.

A minha ideia original era escrever sobre as diferenças entre homem e mulher. No entanto, ao rever os códigos que nos governam, especialmente o Código Civil, reformulado em 2001, não encontrei nem diferenças nem complementaridade. Hoje em

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Que horror filha, até vão fazer uma revolução em Marrocos

Está a correr bem. No Egipto a tropa avisa educadamente que “os protestos neste momento delicado conduzem a resultados negativos”, perante “greves nos caminhos-de-ferro, nos correios, no serviço de ambulâncias, em vários media, nas indústrias têxtil e do aço…”.

Os nossos irmãos do sul começam no domingo, com 50 000 polícias já metidos ao barulho, aliás já começaram:

sit-in Solidarité Egypte Rabat Maroc

mis memórias-9-el obispo amigo

Mis recuerdos de Carlos Gonzáles Cruchaga

presentando uno de vário inocentes livros

… todos teníamos hijos, y él salvó a sus papás…

En el ensayo anterior, hablo de los debates que teníamos con Carlos González Cruchaga sobre los sindicatos y sobre mi creación del Movimiento Cristianos para el Socialismo, organización solicitada a nosotros los más teísta marxistas, por Fidel Castro. Lo formamos y el apoyo a nuestro Seños Presidente aumentó con católicos fervorosos, sacerdotes no muy convencidos, pero que se convirtieron al socialismo, cuando reparaban que nosotros, marxistas, sabíamos de Derecho Canónico, de Patrística, predicar con palabras simples Cuando hablo de Clotário Blest y otros cristianos como yo, que nos apoderamos, en acción concertada de la toma de Catedrales en todos los sitios del país que las tuvieran. Bien recuerdo, porque fue ayer, que no era un acto de rebelión, eras un protesto de cómo personas de fe, trataban a sus trabajadores, especialmente en la vida rural. Normalmente, las llamadas personas de bien, es decir los

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Tão Lindos, os Bichinhos…


Sou pragmático: defendo o afogamento nas águas progressistas de uma barragem dos ministérios da Cóltura e do Ambiente e a criação, em vez, do Ministério da Felicidade Suprema dos Portugueses. Com um brilhozinho nos olhos e um sorriso de margem a margem…

O pódio mundial do PIB sem Europa

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Com uma evolução de 10,3% do PIB em 2010, a China desalojou o Japão do 2.º lugar da economia mundial – 4,47 biliões de euros é o valor atingido pela economia chinesa, contra os 4,20 biliões do Japão (3,9% de crescimento). Na frente, continuam os EUA com 10,97 biliões.

EUA, China e Japão, e agora por esta ordem, afirmam-se como as três principais economias mundiais, prevendo alguns analistas que, dentro de 10 anos, os chineses venham a arrebatar o 1.º lugar aos norte-americanos.

No pódio do PIB mundial, de Europa nem um leve cheiro. Envelhecido, com um conjunto de economias fragilizadas e socialmente doente, o ‘Velho Continente’ vai-se arrastando penosamente em múltiplas crises. A UE está sujeita às ordens da Sra. Merkel, coadjuvada por Sarkozy; e salpicada, aqui e acolá, pelas aventuras de Berlusconi (o eterno ‘sex symbol’).

Sem estratégia e líderes à altura dos desafios que enfrenta, a Europa está condenada ao fracasso como potência social, cultural e económica. Afasta-se gradual e intensamente do estatuto e papel que já teve no mundo.

10 coisas que parece mal fazer num urinol

As Regras de Etiqueta de Michael Kessler

Ou dito de outra forma, Governo tem desperdiçado 5 milhões de euros em cargos dirigentes

A notícia como vem no DN A tradução feita por um pagador de impostos
Governo poupa 5 ME com extinção de cargos dirigentes

O Governo anunciou hoje que foram extintos nos últimos tempos 100 cargos dirigentes na Segurança Social e poderão ser extintos outros 70 ainda este ano, o que levará a uma redução de despesa de cerca de cinco milhões de euros.
  
“No quadro do Orçamento do Estado, a Segurança Social tem feito um grande esforço de modernização mas ao mesmo tempo tem conseguido reduzir o número de dirigentes sem pôr em causa a qualidade dos serviços prestados”, disse aos jornalistas o secretário de Estado da Segurança social Pedro marques.

Segundo Pedro Marques, a redução de 100 lugares de dirigentes correspondem a uma redução de 2,8 milhões de euros.

A redução foi conseguida à custa de aposentações, não renovação de comissões de serviços e transferência de funcionários para Instituições Privadas de Solidariedade Social, no âmbito de externalizaçõa de competências, como aconteceu com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Governo andou a desperdiçar 5 ME com cargos de dirigentes

O Governo anunciou hoje que manteve nos últimos tempos 100 cargos dirigentes na Segurança Social e que outros 70 continuarão a existir, pelo menos, este ano, o que tem levado a uma despesa de cerca de cinco milhões de euros.

“No quadro do Orçamento do Estado, a Segurança Social tem mudado umas coisas que deixaram tudo na mesma e a prova é que um certo número de dirigentes poderia sair sem que a qualidade dos serviços prestados fosse beliscada”,  disse aos jornalistas o secretário de Estado da Segurança Social Pedro Marques.

Segundo Pedro Marques, os 100 lugares de dirigentes que têm sido mantidos correspondem a uma despesa de 2,8 milhões de euros.

Estes cargos têm sido mantidos à conta de contratações, comissões de serviços e duplicação de serviços já prestados por outras instituições, como tem acontecido com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Moção de censura do BE faz vítimas no… BE

No dia seguinte à apresentação da intenção de moção a trinta dias do BE, a propósito das declarações de J. M. Pureza, escrevi num comentário a um post meu

Dá a sensação de repentismo e improviso, um pouco como se JMP viesse à pressa apagar um fogo que F. Louçã ateou ontem.

A demissão, hoje, do membro da mesa nacional do BE Paulo Silva vem confirmar o que eu suspeitava. Mas não só. Vem confirmar, se ainda fosse necessário, que o partido que se apresentou há uns anos reinvindicando uma postura e uma ética diferente dos outros partidos políticos é, agora e nesse sentido, farinha do mesmo saco, roída pelo mesmo bicho.

Do ponto de vista ético e de seriedade política, o Bloco vem perdendo – não apenas agora – legitimidade para criticar as derivas dos outros, chamem-se eles José Sócrates ou Paulo Portas. A continuar assim assistiremos ao progressivo esvaziamento do Bloco de Esquerda.

Isso acontecer numa  altura em que o descontentamento popular atinge valores muito elevados é prova de grande inabilidade política.

Terramoto do Haiti: As imagens duras e frias merecem mais que um simples juízo de valor?

No Bitaites, o seu autor, Marco Santos, coloca “A velha discussão entre jornalismo e pornografia” em debate. Por causa de uma fotografia. Em causa, a ética e a moralidade de publicação de uma imagem dura, cruel, que ali é apelidade de pornográfica. É uma velha questão, de facto. Deve a imagem de Olivier Laban-Mattei, que venceu na categoria General News Stories, do World Press Photo, ser mostrada, seja onde for, num jornal, numa revista, num site, numa exposição? A fotografia foi tirada a 15 de Janeiro do ano passado, num dia normal das prolongadas operações de limpeza que se seguiram ao terramoto no Haiti.

Todos nós vimos imagens de momentos únicos de salvamentos no pós catástrofe no Haiti. Daqueles que nos fazem encolher o peito, embargar a voz e humedecer os olhos. Eram momentos felizes. Dos escombros saiam vidas, depois de horas, dias e até uma semana em suspenso. Gostamos dessas imagens. Proporcionam esperança. Sabemos que há milhares de mortos mas é nestas que obtemos mais uma recarga de humanidade.

Por isso, é tão duro olhar para a imagem do homem que efectua limpezas na morgue do repleto hospital central de Port-au-Prince. Ali, parece não haver humanidade.

Um corpo de uma criança voa em direcção a uma pilha onde já há outros cadáveres. Há um despejar literal, como se fosse um pedaço de madeira. Como se fosse nada. O nosso espanto é ainda maior porque se trata de uma criança.

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Crédito: Olivier Laban-Mattei, França, Agence France-Presse

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O papel do movimento associativo

As questões levantadas com a recente descoberta de uma idosa que faleceu na solidão da vida e permaneceu numa solidão de morte durante 8 ou 9 anos (e todos os casos seguintes que vieram a público graças à capacidade inata da comunicação social de transformar o óbvio em tendências abruptas) recordaram-me as noções de vicinidade e laços sociais. Quando a humanidade passou por fases eminentemente rurais (e hoje caminhamos aceleradamente para uma situação de urbanismo global) a sobrevivência estava assegurada por recursos e espaços devidamente controlados, mas sobretudo, por uma coesão sanguínea e afinitiva que as cidades não autorizam por várias razões: entre elas a composição dos novos agregados familiares. E, no caso de Portugal, um país eminentemente litoralizado, em que as relações já não se baseiam no sangue, nem na afinidade ou na vicinidade, como resolver esta solidão, estes casos de alienação social forçada? [Read more…]

Cartão de S. Valentim

Cartão de S. Valentim

A caneta é mais forte do que a espada e o discurso é uma arma

Os discursos portugueses são catalisadores. Depois do episódio do ministro e secretário de estado lerem o mesmo discurso, é agora a vez de um ministro indiano sucumbir ao poder da palavra portuguesa.

Já era conhecido o caso da anedota mortal, tão bem documentada pelos Monty Python, que era tão mortífera que morreria de rir quem a lesse na totalidade. Foi arma de guerra contra os alemães, com exércitos inteiros a lerem apenas palavra a palavra e em alemão. Devastador.

Eis que agora, depois de darem mundos ao mundo, oferecem os portugueses mais este notável artefacto, saído direitinho das Novas Oportunidades: o discurso pega-monstro. Tal como esse brinquedo que se atirava às paredes e por elas escorria viscosamente, este género de discurso cola-se ao orador, levando as cordas vocais da vítima a proferir as palavras escritas.

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Encontrado Mais Um Cadáver*

É mais um cadáver descoberto dentro de portas e sem cheiro; sem que alguém tivesse alguma vez dado sequer pela sua existência, eis que o Instituto de Conservação da Natureza foi encontrado morto, prostrado na sanita, quando se preparava para cooperar na “gestão do fundo Baixo Sabor“; a banal descoberta aconteceu por acaso quando o próprio Ministério do Ambiente procurava um novo buraco para se esconder, já que gosta de pautar a sua existência pelo recato e inutilidade.

O Ministério da Cóltura manifestou já a sua solidariedade, advogando – como compete a um cão amestrado – que a Barragem do Tua é também um imperativo não de Trás-os-Montes ou de Portugal mas sim de toda a Humanidade.

* com o Alto Patrocínio da EDP

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