Eles vão. E vocês?
O que é um bom professor? O que é uma boa escola?
“Quem escolheu ser professor, escolheu a mais impossível, mas também a mais necessária de todas as profissões. E sabe que não vale a pena acreditar que podemos tudo, que podemos tudo transformar. Não podemos. Mas podemos alguma coisa. E esta alguma coisa, é muitas vezes, a “coisa decisiva” na vida das nossas crianças e dos nossos jovens“. António Nóvoa
O que é um bom professor?
O que é uma boa escola?
E porque não antes…
Para que serve a escola?
E, nela ou fora dela, para que serve (se é que serve) um professor?
podemos responder às duas primeiras sem pensarmos na resposta às duas últimas?
tudo isto a propósito de um post fantástico da Professora Teresa Pombo e de alguns (muitos) comentários.
depois (ou durante) podemos discutir as tecnologias educativas, a motivação (ou falta dela) de alunos, pais, professores, escola (enquanto instituição) ou até da sociedade…
podemos pensar no modelo actual de formação inicial de professores, na formação nas universidades, institutos politécnicos, na boa e na má formação inicial mas também na boa e na má formação contínua. e má é toda aquela que não provoca melhoria dentro da sala de aula, na biblioteca, no site da escola, no blog do professor. má é toda a formação que não promove reflexão e avaliação sobre a forma como desempenhamos, ou não, o nosso papel. [Read more…]
Do Poder Político e da Fome
O Banco Mundial há dias denunciou o crescimento exponencial da pobreza. Cerca de 44 milhões de seres humanos, informava, é o acréscimo de pobres. A causa é atribuída ao aumento de preços de matérias-primas necessárias à produção de bens essenciais. O preço do trigo, de Junho de 2010 a Janeiro de 2011, duplicou – 100% de aumento – . O milho passou a custar mais 73% no final do mesmo período. O fenómeno em si já é preocupante, mas é aterrador e desumano, densamente desumano deparar com a indiferença de meios de comunicação, a nível mundial. Silenciaram a notícia. [Read more…]
as minhas memórias-13-o dia de ontem e também o de hoje

o genocídio na Guatemala, e cruel e globalizado
A globalização do genocídio das crianças, antes, ontem e amanhã.
Embora os nomes dos actores tenham mudado, os factos continuam iguais. Não sou adivinho. Apenas observo o que acontece no mundo. Tremo de indignação.
Gostava de ver risos, notícias de que a vida está menos cara, saber que foi editada uma nova versão de uma obra de Bach, que o leite é mais barato, que os ordenados aumentaram, que a inflação está controlada por ter aumentado o Produto Interno Bruto (PIB)…. Que não é apenas o Presidente Chávez da Venezuela a recuperar o cargo, ou que a Rainha-mãe da Grã-Bretanha, foi um exemplo de vida cuja história me agrada ler; pregou um grande susto ao Fascismo na Segunda Grande Guerra, ameaçando o ditador nazi que havia de sofrer as penas do inferno, antes de este se matar em desespero, esse ditador que costumava dizer que Lady Elizabeth Bowes (Londres, [Read more…]
Dicionário do futebolês – remate intencional
Imagine-se: um jogador, num dos raros momentos em que, por mérito próprio ou demérito alheio, tem alguns segundos para escolher o lado para onde vai rematar e lança a bola em arco ao poste mais distante. Seja golo ou não, há fortes probabilidades de o comentador de serviço considerar que se tratou de um “remate intencional”.
A partir do momento em que a expressão “remate espontâneo” teve direito à vida, na outra face da moeda teria de estar, logicamente, o “remate intencional”. Forças de expressão, já se sabe: na primeira, por absurdo, pretende acentuar-se a rapidez do movimento; na segunda, sai reforçado o facto de o gesto ser mais elaborado, graças ao aumento improvável do espaço e do tempo, dois factores reduzidos ao mínimo no futebol moderno, feito de pressões constantes e marcações ferozes. No meio desta selva em que vinte e dois homens se combatem numa mesma trincheira diminuta, é precioso aquele jogador que consegue pensar mais depressa, suscitando o comentário que define os melhores: “Parece que é fácil!”
Inspirando-nos em Orwell, o que nos permite aceitar mais facilmente o absurdo, poderemos dizer que todos os remates são intencionais, mas uns são mais intencionais que os outros. No vídeo que se segue, há remates e passes intencionais com fartura, ou não tivesse sido Rui Costa um jogador com tão boas intenções.
Marx, Durkheim e a teoria da infância
…para os meus discentes do Curso de Antropologia do ano académico 2006 -2007, que me motivaram para a pesquisa destas ideias…
Não é a infância de Marx e Durkheim que vou analisar, mas sim, o que eles afirmaram sobre a infância, o meu tema preferido, o da criança.
Pouco se sabe do facto de Émile Durkheim, e a sua equipa, terem usado o método do materialismo histórico na análise da vida social. No entanto, no seu livro datado de 1888, publicado como obra póstuma em 1928, Le Socialisme, Durkheim, faz uma apreciação da obra de Marx, como escreve em Dezembro de 1897, na Revue Philosophique, no seu “Essais sur la conception materialiste de l’histoire”.
A Estação Mais Alta de Portugal
A cerca de 866 metros de altitude, a estação ferroviária de Rossas é (foi) a mais alta de Portugal; do alto da Serra da Nogueira, mirando, de um lado, Bragança e, do outro, Macedo, Mirandela e o Douro, Santa Comba de Rossas viu passar os comboios entre 1906 e 1992. O IP4 chegou já depois de Cavaco Silva ter feito saber que as “acessibilidades” é igual a estradas. Ainda bem que jorra o petróleo no Beato…
(foto de Detlef Schikorr, ca. 1973)
Um conto tradicional: a Educação é um terreno agrícola
Escolas. Directores lançam metas até 2015, mas avisam que não vão cumpri-las
A terra a quem não a trabalha
Era uma vez um senhor que tinha muitos terrenos. Esse senhor era conhecido por Zé, Zé Povinho para os inimigos. Como os terrenos eram muitos, o senhor Zé resolveu pedir ao engenheiro José Platão que tratasse deles. O engenheiro era um homem bem vestido e, como, por vezes, punha um ar sisudo, o senhor Zé Povinho acreditou que era um homem sério. O José Platão lá começou, então, a tratar dos terrenos. Como eram muitos, pediu a ajuda de outros amigos que também não percebiam nada de agricultura. Na Quinta da Educação, trabalhavam, há vários anos, dois caseiros que conheciam muito bem a propriedade: a Joaquina Docente e o Serafim Funcionário.
José Platão pediu, primeiro, ajuda a uma bruxa que era má e, depois, a uma fada que parecia boa. O problema era que aquela Quinta só podia dar bons frutos se as coisas fossem feitas com calma, porque os bons produtos agrícolas precisam do tempo certo, como explicaram a Joaquina e o Serafim. O José Platão queria morangos todo o ano e não queria gastar muito dinheiro. O que era preciso era que o Zé Povinho acreditasse que a terra estava a dar morangos. [Read more…]
Aproveitar o caso A. Vara, para reflectir…
-Não concordo ou pactuo com falta de educação, pelo que sou forçado a condenar a atitude de Armando Vara, no Centro de Saúde de Lisboa a que se terá deslocado na passada 5ª feira. Aproveito no entanto a oportunidade para questionar a obrigatoriedade de qualquer doente se deslocar ao Centro de Saúde para obter a necessária baixa médica, que lhe permita justificar uma falta ao trabalho.
Nos últimos 20 anos, fui forçado a duas paragens que me obrigaram a visitar um médico de família, que apenas sabe que existo, sem praticar qualquer acto médico em ambas as visitas. Não que eu tenha qualquer atitude menos elegante ou falta de cortesia para com o médico, mas visito com regularidade uma médica de clínica geral que está ao serviço da seguradora com a qual contratei um plano de saúde. Mas um dia apanhei uma gripe, evoluiu para pneumonia, recorri à urgência do Hospital privado mais próximo, fui diagnosticado, tratado e medicado, mas o médico que de facto me tratou, passou uma carta para que um colega que nunca me tinha visto até então, passasse uma declaração de incapacidade temporária, que me permitiu justificar as faltas perante a entidade patronal e receber da segurança social o subsídio de doença. Passado algum tempo, planeei uma intervenção cirúrgica, consultas, exames complementares de diagnóstico, cirurgia e reabilitação, tudo feito em Hospital ou clínicas privadas, mas uma vez mais apareci sem problema algum à frente do médico de família no Centro de Saúde, apenas a carta do cirurgião, acompanhada de alguns exames, bastaram para sair novamente munido do necessário papelinho.
Fará sentido ocupar um médico com trabalho burocrático? Tempo também é dinheiro, o que gastei no Centro de Saúde já não faz parte de qualquer terapia ou reabilitação, foram mesmo algumas horas mais que desnecessariamente também não trabalhei, mas justifiquei. Apenas não fui mal-educado com os presentes, nem passei à frente de alguém, esperei a minha vez, diminuindo a minha produtividade.
Há Moralidade? Então Comemos Todos!
SÓ O FEZ PORQUE PÔDE
O sr Armando, entrou pelo CS dentro, passou à frente de toda a gente e exigiu um atestado médico. A drª médica, passou-o.Salto à vara
Falta a opinião do visado, claro, que há-de dizer que esta denúncia integra fortes componentes políticas. Mas, assim, à primeira vista, a notícia do Público, citando a TVI, apresenta algumas falhas.
A notícia diz que “Armando Vara (…) passou à frente dos utentes que aguardavam a sua vez (num centro de saúde) e exigiu a uma médica que lhe passasse um atestado médico, alegando estar com pressa e ter um avião para apanhar”.
Ficamos sem saber se Armando Vara ia ou não vestido com uma camisola do Esmoriz que alguém lhe ofereceu e se o motivo da pressa tinha a ver com algum almoço de robalos fresquinhos.
Senhor Primeiro-Ministro, V.Exa. é psicótico
Senhor Primeiro- Ministro, como imaginará, comparado com Alexandre Soares dos Santos, sou pobre, mesmo muito pobre. Sinceramente, ao ler esta sua teoria, tenho dúvidas se, uma vez destituído de fortuna, já me é permitido chamar-lhe mentiroso. Isto, a despeito de julgar certo e provado de que o é mesmo.
Por via das dúvidas e longe de mim ferir a sua fina sensibilidade, abandono a teoria da relação entre a materialidade do património e a habilitação para chamar mentiroso a alguém que o é, de facto. Uso uma alternativa. Talvez, até mais rigorosa e ajustada ao tipo de personalidade que o Senhor Primeiro-Ministro revela: “V.Exa. é psicótico”. Eis uma definição de psicose:
Rogo-lhe, Senhor Primeiro-Ministro, que encare as minhas palavras apenas como mero contributo para eventual diagnóstico clínico. Sim, porque eu e milhões de concidadãos, estamos muito empenhados em tratar da saúde a V.Exa., como político da nação.
Crónica de uma moção chumbada
Ontem na Antena 1, quanto ao anúncio da moção de censura a apresentar daqui a um mês depois, Francisco Louçã questionou como ser possível que o PSD e o CDS afirmem não a viabilizar sem conhecerem o respectivo texto. Mas ainda há dias José Manuel Pureza, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, afirmou explicitamente que o PSD cairá no ridículo se apoiar a moção de censura. Vemos que para uma coisa é relevante conhecer-se o texto da moção mas para outra já não.
Nessa mesma entrevista à Antena 1, Maria Flor Pedroso perguntou a Louçã porque é que, se como ele dizia, o texto da moção terá uma “fundamentação ideológica e de esquerda”, não dialogaram com o PCP, que já se havia manifestado disposto à apresentação de uma moção de censura, conseguindo assim maior unidade à esquerda. Com algumas evasivas, acabou por passar a ideia de que não o fizeram porque não o tinham que fazer, já que apresentar uma moção é um direito de todos os partidos. Percebe-se que a questão da iniciativa importa de sobremaneira. [Read more…]
Deolinda, Que parva que eu sou – o mp3
Depois dos vídeos e da letra, já pode ouvir ou fazer o download da canção-hino Que parva que eu sou, interpretada ao vivo pelos Deolinda.
[audio:http://aventadores.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2011/02/deolinda-que-parva-que-eu-sou1.mp3%5DDownload: Deolinda – Que parva que eu sou
Apoiar boas causas:
O PR After Work Norte vai procurar juntar os diferentes “Comunicadores” dispostos a participar num evento informal. Nada como aproveitar este momento especial para divulgar e apoiar três diferentes Instituições/Associações cujo trabalho merece todo o nosso apoio e que melhor local para o fazer do que este?
Já foi divulgada a primeira Associação, a “Animais de Rua“. Nos próximos dias serão divulgadas as restantes. Não se esqueçam de aparecer por lá.
PS ou PSD, qual a diferença?
O dois principais partidos portugueses, PS e PSD, revelam poucas ou nenhumas dissonâncias em matéria de políticas e medidas de transformação do sistema que ambos desenvolveram e sustentam. Com a habitual sintonia, e para salvaguarda dos interesses dos respectivos “boys”, chumbaram os projectos de lei do BE, do CDS e do PCP que visavam a limitação das remunerações dos gestores públicos. Isto, acentue-se, no mesmo ano em que fizeram vigorar um Orçamento Geral do Estado pautado pela austeridade, decretando o corte de remunerações dos funcionários públicos e trabalhadores de algumas – repito, de algumas – unidades do Sector Empresarial do Estado.
Uma vez mais, e nem mesmo com os imperativos da crise, se vislumbram diferenças de vulto entre a escolha da “rosa” ou da “laranja”. Manuel Brito Camacho, um dos políticos da I República que os monárquicos mais detestam, celebrizou-se como autor da frase: “Só mudam as moscas, a merda continua a mesma”. De facto, enquanto os dois principais partidos permanecerem geminados, no tipo de liderança e orientação política, o País e os portugueses continuam subordinados a triste sina. Ainda assim, mantenhamos a esperança de que as moscas e a merda um dia, oxalá breve, sejam removidas de vez.
Avaliação de professores – a treta das quotas
O problema da chamada avaliação dos professores vai, lentamente, voltando a ser tema de debate e de discórdia, como se pode verificar aqui, aqui e aqui. Quando as pessoas que, em Portugal, se interessam, verdadeiramente, por Educação (uma minoria, digo eu), se aperceberem de que esta é uma questão muito mais do que corporativa, com reflexos terríveis na qualidade do ensino, talvez a Avenida da Liberdade venha a ser pequena para tanto descontentamento.
Entre os muitos disparates contidos neste imbróglio está a manutenção das quotas, erigidas por muitos ignorantes em condição sine qua non para que haja uma efectiva avaliação de mérito. A propósito disso, republico aqui um texto e uma adenda (ambos de Janeiro de 2010): [Read more…]
Bansky espalha provocações por Hollywood
O mais famoso graffiter do mundo, Banksy, está nomeado para o Oscars de melhor documentário por “Exit Through the Gift Shop”. O anúncio dos vencedores é no dia 27 mas consta que o desconhecido britânico que dá pelo nome artístico de Bansky já anda por Los Angeles.
Nos últimos dias surgiram nas ruas da cidade desenhos que são a imagem de marca do artista. Subversivos, divertidos, agitadores de consciências e provocadores. Charlie Brown com um cigarro e um garrafão de gasolina, uma criança a disparar lápis de cor, um rato a perguntar onde fica Hollywood e o Mickey a… o melhor é ver a imagem abaixo.
Tentou adicionar Deus e usava o chat para falar com Jesus
Freira espanhola expulsa de convento por causa do Facebook
Ao que o Aventar conseguiu apurar, a irmã Maria Jesús Galán terá sido expulsa do convento por ter insistido em adicionar Deus como amigo no Facebook, sem ter pedido autorização ao Bispo. Para além disso, terá sido acusada de usar o chat para falar com Jesus. A freira toledana admitiu a primeira acusação, reconhecendo que se terá deixado arrastar pelo fervor religioso. De qualquer modo, segundo se sabe, Deus já terá ultrapassado o número limite de amigos permitido. No que respeita às conversas com Jesus, o Aventar soube que, afinal, se tratava do actual treinador do Benfica, que terá procurado que a religiosa intercedesse para impedir que Hulk voltasse a humilhar o clube da Luz.
Banalização "à Ben Ali"
Segundo diz Vasco Pulido Valente, o dr. Mário Soares vai à Tunísia. Não, desta vez não parte em turismo seichélico, nem leva comitiva de cento e tal convivas. Basta-lhe a companhia dos senhores António Vitorino e Cravinho, garantindo copiosa ora em conferências conselheiras acerca da “desejável transição ” da Tunísia para a democracia. Sim, leram bem: vão aconselhar os tunisinos acerca da construção de uma “democracia de sucesso! É claro que terão rivais de peso, nas pessoas de enviados espanhóis.
Dada a evolução de Portugal e de Espanha, sugerimos aos locais, a atenta escuta da algaraviada que será pronunciada em castelhano, pois as razões de sucesso estão mais do lado de lá da fronteira. Para não perderem muito tempo com discussões de “poleiro”, até podem recorrer aos descendentes do Bei de Tunes, ainda residentes junto a Cartago. Foi a deposição de Muhamad Lamine, o facto que elevou o safardanismo de Bourguiba, aos píncaros de detentor absoluto do Estado. Ben Ali não passou de um “caçador-recolector” de serviço e o Museu de Tunes sabe-o bem.
Esperemos que o dr. Soares e os seus convivas, aproveitem para gozar as delícias de antecipado veraneio e informem os atentos tunisinos, acerca da sua profunda e pretérita amizade para com o deposto sr. Ben Ali e manifestem pétrea solidariedade ao Partido do referido cavalheiro. Convém recordar-lhes que tal como o PS e o Partido Nacional Democrático do marechal Mubarak, a agremiação tunisina é membro da Internacional Socialista.
Como corolário do roteiro turístico, recomenda-se uma homenagem na tumba do colega Bettino Craxi, esse imortal vulto do heroísmo de típico recorte siciliano.
Discurso de um deputado rosalaranjado
Tectos, só para os milionários que ganhem mais do que 486 euros, essa malandragem que só pensa em passear de ambulância e achava que a saúde era de graça! Limitações, só para os funcionários públicos, essas sanguessugas que contribuíram, evidentemente, para o descalabro das contas públicas!
Impor limitações às remunerações dos gestores públicos é que não pode ser, senhores! Então e os meus amigos que tiveram de perder anos de vida a colar cartazes, a sujar as mãos nas juventudes partidárias e que agora, graças à competência aí revelada, estão nas empresas públicas? E a rapaziada que anda há anos a dizer que sim e que também ao chefe da concelhia, ao mandante da distrital, ao presidente da comissão nacional, rapaziada que já disse que sim tantas vezes que até tem lesões cervicais gravíssimas? E os companheiros que aparecem, na televisão, em segundo plano, sempre a sorrir para fazer de conta que o nosso chefe é muito engraçado e inteligente? Já alguém pensou nos danos irreversíveis que as cãibras nos maxilares provocadas por tanto sorriso provocam? Não é justo que o dinheiro do Estado sirva para compensar todos estes heróis?
educação cívica
…para o meu próximo neto, filho de Felix e Camila Isley (nascida Iturra), irmão de May Malen I. Isley

a educação cívica devia ensinar as felonias dos governantes, baseados na lei que eles criam para o seu lucro
Defendo, como sabem, uma educação pública, sem colégios privados, gratuita e com textos fornecidos pelo Estado, para formar bons cidadãos, cientistas, gente de bem, saibam ou não as mais recentes descobertas no campo da investigação. O mais importante, além de saberem, é que sejam bons cidadãos, pacíficos, solidários e recíprocos. Pensava continuar por essas avenidas, mas uma entrevista feita por Ricardo Costa às Editoras sobre se os livros de estudo deviam ser grátis, levantou um coro de protestos entre as editoras. Donde, vamos falar do bom cidadão e não do comerciante que vende manuais diferentes todos os anos, porque o comércio governamental muda os programas para vender os seus novos livros e ganhar direitos de autor.
Vamos, pois, ao que é formar um bom cidadão. Por falar para as crianças e seus progenitores, vou-me endereçar na segunda pessoa, não por falta de respeito, mas sim, para ganhar a sua confiança.
Bem sabes que incutir simpatia e disciplina, é uma das tarefas mais difíceis entre os seres humanos, seja entre adultos, seja entre crianças. Nos lares existem dois conceitos que parecem contraditórios: gritos e colaboração. Todavia, são conceitos derivados do mesmo sentimento: a necessidade de amarmos e de sermos amados, ao procurarmos justiça para nós e assumirmos (por vezes) a nossa injustiça no tratamento com os outros. É o que em casa te querem ensinar, especialmente ao teres que confrontar seres humanos que nada têm a ver com a nossa relação familiar, mas sim com esse vai e vem que o povo usa para criticar, obedecer à ordem social e à disciplina no tratamento simpático entre vizinhos. É o que se quer ensinar no 2º e 3º ciclo das escolas e se denomina de análise de Gestão Política nas Faculdades da Ciência do Direito. [Read more…]
É proibido respirar, que produz CO2
Depois dos nova-iorquinos terem proibido fumar em locais públicos ao ar livre como praças, jardins ou praias, eis que é a vez dos espanhóis se saírem também com uma tirada fundamentalista: «em Espanha é proibido fumar em casa se houver uma empregada a trabalhar».
Fico com com a dúvida se estes legisladores se vão lembrar a seguir de fazer uma lei que proíba as pessoas de entrar em parques de estacionamento e de andarem em ruas onde circulem automóveis. Ou se, por outro lado, não irão proibir a circulação de automóveis onde caminhem pessoas. É que bem vistas as coisas, a poluição automóvel é reconhecidamente nociva à saúde. Ou será que a parvoíce é só para algumas coisas?
Mais impressionante ainda é a justificação espanhola para a proibição.
as minhas memórias-12-o dia do amor
Ode à Alegria!
Em frente de mim, dentro do meu grupo social, tenho várias alternativas para cumprimentar no designado dia do amor. Antes de ir mais em frente, pergunto-me o que é o dia do amor? Porquê um dia apenas e não todos os dias do ano? Como diz um jornalista do Diário de Notícias, de hoje, 14 de Fevereiro de 2011: O dia de São Valentim, como o Natal, é quando o homem quiser. Certamente, refere-se ao homem e à mulher, ao companheiro e à companheira, ao casal. No entanto, com a nova lei do matrimónio, ao mudar as possibilidades do tipo de acasalamento, os cumprimentos de amor podem, finalmente, ser endereçados por todos e a todos, respeitando-se, assim, as opções emotivas, as formas de amar. [Read more…]
Geração da Casinha e Carrinho dos Pais…
Às portuguesas e portugueses que vivem há décadas na casinha dos pais desejo que tenhais, grátis e para sempre, uma auto-estrada à porta de vossa casa; e, acaso vos percais, haverá sempre uma placa a apontar o Progresso e o Futuro da vossa (minha) geração: a fuga…
A Bélgica e a instabilidade política
Sempre que convém, o fantasma da estabilidade política é usado para assustar os portugueses, em particular, onde mais lhes toca: no bolso, via impostos a pagar caso os “mercados” (quem?!) se assustem com a dita instabilidade.
Foi essa a abordagem recente do PS quanto à possibilidade de haver em breve uma moção de censura; igual justificação para que se aprovasse o orçamento de estado foi usada; e esta mesma linha discurso teve lugar ad nauseam na última campanha eleitoral.
Acontece que os belgas estão há 7 meses sem governo. Serão loucos os belgas? Não terão eles medo dos “mercados”? Estará o país à beira do colapso? Parece que a resposta a estas questões é a mesma, um redondo não.
Portanto, senhores políticos, deixem-se de merdas e façam o que lhes compete. A saber, governar, uns, e outros, fiscalizar a governação. E fazer cair o governo quando este não se mostra capaz de fazer o que lhe compete. O que é mais do que notório há tempo demais.
Ah!, e pelo caminho, já que tanto gostam de fazer leis para tudo e mais alguma coisa, não se esqueçam de mudar as leis eleitorais para que, em caso de queda, se possa voltar a ter governo em apenas algumas semanas e sem períodos de defeso. Não estão sempre a usar os exemplos de outros países quando vos convém? Então, que olhem para os ingleses, que num mês caiu um governo, fizeram-se eleições e entrou em funções novo governo.
todo o ensino deve ser público
O título deste ensaio parece um mandamento. De facto, é uma ordem, não entregue pela divindade, mas sim pelo totem como definia Durkheim no seu texto de 1912: Les structures élémentaires de la vie religieuse, Felix Alkan, Paris (não conheço versão portuguesa). Mandamento parece-me que é, conforme os tempos e as cronologias, por se tratar do processo de transferência de saber de uma geração a outra, sendo uma obrigação que a lei garante, passando a nova obrigação, a de aprender, para os mais novos de um grupo social.
A literacia é a que garante a memória, o saber, as descobertas e os avanços científicos de uma sociedade ou de um grupo dela. No ensaio de ontem, filosofava sobre as diferenças e a complementaridade, e definia esses conceitos como palavras substantivas capazes de, por guardar a diferença, as formas complementares apareciam dentro do debate e do saber. No caso do ensino, actividade definida por mim como transferência de saberes, é uma obrigação. [Read more…]










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