O 2 de Março e a CGTP

O Tiago Mota Saraiva queixou-se, mui justamente, de como passou em sepulcral silêncio, na comunicação social, um facto inédito: Arménio Carlos “apelou a que nenhum trabalhador ficasse em casa no dia 2 de Março“. Eventualmente a CGTP terá nos idos de 75 “apelado de uma forma tão clara à participação de todos os trabalhadores numa manifestação em que aquela central sindical e/ou sindicatos filiados não fizessem parte da sua organização“, mas não também não me recordo que o tenha repetido.

Pois em silêncio absoluto, não fica. Agora é espalhar o vídeo, não chegamos a todos mas chegamos a muitos. E o que depois anda de boca em boca, é esse o segredo ó Relvas, a todo o povo entretanto chega.

Amanhã, às 15h

Para memória futura ficam as declarações de Nuno Crato:

“O Governo não está a discutir, o Ministério não está a discutir qualquer aumento do horário de Professores e muito menos de 35 para 40 horas. Isso não está em causa” (…) “Eu posso dar essas garantias para que as pessoas estejam tranquilas em relação a isso”

 

Estou tão tranquilo que amanhã, sábado, dia 16 de fevereiro volto à rua!

Antes ainda de 2 de Março

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Contra a Exploração e o Empobrecimento – é o mote da manifestação organizada pela CGTP para amanhã, Sábado, dia 16, em Lisboa. Começa às 15h00 no Príncipe Real e termina quando for, na Praça do Município. Para ir aquecendo a voz.

O Berlusconi da CGTP

Há uns dois ou três anos, uma graçola daquelas em que Berlusconi se tornou perito consagrado, colocou toda a gauche em polvorosa. Referindo-se a Obama, o berluscas dizia algo a respeito do habitante da Casa Branca e logo acrescentava que “ainda por cima já vem bronzeado”. Unidas as câncias e oliveiras de todo o comentadeirismo nacional, o italiano foi justamente arrastado para onde se sabe.

Parece que ontem o sr. Arménio proferiu um desabafo a respeito de Suas Majestades os Reis Magos, tomando como alvo o seu simulacro agora em portuguesa labuta. Oriundo da Etiópia e de imperial nome Selassié, foi topado como escurinho. Pelos vistos, o PC e os seus seguem á risca os prestimonsos ensinamentos dos tempos em que os estudantes negros na extinta URSS sofriam tratos de polé nas universidades, institutos e residências estudantis. É que isto das fraternidades não é para todos.

Tudo preparado para a Manif

É agora mesmo em frente ao Parlamento.

por Henrique Monteiro.

A Inaudita Guerra da Rua Correia Garção

Teria sido tudo tão simples se não passasse de gritar contra a Troyka e contra o Governo,
ouvir o Camarada Espingardante Fóssil Arménio e depois regressar ao sofá para ver as imagens, as entrevistas,
as velhas assanhadas agarradas a um cravo vermelho de papel de seda.

Mais dia, menos dia, teríamos pedras esvoaçantes nas bordas do Parlamento. Hordas minorcas à pedrada, o espectáculo que nos faltava. Para acertar em quem e obter o quê? Acertar em polícias, acicatá-los, sorver adrenalina grátis à falta pó de talco. Obter o efeito de cinema à hora nobre. Escudos furados. Viseiras visadas. Capacetes retinindo em seco a cada ricochete. Uma cena miserável, frouxa, patética, pouco ou nada portuguesa. Lapidar polícias? Nada mais estúpido! A Greve Geral foi, portanto, além de Restrita, destruída. De resto, não se poderia esperar impacto global numa greve feita pelos mesmos e para os mesmos, tendo como único alvo, não um Governo que decide manietado pelos cordéis constritivos com que os credores nos cercam, mas a generalidade dos contribuintes, na verdade aqueles que pagam o caos do passado e os remendos do presente. [Read more…]

As Pedradas Incendiárias do Desastre

«Passos, escuta, és um filho da puta!», ouvia-se ontem na rua. Muito bem, imbecis!
E Justiça contra as malfeitorias políticas passadas, não é cá servida?! Não!
E responsabilização justiciária de Mega-Ladrões?! Também não!

Sim, os direitos poderão ser, aqui e ali, atropelados e algumas ilegalidades poderão ser cometidas. Os homens falham. A tensão acumulada precipita actos impulsivos de consequências imprevisíveis e algumas aselhices policiais. É normal. Por cá, ninguém está habituado a explosões de sangue, gás, pedradas e balas de borracha. Quem, de dentro ou de fora, quiser incendiar Portugal poderá não ter nada mais a recolher senão cinzas. A CGTP está a pisar o risco, abrindo a porta a excessos contraproducentes num combate que deverá ser exemplar.

Muitos Portugueses ainda não olharam olhos nos olhos o problema crónico do País, os erros em que, sob governações socialistas, laborou por demasiados anos. Até há um ano e meio, vivíamos de crédito. Crédito ilimitado, infrene, acrescido, solicitado em escalada louca, migalhas para todos, comissões chorudas para políticos na mediação de negócios ruinosos para o Estado, isto é, contribuintes. Era o socialismo a cavar o nosso desastre. Nenhum alarme nas ruas. Nenhuma angústia. Nenhuma forma de censurar o rumo desastroso. Hoje, temos Victor Gaspar fazendo o contrário, segundo um paradigma correctivo novo: dívida equilibrada e controlada; défice definido nos Tratados respeitado; economia-PIB equivalente ou superior aos gastos públicos. [Read more…]

A Inutilidade de uma Greve

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A INUTILIDADE DE UMA GREVE QUE MAIS UMA VEZ FOI GERAL
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Nos tempos de hoje, a luta através da greve empobrece quem a faz e também a todos os outros para além de nunca atingirem os interesses dos que supostamente defendem nem dão esperança, excepto momentânea, aos desempregados, aos precários ou a quaisquer outros.

Esta greve, desta vez e mais uma vez geral, não vai trazer riqueza, antes mais desespero e mais austeridade.

Esta greve, grosso modo, custou ao País qualquer coisa como oitocentos milhões de contos, o preço dos dois submarinos do então Ministro da Defesa, o dr Portas, e alguém, todos nós na verdade, o vamos ter de pagar.

Esta greve não teve, como nenhuma outra alguma vez o terá, os seus mandantes e responsáveis à cabeça dos tumultos, insultando e atirando pedras e incendiando coisas, antes e sempre o sacrifício de alguns jovens, iludidos pelas parangonas partidárias e sindicais e pelas palavras de ordem incessantemente gritadas aos megafones, que, qual carne para canhão, dão o corpo ao manifesto, e por isso, recebem bastonadas e são obrigados a identificarem-se por via dos ataques que fizeram às forças da ordem. Com isto a revolta desses jovens cresce e alimentam ainda mais o “poder” desses partidos de esquerda e estrema esquerda e os sindicatos que à volta deles gravitam.

Esta greve, anunciada como uma grande e estrondosa vitória das classes trabalhadoras, foi uma enorme derrota, já que todo o País perdeu, e ninguém, a não ser os que se julgam melhores que todos os outros e estão sossegados nas suas cadeiras do pequenino poder que consideram ter ganho mais algum peso político, ganhou. A dívida vai ter de ser paga e a austeridade vai continuar e provavelmente aumentar nem que seja para pagar mais esta perda de dinheiro.

Tudo isto é uma enorme mentira e uma grande chuchadeira que interessa só a alguns, com o dar o peito às balas por parte de muitos.

O Sr Arménio Acusa o Governo de Usar a Polícia de Choque para Intimidar os Grevistas

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(video antigo)
Terá o sr Arménio razão nas suas acusações?
Para que servem e a quem servem os piquetes de greve?
E haverá quem não adira à greve? A que custo?
Que pensam as pessoas nas ruas?
A GREVE NA EUROPA
Tumultos por todo o mundo grevista.

A greve dos calões

Greve Geral europeia

Portugal, Espanha, Itália, Malta, Grécia, Chipre…

Há quem me diga que uma GREVE GERAL é uma GREVE política e que por isso e tal…

É exactamente isso – é um acto político!

Quem está com o Governo não faz GREVE!

Quem, como eu, como NÓS, está CONTRA o Governo e as suas políticas, faz greve!

Estão do lado de quem luta os que ficaram sem emprego, os que passam dificuldades, aliás, sem possibilidade de fazer GREVE porque não têm trabalho – até por eles a expressão da nossa luta faz ainda mais sentido. Acima de tudo por quem não tem trabalho faz sentido esta GREVE EUROPEIA! [Read more…]

14N: Agora é a hora!

Para uma parte significativa do nosso povo Portugal tem que pagar o que deve. E ponto.

Existem, depois, dois grupos, minoritários que têm vindo a fazer opinião:

– para o PSD e seus boys existe um caminho para ser percorrido e que está, ainda, a começar: tornar privado tudo o que possa dar algum tipo de lucro, ou seja, depenar o país de qualquer tipo de possibilidade de se safar. Eles dizem que Nós (o país!) temos que pagar porque esse é um negócio que lhes interessa, e muito!

– para o BE, para o PCP, para uma parte cada vez mais significativa do PS e, claro, para um conjunto cada vez mais amplo de pessoas, independentes e livres, da esquerda à direita, está hoje mais claro o caminho que isto está a levar. Já perceberam qual é a agenda que está em cima da mesa. Já compreenderam o que querem os boys de serviço. Continuam,  no entanto, sem apontar um caminho, sem dizer ” é por ali!”

Hoje, Silva Peneda, aponta um caminho: negociar e já!

Defendo essa exigência! É impossível continuar a pagar, quer os juros, quer a comissão à TROIKA, sem que isso signifique o fim do país.

Confesso que continuo a ter algumas dúvidas sobre o papel do CDS e de uma parte do PS que tendo percebido o que está em causa, continuam a vacilar entre o futuro do país e o futuro das respectivas carteiras – está também visto o que vão escolher quando tiverem que optar.

Neste quadro, meio estranho, onde os políticos se revelam incompetentes para resolver, tem que haver uma resposta das pessoas reais – de mim, de ti, de cada um de nós!

É um momento único este que vai ser vivido na próxima 4ª feira!

Uma EUROPA inteira a lutar!

Este é o caminho e poderá, desta unidade dos povos, das pessoas que trabalham, sair alguma coisa bem positiva.

Dia 14 participo na GREVE GERAL! E tu?

Greve Geral a 14 de novembro

São cada vez mais os sindicatos a aderir, muitos filiados na UGT: Função Pública, CTT, Fisco e muitos mais.

Cresce também pela Europa um sentimento de cumplicidade com a Greve Geral marcada para Portugal – 14 de novembro. Também por França.

É geral, de TODOS os que trabalham e vai ser estrondosa: TODOS a podem fazer.

E, sem margem para qualquer tipo de dúvida: Esta Greve vai ser uma Greve especial.

Quanto a isso, já não há dúvidas.

14n ficará na história como o primeiro momento de luta à escala europeia.

Alternativas: a CGTP

Em Portugal é um lugar comum dizer-se que não sou político e não quero ter qualquer relação com a política.

É, talvez, o maior dos nossos problemas. Se calhar esta ideia resulta da confusão entre política e partidos, até porque estes tomaram conta de parte significativa da nossa vida política, deixando pouco espaço para outro tipo de intervenções.

Querendo ou não querendo qualquer cidadão é um Político e com P dos grandes. E a afirmação da dimensão política de cada cidadão é anterior aos próprios partidos, isto é, cada pessoa antes de poder integrar um partido é um cidadão e por isso um político.

Nesta afirmação conceptual do que deverá ser a dimensão política da nossa cidadania, torna-se muito importante a intervenção nas diferentes organizações da nossa sociedade.

Os sindicatos são, também, um desses pilares da nossa democracia e têm nos últimos tempos procurado encontrar alternativas políticas ao caminho, errado, que o (des)governo de Passos Coelho insiste em percorrer.

Arménio Carlos apresentou uma conjunto de propostas alternativas à TROIKA, algo também feito há coisa de um mês.

Começa a ser hora de deixar de dizer que não há alternativas!

Há alternativas! Há outro caminho!

PS de AJS

Gostei da iniciativa do PS de comemorar o 5 de outubro. Há quem o considere dispensável – eu não penso assim e é claro que um partido de matriz republicana não pode deixar passar o 5 de outubro de uma maneira qualquer. Aliás, ontem foi um dia que muitos quiserem aproveitar:

– o Sr. Silva aproveitou para colocar a bandeira ao contrário;

– a CGTP iniciou a Marcha contra o desemprego;

– a FENPROF ( o dia 5 de outubro é o Dia Mundial dos Professores) fez tanta coisa que …;

– o Congressso das Alternativas aconteceu.

Mas vou voltar ao PS – a ideia de recuperar o 5 de outubro é brilhante! A ideia de reduzir o número de deputados é uma estupidez. É uma forma fácil de demagogia – é como reduzir concelhos, círculos uninominais e outras coisas que tais. O PS  com AJS tem e deve crescer mas não precisa de esmagar a sua esquerda na secretaria. Tem que convencer pelas ideias. Será assim tão complicado entender isso?

Manifestação CGTP Terreiro do Paço

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Lisboa, 29.Set.2012
© Sandra Bernardo

Duas leituras sobre o Terreiro do Povo

Tenham medo, muito medo… e quando a forma mata o conteúdo.

Quantos cabem?

Um país inteiro!

Proposta da CGTP como alternativa aos “sacrifícios e destruição da economia”

A ler aqui. Que comentários vos merece?

Apelo da CGTP

Passos Coelho, e que tal falar ao país no dia 27?

Como é que se luta contra estas políticas?

São quatro da tarde. Se tudo estiver a correr como o previsto, estou na Avenida dos Aliados. Deixo o post prontinho a sair para acompanhar os que ficaram em casa.

Do outro lado do Rio, aqui ao lado, em Avintes, nasceu a 9 de Abril de 1942, Adriano Correia de Oliveira que deu voz às palavras de Manuel Alegre na “Trova do vento que passa“:

“Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não”

E estas palavras explicam o que nos vai na alma hoje. Não tenho, não temos grandes soluções para o país apesar de me ter atrevido a deixar algumas dicas.

Resta-nos esta FORÇA de dizer NÃO!

Carta Aberta ao Fóssil Arménio

Meu caro Arménio Fóssil Carlos, o meu caro não pense que este que lhe escreve está incondicionalmente do lado das políticas de direita deste Governo como muito menos esteve aquando do desgoverno UltraDireita patrulheiro-trauliteiro socialista. Não. O que nos separa é o facto de eu pensar pela minha cabeça e o camarada Fóssil pela do Comité Central Ortodoxo milenarista. Mas, nesta carta aberta, a minha mensagem é muito simples e resume-se nisto: ainda está a tempo de desconvocar a peregrina Paralisia PseudoGeral de Quinta-feira. [Read more…]

Sinto-me Tenso com a CGTP e com a EDP

Na próxima Quinta-feira não sei se poderei ir trabalhar. O Metro do Porto falhou-me na última Brincadeira Geral com o Fogo e eu dependo inteiramente dele-Metro para complementar as minhas deslocações a pé diárias, para lá e para cá: 10km são duas horas. [Read more…]

Dizem que a CGTP vai tentar parar o País na quinta-feira

Com uma intenção destas, deve ser por coisa séria. Por isso, fui à fonte ler sobre os motivos das próxima greve geral. São:

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Concursos de professores Olímpicos: escolas privadas nos concursos públicos

Os concursos de Professores, como antes escrevi, são um acontecimento mediático ao nível de uns Jogos Olímpicos: são de quatro em quatro anos e o fundamental é participar.

Só consigo registar uma diferença: os Jogos Olímpicos são em ano bissexto e os concursos de professores, nem por isso.

Seguindo a natural esquizofrenia que alimenta a mente dos nossos políticos, qualquer equipa que tome conta do Ministério da Educação tem que mexer na legislação de concursos. E esta é a primeira nota a salientar – torna-se impossível gerir uma carreira nestas condições, em permanente mudança.

Na proposta que agora foi apresentada pelo MEC há duas questões que estão a monopolizar a discussão:

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Todos Contra Todos

Não Fui Eu Quem Propôs? Sou Contra!
Somos Um Povo de Rezingões
Ao longo dos dias, das semanas e dos meses, variadíssimas pessoas do governo, da oposição, das sociedades civis, anónimos cidadãos e outros menos anónimos, foram fazendo propostas para que eventualmente se melhore este ou aquele aspecto da nossa vida.
Por cada um que o faça, milhares de outros se manifestam contra.
Por cada medida que se implemente, milhares de pessoas, agrupadas ou sozinhas, dizem que não concordam, que é uma estupidez, que tudo vai ficar pior, que não pode ser feito assim, e as mais diversas opiniões e conselhos e exigências e ameaças são feitas por causa disso.
Por cada medida que se anuncie, uma greve é proposta. Por cada greve que se efective no actual estado económico do País, o País empobrece. [Read more…]

Um velho caminho para CGTP

A CGTP mudou!

Uma história que vai para o terceiro acto: congresso, manifestação e greve  geral!

Carvalho da Silva foi durante algum tempo – especialmente no último mandato – um dirigente que parecia valer mais que sua organização. Talvez por isso o PCP o tenha “suportado”, até porque os estatutos da Inter resolveriam o problema.

Entrou Arménio Carlos e chegou a hora de afirmar a diferença. A estratégia política da CGTP é hoje muito clara: mostrar que a CGTP voltou à casa mãe. Mais uma Greve Geral mostra bem essa realidade onde parece haver muito pouco (nenhum!) cuidado em ouvir quem trabalha. Alguém decide, marca-se e ponto final! Um erro porque leva a única organização de trabalhadores do nosso país para um canto que não é o seu!

 

Erro do Comité Central

A cavalgada do Comité Central está mais forte do que se pensava!

O Camarada Arménio vem com a força TODA! Depois dos 300 mil, outra GREVE GERAL!

Um ERRO!

Um ERRO!

Esta era hora de ir aos locais onde está quem trabalha, ir de encontro a quem está desempregado para perceber que caminho deseja o povo! O que se ouve de quem trabalha não é o mesmo que se ouve de quem, às vezes, diz que fala em nome dos que trabalham.

Não entendo esta decisão! Não a respeito!

Queridos, não encolham as manifes

Diz a CGTP que ontem estiveram 300 000 em Lisboa. Sendo óbvio que no Terreiro cabem pouco mais de 120 000, também não ouvi ninguém dizer que estiveram lá todos ao mesmo tempo, e truques baixos como o do JN, que andou a publicar um vídeo feito antes de a praça encher são pura batota. Andamos a inflacionar números de manifestantes desde 75 (quem começou até foi a direita) e agora é tudo muito relativo.

Por mim estou com o espírito do Luís M. Jorge:

Para um espírito prático a fraqueza dos nossos sindicatos só tem estas soluções: ou se tornam muitos e param o país, ou se tornam muito violentos e param o país.

Servem as manifestações para alguma coisa? já ouvi patrões de patrões louvar estas iniciativas: acham eles que o pessoal faz o seu piquenique, extravasa a raiva nas palavras de ordem, e fica muito contente por serem muitos. Em parte é mais ou menos isso, razão porque fica mal à direita encolher a manife, se tivessem juízo ainda falavam em 400 000.

A manifestação eficaz juntará um destes meses os que alinham com os sindicatos com os que nunca alinharam, principalmente os desempregados. E não será em Lisboa, será pelo país fora, provavelmente mais pelo país fora, e desconfio que de norte para sul. Eficaz em número, nem precisando de ser muito violenta, embora conhecendo os hábitos da casa e o funcionamento das panelas de pressão tal seja provável. Já faltou mais, este governo tem-se esforçado por isso, e nesse dia prometo acender uma velinha a Vítor Gaspar, será merecida.

Adenda: além de ser um belo vídeo, estas imagens desmentem quem acha que o Terreiro do Paço nem sequer encheu: [Read more…]

Um dia de greve são 150 milhões de euros… na Mota Engil?

Ter razão antes do tempo é uma coisa que acontece com frequência no Aventar. Desta vez o JJC teve a lucidez de sugerir que Sérgio Monteiro deveria ser levado em conta…

Na altura, confesso, não lhe dei a devida atenção, mas nos últimos dias fiquei com pena do professor de matemática do senhor secretário de estado, que em tempos terá andado pela Mota Engil.

Diz ele que o dia de greve custa ao país 150 milhões de euros.

Vejamos: com 22 dias úteis por mês, temos 264 dias no ano. Isto a multiplicar por 150 milhões dá qualquer coisa como 39600 milhões de euros. Atentendo a que o nosso PIB é o que é, há aqui algo que não bate certo nas contas do governo… [Read more…]