Então e o interesse nacional?

Depois da tempestade Vivo, antecipo grande turbulência com as compras chinesas. Desde a banca à dívida soberana. Ou não?

A China é mesmo um tigre de papel

Han Han anuncia o Nobel da Paz...

Até há umas semanas atrás era para mim um mistério que vários PC’s que viveram à sombra do PCUS durante o conflito sino-soviético, combatendo ferozmente o maoísmo, tenham virado adeptos da maior farsa da História do marxismo, o “socialismo” capitalista da China. Como hoje o fez o português, juntando-se ao cubano.

Havia aquela explicação parva de ser uma força anti-imperialista, como se o imperialismo americano não estivesse em decadência e em vésperas de ser substituído pelo do Império do Meio, a emergência salvadora do capitalismo no seu estádio supremo. Não chegava.

Há dias encontrei uma lógica, porque até as barbaridades têm lógicas, rebuscada e fascinante: o erro de Mao Tsé Tung (recuso-me a mudar esta grafia) teria sido o de tentar a passagem do feudalismo para o capitalismo. Agora os camaradas (deles que não meus) estão  empenhados em construir o capitalismo, para mais tarde passar ao socialismo, tudo nos conformes com os mandamentos da religião e seguindo os cânones do materialismo pré-histórico.

Digamos, e por falar em religião, que ainda se pode distinguir um fundamentalista de alguém que se limita a ter e praticar a sua fé. Esta fica ao nível dos tipos que em nome da vida vão para a porta de clínicas matar médicos.

A imagem (obtida via Rue89) é uma captura de ecrã do blogue de Han Han, o mais lido no mundo, que desta forma anunciou entre aspas a atribuição do Nobel da Paz a Liu Xiabo ultrapassando a censura chinesa.

PCP de olhos em bico


Após as declarações do sr. Bernardino Gomes (AR) acerca da democraticidade norte-coreana, aqui está mais um exemplo da coerência do sempre updated Comité Central do PCP. Desta vez, insurge-se com a atribuição do Nobel ao dissidente Liu Xiaobo, decerto um “perigoso agente do imperialismo”, um “desviacionista burguês”, “provocador do cosmopolitismo”, “espião reaccionário”, e sabe-se lá o que mais. O argumento utilizado como justificação para o descrédito deste Prémio, será a anterior atribuição ao sr. Obama. Esperteza saloia, mas uma tirada com a qual, quase todos facilmente concordarão, sr. Obama incluído.

Diz ainda o PCP, que este galardão é “inseparável das pressões económicas e políticas dos EUA à República Popular da China”. Fazendo de conta ignorar os fortíssimos laços existentes entre a superestrutura político-industrial do PCC e a gente da Wall Street e da city nova-iorquina, o PCP ainda acrescenta que o Nobel devia “deveria contribuir para a afirmação dos valores da paz, da solidariedade e da amizade entre povos”.

Conhecida a “grande amizade” entre a URSS e a China, nos bons tempos em que alinhavam dezenas de milhar de canhões em ambos os lados da fronteira, esta declaração não pode deixar de ser mais uma excentricidade. É que os canhões não se amontoavam para a “luta final contra o imperialismo”. Estavam mutuamente apontados para os “irmãos proletários”.

Andará o PCP à cata de subsídios em Yuan, ou terá entrado numa deriva maoísta?

Teoria dos vasos comunicantes do lucro fácil

vasos comunicantes do lucro fácil

O Brasil ultrapassa Espanha no ‘ranking’ da economia mundial

Os países emergentes prosseguem no trajecto do sucesso. A semana iniciou-se com a notícia da China ter destronado o Japão do 2.º lugar na economia mundial, em termos do valor do PIB. Hoje, o feito coube ao Brasil, com um PIB de 1,8 biliões de dólares entre o final do 1.º trimestre de 2009 e idêntico período de 2010. Com este resultado, desalojou da 8.ª posição a economia espanhola, que se quedou pelos 1,5 biliões de dólares, segundo a publicação Expansion; informação secundada, em Portugal, pelo Jornal de Negócios.

Ressalve-se, entretanto, que, tanto no caso da China como no do Brasil, a evolução necessita de ser confirmada no fecho de 2010, embora a maioria dos analistas assegurem que a situação não se alterará; pelo contrário, poderá mesmo reforçar-se.

China e Brasil: as diferenças

Conquanto desfrutem ambos da classificação de ‘países ou economias emergentes’, existem diferenças consideráveis nos modelos de desenvolvimento das duas nações. A China, governada por uma elite comunista-capitalista, e pátria de conveniência das multinacionais, é um país, com 1.347.000.000 de habitantes. Muitos deles submetidos a regimes de trabalho desumanos, como realçámos em Foxcoon: a morte de mais um trabalhador.

No Brasil, presidido por Luiz Inácio Lula da Silva, ex-operário metalúrgico e lançado para o mundo do trabalho aos 13 anos, o crescimento económico tem características distintas. Ainda há muita pobreza e caminho por desbravar. Lula está consciente disso. Porém, no final do 2.º e último mandato, o presidente brasileiro deixa ao povo brasileiro um legado social e económico, diferente daquele que herdou e do prevalecente na China. O Brasil só tem 193.000.000 de habitantes e admito que seja mais fácil a acção governativa.

Vencidas algumas turbulências do 1.º mandato, o presidente Lula e seus governantes souberam extrair e distribuir o rendimento dos benefícios dos inúmeros recursos naturais do Brasil, seguir políticas monetárias favoráveis à competitividade externa – 13% das exportações brasileiras destinam-se à China – e ao desenvolvimento do mercado interno e da classe média, através de incentivos ao emprego e ao consumo privado. Com estas políticas, em que a intervenção do Estado na economia é efectiva e benéfica, o Brasil espera atingir crescimentos do PIB da ordem dos 7% em 2010 e 11% em 2011.

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Veleiro não entra!


Aqueles que extensivamente utilizam a subversão armada no sudeste asiático e exploram mão de obra semi-forçada ou em semi-escravatura, recusaram a entrada em Macau, ao navio-escola Sagres.

A primeira questão a colocar, consistirá saber se tecnicamente sendo um navio de guerra, o Sagres fica sob a mira do articulado legal chinês que proíbe navios militares estrangeiros de atracar na “região especial”. Assim sendo, as autoridades de Pequim terão o Direito do seu lado.

A segunda interrogação, talvez de mais difícil resposta, reportar-se-á aos meandros diplomáticos e neste momento, não podemos vislumbrar se por detrás desta decisão aparentemente extemporânea e até ridícula, se esconderá qualquer quid pro quo luso-chinês. Mais tarde ou mais cedo se saberá.

A terceira questão, poderá ter uma certa relação com a situação interna em Macau, onde afinal, os iniciais entusiasmos pelo “regresso à pátria mãe” terão esfriado ao longo dos anos. Pois isso está mesmo a acontecer. A presença do Sagres III em Macau, trará à memória, os tempos em que para todos os efeitos a cidade era praticamente independente, gozava de uma grande prosperidade e a liberdade de expressão não era mera retórica para colocar olhos em bico. O que terão agora os decisores de vontades alheias – aqueles que em Lisboa entregaram Macau sem consulta popular – para dizer em público? Provavelmente nada, pois nem sequer saberão apontar no mapa, a situação geográfica do antigo território sob administração portuguesa.

Preferimos acreditar na primeira hipótese.

No fim de contas, os pequineses fizeram mais um grande “negócio da China”. Como no dia do hand-over dizia um atónito locutor da televisão tailandesa, no século XVI os chineses entregaram um lugarejo numa praia vazia e receberam-no de volta, transformado uma bela cidade pujante de vida e de riqueza. Com aeroporto, além de tudo e mais alguma coisa.

UE e euro sob o domínio da Alemanha… até na China

A chanceler Angel Merkel esteve de visita à China. Teve conversações com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. O estadista asiático declarou a Merkel o empenho da China na defesa do euro e da recuperação das economias europeias. Motivo: a influência da Europa no desenvolvimento económico e social da China; país que, de resto, detém investimento de avultadas reservas no espaço da UE.

A visita saldou-se, como as notícias evidenciam, por acordos bilaterais, favoráveis a empresas alemãs; nomeadamente a Siemens AG e a Daimler AG.

Merkel teve o mérito de ser eficaz, em resultados para o seu país. Valeu-se da convicção de Wen de que a crise na zona euro está a afectar o crescimento económico da China e talvez tenha ripostado: “Aqui está a Alemanha, dona e senhora da UE, para avançarmos”.

Perante tudo isto, parece-me legítimo questionar se, de facto, não caberia institucionalmente à presidência da União e da Comissão Europeia desempenhar o papel de que se apropriou a Sra. Merkel. Acho que sim. Mas lamentavelmente a zona euro e restantes países da UE auto-excluem-se, também por inércia desse carismático presidente fantasma, chamado Van Rompuy, ou do putativo Barroso. Já nem falo da britânica Catherine Ashton, titular do cargo de alto representante para a Política Externa.

Embora tenha de conformar-me com a pro-actividade de Angel Merkel em defesa da sua Alemanha, recalcitro: não é aceitável a passividade das superstruturas da UE e até dos restantes Estados-Membros. Mais a mais, tratando-se de relações com o país emergente com a mais elevada taxa de progressão económica mundial, a China, e tendo sido usado o álibi da recuperação da zona euro e da UE em geral.

Como escrevi há dias, esta UE começa a ser um absurdo. Que é feito da solidariedade em nome da ‘coesão económica e social’ tão propalada em tratados e outros documentos subscritos por todos os Estados-Membros? E de acções concretas de política externa comum? Resposta: a Alemanha é quem sabe e ordena. Com naturais cedências à França e ao Reino Unido.

Pão, pão, queijo, queijo?

Num artigo de José Reinoso intitulado “Greves sacodem a fábrica do mundo”, publicado na última Visão, deparei com este parágrafo surpreendente:

“Os trabalhadores da Honda Lock reivindicam, igualmente, a criação de sindicatos independentes, coisa tabu no país, onde estão proibidos. As associações de defesa dos direitos laborais existentes na China estão ligadas ao Partido Comunista e actuam, normalmente, ao serviço dos empresários.”

É caso para dizer que, se fossem chineses, Américo de Amorim, Belmiro de Azevedo, Joe Berardo, Francisco van Zeller, etc., seriam militantes comunistas. Convictos, por amor ao capital.

A China e a India e a miséria dos seus povos….

A China e a India conseguem aumentos do PIB a roçar os 10%, porque as suas economias assentam no lado da oferta, baixos salários, nenhuns ou baixíssimos apoios sociais, não têm consumo interno.Estão virados para a exportação para a rica Europa e Estados Unidos. Acontece que estes dois deixaram de ser ricos, não compram, a China, A India e outros países com a taxa do PIB a crescer a dois dígitos vão ter que desenvolver o mercado interno.O Brasil está no rol, nos últimos dez anos tirou 40 milhões de pessoas da pobreza.

Só os mercados internos da China e da India, se e com capacidade de compra eram suficientes para dar um piparote na crise mundial, e arrastar as economias não só dos países desenvolvidos mas tambem de muitos países em desenvolvimento.Acontece que isso tambem levanta problemas. Desde logo uma corrida às matérias primas e consequente aumento de preço, lá se vão as jeanes a cinco euros…

Depois povos com as necessidades essenciais resolvidas começam a pensar em coisas perigosas como sejam a cultura e o conhecimento e isso leva a problemas sociais e políticos…

A Europa e os Estados Unidos têm que travar de vez a “bolha financeira” que não corresponde à economia, isto é, não representa a riqueza criada e deixar de vez de acreditar piamente, naquela máxima: “dá o teu dinheiro aos bancos que eles sabem melhor do que ninguem onde aplicá-lo” porque como se vê é falso!

Podemos e devemos queixar-nos mas a verdade é que fomos nós, pessoas, que achamos possível ganhar cada vez mais, que os bancos nos davam cada vez mais dinheiro na remuneração dos nossos depósitos, que andamos a comprar sapatilhas a um euro,(assente na exploração do dumping social) como se tudo isto fosse natural e sustentável.

Não é!

US – têm a máquina de imprimir os dólares

Esta é que é a grande vantagem dos nossos amigos americanos, como a sua moeda é a moeda de reserva, dão à manivela e produzem as notas necessárias. O problema é que este movimento tão simples de dar à manivela é determinado por problemas internos da nação americana e não por problemas e preocupações mundiais.

Como a dívida dos US é em dólares e são eles que os imprimem quando e quanto querem, sempre será capaz de pagar as suas dívidas, a única questão é saber se os dólares com que pagam valem o mesmo de quando a China emprestou o dinheiro.

Por isso já há movimentações para a criação de um novo sistema de reserva global. A China, a França e muitos outros países apoiaram a ideia, mas tem que ter a prioridade máxima e não está a ter. O que mudou mesmo, com a globalização, é que os bancos americanos chegaram à conclusão que o melhor sítio para colocar o aforro não é nos US, a liquidez com que o mercado foi inundado não se traduziu em crédito para a economia, empresas e famílias americanas e isso trava o crescimento da economia.

Claro que os US não querem nem ouvir falar na criação de uma nova moeda global enquanto tiverem de pedir emprestado, todos os anos, um bilião de dólares, não querem perder esta pechincha enquanto houver pessoas dispostas a comprar os seus títulos da dívida pública.

É que para pagar basta dar à manivela!

Foxcoon: a morte de mais um trabalhador

A Fábrica Letal

O trabalho assassino continua. Segundo o jornail “i”, ocorreu mais uma morte na Foxcoon. A vítima, desta vez, foi um engenheiro de 27 anos. A família atribui a morte à sobrecarga de trabalho do jovem técnico.

A Foxcoon, como já escrevi aqui, é uma empresa chinesa, propriedade de um coreano, e produz equipamentos para a Apple, Dell, HP, Nitendo, Nokia e Sony – não me canso de repetir – com o recurso a operários pagos ultimamente a 120 / 130 euros mensais, para 12 horas diárias em 6 dias de trabalho por semana.

A OIT – Organização Internacional do Trabalho integra 183 países-membros, entre os quais a China. Teoricamente, através de Declaração pública e internacionalmente aceite, a citada organização e respectivos países-membros estão vinculados ao compromisso de fazer cumprir princípios e direitos fundamentais no trabalho – só teoricamente, porque na prática não se aplica.

Sabe-se lá quantas Foxconn’s e respectivos governos gozarão de impunidade semelhante por esse mundo fora? Mas, citando Joseph Stiglitz, “o modelo global sem governo global” lá vai produzindo iniquidades e, neste caso, até a morte de trabalhadores.

A teoria do mercado, tão ao gosto dos liberais e do próprio FMI, é que o trabalho também se insere no jogo “da oferta e da procura”. Isto, porque consideram as energias do ser humano equivalentes a mercadoria; e ainda que uns desgraçados morram e as multinacionais prossigam na insaciável conquista de poder e lucros globais e crescentes, a própria vida de quem trabalha é matéria irrelevante.

Taiwan e China Imperiais

A globalização, brutal e desregulada, vem causando às economias ocidentais graves crises económico-sociais. A Europa, continente pioneiro na criação e manutenção do Estado Social, é das regiões mais afectadas. Taiwan e China, e o estatuto imperial adquirido, constituem-se como adversários imbatíveis; sobretudo se mantida a conivência de organismos como a OMC e a OIT – atente-se, a propósito, no artigo publicado há dias pela insuspeita The Economist.

De facto, enfrentando a concorrência de países sem princípios e regras sociais, ou seja, de economias onde prevalece o chamado “dumping” social, é difícil, para não dizer impossível, aos governos europeus manter políticas de maior equidade na distribuição de rendimentos e manutenção de empregos e serviços de interesse público; em particular serviços das áreas da Justiça, da Educação e da Saúde; todos sob ameaça de desmantelamento, pelo menos parcial. Por exemplo, a subsistência do nosso SNS e da fonte inspiradora, o NHS do Reino Unido, está posta em causa. As medidas do actual governo e as intenções do candidato à alternância governativa em Portugal, assim como os propósitos anunciados pelo recém-eleito PM do Reino Unido, David Cameron, não suscitam dúvidas quanto ao esperado desfecho.

Ainda por cima, não é incomum ouvir declarações do género: “O Estado tem de retirar-se do papel de prestador, mesmo na Saúde e na Educação, limitando-se, isso sim, a exercer funções de regulação”. Quero crer que muitos dos defensores desta ideia o fazem porque acreditam nela. Eu estou entre os cépticos e questiono: “O que pode fazer isoladamente um Estado, ainda para mais reduzido de poderes como nosso, para através da regulação nacional controlar os efeitos económico-sociais adversos e enormes de um mundo globalizado e desregulado?”. E respondo: “Muito pouco” – para não dizer “Nada!”. [Read more…]

A Flexibilização das Leis Laborais é Mortal?

O Diário de Notícias relata: a empresa produtora do IPhone da Apple na China, Foxconn, já se deparou, desde Janeiro último, com dez suicídios de operários. O sucedido compeliu os responsáveis da empresa a solicitar aos operários a assinatura de documento a prometer que não se suicidarão. É uma história triste e exemplar do capitalismo global hodierno.

O caso suscita  interesse em diagnosticar as razões do repetido acto. Percebem-se, na análise, causas relacionadas com as condições de trabalho vigentes: 12 horas diárias em 6 dias da semana, proibição de falar; em suma, um ambiente de semi-escravatura e depressivo.

Lido o conteúdo, obtive a resposta à pergunta formulada no título: a flexibilização das leis laborais, a julgar pelo caso Foxcoon, pode causar a morte.

O patronato português ainda se manifesta insatisfeito com a proliferação de trabalhadores a recibo verde, de baixa retribuição, e as vantagens das alterações introduzidas no Código de Trabalho (CT) pelo governo anterior de Sócrates – lembre-se que a Sonae Distribuição do Eng.º Belmiro tentou usar a permissão legislativa de 12 horas de trabalho diário, segundo o estabelecido no CT. A flexibilização legislativa é reivindicação recorrente dos nossos patrões.

Para compor discursos, utilizam o argumento das dificuldades de investimento e de competitividade. O obstáculo, lembre-se, é a rigidez da legislação laboral.

Na grande guerra das fortunas, como em outras, a morte é desfecho normal. Mas atenção, neste caso só se pode suicidar quem seja operário, trabalhe 12 horas diárias em 6 dias por semana, se abstenha de falar com o camarada do lado e ganhe um salário muito, muito reduzido. “Uma flexibilização deste género é que nos assentava a cem por cento!”, concluem os grandes empresários portugueses. Grandes não. Enormes!

E a propósito: quando é que a OMC proíbe a concorrência de países com ‘dumping social’?

China : uma política de poder

Devagarinho as nossas economias vão ficando prisioneiras da economia Chinesa. Esta política é claramente uma política de poder, enquanto nós , os ocidentais, cegos pelo lucro fácil, olhamos para ela como sendo puramente comercial. Os trabalhadores chineses continuam a ganhar 1/5 do que ganha um trabalhador ocidental, horários e pagamento de horas extra não há, e o milagre para um trabalhador chinês é ter trabalho. Faz tudo para o manter.

Agarrados à teoria da criação de valor com a “marca”, as nossas fábricas, uma após outra vão-se mudando, a dimensão da produção é impressionante, no Ocidente uma produção de um milhão de unidades corresponde a uma produção Chinesa de 40 milhões, as nossas fábricas, vão ser esqueletos de uma economia outrora pujante.

É tudo “made in China” um rótulo americano, comprado a tuta e meia na China é vendido por muito mais, ganhando-se rios de dinheiro sem esforço. Cerca de 60% da dívida externa dos USA está nas mãos dos Chineses e grandes e outrora orgulhosos grupos económicos ocidentais já são propriedade de Chineses.

Um dia destes, sem darmos por isso, estamos todos com os “olhos em bico” tudo porque o que interessa é o lucro a qualquer preço nem que para isso, seja necessário cantar loas à globalização e que o comércio internacionall livre mantenha economias assentes na exploração do homem pelo homem que tanto se ataca no ocidente.

O petróleo está a 85 USA dólares /barril

O petróleo com avanços e recuos não cessa de subir, já vai nos 85 dólares e com a desvalorização da moeda verde dos USA, as nossas economias têm aí um factor de perturbação muito forte. Sempre que o petróleo tem uma escalada no preço, não falta quem jure que agora é que se vai investir em energias alternativas,  nos automóveis electricos e na energia nuclear. Logo que o preço dá sinais de estabilidade,  lá vem novamente a ideia que vamos ter petróleo fácil e barato.

As guerras em várias partes do Mundo só se justificam por causa do ouro negro, os novos poços encontrados são de extração dificil e cara e todos, produtores e consumidores, não têm dúvidas que o petróleo vai ( já está)  inclinar o eixo económico para vários países emergentes. Os que têm petróleo e os que para saírem do subdesenvolvimento precisam tanto dele como de pão para a boca de grande parte da sua população faminta. E não se peça a estes países que contenham por mais tempo as legítimas expectativas de melhor nível de vida da população, sob pena de se iniciarem gravíssimas perturbações mundiais. Já há quem aponte o desmembramento da China, a prazo, se o seu sistema não der resposta satisfatória às necessidades da população.

A procura, com as necessidade cada vez maiores da China, do Brasil e da Índia, vai sofrer grandes incrementos com a concomitante subida do preço e a UE, sem matérias primas, vai ter que estar na cabeça do pelotão na inovação, na procura de novas fontes de energia, na tecnologia “massa cinzenta”, nos serviços…

Mas quando o petróleo por algum tempo admite alguma estabilidade no preço, logo aparecem os que acreditam que as energias alternativas ainda são demasiado caras e o nuclear demasiado perigoso!

Caro e perigoso é o petróleo!

Mário Crespo, Governo, China, crime e companhia

Se fosse há uns anos atrás, tipo época de Governo de Direita, o caso Mário Crespo dava direito, até, a intervenção do Presidente da República. Mas os tempos são de Esquerda, isto é são de PS. Será apenas um “problema” do Governo, para “solucionar”, entre o silêncio e o acto de silenciar.

No Governo, além do baile das prioridades entre TGV e estradas novas,  é o Ministro das Finanças que quer substitui José Sócrates no papel do “agarrem-me ou eu vou embora”. Teixeira dos Santos ameaçou demitir-se por causa da Madeira. Com a sucessão de casos, João Jardim deve sentir-se elogiado. E por falar em Madeira, os estragos do mau tempo acumulam-se. Mais um argumento para ajudar financeiramente a ilha.

Na China haverá, segundo a OCDE, excesso de créditos bancários. Por aquelas bandas até o dinheiro é mais barato. Esperemos que as famosas casas dos chineses comecem a vender, também, dinheiro ao desbarato. Isso é que era…

Steve Jobs, da Apple, terá criticado a Google e a Adobe, chegando mesmo a afirmar que a Google “quer matar o iPhone”. A qualquer momento espera-se uma abertura de inquérito por parte da Procuradoria Geral da República.

Francisco Van Zeller afirma não comprar produtos estrangeiros. Desconfio que também tem um Magalhães…

Por fim, e como está na moda criminalizar tudo, porque em tempos de fome, a moralidade demagógica aperta, Helena Roseta defende a criação do crime de abuso urbanístico. Já agora, podia-se criar também o crime político, tipo mentir aos portugueses, prometer e não cumprir, etc. É que também convinha moralizar um pouco a política. E que tal ler o Código Penal para perceber que todos os actos que sustentam o chamado “abuso urbanístico” estão lá previstos como crime? É que não há falta de Lei, mas sim de Justiça.

O que eles dizem por aí

Razão parece ter Adão Cruz no Aventar quando questiona a “ajuda” americana no Haiti. 15 000 é o número de soldados que os EUA se preparam para estacionar no território, enquanto jornalistas estrangeiros são afastados do aeroporto: «Os soldados norte-americanos decidiram expulsar os jornalistas do aeroporto de Port-au-Prince onde estão dezenas de jornalistas, sem dar explicações de qualquer tipo» diz o TVI24, citando fontes espanholas. É, tudo o indica, mais mais um passo para perpetuar o império, enquanto a China  se vai posicionando para ser o poder imperial do futuro.

Por cá Mário Soares mostra-se incomodado quando lhe perguntam pelo ex-amigo Manuel Alegre. De ex-amigos está Soares cheio, principalmente quando ameaçam fazer-lhe sombra. Salgado Zenha, onde que que esteja, deve sentir-se reconfortado com a justiça que o tempo lhe vai fazendo. Já Pedro Passos Coelho diz que não sente necessidade de provar que tem ideias. O lançamento de um livro, as entrevistas em que se desdobra, os almoços com blogues, etc. provam isso mesmo. Volta, Pinóquio, estás perdoado.

Ainda por cá, Portugal e o euro podem vir a divorciar-se. Se me enviarem uma lista de divórcio acho que não me apetece contribuir. Enfim, se insistirem muito, junto alguns amigos gestores e subscrevemos uma apólice de seguro para um ou dois carros do estado. É que o seguro, ao que se diz, morreu de velho.

De boa, dizem por aí, escapou Liedson que já trocou hoje umas bolas com o resto da equipa. Bolas? As bolas de Beckham são falsas ou retocadas? Algodão, diz uma apresentadora italiana. Ora bolas!!!

 

É pró menino. E prá menina?

“Não cozinha, não aspira, mas sabe ocupar-se do resto se é que me entendem…”, assegurou o inventor da Roxxxy, uma boneca-robot que foi apresentada no salão erótico de Las Vegas, diz o Ionline.

Roxxxy tem cinco perfis de personalidade: Frigid Farrah (tímida e reservada), Wild Wendy (aventureira), S&M Susan (sadomasoquista), Young (garota de 18 anos) e Mature Martha (que vai “te ensinar” algumas coisas). E pode ter mais.

Mas só existe uma versão femina. Tá mal. A tecnologia quando nasce devia ser para todos.

Actualização: Isto anda tudo ligado. O mercado potencial parece ser a China onde se estima que dentro de 10 anos 24 milhões de homens não terão mulher.  Por cada 119 meninos nascem 100 meninas, numa mistura entre tradição, ecografias e aborto.  Por coincidência no mesmo jornal também se pode ler que em Pequim vai ser eleito o primeiro mister gay da China, isto anda tudo ligado não anda?

Happy New Year, Feliz Ano Novo, 2010!

O ano está a terminar. Um ano e uma década que ficam para trás. Para mim foi um ano cheio e uma década activa.

Nasceu o Aventar e com ele regressei aos blogues colectivos, conheci outras pessoas e aprofundei a amizade com um dos seus mentores. Ao mesmo tempo, congelei o meu doutoramento e disse “adeus”, por uns tempos, ao jornalismo. Profissionalmente foi um ano intenso, inacreditavelmente enérgico. Um ano com três eleições, imensas inaugurações e outras tantas iniciativas de todo o género. O país, a Europa e o Mundo, sobretudo estes dois últimos, viveram uma das piores crises económicas da história e a pior para a minha geração. Quer dizer, Portugal em crise? Bem, nesta década foi sempre assim, de mal a pior. A minha região continua a bater recordes negativos para desespero de todos. O Douro continua a ser a excepção, crescendo a todos os níveis: económicos, turísticos e culturais. O Douro e o F.C. Porto, o grande vencedor da década (Taça UEFA, Champions League, Ligas, Taças de Portugal, Supertaças, Campeão do Mundo de Clubes, etc.). Nesta década nasceu a minha filha e neste ano começou, a sério, a sua vida escolar. Em termos musicais foi a década dos Sigur Rós; em termos culturais destaco o renascer do movimento cultural portuense cujo expoente máximo é, sem dúvida, a Miguel Bombarda e toda a zona envolvente. [Read more…]

É Natal, pá!

É usual serem aplicadas sanções económicas ou boicotes a países cujos regimes violam os Direitos Humanos, ou desrespeitam imposições da ONU, ou por outra razão “qualquer”.

Até nós tivemos em Portugal uma campanha para que não se comprasse produtos feitos na Indonésia porque ocupava ilegitimamente Timor.

Curiosamente hoje já não nos importamos, por exemplo, que constantemente sejam executados chineses. Aliás até se dá benefícios fiscais ao comércio chinês. E, acrescentando o facto de venderem de tudo mais barato do que no comércio tradicional, percebe-se como não há terra que não tenha a chamada “loja dos chineses”.

Que diabo, sempre vendem produtos mais barato. E para quem tem de (sobre)viver com pouco, até mesmo essa coisa da qualidade de que tanto falam os nossos políticos, são para carteiras que não da maior parte do pessoal. Porque a qualidade importa algo que não é lá muito compatível com o nosso nível de vida: encarece.

Também não nos preocupa que a China seja um dos maiores poluidores do planeta que habitamos (embora o Tio Sam continue a liderar). Queixamo-nos que as radiações estão no auge, que sofremos com isso, mas barato é barato e em tempos de vacas magras há que fazer pela vida.

Em Copenhaga, a China até se diz muito preocupada com a defesa do ambiente, e que tem levado a cabo um enorme esforço para reduzir os níveis de poluição. Imagino mesmo que venha a curto/médio prazo a substituir os fuzilamentos por enforcamentos que têm um impacto ambiental menor ( a começar em sede de poluição sonora).

Assistindo ao corrupio das compras de Natal, entre grandes superfícies e o comércio tradicional, é fácil de ver que nas secções de brinquedos, os carros comandados e as bonecas feitos no oriente não dão hipótese aos brinquedos europeus. Até mesmo porque pelo preço de um ou dois brinquedos europeus compra-se, do oriente, tudo para filhos e sobrinhos e canalhada em geral. E mesmo grandes marcas ocidentais, de ambos os lados do Atlântico, produzem os seus artigos na China.

Nestes momentos, as teorias da defesa dos Direitos Humanos, do ambiente e da aposta na qualidade para vencer os desafios do futuro, ganham contornos de ridículo.

Porque é o 1º de Dezembro

   

 

A nacionalidade, bem ao invés da consuetudinária propaganda pós-iluminista, não consiste num princípio "republicano". Com ela nascemos herdando-a como um privilégio que a origem geográfica impõe, ou desgraçadamente apega-se como um incurável carcinoma que apenas um milagre poderá resolver. 

 

Assim, neste importante aspecto da nossa identidade que é confirmada por fastidiosos preceituados legais que ditam ao mundo o nosso estatuto entre os demais povos, somos todos e cada um à sua maneira, "reis". Ultrapassando barreiras étnicas que uma história multissecular amesquinha, temos a felicidade de beneficiar das garantias burocráticas confirmadas em cartões, bilhetes de Identidade, certidões ou passaportes.  Somos o mais pobre país entre os ricos e o que isto significa numa sociedade completamente alheada dos dramáticos problemas de sobrevivência quotidianamente enfrentados pelos nossos semelhantes, remete-se única e exclusivamente  para o cada vez mais acossado reduto do consumismo que até hoje confere o estatuto.

 

 

A tradição portuguesa que sempre se soube dotar daquele sentido prático das coisas que uma exígua comunidade impunha, estabeleceu ao fim de duas décadas desde a chegada do Gama a Calecute, o princípio da tácita assimilação que propiciou uma muito prolongada sobrevigência de um Império que contra si tinha todas as probabilidades. Fosse no funcionalismo, nos mercados ou nas Armadas, lá estavam sempre os novos-portugueses que a necessidade impunha. Do sertão brasileiro à Guiné de Honório Barreto, dos macaenses ao abnegado heroísmo de D. Aleixo Corte Real e de Aniceto do Rosário, temos esse precioso património humano que garante por si, o nome de Portugal entre os grandes. Distraídos contumazes, temos entre nós os sobreviventes de uma época que parece para sempre perdida e entre estes, ergue-se a figura de um Marcelino da Mata, esquecido por oportunamente técnicas ou suspeitas questões de legitimidade do sistema.

 

Hoje, a cobiçada nacionalidade portuguesa parece apenas acessível a quem muito porfia ao longo de anos a fio, submetendo-se a todo o tipo de questões e prepotências legalistas que os balcões estatais ditam. São tristemente célebres e exasperantes os métodos do SEF e entidades adjacentes que ao invés, por vezes são estranhamente céleres na atribuição do passaporte nacional a meritórios jogadores de futebol e atletas de craveira olímpica. Estes nossos compatriotas, em muitos casos provêm de territórios que pertenceram à soberania portuguesa, o que ajuda a súbitas mudanças de ânimo que facilitam procedimentos claramente concomitantes com a oportunidade da conquista de galardões que prestigiam Portugal.

 

Na véspera do 1º de Dezembro, a data maior da nossa história, surge uma oportunidade única de demonstrar a uma grande potência, a razão da existência de um pequeno país que ao longo de quase meio milénio com ela compartilhou uma reduzida mas significativa fronteira territorial. 

Quando da entrega de Macau à República Popular da China, não passou despercebido um muito simbólico detalhe que os novos proprietários de Macau não deixaram de anotar. Quem comandava a unidade do nosso exército  que de espada em punho representou o nosso país, era um oficial português de etnia chinesa.  Se isto pouco significa para nós, um povo habituado a ver entre os seus gente proveniente de todos os continentes, para a orgulhosa China foi um sinal de uma grandeza que mesmo empalidecida pela inexorável passagem dos tempos, não deixa de ser uma mensagem que vai muito além das meras formalidades que os tratados internacionais e a lei do mais forte parecem garantir. Ainda no último 10 de Junho, as Forças Armadas tiveram a sageza de fazer desfilar as bandeiras históricas de Portugal e todos puderam verificar que uma ou outra era empunhada por alunos do Colégio Militar, cuja origem extra-europeia não oferecia a mínima dúvida.

 

Amanhã passa mais um 1ª de Dezembro. 

 

Portugal não pode arriscar-se a ver um homem recentemente galardoado com uma das mais relevantes – porque significativas naquilo que o seu próprio nome inspira – Ordens Honoríficas, ser expatriado para um país onde os direitos que aqui auferimos com naturalidade, não passam de uma quimera. Seria humilhante para Portugal, saber que o Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique, o Dr. Jing Guo Ping, desembarcara à força no aeroporto de Pequim e que de Comenda à lapela tivesse seguido imediatamente para um tugúrio prisional onde para sempre desapareceria numa tragédia de maus tratos e brutal coacção moral sobre si e sobre os seus.

Este homem já fez mais pelo nosso país, que regimentos de anónimos deputados, secretários de Estado, ministros e até chefes de go
ve
rno e presidentes. O seu nome ficará para muito tempo ligado ao estudo da presença nacional no Extremo Oriente, defendendo mesmo contra os seus óbvios interesses materiais e de segurança pessoal, a verdade a que a História tem direito.

 

Este homem merece ser e de facto já é, um português de justiça e de Direito. Não se trata de qualquer súbito impulso generoso, concedendo a nacionalidade pelo conhecido princípio de protecção aos perseguidos que a Carta das Nações Unidas nos obriga. É fácil contrariar um país de reduzida influência internacional, escolhendo as nossas autoridades a seu bel-prazer e no cumprimento daquilo que se considera como interesse geral, novos cidadãos capazes de tornar mais conhecido o nome de Portugal. Impedido de trabalhar nos nossos centros de saber e perseguido há anos pela ameaça da expulsão, este homem viu recentemente a Nação reconhecer-lhe a obra e o seu inegável valor que consolida a nossa própria consciência nacional e revigora uma presença secular em longínquas paragens.

 

Não sendo um "dono da bola", um proprietário de casinos ou um magnata na construção de aeroportos off-shore, o Dr. Jin Guo Ping já fez mais por Portugal que a maioria daqueles que ostentam o precioso e invejável passaporte deste país. O Estado não pode ficar agora preso a ínfimas formalidades processuais e deve ser célere e radicalmente incisivo na perfeita delimitação da sua soberania, ditada pela justiça e queiramos ou não, pelo interesse comum. Seremos mais respeitados, quanto mais firmes e ousados formos.

 

Não conheço pessoalmente o Dr. jin Guo Ping, mas como português, sinto-o muito acima da minha pessoa. Este homem deve poder trabalhar e contribuir para a consolidação da existência de um país que enfrenta hoje a mais ameaçadora hora da sua existência.

 

O Estado que o povo reconhece como seu, tem uma obrigação moral ditada até pela decência que deveria ser a norma geral nas relações internacionais.em república".

 

É urgente, vital e inevitável, a imediata atribuição da nacionalidade portuguesa ao Dr. Jin Guo Ping e à sua família refugiada neste país.

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Aqui está um sucinto currículo do Dr. Jin Guo Ping

 

JIN GUOPING

 

 

Natural de Shanghai. Curso de Espanhol de 1965 a 1975 no Colégio anexo à Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim. De 1975 a 1978, licenciatura em linguística hispânica pela Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim. De 1979 a 1981, pós-graduação em português na Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim. De 1981 a 1982, Curso Superior de Cultura e Língua Portuguesa na Universidade de Lisboa. De 1981 a 1986, professor de Português no Departamento de Português da Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim. Em 1986, emigrou para Portugal, onde se dedica actualmente aos estudos da presença portuguesa na China e da história de Macau.

 

 

OBRAS:

 

  As Relações Sino-Portuguesas Histórica e Geograficamente falando, (em chinês),Macau, Fundação Macau, 2000

 

 

 

 O Ocidente ao encontro do Oriente—Um Olhar Retrospectivo dos Primeiros Contactos Sino—Portugueses, (em chinês),Macau, Fundação Macau, 2000

 

 

 

 

 

 

Enciclopédia de Macauem chinês)(aproximadamente 40 entradas e redactor responsável da área histórico-geográfica da edição de 2004,Macau, Fundação Macau, 1999, 2ª edição 2004

 

 

 

 

 Dicionário da História de Macau》(em português)(aproximadamente 100 entradas, Universidade de Macau, 2004no prelo

 

 

 

 

 Fontes Ocidentais sobre Macau, séc. XV-XVIem chinês, vol. I, Edições do Povo de Cantão e  Fundação Macau, 2005

 

 

 

 

 

 

 OBRAS EM PARCERIA:

 

 

 

 

Para a vista do Imperador: memoriais da Dinastia Qing sobre o estabelecimento dos Portugueses em Macau (1808-1887)》(em português)(de parceria com António Vasconcelos de Saldanha, Macau, Instituto Português do Oriente, 2000

 

 

 

 

 

 

História(s) de Macau—-Ficção e Realidade, (em chinês) de parceria com Wu Zhiliang, Macau, Associação de Educação de Adultos de Macau, 2001

 

 

 

 

 

 Em busca de história(s) de Macau apagada(s) pelo tempo, (em chinês) de parceria com Wu Zhiliang, Macau, Associação de Educação de Adultos de Macau, 2002

 

 

 

 

 

 

 Abrindo as Portas do Cerco, (em chinês) de parceria com Wu Zhiliang, Macau, Associação de Educação de Adultos de Macau, 2004

 

 

 

 

 

 

 Embaixada de D. João V de Portugal ao Imperador Yongzheng da China : (1725-1728) em português)(de parceria com Mariagrazia Russo, Lisboa, Fundação Oriente, 2004

 

 

 

 

 

 

 

 

 Navegações chinesas no século XV realidade e ficção em português e inglês)(de parceria com José Manuel Malhão Pereira, Lisboa, Academia de Marinha.  2006

 

 

 

 Macau nos seus primórdiosem chinêsde parceria com Wu ZhiliangEdições do Povo de Cantão e Fundação Macau, 2007

 

 

 

 

 

 

A vergonha da informação de "referência"

  

 

 

Honra e Glória ao Dr. Jin Guo Ping, Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique

 

Nem passaram vinte e quatro horas desde a condecoração do Dr. Jin Guo Ping e já se erguem as mesmas vozes dos "jornais de referência", fazendo um favor à diplomacia de Pequim. O mundo das negociatas e o franzir de sobrolhos dos mandarins que trocaram os maoístas pijamas verdes pelos globalizantes fatos cinzentos "Arremani" ou "Vézatche", podem, porque pagam.

 

Como patriota, orgulhar-me-ia imensamente, se o dr. Ping recebesse a única Ordem portuguesa, que a par da Ordem da Liberdade, não consiste numa condecoração mutilada: o Rei bem podia atribuir-lhe no próximo 1º de Dezembro, a Ordem de Vila Viçosa! A Portugal fazem falta muitos intelectuais e amigos deste gabarito. A Ordem do Infante D. Henrique, é exactamente a mesma que outrora foi conferida ao grande historiador Charles Boxer, pela sua obra O Império Marítimo Português. Jin Guo Ping merece o reconhecimento e o Palácio de Belém agiu com acerto.

 

Que vergonha, esta humilhação pública de quem tem sido ao longo de décadas, um estrénuo defensor da portugalidade, fazendo ruir as fantasiosas construções anglo-saxónicas que os ventos de loucura midesca de Pequim bafejam benevolentemente!