
Chegou o Senhor JinTao e não veio exactamente de junco. Saindo de um aparelho de tecnologia ocidental de marca a ser futuramente construída sob licença no Império do Meio, trás aquilo que noutros tempos, só um jade da boa sorte poderia significar.
Pelo que se faz crer, vem comprar a dívida portuguesa, ou pelo menos, uma parte dela. Em troca – é esta a base dos tratados que contrariam os acordos de canhoneira -, deverá receber uma concessão no porto de Sines. Nada de estranho, pois o Aventar já o tinha dito.
Garantimos apenas, não ter escutado o “aventar” da hipótese através de qualquer assessor de serviço. É a simples lógica das coisas que dispensa perfeitamente um discreto jarrão de porcelana.




A China e a India conseguem aumentos do PIB a roçar os 10%, porque as suas economias assentam no lado da oferta, baixos salários, nenhuns ou baixíssimos apoios sociais, não têm consumo interno.Estão virados para a exportação para a rica Europa e Estados Unidos. Acontece que estes dois deixaram de ser ricos, não compram, a China, A India e outros países com a taxa do PIB a crescer a dois dígitos vão ter que desenvolver o mercado interno.O Brasil está no rol, nos últimos dez anos tirou 40 milhões de pessoas da pobreza.
Esta é que é a grande vantagem dos nossos amigos americanos, como a sua moeda é a moeda de reserva, dão à manivela e produzem as notas necessárias. O problema é que este movimento tão simples de dar à manivela é determinado por problemas internos da nação americana e não por problemas e preocupações mundiais.
Devagarinho as nossas economias vão ficando prisioneiras da economia Chinesa. Esta política é claramente uma política de poder, enquanto nós , os ocidentais, cegos pelo lucro fácil, olhamos para ela como sendo puramente comercial. Os trabalhadores chineses continuam a ganhar 1/5 do que ganha um trabalhador ocidental, horários e pagamento de horas extra não há, e o milagre para um trabalhador chinês é ter trabalho. Faz tudo para o manter.






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