Governo propõe alteração do hino nacional para: “Levantai hoje de novo o outlook de Portugal”.
Uma sabotagem idiota
Isto pode parecer uma piada, de mau gosto, idiota, digna do seu autor, mas uma piada.
Agora uma petição falsa já não é uma piada, curiosamente com o mesmo número de assinantes do reforço vitorcunhiano e nomes como o de Patrícia Sofia Jarreta, é um acto de sabotagem. Compreende-se, a original já vai em mais de 21000 assinaturas, e sem o argumento do “temos de pagar a dívida” lá se vai toda a k7 ideológica.
Estão à rasca, assim o demonstram, fariam melhor em aliviar a tripa na casa de banho, sempre impregnavam menos os ares que pestilentos já andam.
A petição dos mínimos
Há um mínimo denominador comum:
Hoje, há um consenso amplo na sociedade que reconhece que Portugal enfrenta uma crise sem precedentes na sua história recente que combina dimensões económicas, sociais e financeiras, tendo também importantes manifestações políticas que podem abalar os alicerces do regime democrático.
Não usaria a palavra honrada ao pé da palavra dívida, mas é irresponsabilidade não ver a dimensão do abalo.
Petição “Preparar a reestruturação da dívida para crescer sustentadamente”.
Ai jasus, que agora é que os mercados ficam a saber
Manifesto da dívida recebe apoio de 74 economistas estrangeiros. Essa gente não se sabe dar ao respeitinho?
Simples, não pagamos!
Felizmente percebo mais de bola do que de economia e por isso, continuo pobre. Não há aposta desportiva que resista a tanta ignorância. Ora, nas questões económicas sou mestre em procurar que no fim do dinheiro sobrem poucos dias, mas estou longe de ser um Jesus da alta finança.
Mas, não é preciso ser grande bisca nestas coisas para perceber que não é possível pagar a dívida do país e por isso os verdadeiros objectivos dos laranjinhas são outros: privatizar saúde, educação e água; baixar o custo do trabalho e refazer o estado salazarento.
Entendo e subscrevo o Manifesto dos 70, mas palpita-me que nem assim a coisa lá vai. Se eu só conseguir ganhar 100 euros por mês e tiver 20 meses para pagar a minha dívida, segundo contas de alguns dos subscritores, seria necessário que a economia gerasse um crescimento de 7% todos os 20 meses, ou seja, seria necessário que em vez dos 100 euros eu conseguisse ganhar 107 todos os meses. Acontece que isso é praticamente impossível e quase nunca aconteceu. Logo, por maioria de razão, não vai acontecer.
Assim, a dívida não pode ser paga. Assumir a sua reestruturação é um primeiro passo que me parece acertado e equilibrado. É este o caminho. É por isto que o BE, o PC e o PS devem lutar. Desde já.
Brincar às dívidas

O Projecto Farol lançou um simulador, “A minha proposta de redução da dívida pública“, onde se pode brincar com três variáveis e concluir ao fim de quantos anos é que a dívida pública atinge os 60%.
Segundo este projecto, o Governo prevê teremos uma taxa de crescimento real do PIB de 1,27%, um saldo primário de 3,50% e uma taxa de juro nominal de 4,30%, o que permitirá que a dívida pública atinja os 60% daqui a 26 anos.
Estes indicadores fazem sentido? Olhemos para o respectivo histórico (gráficos disponibilizados pelo Projecto Farol).
A banca ganha sempre

A notícia dá conta de que o Tribunal da Relação de Évora decidiu que a entrega de um imóvel ao banco não extingue o empréstimo para habitação quando a venda do imóvel é inferior ao valor em divida, e ordenou a penhora de salários.
Sem conhecer o caso, e apenas com base no que a notícia conta, constata-se a perfeição do sistema, qual engrenagem sofisticada de relojoaria suíça. Reparem: foi o próprio banco, o BCP, a comprar a casa que os antigos proprietários não podiam continuar a pagar. E como era o único interessado, comprou-a, claro está, abaixo do valor do empréstimo e até abaixo do valor da sua própria avaliação. Resultado: os devedores ficam sem casa, com uma dívida de 25.500 euros e os salários penhorados.
A cereja em cima do bolo: o valor do processo não permite recorrer para um tribunal superior.
Caso encerrado, a banca voltou a ganhar.
Foto: André Pais
Os devoristas
Santana Castilho *
O Governo de Portugal e o Governo da Europa perderam o contacto com os seus cidadãos. Para quem não desiste da sua cidadania, outrossim dela faz alimento da alma, a raiva e o desespero dominam. Só me contém a noção dos meus limites e da minha mortalidade. Mas sofro. Sofro com tantos que sofrem às mãos de devoristas.
O pior de Portugal não é a dívida em si. É o que foi feito com a dívida contraída. Não edificámos com ela uma economia competitiva e produtiva. Não tornámos sustentável um débil Estado social, que agora soçobra às investidas dos devoristas. Instituímos, tão-só, um perene cartão de débito internacional, que alimenta a sofreguidão da “mercadotecnia” dominante. Até o presidente da República traveste, de modo repugnante, o juramento que fez em mercantilismo primário, anunciando que a constitucionalidade ou não do orçamento não é assunto de Direito, mas de custos. Para ele, o mais honesto entre os honestos, os compromissos de honra prescrevem se os custos forem altos. Os recursos do nosso país, o destino dos nossos filhos, estão hoje entregues a pessoas que nada fizeram para os merecer. Chefes que representassem verdadeiramente os portugueses só podiam seguir outras políticas e actuar com moral diferente. Malevolamente, dolosamente, o discurso oficial mistura o custo dos serviços que o Estado presta aos cidadãos (razão da sua existência) com os custos operacionais da máquina burocrática e política. Os primeiros diminuíram drasticamente. Os segundos cresceram exponencialmente. A análise das contas de 2012, única possível neste momento, mostra isso: a aquisição de bens e serviços cresceu 1.500 milhões de euros. [Read more…]
Mentir Para Ganhar Eleições
Vai um homem desprevenido ler certas coisas e queda-se a pensar que entre um pseudo-suposto economista e um aprendiz de amestrador de gambuzinos não há diferença. Não pode haver. Há mistificadores para todos os gostos, mas nada se compara ao mistificador demagógico socialista. O mistificador demagógico vive preocupado com a opinião dominante, hoje arrasadora da gestão demagógica do País, entre 2005 e 2011. O mistificador demagógico anda aterrorizado com o alastrar das evidências, provas, números da dolosa incompetência e malignidade de um Estado Socialista Gastador e completamente desenfreado a comissionar, por exemplo, PPP rodoviárias dispensáveis, sob o estímulo igualmente pernicioso e parasitário do banqueiro Salgado.
O mistificador demagógico socialista vive apavorado com a rejeição liminar por parte de milhões de eleitores portugueses da demagogia socialista que promete o céu, se tivermos eleições antecipadas, e promete a suavidade do dinheiro abundante em qualquer circunstância, se se remover o actual Governo e o actual Presidente, hereges blasfemos da sacral casa socialista dos soares, dos alegres e do diabo que os carregue. O mistificador demagógico socialista cai no descrédito nas televisões, rádios, jornais, nos cafés, nos transportes públicos, quando insiste na folga e na possibilidade de folga para parar com a austeridade ou na capacidade de unilateralmente a parte portuguesa obter mudanças na parte troykiana. Todavia, insiste. [Read more…]
Segundo resgate – Portugal é a Grécia e a desgraça
Cavaco admite maior probabilidade de segundo resgate de Portugal. Expressou esta opinião na reunião dos economistas a decorrer em Belém, segundo a imprensa; aqui, por exemplo.
O PR atribuiu a causa do aumento da probabilidade à crise política dos últimos dias. Certamente também contribuiu. Todavia, opiniões divergentes ponderam outros factores a influenciar o agravamento das perspectivas para Portugal.
Manuela Ferreira Leite, amiga de Cavaco e adversária severa do Governo de Passos e Portas, segundo o ‘Jornal de Negócios’, declarou ontem na TVI:
Tenho receio que estejamos numa situação muito pior do que aquela que nos é dada a saber.
Interrogando, a concluir, se a saída de Vítor Gaspar e o pedido de demissão do ministro Paulo Portas estão relacionados com a hipótese de se pedir um segundo resgate financeiro.
Tribunal de Contas arrasa Ministério Público por não acusar membros do Governo da Madeira
A Alemanha vai continuar a ser caloteira?
A Alemanha deve reparações de guerra, os gregos vão pedir que pague. Será que a dona de casa alemã vai nisso?
A viver acima das nossas possibilidades
Depois de ter sido Condenado por Burla, Abuso de Confiança e por ter passado Cheques sem Cobertura,
Não pagarás a dívida dos outros até porque nem terás dinheiro para isso
José Vítor Malheiros enumera hoje as perguntas óbvias:
Devemos dinheiro a quem? E quanto? Quem o pediu e para quê? Onde está a lista das dívidas? Quem a certifica? Quem a auditou?
Blasfémia. Horror. Leva com um chorrilho de banalidades neoliberais que tem o seu clímax nisto:
Aquilo que se chamava ataques especulativos eram tão somente investidores a deixar de comprar dívida portuguesa e outros receosos a aceitarem apenas juros mais altos.
Nestas cabecinhas delirantes não existe nenhuma coincidência no facto de o “receio” concertado exigir juros especulativos, de o fazerem simultaneamente em vários países, e fingem que 2008/09 nunca existiu em Wall Street. Foi só o défice, esse mantra ritual dos dividocratas. Calhou, foi uma coincidência, porque tinha de suceder, como se dever dinheiro não fosse na história dos estados tão natural como sempre foi. [Read more…]
Resumo do programa da Syriza:
1) Conceber um escudo para proteger a sociedade contra a crise
Nem um único cidadão sem um rendimento mínimo garantido ou subsídio de desemprego, assistência médica, proteção social, habitação e acesso a todos os serviços públicos.
Medidas de proteção e alívio para as famílias endividadas.
Controlo de preços e reduções de preços, redução do IVA e abolição do IVA sobre bens necessidade básica. [Read more…]
Socialistas de capacho
A Grécia devia ao mercado, ou seja, aos bancos que acharam uma boa oportunidade de negócio emprestar aos fidelíssimos governos do Pasok e da ND.
Quando a coisa correu mal, com governantes ao nível dos nossos era de esperar, os governos dos países desses bancos correram a emprestar para que essas dívidas fossem saldadas, aos seus bancos. Em troca exigiram aos gregos o inferno.
Agora dizem que a Grécia lhes deve dinheiro. Eu diria que os bancos que salvaram lhes devem qualquer coisinha, e os governantes-actores desta benemerência, uma clara intromissão do estado nos mercados e na livre concorrência, puro socialismo, pelo menos uma explicação aos seus eleitores. A Grécia deve sim, a si e aos outros, a obrigação de mudar de governantes.
Repetir o contrário, é mentir, aldrabar, numa palavra: servir de capacho aos bancos. Cada um limpa os pés a quem lhe apetece, mas um pouco de pudor não fica mal a ninguém.
Talvez seja a Alemanha o primeiro país a abandonar o euro
Entrevista com Alexis Tsipras, líder do Syrisa, feita por Amélie Poinssot e publicada a 28 de Dezembro de 2011 no Mediapart
Que alternativa propõe na Grécia?
A questão não é a de uma política alternativa na Grécia, mas de uma política alternativa na Europa. Muito cedo vimos que se trata de uma crise sistémica ligada ao euro. Ora a forma como se enfrentou esta crise, na Grécia, foi provavelmente o pior que se podia fazer: quando temos um problema de dívida pública não o podemos resolver endividando-nos mais, e exigindo ao mesmo tempo à economia que pare de funcionar… Para ir até à resolução das suas dívidas é preciso pelo contrário produzir a fim de criar os excedentes para reembolsar. Sou portanto por uma regulação da dívida ao nível europeu e por uma política de relançamento na Grécia que possa contrariar a recessão.
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Estou a ler bem?
Jardim vai emprestar 259 milhões de euros a cinco sociedades falidas da região. O valor previsto do financiamento a concedido pelo Estado em 2012 é de mil milhões. Vá, agradeça o peso que lhe tiraram de cima… da carteira.
Não se Pode Denegrir Menezes
Por alguma razão o meu presidente de Câmara, Luís Filipe Menezes, pode andar de cabeça erguida. Por mais que se insista na ideia peregrina de ser o município de Gaia o segundo mais endividado do País, 255 milhões de euros, a verdade é esta: trata-se de uma Câmara com receitas importantes, com liquidez, e sobretudo com o agrado geral e hegemónico da população. Calem-se, portanto, os chulos agregados ao Grande Saque Estéril Socratinesco. Muito diferente disso é isto, irrefutável: o PS da Parque Escolar, o PS das mais recentes e assassinas PPP deve ser responsabilizado e criminalizado porque não é de outra coisa que se trata. Os que cometem crimes, crimes contra os Portugueses, o seu presente e o seu futuro, e ainda lucram pessoalmente com esses crimes, têm de ser processados e julgados.
Mais Dívida e mais Tempo? Não, Obrigado
Por José Castro Caldas no “http://auditoriacidada.info“
Onde ardem as “ajudas” à Grécia?
Diz o ministro holandês das finanças:
temos de certificar-nos que o dinheiro que emprestamos não é consumido pelas chamas.
Por cada euro que entra apenas 19 cêntimos se destinam a gastos do estado, 40% vão direitinhos para a banca internacional. Ou seja, a Holanda empresta à Grécia para pagar à finança.
É percebendo isto que se entende o sentido do “não pagamos”. Diga um outro governo grego que acabou a zorba para os especuladores (incluindo por exemplo o “nosso” BCP) e a música será outra, obviamente com efeito dominó. Faça um governo português o mesmo e cai a Espanha, e a Espanha deve sobretudo a banqueiros franceses e alemães. Entendidos quanto aos interesses em jogo, e percebido quem está a ajudar quem?














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