O PS mudou em dois dias

Ontem, no congresso do PS:

image«José Sócrates aproveitou hoje o encerramento do congresso do PS, em Matosinhos, para garantir que o seu Governo “assumirá a responsabilidade de liderar as negociações” da ajuda externa com a União Europeia, prometendo o “acompanhamento do processo” pelo Presidente e pelos partidos.»


Há dois dias atrás:

«O ministro das Finanças defende que cabe à missão europeia que vier a Portugal acordar a ajuda externa a responsabilidade de negociar com a oposição o pacote de assistência, enquanto Bruxelas considera que essa é a tarefa do Governo.»


Isto é só para mostrar aos crentes que um partido que muda de opinião em dois dias é capaz de não ser o mais fiável para cumprir promessas eleitorais. Como aliás já foi patente nas duas últimas legislativas.

O PEC 4 e os 80 mil milhões de euros a ele associados

O jornal i sumariza em 15 etapas o caminho que, de 11 de Março até à passada quarta-feira, nos levou ao FMI. Constata-se como a estratégia partidária esteve sempre à frente de tudo o resto. Sempre.

Queria indignar-me mas faltam-me as palavras. Resta-me a reconfirmada desilusão das jogadas para manter o poder.

Entretanto, desde ontem à noite, é conhecida a capa do SOL com um assunto bombástico:

Quando José Sócrates assinou em Bruxelas, no passado dia 11 de Março, o acordo com as medidas do PEC 4 ficou também estabelecido que a esse acordo se seguiria um pedido de ajuda externa a Portugal no valor de 80 mil milhões de euros, apurou o SOL junto de elementos da Comissão Europeia (CE) envolvidos nas negociações.

São 14 horas e não encontrei até ao momento uma única referência ao assunto em outro órgão de comunicação social. Nem a desmentir, nem a questionar, nem a confirmar. Não devo ter, certamente, procurado bem. Só pode.

 

Adenda [15h00]

Reacções:

A frase que Sócrates não disse ao anunciar a vinda do FMI

Este é um momento histórico.

 

Contrariamente à inauguração de 11 Km de autoestrada, este sim, e pelas piores razões, é um momento histórico.

Um país a afundar

Um barco que há muito começou a meter água, a afundar, encalhado, em agonia. Assim é, assim está Portugal! Como a maioria dos portugueses, senão todos, sinto que caminhamos para o abismo.

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Os políticos não se entendem, criticam, acusam, e nada fazem para tirar o país desta crise sem fim. A oposição conseguiu finalmente o que queria: derrubar o Governo e obrigar o país a recorrer à ajuda externa, sem pensar nas consequências que isso trará para o país, para os portugueses.

Sinto que, para os políticos de hoje, o que interessa é chegar ao poder, custe o que custar. Nem que isso implique arrastar os portugueses para a miséria, onde muitos já se encontram. O PSD não apoiou o PEC IV, levando à demissão do Governo, o que a meu ver, veio agravar ainda mais a situação económica do país – as principais agências de notação financeira baixaram a classificação da dívida pública e dos bancos portugueses, que por sua vez, “fecharam a torneira” ao Estado, tornando insustentável a governação.

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Pelo menos, desta vez, a culpa não morreu solteira

Com ar grave mas azedo. Com um aspecto cansado mas sempre preocupado com a imagem. Sempre pronto para dizer que ‘todos’ os portugueses têm de compreender o pedido de ajuda financeira de Portugal. Que ‘todos’ temos de colaborar.

Já a culpa pelo estado lastimável do país, seja financeiro, económico e social, não morre solteira. Desta vez temos a quem apontar o dedo. A quem pedir responsabilidades. Quem? À oposição, claro. Sim, que os Governos de José Sócrates não têm culpa nenhuma, não são responsáveis. São uns pobres coitados que agora ficaram com o menino nas mãos.

Já nem é um caso de falta de vergonha ou aldrabice. É patológico.

A Avenida do Centrão desemboca no FMI

Percorremos a longa ‘Avenida do Centrão’ desde 1985, com Cavaco, Guterres, Barroso e Sócrates – Santana praticamente não contou. Estafámos tudo o que houve para estafar. De bolsos vazios, andrajosos e descalços, desembocámos no abismo: FMI!.

Falar de abismo é exagero? Não, estou certo. Evitem-se comparações com o passado. O mundo hoje é muito mais complexo. Uns conselhos: leia-se o que escreveu aqui Joseph Stiglitz; tome-se em atenção o lucro do FMI gerado pelas ajudas à Grécia e Irlanda, segundo o blogue ‘Ironia d’Estado’; e ainda mais uma achega, olhe-se para a evolução dos juros de financiamentos a 10 anos aos Estados da Grécia e da Irlanda, após intervenção do FMI:

Grécia

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Irlanda

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Fonte: Bloomberg, aqui e aqui.

Depois das “ajudas” da UE e FMI – ambas em 2010, em Maio à Grécia e em Novembro à Irlanda – as taxas de juro da dívida pública de um e outro país registaram um movimento ascendente acentuado: ontem, 6 de Abril, a Grécia pagava 12,72%/ano e a Irlanda 9,37%/ano.  [Read more…]

Gracias (em homenagem aos que se seguem)

Sócrates AnjinhoO momento da encenação. Detalhe das preocupações de um homem prestes a dizer aos portugueses que vão de mal a pior. É de ver o vídeo do ensaio.

 

enrabados


Portugueses preparando-se para satisfazer as necessidades dos bancos nacionais.  Ao fundo o FEEF/FMI aproxima-se, ainda na fase de observação da capacidade intestinal das vítimas.

Até às eleições está garantido o uso de lubrificante, e em princípio de preservativo.  Continuem a votar PS/PSD, e podem ter a certeza absoluta que esses luxos acabam no dia seguinte.

Não é a democracia que leva o país a bancarrota

Sócrates disse que a crise actual se deve à queda do governo. Por acaso, ele próprio podia então ter evitado a crise, não se demitindo. Mas não é a democracia que leva o país à bancarrota. Já o mesmo não se pode dizer de quem nos governa há seis anos e que foi o grande impulsionador da dívida pública.

Daqui a pouco…

… em directo nas televisões, Sócrates vai anunciar o pedido oficial de ajuda do Estado português.

A única dúvida: será que além da oposição, dos mercados e do mundo em geral, irá também culpar o F.C. Porto? Sempre são 6 milhões que entraram em depressão…

Chegou o FMI: como o mundo mudou em 8 horas

Hoje de manhã, o governo jurava a pés juntos que não tinha pedido ajuda ao FMI. Oito horas depois, aí está. Convém observar o progressivo aumento das taxas de juro desde 2010 para se perceber que não é a democracia que leva o país à bancarrota.

 

juros da dívida pública em 2010 e 2011

 

O jornal i tem um alerta dizendo “Sócrates faz declaração às 20h em São Bento”. Aqui fica o sumário do discurso.

O PSD e o PSD e ainda o PSD, sendo que o PSD mais o PSD, sem esquecer a oposição. A oposição e a oposição e ainda a oposição, sendo que a oposição mais a oposição, sem esquecer o PSD. Foram irresponsáveis o PSD e a oposição, irresponsáveis, a oposição e o PSD e, sobretudo irresponsáveis, a oposição e o PSD irresponsáveis. Patrioticamente, sem o PSD, sem a oposição e sem o PSD e sobretudo sem o PSD e sem a oposição, salvar o país. Mas o PSD, irresponsável, a oposição, irresponsável.

FMI a caminho

Alerta no ionline: Portugal já estará a negociar com Bruxelas a ajuda externa, avança o “Financial Times”

De qualquer das formas, os socialistas já entraram em modo volte-face e já começaram a admitir a necessidade de pedir ajuda, um mês depois de termos um superávit nas contas…

O pedido de ajuda é já a seguir

As dúvidas eram poucas. Agora estamos no limiar da certeza, dependente apenas da teimosia de certas pessoas. Vocês sabem de quem estou a falar.

Portugal vai mesmo ter de pedir ajuda financeira urgente. O líder parlamentar do PS admite isso mesmo em caso de emergência e este é um caso de emergência há muito tempo. O presidente do BES está alarmado e pede urgência nesse pedido. E ainda sou do tempo em que Ricardo Salgado dizia que não era precisa ajuda. Ah, espera aí, isso foi na semana passada. Tanto tempo…

Afinal, com ou sem ajuda de emergência da União Europeia e do FMI, seremos sempre nós a pagar a conta. E como é uma questão de tempo, quanto mais depressa melhor.

Cabra cega

Quando alguém vai ao banco pedir dinheiro emprestado, tem de ser elucidado acerca das condições, taxas, spreads, prazos, das obrigações, das garantias e suas extensões, etc. antes de decidir.
Quando um país é empurrado para se ir financiar num fundo internacional ou de uma Europa dita solidária e unida, que até lhe chamam União Europeia, ninguém diz quais são as condições.
Fala-se que Portugal vai ter de recorrer à ajuda externa. Criou-se, até, um sentimento de inevitabilidade. Mas ninguém diz o que vamos ter de fazer. Há palpites, há teorias, possibilidades, perspectivas e mais um conjunto de coisas que ficam bem ser ditas mas que espremidas não dão nada.
Nenhuma instituição diz o que vamos ter de fazer para pagar, qual vai ser o resgate.
Esta profunda contradição entre um cidadão ou uma empresa e um Estado é exemplificativo daquilo em que os países se tornaram face aos tais histéricos mercados que passam a vida a precisar de tranquilizantes que nos saem do corpo: uns meros capachos. [Read more…]

afinal, como é?

Piadas de 1 de Abril

Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças:

Um pedido de ajuda obriga a compromissos. (…) Este Governo não tem legitimidade, nem condições, nem credibilidade para ter a confiança das entidades externas que nos possam ajudar

André Villas Boas, treinador do FC Porto:

E para mim o Benfica ainda é candidato ao título

Marcos Batista, administrador dos CTT:

Devo referir que sempre estive convencido que o meu percurso académico com oito anos de frequência universitária e elevado número de cadeiras concluídas, em mais do que um plano de estudos curriculares, correspondesse a um curso superior à luz das equivalências automáticas do processo de Bolonha

Se não comes a sopa toda, chamo a Fitch

Acto I

Portugal, 2014

Cenário: Uma sala pequena, que também serve de quarto pequeno e cozinha pequena, com uma mesa pequena, um rádio a pilhas pequeno e com um som abafado e foleiro, uma vela pequena a iluminar a cena.

Personagens: Pai, mãe e filha

Filha: Não quero.
Mãe: Come, anda, não faças fitas.
Filha: Não.
Mãe (voltando-se para o marido): António, a tua filha não quer comer.
Pai (voltando-se para a filha): Maria, se não comes a sopa toda, chamo a Fitch.

Não se queixem srs. políticos – presentes, passados e já a seguir -,

srs. neoliberais, srs. “o mercado é que manda”, srs. “o mercado é que regula”, srs. cidadãos “estou-me a cagar para a política”, srs. “arranja-me aí um empréstimo a três meses para ir jantar fora”, doce público em geral

Fitch avisa que cortará rating de Portugal se FMI não intervier

(trocando em míúdos: que se lixe a europa, que se lixe o fundo de ajuda europeu, que se lixe a cimeira europeia, que se trambique o tal projecto europeu, que vão todos passear, que se foda o doce público em geral e o cidadão comum em particular. A gente manda e eles baixam a bolinha.)

Um conselho de amigo para Portugal

No passado domingo, o Sunday Independent resolveu publicar uma carta em forma de crónica, ou vice-versa, sobre  o novo desígnio português, o FMI. Como as coisas boas são para se saberem, Francisco da Silva resolveu fazer o que ele designa de “tradução livre”, a qual aqui reproduzimos com uma vénia. 

Um conselho de amigo para Portugal

Querido Portugal, daqui escreve a Irlanda. Sei que não nos conhecemos muito bem, embora tenha ouvido dizer que alguns dos nossos investidores estão por aí a cavalgar a recessão.

Podem ficar por aí um tempinho. Não quero parecer intrometido mas tenho lido umas coisas sobre ti nos jornais e acho que posso dar-te um ou outro conselho sobre o que se passa contigo e que vem aí. A piada que corre é: sabem qual a diferença entre Portugal e Ireland? Cinco letras e seis meses. [Read more…]

Adeus subsídio de Natal

Citando o Correio da Manhã, a Antena 1 noticiou na edição das 7h00 que o governo pondera não pagar o subsídio de Natal, convertendo-o em títulos do tesouro. A realizar-se, isto resultará num aumento de impostos de 8.3%. E que os descontos para a ADSE passarão a incidir sobre 14 meses em vez de sobre 12, assim abrangendo o subsídio de Natal e de férias. Mais um imposto a somar aos 8.3% anterior.

Depois de ter posto preto no branco que o “Governo fará tudo o que for necessário para garantir a meta do défice”, é mais do que claro que tudo fará o que o FMI faria mas, claro, sem que isso nos traga melhores juros para renovar os inúmeros empréstimos que o Estado contraiu sobretudo na última década.

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Portugal visto pelos alemães, segundo o olhar do Frankfurter Allgemeiner Zeitung

Por cá, o discurso que passa como uma cassete é que a Alemanha, com as suas indecisões, é a culpada das nossas maleitas. E os alemães, o que dizem eles? O texto que se segue é uma tradução caseira de um artigo publicado Frankfurter Allgemeiner Zeitung a 20 de Fevereiro passado.

Socorro, vêm aí os investidores privados

Nos mercados cresce a desconfiança

(…)

Portugal está de novo na mira dos mercados pois o país encontra-se numa recessão e além disso há boatos nos mercados de que a Alemanha esteja a empurrar o governo português para pedir um programa de ajuda, tal como a Irlanda. Aparentemente, Lisboa oferece resistência. Mas embora os portugueses garantam que já tenham assegurado um terço da necessidade de financiamento para o corrente ano e até se tenham oferecido oferecido para pagar antecipadamente as dívidas que irão vencer no início do Verão, a desconfiança dos mercados cresce.

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Tudo o que for necessário

“Quero reafirmar o que disse hoje o ministro das Finanças, que este Governo fará tudo o que for necessário para garantir a meta do défice”, afirmou hoje José Sócrates durante uma conferência sobre a crise da dívida soberana, organizada pela Reuters e pela TSF. [Público]

Tudo mêmo tudo? E se tal incluir uma vinda do FMI?

Já se sabe que os impostos poderão ser aumentados (excepto para a banca), receitas extraordinárias como as da PT no ano passado também se arranjarão e baixar as prestações sociais também não tem sido problema.

Mas FMI já é outra questão, permitisse isso juros mais baixos ou não. Faça-se o que se tiver a fazer mas perder a cara é que não.

Não Nos Deixam Em Paz, O Melhor Será Mudar Alguma Coisa Por Aqui

Não há maneira de nos deixarem sossegados.
Toda a gente sabe que vivemos na corda bamba, com o dinheiro com que vivemos a não ser o nosso, e a pagarmos juros usurários por ele. Claro que se os juros estão assim altos, a culpa só nos pode ser assacada, mas isso não convém dizer, ou ainda nos acontece o mesmo que nos países de língua árabe.
Ora por falar neles, olho para o preço do petróleo e vejo que continua a subir. Hoje de manhã, o Brent já ia nos cento e três dólares o barril. Desta vez por culpa da Líbia do senhor coronel. Ora se o preço dos nossos combustíveis já era muito alto e os nossos vencimentos muito baixos, agora com os nossos vencimentos a baixar cinco, dez e mais por cento, lá vão eles voltar a subir o preço da gasolina e a do gasóleo. Que vai ser de nós? [Read more…]

Há bancos a precisar do FMI em Portugal?

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Veio a público, aqui, a notícia do agravamento da dependência da banca portuguesa em relação ao BCE. A dívida externa do Estado é tema comum de notícias, debates e conversas, no dia-a-dia. Todavia, a parcela da dívida externa privada, titulada em boa parte pela banca, não é discutida por muita gente; mesmo pelos mais entendidos comentadores, economistas e “tudólogos” televisivos, a saltitar e doutrinar de canal em canal.

Omitida ou esquecida, a verdade é que a banca do País deve ao BCE 40,8 mil milhões de euros, ou seja próximo de 24% do PIB – ignoro se o Santander Totta, cujo presidente, Nuno Amado, é o primeiro da esquerda na fotografia, se integra entre os devedores, dada a dependência de Espanha.

Também é curioso saber que os bancos das três personagens centrais – Ricardo Salgado do BES, Faria de Oliveira da CGD e Carlos Santos Ferreira do BCP – concederam há pouco tempo um empréstimo de 250 milhões de euros a empresas de Luís Filipe Vieira para financiar projectos imobiliários: um “resort” no Algarve e uma urbanização na ultrajada zona da Expo, em Lisboa. [Read more…]

No coração da UE

Quem chega ao aeroporto de Bruxelas terá pela sua frente labirínticos corredores em jeito de emaranhado de escadas e passadeiras, como que funcionando de aviso àqueles que se dirigem à Comissão. São instalações funcionais, mesmo assim, e sem exuberância novo-riquista em moda nalguns jardins à beira mar plantados. [Read more…]

Afinal o FMI não se veio hoje

A direita ejaculou precoce, a direita quer os orgasmos todos aqui, já, agora e não chegam.

Mais tarde ou mais cedo vai-se vir com o FMI, a menos que por uma vez na História nos valha aquela mania do resto do mundo meter Portugal no mapa da Espanha e perante o impensável custo de continuar a dar de comer aos banqueiros por via do estado espanhol os boches se acautelem. Para todos os efeitos 20% do que Portugal pediu emprestado hoje foi comprado por bancos portugueses, felizes e contentes pelos empréstimos que receberem a 1%.  Foi bom não foi?

O cavaquinho lá se danou na agenda de campanha mas insiste: agora tenta capitalizar para si o legítimo ódio que o governo em função merece. Tivesse tomates e assumia que sendo reeleito o demitia. Mas só tem anonas. Nem sequer é pena, aquela parte que é das aves e das pessoas que com uma esmola consolam a sua sofrida consciência. É apenas a vida de um agricultor do Poço de Boliqueime que por alguma semelhança física com um outro, vindo de S. Comba Dão, chegou onde nem a nossa direita merece como castigo. A impressionante forma como anda caladinha só o confirma, e bem a compreendo.

Por que se ri o Ministro das Finanças?


Portugal é obrigado a pedir ao estrangeiro mil milhões de euros de 2 em 2 meses, mas o Ministro das Finanças ri-se.
Portugal paga quase 7% de juros por esses empréstimos, mas o Ministro das Finanças ri-se.
Portugal aguenta-se sem ajuda internacional graças a regimes como o chinês, mas o Ministro das Finanças ri-se.
Portugal vai ter de pedir ao longo de 2011 20 mil milhões de euros, mas o Ministro das Finanças ri-se.
Portugal recusa-se a pedir ajuda ao FEF, adiando o inevitável e pagando juros altíssimos, só para que Sócrates se mantenha no poder. E o Ministro das Finanças ri-se.
Por que se ri o Ministro das Finanças? Por que se ri este pedaço de asno?

FMI, o orgasmo está a chegar

A pátria preparada para receber o FMI

A direita anda muito feliz com a ameaça de o FMI se instalar no Terreiro do Paço. Consulta todos os dias a meteorologia esperando neblinas e nevoeiros matinais, para uma encenação sebastiânica perfeita.
Compreende-se. A anterior passagem do FMI por estes lados abriu o caminho à Europa e seus fundos estruturalmente desviados para os bolsos das empresas, estendendo o tapete ao cavaquismo que iniciou a privatização do estado nas pontes sobre o Tejo. O FMI funciona para a nossa direita como o pai polícia que vai meter os meninos pobres e ranhosos na ordem com uns bons açoites no rabo.

Mais desemprego, salários mais baixos, mais lucros para uma minoria, mais bancos, mais capitalismo financeiro. Uma felicidade.

Só é pena que o FMI não use preservativo.

Psssst, Washington, Please, We Have a Problem

Pois parece que nada mais nos resta do que, a partir de quarta-feira, e caso a venda de dívida corra mal, chamarmos os senhores do FMI, apesar das afirmações do sr Teixeira dos Santos e da tentativa de enganar dos mercados  na apresentação dos números de 2010 para o défice previsto. Pelo seu lado o Primeiro Ministro de Portugal diz que o FMI não é preciso por .
Nesse pressuposto, o nosso amigo Drucas, que tem estado calado e quedo, já se movimenta, perfilando-se para umas eleições antecipadas.
Também o líder do CDS pede sem cessar novas eleições.
Todos à espera do óbito oficial do ainda nosso Primeiro, que em estertor, lá nos vai dizendo que não precisamos para nada dos senhores de Washington.
O comentador Marcelo lá vai mandando as suas bitaitadas, e a pressão dos mercados e em especial da  França e da Alemanha, faz-se sentir cada vez mais. [Read more…]

Hoje no Diário de Notícias:

Entrevista Pedro Passos Coelho

“O eventual recurso ao FMI não pode deixar de ter consequências políticas”

Esta é a última entrevista de fundo que Pedro Passos Coelho concede até ao fim da campanha presidencial em curso. A partir de agora, só fará intervenções pontuais, e uma delas está marcada para Vila Real, ao lado de Cavaco Silva, num comício.