Passam cinco anos sobre um dos maiores embustes da história do jornalismo nacional. Inventou-se um arrastão à brasileira, aterrorizou-se um país, vendeu-se a peçonha racista do costume. Desmontado peça a peça neste documentário, não tem sexo, mas tem mentiras e vídeo.
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Diana Andringa: Era uma vez um arrastão
E hoje também é dia de mentiras
Rui Araújo, um jornalista de letra pequena, e uma reportagem muito grande
Confesso que nem sabia onde parava o Rui Araújo, que entre outros títulos distintos ostenta o de primeiro repórter português a entrar em Timor-Leste ocupado. Numa altura onde se confunde jornalista com licenciado em jornalismo, onde a investigação anda muito mais Cabrita que Felícia, sabendo que essa é a lógica dos donos dos órgãos, que investigar pode mesmo ser perigoso, encontrei-o hoje a contar a estória do “maior aterro nacional”.
Demolidor, Rui Araújo demonstra, encosta, narra, mais um processo e vários crimes que nunca existiram, até porque hão-de prescrever a tempo de evitar chatices a muito boa gente, gente dos poderes, políticos, e outros dinheiros.
Podem vê-la, 30 minutos a não perder. Recomendado a estômagos sensíveis apenas depois de uma refeição ligeira. Há sempre o risco de vomitar.
Sócrates e a Crise
Eu, o Pedro Nunes, o António Lopes e o Miguel Novais discutimos a Crise, Sócrates, Crise, Sócrates, Passos Coelho, Presidenciais, Sócrates, Crise e Sócrates. A moderação é da responsabilidade da Rosa Carvalho. É no Domingo, 6 de Junho, às 19h no Porto Canal, Domínio Público.
Estão todos convidados.
A crise à média luz
(Desculpem mas não resisto à transcrição deste texto de Marcos Cruz)
Pub.:
Hoje, no semanário Grande Porto, o blogue 31 da Armada (ler AQUI).
Domingo, 19h, no Porto Canal: Norte vs Sul com os blogues Aventar, Albergue Espanhol, Blasfémias e Corta-fitas.
Publicidade genial:
Estranha aliança foice-cifrão

Para quem estiver interessado nos acontecimentos de Bangkok, recomenda-se a leitura do excelente artigo de opinião assinado por Kraisak Choonavan. Peça a peça, desmonta a engrenagem propagandística criteriosamente montada pela plutocracia thaksinista e pelos seus enigmáticos aliados operacionais de timbre retintamente maoísta. Choonavan torna assim perfeitamente irracional – ou pior ainda, suspeita -, uma certa cobertura dispensada pelos media e bureaus ocidentais ligados aos grandes interesses económicos.
“Thaksin’s government deployed populist policies to gain popularity among the people by giving them money to spend freely. In some cases, SDAO (Sub District Administration Organization) officers or heads of villages were aware of the need for accountability and opened special accounts for the villagers to invest in projects for the whole community. However, in most of the cases, the money was spent on non-sustainable issues, making people feel richer for a short while, but usually ending up further in debt.
Neither was Thaksin really interested in redistributing the wealth more fairly in Thailand. What Thaksin called “Asset Capitalization” is only a dead slogan. Genuine “Asset Capitalization” needs a systematic and concrete land tenure distribution policy because land is a basic component of production in the economic system. Thaksin’s government never launched such a policy. Instead, his family established SC Asset Corp. Of which the main policy was to consolidate and acquire large land plots. The company used Thaksin’s family preferences and the dominating power of policy-making to gain possession of large tracts of state land.”
Leia o artigo completo aqui, no The Nation.
One night in Bangkok
![eu_nazi_soviet_[5]](https://i0.wp.com/aventadores.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2010/05/eu_nazi_soviet_51.jpg?resize=259%2C300)
A diplomacia dos nossos dias, parece encontrar-se num patamar infinitamente inferior ao de outros tempos. Invadida por gente profundamente interessada nas redes de negócios que desacreditaram os outrora imponentes edifícios estatais, em pouco se distingue dos centros de decisão empresariais. A deplorável, esdrúxula e patética actuação que tem tido em Bangkok, causaria calafrios a qualquer mediano embaixador de eras passadas.
Sem voltarmos a exaustivamente referir a longa série de atentados ao direito que os chamados “manifestantes vermelhos” têm prodigamente executado ao longo das últimas semanas, salientemos apenas o essencial do quadro que nos é apresentado: milícias armadas, desobediência civil, coacção física e moral sobre milhares de transeuntes, bloqueio de estradas e de serviços públicos, ataque às forças de segurança do Estado, posse de um verdadeiro arsenal bélico, tráfico de armas, etc. Todo este rosário de ilegalidades e prepotência, não parece ser um caso que mereça uma breve análise que aconselhe a prudência ao staff que ocupa funções de representação – do quê e de quem? – da chamada União Europeia. Para não vincarmos demasiadamente a notória irrelevância da “embaixada” – a UE não é e não parece poder vir a ser um Estado -, note-se apenas que as autoridades tailandesas estarão mais dispostas a dialogar com parceiros há muito conhecidos e potência a potência, consoante o peso de cada uma delas. Se algumas beneficiam da importante – mas não decisiva – influência que as relações económicas implicam, outras, como será o caso do antigo e permanente amigo português, poderão fazer valer a sua voz através daquele clássico princípio de não ingerência que tranquiliza quem justamente se sente agredido. A prudência acompanha a razão.
Um milhão de meio de analfabetos, um escreve no TVI24
Os media online não têm revisão de texto o que só nos aproxima do jornalista real, por muito republicano que seja. Mas há mínimos, ou havia, pensava eu até me deparar com esta publicação encontrada no TVI24.
O título já era brilhante:
Hacker vende 1 milhão de meio de contas do Facebook
o resto é assustador:
Um hacker russo põe à venda o acesso a um milhão e meio de contas da rede social Facebook, a que ele próprio acedeu.
(um hacker russo, ou uma galinha?)
A empresa de segurança informática VeriSign que a variação do preços dos pacotes de mil contas – entre 18 a 33 euros – explica-se pelo número de amigos que cada conta possui.
(o verbo? é o verbo verisignar, ligeiramente mal conjugado)
O hacker, que se designa por Kirllos, pode já ter vendido cerca de 700 mil endereços .
(serve esta frase para demonstrar que pontuar é difícil)
O portal de tecnologia de informação eWeek diz que o pirata informático é proveniente de um país da Europa Oriental e fala russo.
Segundo o blogue Mashable, Kirllos tem nacionalidade russa, mas reside na Nova Zelândia.
(ainda bem que os russos falam russo e a Rússia também está na Europa Oriental)
A notícia não clarifica se a informação que Kirllos vende é autêntica, mas seria estranho se não fosse, até não é a primeira vez que o hacker faz negócios com contas no Facebook. No início deste ano, terá acedido a cerca de 100 mil contas que também colocou à venda,
(até não é, vírgula, antes não fosse)
O que mais surpreende, desta vez, são os preços, considerados baratos.
(é a crise, estúpido)
No mercado, e-mail e senha de acesso pode custar entre um e 15 euros. Kirllos vende por 0,01 euros cada. As chaves para cartões de crédito são vendidos a 0,6 e 22 euros e acesso a contas bancárias custam entre 11,2 e 635 euros, dependendo da qualidade, que é como quem diz, do dinheiro em depósito.
(ainda bem que as chaves são vendidos, vendidas era mais caro) [Read more…]
Quem tramou o faicebuque em Coimbra?
O município da minha aldeia cortou o fornecimento de faicebuque aos seus funcionários.
Visitando a página de Carlos Encarnação, criada para as eleições e logo abandonada, fica a suspeita de que a culpa foi do César Inácio. Pode um presidente enfrentar todos os dias quem acabou de o ver associado a uma imagem destas? Em pleno horário de trabalho? Não pode.

Segredo de Justiça e Liberdade de Imprensa

O debate realiza-se no Chapitô, na próxima quarta-feira, às 22 horas – Rua da Costa do Castelo 1, Lisboa.
Vão participar na conversa Francisca Van Dunen, Procuradora Geral Distrital de Lisboa, de António Cluny, magistrado do Ministério Público no Tribunal de Contas, José António Barreiros, Presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados e Alfredo Maia, Presidente do Sindicato dos Jornalistas.
O debate é organizado pelo Sindicato dos Jornalistas e o Chapitô.
i agora?
O diário i do grupo Lena já escolheu um novo director interino (ver AQUI). A saída de Martim Avillez Figueiredo foi um pouco, simpatia da minha parte, conturbada. Ele até pode ter milhares de razões. Acredito que se sinta desiludido e frustrado mas tornar públicas mensagens internas e privadas de uma empresa não lhe ficou bem. Nada bem.
Foi um acto vingativo ou um tremendo erro? Em qualquer dos casos fica um sinal de perigo para os empresários desta área: a partir de agora, cuidado com o que escrevem em privado aos seus directores. Nunca se sabe se os escritos não vão parar, como por artes mágicas, à primeira página do jornal da concorrência.
i agora? Agora é a vez de Manuel Queiroz arrumar a casa, procurar sarar as feridas e sanear financeiramente o diário. Boa sorte!
O deboche do "Esquema"!

Os órgãos de comunicação social, declaram continuar hasteada a bandeira espanhola na fortaleza de Valença. Monumento nacional, símbolo local da soberania portuguesa, foi profanado por gente que perdeu toda a legitimidade ao optar por este insultuoso tipo de contestação. Trata-se de subversão e de atentado à integridade do Estado. Do que está à espera a GNR? Que explicação dá a PSP? Porque não envia o exército um pelotão que ponha cobro ao dislate? O episódio da taurina coisa nas varandas, não passa de folclore a resolver no próximo embate futebolístico entre as duas “selecções”, quando tudo voltará ao normal. Outra coisa, é o assalto estrangeiro a um edifício público. S. Bento não cora de vergonha?
O que se estranha, é a total passividade das autoridades nacionais que se têm abstido de impor a Lei e a dignidade do Estado. São precisamente estas autoridades – e aqui incluímos o governo que tutela as policias e as Forças Armadas – que são muito lestas na resolução de outros casos que têm acontecido e que vão continuar a acontecer, queiram ou não queiram, gostem ou não gostem. O critério parece simples: se se trata de uma Bandeira Nacional azul e branca, deve ser de imediato apeada e entregue a um nebuloso “Ministério Público” – o que é isso? -, mas se o caso disser respeito a uma bandeira estrangeira, poderá então ficar ao vento durante o tempo que a subversão militante assim o entender.
É o patrioteirismo dos senhores do Centenário da República, com o Palácio de Belém incluído no rol. Enfim, mais um episódio do “Esquema”, porque nada deve ser por acaso. Entretanto, o “agente dorado” Saramago, continua a sua prédica. Só visto!
Portas, Rangel, Pais do Amaral e Moniz
Ok, com a autoridade de quem não costuma ser nada meigo para com Paulo Portas e quase sempre que sobre ele escrevo o faço com críticas violentas, chegou o dia de, por uma vez sem exemplo, o defender. Aliás, não é tanto defender Portas mas antes a herança do Independente no seu tempo áureo de parceria com Migues Esteves Cardoso – O Génio.
Quando Rangel afirmou “Portas iniciou uma escola sinistra de jornalismo” cometeu uma grave injustiça. O Independente de Portas e Esteves Cardoso foi um grande semanário que revolucionou o cinzentismo dominante na imprensa escrita. Era um jornal que se lia de uma ponta a outra e hoje, quando olhamos para artigos como os de Ricardo Araújo Pereira na Visão ou Alberto Gonçalves na Sábado, suplementos como o Inimigo Público ou a revista de Pedro Rolo Duarte no i, sem esquecer o estilo omnipresente no blog 31 da Armada, lembramo-nos do Independente desses tempos.
O Independente fez escola. Teve coisas negativas, como tudo e como em todos. E logo Rangel a atirar pedras…Depois descambou? Perdeu-se? Morreu com o desaparecer dos governos de Cavaco Silva? Está bem, acontece a muito boa gente.
Entretanto, a intervenção de Pais do Amaral na dita comissão teve o condão de irritar muito boa gente. Mas dela guardo uma frase, mais ou menos assim: “quando um trabalhador não cumpre as ordens do patrão, é natural que este o chame à razão”. Eu percebo a irritação de Moniz mas, verdade verdadinha, quem no fim pagava as contas era Pais do Amaral e os accionistas costumam ser implacáveis com os maus gestores. E Pais do Amaral provou e continua a provar que não é um mau gestor. Bem pelo contrário.
O JN, o Aventar e CAA
Como todos sabem, a relação entre o JN e o Aventar nem sempre foi pacífica. Se alguns aventadores não hesitaram em criticar o JN quando este o merecia, igualmente somos os primeiros a aplaudir quando é caso disso. E é.
A recente aquisição de Carlos Abreu Amorim pelo JN (e pelo DN e NS) é uma excelente iniciativa. Independentemente dos laços de amizade que nos unem, o CAA é um dos melhores comentadores políticos da actualidade e sendo um homem do Porto é lógico que a sua “transferência” do Correio da Manhã para o Jornal de Notícias foi uma decisão acertada.
Os meus parabéns ao JN, ao seu Director José Leite Pereira e ao João Marcelino: acertaram em cheio como se pode verificar pelo artigo de hoje.
Vídeo: denúncia parlamentar
Podia ser a sério, mas não é. Podia ter sido em português, mas não foi.
Só por mera casualidade, obviamente.
Porque assuntos por cá não faltam, sejam escutas, faces ocultas, submarinos, empresas-fantasmas, contratos, contrapartidas, luvas, não importa o que se investiga.
Tudo entre o que é da Política e o que é da Justiça.
E que tal um fuck-off-ezinho?
“Term-shit, fuck-share, lick it, private attitude, mono-play, dollar greenfield, mafia chairman, life controller, core (hard), spitware, crooks-target, free-lunch-you pay”. Se o sr. Zeinal Bava tivesse utilizado estes termos, ninguém daria pela diferença. Em suma, a linguagem perfeita para ser entendida pelos senhores Balsemões, Sampaios, Pinas Mouras, Coelhos, Cavacos e respectivos aficionados. Portugalização? Qual? Fuck-off!
Publicozinhar "notícias"…

Hilariante! Um dos tais referenciais da sapiência copy-paste, “publicozinhou” um artigo, alertando que milhares de russos se concentraram em Vladisvostok, Irkutsk, São Petersburgo e Kalininegrado (Conisberga, Prússia Oriental), exigindo a demissão da dupla Putin-Medved.
A patetice apressada não tem limites e noticia por noticiar. Gigantescas manifestações? Vejamos essa quase “revolução de massas”:
VladisvostoK: 500 manifestantes
Irkutsk: centenas de manifestantes
São Petersburgo: “umas” mil pessoas
Kalininegrado (Conisberga): “cerca de 2000” manifestantes.
Decerto coçando a cabeça e franzindo o sobrolho com o ar mais sério deste mundo e arredores, o escriba conclui a prosa, dizendo que …“em Janeiro, as manifestações anti-Putin mobilizaram um número superior a dez mil russos, o que deixou o Kremlin muito inquieto.” (sic)
Dadas as devidas proporções, seria o mesmo que em Portugal se organizassem manifs a exigir a queda da dupla Cavaco-Sócrates. Assim, teríamos uma avassaladora mole de revolucionários, desta forma repartidos:
Funchal: 20 manifestantes
Guarda: “algumas dezenas” de manifestantes
Porto: “uns” 50 manifestantes
Bragança: “cerca de 100” manifestantes
Paciência…
A psicóloga e o filho da ministra: «O Crime» ou um jornalismo de latrina
Depois de ter recebido um mail, que denunciava o caso de uma psicóloga que fora substituída por um filho da ministra da Saúde, o Aventar começou a investigar e publicou, no dia 5 de Março, o post «Agrupamento de Escolas da Lourinhã: A psicóloga e o filho da ministra Ana Jorge».
Foi aquilo que no jornalismo se costuma designar por «furo». Mesmo sem ser essa a sua vocação, o Aventar entendeu por bem investigar e publicar. Paulo Guinote fez o link em «A Educação do Meu Umbigo» e durante alguns dias, o assunto dominou a blogosfera.
Na semana que passou, o jornal «O Crime» trouxe como manchete o mesmo tema. Ficámos contentes, no Aventar, porque alguém pegara na nossa história. No entanto, quando abrimos o jornal, ficámos espantados: não havia uma única referência ao blogue. O «jornalista» conseguiu escrever uma página inteira sem referir a fonte que utilizara e a forma como tivera acesso às informações. Numa caixa, apenas uma breve referência ao filho da ministra, que diz saber que a polémica foi despoletada por um blogue na internet.
Pois foi, o caso iniciou-se com um post do Aventar. Mas o «jornalista» de «O Crime» preferiu omiti-lo. Esquecendo o artigo 6.º do Código Deontológico dos Jornalistas, que diz que «o jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes».
O que por um lado foi bom. Porque nos lembrou, caso estivessemos esquecidos, que «O Crime» continua a fazer, como sempre fez ao longo da sua história, um jornalismo de latrina.
Senhor jornalista de «O Crime»: esteja à vontade para usar este post da forma que entender. Publique-o na próxima edição do jornal. Se não quiser, como diz o outro, besunte-se com ele.
Mais um caso de publicidade sexista
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Mais um caso de utilização abusiva do corpo feminino para fazer passar agressivamente uma mensagem publicitária, neste caso a de um ginásio. A nudez, a insinuação sexual ainda por cima anal, subtil mas patente, a exposição despudorada do corpo, tudo razões mais que suficientes para pelo menos duas petições e três queixas.
Além das feministas retardadas neste caso tem todo o sentido que também se manifestem os vegas, já que a imagem das nozes fica um bocado maltratada.
Títulos de Programas de TV – Ídolos ou Epifenómenos?
Na luta pelas audiências, as estações de TV recorrem ao uso de títulos altissonantes para baptizar programas cuja finalidade é captar a adesão de milhões de telespectadores. ‘Ídolos’ foi um dos casos recentes.
Em minha opinião, considere-se embora os esforços das máquinas de mediatização, na música ligeira, como em outras áreas de expressão artística, os verdadeiros ‘Ídolos’ não se fabricam através de métodos artificiais e fórmulas de resultados instantâneos, tipo mousse ‘Alsa’. O estatuto inicia-se sobre qualidades inatas e adquire dimensão universal ao longo de prolongadas carreiras, carregadas de esforço. O talento, reafirmado de forma constante, consolida, portanto, esse estatuto. Assim sucedeu com Amália Rodrigues, Louis Amstrong, Edit Piaf, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Bruce Sprinsteen, Beatles e tantos outros que, em diferentes épocas, granjearam níveis de popularidade à escala mundial.
Brasileiro dotadão no Jornal de Notícias
Adivinha: destes dois anúncios, qual foi publicado no «Jornal de Notícias» e qual foi censurado?
Pois, pois, o JN é muito criterioso na escolha dos seus anúncios…
Ratinha húmida e peludinha no Jornal de Notícias

Adivinha: estes dois anúncios deviam ter sido publicados no «Jornal de Notícias». Um foi publicado, o outro foi censurado.
Qual é que foi censurado e qual é que foi publicado?
Pois, pois, o JN é muito criterioso na escolha dos seus anúncios…
José Leite Pereira censurou o Aventar (Mário Crespo II)

O anúncio hoje dado à estampa no «Público» ia ser publicado inicialmente no «Jornal de Notícias» do último Domingo.
Acontece que o Director do JN, José Leite Pereira, censurou o Aventar. Este mail é a prova de que José Leite Pereira, demonstrando que os amigos são para as ocasiões, proibiu que o anúncio fosse integrado na edição de Domingo, apesar de já estar paginado pelos serviços do jornal e de já estar pago. «Vejam lá que anúncios andam a pôr», ter-lhe-á dito o «amigo Joaquim» em tempo oportuno.
Será que, apesar de não ter sido contactado pelo Director do JN, posso considerar-me um segundo Mário Crespo?
A barrela: Miguel Sousa Tavares lava mais branco
Quem viu os «Sinais de Fogo» desta semana, no qual foi entrevistado Gonçalo Amaral, não pode ter deixado de ficar surpreendido com a súbita transformação de Miguel Sousa Tavares. O jornalista voltou a ser o «animal feroz» a que nos habituou ao longo dos anos. Rude, directo, roçando por vezes a falta de educação, nomeadamente quando não deixa os seus convidados falar.
No entanto, uma semana antes, ao receber o primeiro-ministro, Miguel Sousa Tavares foi de uma candura a que não estávamos habituados. Calmo, simpático, educado, ofereceu a José Sócrates mais 60 minutos de publicidade e ouviu, sem pestanejar nem questionar, as patranhas do costume.
Algo vai mal no país, muito mal, quando pessoas que desde sempre foram independentes se tornam de repente os maiores defensores do Governo ou, pura e simplesmente, deixam de emitir as suas críticas de sempre. Falo de Miguel Sousa Tavares, mas falo também de Marinho e Pinto, por exemplo.
Nos «Sinais de Fogo» desta semana, Miguel Sousa Tavares trucidou Gonçalo Amaral. Na semana passada, foi o que se viu. Mais uma barrela. MST lava mais branco.












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