Filho da Pide

Não gosto de anónimos. Cá tenho as minhas razões. Pensar que na Rede qualquer um é  mesmo anónimo só porque assina com um nome que não é o seu irrita-me, dou-me mal com a imbecilidade humana.

Era isto um intróito para contar que Paulo Pinto Mascarenhas assinou hoje uma das coisas mais vergonhosas do jornalismo português mais recente. É muito fácil identificar um anónimo, como já tentei explicar ao procurador  Pinto Monteiro, e sendo alguém que escreve no blogger, propriedade do Google mais fácil ainda, como o Jorge do Fliscorno aí desenvolve em comentário à essa mesma explicação.

É muito baixo identificar alguém que quer ser anónimo e não cometeu nenhum crime, como achou o DIAP e explica o próprio. É de filho de uma grande pide, seja a senhora sua mãe quem for.

E é muito fácil as minhas irritações virarem-se para outro lado com uma rabanada de vento deste calibre.

Imagem do jumento

“Bosh é Brom”, slogan criado por Alexandre O’Neill

Volto à polémica campanha anti-tabaco, em França, abordada no ‘Aventar’ pela Carla Romualdo e pelo Fernando Moreira de Sá, cujas opiniões reflectem o que eu penso. Mas neste instante, o interesse da abordagem é outro: prende-se, sobretudo, com o recurso ao tema ‘sexo’ em publicidade, o que me permite, confesso, um regresso virtual a esse inconfundível mundo de marketers e publicitários, que coabitei em determinada fase da minha carreira profissional.

O ‘sexo’ tem sido, desde sempre, um tema recorrente para criativos de publicidade. Não me recordo, porém, de casos em que isso tenha sucedido à custa do estilo grosseiro e ultrajante, característico da citada campanha antitabágica. De facto, no dia-a-dia das nossas vidas de telespectadores, é fenómeno comum – anúncios de perfumes, por exemplo – visionarmos a aplicação, com sentido estético e sensatez, de sábias mensagens de insinuação erótica; seja a promover a água-de-colónia típica do homem duro, machão, do género do Hugh Jackman no ‘Austrália’, seja a divulgar o perfume com que qualquer mulher sonha ser uma provocadora sensual, alma gémea da Scarlett Johansson. Este jogo, a meu ver, é habitual e ninguém fica chocado, a não ser a D. Maria que trabalha para o Sr. Pároco Augusto e que, naturalmente, sente os fígados revoltados com tamanhas blasfémias – Ai que horror, Nosso Senhor!

A história da publicidade portuguesa é composta de excelentes e ricos exemplos de talento, estética e eficácia comunicacional – e sublinho o uso da história porque o presente, dominado por multinacionais, é muito bisonho e está praticamente confinado a exercícios de mimetismos, como aquele da Sónia Araújo a testemunhar as virtudes dos corantes da L’Oréal, justamente no estrito respeito pelo estilo da ‘petite vedette’ francesa que faz o anúncio original.

Actualmente não é bem o caso, mas as estratégias de marketing, durante muitos anos, implicaram políticas de comunicação sintética, clara, incisiva e socialmente transversal; isto é, ao jeito do velhinho slogan, “Farinha Predilecta, para o avô e para a neta”. É, pois, dentro destes princípios, também impostos por meios de comunicação de alcance mais limitado e precários, que deve relevar-se os contributos de vários intelectuais, nomeadamente poetas, no papel de ‘copy-writers’. De entre eles, é justo destacar três figuras: Fernando Pessoa que, em 1928 e ao serviço da agência “Hora”, criou para a Coca-Cola o conhecido slogan: “primeiro estranha-se, depois entranha-se”; Ary dos Santos que, nos anos 60, foi o autor de “Cerveja Sagres, a sede que se deseja”. Por fim, Alexandre O’Neill que, igualmente nos anos 60, propôs o slogan “Bosh é Brom” que o lápis azul transformou em “Bosh é Bom”.

Os três casos são demonstrações de elevada capacidade criativa e poder de síntese na comunicação. Mas, de todos, a frase original de O’Neill, “Bosh é Brom”, constitui exemplo da possibilidade de fundir, em três palavras, a criatividade, a estética, a comunicação eficaz, a malícia e o humor, dispensando, claro, a boçalidade. ‘Bosh’ é uma marca de bens duradouros e na expressão, como nas imagens, o foco era o produto e apenas o produto.

Bardamerda, adiante*

São comentários de blogues? Isso é o lixo de Portugal. Não vou comentar uma única frase de blogues.

Miguel Sousa Tavares, em entrevista ao CM.

*citação do mesmo autor no mesmo local

Da PJ a Sócrates, do sexo oral ao Parlamento

A PJ foi à SAD do Porto, buscar uns documentos. Terá a ver com transferências de jogadores, no cumprimento de uma carta rogatória da Bélgica. Pois é, o “clube regional”, negoceia transferências de jogadores a nível internacional, quem diria…

A “Comissão de Ética” do Parlamento ouviu o Director do “Expresso“, Henrique Monteiro, afirmar que José Sócrates chegou a telefonar-lhe para lhe pedir por tudo que não fosse publicada uma dada notícia acerca da sua licenciatura. Continuarão a chover exemplos da difícil relação de José Sócrates com a liberdade de imprensa. Algo que não é novidade, servirá apenas para refrescar a memória lusitana que é, tendencialmente, curta.

O sexo vende. É mais do que sabido. A publicidade que o diga. É o caso desta campanha anti-tabagista, que associa o acto de fumar ao sexo oral forçado. Que é outra coisa (o sexo oral) que é uma fixação dos portugas (relembro que para constatar isso basta ir á versão portuguesa do Google e escrever a palavra “como”).

Inês de Medeiros arrisca-se a ter de pagar do seu bolso as viagens a Paris para ver os filhos. Isto não se faz, conforme o nosso Ricardo Santos Pinto decerto concordará…

Uma nota final: aprovada a redacção final do casamento homossexual. Aguardemos pela decisão de Cavaco Silva.

Liberdade de Expressão e Liberdade de Imprensa

O meu texto ‘A Incomodidade dos Blogues’, aqui publicado no Sábado, e as respectivas consequências convidaram-me para uma reflexão sobre a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. São conceitos correlacionados, mas definidos em função de domínios e condições distintas.

Com o recurso à teoria dos conjuntos, julgo poder classificar a segunda das liberdades, a de imprensa, como subconjunto da primeira, a de expressão. De facto, esta última, no que respeita à fruição, corresponde ao direito reconhecido a todos os cidadãos de expressar em liberdade ideias, opiniões e pensamentos. A liberdade de imprensa, por sua vez, consiste em fruição de idêntico direito, restringida, porém, aos meios de comunicação social – jornais, publicações regulares temáticas, rádio e televisão que, embora regulados legalmente, actuam livres de censura institucionalizada.

Diversamente das sociedades de comunicação social, os blogues, suportados por tecnologias de telecomunicação via Internet, funcionam livres de condicionamentos legais, excepto no que se refere a ‘segredos do Estado’ e alguns crimes informáticos; ou seja, os blogues estão sobretudo subordinados a normas formais e informais estabelecidas entre os seus membros. Gozam, assim, de pleno direito de liberdade de expressão, beneficiando, ainda, da oportunidade de grande propagação de conteúdos, no tempo e no espaço; acima mesmo do que sucede com alguns órgãos beneficiários da liberdade da imprensa. Esta, de resto, está a ficar mitigada em Portugal, e a tendência é para piorar – a dependência da comunicação social relativamente a grupos económicos, associada à precariedade das condições de trabalho e à fatalidade da submissão de jovens jornalistas a disciplinas autoritárias estão, de facto, a perverter, passo a passo, a liberdade de imprensa.

Dentro da evolução esperada, o futuro dos blogues é, portanto, mais promissor no uso da liberdade de expressão e poderá privilegiar, creio, aqueles que se orientem por princípios de ética, responsabilidade, e tolerância. Os políticos, em particular, estão conscientes da força do fenómeno, e do crescimento potencial.

Por último, a propósito da liberdade de expressão, e de regresso ao ‘Aventar’, não me inibirei de exteriorizar o que sinto e penso, mesmo em desacordo relativamente a opiniões de companheiros desta caminhada; opiniões estas que respeitarei sempre e, quando for o caso, contraditarei no estrito cumprimento de regras da salutar convivência democrática. Estou convicto de não estar isolado na observação destes princípios.

Da Madeira ao PGR, do IRS ao sexo oral

Na Madeira vai-se fazendo contas ao que sobrou, e constata-se como das adversidades surgem unidades.

O mau tempo, esse parece estar decidido a chatear-nos, sendo também notícia um mini-tornado em Aveiro. No geral, são 11 Distritos em alerta.

Na Justiça, mais uma novela de violação do “Segredo de Justiça”, agora com o PGR mandar investigar mais uma fuga . Desta vez deverá ser mais fácil, pois que, segundo o próprio, só 6 pessoas conheciam o seu Despacho. E eu que estava na ideia que, não vai há muito tempo, foi este PGR que afirmou que por si, as escutas eram publicadas.

A título de utilidades fiquem com duas dicas:

1 – Pode ficar a saber como poupar no IRS. Dá sempre jeito, por muito que nos “peçam” para contribuir;

2 – E pode escrever na versão portuguessa do Google (*) a palavra “como”, e logo vai ter várias informações de diversa utilidade, numa hierarquia no mínimo interessante, porquanto insiste no sexo oral…

(*) Já agora, fiquem a saber que a Google vai vender electricidade.

TVI trava notícias do Freeport

Uma das formas de controlar a comunicação social é através da publicidade que instituições como o Turismo de Portugal coloca, entidade esta onde manda um amigo de adolescência de José Sócrates, Luis Patrão . Pois, quem deu notícia das “embrulhadas” em que se meteu Sócrates, não “mama” diz um estudo da Mediamonitor/MarKtest. O Público foi outro dos que ficou à margem, não “mamou”. A SIC e a RTP “mamaram, portaram-se bem!

Isto refere-se ao Estado e às empresas controladas pelo Estado, e parece que quem levou algum, foi o Luis Figo e a Deputada Inês de Medeiros. A PJ terá detectado três transferências para Figo no montante de 750 000 euros.

Entretanto, Manuela Moura Guedes apresentou uma queixa directamente contra José Sócrates o que poderá levar a que o Primeiro Ministro seja inquirido por um magistrado. Muitos são os que estão a ser ouvidos ou vão ser ouvidos pela Comissão Parlamentar de Ética, políticos, jornalistas e empresários de comunicação social com o intuito de se confirmar ou não o condicionamento  da liberdade de imprensa.

Tudo isto sem que ninguem saiba de nada a começar pelos próprios que foram escutados e pelos que viram o seu nome envolvido nas escutas, incluindo, claro está, os membros do governo e, muito menos, o Engº José Sócrates que negou conhecimento e que, depois de apanhado em contradição, introduziu o “formalmente”.

Diz a Sábado e confirma o novo homem forte da estação ao dizer que as notícias saem mais espaçadas. Júlio magalhães não diz é qual é o espaço mas pelo que se tem visto é quase sideral, desde que Manuela Moura Guedes de lá saiu, nunca mais houve Freeport. E, agora, temos este incómodo de saber que Júlio Magalhães é mencionado nas escutas do processo face Oculta.

A direcção da TVI foi acusada na ERC de não pôr no ar todas as informações que tem sobre o caso Freeport, mas sabe-se que não há peças prontas a serem divulgadas por haver divergências na redacção sobre o carácter noticioso de alguns documentos.

Tudo acasos, tudo isto é vida, tudo isto é fado!

E eu que pensava que tinha liberdade de expressão…

Apareci em Portugal, sem saber como nem por onde, a convite da Gulbenkian e do ISCTE, hoje IUL. Vinha da Universidade de Cambrige, onde ensinava e era Doutor em Ciência. Devia estar em Portugal apenas dois meses, não tinha mais licença de Jack Gody. Aliás, vinha do País da liberdade de expressão e da revolução temprana.

Pensei: se o UK é país de expressões livre, quanto mais não será Portugal que fez a sua Revolução apenas em 1974! Pareceu-me bem e fui ficando. Esses dois meses pasaram a ser 31 anos!

Esses 31 anos em que pensei que a liberdade de expressão era tão grande, que fiz em Portugal o que no Chile não me permitiam: falar e criticar a política do Governo, almoçar com o Presidente da República, sair com os meus discentes. Sem saber como, todo isso acabou. O Governo que nos quer orientar anda a levar-nos pelas ruas da amargura. A primeira felonia, escutas telefónicas, mas com aparência de outras intrigas palacianas.

A seguir, a ameaça do fecho do jornal «Sol» por revelar esta temática das escutas e outras ervas sobre o Primeiro-Ministro que nos governa, ou que pretende  governar-nos. Mas não parou aí quem  pretende ser um excelente Engenheiro, tanto, que em honra do socialismo que penso e executo e do meu Senhor Pai, apoiei a quem tem um aparente dom de mando e votei por ele.

Revelo assim o segredo da urna de voto, porque me sinto ameaçado. A minha liberdade de expressão acabou com o mandato do fechar o Semanário «Sol» [Read more…]

O youtube dos tesouros ocultos

Seguindo o mapa, ou navegando à deriva, os novos navegadores encontram tesouros insuspeitos:

Os Wodaabe, os pastores do sol, filmados por Werner Herzog.

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Do YouTube ao PornoTube

http://www.pornotube.com/player/v.swf?v=bT0xNjk5NzYxJmFtcDtsb2NhbD1mYWxzZSZhbXA7dT0zNg==
O YouTube abriu há 5 anos um novo mundo na pantalha virtual. Como o Google, por exemplo, embora a uma dimensão menor. Hoje em dia, faz parte do nosso dia-a-dia. E como não poderia deixar de ser, começaram a surgir os derivados. Só se copia o que é bom. E assim nasceu o TeacherTube, dedicado aos professores; o Tangle, dedicado aos cristãos; o Totlol, dirigido às crianças; o GifTube, especializado em animações; o ShoeTube, sobre sapatos; o PornoTube, para amantes do porno, e muitos mais.
Completamente ao calhas, escolhi este último para destacar. É um site que funciona exactamente como o YouTube, com a diferença de que é restrito a menores de 18 anos. Quem quer aceder tem de colocar a sua data de nascimento, o que, como se supõe, evita desde logo a entrada de menores. Iam agora os putos mentir quanto à sua idade!
Depois de entrar, tem várias secções, dirigidas a hetero ou gays e uma caixa de pesquisa que permite ir directo ao tipo de vídeo que se quer ver. Diz que é um site muito educativo. Eu não sei, que nunca lá entrei…

Youtube e o valor da memória

Há cinco anos atrás, pelas mãos, e génios, de Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, abriu-se um espaço de memória fantástico, que nos permite recordar pérolas como esta:

Filmes de animação para ver no Youtube

Pigeon:Impossible, é um filme de animação realizado pelos estúdios Martell Animation e colocado no Youtube pelo seu criador, Lucas Martel. Em pouco mais de um ano atingiu o número fantástico de quase quatro milhões de visualizações.

O Youtube como poderoso instrumento de divulgação…

… revela-se igualmente no caso de Muto, do autor que assina BLU, uma animação de baixo orçamento, filmada nas ruas de Buenos Aires aproveitando grafitis e elementos da chamada street art. Mais de seis milhões de visitas até agora, confirmando o Youtube como gigantesca plataforma onde projectos aparentemente dirigidos a públicos minoritários encontram, afinal, os olhos abertos do mundo.

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O youtube do humor

Nunca tivemos à mão tantos e tão eficazes antídotos para os dias cinzentos. Para cada estado de espírito de tendência depressiva, o seu particular remédio.

A pílula nonsense:

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O primeiro vídeo do youtube

Este é o primeiro vídeo colocado no youtube, onde se vê um dos seus fundadores e nada de especial acontece.

Uma boa metáfora para muito do que o youtube viria a ser. O nada de especial pode ser importante para uma ou duas pessoas (certamente para os progenitores do rapaz, por exemplo), e a exposição ao mundo dessas coisas sem importância passou a uma forma de expressão cultural, chamemos-lhe assim por enquanto.

Nota: Hoje comemora-se a constituição de empresa youtube, por 3 funcionários da Paypal. O 5º aniversário do ínicio das emissões será a 23 de Abril.

O youtube censor em nome dos maus costumes

http://www.dailymotion.com/swf/x5udbj

Este vídeo,o excelente Gobbledigook dos Sigur Rós, foi retirado do youtube por pressão daqueles tarados sexuais que se excitam só de verem pessoas nuas nomeadamente as do seu próprio sexo e têm vergonha.

Está mal, e é o youtube no seu pior.

Pink Floyd, Astronomy Domine ao vivo em 1968

O youtube também é um campo arqueológico a tender para o infinito. A primeira grande composição pynkfloydiana, numa actuação dominada por Syd Barret, o criador.

Ídolos do passado que nunca perdem o seu valor

A face oculta de Carlos Magno


O que leva um jornalista aparentemente inteligente como Carlos Magno a comparar o caso Monica Lewinsky ao caso das escutas que envolvem o primeiro-ministro?
Aconteceu ontem no «Contraditório», programa da Antena 1 onde participam também Ana Sá Lopes e Luis Delgado?
Carlos Magno não sabe – ou não quer saber – qual é a diferença entre actos privados da vida privada pessoa e actos privados da vida pública?
Pois eu explico: se o primeiro-ministro combina ao telefone um encontro amoroso com a «Rainha das Meias», esse encontro não deve ser público – é um acto privado da vida privada. Ora, se o primeiro-ministro combina ao telefone o silenciamento de um canal de televisão, isso é um acto feito em privado nas que tem a ver com a vida pública e que, por isso, deve ser público. Porque não diz respeito à vida privada do primeiro-ministro.
Sempre gostei de Carlos Magno, mesmo quando lhe chamavam caixeiro-viajante (programa na SIC com Paulo Alves Guerra) e em especial na fase dos programas que fazia na TSF com o professor «Não é?». Mas nunca compreendi, nos últimos anos, a feroz defesa que sempre fez de José Sócrates. Defende-o em todas as circunstâncias, compara o que não tem comparação, parece um desses socratistas cegos que não vê nem quer ver.

O Sol quando nasce não é para todos


Em busca do «Sol»

Como eu compreendo a Morgada. Em Rio Tinto, terra desgraçada, pelo menos na zona que confina com Fânzeres, o «Sol» não se vende. Em Gondomar, já tinha esgotado. Felizmente, ainda há terras como Ermesinde. Num quiosque do centro já tinha esgotado a edição, mas vendiam as sete páginas das escutas, fotocopiadas, a 1 euro. Para o leitor serve e, para o quiosque, o lucro é bem maior.
Afinal, tenho de reconhecer que o João Cardoso tem razão: o Sol quando nasce é para todos.

O Sol em formato pdf

O Sol quando nasce que seja para todos.

As primeiras 7 páginas da tal edição. http://d1.scribdassets.com/ScribdViewer.swf

Crónicas de um governo sem receio que já  levam um granadeiro a sentir-se encornado.

Andam muito esquecidos mas isto passa-lhes

«Há quem, não conseguindo derrubar o PS e o Governo por meios democráticos, em eleições, procure usar estes casos para obter esses resultados políticos»

diz Silva Pereira. Esquece-se do desaparecimento do Jornal Nacional da TVI antes das eleições. Omite que as eleições também se ganham na comunicação social. Quando voltar à oposição lembra-se num instante, vai uma aposta?

Mais escutas do «Sol» (II)

continuação daqui

TRANSCRIÇÃO DAS ESCUTAS REVELADAS NA EDIÇÃO DE 12 DE FEVEREIRO DO «SOL»

[Vê se podes] «dar um pontapé para cima em relação ao Paulo Fernandes, porque a CGD borregou um bocado. Está previsto uma compra da parte dele da informação pela empresa do Nuno Vasconcelos com conhecimento do amigo do Vara, ou melhor, por indução do amigo.» (Fernando Soares Carneiro, representante do Estado na PT, para Armando Vara).

– «Por indução de cima foi acordado que se tentaria comprar o Correio da Manhã ou mesmo a Cofina e que isso foi colocado na empresa [PT] como objectivo». (Fernando Soares Carneiro para Armando Vara)

– «Quem falou foi do gabinete do amigo de Vara lá de cima.» (Armando Vara para Fernando Soares Carneiro sobre se já tinham falado com um administrador da Caixa Geral de Depósitos)

– «Já começaram as negociações, a Caixa não está a ajudar e esse assunto foi comunicado a quem de direito e que queria alguma pressão a alguém de cima.» (Fernando Soares Carneiro para Armando Vara) [Read more…]

Sócrates em 2004 : é um ataque à Liberdade!


Face às pressões do governo de Santana Lopes sobre a TVI para que calasse Marcelo Rebelo de Sousa, Sócrates, então chefe parlamentar do PS, classificou o assunto “como uma nódoa que o (a ele Santana) perseguirá toda a vida, uma nódoa na nossa democracia, um ataque à liberdade de expressão a que todos temos direito ”  e que ” o primeiro ministro não se pode escudar no silêncio, deve explicações ao país…”

(ver vídeo a partir do minuto 3)

Eis a primeira página do «Sol» de amanhã


Ver mais aqui, aqui e aqui.

A capa do «Sol» em exclusivo no Aventar


Enquanto isso, continuamos sem saber se a maior acção de censura que já se viu depois do 25 de Abril vai ter êxito ou não

Vão ser publicadas na mesma

Mesmo que o «Sol» seja impedido, as escutas vão ser publicadas na mesma. Nos jornais, na internet ou em qualquer outro meio de comunicação.
Mas o gajo é burro ou faz-se?

Agora levaram-me a mim e, quando percebi, já era tarde*

«Primeiro levaram os comunistas, mas eu não me importei, porque não era nada comigo.

Em seguida levaram alguns operários, mas a mim isso não me afectou, porque eu não sou operário.

Depois prenderam os sindicalistas, mas eu não me incomodei, porque nunca fui sindicalista.

Logo a seguir, chegou a vez dos padres, mas como eu não sou religioso, também não liguei.

Agora levaram-me a mim e, quando percebi, já era tarde.»

Bertolt Brecht

* Este «post» é dedicado a José António Saraiva, Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo.

Pela liberdade de expressão

São seis da tarde de sexta-feira, dia 11 de Fevereiro de 2010. Neste momento encontra-se um oficial de justiça na sede do semanário Sol, procurando executar uma providência cautelar que visa impedir a divulgação de notícias relacionadas com o processo Face Oculta.

Sintomático.

Hoje pela hora do almoço, reuniu-se uma centena de bloggers diante do Parlamento, protestando pela actual derrapagem liberticida que se verifica em Portugal. Acusam-nos a todos de paranóicos e de estarmos ao serviço de um partido da oposição. Pois não estamos. Havia gente do PC até à Direita e estavamos sobretudo interessados em salvaguardar aquilo que ao fim de três décadas, consiste na conquista que verdadeiramente interessa a todos: a liberdade de expressão.

As notícias veiculadas pela comunicação social, confirmam plenamente os nossos receios. A Justiça não é independente e encontra-se politicamente dirigida. Intolerável.

Pela parte do Aventar, cumprimos o nosso dever.

Sócrates estrebucha nos seus últimos momentos

Providência cautelar para impedir a publicação do «Sol». Há coisas fantásticas, não há?

Faltam 429 dias para o Fim do Mundo

…e continua a divulgação da manifestação Pela Liberdade. Enquanto isso, a imprensa não se cala com o processo Face Oculta, com ambos os lados da barricada a esgrimir argumentos. Agora, comparar o nosso primeiro com Berlusconi e Chávez não lembra a ninguém. Excepto ao Sarmento (hei, malta, olhem para mim, eu estou aqui, allô directas) que teve o descaramento de insultar estas grandes figuras internacionais e exemplos de defesa intransigente da Liberdade de Imprensa. Que maldade!

Por falar em maldade: a ERC está a pensar chamar o PM!!!

Por último, hoje é dia de bola na segunda circular e se uns se calam outros falam pelos cotovelos.