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Pânico
Cães de Atenas recebem animais da Troika

Troika recebida pelos cães vadios de Atenas à porta do Min. das Finanças – Fotografia Opinion Post, info via Artigo 21º.
Gaspar e Portas – o etíope, o alemão e o careca
Miguel Sousa Tavares, com quem discordo e concordo, foi traído nesta fotografia:
Nos artigos que publica, descreve sempre a ‘troika’ segundo esta sequência: ‘o etíope, o careca e o alemão’. Sucede que o fotógrafo, impotente para impor a ordem dos fotografados, captou o famigerado trio de forma diferente: ‘o etíope, o alemão e o careca’. A alteração, porém, é mera questão de formato, porque, no conteúdo, as três figuras estão em sintonia: lixar o povo português.
O crucial à volta da ‘troika’ e desta 7.ª avaliação não se centra na ordem de descrição ou desfile das três funestas figuras. O dramatismo do problema centra-se nas divergências da coligação governamental acerca do tempo – prazo – para execução do corte dos 4 mil milhões na despesa pública.
Segundo o ‘Público’, sabe-se:
Paulo Portas, apresentou à ‘troika’ o guião para suavizar os cortes na despesa do Estado, mas que ainda não foi alcançado um acordo nesse sentido, já que Portugal quer três anos para poder aplicar o corte de quatro mil milhões de euros e pretende definir anualmente as áreas afectadas, de acordo com a evolução económica do país. [Read more…]
O silêncio e o medo deles
O 2M não foi apenas uma manifestação e o pânico na área do governo, mais do que evidente, é a prova da importância do 2M.
E são muitos os sinais, mas já lá vou.
Tenho ido a muitas manifestações, vou a quase todas e continuarei a ir sempre que sentir que a minha presença é importante. E esta foi muito diferente das outras!
Foi diferente, pelo SILÊNCIO!
De forma surpreendente, ou talvez não, houve muitos momentos de silêncio. Chorei no momento em que a Manifestação arrancou da Batalha ao som de Zeca Afonso – foi um momento mágico, de emoção, de energia, de vontade de mudar. Ao longo do percurso – quase duas horas entre a Batalha e a Avenida dos Aliados – senti a dor nos olhos de quem saiu à rua. Foi, neste aspeto, uma manifestação diferente de todas as outras.
Foi diferente, também, porque os rostos não eram, nem os de sempre, nem tão pouco os mais novos – havia um traço comum em muitas e muitas pessoas que estiveram no Porto: a idade. Talvez pelo roubo (injusto, como todos os roubos!) nas reformas, talvez porque querem continuar o sonho iniciado no 25 de abril, talvez pelos filhos ou pelos netos…
Claro que estiveram muitos milhares nas ruas em todo o país. [Read more…]
Perceber os sinais
Ontem Portugal gritou.
Desta vez não foi um silêncio ensurdecedor.
Ontem, no Porto, em Braga, em Vila Real, em Coimbra, em Faro, Portimão, Castelo Branco, Évora, Lisboa e outras mais, os portugueses e as portuguesas desceram ruas e juntaram-se nas suas praças.
Para muitos comentadores e outros tantos desconhecedores da realidade em que Portugal e os portugueses mergulharam, foi uma manifestação contra a troika, o Governo e o Presidente da República. Não foi tão redutor.
Os portugueses foram para a rua pelo desespero em que estão mergulhados. Vidas interrompidas. Os mais velhos por se verem espoliados de parte substancial da sua reforma a que tinham e continuam a ter direito. Os mais jovens por se terem apercebido de que não passou de uma miragem a oportunidade que lhes foi vendida pelo canudo obtido. A geração da minha irmã pela angústia de não saberem que futuro dar aos filhos e como sustentar o dia a dia. As crianças pelo desespero que sentem nos olhares dos seus progenitores. Os pequenos e médios empresários por estarem em pânico perante o esbulho fiscal que lhes retira qualquer esperança de recuperação. A minha geração por não saber, na realidade, se fica ou parte.
Hoje…
…muitos amigos meus vão “para a rua contra a troika”. Que tudo corra bem, sem violência. Com Liberdade. Sempre.
Ainda não é desta que vou convosco. Um abraço!
1+1 = 2 de Março
Para Passos Coelho – e certa imprensa – meia-dúzia de ‘jotinhas’ do PSD é uma multidão. Dezenas, centenas ou milhares de manifestantes, são também uma meia-dúzia, mas nunca mais do que essa escassa quantidade de 1 a 6 manifestantes, a contestar a política, dele e da ‘troika’, que, de indicador em indicador, em espaço de dias reflecte um país em pobreza dinâmica, fruto natural das políticas antissociais.
Agora foi o Eurostat a anunciar que o desemprego em Portugal, em Janeiro de 2013, atingiu 17,6%. Lembre-se que as previsões da CE, calculadas pela equipa do infalível Oli Rhen, e por este anunciadas entre uns copitos e uma sauna, apontavam 17,3% para taxa média anual – nesta altura, contas feitas à economista, já se regista um desvio de + 1,73% se compararmos os resultados de 1/12 com o estimado para a unidade, 12/12. Se trabalhássemos à Gaspar e à Maria Luís Albuquerque, diríamos que o desemprego atingiria uma taxa próxima dos 21% (=17,3% * 1,2089). [Read more…]
3 milhões de desempregados e precários
54% da população activa do País não tem trabalho. 19.000 postos de trabalho destruídos por mês em 2012.
2M: Luís Varatojo
Luis Varatojo, da Naifa, na Gala da Sociedade Portuguesa de Autores, escreveu o discurso no cartaz do Que Se Lixe a Troika, o Povo é Quem Mais Ordena.
Concluiu dizendo que “o povo é quem mais ordena”. Foram embora sem levar o prémio. Que se Lixem os Corações Obedientes!
(via Facebook)
2M: Maré da Educação (II)
No Porto, às 15h, em frente à DREN.
Em Lisboa, às 14h30, em frente ao MEC.
Mais informações no Face do evento.
2M: Maré da Educação no Porto
Pela Escola Pública!

Alunos, Pais, Administrativos, Auxiliares, Professores, etc… TODOS juntos na Maré da Educação que vai engrossar o MAR de GENTE que vai voltar a encher a Avenida dos Aliados.
Os portugueses da Europa – um retrato a preto&branco
Somos um bocado aristocratas, altivos, vaidosos até, porém não porque sejamos má gente, ou tenhamos a supremacia no coração – é só porque somos antigos que somos assim, é porque somos gente há muito tempo, povo independente, de cultura singular, únicos na Europa, apesar de todas as semelhanças – com os do Sul, necessariamente, e também com os de África, a nossa outra terra, que deixámos ainda anteontem, fugidos de lá pela metamorfose da História que nos devolveu ao território de partida, aqui regressados anteontem chegados cheios de raízes outras, remotas e até um pouco excêntricas para Homens pós-modernos do século XXI que vivem em economias de mercado.
Somos esses, senhores da Europa, e até mesmo quando somos pobres. Se estudarem a História do Mundo verão que estamos sempre lá, nos momentos decisivos como nos outros. O nosso outro nome é viagem. Por vezes chamamo-nos Oliveira de Figueira. Somos árvores, compreendem? Somos navios de madeira verdadeira, exóticos de antiguidade, já nem se usa. [Read more…]
Hoje Greve geral na Grécia
©AFP
Contra a continuação das políticas de austeridade exigidas pela troika. Mais aqui.
Horários dos Professores e as verdades de Nuno Crato
O relatório do Governo (mais conhecido por relatório do FMI), por sinal traduzido para Português nesta casa, abriu o debate.
Apesar de continuar a pensar que este não é o momento, parece-me oportuno, pelo menos, pensar alto.
Falo sobre o, mais que provável, despedimento de professores. Nuno Crato continua a afirmar que isso não está nos seus planos, mas a realidade trata de mostrar, a cada dia que passa, a veracidade das suas declarações.
Hoje foram divulgados os números do desemprego (pdf). Depois dos quadros superiores da Administração Pública, os Professores são o grupo profissional com maior crescimento na variação homóloga (o desemprego cresceu quase 80%).
As palavras de Nuno Crato são o que são, mas o pânico continua instalado e já se fala de tudo, até do fim do mundo e às vezes penso que aquela besta do banco até terá razão: aguentam, então não aguentam!
Espanha não escapa ao resgate
Economistas espanhóis contam com ele, apesar das reticências políticas. (Fonte: Económico)
O Berlusconi da CGTP
Há uns dois ou três anos, uma graçola daquelas em que Berlusconi se tornou perito consagrado, colocou toda a gauche em polvorosa. Referindo-se a Obama, o berluscas dizia algo a respeito do habitante da Casa Branca e logo acrescentava que “ainda por cima já vem bronzeado”. Unidas as câncias e oliveiras de todo o comentadeirismo nacional, o italiano foi justamente arrastado para onde se sabe.
Parece que ontem o sr. Arménio proferiu um desabafo a respeito de Suas Majestades os Reis Magos, tomando como alvo o seu simulacro agora em portuguesa labuta. Oriundo da Etiópia e de imperial nome Selassié, foi topado como escurinho. Pelos vistos, o PC e os seus seguem á risca os prestimonsos ensinamentos dos tempos em que os estudantes negros na extinta URSS sofriam tratos de polé nas universidades, institutos e residências estudantis. É que isto das fraternidades não é para todos.
Como destruir uma República
«O debate público não será dominado pelas vontades autoritárias de grupos limitados».
Luís Pais Bernardo, aqui.
A semana que aí vem…
Será uma semana bem especial:
– uma marca famosa vai lançar uma campanha publicitária com umas miúdas que gostam de carteiras. Têm problemas na fala e por isso será uma excelente oportunidade da marca afirmar a sua dimensão social;
– um cão vai matar um menino, e haverá uma petição que irá defender o cão; Só não consigo ver aqui na bola de cristal se a petição vai pedir a condenação da criança por ter instigado o canino;
– o FMI vai apresentar formalmente, no Palácio de Belém , um relatório sobre a Refundação do Estado; também não consigo perceber se será em inglês ou em português, mas consegue-se perceber que o Moedas está a rir; não se conseguem ver a Maria nem o Sr. Silva;
– o Sporting ganhará um jogo. Sim, sem ser de Futsal;
– o Kardec vai marcar um golo;
– o Setúbal irá perder com uma grande penalidade inventada.
Tirando isto, parece-me que a próxima semana não trará novidades.
O austericídio laranja, esse, parece que é para continuar.
Dinheiro do BANIF (II)
O Governo vai meter 1100 milhões de euros no BANIF. O salário mínimo nacional é de 482 euros. O que vão dar aos ladrões daria para pagar 2268041 de meses do salário mínimo ou seja, pagaria a 189003 pessoas o salário mínimo durante um ano…
FMI e os despedimentos na Educação
De acordo com o Jornal de Negócios o FMI elaborou um estudo onde aponta caminhos:
São vários os caminhos para a reforma do Estado. Todos são dolorosos e uns são mesmo classificados como radicais. O FMI diz que chegou a hora de fazer mudanças “inteligentes” para cortar na despesa.
Uma leitura rápida do que foi publicado permite, por um lado, perceber que se trata do mesmo – o FMI não sabe outro caminho e sugere corte atrás de corte quando todos já perceberam que não é por aí.
No entanto, o detalhe de algumas medidas, no que diz respeito à Educação, mostram que há algum caminho feito na reflexão de carácter técnico, ou seja, parece que já meteram a mão na massa:
– “colocar 30 a 50 mil funcionários da educação na mobilidade especial permitira poupar entre 430 e 710 milhões;” [Read more…]
Pedro Emanuel: és um herói nacional
Os jogadores da Académica têm de se apresentar na Luz como os portugueses têm de enfrentar a troika: com coragem, determinação, respeitando o adversário, mas tendo a ilusão de que podemos atingir o objetivo – Pedro Emanuel apresentando o próximo Benfica- Académica
A falar assim, desconfio que também alguns benfiquistas vão torcer pela Académica.
Verdade se diga é apenas um jogo treino para o que vem a seguir, eliminatória de uma Taça a sério, já que ainda não será desta que vingaremos no Jamor a final de 1969.
Para além dos números tortos, da imposturice e do cadastro criminal que preocupam tantos, o que Artur Baptista da Silva disse
- Que os efeitos devastadores desta crise replicam os resultados do programa anteriormente aplicado noutras partes do Mundo (e designadamente no Brasil), onde apenas gerou pobreza e subdesenvolvimento.
- Que numa economia como a portuguesa, que de si já era frágil, o ataque que está a sofrer vindo de fora (com a diminuição do rendimento do trabalho, e os aumentos do desemprego, dos impostos, dos encargos sociais, do défice, e por fim, nessa cadeia recessiva, da dívida soberana), e em total contradição com o que foi prometido pelo programa de assistência, é o responsável pelos três milhões de pobres que contabilizamos já. “Uma população que está ao nível da indigência”.
- Que os bancos se fizeram para ajudar os Estados e não o contrário. [Read more…]
Funcionários públicos, preparem-se
Conta-nos hoje o jornal Público que “caso o défice orçamental previsto para 2013 comece a derrapar” – vai derrapar -, “o Governo tem preparado um plano de contingência” – é fácil de preparar porque é sempre o mesmo -, “que passará por reduzir ainda mais a factura salarial do Estado” – eu não disse?.
O que implica essa redução? Mexidas nos salários dos funcionários públicos e outras que permitam fazer cair as despesas com pessoal ainda mais do que está previsto no Orçamento do Estado para 2013.
Na última revisão à aplicação ao plano da troika, o Governo admite mexidas que conduzam a um “aumento da eficiência no funcionamento da Administração Pública”. Nesta parte reconheço a minha ignorância. Não sei exactamente o que isto quer dizer. Mas suspeito.
Ele disse mesmo isto?
Mas está tudo tolo ou o quê?
O Presidente da República disse mesmo isto?
“Eu não vejo razão para que não seja reduzida a comissão que é cobrada a Portugal pelos empréstimos” (…) “tal como não vejo razão para que não seja alargado o período de reembolso dos empréstimos do Fundo de Europeu de Estabilidade Financeira”
Ou o Ricardo tem razão ou então não se entende!
Ele está a dizer o que muita gente anda a dizer há meses: menos juros, mais tempo!
Confesso que estou surpreendido – alguém explica?



















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