Palpita-me que vem aí mais um corte!
A direita portuguesa é desonesta
Eu sei que corro o risco de me dizerem que não faz muito sentido utilizar um pleonasmo no título, mas há muito que confessei as minhas múltiplas incompetências, de entre as quais, destaco, a escrita. Pensei no descer para baixo ou no subir para cima, mas acabei por juntar direita e desonestidade.
E antes de baterem, permitam que explique.
Em Portugal, segundo dados do Eurostat, a hora de trabalho, em 2011, tinha um custo de 10,30€. Ou seja, 30,1% do custo na Alemanha.
Mas, comparando a nossa produtividade com a do país de Merkel, podemos verificar que a nossa é 72,6% da alemã.
Ou seja, se os nossos salários estivessem em linha com o que recebem os alemães, de acordo com as respectivas produtividades o nosso custo de hora laboral seria de 24,9€, isto é, mais de 100% do que realmente é.
Os portugueses, caros defensores do regime, são mal pagos! Muito mal pagos!
Umas contas bem simples que mostram a verdade e que colocam uma interrogação aos aldrabões que por aí andam – vão continuar a dizer que o problema em Portugal são os elevados custos do trabalho?
E se tentassem investir numa gestão com menos boys e com mais competência não conseguiriam aumentar a produtividade?
E se o dinheiro do país fosse usado para aumentar a produtividade da nossa economia em vez de ser entregue à TROIKA?
E se em vez de tirarem dinheiro às pessoas para safarem os bancos e os juros da TROIKA, porque é que não deixam de pagar os juros e entregam o dinheiro à economia real?
Coisas fresquinhas da refundação do estado grego
Tem a versão oficial no Público. Experimente outra.
O deputado Nikolaos Chountis, do Syriza, enviou aos deputados europeus do GUE/NGL esta mensagem:
Muito brevemente gostaria de informá-los da situação atual da Grécia, principalmente no que diz respeito à conduta antidemocrática da coligação governamental.
Hoje é levado à votação no plenário, como um artigo único, todo o “pacote” acordado entre o governo grego e a troika com as novas medidas (cortes orçamentais e sociais, venda de serviços públicos, incluindo a energia, a água e o território, prioridade ao repagamento da dívida a todo o custo, etc).
Este “artigo único”, de quase 300 páginas muito técnicas, foi entregue aos deputados anteontem e, através de um procedimento “acelerado” foi discutido e votado ontem no comité económico e hoje é levado ao plenário. Obviamente, este procedimento viola qualquer noção democrática de estudo e conhecimento do que realmente os deputados estão a votar. Contudo, a coligação governamental afirma que se o “artigo único” não for votado com urgência, o Estado grego será conduzido imediatamente a uma bancarrota descontrolada. [Read more…]
Portugal, colónia do FMI

Quando nas eleições legislativas de 5 de junho de 2011, cerca de 42 por cento dos eleitores se abstiveram e a esmagadora maioria dos restantes 58 por cento deram o seu voto aos partidos que assinaram o memorando da Troika, [Read more…]
A crise explicada às crianças
Era uma vez uma família que tinha 100 euros. Viviam felizes – os pais trabalhavam e os filhos andavam na escola. O Rex era
o cão da casa e o Tareco era o gato.
Não eram nem mais nem menos do que outra qualquer família da sua terra, a terra das pessoas felizes.
Na televisão iam ouvindo que uns senhores, lá longe, na cidade, onde toda a gente vestia fatos cinzentos e gravatas azuis, andavam a fazer grandes negócios. Faziam coisas grandes, coisas muito grandes. É verdade que também faziam coisas menos grandes e algumas até muito pequenas.
Mas, de uma maneira ou de outra nunca usavam o seu dinheiro. Pediam emprestado. Iam aos bancos e diziam que precisavam de dinheiro para fazer uma rua nova. Faziam de conta que a rua custava 1000 euros, quando ela só custava 500. O Banco emprestava e eles faziam a rua por 500 euros e ficavam com os outros 500 só para eles. Muitas vezes os Bancos que emprestavam eram também parte do grupo que ia fazer a rua nova, mas isso explicamos mais tarde.
Mas, sabemos todos, quando pedimos uma coisa emprestada, temos que devolver. Certo?
Errado. [Read more…]
70 virgens à espera no céu
Confesso que já tinha pensado nisso, mas achei a ideia, especialmente por ser minha, uma perfeita estupidez.
Até ler o Pacheco Pereira:
E se o governo estivesse deliberadamente, com mais ou menos consciência do que está a fazer, a suicidar-se para fugir à sua incapacidade em governar? É que há aspectos neste Orçamento de Estado que são tão grosseiramente errados, que podem apontar para outra intenção.
Do ponto de vista meramente partidário poderia ser uma excelente iniciativa e, sabemos todos, o problema dos boys é que só pensam neles e, em alguns casos no partido – nunca no país.
Esta estratégia tinha duas vantagens: por um lado poderiam sempre dizer que tinham sido as vítimas, que até tinham tentado. Por outro amarravam Cavaco e o PS a uma solução, que teria apenas o risco de reforçar o BE e o PCP – nada de muito grave.
Ir para eleições, poderia ser muito penalizador para o PSD.
E se o Cavaco quiser alinhar nesta ideia e partilhar parte das 70 virgens a que um bombista suicida tem direito.
Refundar o governo
Confesso que tinha o governo de Santana Lopes como um exemplo.
Sim, admito!
Pensei que não seria possível fazer pior. Enganei-me – acontece.
E Relvas é apenas uma parte da questão. Sabemos agora que teve equivalências a disciplinas que nem existiam. Um visionário, este boy! Sempre à frente do seu tempo
Do que se diz por aí, parece que é brilhante na gestão do aparelho, das secções, das distritais e nessas áreas nublososas da sociedade portuguesa – mas está agora visto que a excelência defendida por Nuno Crato é, na verdade, uma realidade na pessoa do sr. Ministro Relvas, o licenciado.
Mas, o problema do governo é o Relvas? [Read more…]
Alternativas: a CGTP
Em Portugal é um lugar comum dizer-se que não sou político e não quero ter qualquer relação com a política.
É, talvez, o maior dos nossos problemas. Se calhar esta ideia resulta da confusão entre política e partidos, até porque estes tomaram conta de parte significativa da nossa vida política, deixando pouco espaço para outro tipo de intervenções.
Querendo ou não querendo qualquer cidadão é um Político e com P dos grandes. E a afirmação da dimensão política de cada cidadão é anterior aos próprios partidos, isto é, cada pessoa antes de poder integrar um partido é um cidadão e por isso um político.
Nesta afirmação conceptual do que deverá ser a dimensão política da nossa cidadania, torna-se muito importante a intervenção nas diferentes organizações da nossa sociedade.
Os sindicatos são, também, um desses pilares da nossa democracia e têm nos últimos tempos procurado encontrar alternativas políticas ao caminho, errado, que o (des)governo de Passos Coelho insiste em percorrer.
Arménio Carlos apresentou uma conjunto de propostas alternativas à TROIKA, algo também feito há coisa de um mês.
Começa a ser hora de deixar de dizer que não há alternativas!
Há alternativas! Há outro caminho!
Debate em Gaia – Clube dos Pensadores
Daqui a meia hora, em Gaia, o Clube dos Pensadores recebe Maria de Belém Roseira.
Para quem não conseguir lá estar, fica a ligação para acompanhar via net.
Quando ou o quê?
Está assumido por todos que a receita laranja não vai curar a doença, antes pelo contrário. Como sugere Manuela Ferreira Leite
“Concordo que é preciso emagrecer, mas aquilo que recomendo é que as pessoas não aceitassem morrer antes de emagrecer. Morrer gordo é do pior que há, especialmente depois de se fazer uma dieta tremenda”,
Tirando o Tipo que me quer pagar uma dívida que eu não lhe quero cobrar e os que nunca trabalharam, não se vê ninguém a defender o que não tem defesa possível.
Mas continua a faltar uma alternativa, ou antes, é necessário tornar mais claras cada uma das alternativas que vão aparecendo:
– da parte do PS e não só, há uma divergência em relação ao governo: queremos pagar ESTA dívida, mas num tempo diferente. Ou seja, a pergunta do PS é PAGAR QUANDO?
– o BE e o PCP colocam a questão de outro modo, questionando a própria dívida, isto é, consideram que parte da dívida é imoral e por isso o país deve questionar a “quantidade” da dívida, ou seja, a pergunta é PAGAR O quê? [Read more…]
Que se lixe a troika – Manifestação cultural no Porto
Há mais, sim senhor!
Porto – Sábado, 13 de outubro, às 17h na Praça D. João I (em frente ao Rivoli).
Com base no FACE, o cartaz está em actualização
permanente.
Dou por mim muitas vezes a pensar o que, dos nossos dias, vai ficar nos livros de história. Daqui a 500 anos o que vão dizer os livros sobre os primeiros anos do século XXI?
Gosto de pensar que vão falar de cultura, essa coisa supérflua que a TROIKA me quer roubar. E como acredito nisso, porque sou um trabalhador da CULTURA, Não vou deixar que esse roubo aconteça!
Desouvir
Por alturas do regresso à Universidade do Minho, aqui há uns anos, tive por companheiro um amigão que gostava de
inventar palavras. Na altura a coisa não me parecia interessante, ainda por cima num contexto exclusivamente académico.
Hoje senti vontade de lhe dizer que afinal ele tinha razão.
Quando soube o que ia acontecer pensei que todos e cada um de nós deveriam ter o direito de DESOUVIR!
Mas desouvir não é só não ouvir! É mais do que isso! É não tomar conhecimento, é não participar!
É ignorar mas de forma consciente!
Só assim poderemos sobreviver e ganhar força para continuar na rua!
Único sinal de esperança: a manifestação de 15 de Setembro
Li no Facebook de um amigo e partilho por concordar com parte significativa do texto:
Defender, como fazem o BE e o PCP, que a plataforma comum para uma convergência de esquerda é rasgar o memorando com a Troika é risível: antes de haver memorando a divergência era total, a ponto de fazerem cair um governo sabendo que o que se seguia foi o que se seguiu.
Sócrates disse que se recusava a governar com o FMI. Quando o PSD, CDS, BE e PCP o obrigaram a isso, demitiu-se. Pediu ao Presidente da República para ser ele e mediar as negociações com a Troika, e este recusou-se a isso: obrigou o governo a continuar, embora em regime de gestão, e a fazer isso. O governo de Sócrates fez isso obrigado, em regime de gestão e por isso o memorando teve que ser assinado por uma maioria. O PSD e o CDS assinaram. [Read more…]
Acorrei que matam a Cultura
Vai haver «peixeirada» ou insulto, porque é este o estado a que a Cultura chegou em Portugal, dizem os organizadores desta semana que se pretende de luta pelo sector.
Destinar 1% do Orçamento de Estado para a Cultura é um insulto e isso não se percebe num país civilizado, ou que se espera civilizado, disse Pedro Penilo à Antena 2 esta manhã.
O Manifesto em Defesa da Cultura, redigido pelo Movimento em Defesa da Cultura, é um documento contra as medidas impostas pela “troika” e para exigir aumento do investimento público no sector.
Não aceitam o discurso da crise. Vão fazer uma semana de luta pela cultura, a Cultura que em Portugal já nem merece Ministro nem lugar na mesa das decisões políticas.
No Banco Central Europeu não há austeridade
O custo da nova sede em Frankfurt ultrapassa os mil milhões de euros, admitem responsáveis do banco.
E viveram felizes para sempre
Cavaco perguntou, em Évora, ao Noivo:
– “Quer casar com a Noiva?”
– “Não.”
E viveram felizes para sempre, ou não.
Mas, pelo sim, pelo não, todos para a boda em Belém.
É verdade que o noivo não foi convidado para a festa – no seu lugar foi o contabilista.
Com um pequeno grande detalhe – a Maria anda a dormir mal e por isso à uma hora a festa termina. Lamento amigo, mas a pista fechou.
Podem começar a assobiar.
A seguir a independência, as lutas reivindicativas. Carrillo

A história tem uma argumentação nos factos. O que denomino a lógica da história. Primeiro, luta-se pela independência, a seguir, a república cresce e nascem indústrias, trabalhadores que eram soldados e passam a ser heróis não da guerra, mas sim do trabalho. Reivindicam os seus direitos, não são ouvidos. Rebelam-se, ninguém se interessa. Os governos caem, aparece uma esperança que passa a ser uma frustração. Os lutadores persistem, como Santiago Carrillo, que faleceu no dia em que se comemoram 202 anos da libertação do Chile. Com 98 anos. Habituado as lutas, a vida não o perdoo. Como antes, a Dolores Ibarburri, La Passionária, Presidenta do Senado Espanhol, por honra.
E se a troika nos mandasse lixar?
Foram muitos os portugueses que resolveram ontem sair à rua para protestar contra a situação que Portugal atravessa. Diferentes motivações como já fui lendo, pessoas politicamente esclarecidas misturadas com outras que apenas pretenderam gritar basta pelas dificuldades que sentem no dia a dia. Mas uma coisa é criticar, outra bem diferente é apontar alternativas. De forma alguma pretendo contestar o direito à manifestação, forma legítima que os organizadores encontraram para expressar a sua indignação. Até porque o fizeram de forma pacífica e ordeira, à parte um ou outro energúmeno que possa ter procurado aproveitar a onda procurando conduzir a turba para actos de vandalismo, a verdade é que cidadãos e forças policiais estiveram à altura, mostrando que não são desordeiros ou arruaceiros, facto a registar. [Read more…]
Até quando?
(aos meus amigos do Aventar que hoje estiveram na rua a exprimir, livremente, as suas ideias)
Hoje, antes mesmo das manifestações, escrevi e expliquei (nas redes sociais) o motivo porque não iria. Agora, com mais tempo e espaço, explico o motivo de não ter ido.
Não, não fui. Respeito imenso todos aqueles que foram. Compreendo bem os motivos de muitos amigos que foram. A liberdade materializa-se de muitas formas e uma delas é a liberdade de expressão e participação em manifestações. Foi a forma escolhida por muitos milhares de portugueses. Mesmo muitos. Eu sou militante do PSD, do PSD que não desvaloriza a força de um movimento popular como aquele que hoje se viu um pouco por todo o país e em especial no Porto e Lisboa. Para mim é tão ou mais significativo os cerca de cinco mil manifestantes que estiveram em Braga como os 500 mil que participaram em Lisboa.
Escrevi nas redes sociais que não usaria a desculpa de estar a trabalhar para me escusar (mesmo sendo verdade que estava a trabalhar). Não, não foi por isso. Foi, como disse antes, por ainda ter esperança. A esperança de quem ainda acredita no Pedro Passos Coelho que conheci antes das directas, com quem tive o privilégio de debater ideias em encontros de bloggers, no Pedro Passos Coelho que a ouvia a opinião de tantos e tantas que agora talvez estejam adormecidos(as). Ainda quero acreditar. Não tanto por mim. Pela minha filha, pelos meus sobrinhos que acabaram de entrar na universidade, pela minha mãe e pela minha sogra que são reformadas. Pelo meu país. [Read more…]
Um país que veio à rua
Quando cheguei, já a manif ia adiantada. Estava eu nas Praça de Espanha, em Lisboa, e procurei fazer como em 2008, nas manif dos profs: andar em contra corrente e fotografar os rostos da revolta. Não consegui. Fiz a Av. de Berna, voltei à Praça de Espanha, subi até ao Corte Inglês, desci até ao Marquês e não encontrei os extremos. Do que ouvi na rádio sobre as outras cidades e do que aqui vi, o país saiu à rua.
Entre fotografias apressadas dei por mim a pensar que ainda não olhara para as pessoas. Parei um pouco e comecei a observar. Famílias inteiras, muitos jovens, idosos e crianças aos ombros desfilavam à minha frente. Em alguns olhos a zanga, noutros ansiedade e noutros ainda a alegria-tristeza de quem vê um povo a reagir e a ter que reagir. Vi também originalidade e a simplicidade de um “Não”, a única palavra num cartaz. E “Os bancos que salvaste querem a tua casa”. Quanta verdade!
E agora?
Em tempo útil, digo eu, tive oportunidade de fazer ver a quem de direito, da necessidade de dizer alguma coisa sobre o que
ia acontecer hoje. Obviamente, a resposta foi não porque além de se desconhecer o gerador (em português, não fomos nós!) não havia uma ideia sobre o que se pretendia.
Agora que acabou, reconheço a razão dos argumentos: não houve um gerador! Houve milhões!
Não havia uma ideia! Havia milhares de ideias!
E esta é a minha primeira conclusão: não há monopólios do lado de quem luta. A luta do outro não é pior só porque não é minha.
Há uma segunda conclusão – ao contrário do que teima em dizer a blogosfera laranja o problema do governo não é um problema de comunicação. O povo já percebeu MUITO bem a comunicação dos boys incompetentes que nos tentam roubar o país. [Read more…]
Acabou-se a Vaselina, pá
E as pessoas de Braga saíram à rua;
outras foram para a praia.
Que se lixe a troika?
Vou à manif não por concordar com a convocatória mas porque o caminho governativo é errado e contrário ao que fora proposto em programa eleitoral. Não sou naïf ao ponto de acreditar que um programa eleitoral será, ipsis verbis, um programa de governo mas deverá ser uma linha condutora da política governativa. Se assim não for, para que serve a eleição? Para se escolher a personificação do próximo ditador a termo certo? Não! O que consta num programa eleitoral deve ser levado a sério e deve-se exigir o respectivo cumprimento. E quem não o consiga cumprir terá sempre aberta a porta de saída.
Abebe e Leite avisam
“Só por teimosia se pode insistir numa receita que não está a dar resultados”. “Alguma coisa tem de ajustada”, afirmou a ex-ministra
das Finanças, porque entende que se o país seguir a linha traçada, “não só não se atingem os objectivos como o país chega ao fim destroçado“.
Por outro lado, o chefe de missão do FMI da troika, Abebe Selassie avisa que “se o programa for apenas austeridade, a economia não vai sobreviver”.
Continuamos assustados. Irão Passos Coelho e Vitor Gaspar “arrepiar caminho” como exorta Manuela Ferreira Leite? Continuarão teimosos, fazendo ouvidos de mercador, esse traço característico dos nossos políticos?
É forçoso fazê-lo escolher outra receita, outra estratégia, antes que «um terço» seja para morrer (José Vítor Malheiros).
«Morte», «destruição», «sobrevivência»: já são as palavras que competem com austeridade. A causa já está a dar os seus efeitos.
«Quem avisa amigo é», um ditado muito velhinho e sábio.
Dar-lhes a comer a merda que não cagamos porque já pouco comemos
Chega de Facebook. Espalha. Conta aos amigos, aos colegas, aos conhecidos. Aos desconhecidos também. Manda sms, mails, telefona. Inventa cartazes, papéis a dar de mão em mão. Espalha. Espalha entre uma fofoca de telenovela, na discussão de uma jogada de futebol, entre o calor e a chuva, o tempo está cada vez mais insuportável.
Espalha a notícia que todos sabemos. Chamaram a troika, e troika é impotência, submissão, desemprego, o corte no teu salário real, a casa que não tens como pagar, a salvação dos bancos, a taxa que modera o direito à saúde, a propina que impede de estudar, e a vida feliz dos corruptos.
Os corruptos são os que nos governam eternamente, treinados de pequeninos para os potes, os tachos, as cunhas, o esbanjamento, a gordura parva que não é a do estado que te dá, mal mas dava, saúde e educação.
Sábado, 15 de Setembro de 2012, às 5 horas da tarde, podem ainda não vir todos, os que já passam fome, mas podemos estar muitos dos que sabemos ser isso o que a tantos nos espera.
Que se lixe a Troika. Queremos as nossas Vidas. E vamos em silêncio ou gritando ou cantando, de preto vestidos ou de branco ou de amarelo, numa praça perto de nós, sair à rua.
Como estas mulheres, fotografadas a 1 de Maio de 1974 por Eduardo Gageiro, tenhas partido ou não tenhas, espalha, que algemados já outra vez estamos.

Lista de manifestações e locais para 15 de Setembro, em actualização (21 23 25 26 manifestações):
O Povo
“Será que dá para eleger um novo?”
Parece-me que terá sido a pergunta que deu o mote ao tacho. Atendendo às duas presenças em causa, creio que se entende a ausência de mais comensais. Afinal de contas quem é que quer ir comer com quem nos lixa? Nem o Jotinha quer…
Admito também como certa a ausência de preocupação do Governo, afinal o povo é uma chatice, insistem em consumir oxigénio e imaginem só, precisam de comer.
Tenho por isso muitas dificuldades em entender as razões que levam Professores a chamar mentiroso a Nuno Crato, quando todos sabemos que ele tem apenas um problema com a verdade.
Também não se entende que chamem gatuno ao Gaspar, aliás, algo que a curto prazo será impossível de acontecer porque ele não terá o que roubar.
A eleição de um novo povo poderá muito bem começar este Sábado, assim o povo queira ser eleito!
(+ info)
Dia 15 de Setembro não se vai passar nada, absolutamente nada, estamos todos acomodados à troika
É só ler nos jornais, ouvir nas rádios, e eventualmente cuspir nas televisões, o que verdade se diga não serve para nada, o aparelho é nosso, e temos de limpar depois.
Contabilidade da primeira manifestação copipáste portuguesa, recolhida a 12/9/2012-00H00:
LISBOA:
Participantes: 28.961 Vão 12.759 Talvez 484.093 Convidados pendentes
PORTO:
Participantes: 14.843 Vão 5.485 Talvez 235.616 Convidados pendentes
https://www.facebook.com/events/155261837945257/
BRAGA:
Participantes: 1.659 Vão 627 Talvez 22.652 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/193208664146461/
FUNCHAL:
Participantes: 1.306 Vão: 661 Talvez 27.696 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/280028472097234/
LOULÉ:
Participantes: 480 Vão: 270 Talvez 11.611 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/272073959576368/
COIMBRA:
Participantes: 2.113 Vão: 944 Talvez 38.101 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/286774198102380/
FARO:(página do evento retiradado fb e trocada pela seguinte iniciativa)
“Pic-Nic Contra a Troika!”
Participantes: 267 Vão 123 Talvez 8.604 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/396242360441093/
GUARDA:
Participantes: 650 Vão 306 Talvez 10.736 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/497094853635387/
PORTIMÃO:
Participantes: 259 Vão 147 Talvez 9.319 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/450862294958189/
EM TRÂNSITO:
Participantes: 25 Vão 3 Talvez 390 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/142138329264290/
(A página de evento foi censurada e eliminada devido a denúncia(?) pelo que se encontrava inacessivel na ultima actualização ás 00:00 12/09/2012. Os dados, à data da última actualização eram os seguintes:
Participantes: 161 Vão 2 Talvez 2.528 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/110135035805267/ este link encontra-se inactivo)
BRASIL:
Participantes: 17 Vão 13 Talvez 230 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/101250850031116/
Marinha GRANDE:
Participantes: 509 Vão 253 Talvez 13.211 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/265066476945148/
COVILHÂ:
Pelourinho, Covilhã:
Participantes: 301 Vão 133 Talvez 5.458 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/399063863480027/
VILA REAL:
Participantes: 408 Vão 178 Talvez 7.010 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/225093957615991/
AVEIRO:
Participantes: 659 Vão: 276 Talvez 15.498 Convidados Pendentes
http://www.facebook.com/events/278049435638057/
LEIRIA:
Participantes: 341 Vão 149 Talvez 7.991 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/101589316663884/
SANTA MARIA DA FEIRA:
Participantes: 26 Vão 12 Talvez 403 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/529227033760433/
VISEU::
Participantes: 344 Vão 97 Talvez 9.392 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/418194401573890/LISBOA:
Participantes: 28.961 Vão 12.759 Talvez 484.093 Convidados pendentes
PORTO:
Participantes: 14.843 Vão 5.485 Talvez 235.616 Convidados pendentes
https://www.facebook.com/events/155261837945257/
BRAGA:
Participantes: 1.659 Vão 627 Talvez 22.652 Convidados Pendentes
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FUNCHAL:
Participantes: 1.306 Vão: 661 Talvez 27.696 Convidados Pendentes
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LOULÉ:
Participantes: 480 Vão: 270 Talvez 11.611 Convidados Pendentes
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COIMBRA:
Participantes: 2.113 Vão: 944 Talvez 38.101 Convidados Pendentes
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“Pic-Nic Contra a Troika!”
Participantes: 267 Vão 123 Talvez 8.604 Convidados Pendentes
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Participantes: 650 Vão 306 Talvez 10.736 Convidados Pendentes
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PORTIMÃO:
Participantes: 259 Vão 147 Talvez 9.319 Convidados Pendentes
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EM TRÂNSITO:
Participantes: 25 Vão 3 Talvez 390 Convidados Pendentes
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(A página de evento foi censurada e eliminada devido a denúncia(?) pelo que se encontrava inacessivel na ultima actualização ás 00:00 12/09/2012. Os dados, à data da última actualização eram os seguintes:
Participantes: 161 Vão 2 Talvez 2.528 Convidados Pendentes
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BRASIL:
Participantes: 17 Vão 13 Talvez 230 Convidados Pendentes
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Marinha GRANDE:
Participantes: 509 Vão 253 Talvez 13.211 Convidados Pendentes
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COVILHÂ:
Pelourinho, Covilhã:
Participantes: 301 Vão 133 Talvez 5.458 Convidados Pendentes
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VILA REAL:
Participantes: 408 Vão 178 Talvez 7.010 Convidados Pendentes
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AVEIRO:
Participantes: 659 Vão: 276 Talvez 15.498 Convidados Pendentes
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LEIRIA:
Participantes: 341 Vão 149 Talvez 7.991 Convidados Pendentes
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SANTA MARIA DA FEIRA:
Participantes: 26 Vão 12 Talvez 403 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/529227033760433/
VISEU::
Participantes: 344 Vão 97 Talvez 9.392 Convidados Pendentes
https://www.facebook.com/events/418194401573890/
Primeiro roubam…
Governo de Atenas sob pressão para introduzir a semana de seis dias (em inglês). – Sem dúvida o nosso governo seguirá as passadas da Grécia, que tem tido tanto sucesso.
Hoje há bandarilhas – Canadá
Em nome do governo, que de resto ficou mudo como um penedo, Passos Coelho prometeu empobrecer Portugal, cortar a eito entre os mais modestos custasse o que custasse. Cumpriu a promessa e disse, orgulhoso, que ia “além da troika”.
Temos mais de um milhão de desempregados, um número impressionante de falências e de empresas fechadas, há largas bolsas de fome no país, as instituições de beneficência estão a ter a maior dificuldade em acudir a todos os necessitados, muitos estudantes tiveram de renunciar aos seus estudos por falta de meios, é escandaloso o número de professores atirados ao desemprego, é lancinante o número de pessoas que perderam a casa, o rio para e emigração vai caudaloso,etc.etc. etc. Tudo isto foi feito por um governo que se diz português contra Portugal.
E vai agora, a troika faz saber aos parceiros sociais que o memorando não é responsabilidade dela, mas sim do governo, que o mesmo é dizer que não se sente culpada pelo total fracasso deste pouco mais de um ano de governação neoliberal e ignorante.
Das duas uma: ou Passos mentiu (o que não aconteceria pela primeira vez) ou a troika (esperta, batida) adopta teatralmente aquela tirada romana que nos diz respeito por via do Viriato: “Roma não paga a traidores”.














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