A entrevista de Passos Coelho

Pedro Passos Coelho está dar uma entrevista a Judite de Sousa e Paulo Baldaia, na TVI. Está a falar de cenas e coisas, com a grande vantagem de dizer e contradizer o que já disse e contradisse. A grande vantagem dum estadista que não tenha compromisso com o que tenha dito é ter todas as possibilidades em aberto e ninguém, sequer, se lembrar de lhe dizer que ele não tem palavra e que melhor faria emigrando, como recomendou aos portugueses que não enxameiam o estado.

Entretanto, aqui fica a linha argumentativa até ao momento: sair com segurança e programa cautelar. Nada melhor do que traçar esta ideia.

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Gajos que merecem um AVC

João Luís Pinto, de preferência sem Varifene no mercado.

Ingratos

A direita que tanto apreciou o exílio no Brasil, não quer acolher sírios. Tá mal, nunca se sabe quando voltam a precisar.

Pontapé na bola

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O FC Porto e o Benfica estão fora da Champions League. Um e outro não foram eliminados por nenhum dos colossos do futebol europeu. Nem Real Madrid, nem Barcelona, nem BM ou MU.

Aconteceu o mesmo a outros: a Juventus, o Ajax ou o Tottenham. O futebol é assim mesmo.

 

Banqueiros

Os maiores compradores de acções dos CTT foram o Goldman Sachs e o Deutsche Bank. Lembro-me, mais uma vez, das palavras do “consigliere” em O Padrinho, referindo-se a banqueiros que tais: “Nós (mafiosos) somos apenas bandidos. Estes tipos são carniceiros”

Coerências de um resgate

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Já não é a primeira vez que acontece. Andamos todos para aqui a protestar com os excessos da austeridade, chamam-nos radicais, somos confrontados com um governo que afirma com convicção e suposta legitimidade que não existem alternativas e depois aparece a senhora Lagarde a dizer que ai e tal isto afinal não está bem calibrado.

Fico sempre perplexo com falta de sintonia entre o governo de Portas/JSD e os “representantes dos nossos credores”. Eles querem “ir além da Troika”, falam de recuperação mas não conseguem ver o país a despedaçar-se pela janela do gabinete. Bons velhos tempos em que até o Moedas da Goldman dizia que a reestruturação da dívida era o único caminho que nos restava. Pena ter vendido a sua opinião à pandilha do grande aldrabão.

O Único de Que Se Lembra

Cavaco e o falecimento de Mandela.

Parabéns, Manoel de Oliveira!

105 anos? Não é todos os dias, nem é para todos.

Daniel Oliveira explica

porque é que o merceeiro se deveria dedicar à mercearia e ficar por lá.

Oh Lagarde…

Outra vez???

Uma vénia ao “Mandela” da acção social portuense

Enquanto a humanidade se continua a desdobrar em homenagens a Nelson Mandela, homenagens essas que já nos proporcionaram alguns momentos verdadeiramente épicos como o beijo de Graça Machel e Winnie Mandela ou o histórico aperto de mão entre os actuais líderes cubano e norte-americano, foi hoje homenageado, na Assembleia da República, um outro grande homem com uma vida dedicada a ajudar os outros.

José António Pinto (JAP) é um assistente social da envelhecida freguesia de Campanhã, onde tem desenvolvido um trabalho de proximidade e apoio às populações aparentemente sem precedentes. Digo aparentemente porque até agora ainda não consegui encontrar informação sobre o seu trabalho que vá noutro sentido mas estou certo que não terá sido por alinhamento político que a AR o distinguiu. Pelo que pude perceber pela reportagem da RTP no telejornal das 13h, JAP tem sido um exemplo de dedicação junto dos mais desfavorecidos, encontrando soluções onde só existem problemas, algo que e facilmente perceptível pelos testemunhos emocionados daqueles para quem o seu trabalho tem sido um benção, recolhidos pela RTP em zonas mais “deprimidas” desta freguesia do Porto.

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A regularidade do *contato

Depois de ontem termos ficado com uma imagem bastante nítida da forma como o Acordo Ortográfico de 1990 tem “entrado inteiramente” no “sistema nacional de educação”, regressemos ao Diário da República.

Na Imprensa Nacional-Casa da Moeda, “solicita-se” a quem envia actos (reparem na barra de endereço: exactamente, actos) para publicação o “melhor empenhamento” no cumprimento da  RCM n.º 8/2011. Fiquei igualmente a saber, por exemplo, que a “grafia nova” de ‘dáctilo’ é ‘dáctilo’. Admito que não fazia a mínima ideia.

dáctilo

Como sabemos, o “empenhamento” não é suficiente, principalmente quando a opacidade das regras nem permite que os promotores as compreendam.

Quando tudo se resume à leitura de algumas sínteses do AO90, pedindo-se depois o “melhor empenhamento”, o resultado é este e a actualização lá se vai fazendo, com episódios lamentáveis como o de hoje (sim, hoje, terça-feira, 10 de Dezembro de 2013). As ocorrências de *contato, essas, sim, vão “entrando inteiramente” no “sistema”.

contato regular

Eu (não) quero sair – Rui Unas

Épico. Passos Coelho explicado às crianças: “teu desrespeito foi como vires ao cu a mim“.

Carla Olas

Mais fotos aqui.

O imparável *contato

Acabo de saber, através dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico, que o Jornal de Notícias decidiu perguntar, há cerca de um mês, se “faz sentido que Portugal continue a liderar o Novo Acordo Ortográfico ou estamos a falhar os objetivos [sic] e o Acordo deveria ser suspenso?”.

É absolutamente extraordinária a resposta dada por Joaquim Azevedo, “diretor [sic] da Escola das Artes da Católica Porto”:

O Acordo deve prosseguir o seu rumo, é um processo imparável, mormente por ter entrado inteiramente em todo o sistema nacional de educação.

Convinha que Joaquim Azevedo se debruçasse sobre alguns dos textos escritos na instituição que dirige, para se pronunciar com alguma exactidão acerca das actuais condições ortográficas do “sistema nacional de educação”.

UCP

O insignificante mercado interno

Da forma mais simplificada possível, o que é a política de austeridade? Eu que não sou académico vejo a coisa assim: o estado reduz drasticamente o investimento na economia interna, aumenta os impostos, corta nos salários, pensões e apoios sociais e despede trabalhadores para ter dinheiro para cobrir o défice e reequilibrar as contas públicas. Sim, eu sei, é uma explicação muito limitada, mas é aquela que a maior parte das pessoas conhece.

Acontece que as contas continuam fraquinhas e isto não está com aspecto de melhorar. Se calhar a austeridade não funciona. Já há algum tempo que andam por ai uns perigosos radicais de esquerda (que até têm uns prémios Nobel), que dizem mesmo que a boa da austeridade ainda piora a situação. Mercado interno, espiral recessiva blá blá blá… Fundamentalistas. Incitam-nos a dizer não a mais austeridade!

Mas os gajos que mandam nisto insistem que é mesmo por ai. Austeridade para a frente! E no meio de tudo isto, o “insignificante” mercado interno vai desaparecendo nas brumas da espiral recessiva. Ficam os hipermercados e as exportações. God save PSI-20 and the Netherlands!

Viva Matic!

Sim, conseguiu. Agora, força e encore.

O povo dos talões

A medida da nossa mansidão, ocorreu-me há dias, está também no zelo quase religioso com que usamos os talões de desconto.

Somos gente que conserva com desvelo de coleccionador os talões de desconto na carteira, para logo desenrolá-los como pergaminhos de cada vez que chegamos à caixa do supermercado. Só um povo paciente como nós é capaz de conservar talões na carteira durante semanas, ou mesmo meses, para que nos descontem vinte cêntimos num pacote de arroz ou nos ofereçam um pacote de leite a juntar aos seis que levamos. É preciso um povo assim para aguardar, serena e solidariamente, que quem está à frente no caixa use todos os talões que juntou – o cartão de desconto, o vale que só dá para a embalagem de meio quilo de asinhas de frango, os pontos que se acumularam do material escolar do puto – sem bufar, sabendo que aqueles cêntimos fazem uma grande diferença no orçamento daquela família. [Read more…]

Efectivamente: ‘selecção’

expresso seleccao

Aproximamo-nos muito rapidamente dos três anos e meio da adopção prometida, mas efectivamente não cumprida. Como se sabe, *seleção não reúne condições para reflectir a realidade grafémica do português europeu. Aliás, um título que hoje surge na RTP (Seleção desfalcada corre Europeu de corta-mato) é, como “fatura simplificada”, redundante, pois *seleção já tem implícita a noção ‘desfalcada’ ( do c). No L’Équipe, sabem que assim é. Curiosamente, no Expresso, também. Contudo, o L’Équipe não anuncia adopções de grafias executadas por conversores. Sim, porque no Expresso quem adopta o AO90 é o conversor. Quando dão folga ao conversor, o resultado é este. Evidentemente, alhures, a mesma prática e, consequentemente, os mesmos resultados. Enfim, pano para mangas, mas hoje é domingo.

Continuação de um óptimo fim-de-semana.

Cristiano Ronaldo quer representar a selecção brasileira

Quero ganhar um Mundial com a Seleção [sic]”

Nuno Melo fora de portas!

É uma ordem: Nuno de Melo fora de portas! – Mas uma ordem de quem? – interroga o idoso militante, daqueles que é tão dedicado ao partido quanto obediente. Ó homem do Dr. Paulo Portas, de quem haveria de ser? reagiu o outro com ar impaciente.

A conversa decorria em instalações do CDS-PP, entre dois ditos militantes de base. Sentaram-se depois no sofá e olhavam para o televisor, assistindo ao programa do Goucha, da Fátima Lopes ou de outra qualquer estrela televisiva do género. Ou seja, os idosos do lado de cá, que resistiam no máximo 20 minutos à apneia do sono, ouviam parte de histórias e revelações de vida dos idosos do lado de lá.

Excluindo as ilusões destes dois amigos de sofá partidário, quais os benefícios esperados para os cidadãos comuns de ser Nuno Melo o número um da lista do CDS às próximas eleições europeias, na coligação com o PSD? Nenhuns! Ou por outra, as vantagens restringem-se ao sucesso do carreirismo do próprio Nuno Melo e à defesa da liderança de Paulo Portas. [Read more…]

Regressámos aos mercados e… ao ‘clube da bancarrota’

Pode imaginar-se alguma satisfação minha no afundanço do País, devido sobretudo ao teor de certos textos que publico no Aventar.

Pelo contrário, trata-se, apenas, da necessidade de manifestar legítima e justificada preocupação com o rumo desastroso da nossa vida colectiva, evidenciado nas ‘contas públicas’ e na progressiva degradação social e económica a que o actual e anteriores governos – desde Cavaco – nos condenaram.

Há dias, tomei a iniciativa de publicar o ‘post’ com o título ‘O País para trás, a dívida para a frente mas devagar!’.

Considerável número de comentadores não foram parcos nas censuras com que me brindaram; houve mesmo quem me classificasse de ignorante por ter considerado que a operação de ‘troca de dívida’ – ‘adiamento’ para os menos familiarizados com a linguagem tecnocrática – tenha ficado muito abaixo dos objectivos do governo. Foram colocados apenas 24,66% (6.642 milhões de euros) de um pacote de mais de 26.000 milhões. [Read more…]

Ao Sair da Carruagem, a Puta da Ladroagem Roubou-me o Saco da Broa

metralhas

Era habitual na minha adolescência cantar-se isto. E foi o que me veio à cabeça quando me roubaram.

Não foi bem o saco da broa e não era bem uma carruagem, mas que a ladroagem me roubou, ai isso roubou!

Passo a explicar: Terça-feira de manhã cedo. Decidimos nesse dia não levar as crianças ao infantário e, em vez disso, levá-las a um local bem divertido. Tudo pronto para arrancarmos e o carro, velhinho, não pega.  [Read more…]

O banco de fomento e onde é que pára a oposição

O PSD e o CDS, por interpostas pessoas a que se chama governo, estão a criar um novo banco estatal que distribua o financiamento a empresas. Chamam-lhe banco de fomento e juram a pés juntos que isso não poderia ser realizado pela CGD. Apesar do banco público ter sido obrigado pelo governo a comprar o buraco chamado BPN.

A decisão, tomada na reunião de Conselho de Ministros de há duas semanas e publicada sexta-feira em Diário da República, determina que “no prazo de 120 dias sejam concluídos estudos técnicos de suporte à criação da Instituição Financeira de Desenvolvimento”. Estes estudos serão orientados secretários de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, do Desenvolvimento Regional, Castro Almeida e do Empreendedorismo, Franquelim Alves, que também ficam responsáveis por apresentar uma proposta de diploma dentro do mesmo prazo. [Económico, 17/06/13]

Quem conhece a CGD diz não perceber porque é que ela não pode ser esse banco de fomento.

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Pão de Todos para Todos

E começou já ontem, dia 6, na Praça da Figueira em Lisboa, a 10ª edição desta iniciativa da CAIS que, através da distribuição gratuita de diversos tipos de pão e bebidas quentinhas, pretende chamar a atenção para a importância da partilha.
Até às 20 horas do dia 8, aproveitem e passem por lá. Podem assistir a espectáculos e workshops interessantes.
Na próxima semana, é a vez do Porto «fermentar esta partilha» logo a partir do dia 12 e até ao dia 15, sempre das 14 às 20 horas. Na Praça dos Poveiros, também com workshops e espectáculos.
Apareçam, mais uma vez, estarei por lá. programa pao

Explicada a cara de pamonha!

pamonhaE o David Caruso, que desculpa terá?

Esta foi para desanuviar eh eh eh!

Mandela e Voltaire

Não, não foi Mandela. Não, não foi Voltaire.

Honra lhe seja feita

Helena Matos e sua defesa do colonial-fascismo, a melhor e mais extrema homenagem da direita a Nelson Mandela. O resto, é hipocobardia.

O último gráfico de Vítor Cunha

graficos-vitor-cunhaEstá tudo sob controle controlo. As escolas privadas têm melhores resultados aqui, na Suécia e  em Marte, esse planeta de mercado livre que será acrescentado logo que os socialistas da OCDE disponibilizem os dados retidos.

Avenida Nelson Mandela

Parabéns à Junta de Freguesia de Tadim pela iniciativa!