Aposto

que a culpa foi do técnico.

Bota Botilde anuncia candidatura à presidência

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É oficial, a Bota Botilde anunciou que será candidata à presidência em 2016.

A Bota Botilde destaca que a sua candidatura é independente dos partidos, que vem incomodar muita gente e que é politicamente incorrecta. Ah! … e vai lutar contra a corrupção, para tal missão criou uma página no facebook que já tem 11 amigos.

Poderosa e Descontrolada: A Troika

Documentário do canal Arte  sobre as intervenções da Troika. Contém cenas eventualmente chocantes, não sendo recomendado a quem acredita na propaganda do governo. Um trabalho de  Harald Schumman (autor de Quando a Europa salva os bancos, quem paga?, que também já legendámos) aqui em segunda versão, com correcções nas legendas e melhor qualidade de vídeo que a primeira.

Esta versão estará em breve disponível para download.

Triplo boy

Paulo Macedo nomeia militantes do PSD pela terceira vez no espaço de um ano” (Público)

The battle of Montevideo

Uruguay

 Foto@The Independent

Tal como o senhor Mujica teve oportunidade de explicar ao senhor Obama há quase um ano atrás, trata-se de uma batalha que leva já alguns anos. E segundo a organização não-governamental Avaaz, a tabaqueira Philip Morris poderá estar a levar a melhor contra o governo uruguaio, que processou devido às suas leis anti-tabaco, consideradas pela organização como sendo das melhores do mundo e que envolveram a introdução de medidas como o aumento do tamanho das mensagens de saúde relacionadas com o consumo de tabaco em 80% ou a proibição dos fabricantes de comercializar diferentes variedades da mesma marca de tabaco.

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Günter Grass, 1927-2015

O filme tem as suas limitações, mas O Tambor é, de longe, o romance onde se desenhou a nazismo até ao mais delicado detalhe, uma perfumaria de pormenores. Obrigado, Günter Grass.

Brincar aos pobrezinhos a preço de saldos

Depois de Vilamoura, o investimento americano no turismo está de volta e desta vez o alvo é a Comporta. Levam tudo por 400 milhões. Lá vão as tias todas recambiadas para Lisboa…

A Primavera Passista

Compro

Como diria Diácono Remédios, “a notícia é uma boa notícia“. E é mesmo. Todo o emprego que alguém quiser criar neste país é sempre bem vindo, excepto nos casos em que se verificar tratar-se das subespécies “exploração” ou “pré-escravatura”. E logo a Concentrix (nunca ouvi falar) ,uma empresa que apesar de não confirmar, o Expresso sabe que tem a Apple entre os seus clientes. Fiquei tão entusiasmado com tudo isto que até coloquei ali em cima o logótipo Compro o Que é Nosso, que é um logo bonito e que me enche de esperança no amanhã em que valorizamos o que é nacional, apesar de não ter grande coisa a ver com esta situação específica. Abençoados os anos de eleições e as Primaveras do optimismo e da ilusão que antecedem Verões de porcos no espeto, concertos de música pimba à borla, canetas, isqueiros e réguas com fartura! Venham daí essas descidas de impostos e os programas para resgatar emigrantes da hecatombe socrática que o desgraçado do Passos herdou. Ah, o triunfo da austeridade em todo o seu esplendor!

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Como era Portugal antes da Democracia?

Ando há anos a tentar utilizar excelente série da RTP Portugal, um Retrato Social, de António Barreto e Joana Pontes, nas minhas aulas de História.

Sendo objectivo do trabalho sociológico comparar o Portugal dos anos 60 com o do séc. XXI, recolheram excelentes testemunhos de como era a nossa vida antes de Abril de 1974, servindo tanto de fonte primária como de secundária. Um computador mais rapidinho permitiu-me agora editar esses extractos, numa remontagem um pouco longa e não muito bem organizada, mas sempre melhor que utilizar os dvd’s originais. Espero mais tarde completá-la com pequenos vídeos específicos (por exemplo sobre a emigração).

Aqui fica à disposição dos interessados, que podem igualmente efectuar o seu download directo.

Crónica do país feliz

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Finalmente e num golpe de génio – como era de se esperar – o nosso governo descobriu e anunciou ao País qual o problema central de que ele, País, padece: os altos custos do “factor trabalho”(como eles gostam de dizer). Quer dizer, ganhamos demais, para desgosto das empresas que, como se sabe, são o sal da terra e seriam perfeitas se não tivessem lá os trabalhadores a atrapalhar. Erguei, pois, as mãos aos céus, prezados concidadãos, e agradecei a bênção de serdes governados por gente de tal dimensão. Em que vós votastes maioritariamente, diga-se. Por isso, nos olhos de, pelo menos, 50% de vós devem correr lágrimas de alegria. Não deis, porém, importância, aos a que apresentam humidade facial provenientes de sentimentos pouco cristãos como raiva, revolta, ou desgosto. É gente que carece da necessária sensibilidade para apreciar o requinte de um pequeno (e, portanto, gourmet!) ordenado ou pensão. Ou mesmo a sua ascética ausência. Lembrai-vos (está escrito!) como este estado vos permitirá entrar ágil e airosamente no reino dos céus, enquanto um rico terá de gastar um dinheirão a mandar fazer uma agulha para entrar pelo buraco da dita montado num camelo.

5ª estação [A loja de santos]

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Arrancou no passado dia 1 de Abril a nova Rádio Solar – um novo projecto radiofónico de Fernando Guimarães, com emissor que cobre o Algarve e uma primeira presença na web em webradios.pt. Uma rádio no Mundo, com muita música, informação editada por Rui Anacleto e alguns primeiros cronistas. Às quintas vai para o ar a crónica que assino: 5ª. Estação. A de quinta-feira passada não está famosa em matéria sonora (gravo em condições um pouco precárias – o que há-de ser melhorado logo que possível), mas aqui fica.

Serviço público

Portugal abateu, oficialmente, o seu primeiro avião. Não com laser, não com drones, não com maravilhas tecnológicas pós-modernas, mas com críticas e uns telefonemas que os portugueses não fizeram. Não criticaram a elegância de uma putativa auto-candidata a diva, apenas não subscreveram os pneus da dita. É bom que se escreva!

Claro que passar a informação é – e será sempre – serviço público. E entendo que o Aventar não poderia deixar de “blogar” a notícia, vindo ela de quem vem, a preclara Flash Vidas, do CM, jornal que me diz muito, ou não fosse um dos mais carismáticos próceres do lobby anti-FC Porto. Logo, tudo o que o CM escreve, até na Flash Vidas, é redentor. Sobretudo para uns tais 6 milhões, número mágico em que, no entanto, não me revejo. Ele há gajos para tudo, até rir-se de 6 milhões de bacanos que, todos os dias, rezam ao senhor Jesus da Luz, de apelido Vieira. [Read more…]

Vai dar bain au chien

Eh pá, ouvi-te e digo-te convictamente: não Valls nada. E foste longe demais.

Íntima fracção – 31 anos

Francisco Amaral

ÍNTIMA FRACÇÃO – edição do 31º aniversário
(descrição de alinhamento) [Read more…]

Gossip boy e os outros

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O pequeno traste, o mais calhandreiro do exército de comentadores “a solo” do PSD, não desfazendo no Marcelo, outro emérito quadrilheiro de serviço – pois, a democracia assim é tão gira, tia Locas -, esmera-se, no seu estilo de leporídeo relutante, na(s) campanha(s) eleitorais da sua gente. É, talvez, o mais irritante. Mas tento não estar encadeado com a aparente diversidade deste laranjal televisivo. É que os que parecem ser opositores internos ao governo – pois, esses em que estão a pensar – nunca fizeram menção de se afastar do partido, ou, sequer, alterar organizadamente a sua situação e linha política, o que seria espectável pelo tipo de ataques que parecem protagonizar. O núcleo central do governo, ao contrário do que esperariam os ingénuos, mostra-se satisfeito com a situação. Compreende-se. Os comentadores laranjas “críticos” têm uma utilidade inestimável: embora destituídos de qualquer poder executivo no PSD, criam uma imagem de diversidade que, jamais tendo tradução política na prática do partido, atrai votos daquele indistinto espaço chamado “centro”. Por isso são preciosos. Dos Marques Mendes deste mundo, não se espera que ganhem votos, mas que alimentem a convicção dos já convertidos e forneçam conversa fiada para cafés de fim de tarde.

Azul (muito escuro)

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Tem-se discutido na União Europeia o projecto Crescimento Azul, a que alguns chamam já “mar azul” que, com aparente acerto, proclama : “A inovação na economia azul: materializar o potencial de crescimento e de emprego dos nossos mares e oceanos”. Lemos os propósitos enunciados a propósito desta “Estratégia Marinha” em relatórios e deliberações já publicados e, num primeiro olhar, aquilo parece excelente. Mas, depois, arrebitamos as orelhas. É que um dos efeitos das práticas políticas dominantes na UE, sobretudo na última década e meia, foi o de nos alertar para as armadilhas desta retórica.”Crescimento Azul: Oportunidades para um crescimento marinho e marítimo sustentável”? Quem não concordaria, há uns anos? E mais: “Considerando que o conceito de Economia Azul abarca um amplo espectro de sectores de actividade económica ligados aos mares e aos oceanos, incluindo sectores tradicionais e sectores emergentes, como sejam os seguintes: pescas, aquacultura, transportes marítimos e fluviais, portos e logística, turismo e náutica de recreio e de cruzeiro,construção e reparação naval, obras marítimas e de defesa da orla costeira, prospecção e exploração de recursos minerais (offshore), prospecção e exploração de recursos energéticos (offshore), biotecnologia, entre outros;…”. [Read more…]

Almoço Aventar de aniversário, 2015

Dizem que foi o mais concorrido de sempre. E foi no Porto.

Outra constatação de como o governo acabou com o estado de direito

Fisco põe clientes a pagar dívidas dos restaurantes
Há contribuintes que estão a ser chamados pelas Finanças para pagarem dívidas fiscais de estabelecimentos comerciais, nomeadamente de restaurantes, onde fizeram consumos e pediram fatura com número de identificação fiscal.

Tudo isto é mau, demasiado mau. Os sinais de desagregação do estado ao longo destes 4 anos de governo são imensos. Nem um pouco de pouca vergonha sobra na cara destas lapas coladas ao poder.

Trata-se de uma acção das Finanças que coloca os clientes que pediram factura com NIF da empresa em que trabalham no centro do pagamento de dívidas dos estabelecimentos que frequentaram.

A penhora de créditos de terceiros, presentes ou futuros, está prevista na Lei e, lê-se na publicação, é uma das soluções encontradas pela administração fiscal no acto de cobrar dívidas, contudo, no caso em que são os contribuintes chamados a pagar as dívidas dos estabelecimentos frequentados, a notificação de penhora de créditos é enviada sem que tenha existido a constituição de qualquer crédito (uma vez que o pagamento é feito no ato da emissão da factura).

O bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingues de Azevedo, diz que estas situações são um abuso e que continuam a acontecer porque “há uma utilização indevida da informação do e-factura”. [Notícias ao Minuto]

Utilização indevida de bases de dados. Era só uma questão de tempo até isto acontecer. Tal como o seria se a matrícula electrónica de Sócrates tivesse avançado e tal como será se a base de dados de pedófilos que a ministra da justiça quer implementar entre em funcionamento.

Vamos ter algum político a dar a cara desta vez? Ou vão todos de novo fazer de conta que apenas são uns fantoches com uma gravata e um pin na lapela?

O governo amigo das famílias

Foram hoje votadas na AR as propostas do PCP e BE para restabelecer a cláusula de salvaguarda, revogar os benefícios fiscais dos fundos imobiliários e suspender o aumento do IMI em 2015. Os partidos da maioria votaram contra.

Fazer o pino à beira do abismo

André Serpa Soares

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Cala-te e vai mas é trabalhar
E a malta obedece, que isto de ganhar a vida é função que só não onera herdeiros, iluminados, eleitos, ladrões e vá, um ou outro sortudo que ganhe o euromilhões.
Mas para ganhar a vida é preciso, desde logo, não ter perdido… a vida! Aquela cena biológica que nos foi dada de mão beijada pelos nossos paizinhos. É preciso, portanto, ter uma vida para ganhar a vida, o que não deixa de ser paradoxal, mas parece que não é bem compreendido por alguns “poderosos, ricos e influentes” da nossa praça.
Ora, termos sido paridos não basta para ter uma vida. Ela exige também uma casinha onde se viva, alimentos para que o corpo possa ter a energia produtiva desejada por quem dá trabalho, o necessário para as deslocações até ao local onde se desempenham as funções, água, luz, gás, uma roupinha que nos aqueça e nos deixe apresentáveis, que isto de ir trabalhar em pelota não pode ser… [Read more…]

Que procuras tu Bono Vox?

Afinal, é bem pior do que imaginei: a pregação do capitalismo como solução para a pobreza mundial não é sequer comparável à parceria com os terroristas ambientais da Monsanto. Quando há umas horas atrás, a propósito desta conversa, um amigo me falou desta amizade do vocalista dos U2 com os vampiros agro-alimentares, nem quis acreditar. Não sou fã da banda mas até gosto de umas músicas. E apesar de achar “excessiva” a defesa do capitalismo (até pode ser um dos bons que eu nunca tenha ouvido falar) como solução para eliminar ou, vá lá, reduzir drasticamente a pobreza, respeito o artista e um homem que também já ajudou muita gente. Dinheiro eu até percebo. E ele nem deve estar particularmente necessitado mas percebo. Mas a Monsanto? Os gajos dos químicos que dão cabo dos legumes? Foda-se Bono, que desilusão.

Nós também Primeiro, nós também…

Eu espero que isso não venha a acontecer, porque o acordo que foi alcançado está a ser respeitado pelo Governo e, normalmente, nós gostamos que os acordos que vamos fazendo possam ser respeitados” (Presidente do Conselho de Ministros)

Como curar-se do medo de andar de avião

Disponho de vários, ainda que pouco sofisticados, recursos para distrair-me do meu medo de voar e nenhum deles inclui meia garrafa de conhaque. O último que usei foi comprar, para a viagem de regresso, Revolución en el Jardín, um livro de crónicas do mexicano Jorge Ibargüengoitia, autor que ainda há pouco eu desconhecia e que tem, entre outras qualidades, a de descobrir a comicidade mais ou menos escondida nas coisas solenes desta vida. Com o livro novinho em folha e a previsão de que a viagem seria rápida, ignorei o facto de me ter sido atribuído o pior lugar possível, o da janela. Quem está à janela do avião sofre triplamente: pode ver, ao contrário dos passageiros do lado, exactamente quão alto está; tem mais dificuldade em perscrutar sinais de alarme na tripulação ou movimentações suspeitas no cockpit; e será o último da fila a conseguir escapar caso seja preciso sair pelo corredor numa emergência. Logicamente, há que escolher sempre o corredor. [Read more…]

Os ajustes directos do ex-patrão amigalhaço de Passos Coelho

Passos e Rogério

Foto: Dário Cruz@Diário de Notícias

Ontem falei aqui sobre Rogério Gomes, ex-patrão e amigalhaço do primeiro-ministro que, coincidência das coincidências, Pedro Passos Coelho levou consigo para Comissão Política Nacional do PSD em 2010 e que agora está responsável pelo programa eleitoral para as Legislativas deste ano. Já dizia o Freddie Mercury, friends will be friends.

O problema é que alguns amigalhaços do primeiro-ministro são bastante dispendiosos e, em muitos casos, verdadeiramente inúteis. Ele nem queria dar emprego aos amigos mas nisto da política de inspiração siciliana, parafraseando Ricardo Araújo Pereira, “quem tem rabo tem medo e quem tem rabo de palha tem ainda mais“. E não fosse a Urbe transformar-se noutra Tecnoforma, há que por a especialidade de Passos em prática e abrir uma porta ao ex-patrão.

Acontece que, para além dos ajustes directos feitos à custa do erário público pela ONG que Rogério Gomes criou, e que têm beneficiado algumas associações às quais está ou esteve ligado conforme noticiou ontem o DN, este amigalhaço do primeiro-ministro recebeu também um ajuste directo do IPDJ, tutelado pela Presidência do Conselho de Ministros que, como sabem, é chefiado pelo amigalhaço Pedro Passos Coelho, no valor de cerca de 61 mil euros para que a sua ONG prestasse serviços de assessoria e consultadoria ao instituto público. Passos não se cansa de abrir portas para os amigos. E que bem que se vive na corte do contador de histórias para crianças.

Nada que me surpreenda

Francisco Assis declara o seu apoio à eleição de Marcelo Rebelo de Sousa.

República das bananas…

Já não sei se é Estado a mais, se é mau Estado, o que sei é que é lamentável o estado a que a choldra chegou…

O leão, a bola, o ser e o nada

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Olhai, jogadores do glorioso Sporting Clube de Portugal! Hoje, falo para vós. E por ponderosas razões. É que protagonizais, não sei se um mistério, não sei se um equívoco, já que há coisas que de tal modo se nos colam aos olhos que a elas nos tornamos cegos. Eu explico. Olhai, nesta foto, a solidão do pequeno guarda-redes frente à sua gigantesca baliza. Olhai como entre o ser dos postes e do próprio jogador se estende o nada, o vazio. Largo, imenso. Ora, é aqui que me interrogo: porque será que vós, artistas e atletas de fino recorte e ilustre condição, insistis, num alarde de arte – difícil e refinada, sim, mas inútil, um verdadeiro mergulho no niilismo futebolístico – em acertar com invejável rigor, no guarda redes, no poste direito, no poste esquerdo, na trave. Sei que o primeiro está ali para defender e, por vezes, o diabo do homem não para quieto. [Read more…]

É o retrocesso, estúpido!

camaneA manchete do Jornal de Leiria desta semana remete-nos para algo completamente novo: A Diocese de Leiria-Fátima acaba de proibir o concerto de Camané, agendado para o dia 25 de Abril, na igreja do Mosteiro da Batalha. * O senhor bispo invoca uma norma da Santa Sé, datada de 1987, para fechar as igrejas à música não-religiosa.

Quer dizer que pequei, naquela primavera de 1994, quando assisti (entre centenas) ao concerto dos Madredeus. Quer dizer que pecaram todos os outros que assistiram a todos os outros concertos nas Igrejas do país. Pensando bem, isto era um bocado perigoso: juntar as músicas de Alfredo Marceneiro, Amália Rodrigues e Carlos do Carmo em pleno 25 de Abril…estavam mesmo a pedi-las.

Entretanto, a Diocese já veio esclarecer.

* o concerto mantém-se no Mosteiro, mas no claustro.

Há menos em NOS

Diz o anúncio da NOS:

O futuro é para nós. Pela primeira vez o teu tablet sabe o que gostas de ver. Depois, só precisas de escolher e enviar para a televisão. Só a NOS te liga à televisão do futuro. Há mais em NOS.

Tenho algumas reservas. Olhando para este anúncio, vejo uma criança que tem um amigo robô, com quem joga às escondidas dentro de casa, sendo facilmente apanhado, com quem faz desenhos de foguetões (ou melhor, a criança faz um desenho de criança, o robô faz um projecto detalhado com escala), que desiste de fazer os trabalhos de casa, pasta imediatamente passada ao robô, que por ser máquina deve dar conta daquilo num ápice, e que perante a dificuldade em completar o desafio do cubo mágico o entrega ao seu camarada que finaliza o quebra-cabeças em fracções de segundos.

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A favor porque sim

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Este cartaz está a fazer furor (invento; não sei se está). Paulo Pinto usou-o para dissertar sobre uma tal “inorância tóssica” e Luis M. Jorge trouxe os marretas à discussão para classificar os protagonistas dos debates de ideias em Portugal (não se sabe se todos, se só os referentes ao AO).

Em causa está o facto de este cartaz conter “palavras que não existem nem antes nem depois do AO, que são erros básicos de português, a lembrar a do “cágado cagado” que circula por aí, só para mandar areia para os olhos dos incautos e fazê-los correr, talvez”, escreve Paulo Pinto.

Não conheço a génese do cartaz mas, talvez não por acaso, até reflecte o panorama do que passou a existir depois deste acordo ter sido imposto por lei. Como tem sido repetidamente demonstrado no Aventar, vários são os exemplos de palavras que “não existem nem antes nem depois do AO” e que, graças ao AO,  começaram a aparecer com regularidade. Um exemplo? Veja-se este, saidinho no Diário da República.

Mas prontos (também posso inventar, está bem?), em causa está uma  “sanha ignorante, cega, mal-informada, preconceituosa e de má-fé” quando alguém ousa demonstrar que o AO é um erro e um falhanço. O primeiro porque complicou, em vez de simplificar e o segundo porque nem os acordistas o conseguem usar correctamente. Claramente, uns marretas.

[editado para corrigir uma gralha]