Legendas

A legendagem de filmes – primeiro – e das emissões televisivas – depois- foi uma das raríssimas heranças positivas dos tempos “da outra senhora”. Não que a ditadura tivesse preocupações com a integridade da criação artística, como acontece hoje connosco. Longe disso. A verdade é que a legendagem funcionava – independentemente da sua qualidade – como uma última barreira de censura.

A primeira era a proibição pura e simples, a segunda os cortes – por vezes brutais – e, finalmente, a legendagem. A dois níveis: um primeiro, a adulteração das falas, um segundo decorrente da simples dificuldade, ou impossibilidade, da sua leitura dada a baixíssima literacia da maioria da população. As coisas melhoraram muito depois da queda da ditadura e chegaram a elevados níveis na qualidade de tradução. [Read more…]

Diga lá outra vez, Dr. Montenegro

Um mês depois de ter afirmado que “a bancada do PSD não está ressabiada com nada“, o partido a cuja bancada parlamentar preside o Dr. Montenegro, vem comunicar ao país que ainda não ultrapassou o trauma de viver em democracia. Luís Montenegro acusa o governo de reescrever a história, mas é precisamente o seu partido que a quer reescrever. Uma história em que a democracia representativa, esse capricho da extrema-esquerda, perde a sua legitimidade. Infelizmente, para os alegadamente não-ressabiados da direita, reescrever a história não vai chegar. Vai ser preciso reescrever a Constituição da República Portuguesa. Acontece que, pelo andar da carruagem, PSD e respectivos amiguinhos do Caldas estão cada vez mais afastados dos dois terços de parlamentares necessários para conseguir abolir a democracia representativa. Algo que, é sabido, só pode ser obra do Diabo. O drama, a tragédia e o horror do costume.

imagem via Uma Página Numa Rede Social

Faleceu e precisa de um médico?

Então não perca mais tempo e contacte já a Unidade de Saúde Familiar Lusitânia, em Évora. O custo fica a cargo do SNS.

Mais uma para o dossier “quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas?”

Lidl vai investir 70 milhões de euros em Portugal até ao final do ano.

João Vieira Pereira, um socrático inflitrado?

 

João Vieira Pereira, e julgo não haver grandes dúvidas quanto a isto, será um dos comentadores mais insuspeitos de nutrir qualquer tipo de simpatia pelos ideais de esquerda, pelos partidos de esquerda ou pelo acordo à esquerda que legitimou o governo de António Costa. De igual forma, não se lhe conhece qualquer ligação a José Sócrates, Armando Vara ou Carlos Santos Silva. Antes pelo contrário. Paulada na esquerda é coisa que o quadro do grupo Impresa tem feito com frequência e vigor.

Posto isto, e tratando-se apenas e só da opinião do comentador, altamente valorizada e respeitada pelos partidos de direita, pelos políticos de direita, pelos comentadores e blogues de direita, as declarações de João Vieira Pereira, contidas no vídeo em cima, poderão chocar os liberais e conservadores mais sensíveis. O resgate era inevitável? Pelos vistos não, e para isso bastaria o PSD ter abdicado do seu jogo político. À altura, importa relembrar, até Angela Merkel criticou a postura da direita parlamentar portuguesa, classificando-a de “lamentável”. E, por muito que o afundamento das contas púbicas possa ter sido obra dos socialistas, a inevitabilidade do resgate, segundo Vieira Pereira, foi consequência directa de uma decisão de Pedro Passos Coelho e restantes correlegionários. Uma decisão fundada nas ambições do PSD e do seu líder, não no superior interesse nacional. Era isso ou eleições dentro do partido. Passos não hesitou. E o resultado foi o que foi.

via Uma Página Numa Rede Social

O dinheiro que não se evapora

13 mil milhões de euros dariam para 20 hospitais (um por distrito e região autónoma), 4 submarinos, 2 campeonatos do Euro (futebol), 1 ano de RSI e 1 ano de Educação – tudo junto.

 

13 mil milhões desapareceram do bolso dos portugueses ao longo de 9 anos, desde que a moda pegou com o BPN. 7% do PIB. Temos consciência de estarmos perante muito dinheiro. Mas vemos estes números na comunicação social e o que é que eles significam mesmo? É preciso encontrar termos de referência para percebermos.

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Os entrevistados da semana e as Autárquicas

[Rui Naldinho]

O actual e o ex primeiro-ministros foram ambos entrevistados esta semana. Registo o facto de a SIC já ter entrevistado Passos Coelho três vezes no espaço de um ano, ABR16
, OUT16 e ABR17, enquanto António Costa, chefe do governo ter sido entrevistado pela estação de Carnaxide uma única vez. Coincidências ou não, a SIC cada vez parece mais a estação de televisão do “Diabo”. Que tal pôr o “mafarrico” como a sigla do canal de Francisco Balsemão?


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​AI !


Vejam como ele se comove! Vejam como ele lamenta “aquelas lindas criancinhas”, enquanto, rastejando, os amigos, lá atrás, fazem contas aos lucros emergentes. Vejam como se esforça por produzir uma piedosa lágrima, como se esforça por criar um esgar de dó, como não consegue evitar uma pequena e jubilosa libertação de urina. Ai que pena que ele tem dos infelizes, ai que sacrifício que representou ter de atacar a Síria por quem seu coração extremoso sofre. Ai como ele lamenta subir na popularidade entre os seus concidadãos, por ter, por eles, atacado um país soberano e derramado o sangue dos humanos alvos. Ai como ele chama, fraternal e desinteressadamente, os seus aliados para o seu lado, exortando-os à cruzada contra os infiéis, juntando as forças às benfasejas e agora abençoadas e perdoadas hostes da AlQaeda e do Daesh que, afinal, não são assim tão maus rapazes. Ai como é bonito ver esta chamada às armas a caminho do supremo prémio do petró…, perdão, do céu! Ai como é comovente, após milhões de anos de evolução e dezenas de milhares anos de história, ver o pináculo do poder da maior potência militar mundial ser ocupado, graças à esclarecida escolha do seu dotado povo, por tão elevada personagem! Ai, como é possível que haja por aí quem não consiga ver a luz que emana deste rosto alaranjado, deste vingador ungido pelo alto!
Numa palavra: AI !!!

Cancioneiro mexiano

Eu não quis sodomizá-lo. Ele é que estava de costas.

Cancioneiro mexiano

Eu não tenho um grande par de cornos. A minha mulher é que é muito generosa.

Cancioneiro mexiano

A água não está cara. As torneiras é que não deviam abrir.

The Donald Trump show

via Uma Página Numa Rede Social

O palhaço

António Mexia: “A eletricidade não é cara. As casas é que estão mal construídas”

Olho por olho, (resi)dente por (resi)dente

Uma série de acontecimentos ocorridos recentemente, entre descarrilamentos, um eloquente post de alguém muito atento à matéria ferroviária e actos de residência pífios, levaram-me, em associação livre de ideias, ao novo disco dos The Residents, todo ele construído sobre relatos do crescente número de acidentes de comboio que o incontrolável desenvolvimento tecnológico de finais do século XIX ia produzindo e das “rápidas e desagradáveis mortes” que infligia.

Não pretendendo enveredar pela crítica a mais um capítulo da extensa obra desta super-banda – toda a gente ama os Residents, os quatro decoradores de interiores do apocalipse, embora desconhecendo a identidade dos seus membros, quando não mesmo a sua música (música?) -, não posso deixar de assinalar aqui o seu 84.º álbum, “The Ghost of Hope,” na esperança que vos possa assombrar o luminoso fim de semana que se avizinha.

Continental Mabor, a mais recente vítima do regime soviético da Geringonça

A razia soma e segue e o tecido empresarial português continua a ser dizimado pela fúria soviética. A Continental Mabor, quarta maior exportadora do país, prepara-se para levar a cabo um investimento na casa dos 100 milhões de euros, depois dos 50 milhões já aplicados na construção de uma nova unidade de fabrico de pneus agrícolas, que resultará na criação de 200 novos postos de trabalho. Ora, estando nós no tal país em que investidor algum poria o seu dinheiro, ou não fosse ele governado por perigosos bloquistas e comunistas, este novo investimento da gigante alemã não faz qualquer sentido. Até porque os alemães não são conhecidos por gastar mal gasto o seu dinheiro. Será que os comunistas raptaram a família do senhor Elmar Degenhart e ameaçaram comer os seus filhos ao pequeno-almoço?

Imagem via Jornal de Negócios

Os lesados-ao-contrário do BES

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, considerou hoje (31/03/2017) que a venda do Novo Banco anunciada pelo Banco de Portugal é uma má decisão, que ocorre depois de um processo de desvalorização daquela instituição bancária.[MSN/LUSA]

Ora bem, não foi o PSD que nomeou o seu boy Sérgio Monteiro, pago a peso de ouro (custo total com a contratação de 458 mil euros por ano e meio de serviço)  para vender o Novo Banco? Não era este o ás que ia mostrar quão certa foi a intervenção no BES para, afinal, não ter vendido coisa alguma?

A decisão sobre o BES é má desde há vários anos e políticos destes, como Montenegro, mais valia recolherem-se ao recato destinado aos incompetentes que, por estratégia, decidiram que a banca não era assunto para Conselho de Ministros – mas pagar os desmandos da banca, via decreto-lei, já o foi.

Zangam-se as comadres (o pior é que têm armas nucleares)

Quando a amizade entre dois facínoras se quebra sabemos que o pior dos cenários passa a ser possível. Desde a eleição de Donald Trump, a grande amizade com Putin era a vertente mais perigosa do delirante programa de Trump. O potencial de ocorrer um diferendo entre os dois era imenso, a começar pela delicada questão do levantamento das sanções à Rússia. O primeiro diferendo ocorreu mais celeremente que previsto. A Rússia já condenou o ataque dos EUA à base síria do regime de Assad. Quem está ao corrente do percurso de Putin conhece a sua irredutibilidade. A vingança ao ataque de Trump virá mais cedo ou mais tarde, mais patética ou mais violenta a vingança ocorrerá. Por exemplo, não surpreenderia que o video do chichi em que Trump se diverte com prostitutas em Moscovo fosse divulgado nos próximos dias.

Tudo isto não seria muito grave se esta dupla de irresponsáveis não tivesse armas nucleares à sua disposição…

De Dave Granlund.
http://www.davegranlund.com

Laranja é fixe!

Quando penso em cor-de-laranja, o que me vem à cabeça, tirando as laranjas, são profecias da desgraça, bancos em apuros e a Dra. Maria Luís Albuquerque da Arrow a garantir que um défice abaixo dos 3% era “aritmeticamente impossível. Isso é um conjunto de indivíduos que não levam o país a sério. Hoje, porém, cor-de-laranja é sinónimo de boas notícias. Não que seja a notícia do ano, pessoalmente nem fazia ideia de que este indicador existia, mas sempre é melhor que um pontapé nas costas. Sete anos depois, Portugal sai do vermelho no indicador de vulnerabilidade do Mecanismo Europeu de Estabilidade, uma espécie de rating “lixo” da coisa, e sobe ao escalão laranja, onde não respira de alívio e nada de particularmente espectacular lhe vai acontecer. Porém, depois de tanta catástrofe anunciada, e na iminência da chegada do Dr. Belzebu, estes detalhes, que não há muito tempo originariam títulos bombásticos nos jornais do costume, ganham alguma relevância. Não muita, que a dívida é estratosférica e ainda existem muitos portugueses em grandes dificuldades. Mas depois de tudo o que nos contaram, das tragédias que espreitavam ao virar da esquina, não era suposto Portugal ser já uma espécie de Venezuela?

via Twitter ESM

 

Ó Pedro, sai da tua zona de conforto.

O karma é lixado.

Pobre TINA

Afinal, havia outra. E nisso reside o busílis do diabo. 

Nada a acrescentar.

«Nas televisões Armando Vara é o “ex-ministro socialista”, que foi. Dias Loureiro é Dias Loureiro e, às vezes, o “empresário”. É o que há.» – José Simões

Magnata comunista investe em Portugal

Passos Coelho bem tentou avisar, mas este povo esquerdalho, ingrato e preguiçoso, fez ouvidos de mercador. Com a chegada do PS minoritário ao poder, apoiado parlamentarmente pela temível máquina soviética da Geringonça, investidor algum voltaria a pôr o seu dinheiro no rectângulo. Era um dado adquirido. Só que não.

A verdade é que Passos partiu a loiça toda. E isso ninguém lhe tira. Acontece que o investimento, não sendo o desejado, lá foi aparecendo, pela mão dos franceses da Renault ou dos alemães da Eberspaecher, apenas para citar alguns casos, aos quais acrescento a insólita fila de espera de milionários estrangeiros que sonham adquirir um imóvel de luxo em Cascais. Apesar do violento imposto sobre o património. A explicação mais lógica, a meu ver, é bastante simples: tratam-se de investimentos sacados à bruta, com ameaças e chantagem à mistura, aos quais os pobres investidores não conseguem resistir sob pena de ver as suas famílias raptadas e entregues a comunistas que comem crianças (e adultos) ao pequeno-almoço.  [Read more…]

Dia das Mentiras – a homenagem a Pedro Passos Coelho

Cinco dias após o 1º de Abril, este recuerdo chega tarde mas a boas horas, porque nem todos os embustes são tão inofensivos como aqueles com os quais brincamos no Dia das Mentiras. Alguns chegam e sobram para se ser eleito primeiro-ministro e submeter milhões a um bafiento radicalismo que muitos julgavam extinto.

Video: Luís Vargas@Geringonça

O défice, os parasitas e a propaganda

No final da passada semana, quase à mesma hora, Público e RTP trouxeram Conselho de Finanças Públicas à baila. No primeiro, ao bom velho estilo marxista que por lá impera, destacava-se a possibilidade, aventada por Teodora Cardoso, sobre os perigos de um défice acima dos 3%. Na estação pública, naturalmente controlada pela Geringonça, é referido um relatório do CFP, que aponta para um défice de 1,7% em 2017, caso o sistema bancário não entre novamente em colapso. 

Três dados a reter: 1) apesar de Teodora Cardoso, o CFP parece ter deixado de contribuir para o peditório do Diabo, 2) o problema continua a ser o mesmo – os bancos, os seus parasitas e as suas vidas acima das suas possibilidades, que continuam a pôr o país em xeque – e 3) o Público do senhor Dinis não se limita a purgar a sua redacção de perigosos esquerdalhos, tendo já adoptado o idioma oficial da propaganda de direita.

Parquímetros arrancados em Carnide, Lisboa

A população em reacção contra a prepotência do poder. Por muito mais, nada se fez noutras situações. É o que sobra num país onde a palavra do político vale um redondo zero e onde a justiça não existe. 

Apanhados bem feitos

Ao cuidado das televisões portuguesas:

Eis um apanhado bem feito, sem irritar ninguém, que parece que é a única forma que por cá se sabe fazer quanto a estes sóquetes. Ó senhores das televisões, há anos que fazem variações do mesmo apanhado, o qual essencialmente consiste em alguém levar o outro aos arames, para no fim lhe dizer que era para a têvê. Como se isso tivesse piada. Gostava de um dia participar numa coisa dessas – não é sempre que se aplica um bom par de estalos para depois se concluir que “era a brincar, não leve a mal”.

Páginas do Barroco (4) – João Sousa de Carvalho

1. Allegro

Tocata em Sol menor, de João de Sousa Carvalho (1745-1799), primeiro andamento (vídeo supra) e segundo andamento, o mais conhecido (a seguir). Referenciado como compositor barroco, a opinião não é, no entanto, unânime, sendo apontado à sua obra “fortes pontos de contacto com as tendências estéticas do pós-barroco, em especial com o chamado estilo galante, caracterizando-se por uma harmonia relativamente simples e uma fecunda inspiração melódica“.

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Frustrados e mal pagos

Santana Castilho*

1 Toda a responsabilidade das mudanças projectadas para a Educação cai sobre os professores, sendo tão curioso verificar o topete com que se anuncia hoje como novo e criativo tudo o que já foi usado e abandonado, como registar as incoerências crassas no seio daquilo que é proposto. Com efeito, que credibilidade podemos atribuir a uma estratégia de intervenção pedagógica que afirma querer construir um novo perfil de saída dos alunos, assente em novas competências, sem tocar no currículo e que afirma, igualmente, que vai definir as “matérias essenciais”, quando essa definição, obviamente, significa intervenção nos programas? Como serão feitos os exames e as provas de aferição? Considerando os programas, em que não vão mexer, ou as matérias essenciais, que vão definir? Tudo isto é uma trapalhada para tornear a lei, que prevê 20 meses entre o momento em que as alterações são anunciadas e o início do ano a que respeitem. Mas se é insensato achar que se pode fazer isto sem mudanças curriculares, mais insensato ainda é pensar que se pode desenvolver uma cultura altamente cooperativa e de trabalho conjunto entre os professores sem intervir nas suas cargas lectivas e não lectivas, designadamente na estúpida burocracia que os submerge. [Read more…]

A injustiça

Não reuniram “prova suficiente, suscetível de ser confirmada em sede de julgamento“. Como se sabe, com polvo e champô é mais fácil.

Advogado de Vara mostrou-se surpreendido


Também eu não estava à espera, especialmente quando comparado com as consequências de furtar champô e polvo.